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Meio Ambiente

Desmatamento

Desmatamento

 

Desmatamento

As florestas são o habitat mais rico e diversificado do planeta. Entretanto, são elas as maiores vítimas do "progresso" – se assim podemos chamar – do homem.

As florestas tropicais do mundo estão sendo dizimadas a uma velocidade impressionante. Todo ano, 4 a 5 milhões de hectares são completamente destruídos.

Isso significa que, a cada minuto, 12 a 20 hectares desaparecem do mundo diariamente. Além disso, uma espécies animal extinta a cada meia hora.

Isso acontece por causa das necessidades do homem em obter matéria-prima, pensando apenas no benefício imediato que isso lhes trará. Algumas das madeiras de lei fornecidas pelas árvores das florestas têm um valor comercial alto.

Com a tecnologia moderna, nunca foi tão fácil cortar as árvores das florestas. Máquinas pesadas, como tratores e guindastes, são capazes de devastar grandes porções de floresta com muito mais eficiência do que com os antigos machados.

Mas há outras razões por detrás do desmatamento, além da extração de madeira. Os países em desenvolvimento precisam cada vez mais estradas, represas, diques, canais, rede elétrica, tubulações para saneamento. Hoje, em poucos meses, pode-se converter uma grande extensão de floresta em enormes plantações ou fazendas de gado. O desmatamento é também uma forma de se obter espaço, “limpar a terra”, para depois utilizar a mesma para outro fim.

As conseqüências do desmatamento

Pode ser deplorável que as florestas tenham de ser destruídas para ceder lugar ao crescimento e à expansão, tão necessários aos países em desenvolvimento.

Mas, infelizmente, florestas destruídas não significam terras adequadas para atividades agrícolas e pecuárias. Se a terra não for bem manejada, ela pode se tornar infértil rapidamente. Muitas vezes, pela falta de informação do agricultor isso acaba acontecendo, e a terra é abandonada.

Quando convertidas em terras para lavoura, as florestas permanecem férteis por poucos anos. Então, mais áreas de floresta têm de ser destruídas e o processo se repete. Os habitantes das florestas adotam um método agrícola baseado no corte e queima de pequenos trechos da floresta que usam para cultivo temporário.

Hoje, contudo, essa prática está atingindo proporções gigantescas, deixando um rastro de terra estéril, que já não poderá ser utilizada para nada.

A remoção da camada que cobre o solo da floresta pode gerar outros sérios efeitos colaterais. As florestas são diretamente responsáveis pelas chuvas, pois as gigantescas árvores absorvem grande parte da água, devolvendo-a lentamente ao meio ambiente sob forma de umidade. A devastação da floresta, reduzindo a quantidade de chuva na região, pode levar a um processo de desertificação. Desprovido de sua cobertura vegetal, o solo fica mais vulnerável à erosão. Há 40 anos, quase metade da Etiópia era coberta de florestas, fonte de água preciosa para a irrigação das lavouras. Hoje restam apenas 5% das florestas etíopes.

Como conseqüência, a enorme população do país tem sido vitimada pela fome, seca e enchentes.

A destruição das florestas tem também graves conseqüências em escala mundial. As florestas tropicais regulam os padrões climáticos globais. Em regiões tropicais, mais de 1 bilhão de pessoas dependem da água produzida pelas florestas para irrigar sua produção agrícola. No Hemisfério Norte, fenômenos como ciclos de chuvas desregulados e o aumento de dióxido de carbono na atmosfera são possíveis resultados do desmatamento registrado nos trópicos. Essa devastação poderia levar a um aquecimento generalizado da atmosfera, conhecido por "efeito estufa" que, por sua vez, poderia acelerar o derretimento das calotas polares e contribuir para a elevação do nível do mar.

Uma vez destruída, a floresta não pode ser recuperada. Mesmo removendo apenas as árvores maiores, o frágil ecossistema florestal não resistirá. Com ele, estão perdidas para sempre comunidades inteiras de plantas e animais, muitas das quais de valor incomensurável para nós. Há séculos, tribos das florestas têm usado as propriedades químicas de muitas espécies de plantas para obter drogas e medicamentos. A própria ciência moderna reconhece hoje o valor dessas ervas medicinais, algumas para o tratamento de doenças graves como câncer, leucemia, problemas musculares e cardíacos. São também usadas como ingredientes básicos para a fabricação de hormônios controladores da natalidade, estimulantes e tranqüilizantes.

Hoje, 40% das florestas do planeta já desapareceram. Aquelas que restam estão sendo destruídas a um ritmo tão acelerado que muitos países já perderam quase totalmente suas florestas.

Desmatamentos e queimadas

Desde a ocupação portuguesa, o Brasil enfrenta queima de vegetação original e desmatamentos com o intuito de aumentar as áreas de cultivo e pastagens, bem como facilitar a ocupação humana e, consequentemente, a especulação imobiliária. Estes procedimentos, ao longo dos anos, levaram à extinção de várias espécies vegetais e animais e à erosão mais acentuada do solo. As florestas tropicais das Américas Central e do Sul, da África e da Ásia são as mais atingidas pelo desmatamento, devido principalmente ao corte de madeira para exploração, comércio que movimenta bilhões de dólares a cada ano.

A teoria do desenvolvimento sustentado, que defende o desenvolvimento econômico em acordo com políticas governamentais que visam a preservação do meio ambiente, vem sendo cada vez mais usada e aproveitada, sendo defendida não apenas por ambientalistas como também por empresários, que entendem que a deterioração ambiental tem relação direta com a pobreza e a queda no nível e qualidade no nível e qualidade de vida da população. Neste sentido, o trabalho de conscientização feito por escolas e organizações não-governamentais é bastante importante, pois só a consciência humana será capaz de preservar o meio ambiente e, consequentemente, a própria humanidade.

Fonte: www.geocities.com

Desmatamento

Desmatamento

O desmatamento vem acontecendo por vários motivos:

Uns dizem que é para a criação de gado, com o intuito de cria-lo apenas no pasto comendo grama, uma coisa sem nexo, pois o gado engorda do mesmo jeito.

Outro fator é a construção de rodovias, onde vão destruindo a mata e construindo enormes capas de piche em cima destas terras tão produtivas que possuímos neste nosso Brasil. A extração da madeira também provoca a derrubada das matas e muitas vezes, essas madeiras ficam esquecidas no coração da mata sucumbindo a vegetação.

A taxa exata na razão da qual as florestas estão atualmente sendo destruídas no mundo não são conhecidas, uma vez que não tem sido feito um censo global desde 1990. Naquela época, uma área de aproximadamente 150.000 km2 de floresta tropical, equivalente ao tamanho do estado de São Paulo, tem sido destruída a cada ano. Também uma área semelhante de florestas tem sido destruída ou degradada anualmente. Na média, a taxa de destruição aumentou durante os últimos anos em função de desmatamento irregular e clandestino no Brasil e na Indonésia.

As florestas ao redor do mundo estão sob pressão. As florestas tropicais estão rapidamente desaparecendo principalmente devido ao corte da madeira, exploração mineral, construção de hidroelétricas e a ocupação desordenada da terra em geral.

A vida de nossos indígenas está indeterminada e todo ano milhares de espécies de animais e plantas desaparecem da face da terra. Isso é triste, né?!

Impactos sobre o ecossistema

Desmatamento

As queimadas e desmatamentos deixam o solo desprotegido, facilitando a erosão e provocando a perda de nutrientes e diminuindo a fertilidade

O solo sem cobertura causa o assoreamento dos rios, o que produz inundações

As represas recebem grande quantidade de terra, sofrendo contínuo processo de assoreamento e prejudicando a vida aquática

Formam-se novas ilhas nos santuários dos rios, impedindo a subida dos peixes e dificultando o transporte fluvial.

Fonte: www2.uol.com.br

Desmatamento

 

Desmatamento

As florestas são o habitat mais rico e diversificado do planeta. Entretanto, são elas as maiores vítimas do "progresso" – se assim podemos chamar – do homem.

As florestas tropicais do mundo estão sendo dizimadas a uma velocidade impressionante. Todo ano, 4 a 5 milhões de hectares são completamente destruídos.

Isso significa que, a cada minuto, 12 a 20 hectares desaparecem do mundo diariamente. Além disso, uma espécies animal extinta a cada meia hora.

Isso acontece por causa das necessidades do homem em obter matéria-prima, pensando apenas no benefício imediato que isso lhes trará. Algumas das madeiras de lei fornecidas pelas árvores das florestas têm um valor comercial alto.

Com a tecnologia moderna, nunca foi tão fácil cortar as árvores das florestas. Máquinas pesadas, como tratores e guindastes, são capazes de devastar grandes porções de floresta com muito mais eficiência do que com os antigos machados.

Mas há outras razões por detrás do desmatamento, além da extração de madeira. Os países em desenvolvimento precisam cada vez mais estradas, represas, diques, canais, rede elétrica, tubulações para saneamento. Hoje, em poucos meses, pode-se converter uma grande extensão de floresta em enormes plantações ou fazendas de gado. O desmatamento é também uma forma de se obter espaço, “limpar a terra”, para depois utilizar a mesma para outro fim.

As conseqüências do desmatamento

Pode ser deplorável que as florestas tenham de ser destruídas para ceder lugar ao crescimento e à expansão, tão necessários aos países em desenvolvimento.

Mas, infelizmente, florestas destruídas não significam terras adequadas para atividades agrícolas e pecuárias. Se a terra não for bem manejada, ela pode se tornar infértil rapidamente. Muitas vezes, pela falta de informação do agricultor isso acaba acontecendo, e a terra é abandonada.

Quando convertidas em terras para lavoura, as florestas permanecem férteis por poucos anos. Então, mais áreas de floresta têm de ser destruídas e o processo se repete. Os habitantes das florestas adotam um método agrícola baseado no corte e queima de pequenos trechos da floresta que usam para cultivo temporário.

Hoje, contudo, essa prática está atingindo proporções gigantescas, deixando um rastro de terra estéril, que já não poderá ser utilizada para nada.

A remoção da camada que cobre o solo da floresta pode gerar outros sérios efeitos colaterais. As florestas são diretamente responsáveis pelas chuvas, pois as gigantescas árvores absorvem grande parte da água, devolvendo-a lentamente ao meio ambiente sob forma de umidade. A devastação da floresta, reduzindo a quantidade de chuva na região, pode levar a um processo de desertificação. Desprovido de sua cobertura vegetal, o solo fica mais vulnerável à erosão. Há 40 anos, quase metade da Etiópia era coberta de florestas, fonte de água preciosa para a irrigação das lavouras. Hoje restam apenas 5% das florestas etíopes.

Como conseqüência, a enorme população do país tem sido vitimada pela fome, seca e enchentes.

A destruição das florestas tem também graves conseqüências em escala mundial. As florestas tropicais regulam os padrões climáticos globais. Em regiões tropicais, mais de 1 bilhão de pessoas dependem da água produzida pelas florestas para irrigar sua produção agrícola. No Hemisfério Norte, fenômenos como ciclos de chuvas desregulados e o aumento de dióxido de carbono na atmosfera são possíveis resultados do desmatamento registrado nos trópicos. Essa devastação poderia levar a um aquecimento generalizado da atmosfera, conhecido por "efeito estufa" que, por sua vez, poderia acelerar o derretimento das calotas polares e contribuir para a elevação do nível do mar.

Uma vez destruída, a floresta não pode ser recuperada. Mesmo removendo apenas as árvores maiores, o frágil ecossistema florestal não resistirá. Com ele, estão perdidas para sempre comunidades inteiras de plantas e animais, muitas das quais de valor incomensurável para nós. Há séculos, tribos das florestas têm usado as propriedades químicas de muitas espécies de plantas para obter drogas e medicamentos. A própria ciência moderna reconhece hoje o valor dessas ervas medicinais, algumas para o tratamento de doenças graves como câncer, leucemia, problemas musculares e cardíacos. São também usadas como ingredientes básicos para a fabricação de hormônios controladores da natalidade, estimulantes e tranqüilizantes.

Hoje, 40% das florestas do planeta já desapareceram. Aquelas que restam estão sendo destruídas a um ritmo tão acelerado que muitos países já perderam quase totalmente suas florestas.

Desmatamentos e queimadas

Desde a ocupação portuguesa, o Brasil enfrenta queima de vegetação original e desmatamentos com o intuito de aumentar as áreas de cultivo e pastagens, bem como facilitar a ocupação humana e, consequentemente, a especulação imobiliária. Estes procedimentos, ao longo dos anos, levaram à extinção de várias espécies vegetais e animais e à erosão mais acentuada do solo. As florestas tropicais das Américas Central e do Sul, da África e da Ásia são as mais atingidas pelo desmatamento, devido principalmente ao corte de madeira para exploração, comércio que movimenta bilhões de dólares a cada ano.

A teoria do desenvolvimento sustentado, que defende o desenvolvimento econômico em acordo com políticas governamentais que visam a preservação do meio ambiente, vem sendo cada vez mais usada e aproveitada, sendo defendida não apenas por ambientalistas como também por empresários, que entendem que a deterioração ambiental tem relação direta com a pobreza e a queda no nível e qualidade no nível e qualidade de vida da população. Neste sentido, o trabalho de conscientização feito por escolas e organizações não-governamentais é bastante importante, pois só a consciência humana será capaz de preservar o meio ambiente e, consequentemente, a própria humanidade.

Fonte: www.geocities.com

Desmatamento

Desmatamento

O desmatamento vem acontecendo por vários motivos:

Uns dizem que é para a criação de gado, com o intuito de cria-lo apenas no pasto comendo grama, uma coisa sem nexo, pois o gado engorda do mesmo jeito.

Outro fator é a construção de rodovias, onde vão destruindo a mata e construindo enormes capas de piche em cima destas terras tão produtivas que possuímos neste nosso Brasil. A extração da madeira também provoca a derrubada das matas e muitas vezes, essas madeiras ficam esquecidas no coração da mata sucumbindo a vegetação.

A taxa exata na razão da qual as florestas estão atualmente sendo destruídas no mundo não são conhecidas, uma vez que não tem sido feito um censo global desde 1990. Naquela época, uma área de aproximadamente 150.000 km2 de floresta tropical, equivalente ao tamanho do estado de São Paulo, tem sido destruída a cada ano. Também uma área semelhante de florestas tem sido destruída ou degradada anualmente. Na média, a taxa de destruição aumentou durante os últimos anos em função de desmatamento irregular e clandestino no Brasil e na Indonésia.

As florestas ao redor do mundo estão sob pressão. As florestas tropicais estão rapidamente desaparecendo principalmente devido ao corte da madeira, exploração mineral, construção de hidroelétricas e a ocupação desordenada da terra em geral.

A vida de nossos indígenas está indeterminada e todo ano milhares de espécies de animais e plantas desaparecem da face da terra. Isso é triste, né?!

Impactos sobre o ecossistema

Desmatamento

As queimadas e desmatamentos deixam o solo desprotegido, facilitando a erosão e provocando a perda de nutrientes e diminuindo a fertilidade

O solo sem cobertura causa o assoreamento dos rios, o que produz inundações

As represas recebem grande quantidade de terra, sofrendo contínuo processo de assoreamento e prejudicando a vida aquática

Formam-se novas ilhas nos santuários dos rios, impedindo a subida dos peixes e dificultando o transporte fluvial.

Fonte: www2.uol.com.br

Desmatamento

 

Desmatamento contribui para o esgotamento das fontes de água natural prejudicando o abastecimento, deixa o solo sem proteção das raízes das árvores, impedindo a erosão.

Desmatamento

A terraplanagem arranca as árvores e plantas rasteiras e corta o solo. O desmatamento ocorre para o plantio, a criação de gado, para a comercialização da madeira, para moradias, etc.

A devastação florestal preocupa brasileiros e ambientalistas do mundo todo, pois interfere na fauna, destrói espécies da flora, contribui para a poluição da água, do ar, das chuvas ácidas, do efeito estufa e a comercialização ilegal de madeiras nobres.

Desmatamento

Ocorre a poluição do solo, quando o homem polui o solo , quando joga sobre ele qualquer coisa nestas áreas desmatadas, o material jogado não entra em decomposição, os decompositores são destruídos, o solo contaminado torna-se uma via transmissora e propagadora de doenças, assim como a perda da fertilidade do solo.

Desmatamento

A floresta Amazônica, cerca de 13% dos 5 milhões de quilômetros quadrados originais foram destruídas. A área é equivalente à Europa Ocidental e com uma população de 17 milhões de pessoas. Calcula-se que na floresta Amazônica existem 2 milhões de espécies vegetais e animais, das quais só 30 % são do conhecimento da ciência.

Desmatamento

As florestas tropicais ocupam 16 milhões de quilômetros quadrados no mundo. Estima-se que, a cada ano, 100 mil quilômetros quadrados de árvores sejam destruídos por queimadas, projetos mal-executados, desmatamentos, mineração inadequadas e pressão demográfica. Pelo menos 25% das essências farmacêutica utilizam matéria-prima oriunda das florestas tropicais, que ocupam 7% da superfície do planeta e abriga 80% dos seres vivos.

Desmatamento

Aproximadamente 5 milhões de hectares foram queimados no Brasil, na Indonésia, em Nova Guiné, na Colômbia, no Peru, no Quênia, em Ruanda, no Congo e em outros países. Além do custo ecológico, os incêndios contribuem para intensificar o efeito estufa, assim como a especulação madeireira. No Brasil dados preliminares indicam que o número de queimadas cresceu. No Rio Grande do Sul, as florestas ocupam 40% da área total do Estado. Até a uma década, essa área havia caído para 2,6% do território gaúcho. A África é uma amostra de destruição, em Madagascar, a devastação de 93% das florestas tropicais transformou regiões exuberantes em desertos.

Desmatamento

Desmatamento

As florestas de clima temperado são devastadas de modo mais intenso do que as tropicais. Estima-se que 44% dessas matas já desapareceram, restando 23 milhões em biodiversidades.

A Mata Atlântica, que há 498 anos encheu os olhos dos portugueses tão logo aportaram no Brasil, está agonizando. Da vegetação original, que cobria 1,2 milhões de quilômetros quadrados, restam apenas 7%.

Fonte: paginas.terra.com.br

Desmatamento

O Desmatamento é a operação que objetiva a supressão total da vegetação nativa de determinada área para o uso alternativo do solo.

Considera-se nativa toda vegetação original, remanescente ou regenerada, caracterizada pelas florestas, capoeiras, cerradões, cerrados, campos, campos limpos, vegetações rasteiras, etc. Reforçamos o entendimento de que qualquer descaracterização que venha a suprimir toda vegetação nativa de uma determinada área deve ser interpretada como desmatamento.

Entende-se por área selecionada para uso alternativo do solo, aquelas destinadas à implantação de projetos de colonização de assentamento de população; agropecuários; industriais; florestais; de geração e transmissão de energia; de mineração; e de transporte. (definição dada pelo Decreto 1.282, de 19 de outubro de 1994 – Cap. II, art. 7º, parágrafo único e pela Portaria 48, de 10 de julho de 1995 – Seção II, art. 21, §1º).

De acordo com EMBRAPA (1996) e conforme CNPq e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (1987), desmatamento é caracterizado pela prática de corte, capina ou queimada (por fogo ou produtos químicos), que leva à retirada da cobertura vegetal existente em determinada área, para fins de pecuária, agricultura ou expansão urbana.

Partindo do princípio que o desmatamento envolve um impacto ambiental dos mais acentuados, devido à descaracterização total do habitat natural, considera-se esta prática como sendo a última alternativa, pois se a área solicitada para o desmate ainda é madeirável, isto é, se ela possui madeira de boa qualidade em quantidades economicamente viáveis, ao invés de se efetuar um desmatamento, deve-se implantar um Plano de Manejo Florestal Sustentado (PMFS). Caso a área requerida seja para formação de pastagens, dependendo da tipologia, pode-se optar pelo plantio direto. Nos casos em que a área solicitada realmente depende do corte raso para possibilitar o uso agrícola, pode-se intercalar faixas de vegetação nativa entre as áreas de plantio, a fim de minimizar os impactos envolvidos com a perda de solo e processos erosivos.

Na Amazônia Legal, as solicitações de conversão para uso alternativo do solo acima de 3ha/ano não podem prescindir da apresentação de inventário florestal, bem como de vistoria prévia. Anteriormente a qualquer vistoria, o técnico executante deve rever a legislação para que não ocorram deslizes devido à inobservância legal.

Em atendimento a Instrução Normativa 003, de 10 de maio de 2001, deve-se apresentar o Inventário Florestal a 100% de todos indivíduos com DAP>20cm para a região da Amazônia Legal.

Tecnicamente espera-se que a partir desta prática se possa determinar os fatores florísticos e estruturais da vegetação, tais como: o número de espécie por unidade de área; a existência de espécies imunes de corte; a densidade de indivíduos; e a área basal e o volume, não só das espécies economicamente aproveitáveis nos dias de hoje, mas também daquelas que ainda não entraram no mercado por motivos técnicos desconhecidos.

COMO EVITAR O DESMATE CLANDESTINO

Intensificar a Educação Ambiental, levando a consciência a todas as comunidades locais;

Retomar a Extensão Rural;

Melhorar a fiscalização.

HISTÓRICO

Desde o início da colonização do Brasil, as florestas da região costeira vêm sendo derrubadas. Naquela época, destacavam-se as matas de jacarandá e de outras madeiras nobres da região do Sul da Bahia, do Norte do Espírito Santo e da denominada Zona da Mata de Minas Gerais. De um total de, aproximadamente, 1,3 milhão de quilômetros quadrados da Mata Atlântica primitiva, restam, apenas, cerca de 50 mil km2 – menos de 5% da área original.

A intensificação do desmatamento se acentuou a partir de 1920, após o término da I Grande Guerra, com a vinda de imigrantes, especialmente da Europa. Além do prosseguimento da derrubada das árvores da Mata Atlântica, ocorreu a destruição avassaladora dos pinheirais da região Sul do país. Os carvoeiros e lenhadores avançavam com a derrubada de árvores para suprir as demandas dos usuários, destacadamente nas regiões dos Cerrados e do "Meio-Norte", não respeitando as restrições legais de matas nativas, de proteção das nascentes, limites das margens dos cursos d’água, encostas com declives acentuados e topos de morros.

Na região norte do Estado do Paraná, as matas de perobas e outras espécies de madeiras-de-lei foram extintas, sem o devido aproveitamento nas serrarias, porque o objetivo era a ocupação da área para plantios de cafezais.

As áreas desmatadas da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica e do Cerrado somam 2,5 milhões de km2 (250 milhões de hectares) – quase 30% do território brasileiro, ou a soma das superfícies formadas pelos Estados das Regiões Nordeste e Sudeste. Os técnicos florestais estimam que o desmatamento, em todo o território é superior a 300 milhões de hectares de matas.

O desmatamento e as queimadas da região Amazônica constituíram as mais sérias preocupações dos ambientalistas nas últimas décadas, por acarretar desequilíbrios imprevisíveis ao ambiente, com conseqüências desconhecidas. A extração ilegal de madeira, o desmatamento para uso alternativo do solo, sobretudo para a formação de extensas pastagens e plantios agrícolas formam a maior ameaça às florestas. A destruição da Amazônia, a maior das florestas primárias remanescentes do mundo é assustadora. Somente nos últimos quatro anos mais de 77 mil km2 – uma área um pouco maior do que os Estados do Rio Grande do Norte e Sergipe juntos – foram devastados.

Várias madeireiras estrangeiras, principalmente da Indonésia, Malásia, China e Japão, estão instaladas na região. Devido à precária fiscalização governamental na área, é grande o corte clandestino de árvores, que muitas vezes acontece, também, em reservas indígenas. Segundo relatório do Greenpeace, dos 36 pontos críticos de destruição na Amazônia, 72% estão relacionados à indústria madeireira. Apenas uma companhia que opera na região, a Mil Madeiras, é totalmente certificada pelo Conselho de Manejo Florestal e, das 17 companhias madeireiras pesquisadas, 13 indicaram não ter qualquer interesse em obter a certificação.

Um outro dado alarmante é que, nas últimas duas décadas, a contribuição da Amazônia na produção de toda a madeira utilizada no Brasil aumentou de 14% para 85%. A região forneceu quase 29 milhões de m3 de toras em 1997. De acordo com dados oficiais, 80% dessa exploração é feita de forma ilegal.

Segundo o Greenpeace, mesmo a extração considerada legal é altamente destrutiva e o uso de tecnologia obsoleta resulta em enorme perda de matéria-prima durante o processo produtivo. Segundo a entidade, em média, apenas um terço da madeira extraída é transformada em produto final.

Organizações não-governamentais de meio ambiente defendem também implementação de novas áreas para proteção da floresta, uma vez que as áreas protegidas existentes equivalem a apenas 3,5% da Amazônia. Até hoje, aproximadamente dois terços da Amazônia permanecem como floresta virgem e ainda podem ser preservados.

Coníferas e Folhosas (Softwoods e Hardwoods)

Coníferas e folhosas (softwoods e hardwoods) são dois grandes grupos de vegetais produtores de madeira.

Coníferas

Caracterizam-se, principalmente, por possuir folhas em forma de agulhas e frutos em forma de cones com sementes expostas. No Brasil, a conífera nativa mais conhecida é o pinheiro-do-paraná cujo nome científico é Araucaria angustifolia. Uma outra conífera fornecedora de madeira é uma espécie exótica (nativa de outro país, mas cultivada por aqui) que é o pinus.

O mais comum no Brasil é o Pinus elliottii, mas existem outros como o Pinus caribaea, Pinus oocarpa, Pinus taeda, Pinus patula etc. Podem ser encontradas ainda outras coníferas nativas como o pinho-bravo, pinho-do-brejo etc.

(Podocarpus spp.) ou exóticas como o pinheiro-de-natal (Cunninghamia lanceolata), e os ciprestes (Cupressus spp.), mas geralmente utilizadas para paisagismo.

Folhosas

Caracterizam-se, principalmente, pelas folhas largas e frutos com sementes envolvidas por uma casca. A este grupo pertence a grande maioria das espécies florestais brasileiras e aí estão incluídas a sucupira (Bowdichia nitida), o ipê (Tabebuia spp.), o mogno (Swietenia macrophylla), a andiroba (Carapa guianensis), o cedro (Cedrella spp.), o jatobá (Hymenaea courbaril), o pau-brasil (Caesalpinia echinata), o jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra) etc. Temos no Brasil uma folhosa exótica muito conhecida que é o eucalipto (Eucalyptus spp.).

Obs.: o termo conífera é a tradução correta para a palavra em inglês "softwood", enquanto folhosa é a tradução correta para a palavra "hardwood". Traduzir softwoods como madeiras macias e hardwoods como madeiras duras não é correto já que tanto entre as coníferas como entre as folhosas existem madeiras duras e madeiras macias.

Fonte: www2.ibama.gov.br

Desmatamento

 

A situação atual é crítica percebe-se uma mudança na geografia da devastação que continua acelerada.

A Mata Atlântica é um conjunto de três ecossistemas. No litoral, cresce a restinga, junto aos estágios dos rios, formam-se os manguezais, depósitos de matéria orgânica que alimenta inúmeras espécies de animais.

Por fim, vem as florestas, como folhagem mais densa e árvores altas, cujas raízes impedem que as camadas férteis do solo sejam "varridas" pelas chuvas. As sombras produzidas pela copa das árvores preservam as nascentes e os lençóis freáticos. O funcionamento harmonioso desse conjunto significa vida para a mata.

As bromélias, plantas de rara beleza, brotam no chão ou em caules, servindo de reservatórios d’água para insetos, pássaros e pequenos animais como o mico-leão. Estes por sua vez, funcionam como dispersores de "sementes" que jogam no chão depois de comer a polpa das frutas.

A situação atual é crítica percebe-se uma mudança na geografia da devastação que continua acelerada. A Mata Atlântica é um conjunto de três ecossistemas. No litoral, cresce a restinga, junto aos estágios dos rios, formam-se os manguezais, depósitos de matéria orgânica que alimenta inúmeras espécies de animais.

Desmatamento

Desmatamento

Por fim, vem as florestas, como folhagem mais densa e árvores altas, cujas raízes impedem que as camadas férteis do solo sejam "varridas" pelas chuvas. As sombras produzidas pela copa das árvores preservam as nascentes e os lençóis freáticos. O funcionamento harmonioso desse conjunto significa vida para a mata.

As bromélias, plantas de rara beleza, brotam no chão ou em caules, servindo de reservatórios d’água para insetos, pássaros e pequenos animais como o mico-leão. Estes por sua vez, funcionam como dispersores de "sementes" que jogam no chão depois de comer a polpa das frutas.

Desmatamento

Durante os primeiros 350 anos de História do Brasil, o extrativismo foi ininterrupto e intenso. Nos últimos 150 anos, não sobrou muito o que contar.

Ambientalistas alertam para o pouco que sobrou da floresta que só chega a aproximadamente 86 quilômetros quadrados, já beira o limite de sobrevivência de várias ecossistemas. Neles sucumbem muitos das espécies nativas de nossa flora e fauna e o que ainda parece pior, a Mata Atlântica pode desaparecer em 50 anos como o ritmo de destruição em que esta.

Desmatamento

Em 1500, quando Pedro Álvares Cabral chegou à Bahia, uma exuberante floresta cobria quase todo o litoral do Brasil e avançava também por centenas de quilômetros no interior.

Desmatamento

Desmatamento

A Mata Atlântica e seus ecossistemas associados abrangem 17 estados do Rio Grande do Sul ao Piuaí, totalizando mais de 12,9 milhões de quilômetros quadrados. Cinco séculos depois, a mata é uma pálida sombra do que já foi. Pagou o preço por receber a maior parte da população brasileira e foi definhando, até chegar a 7,4 de sua cobertura original. Mesmo assim, continua sendo um dos ecossistemas mais ricos do planeta, abrigando 58 espécies de aves (38% das quais só existem na Mata Atlântica) e 131 espécies de mamíferos (23% só encontradas nessa floresta). Tem também a maior riqueza de árvores do mundo.

O clima dentro dos continentes é muito diferente do clima sobre os oceanos, mostrando que a atmosfera é fortemente influenciada pelo que acontece na terra abaixo. É certo que ocorrerão algumas mudanças no clima amazônico devido ao desmatamento. Estas mudanças podem estender-se ao resto da América do Sul e possivelmente ao resto do mundo. O desmatamento e o equilíbrio de energia da superfície.

A compreensão dos motivos pelos quais isto ocorreria depende de uma avaliação do equilíbrio global de energia. Apenas cerca de 50% da energia solar terrestre, sendo o resto refletido ou absorvido pelo ar e pelas nuvens. A maior parte desta energia é re-introduzida no ar através da evaporação, e o calor "latente" armazenado no vapor d’água pode ser então transferido por longas distâncias antes de ser liberado pela chuva.

Desmatamento

A energia usada para aquecer diretamente o ar, chamada de "sensível" ou fluxo de calor convectivo, tem apenas um terço da magnitude e é irradiada ao espaço mais rapidamente. O responsável cerca de 15% da energia solar que chega à atmosfera deixa o solo inicialmente sob a forma de radiação térmica, mas uma boa parte é reabsorvida para aquecer a atmosfera a uma temperatura de 30 graus. Isto ocorre basicamente pela interação com o vapor d’água e também como dióxido de carbono, o ozônio, o metano e outros gases de efeito estufa. As modificações da cobertura vegetal do solo altera o equilíbrio de energia. Os raios de Sol tem menos chances de serem refletidos porque penetram mais profundamente na floresta de grande altura.

Desmatamento

Portanto, o desmatamento muda reflectividade da superfície da Terra de aproximadamente 10% para algo em torno de 30% em um posto de grama baixa ou de 40% em solo nu ou totalmente erodido. O desmatamento também modificará o equilíbrio entre a evaporação e o fluxo de calor convectivo de uma forma complexa que depende da reação das plantas ao clima e a água disponível no solo.

Fonte: www.ead.ufms.br

Desmatamento

Desmatamento contribui para o esgotamento das fontes de água natural prejudicando o abastecimento, deixa o solo sem proteção das raízes das árvores, impedindo a erosão.

A terraplanagem arranca as árvores e plantas rasteiras e corta o solo. O desmatamento ocorre para o plantio, a criação de gado, para a comercialização da madeira, para moradias, etc.

A devastação florestal preocupa brasileiros e ambientalistas do mundo todo, pois interfere na fauna, destrói espécies da flora, contribui para a poluição da água, do ar, das chuvas ácidas, do efeito estufa e a comercialização ilegal de madeiras nobres.

Ocorre a poluição do solo, quando o homem polui o solo , quando joga sobre ele qualquer coisa nestas áreas desmatadas, o material jogado não entra em decomposição, os decompositores são destruídos, o solo contaminado torna-se uma via transmissora e propagadora de doenças, assim como a perda da fertilidade do solo.

A floresta Amazônica, cerca de 13% dos 5 milhões de quilômetros quadrados originais foram destruídas. A área é equivalente à Europa Ocidental e com uma população de 17 milhões de pessoas. Calcula-se que na floresta Amazônica existem 2 milhões de espécies vegetais e animais, das quais só 30 % são do conhecimento da ciência.

As florestas tropicais ocupam 16 milhões de quilômetros quadrados no mundo. Estima-se que, a cada ano, 100 mil quilômetros quadrados de árvores sejam destruídos por queimadas, projetos mal-executados, desmatamentos, mineração inadequadas e pressão demográfica. Pelo menos 25% das essências farmacêutica utilizam matéria-prima oriunda das florestas tropicais, que ocupam 7% da superfície do planeta e abriga 80% dos seres vivos.

Aproximadamente 5 milhões de hectares foram queimados no Brasil, na Indonésia, em Nova Guiné, na Colômbia, no Peru, no Quênia, em Ruanda, no Congo e em outros países. Além do custo ecológico, os incêndios contribuem para intensificar o efeito estufa, assim como a especulação madeireira. No Brasil dados preliminares indicam que o número de queimadas cresceu. No Rio Grande do Sul, as florestas ocupam 40% da área total do Estado. Até a uma década, essa área havia caído para 2,6% do território gaúcho. A África é uma amostra de destruição, em Madagascar, a devastação de 93% das florestas tropicais transformou regiões exuberantes em desertos.

As florestas de clima temperado são devastadas de modo mais intenso do que as tropicais. Estima-se que 44% dessas matas já desapareceram, restando 23 milhões em biodiversidades.

A Mata Atlântica, que há 498 anos encheu os olhos dos portugueses tão logo aportaram no Brasil, está agonizando. Da vegetação original, que cobria 1,2 milhões de quilômetros quadrados, restam apenas 7%.

A situação atual é crítica percebe-se uma mudança na geografia da devastação que continua acelerada. A Mata Atlântica é um conjunto de três ecossistemas. No litoral, cresce a restinga, junto aos estágios dos rios, formam-se os manguezais, depósitos de matéria orgânica que alimenta inúmeras espécies de animais.

Por fim, vem as florestas, como folhagem mais densa e árvores altas, cujas raízes impedem que as camadas férteis do solo sejam "varridas" pelas chuvas. As sombras produzidas pela copa das árvores preservam as nascentes e os lençóis freáticos. O funcionamento harmonioso desse conjunto significa vida para a mata.

As bromélias, plantas de rara beleza, brotam no chão ou em caules, servindo de reservatórios d’água para insetos, pássaros e pequenos animais como o mico-leão. Estes por sua vez, funcionam como dispersores de "sementes" que jogam no chão depois de comer a polpa das frutas.

A mata ainda apresenta grande variedade de madeiras nobres, como o pequi, o jequitibá e o jacarandá disputadas no mercado internacional. Espécies sem valor comercial, como a embaúba, por exemplo, sustentam com suas folhas o bicho preguiça.

Na fauna Atlântica, os animais têm funções a desempenhar, o tatu, por exemplo, ao cavar a terra está oxigenando o solo. Na mata encontra-se micos-leões, jacaré-de-papo-amarelo, papagaio-de-cara-roxa, antas, jacutinga, e outros. A destruição vai desde o interesse econômico de grandes empresas, inclusive sob o argumento de geração de empregos, Á sobrevivência dos pequenos agricultores. Contribui para o agravamento da situação uma centena de autorizações falsificadas de desmatamento em regiões onde se instalaram grandes fazendas de gado.

Durante os primeiros 350 anos de História do Brasil, o extrativismo foi ininterrupto e intenso. Nos últimos 150 anos, não sobrou muito o que contar.

Ambientalistas alertam para o pouco que sobrou da floresta que só chega a aproximadamente 86 quilômetros quadrados, já beira o limite de sobrevivência de várias ecossistemas. Neles sucumbem muitos das espécies nativas de nossa flora e fauna e o que ainda parece pior, a Mata Atlântica pode desaparecer em 50 anos como o ritmo de destruição em que esta.

Em 1500, quando Pedro Álvares Cabral chegou à Bahia, uma exuberante floresta cobria quase todo o litoral do Brasil e avançava também por centenas de quilômetros no interior.

A Mata Atlântica e seus ecossistemas associados abrangem 17 estados do Rio Grande do Sul ao Piuaí, totalizando mais de 12,9 milhões de quilômetros quadrados. Cinco séculos depois, a mata é uma pálida sombra do que já foi. Pagou o preço por receber a maior parte da população brasileira e foi definhando, até chegar a 7,4 de sua cobertura original. Mesmo assim, continua sendo um dos ecossistemas mais ricos do planeta, abrigando 58 espécies de aves (38% das quais só existem na Mata Atlântica) e 131 espécies de mamíferos (23% só encontradas nessa floresta). Tem também a maior riqueza de árvores do mundo.

O clima dentro dos continentes é muito diferente do clima sobre os oceanos, mostrando que a atmosfera é fortemente influenciada pelo que acontece na terra abaixo. É certo que ocorrerão algumas mudanças no clima amazônico devido ao desmatamento. Estas mudanças podem estender-se ao resto da América do Sul e possivelmente ao resto do mundo. O desmatamento e o equilíbrio de energia da superfície.

A compreensão dos motivos pelos quais isto ocorreria depende de uma avaliação do equilíbrio global de energia. Apenas cerca de 50% da energia solar terrestre, sendo o resto refletido ou absorvido pelo ar e pelas nuvens. A maior parte desta energia é re-introduzida no ar através da evaporação, e o calor "latente" armazenado no vapor d’água pode ser então transferido por longas distâncias antes de ser liberado pela chuva.

A energia usada para aquecer diretamente o ar, chamada de "sensível" ou fluxo de calor convectivo, tem apenas um terço da magnitude e é irradiada ao espaço mais rapidamente. O responsável cerca de 15% da energia solar que chega à atmosfera deixa o solo inicialmente sob a forma de radiação térmica, mas uma boa parte é reabsorvida para aquecer a atmosfera a uma temperatura de 30 graus. Isto ocorre basicamente pela interação com o vapor d’água e também como dióxido de carbono, o ozônio, o metano e outros gases de efeito estufa. As modificações da cobertura vegetal do solo altera o equilíbrio de energia. Os raios de Sol tem menos chances de serem refletidos porque penetram mais profundamente na floresta de grande altura.

Portanto, o desmatamento muda reflectividade da superfície da Terra de aproximadamente 10% para algo em torno de 30% em um posto de grama baixa ou de 40% em solo nu ou totalmente erodido. O desmatamento também modificará o equilíbrio entre a evaporação e o fluxo de calor convectivo de uma forma complexa que depende da reação das plantas ao clima e a água disponível no solo.

Desmatamento e Reflorestamento

DESMATAMENTO

A eliminação das florestas é a causa da formação de torrentes, de erosões, quedas de barreiras, inundações e uma alteração generalizada do regime natural das águas. Também se produzem alterações climáticas, e, como a industrialização, há uma poluição maior do ar e das águas, o que vem afetar o estado físico das populações.

É o principal fator de poluição do solo, causa desequilíbrio hidrogeológicos, pois em resultados dele a terra deixa de reter as águas pluviais.

As madeiras das árvores florestais têm sido usadas como lenha ou carvão e na fabricação de móveis, construção de casas e fabricação de papel.

Além de madeiras, outros produtos florestais têm sido amplamente extraídos.

Além de recursos vegetais, das florestas são retirados também recursos animais como, por exemplo, o mel das abelhas e uma grande quantidade de animais, mortos por caçadores.

Áreas florestais são eliminadas para o cultivo de alimentos. Grandes extensões de terras têm sido devastadas para implantação de monoculturas e para construção de rodovias e ferrovias. O desmatamento seguido de plantio, mesmo que seja de capim, tem sido utilizado para garantir a posse da terra. Esse sistema é uma maneira fácil de capturar uma área extensa e vem sendo usado por posseiros e grileiros. Assim, mesmo regiões onde vivem pequenas populações sofrem a perda de grandes áreas florestais.

Os únicos seres capazes de colocar oxigênio no planeta Terra são as plantas terrestres e as algas aquáticas. Os homens não possuem fábricas onde possam fabricar moléculas de oxigênio. O extermínio das árvores das florestas e a morte das algas marinhas, pela poluição, são dois fatos que podem acabar com as condições de vida na Terra. Sem plantas e algas unicelulares para repor o oxigênio da atmosfera os seres vivos não poderão continuar vivendo. Quando a chuva cai, a pressão da água é amortecida pelas folhas das árvores e, assim, quando chega ao solo, a água da chuva flui suavemente.

A remoção da cobertura vegetal é desastrosa para o solo. A água das chuvas, caindo sobre o solo nu, vai lavando o solo, ou seja, vai removendo as partículas e dissolvendo as substâncias que o constituem. Grandes quantidades de solo vão sendo levadas pelas enxurradas para as partes mais baixas, alcançando, por fim, os cursos de água. Quanto mais inclinado é o terreno, maior a velocidade da água nas enxurradas e maior a perda de solo.

O calor do sol, direto, sobre o solo provoca o secamento do húmus e a eliminação de seus nutrientes. No solo seco, as partículas, sem a coesão exercida pela água, desprendem – se facilmente e são transportadas pelo vento, na forma de poeira, ou pelas chuvas.

O desmatamento irracional facilita o desgaste do solo pela ação erosiva do vento e da água.

O desmatamento em grande escala traz outros prejuízos aos seres vivos; prejudica, por exemplo, a sobrevivência de animais da região, adaptadas as condições da mata em que vivem.

O desmatamento no cume e na encostas dos morros é a causa de muito deslizamentos de terra nos períodos de chuva mais intensas.

Com o desmatamento das margens e das nascentes dos rios, ocorrem enchentes com mais freqüência, como conseqüência do assoreamento.

REFLORESTAMENTO

Praticamente todos os países civilizados do mundo alcançaram a compreensão de que há um ponto além do qual o avanço do desflorestamento se converte em fator negativo para o progresso, mesmo independentemente da densidade demográfica respectiva.

Os ensinamentos dos países mais antigos encontraram ecos também naqueles que ainda dispõem de florestas em abundância. Dessa forma, praticamente em todo mundo civilizado, surgiu uma nova força econômica – uma apreciação generalizada do valor das florestas e um movimento no sentido da introdução de uma administração racional dos recursos florestais.

Observações continuadas por muitos e em diferentes partes do mundo estabeleceram, com segurança, os fatos seguintes com relação à discutida influência das florestas sobre o clima: as florestas abaixam a temperatura do ar em seu interior e acima delas; a influência vertical da floresta sobre a temperatura vai, em determinados casos, a uma altura superior a 1,5km. A temperatura média anual, na mesma altitude e na mesma localidade, é invariavelmente menor dentro do que fora de uma floresta. A temperatura média mensal é menor na floresta do que no descampado, para todos os meses do ano, sendo porém a diferença maior nos meses de verão. A média diária da temperatura mostra a mesma diferença, em grau ainda maior. Demais, a temperatura do ar no interior da floresta, além de mais baixa, é também menos sujeita a flutuações do que nas partes desmatadas.

Nas regiões tropicais e subtropicais, a influência da floresta na temperatura do ar é mais acentuada. As florestas influenciam a temperatura do solo de modo mais ou menos semelhante à do ar, apenas com a diferença de que os intervalos de temperatura são maiores. No inverno o solo florestal é mais quente e no verão mais frio do que o das terras descobertas.

Conservando o solo e realizando o reflorestamento, as raízes das árvores e os detritos do solo retêm as águas, embebendo – e impedindo a formação de fortes enxurradas, causadoras da erosão e das enchentes.

A conservação das matas é também importante para o regime de chuvas: as raízes retiram do lençol de água subterrâneo considerável quantidade de água e as folhas lançam na atmosfera, pela transpiração, contribuindo para a formação de nuvens e chuva.

É alarmante a diminuição de nossas reservas florestais, donde as grandes estiagens ou seca que flagela muitas regiões.

A destruição das matas traz três conseqüências graves, como:

1. Aridez do solo, pelo transporte do húmus ( matéria orgãnica )

2. Secas

3. Enchentes

Fonte: irrigafertil.tripod.com.br

Desmatamento

 

A taxa exata na razão da qual as florestas estão atualmente sendo destruídas no mundo não são conhecidas, uma vez que não tem sido feito um censo global desde 1990. Naquela época, uma área de aproximadamente 150.000 km2 de floresta tropical, equivalente ao tamanho do estado de São Paulo, tem sido destruída a cada ano. Também uma área semelhante de florestas tem sido destruída ou degradada anualmente. Na média, a taxa de destruição aumentou durante os últimos anos em função de desmatamento irregular e clandestino no Brasil e na Indonésia.

As florestas ao redor do mundo estão sob pressão. As florestas tropicais estão rapidamente desaparecendo principalmente devido ao corte da madeira, exploração mineral, construção de hidroelétricas e a ocupação desordenada da terra em geral.

A temperatura e o crescimento das florestas tem sido destruídas pela indústria de papel e madeira. A vida de nossos indígenas está indeterminada e todo ano milhares de espécies de animais e plantas desaparecem da face da terra.

No Brasil, a Mata Atlântica se estende desde o estado mais ao sul do país, o Rio Grande do Sul, até o estado do Ceará, na região do Nordeste brasileiro, compreendendo uma extensão de 5.000 km. Esta região costeira abrange diferentes altitudes e pode ser classificada em diferentes ecossistemas, caracterizados por uma extensa biodiversidade. Devido a forte pressão populacional exercida pelo processo de urbanização do litoral brasileiro, as florestas vêm sendo drasticamente devastadas. De um total de mais de um milhão de florestas nativas intocadas, restam, atualmente, somente 50.000 km2, espalhadas em pequenas áreas pelo país.

A destruição da Floresta provém do desmatamento das encostas dos morros, assim como o incontrolável corte de madeira, da agricultura, da produção de carvão vegetal e da ocupação imobiliária desordenada.

Algumas áreas da floresta tropical são ricas em metais preciosos como o ouro e a prata. Grandes depósitos de alumínio, ferro, cobre e zinco também são encontrados. Uma infra-estrutura de desenvolvimento e uma afluência de mineiros nas áreas de matas não-exploradas inevitavelmente resulta em desflorestamento. A contaminação pelo mercúrio (usado na extração de ouro) é também comum.

Governos e corporações tendem colocar a culpa da destruição nas ações dos proprietários da terra e dos invasores. Mesmo assim em países como o Brasil, planos governamentais tem deliberadamente encorajado a colonização das florestas tropicais. Observa-se que os pequenos agricultores são forçados por empresas agrícolas mais bem estruturadas à deixarem suas próprias terras e a adentrarem em áreas de florestas nativas.

Muitas coisas que nós compramos contribui para a devastação da Florestas Tropical. Madeiras nobres, tais como Mogno, Peroba e Embuia são exemplos clássicos. Plantações de frutas tropicais são freqüentemente encontradas em áreas onde no passado havia uma floresta tropical ou de mata nativa.

Algumas companhias estão ainda envolvidas em grandes projetos industriais que ajudam a destruir a Floresta Tropical.

FATOS SOBRE O DESMATAMENTO NO BRASIL

Brasília, Brasil 17/04/2000 – O relatório anual do Governo Brasileiro sobre a devastação da maior floresta do mundo mostrou que o caminhar da destruição permanece contínuo, mesmo com crescimento da fiscalização sobre as áreas de risco. As taxas de devastação entre 1998 e 1999 mostram que a situação não está piorando. A Amazônia brasileira, que sozinha é maior que o Leste europeu, perdeu 16.926 km2 de florestas no ano passado, conforme atestam as imagens de satélite.

"A tendência de crescimento na devastação tem sido controlada" diz o Ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho.

A extensão real da destruição da floresta tropical é mostrada através de uma reportagem sobre o assunto na Revista Nature Magazine, a qual põe em dúvida o relatório oficial do governo brasileiro sobre a destruição da floresta tropical. Segundo a mesma, o tamanho dos problemas causados na floresta na Amazônia é duas vezes maior do que as estimativas sugeridas pelo relatório, dizem os pesquisadores.

Impactos

DESMATAMENTO

As queimadas e desmatamentos deixam o solo desprotegido, facilitando a erosão e provocam a perda de nutrientes, diminuindo a fertilidade;

O solo sem cobertura causa o assoreamento dos rios, o que produz inundações;

As represas recebem grande quantidade de terra, sofrendo contínuo processo de assoreamento e prejudicando a vida aquática;

Formam-se novas ilhas nos santuários dos rios, impedindo a subida dos peixes e dificultando o transporte fluvial.

EFEITO ESTUFA

O gás carbônico (CO2) é uma substância que as plantas retiram do ar para realizar a fotossíntese.

Na atmosfera, o CO2) funciona como uma parede de vidro em torno da Terra: deixa passar a luz do sol, mas retém o calor. A queima de combustíveis fósseis aumenta a quantidade de gás carbônico e, em conseqüência, aumenta também a temperatura da Terra. É o chamado efeito estufa. As florestas do mundo, como a amazônica, absorvem gás carbônico; quando queimadas, liberam-no na atmosfera.

GARIMPO DE OURO

Assoreamento, erosão e poluição dos cursos d’água. Contaminação por mercúrio com consequências sobre a pesca e a população. Degradação da paisagem e da vida aquática.

GRANDES GARIMPOS

Destruição das culturas indígenas. Propagação dos garimpos e de doenças endêmicas. Projetos agropecuários que provocam explosão demográfica.

INDÚSTRIAS DE ALUMÍNIO

Poluição atmosférica e marinha. Impactos indiretos sobre o ecossistema ela enorme demanda de energia elétrica.

INDÚSTRIAS DE FERRO-GUSA

Demanda de carvão vegetal da floresta nativa. Desmatamento. Exportação de energia a baixo valor e alto custo ambiental. Poluição das águas, do ar e do solo.

MINERAÇÃO INDÚSTRIAL

Degradação da paisagem. Poluição do solo e do ar e assoreamento dos cursos d’água. Esterilização de grandes áreas e impacto sócio-econômico.

GRANDES USINAS HIDRELÉTRICAS

Impacto cultural e sócio-econômico sobre os povos indígenas e sobre a fauna e a flora. Inundação de áreas florestais, agrícolas, vilas, etc.

CAÇA E PESCA PREDATÓRIAS

Extinção de mamíferos aquáticos. Diminuição de população de quelônios, peixes e diferentes animais de valor econômico e importância ecológica.

EXPLOSÃO POPULACIONAL

Problemas sociais graves. Ocupação desordenada e vertiginosa do solo com sérias conseqüências sobre os recursos naturais. Migração interna.

RISCO DE DERRETIMENTO DAS CALOTAS POLARES

Com o aquecimento da atmosfera, aumenta a temperatura das águas e o gelo das calotas polares começa derreter. Como resultado, o nível das águas dos oceanos sobe.

Queimadas e Desmatamentos

Confundidas freqüentemente com incêndios florestais, as queimadas são também associadas ao desmatamento. Na realidade, mais de 95% delas ocorrem em áreas já desmatadas, caracterizadas como queimadas agrícolas.

Os agricultores queimam resíduos de colheita para combater pragas, como as provocadas pelo bicudo do algodão, para reduzir as populações de carrapatos ou para renovar as pastagens.

O fogo também é utilizado para limpar algumas lavouras e facilitar a colheita, como no caso da cana-de-açúcar, cuja palha é queimada antes da safra. Áreas de pastagem extensiva, como os Cerrados, também são queimadas por agricultores e pecuaristas.

Apenas uma pequena parte das queimadas detectadas no Brasil está associada ao desmatamento. No caso da Amazônia, o fogo é o único meio viável para eliminar a massa vegetal e liberar áreas de solo nu para plantio. Mesmo assim são necessários cerca de oito anos para que a área fique limpa para a prática agrícola. Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Monitoramento Ambiental NMA-Embrapa em Rondônia, revelou que apenas uma pequena parte (menos de 5%) da madeira das áreas desmatadas foi comercializada – ou seja, a finalidade da queimada não é o comércio, mas a limpeza de áreas.

QUEIMADAS

A dimensão das queimadas na região tropical tem provocado preocupação e polêmica em âmbito nacional e internacional. Elas estão em geral associadas ao desmatamento e a incêndios florestais, e, no caso do Brasil, onde ocorrem mais de 200 mil por ano, as pesquisas indicam que as queimadas são, na maioria das vezes, uma prática agrícola generalizada. Aproximadamente 30% delas ocorrem na Amazônia, principalmente no sul e sudeste da região.

O Brasil é um dos únicos países do mundo a dispor de um sistema orbital de monitoramento de queimadas absolutamente operacional. Dezenas de mapas de localização são gerados por semana, durante o inverno, e, neste trabalho, são apresentados dados quantitativos do monitoramento orbital das queimadas ocorridas na Amazônia. O monitoramento é fruto de uma colaboração científica multiinstitucional, envolvendo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Núcleo de Monitoramento Ambiental – NMA/EMBRAPA, a Ecoforça – Pesquisa e Desenvolvimento e a Agência Estado (AE). Os resultados estão sendo obtidos graças ao estudo diário de imagens dos satélites norte-americanos da série NOAA, de responsabilidade da U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration.

O impacto ambiental das queimadas preocupa a comunidade científica, ambientalistas e a sociedade em geral, pois elas afetam diretamente a física, a química e a biologia dos solos, alterando, ainda, a qualidade do ar em proporções inimagináveis. Também interferem na vegetação, na biodiversidade e na saúde humana.

Indiretamente, as queimadas podem comprometer até a qualidade dos recursos hídricos de superfície. Várias pesquisas científicas recentes estão ajudando a compreender a real dimensão deste impacto, em particular no caso da Amazônia.

QUEIMADAS OU INCÊNDIOS?

Nos países desenvolvidos de clima mediterrânico, como parte da França, Espanha, Grécia, Itália e Estados Unidos (Califórnia) são freqüentes os incêndios florestais nos períodos de verão. O mesmo ocorre em regiões subpolares, como nas áreas de tundra e de vegetação de coníferas do Alasca e da Rússia. Em países tropicais, as queimadas ocorrem no inverno, durante o período seco. No Brasil, este é um fenômeno generalizado na agricultura.

As queimadas estão associadas aos sistemas de produção mais primitivos, como os de caça e coleta dos indígenas. Mas também estão presentes na agricultura mais intensiva e moderna, como a da cana-de-açúcar, algodão e cereais. A falta de informação sobre a natureza e a ocorrência desta prática é grande, provocando confusão entre as queimadas tropicais e os incêndios florestais.

Mais de 98% das queimadas praticadas no Brasil são de natureza agrícola. O agricultor decide quando e onde queimar. É uma prática controlada, desejada e faz parte do sistema de produção. Os lavradores queimam resíduos de colheita, áreas de savana, pastagens nativas e plantadas e palha da cana-de-açúcar para facilitar a colheita. Já os incêndios florestais são de natureza acidental, indesejados e difíceis de controlar. Eles só ocorrem em vegetações propícias a esse tipo de fenômeno, como as florestas degradadas, entremeadas por arbustos e gramíneas, as matas de pinheiro araucária e a Floresta Atlântica caducifólia de planalto, encontrada nas regiões Sul e Sudeste do País.

Na Mata Atlântica e na floresta tropical úmida, um incêndio em vegetação primária é muito difícil de ocorrer e se propagar. O mesmo acontece com a vegetação da Caatinga. No período seco, a perda das folhas reduz o material comburente e a combustibilidade da parte lenhosa é pequena. As plantas continuam verdes e com grandes quantidades de água em seus tecidos. Pela mesma razão, incêndios florestais na Amazônia são quase impossíveis de acontecer.

Pesquisas realizadas pelo Núcleo de Monitoramento Ambiental NMA-Embrapa, em Rondônia, indicam ser necessários, em média, oito anos de queimadas consecutivas para que o fogo consuma todo o material lenhoso oriundo do desmatamento em pequenas propriedades rurais. Por essas razões, o monitoramento orbital das queimadas realizado no Brasil desde 1991, com base em imagens do satélite NOAA/AVHRR, indica que somente 30% das queimadas registradas no País ocorrem na Amazônia.

IMPACTO AMBIENTAL DAS QUEIMADAS

O impacto ambiental das queimadas é um tema preocupante, pois envolve a fertilidade dos solos, a destruição da biodiversidade, a fragilização de agroecossistemas, a destruição de linhas de transmissão e outras formas de patrimônio público e privado, a produção de gases nocivos à saúde humana, a diminuição da visibilidade atmosférica, o aumento de acidentes em estradas e a limitação do tráfego aéreo, entre outros.

As queimadas interferem diretamente na qualidade do ar, na física, na química e na biologia dos solos, na vegetação atingida pelo fogo e indiretamente podem afetar os recursos hídricos.

São muitos os tipos de queimadas, envolvendo vegetações diferentes. Uma pastagem adubada pode gerar determinados gases, em particular óxidos nítricos, em quantidade muito superior a de uma pastagem que não recebeu fertilizantes.

As condições meteorológicas (presença de vento, temperatura ambiente), o relevo e a hora da queimada são condicionantes da temperatura atingida pelo fogo e do tempo necessário para a queima total do material vegetal disponível.

Em função da temperatura e do tempo, os gases gerados podem ter uma natureza muito diferente (mais ou menos oxidados). O mesmo ocorre no tocante à biologia do solo. Em função da hora da queimada (de dia ou de noite, ao meio-dia ou ao entardecer…), as reações fotoquímicas ao nível das emissões gasosas serão diferenciadas.

Não é possível generalizar sobre os impactos ambientais das queimadas, nem na Amazônia, nem no Brasil. Mas o fato da maioria das queimadas praticadas no Brasil ser de natureza agrícola, indica uma pequena contribuição de suas emissões de carbono no problema do efeito estufa. A maioria do carbono emitido pelas queimadas no inverno é retirado da atmosfera no verão, quando a vegetação está em fase de crescimento.

Dada a complexidade do tema e o caráter agrícola dominante das queimadas pode-se perguntar qual o custo-benefício dessa tecnologia da era neolítica utilizada amplamente pela agricultura brasileira. Nesse aspecto os contrastes nacionais são enormes. Um exemplo basta para ilustrar essa situação. São Paulo e Paraná respondem por quase 50% da produção agrícola nacional e contribuem em média com 2% das queimadas. Já o Mato Grosso, sozinho, contribui com quase 20% das queimadas do País (o dobro do total das regiões Sul e Sudeste juntas) para uma produção agrícola muito limitada.

NA AMAZÔNIA

O número de queimadas na Amazônia apresenta uma tendência constante de crescimento ao longo dos anos, nitidamente a partir de 1996, mas com variações interanuais determinadas pelas condições climáticas. O ano de 1994 foi marcado por uma redução significativa das queimadas devido a uma combinação de situação econômica e condições climáticas desfavoráveis. Já o ano de 1997, até o início de 1998, foi marcado por um grande aumento das queimadas que culminaram com um episódio inédito e de grande repercussão com os incêndios no Estado de Roraima

Quando os pequenos agricultores desmatam a floresta amazônica, no primeiro ano só conseguem queimar uma pequena parte da fitomassa florestal: folhas, pontas de galhos, ramagens etc. No segundo ano, esse material lenhoso está mais seco e queima um pouco mais.

Pesquisas da Embrapa Monitoramento por Satélite com 450 propriedade rurais na região indicam que são necessários cerca de oito anos para que o agricultor consiga queimar todos os resíduos lenhosos. Isso significa que uma área desmatada queima repetidas vezes durante oito anos. Nesse sentido, o constante desmatamento da Amazônia vai gerando um acúmulo de novas queimadas.

Elas somam-se às queimadas das áreas ocupadas antigas onde são usadas regularmente como técnica agrícola para limpar pastos, eliminar restolhos de culturas, combater pragas e doenças, renovar áreas, obter brotação precoce em pastagens etc.

Fonte: www.ambicenter.com.br

Desmatamento

As florestas são o habitat mais rico e diversificado do planeta. Entretanto, são elas as maiores vítimas do "progresso" – se assim podemos chamar – do homem.

As florestas tropicais do mundo estão sendo dizimadas a uma velocidade impressionante. Todo ano, 4 a 5 milhões de hectares são completamente destruídos.

Isso significa que, a cada minuto, 12 a 20 hectares desaparecem do mundo diariamente. Além disso, uma espécie animal é extinta a cada meia hora. Todas as principais florestas tropicais encontram-se sob ataque semelhante. Até bem pouco tempo, a África estava perdendo suas florestas a um ritmo de 2 milhões de hectares por ano, enquanto que no Sudeste Asiático as florestas remanescentes desapareciam a uma velocidade praticamente igual. A América Central tem hoje apenas um terço das florestas que possuía há 10 anos.

Isso acontece por causa das necessidades do homem em obter matéria-prima, pensando apenas no benefício imediato que isso lhes trará. Em países com florestas tropicais, a maioria da população camponesa está envolvida em algum tipo de atividade agrária de pequena escala. Simultaneamente, a madeira é responsável pela entrada das dívidas necessárias para muitos países dotados de florestas. Algumas das madeiras de lei fornecidas pelas árvores das florestas têm um valor comercial alto. Teca e mogno possuem uma madeira boa e durável, muito consumida no mundo ocidental para a fabricação de inúmeros produtos, como móveis e barcos. Todas as árvores menos nobres podem ser convertidas em polpa de madeira, compensado e papel.

Com a tecnologia moderna, nunca foi tão fácil cortar as árvores das florestas. Máquinas pesadas, como tratores e guindastes, são capazes de devastar grandes porções de floresta com muito mais eficiência do que com os antigos machados.

Mas há outras razões por detrás do desmatamento, além da extração de madeira. Os países em desenvolvimento precisam de cada vez mais estradas, represas, diques, canais, rede elétrica, tubulações para saneamento. Hoje, em poucos meses, pode-se converter uma grande extensão de floresta em enormes plantações ou fazendas de gado. Muitas das florestas latino-americanas foram devastadas para se obter pastagens para gado de corte, atividade agropecuária que constitui uma das principais fontes de renda da região.

As conseqüências do desmatamento

Pode ser deplorável que as florestas tenham de ser destruídas para ceder lugar ao crescimento e à expansão, tão necessários aos países em desenvolvimento.

Mas, infelizmente, florestas destruídas não significam terras adequadas para atividades agrícolas e pecuárias. O solo das florestas é velho demais e já sustentou o ciclo de crescimento de inúmeras gerações de plantas. Sendo pobre de nutrientes, as culturas agrícolas tradicionais nele plantadas não se desenvolvem tão bem como as plantas nativas, especialmente adaptadas a estes solos.

Quando convertidas em terras para lavoura, as florestas permanecem férteis por poucos anos. Então, mais áreas de floresta tendem a ser destruídas e o processo repete-se. Os habitantes das florestas adotam um método agrícola baseado no corte e queima de pequenos trechos da floresta que usam para cultivo temporário.

Hoje, contudo, essa prática está atingindo proporções gigantescas, deixando um rastro de terra estérel, imprópria para o plantio de produtos agrícolas e até mesmo para o crescimento de capim.

A remoção da camada que cobre o solo da floresta pode gerar outros sérios efeitos colaterais. As florestas são diretamente responsáveis pelas chuvas, pois as gigantescas árvores absorvem grande parte da água, devolvendo-a lentamente ao meio ambiente sob forma de umidade. A devastação da floresta, que reduz a quantidade de chuva na região, pode levar a um processo de desertificação. Desprovido de sua cobertura vegetal, o solo fica mais vulnerável à erosão. A terra carregada pela erosão pode, por sua vez, depositar-se nos leitos dos rios, deixando-os mais rasos e provocando inundações. Na Índia, anualmente ocorrem cheias de graves proporções no delta dos rios, devido ao desmatamento realizado nas montanhas do Himalaia. Há 40 anos, quase metade da Etiópia era coberta de florestas, fonte de água preciosa para a irrigação das lavouras. Hoje restam apenas 5% das florestas etíopes. Como conseqüência, a enorme população do país tem sido vitimada pela fome, seca e enchentes.

A destruição das florestas tem também graves conseqüências em escala mundial. As florestas tropicais regulam os padrões climáticos globais. Em regiões tropicais, mais de 1 bilhão de pessoas dependem da água produzida pelas florestas para irrigar sua produção agrícola. No Hemisfério Norte, fenômenos como ciclos de chuvas desregulados e o aumento de dióxido de carbono na atmosfera são possíveis resultados do desmatamento registrado nos trópicos. Essa devastação poderia levar a um aquecimento generalizado da atmosfera, conhecido por "efeito estufa" que, por sua vez, poderia acelerar o derretimento das calotas polares e contribuir para a elevação do nível do mar.

Uma vez destruída, a floresta não pode ser recuperada. Mesmo removendo apenas as árvores maiores, o frágil ecossistema florestal não resistirá. Com ele, estão perdidas para sempre comunidades inteiras de plantas e animais, muitas das quais de valor incomensurável para nós. Há séculos, tribos das florestas têm usado as propriedades químicas de muitas espécies de plantas para obter drogas e medicamentos. A própria ciência moderna reconhece hoje o valor dessas ervas medicinais, algumas para o tratamento de doenças graves como câncer, leucemia, problemas musculares e cardíacos. São também usadas como ingredientes básicos para a fabricação de hormônios controladores da natalidade, estimulantes e tranqüilizantes. Talvez a droga mais conhecida obtida de uma planta de floresta seja a quinina (substância vinda da árvore sul-americana que provou ser muito eficaz na cura da malária). Ou também para a agricultura e indústria (chá, café, banana, laranja, etc. e/ou resina, tintas, cera, sabão, plásticos, óleos, etc.).

Desmatamento

Hoje, 40% das florestas do planeta já desapareceram. Aquelas que restam estão sendo destruídas a um ritmo tão acelerado que muitos países já perderam quase a totalidade de suas florestas.

O ritual de desmatamento, no caso da floresta Amazônica, segue uma lógica que tem por objetivo arrancar o máximo de lucro da natureza e do solo. As primeiras a serem cortadas são as árvores nobres. Esgotadas estas, vêm as mais comuns, ou a chamada madeira branca, útil para a fabricação de compensado e tábuas para construção civil. O que sobra não interessa economicamente e é destruído pelo fogo para que a terra possa receber alguma atividade que renda mais dinheiro, como a agricultura e a pecuária. Em todo esse processo, apenas a retirada de madeira nobre já é um negócio milionário. Cada metro cúbico de mogno – raro, bonito e resistente – valoriza-se 300. 000% desde a extração na mata até a venda no exterior. Na floresta, cada metro cúbico recém-extraído vale 3 reais, contra os 9000 reais cobrados por um revendedor europeu. A demanda atual é 36% maior do que trinta anos atrás. Isso não significa que a retirada de madeira seja sempre sinônimo de devastação. Os Estados Unidos, o país campeão mundial na exploração de madeira, com 500 milhões de metros cúbicos por ano, conseguem fazer com que suas florestas cresçam 0,3% ao ano. O governo brasileiro tem tentado contornar o extrativismo desenfreado com alguns projetos de reflorestamento. No caso do mogno, a situação é complexa e os programas para exploração comercial têm enfrentado problemas, mas há alguns avanços.

Crescem também os projetos de exploração sustentada. Neles, parte-se do princípio de que é possível retirar madeira da mata sem destruir o ambiente e ainda deixar exemplares para exploração futura. Basta escolher bem a árvore a ser abatida e não avançar sobre exemplares jovens. Calcula-se que, se os madeireiros cumprissem as recomendações do governo para extração, seria possível retirar 1 bilhão de metros cúbicos de madeira por ano, cerca de 7 vezes a demanda mundial, sem esgotar a floresta. Nos últimos anos, foram demarcados 2,1 milhões de hectares de reservas extrativistas, de onde se retira a madeira seguindo regras rigorosas. Essa madeira extraída pode ser encontrada em lojas de móveis caros de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Nos anos 90, o Brasil alcançou progressos enormes no controle de queimadas. Criou o Proarco, um projeto que controla a devastação nas bordas da Amazônia, e consolidou a fiscalização por satélite. Mesmo assim, em 2002 as queimadas bateram recordes e foram 30% maiores que no ano passado. Áreas de cerrado, como a Chapada dos Veadeiros, foram as que mais sofreram com o fogo. Milhares de animais não conseguiram escapar dos incêndios.

O Avança Brasil e a ameaça para a Amazônia

O desmatamento previsto com o Avança Brasil na Amazônia pode chegar a 42% de toda a floresta, com apenas 5% de áreas sem nenhum dano.

As previsões dos impactos das obras rodoviárias do Avança Brasil na Amazônia foram feitas com base no cenário do início do ano 2000: dos cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados da Floresta Amazônica na época do Descobrimento, em 1500, já haviam sido desmatados aproximadamente 550.000Km2, correspondentes a 13,75% da área original.

A primeira pesquisa sobre os impactos ambientais do programa governamental previsto para o período de 2000 a 2003 foi apresentada em março do ano passado por três ONGs (Ipan – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia; ISA – Instituto Socioambiental e o WHRC – Centro de Pesquisas de Woods Hole). O estudo considerou cerca de 3500Km de asfaltamento de quatro rodovias construídas nos anos 70, época em que o governo financiava empreendimentos que começavam com a derrubada da mata, considerada como benfeitoria. Chegaram à conclusão de que em um período de 25 a 35 anos essas obras provocariam desmatamentos de 80.000 Km2 a 180.000 Km2, expandindo a devastação para uma faixa de 15,75% a 18,25% da área da floresta em 1500.

Os dados não otimistas mostram projeções de 120.000 Km2 a 270.000 Km2 de área desmatada, esta última aproximadamente igual à da Grã-Bretanha ou à do Estado de São Paulo. Desse modo, a devastação amazônica total seria de 15,75% a 20% da floresta que havia em 1500. Cientistas dos EUA ainda apontam dados mais alarmantes, com 28% da floresta desmatado em 20 anos ou ainda 42% da cobertura florestal de 1500. A ameaça para a Amazônia é ainda maior, pois não se considerou a eliminação de nascentes e outros fatores. Essa divulgação dos dados está forçando o governo a rever o Avança Brasil e a dialogar com ONGs e universidades a fim de rever os impactos ambientais que o programa causaria ao ambiente. Uma avaliação prévia apontou que os investimentos púbicos e privados previstos pelo Avança Brasil aumentariam as taxas de desmatamento e induziriam ramificações das rodovias a serem asfaltadas ou construídas.

Desmatamento cresce 15% na Amazônia

Segundo dados de maio do ano passado, uma estimativa com imagens de satélite indicou 19,832% de área devastada em 1999/2000, uma área que equivale cerca de 91% do estado de Sergipe. A extenção acumulada de desflorestamento chegou a 569.269 Km2 no ano de 1999, o equivalente a 13,9% da área total da Amazônia (cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados dos 5 milhões que compõem a camada legal da Amazônia). Dentre os Estados que mais desmatam estão os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia, e há um plano de concentrar nesses municípios as políticas de monitoramento e fiscalização.

As medidas tomadas pelo ministério não foram suficientes para diminuir o desmatamento porque dependem da coordenação com políticas de outros ministérios, o que dificulta a prevenção do desmatamento em áreas florestais.

Desmatamentos e queimadas

Desde a ocupação portuguesa, o Brasil enfrenta queima de vegetação original e desmatamentos com o intuito de aumentar as áreas de cultivo e pastagens, bem como facilitar a ocupação humana e, conseqüentemente, a especulação imobiliária. Estes procedimentos, ao longo dos anos, levaram à extinção de várias espécies vegetais e animais e à erosão mais acentuada do solo. As florestas tropicais das Américas Central e do Sul, da África e da Ásia são as mais atingidas pelo desmatamento, devido principalmente ao corte de madeira para exploração, comércio que movimenta bilhões de dólares a cada ano.

Um relatório apresentado pela FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – em 1993 afirmou que, de 1981 a 1990, 154 milhões de hectares de florestas foram destruídos nas zonas tropicais da Terra, sendo o Brasil o país tropical mais afetado, perdendo 3.670.000 ha. no mesmo período. Os dados foram obtidos a partir de relatórios executados em 90 países, utilizando-se inclusive de imagens de satélites de alta definição.

Estes procedimentos, ilegais em muitas áreas do país, levaram à desertificação de algumas áreas, sendo que no nordeste brasileiro 97% da cobertura vegetal nativa foram dizimadas. Mesmo assim, ainda de acordo com a FAO, A América Latina e o Caribe continuam a formar a maior cobertura de mata tropical do planeta, abrigando 56% das florestas da Terra. O Brasil aparece em terceiro lugar no plantio de árvores, demonstrando a tendência cada vez maior de reflorestamento e consciência ecológica que começa a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.

A teoria do desenvolvimento sustentado, que defende o desenvolvimento econômico em acordo com políticas governamentais que visam a preservação do meio ambiente, vem sendo cada vez mais usada e aproveitada, sendo defendida não apenas por ambientalistas como também por empresários, que entendem que a deterioração ambiental tem relação direta com a pobreza e a queda no nível e qualidade no nível e qualidade de vida da população. Neste sentido, o trabalho de conscientização feito por escolas e organizações não-governamentais é bastante importante, pois só a consciência humana será capaz de preservar o meio ambiente e, conseqüentemente, a própria humanidade.

Fonte: www.sosterravida.hpg.ig.com.br

Desmatamento

 

Entende-se por desmatamento a operação de supressão total da vegetação nativa de determinada área para o uso alternativo do solo.

É o processo de desaparecimento de massas florestais, fundamentalmente causada pela atividade humana sobre a natureza, principalmente devido a abates realizados pela indústria madeireira, tal como para a ampliação de áreas para cultivos agrícolas, criações ou expansão urbana.

A retirada de toda vegetação original (nativa) de uma determinada área caracteriza o desmatamento.

Conseqüências do desmatamento

Prejuízos ambientais

Perda de biodiversidade

Degradação dos mananciais – A retirada da mata que protege as nascentes, rios e lagos causa sérios problemas ao bem que está cada vez mais escasso em todo o mundo: a água.

A terramento de rios e lagos – Com o solo sem cobertura vegetal abundante, a erosão ocorre em maior intensidade e freqüência, carreando o solo diretamente para os leitos de rios e lagos. Esse processo faz com que a vazão dos rios seja comprometida aumentando a freqüência e intensidade de enchentes.

Redução do regime de chuvas – Pode não parecer, mas a maior parte da água das chuvas continentais vem das próprias áreas continentais, e não do mar. A derrubada de grandes áreas com matas altera o clima das regiões, causando normalmente períodos estendidos de estiagem.

Desmatamento
Desmatamento

Redução da umidade relativa do ar - A evapotranspiração das folhas é um dos principais reguladores da umidade do ar, além de promover a regulação da temperatura nos ambientes. A derrubada de matas deixa o ar mais seco e a temperatura mais elevada e instável.

Aumento do efeito estufa – As florestas são grandes reservas de carbono, que guardam o carbono em sua estrutura orgânica. Ao queimarmos essas florestas, quase todo o carbono absorvido pelas plantas volta à atmosfera, causando considerável aumento no efeito estufa, tornando o planeta ainda mais quente.

Comprometimento da qualidade da água – A maior erosão e lixiviação causada pelo desmatamento fazem com que a qualidade da água seja comprometida, tornando-a sempre turva e muitas vezes imprópria para ao consumo.

Desertificação – A retirada de matas associada a manejos inadequados do solo, tem causado a desertificação dos ambientes, onde a ausência de vida predomina.

Prejuízos socioeconômicos:

Redução do turismo – As áreas de mata nativa são sem dúvida um grande atrativo, principalmente ao ecoturismo. Apesar disso, muitas cidades e estados não conhecem esse potencial e não aproveitam. O desaparecimento de matas traz perdas incalculáveis e irreversíveis ao turismo nesses locais.

Perda do potencial hídrico – Degradação das nascentes e dos rios.

Perda do potencial farmacêutico

Perda do potencial genético – O melhoramento genético de plantas cultivadas visando a resistência a doenças e pragas é muitas vezes adquirida através do cruzamento de parentes próximos nativos encontrados nas matas.

Migração de populações – Causada pelas modificações climáticas que prejudicam diretamente culturas agrícolas que antes eram fontes de renda e sobrevivência dessas comunidades.

Desmatamento
Crime

A devastação em florestas situadas em seis regiões do mundo é crescente - América do Norte, Chile, Venezuela, África Central, Rússia e Indonésia, responsáveis por metade da cobertura florestal do planeta. Áreas até então consideradas intactas, estão sendo destruídas para dar lugar à mineração, estradas, áreas urbanas, agricultura e pecuária. Outras regiões importantes, como o Brasil não ficam de fora.

Regiões como a Taiga Siberiana (floresta de pinheiros) está sendo devastada. Na América do Norte, pouco menos da metade das florestas estão em áreas contínuas superiores a 200 km², 90% delas no Alasca e no norte do Canadá. As florestas tropicais dos Camarões, apresentam vastas áreas com vários espaços desertos feitos pela exploração madeireira.

Na África Central cerca de 40% das florestas de difícil acesso da região estão sob concessão para a indústria madeireira. O futuro delas depende do manejo a ser feito pelos empresários do setor. Na região de Congo ainda existem florestas com mais de 10 km².

Na Indonésia, segunda maior área de mata tropical, depois do Brasil, o desmatamento dobrou nas últimas duas décadas. A cobertura florestal caiu 40% nos últimos 50 anos, passando de 162 milhões de hectares para 98 milhões. O desmatamento, nesta região cresceu de 1 milhão de hectares por ano em 1980 para 2 milhões em 1996.

A ilha de Sulawesi teve suas florestas tropicais eliminadas e se o desmatamento continuar, as regiões de Sumatra e Kalimantan ficarão na mesma situação, até 2010.

As concessões para a exploração não sustentada das florestas que cobrem mais da metade do total de matas da Indonésia foram dadas pelo ex-ditador Suharto a aliados políticos e até parentes. Para aumentar os ganhos na balança comercial do país, 16 milhões de hectares de florestas nativas foram convertidos em plantações para a agricultura e para a indústria de papel. A situação do planeta em relação à cobertura florestal está ficando cada vez pior.

O desmatamento contribui para o esgotamento das fontes de água natural prejudicando o abastecimento, deixa o solo sem proteção das raízes das árvores, facilitando a erosão. A devastação interfere negativamente na fauna, destrói espécies da flora, contribui para a poluição da água, do ar, das chuvas ácidas, do efeito estufa e a comercialização ilegal de madeiras nobres.

Na floresta Amazônica, cerca de 13% dos 5 milhões de quilômetros quadrados originais foram destruídas. A área é equivalente à Europa Ocidental e com uma população de 17 milhões de pessoas. Calcula-se que na floresta Amazônica existem 2 milhões de espécies vegetais e animais, das quais só 30 % são do conhecimento da ciência.

As florestas tropicais ocupam 16 milhões de quilômetros quadrados no mundo. Estima-se que, a cada ano, 100 mil quilômetros quadrados de árvores sejam destruídos por queimadas, projetos mal-executados, desmatamentos, mineração inadequadas e pressão demográfica. Pelo menos 25% das essências farmacêuticas utilizam matéria-prima oriunda das florestas tropicais, que ocupam 7% da superfície do planeta e abriga 80% dos seres vivos.

Desmatamento
Madeireira

Desmatamento
Toras

No Rio Grande do Sul, as florestas ocupavam 40% da área total do estado. Até a uma década, essa área havia caído para 2,6% do território gaúcho. A África é uma amostra de destruição. Em Madagascar, a devastação de 93% das florestas tropicais transformou regiões exuberantes em desertos.

As florestas de clima temperado são devastadas de modo mais intenso do que as tropicais. Estima-se que 44% dessas matas já desapareceram.

A Mata Atlântica, que há 498 anos encheu os olhos dos portugueses tão logo aportaram no Brasil, está agonizando. Da vegetação original, que cobria 1,2 milhões de quilômetros quadrados, restam apenas 7%. A situação atual é crítica. A Mata Atlântica é um conjunto de três ecossistemas. No litoral, encontra-se a restinga, junto aos rios, formam-se os manguezais, depósitos de matéria orgânica que alimenta inúmeras espécies de animais e, por fim, vem as florestas, com folhagem mais densa e árvores altas, cujas raízes impedem que as camadas férteis do solo sejam "varridas" pelas chuvas. As sombras produzidas pela copa das árvores preservam as nascentes e os lençóis freáticos. O funcionamento harmonioso desse conjunto significa vida para a mata. As bromélias, plantas de rara beleza, brotam no chão ou em caules, servindo de reservatórios d’água para insetos, pássaros e pequenos animais como o mico-leão. Estes por sua vez, funcionam como dispersores de "sementes" que jogam no chão depois de comer a polpa das frutas. A mata ainda apresenta grande variedade de madeiras nobres, como o pequi, o jequitibá e o jacarandá disputadas no mercado internacional. Espécies sem valor comercial, como a embaúba, por exemplo, sustentam com suas folhas o bicho preguiça. Na fauna Atlântica, os animais têm funções a desempenhar, o tatu, por exemplo, ao cavar a terra está oxigenando o solo. Na mata encontra-se micos-leões, jacaré-de-papo-amarelo, papagaio-de-cara-roxa, antas, jacutinga, e outros. A destruição atende desde o interesse econômico de grandes empresas, inclusive sob o argumento de geração de empregos, à sobrevivência dos pequenos agricultores. Contribui para o agravamento da situação uma centena de autorizações falsificadas de desmatamento em regiões onde se instalaram grandes fazendas de gado. Durante os primeiros 350 anos de História do Brasil, o extrativismo foi ininterrupto e intenso. Nos últimos 150 anos, não sobrou muito o que contar. A Mata Atlântica pode desaparecer em 50 anos com o ritmo de destruição atual. Apesar de tudo, continua sendo um dos ecossistemas mais ricos do planeta, abrigando 58 espécies de aves (38% endêmicas) e 131 espécies de mamíferos (23% endêmicas). Tem também a maior riqueza de árvores do mundo.

No Brasil, a intensificação do desmatamento se acentuou a partir de 1920, após o término da I Grande Guerra, com a vinda de imigrantes, especialmente da Europa. Além do prosseguimento da derrubada das árvores da Mata Atlântica, ocorreu a destruição avassaladora dos pinheirais da região Sul do país. Os carvoeiros e lenhadores avançavam com a derrubada de árvores para suprir as demandas dos usuários, destacadamente nas regiões dos Cerrados e do "Meio-Norte", não respeitando as restrições legais de matas nativas, de proteção das nascentes, limites das margens dos cursos d’água, encostas com declives acentuados e topos de morros.

Desmatamento
Exploração Florestal

Desmatamento
Corte raso

Na região norte do Estado do Paraná, as matas de perobas e outras espécies de madeiras-de-lei foram extintas, sem o devido aproveitamento nas serrarias, porque o objetivo era a ocupação da área para plantios de cafezais.

As áreas desmatadas da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica e do Cerrado somam 2,5 milhões de km2 (250 milhões de hectares) – quase 30% do território brasileiro, ou a soma das superfícies formadas pelos Estados das Regiões Nordeste e Sudeste. Estima-se que o desmatamento, em todo o território, é superior a 300 milhões de hectares de matas.

O desmatamento e as queimadas da região Amazônica constituíram as mais sérias preocupações dos ambientalistas nas últimas décadas, por acarretar desequilíbrios imprevisíveis ao ambiente, com conseqüências desconhecidas. A extração ilegal de madeira, o desmatamento para uso alternativo do solo, sobretudo para a formação de extensas pastagens e plantios agrícolas formam a maior ameaça às florestas. A destruição da Amazônia, a maior das florestas primárias remanescentes do mundo é assustadora.

Desmatamento
Terra

Várias madeireiras estrangeiras, principalmente da Indonésia, Malásia, China e Japão, estão instaladas na região. Devido à precária fiscalização governamental na área, é grande o corte clandestino de árvores, que muitas vezes acontece, também, em reservas indígenas.

Um outro dado alarmante é que, nas últimas duas décadas, a contribuição da Amazônia na produção de toda a madeira utilizada no Brasil aumentou de 14% para 85%. De acordo com dados oficiais, 80% dessa exploração é feita de forma ilegal.

Mesmo a extração considerada legal é altamente destrutiva e o uso de tecnologia obsoleta resulta em enorme perda de matéria-prima durante o processo produtivo. Em média, apenas um terço da madeira extraída é transformada em produto final.

A Amazônia já está no seu limite de desmatamento. Os estados mais atingidos pelo desmatamento são Pará e Mato Grosso. Este último é o campeão em área desmatada. A média de madeira movimentada na Amazônia é de aproximadamente 40 milhões de m³, incluindo madeira serrada, carvão e lenha.

Desse total, apenas 9 milhões de m³ vieram de manejo florestal (previamente autorizado).

O Brasil está se tornando em um dos maiores contribuintes para o aquecimento global do planeta. O crescente desmatamento – principalmente na Amazônia, que deixa a floresta cada vez mais seca e com menor capacidade de evaporação – ocasiona na redução das chuvas em várias regiões, afetando o clima do norte até o sul do país. Efeito semelhante já é percebido no Brasil com a retirada quase total da Mata Atlântica, que após ser dizimada afetou o microclima de várias regiões do país.

O cenário global do desmatamento se agravou muito nas últimas décadas. Além do Brasil, outros países do mundo continuam retirando área verde. A China e os EUA são alguns exemplos. Ambos utilizam termoelétricas a carvão para a geração de energia elétrica.

A taxa exata na razão da qual as florestas estão atualmente sendo destruídas no mundo não é conhecida, uma vez que não tem sido feito um censo global desde 1990. Naquela época, uma área de aproximadamente 150.000 km2 de floresta tropical, equivalente ao tamanho do estado de São Paulo, tem sido destruída a cada ano. Sabe-se porém que a taxa de destruição aumentou durante os últimos anos em função de desmatamento irregular e clandestino no Brasil e na Indonésia. As florestas ao redor do mundo estão sob pressão.

Algumas áreas da floresta tropical são ricas em metais preciosos como o ouro e a prata. Grandes depósitos de alumínio, ferro, cobre e zinco também são encontrados. Uma infra-estrutura de desenvolvimento e uma afluência de mineiros nas áreas de matas não-exploradas inevitavelmente resulta em desmatamento.

A contaminação pelo mercúrio (usado na extração de ouro) é também comum.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Desmatamento

 

Desmatamento

Com o ritmo impressionante e crescente de desmatamento e destruição das florestas do planeta que o homem vem empreendendo nas últimas décadas, nunca antes presenciado, muito pouco do remanescente de florestas nativas sobrará. Há dez mil anos, 55% das terras do planeta eram cobertas por florestas.

Dos quase 70 milhões de km2 que se estendiam pela superfície da Terra, restam hoje pouco mais de 20 milhões. Ou seja, dois terços dessa cobertura vegetal original não existem mais. As florestas resumem-se atualmente a cerca de 32% dos continentes.

Depois da Ásia, a América Latina é o continente que mais destruiu suas florestas. A área desmatada na região é quase do tamanho da Floresta Amazônica. Na América Latina, foram desmatados 4,76 milhões de km2, o que corresponde a quase 41% da área original. A área perdida corresponde a 86,5% da Amazônia, que tem 5,5 milhões de km2. A pior situação, entretanto, é a da Ásia. Os asiáticos perderam 31,76 milhões de km2 de florestas, ou 88% de sua cobertura florestal original, e somente 5% do que restou estão legalmente protegidos.

Seis anos depois da Rio-92, o Brasil ainda é o país que mais perde florestas em todo o mundo, todos os anos. Por isso detém o triste título de campeão em área anual desmatada. Os dados de satélite indicam que a taxa anual de desmatamento no país é de 15 mil km2. A situação é particularmente grave para a Mata Atlântica, que teve 93% de sua cobertura original destruídos. Estão ainda irremediavelmente perdidos 15% da Floresta Amazônica e 30% do Cerrado.

As florestas tropicais são o alvo predileto das queimadas e da extração de madeira.

Entre 1960 e 1990, um quinto das matas tropicais foi destruído em velocidade alucinante.

Seis países sozinhos foram responsáveis por 58% desse total: Brasil, Indonésia, Congo, Bolívia, Malásia e Venezuela.

O Brasil, que abriga 17% das florestas nativas do mundo e 34% das florestas tropicais, apenas nos últimos três anos, devastou uma área de floresta tropical quase igual à da Bélgica e da Holanda somadas __ representa 11% de tudo o que já foi derrubado na Amazônia nos últimos quatro séculos.

A Indonésia, segundo país com mais florestas tropicais, é o vice-campeão no ranking da devastação. Entre 1990 e 1995, destruiu uma área maior do que a Dinamarca. Pôs no chão, apenas no ano passado, 20 mil km2 de florestas, o equivalente ao Estado de Sergipe.

Dados atuais compilados pelo WWF, em estudo realizado em conjunto com o Centro Mundial de Monitoramento da Conservação (WCMC), indicam que as florestas tropicais continuam a ser destruídas em uma velocidade impressionante: 17 milhões de hectares por ano.

A continuar nesse ritmo, em 50 anos as florestas naturais da Costa Rica, Malásia, Paquistão e Tailândia terão desaparecido por completo.

Perdas em quantidades similares também são verificadas nas florestas temperada e boreal do Canadá, Europa, Rússia e EUA. Do total de florestas nativas hoje existentes no planeta, 60% se concentram na região boreal da América do Norte e da Rússia, onde a variedade de espécies é mínima __ predominam as árvores de Pinnus. Com 25% das florestas nativas do mundo, o Canadá é o maior exportador de celulose e madeira. Nos EUA continental, resta apenas 1% de florestas nativas. A Rússia, que tem 26% das florestas nativas do planeta, já ameaça um quinto delas. Com a extração de madeira, as ex-repúblicas soviéticas perderam 35% de suas florestas originais, uma área equivalente à metade do Brasil.

“O Brasil possui a maior área de floresta tropical do planeta e torna-se imperativo que o governo tome iniciativas para protegê-la” , afirma Garo Batmanian, diretor-executivo do WWF Brasil. Para o diretor da Campanha de Proteção de Florestas do WWF, Francis Sullivan, o mais dramático é que o ritmo de destruição tem se acelerado nos últimos 5 anos e continua a crescer. Com a redução das florestas nativas no mundo, países como o Brasil são cada vez mais procurados por madeireiras estrangeiras, principalmente as asiáticas.

Na Amazônia, grande parte das madeireiras age fora da lei, derrubando a floresta sem prestar contas a ninguém e sem nenhuma preocupação ecológica. O governo brasileiro, leia-se Ibama, admite que 80% do comércio de madeira no país é, no mínimo, irregular.

Este processo, além de causar um dano irreparável para o meio ambiente, tem um agravante para nós brasileiros: nossa floresta se perde e pouca riqueza é gerada para o país.

A devastação atual das florestas tropicais tem motivação diferente da que destruiu os bosques temperados europeus e norte-americanos séculos atrás. Apesar de não ser uma justificativa para tal ação contra o meio ambiente, há de se ter em conta que, não só naquela época não se tinha a noção de preservação que hoje "achamos" que temos, como lá as florestas foram derrubadas para a utilização dos solos férteis que elas escondiam e para a expansão das áreas urbanas e industriais. Para as regiões tropicais essa fórmula não funciona. Na Amazônia, apenas 9% do solo tem aptidão para a agricultura. Na área restante, a camada fértil é pouco profunda e não agüenta mais do que cinco anos de cultivo. Na África Central as condições são semelhantes. As florestas tropicais estão estão sendo destruídas para virar madeira ou ardendo sob o fogo colocado para abrir espaço para agricultura e pecuária de baixa produtividade. O Congo, ex-Zaire, que ocupa a terceira colocação entre os maiores desmatadores do planeta, perdeu entre 1990 e 1995 o equivalente a uma Bélgica. Todo ano, os vizinhos Congo, Camarões, República Centro-Africana e Gabão devastam uma área maior do que três municípios do Rio de Janeiro.

Outro dado preocupante é a pequena quantidade de florestas protegidas na América Latina. Das florestas restantes no continente, apenas 600 mil km2, ou 9%, constituem parques ou reservas, uma área menor do que o Chile. Isso significa que 91% das florestas remanescentes não possuem qualquer proteção legal.

Mesmo quando estabelecidos, alguns parques não chegam a sair do papel, como é o caso do Brasil, com seus 36 parques nacionais “oficialmente” implantados.

Alguns deles não têm nem mesmo a área totalmente demarcada.

Ao lançar os mapas denunciando a destruição das florestas no mundo, o WWF fez um apelo para que seja criada, até o ano 2000, uma rede de áreas legalmente protegidas cobrindo pelo menos 10% de cada floresta nativa remanescente no planeta (veja no mapa mundial de florestas os atuais percentuais de áreas protegidas nos continentes).

O Brasil deu o primeiro passo para cumprir tal meta, o equivalente a uma área de 37 milhões de hectares apenas na Amazônia. O Governo anunciou em abril a criação de 4 novas Unidades de Conservação, duas no Rio de Janeiro, para preservar uma área de restinga (Parque Nacional de Jurubatiba) e uma área de Mata Atlântica (Reserva Biológica da fazenda União), e duas em Roraima, para proteger a Floresta Amazônica (Parques Nacionais de Viruá e da Serra da Mocidade).

As unidades somam juntas uma área de 596 mil hectares.

Pelo menos 22 países já aderiram à campanha da WWF, mas o Brasil é o primeiro a ser beneficiado pelos financiamentos do Banco Mundial, que no ano passado firmou compromisso de fornecer recursos para a proteção de 50 milhões de hectares de florestas, sendo metade dessa área em território brasileiro.

Estima-se que serão necessários de US$ 84 milhões a US$ 165 milhões em um período de cinco a dez anos para que o Brasil consiga atingir a meta de preservação florestal.

O acordo prevê que o Brasil entrará com uma contrapartida de metade deste valor.

Muitos países estão aprendendo na marra a importância de preservar suas florestas. É o caso da Malásia, de onde vêm as madeireiras que agora atuam na Amazônia. Depois de ter destruído grande parte de suas matas nativas __ uma área igual ao Estado de Sergipe entre 1990 e 1995 __, o país criou leis que estimulam a conservação. Além de investir no extrativismo, passou a explorar madeira de maneira sustentada, que chega a valer 15% mais do que as outras.

A Malásia exporta US$ 3,8 bilhões em óleo de dendê e US$ 1,4 bilhão em borracha de seringueira por ano. Dez por cento de seu PIB provém de produtos florestais, o que prova que a floresta em pé vale mais do que toras de madeira.

MAPA MUNDIAL DE FLORESTAS

Região Área Original Estimada* Área Remanescente** Área Protegida***
Ásia e Oceania 36,02 4,26 (11,83%) 0,22 (5,16%)
América Latina 11,72 6,96 (59,39%) 0,63 (9,05%)
América do Norte 11,01 6,74 (61,22%) 0,34 (5,04%)
África 3,89 2,14 (55,01%) 0,12 (5,61%)
Europa 5,65 2,14 (37,88%) 0,04 (1,87%)
Totais 68,29 22,24 (32,57%) 1,35 (6,07%)

* Todas as áreas estão em milhões de km2
** Os percentuais referem-se ao que sobrou da área original.
*** Os percentuais referem-se ao que é protegido da área remanescente.

ÁRVORES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

Nosso planeta possui hoje algo entre 80 mil e 100 mil espécies de árvores. Deste total, cerca de 10%, ou mais precisamente 8.753 espécies, estão ameaçadas de extinção. Entre os países com maior número de espécies em extinção aparecem, em primeiro lugar, a Malásia com 958 espécies em extinção, seguida pela Indonésia, com 551 espécies, e pelo Brasil, com 462 espécies ameaçadas. Essas informações estão no relatório intitulado Lista Mundial de Árvores Ameaçadas, divulgado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e pelo Centro Mundial de Monitoramento da Conservação.

Realizado em 197 países, o estudo é considerado o primeiro inventário já realizado de todas as árvores ameaçadas de extinção no mundo. Segundo o relatório, a atividade madeireira (derrubada) representa a principal causa e ameaça 1.290 espécies. É seguida pela agricultura, que ameaça 919 espécies, pela expansão de povoamento, com 751 espécies, pela pecuária, com 417 espécies, e pelas queimadas, com 285 espécies ameaçadas.

Apenas 8% das espécies ameaçadas são hoje cultivadas e as áreas protegidas existentes no mundo abrangem somente 12% das árvores que estão desaparecendo. O relatório recomenda, para salvar o que resta, medidas como o aumento da proteção das árvores em áreas específicas, o manejo sustentável das florestas em conjunto com a certificação florestal, a recuperação dos habitats florestais com o controle das espécies invasoras e a conservação das espécies ameaçadas em jardins botânicos e bancos de sementes.

Das 462 espécies brasileiras ameaçadas, cinco são consideradas extintas, 38 enfrentam ameaça crítica, 106 estão em risco de extinção, 207 são vulneráveis, 23 são dependentes de conservação, 56 estão quase ameaçadas e sobre as 27 restantes não existem dados suficientes. Dentre as espécies brasileiras mais ameaçadas estão o pau-brasil, o pau-rosa e o mogno. O pau-brasil, usado para móveis, arcos de violino e na construção naval, com quantidades limitadas nos litorais do Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, é ameaçado pela exploração comercial, uso local, desmatamento e destruição de habitat. Do pau-rosa se extrai um óleo para perfumes, resina e borracha e sua madeira é usada para mobílias. O mogno é a espécie de maior valor comercial no mundo e 70% de sua extração são exportados.

POR QUE AS FLORESTAS SÃO VITAIS PARA O HOMEM?

As florestas controlam o clima e os ciclos aquáticos e abrigam milhões de plantas, animais e microorganismos interligados em uma fina cadeia. As folhas das árvores absorvem dióxido de carbono (CO2), liberado pela queima de combustíveis, como madeira e petróleo. O gás é fotossintetizado e usado pela árvore em seu crescimento. Graças a essa capacidade de absorver CO2 e filtrar outros poluentes, as florestas ajudam a manter o ar limpo e reduzir o risco de aquecimento do planeta (efeito estufa). As florestas também são fontes de madeiras, frutas, borracha, cortiça, tinturas, óleos e remédios.

A floresta tropical, em particular, é hoje sinônimo de biodiversidade. O Brasil, que abriga 17% das últimas matas virgens, concentra 22% de toda a biodiversidade vegetal mundial. Grande parte dos princípios ativos descobertos contra o câncer nos últimos 10 anos vieram das florestas tropicais. Por isso é tão importante preservá-las.

Para tirar melhor proveito destas florestas é preciso manter seu equilíbrio natural e explorá-las de forma racional e sustentável. Assim, é fundamental que os projetos de educação ambiental possam conscientizar e mobilizar as pessoas sobre a importância da preservação do meio ambiente.

A situação atual da Amazônia

A Floresta Amazônia é o maior ecossistema tropical do planeta. Dona de uma biodiversidade ainda desconhecida em sua maior parte, vem enfrentando ano após ano o ataque implacável do homem. Segundo o relatório do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), a devastação continua avançando tendo atingido seu ápice em 1995, quando 29.059 km2 de florestas foram destruídos. Nos últimos 3 anos, 60.257 km2 de florestas __ área quase uma vez e meia o território da Suíça __ desapareceram do mapa.

A Floresta Amazônica permaneceu praticamente intacta até a década de 60. As atividades produtivas, basicamente extrativistas, não chegavam a afetar a mata.

Nesta época, a região só possuía 6.000 km de estradas, dos quais menos de 300 eram asfaltados. Esse isolamento relativo, que resguardou a vegetação nativa, começou a ser quebrado em 1964 com a abertura da rodovia Belém-Brasília, que estimulou a expansão da pecuária. De 1960 a 1970, a população na zona de influência da estrada passou de 100 mil para 2 milhões de pessoas.

O Programa de Integração Nacional, instituído no governo Médici, injetou recursos para a abertura de 15.000 km de estradas, incluindo a Transamazônica.

O desmatamento provocou surtos de malária, o que, no entanto, não evitou a descoberta de jazidas minerais (casseterita e ouro). A prospecção dos minerais, conjugada com a distribuição de lotes para pequenos produtores, impulsionou a ocupação da região. Aos poucos, as pequenas propriedades foram sendo substituídas por megaprojetos. O mais conhecido deles é o Grande Programa Carajás, que cobre uma superfície de 895.000 km2, mais de 10% da área total do País. Por outro lado, o governo passou a incentivar a destruição da floresta por projetos agropecuários, atingindo principalmente o Pará, Mato Grosso e Rondônia.

EVOLUÇÃO DO DESMATAMENTO POR ESTADO

Estados Agosto / 94* Agosto / 95** Agosto / 96**
Acre 12.064 13.306 (10,30%) 13.742 (3,28%)
Amapá 1.736 1.782 (2,65%) 1.782 (0,00%)
Amazonas 24.739 26.629 (7,64%) 27.434 (3,02%)
Maranhão 95.979 97.761 (1,86%) 99.338 (1,61%)
Mato Grosso 103.614 112.150 (8,24%) 119.141 (6,23%)
Pará 160.355 169.007 (5,40% 176.138 (4,22%)
Rondônia 42.055 46.152 (9,74%) 48.648 (5,41%)
Roraima 4.961 5.124 (3,29%) 5.361 (4,64%)
Tocantins 24.475 25.142 (2,73%) 25.483 (1,36%)
Totais 469.978 497.055 (5,76%) 517.069 (4,03%)

* Os números fornecem o tamanho acumulado da área (em km2) de desflorestamento bruto nos estados que compoêm a Amazônia Legal até as correspondentes datas.
** Os números entre parenteses referem-se aos percentuais de aumento relativos.

RELATÓRIO DO INPE APONTA: 1995, O RECORDE DO DESMATAMENTO

Saudado pelo governo como uma conquista brasileira da tecnologia de monitoramento por satélite, o Programa de Avaliação de Desflorestamento (Prodes) montado pelo Inpe mostrou resultados constrangedores.

A Floresta Amazônica perdeu, de 1995 a 1997, 60.257 km2 de sua superfície, índice superior à média de devastação no período 1978-1988 (21.130 km2), época dos grandes projetos de colonização do governo federal.

O ano de 1995 registrou o recorde da destruição na Amazônia: foram 29.059 km2 de floresta derrubada ou uma extensão maior do que o tamanho do Estado de Alagoas em apenas um ano (veja o gráfico evolução da devastação na floresta). Cerca de 11% de toda a devastação da história da região ocorreram nos últimos 3 anos, durante o período do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Mesmo com uma considerável redução ocorrida em 1996 __ 18.161 km2 __, os números apenas mantêm o ritmo apresentado no início da década de 90. A área já desmatada em toda região da Amazônia Legal é de 517.069 km2, algo em torno de duas vezes e meia o tamanho do Estado de São Paulo ou 10,34% do total da região (veja a tabela evolução do desmatamento por estado). Somente em 1997, segundo as previsões, foram 13.037 km2, uma área superior à da Jamaica. Hoje, as ameaças são representadas pelas madeireiras, pelos colonos, pelos garimpeiros e principalmente pela falta de política ambiental por parte do governo.

O levantamento do Inpe mostra que em 1995, 21% das matas derrubadas estavam em propriedades de até 15 hectares e 27% em glebas de 15 a 20 hectares.

Em 1996, 18% estavam em áreas de até 15 hectares e 23% em áreas de 15 a 50 hectares. As propriedades acima de 1.000 hectares contribuíram com 11% da destruição em 1995 e com 24% em 1996.

Embora os assentamentos rurais, junto com os grandes projetos de desenvolvimento agropecuário, tenham sido apontados como os fatores que mais impulsionaram o desflorestamento, a exploração de madeira __ tanto para consumo interno quanto para o exterior __ é o outro vilão. Segundo dados do Ibama, 90% da madeira consumida em todo o País saem da região amazônica. O Ibama tem apertado a fiscalização da região e, no ano passado, chegou a apreender 600 mil metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente, emitindo cerca de R$ 9,8 milhões em multas contra empresas estrangeiras. Apenas 20% do desmatamento foi autorizado. No período de 1994 a 1996, os Estados do Mato Grosso e Pará contribuíram com mais de 60% de todo o desflorestamento da Amazônia, seguidos de Rondônia e Amazonas, com 20% do total.

Para concluir o levantamento, o Inpe recebeu e processou 47 imagens do satélite americano Landsat, de uma área onde estão concentrados 75% dos desflorestamentos. O Inpe cruzou os dados de satélite com os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para verificar os tipos de vegetação mais atingidos pela devastação.

A vegetação do tipo ombrófila aberta foi a mais derrubada: 31% em 1995 e 32% em 1996.

AMBIENTALISTAS DIVERGEM DOS NÚMEROS OFICIAIS

De acordo com os pesquisadores do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam), ONG de Belém, o estudo do Inpe não cobre todas as agressões feitas à floresta.

As imagens de satélite ainda não dão um quadro fiel do desmatamento na Amazônia e, com isso, a floresta pode estar sendo devastada a um ritmo maior do que o indicado pelo Inpe. Mesmo contando com a tecnologia mais moderna para monitorar florestas tropicais, o Inpe não detecta o fogo sob a copa das árvores nem o desmatamento seletivo feito pelas madeireiras. Segundo eles, o fogo rasteiro que queima sob a copa das árvores é mais extenso do que se imagina. Estimativas do Ipam indicam que esse tipo de queimada atinge cerca de 9 mil km2 de floresta por ano. Como o calor do fogo rasteiro não atinge a copa das árvores, não é percebido pelos sensores térmicos dos satélites NOAA 12 e 14, utilizados pelo Inpe para monitorar as queimadas.

Há casos extremos. O Ipam fez um levantamento em uma área com raio de 30 km em torno da cidade de Paragominas, no Pará, onde existem 100 serrarias.

Segundo as imagens do Landsat, ainda existem 65% da cobertura vegetal da área. Mas o Ipam descobriu que apenas 6% da região tinham florestas saudáveis.

Os ambientalistas se queixam também que os dados demoraram a ser divulgados. Essa também tem sido uma exigência constante dos organismos internacionais envolvidos com projetos ambientais na Amazônia. Segundo o Greenpeace, o governo esperou para divulgar os dados quando havia uma perspectiva de queda na taxa de desmatamento. Além disso, o governo teve muita habilidade na apresentação dos dados, desviando-se da magnitude dos números, a fim de diminuir a repercussão negativa sobre o recorde de desmatamento em 1995.

GOVERNO CONTESTA RECORDE HISTÓRICO DE DESMATAMENTO

O governo, por outro lado, contestou os resultados do Prodes, que apontam o recorde histórico de desmatamento em 1995. Reconheceu que, como o poder aquisitivo da população da Amazônia aumentou com o Plano Real, houve uma maior demanda por alimentos e, conseqüentemente, um maior desmatamento. Mas afirmou que o governo foi sensível aos riscos e adotou medidas severas de controle, tanto que houve uma redução no ano seguinte.

Na verdade, a estratégia do governo foi minimizar os números do relatório do Inpe e maximizar as ações contra o desmatamento. Dessa forma, foram lembradas as mudanças nas regras de manejo, como a Medida Provisória 1511, de 1986, que limitou em 20% o desmatamento em cada propriedade na Amazônia Legal, a moratória sobre as exportações de mogno e virola e a atuação do Ibama na apreensão de 600 mil metros cúbicos de madeira. A conclusão oficial é que poucos governos tomaram medidas tão duras para combater o desflorestamento na Amazônia, resultando na mais drástica queda no índice de devastação na floresta.

A situação atual do Cerrado

Por não apresentar a exuberância da Floresta Amazônica ou da Mata Atlântica, a qual estamos acostumados a ver e que "enche os nossos olhos", o Cerrado brasileiro veio sendo constantemente desprezado até a década de 60 como se fosse apenas um grande descampado com espargidas árvores retorcidas, no centro do país. Não despertava, por isso, a merecida atenção como área potencial para o desenvolvimento econômico e muito menos como um verdadeiro ecossistema, digno de preocupações conservacionistas.

Nas últimas três décadas, este cenário começou a se alterar. Com a mudança da capital do País para Brasília, na década de 60, e a criação de técnicas de correção do solo ácido em conjunto com a introdução de novas espécies de gramíneas para alimentação do gado, na década de 70, houve um enorme desenvolvimento da região com a expansão rodoviária, populacional, imobiliária e agropecuária. Atualmente, 42% da soja e 32% do milho nacionais são produzidos no Cerrado, enquanto que 40% do rebanho bovino do país é criado por lá.

Todo esse desenvolvimento e expansão provocou, como não poderia deixar de ser __ já que se assemelha muito à expansão das áreas urbanas, industrias e agropecuárias européias e norte-americanas nos séculos passados __, a degradação ambiental e a correspondente, porém tardia, inquietação dos ambientalistas.

Um recente estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que, da área original de Cerrado __ correspondente a 22% do território nacional ou à soma de dez países da Europa __, apenas um terço permanece intacto. Outra terça parte foi degradada por pequenos agricultores e estradas e o restante está irremediavelmente perdido, coberto por cidades ou plantações. As regiões mais arrasadas estão no Estado de São Paulo, que já abrigou 10% do Cerrado e hoje conserva apenas 1%.

Além do diagnóstico por satélite, o foco dos ambientalistas sobre o Cerrado originou estudos inéditos sobre sua biodiversidade. Por ser uma vegetação aberta, sempre se acreditou que o ecossistema da região não apresentasse espécies importantes. O resultado da pesquisa, no entanto, mostrou que a realidade é completamente diferente. O Cerrado é rico em diversidade animal e vegetal. O fato de ainda não conhecermos a totalidade de sua biodiversidade aumenta muito a importância de evitar a destruição desta região.

A BIODIVERSIDADE DO CERRADO

ANIMAL

Das 1.622 espécies de aves brasileiras, mais de 550 vivem no Cerrado. A região é habitada também por grande parte dos maiores, mais bonitos e também mais ameaçados mamíferos de nossa fauna, como a onça-pintada, a onça parda, o lobo guará, a lontra, a ariranha, o quati e o cervo pantaneiro. Apenas na região do Distrito Federal foram cadastradas mais de 1.000 espécies de borboletas, 30 de morcegos e 550 de abelhas.

VEGETAL

Além de flores exuberantes, onde despontam bromélias, orquídeas e plantas carnívoras, a região apresenta variedades silvestres de plantas cultivadas, como o caju, a mandioca, o abacaxi, o caqui, a goiaba, o amendoim e o guaraná. Todas essas variedades são fundamentais para os trabalhos de melhoria genética que permitem desenvolver tipos mais resistentes às pragas. Cerca de 80 plantas nativas, como o pequi, são usadas na alimentação. Algumas têm potencial para a produção de adoçantes. Vinte espécies de árvores produzem cortiça e alguns arbustos têm quantidade suficiente de tanino __ usado no curtimento de couro __ para ser comercialmente viáveis. Mais de 100 espécies possuem propriedades medicinais conhecidas.

Hoje, temos plena consciência e capacidade tecnológica para saber que sua superfície não precisa ser toda ocupada para gerar um excedente agrícola. Até porque, se, hipoteticamente, ocupassemos todas as terras com plantações, além de extingüir a fauna e a flora, haveria o risco de degradação do solo com sua conseqüente erosão.

Segundo a Embrapa, usando apenas as técnicas modernas de manejo do solo, a área de 10 milhões de hectares atualmente ocupada pela agricultura no Cerrado, poderia, no mínimo, dobrar a produção e chegar a 60 milhões de toneladas de grãos por ano.

É fundamental, para a sobrevivência dos animais e plantas, manter preservadas as áreas representativas da diversidade animal e vegetal, com a criação de mais Unidades de Conservação, como parques e reservas. Infelizmente, apenas 1,5% da área de Cerrado se encontra hoje protegida. É muito pouco, mesmo quando a comparamos com a média do território nacional, que é de 2,6% de área preservada, e, muito menos ainda, em comparação com a Amazônia, que tem 3,8% de sua área "teoricamente" preservada.

Novos parques, aliados ao cumprimento do atual código florestal e à implementação do turismo ecológico consciente, com certeza ajudariam bastante na preservação da vida selvagem e do ecossistema do Cerrado. Por lei, os fazendeiros são obrigados a manter pelo menos 20% das propriedades como reserva e preservar a vegetação ao longo dos rios e cursos de água, além das encostas com mais de 45 graus de declividade.

Marcelo Szpilman

Fonte: www.institutoaqualung.com.br

Desmatamento

Desmatamento

O desmatamento é um processo que ocorre no mundo todo, resultado do crescimento das atividades produtivas e econômicas e principalmente pelo aumento da densidade demográfica em escala mundial, isso coloca em risco fundamentalmente regiões compostas por florestas.

A exploração que naturalmente propicia devastação através das atividades humanas já disseminou em cerca de 300 anos mais de 50% de toda área de vegetação natural em todo mundo.

A atividade de extrativismo vegetal é extremamente importante em vários países como o Brasil, com predomínio de florestas tropicais, assim como a Indonésia e o Canadá com florestas temperadas, e essa extração coloca em risco diversos tipos de vegetações distribuídas no mundo.

Atualmente a destruição ocorre em “passos largos” podendo ser medida, pois anualmente são devastadas cerca de 170.000 km2, os causadores da crescente diminuição das áreas naturais do planeta são dentre eles a produção agrícola e pastoril com a abertura de novas áreas de lavoura e pastagens, o crescimento urbano, a mineração e o extrativismo animal, vegetal e mineral. Essa exploração é característica da Ásia, que por meio da extração de madeira já destruiu 60% de toda floresta, no Brasil o número é pouco menor, mas não menos preocupante, pois abrange cerca de 40% da área total do território.

As conseqüências da retirada da cobertura vegetal original são principalmente perdas de biodiversidade, degradação do solo e o aumento da incidência de processo de desertificação, erosões, mudanças climáticas e na hidrografia.

Desmatamento

Desmatamento

Fonte: pt.scribd.com

Desmatamento

 

Desmatamento contribui para o esgotamento das fontes de água natural prejudicando o abastecimento, deixa o solo sem proteção das raízes das árvores, impedindo a erosão.

Desmatamento

A terraplanagem arranca as árvores e plantas rasteiras e corta o solo. O desmatamento ocorre para o plantio, a criação de gado, para a comercialização da madeira, para moradias, etc.

A devastação florestal preocupa brasileiros e ambientalistas do mundo todo, pois interfere na fauna, destrói espécies da flora, contribui para a poluição da água, do ar, das chuvas ácidas, do efeito estufa e a comercialização ilegal de madeiras nobres.

Desmatamento

Ocorre a poluição do solo, quando o homem polui o solo , quando joga sobre ele qualquer coisa nestas áreas desmatadas, o material jogado não entra em decomposição, os decompositores são destruídos, o solo contaminado torna-se uma via transmissora e propagadora de doenças, assim como a perda da fertilidade do solo.

Desmatamento

A floresta Amazônica, cerca de 13% dos 5 milhões de quilômetros quadrados originais foram destruídas. A área é equivalente à Europa Ocidental e com uma população de 17 milhões de pessoas. Calcula-se que na floresta Amazônica existem 2 milhões de espécies vegetais e animais, das quais só 30 % são do conhecimento da ciência.

Desmatamento

As florestas tropicais ocupam 16 milhões de quilômetros quadrados no mundo. Estima-se que, a cada ano, 100 mil quilômetros quadrados de árvores sejam destruídos por queimadas, projetos mal-executados, desmatamentos, mineração inadequadas e pressão demográfica. Pelo menos 25% das essências farmacêutica utilizam matéria-prima oriunda das florestas tropicais, que ocupam 7% da superfície do planeta e abriga 80% dos seres vivos.

Desmatamento

Aproximadamente 5 milhões de hectares foram queimados no Brasil, na Indonésia, em Nova Guiné, na Colômbia, no Peru, no Quênia, em Ruanda, no Congo e em outros países. Além do custo ecológico, os incêndios contribuem para intensificar o efeito estufa, assim como a especulação madeireira. No Brasil dados preliminares indicam que o número de queimadas cresceu. No Rio Grande do Sul, as florestas ocupam 40% da área total do Estado. Até a uma década, essa área havia caído para 2,6% do território gaúcho. A África é uma amostra de destruição, em Madagascar, a devastação de 93% das florestas tropicais transformou regiões exuberantes em desertos.

Desmatamento

Desmatamento

As florestas de clima temperado são devastadas de modo mais intenso do que as tropicais. Estima-se que 44% dessas matas já desapareceram, restando 23 milhões em biodiversidades.

A Mata Atlântica, que há 498 anos encheu os olhos dos portugueses tão logo aportaram no Brasil, está agonizando. Da vegetação original, que cobria 1,2 milhões de quilômetros quadrados, restam apenas 7%.

Fonte: paginas.terra.com.br

Desmatamento

O Desmatamento é a operação que objetiva a supressão total da vegetação nativa de determinada área para o uso alternativo do solo.

Considera-se nativa toda vegetação original, remanescente ou regenerada, caracterizada pelas florestas, capoeiras, cerradões, cerrados, campos, campos limpos, vegetações rasteiras, etc. Reforçamos o entendimento de que qualquer descaracterização que venha a suprimir toda vegetação nativa de uma determinada área deve ser interpretada como desmatamento.

Entende-se por área selecionada para uso alternativo do solo, aquelas destinadas à implantação de projetos de colonização de assentamento de população; agropecuários; industriais; florestais; de geração e transmissão de energia; de mineração; e de transporte. (definição dada pelo Decreto 1.282, de 19 de outubro de 1994 – Cap. II, art. 7º, parágrafo único e pela Portaria 48, de 10 de julho de 1995 – Seção II, art. 21, §1º).

De acordo com EMBRAPA (1996) e conforme CNPq e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (1987), desmatamento é caracterizado pela prática de corte, capina ou queimada (por fogo ou produtos químicos), que leva à retirada da cobertura vegetal existente em determinada área, para fins de pecuária, agricultura ou expansão urbana.

Partindo do princípio que o desmatamento envolve um impacto ambiental dos mais acentuados, devido à descaracterização total do habitat natural, considera-se esta prática como sendo a última alternativa, pois se a área solicitada para o desmate ainda é madeirável, isto é, se ela possui madeira de boa qualidade em quantidades economicamente viáveis, ao invés de se efetuar um desmatamento, deve-se implantar um Plano de Manejo Florestal Sustentado (PMFS). Caso a área requerida seja para formação de pastagens, dependendo da tipologia, pode-se optar pelo plantio direto. Nos casos em que a área solicitada realmente depende do corte raso para possibilitar o uso agrícola, pode-se intercalar faixas de vegetação nativa entre as áreas de plantio, a fim de minimizar os impactos envolvidos com a perda de solo e processos erosivos.

Na Amazônia Legal, as solicitações de conversão para uso alternativo do solo acima de 3ha/ano não podem prescindir da apresentação de inventário florestal, bem como de vistoria prévia. Anteriormente a qualquer vistoria, o técnico executante deve rever a legislação para que não ocorram deslizes devido à inobservância legal.

Em atendimento a Instrução Normativa 003, de 10 de maio de 2001, deve-se apresentar o Inventário Florestal a 100% de todos indivíduos com DAP>20cm para a região da Amazônia Legal.

Tecnicamente espera-se que a partir desta prática se possa determinar os fatores florísticos e estruturais da vegetação, tais como: o número de espécie por unidade de área; a existência de espécies imunes de corte; a densidade de indivíduos; e a área basal e o volume, não só das espécies economicamente aproveitáveis nos dias de hoje, mas também daquelas que ainda não entraram no mercado por motivos técnicos desconhecidos.

COMO EVITAR O DESMATE CLANDESTINO

Intensificar a Educação Ambiental, levando a consciência a todas as comunidades locais;

Retomar a Extensão Rural;

Melhorar a fiscalização.

HISTÓRICO

Desde o início da colonização do Brasil, as florestas da região costeira vêm sendo derrubadas. Naquela época, destacavam-se as matas de jacarandá e de outras madeiras nobres da região do Sul da Bahia, do Norte do Espírito Santo e da denominada Zona da Mata de Minas Gerais. De um total de, aproximadamente, 1,3 milhão de quilômetros quadrados da Mata Atlântica primitiva, restam, apenas, cerca de 50 mil km2 – menos de 5% da área original.

A intensificação do desmatamento se acentuou a partir de 1920, após o término da I Grande Guerra, com a vinda de imigrantes, especialmente da Europa. Além do prosseguimento da derrubada das árvores da Mata Atlântica, ocorreu a destruição avassaladora dos pinheirais da região Sul do país. Os carvoeiros e lenhadores avançavam com a derrubada de árvores para suprir as demandas dos usuários, destacadamente nas regiões dos Cerrados e do "Meio-Norte", não respeitando as restrições legais de matas nativas, de proteção das nascentes, limites das margens dos cursos d’água, encostas com declives acentuados e topos de morros.

Na região norte do Estado do Paraná, as matas de perobas e outras espécies de madeiras-de-lei foram extintas, sem o devido aproveitamento nas serrarias, porque o objetivo era a ocupação da área para plantios de cafezais.

As áreas desmatadas da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica e do Cerrado somam 2,5 milhões de km2 (250 milhões de hectares) – quase 30% do território brasileiro, ou a soma das superfícies formadas pelos Estados das Regiões Nordeste e Sudeste. Os técnicos florestais estimam que o desmatamento, em todo o território é superior a 300 milhões de hectares de matas.

O desmatamento e as queimadas da região Amazônica constituíram as mais sérias preocupações dos ambientalistas nas últimas décadas, por acarretar desequilíbrios imprevisíveis ao ambiente, com conseqüências desconhecidas. A extração ilegal de madeira, o desmatamento para uso alternativo do solo, sobretudo para a formação de extensas pastagens e plantios agrícolas formam a maior ameaça às florestas. A destruição da Amazônia, a maior das florestas primárias remanescentes do mundo é assustadora. Somente nos últimos quatro anos mais de 77 mil km2 – uma área um pouco maior do que os Estados do Rio Grande do Norte e Sergipe juntos – foram devastados.

Várias madeireiras estrangeiras, principalmente da Indonésia, Malásia, China e Japão, estão instaladas na região. Devido à precária fiscalização governamental na área, é grande o corte clandestino de árvores, que muitas vezes acontece, também, em reservas indígenas. Segundo relatório do Greenpeace, dos 36 pontos críticos de destruição na Amazônia, 72% estão relacionados à indústria madeireira. Apenas uma companhia que opera na região, a Mil Madeiras, é totalmente certificada pelo Conselho de Manejo Florestal e, das 17 companhias madeireiras pesquisadas, 13 indicaram não ter qualquer interesse em obter a certificação.

Um outro dado alarmante é que, nas últimas duas décadas, a contribuição da Amazônia na produção de toda a madeira utilizada no Brasil aumentou de 14% para 85%. A região forneceu quase 29 milhões de m3 de toras em 1997. De acordo com dados oficiais, 80% dessa exploração é feita de forma ilegal.

Segundo o Greenpeace, mesmo a extração considerada legal é altamente destrutiva e o uso de tecnologia obsoleta resulta em enorme perda de matéria-prima durante o processo produtivo. Segundo a entidade, em média, apenas um terço da madeira extraída é transformada em produto final.

Organizações não-governamentais de meio ambiente defendem também implementação de novas áreas para proteção da floresta, uma vez que as áreas protegidas existentes equivalem a apenas 3,5% da Amazônia. Até hoje, aproximadamente dois terços da Amazônia permanecem como floresta virgem e ainda podem ser preservados.

Coníferas e Folhosas (Softwoods e Hardwoods)

Coníferas e folhosas (softwoods e hardwoods) são dois grandes grupos de vegetais produtores de madeira.

Coníferas

Caracterizam-se, principalmente, por possuir folhas em forma de agulhas e frutos em forma de cones com sementes expostas. No Brasil, a conífera nativa mais conhecida é o pinheiro-do-paraná cujo nome científico é Araucaria angustifolia. Uma outra conífera fornecedora de madeira é uma espécie exótica (nativa de outro país, mas cultivada por aqui) que é o pinus.

O mais comum no Brasil é o Pinus elliottii, mas existem outros como o Pinus caribaea, Pinus oocarpa, Pinus taeda, Pinus patula etc. Podem ser encontradas ainda outras coníferas nativas como o pinho-bravo, pinho-do-brejo etc.

(Podocarpus spp.) ou exóticas como o pinheiro-de-natal (Cunninghamia lanceolata), e os ciprestes (Cupressus spp.), mas geralmente utilizadas para paisagismo.

Folhosas

Caracterizam-se, principalmente, pelas folhas largas e frutos com sementes envolvidas por uma casca. A este grupo pertence a grande maioria das espécies florestais brasileiras e aí estão incluídas a sucupira (Bowdichia nitida), o ipê (Tabebuia spp.), o mogno (Swietenia macrophylla), a andiroba (Carapa guianensis), o cedro (Cedrella spp.), o jatobá (Hymenaea courbaril), o pau-brasil (Caesalpinia echinata), o jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra) etc. Temos no Brasil uma folhosa exótica muito conhecida que é o eucalipto (Eucalyptus spp.).

Obs.: o termo conífera é a tradução correta para a palavra em inglês "softwood", enquanto folhosa é a tradução correta para a palavra "hardwood". Traduzir softwoods como madeiras macias e hardwoods como madeiras duras não é correto já que tanto entre as coníferas como entre as folhosas existem madeiras duras e madeiras macias.

Fonte: www2.ibama.gov.br




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