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Língua Portuguêsa

Análise Sintática

Análise Sintática

A análise sintática constitui-se no estudo da estrutura do período, dividindo e classificando as orações que o compõem e reconhecendo as funções sintáticas dos termos na oração.

Apresenta, portanto, duas funções distintas:

divisão de um todo em suas partes componentes;

explicação da função de cada uma dessas partes.

A análise sintática tem seu campo de ação assim delimitado: período, oração e termos da oração.

Frase, oração, período

Frase é qualquer enunciado dotado de significação. A frase pode ser constituída de:

uma só palavra.

Ex.: Socorro!

várias palavras (com verbo ou não).

Ex.: O tempo está nublado. Que calor!

Frase nominal

exprime uma visão estática. Aparece sem verbo ou com verbo de ligação.

Ex.:

VITÓRIA JUSTA DO CORITIBA.

Frase verbal

indica um processo dinâmico.

Ex.:

O ATLÉTICO VENCEU.

Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.

Exemplos:

A fanfarra desfilou na avenida.

As festas juninas estão chegando.

Tanto na frase quanto na oração, as palavras obedecem a uma ordem, a uma disposição, para que haja uma clara transmissão da mensagem.

Observe:

Quadrinhos aluno em o sala na lê revista uma.

O entendimento da mensagem fica impossível, porque as palavras estão dispostas numa ordem anormal. Se colocadas numa ordem linguística compatível com a nossa língua, entende-se facilmente a mensagem:

O aluno lê uma revista em quadrinhos na sala.

Existe, portanto, uma ordem linguística que devemos seguir na elaboração de uma frase ou oração. A essa ordem dá-se o nome de sintaxe.

Quanto à ordem, as orações podem ser diretas ou indiretas.

Orações diretas – são as que apresentam os termos em sua ordem natural (sujeito, verbo, complementos).

Exemplo:

A comitiva presidencial chegou a Curitiba às duas horas.

Orações indiretas – são as que apresentam os termos em ordem inversa, não-natural.

Exemplo:

Às duas horas, chegou a Curitiba a comitiva presidencial.

Período é a frase estruturada em oração ou orações.

Termina sempre por um ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências e, às vezes, dois pontos.

O período classifica-se em:

simples – constituído por uma só oração, chamada absoluta.

Fui à livraria ontem.

composto – constituído por mais de uma oração.

Fui à livraria ontem e comprei vários livros.

A maneira prática de saber quantas orações existem num período é contar os verbos ou expressões verbais.

TERMOS DA ORAÇÃO

Análise Sintática

TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO

Análise Sintática

As orações são constituídas, quase sempre, de dois termos que expressam, respectivamente:

o ser (de quem se diz algo) – sujeito;

aquilo que se diz (do ser) – predicado.

Análise Sintática

SUJEITO

É o ser de quem se diz alguma coisa. Como termo da maior hierarquia dentro da oração, jamais vem regido por preposição.

MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas:

Análise Sintática

Exemplo:

O aluno saiu. (Quem é que saiu?)

Resposta : O aluno. (sujeito)

Núcleo do sujeito

O núcleo de um termo é a palavra mais importante que dele participa.

Em geral, o núcleo do sujeito pode ser:

um substantivo:

O lápis é novo.

um pronome substantivo (pessoal, indefinido etc.):

Ele está aqui.

uma palavra ou expressão substantivada:

Viver é lutar.

uma oração substantiva:

Convém que você venha à reunião.

A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) considera somente estes tipos de sujeito:

Simples

Possui um só núcleo (no singular ou no plural / claro ou subentendido).

Ex.:

Os sinos silenciaram.

Ninguém ousou levantar a voz.

Os nossos guarda-chuvas foram roubados.

Esse quê está bem empregado.

Observação: Em frases como:

Ex:

Somos os melhores

(núcleo: nós, implícito na desinência verbal), dizia-se antigamente que era um caso de sujeito oculto. Esse termo foi abolido pala NGB, apesar de ser ainda encontrado, inclusive em questões vestibulares. Seria mais próprio chamá-lo de sujeito desinencial ou implícito.

Composto

Possui dois ou mais núcleos (no singular ou no plural).

Ex.:

Eu e ela somos adversários.

Redação e provas coexistem nas preocupações dos que se preparam bem.

Análise Sintática

Indeterminado

Aquele que, embora existindo, não se pode determinar.

Ocorre em dois casos:

1.º) Quando um verbo está na 3.ª pessoa do plural, sem que o contexto permita identificar o sujeito.

Exemplo:

Roubaram-me a carteira. (Quem roubou?!) A resposta pode ser eles e/ou elas,ou os ladrões. Há um agente da ação, mas subentendido, não escrito e não dedutível no contexto.

2.º) Quando um verbo (VI, VTI ou VL) está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome SE (partícula ou índice de indeterminação do sujeito).

Exemplo:

Hoje, lê-se (VI) mais nos tecidos do que nos livros.

(Quem lê?!) A resposta é alguém ,ou a gente, ou as pessoas… Da mesma forma que o caso anterior, há um agente da ação, mas subentendido, não escrito, não dedutível.

Falava-se (VTI) de cobras e índios.

Era-se (VL) feliz naqueles tempos.

Observação:

A indeterminação do sujeito também pode ocorrer com VTD + SE, desde que o OD esteja preposicionado.

Análise Sintática

Atenção:

Não se confunda o SE (índice de indeterminação do sujeito / IIS), com o pronome SE (pronome apassivador) – PA (com verbos TD).

Ouviram-se tiros espaçados.

Sujeito: tiros espaçados (Tiros espaçados foram ouvidos.) O se é pronome apassivador.(PA).

Inexistente ou oração sem sujeito

Ocorre quando o fato enunciado não se refere a elemento algum. Essas orações se constroem com os verbos impessoais, isto é, usados apenas na 3.ª pessoa do singular.

Há programas para todas as idades nas estações de férias.

Alguns casos de verbos impessoais:

os que exprimem fenômenos da natureza.

haver ( = existir) ou indicando tempo decorrido.

ser, fazer, estar: indicando tempo passado, clima, horas…

Ex.:

Faz um calor insuportável.

Hoje são 15 de setembro.

Trovejou muito ontem.

Deve haver boas notícias no jornal de amanhã.

Observações:

Além dos casos anteriores, há outras construções que ocorrem sem sujeito:

Onde lhe dói?

Com sentido figurado, os verbos impessoais tornam-se pessoais, portanto, com sujeito:

Choveram piadas sobre a atuação do presidente. (suj.: piadas)

Amanheci mal-humorado. (suj.: eu – implícito)

PREDICADO

Predicado é o que se declara do sujeito. Portanto, retirado o sujeito, o que restar será o predicado. Pode ser: nominal, verbal e verbo-nominal.

Nominal

Apresenta as seguintes características:

é formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito – VL + PS;

tem um nome (subst. ou adj.) como núcleo;

indica estado ou qualidade.

Exemplo:

Análise Sintática

Verbal

É aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo.

Apresenta as características:

o núcleo do PV é um verbo (VI ou VT);

indica ação.

Exemplo:

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Verbo-nominal

O turista voltou para casa maravilhado.

Apresenta as seguintes características:

tem dois núcleos: um verbo e um nome;

tem predicativo do sujeito ou do objeto – PS ou PO;

indica ação e qualidade/estado.

É constituído de:

Análise Sintática

Observação: O predicado da voz passiva é analisado como o da ativa.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO

Completam o sentido de verbos e nomes e, por isso, são indispensáveis à compreensão do enunciado.

Análise Sintática

Objeto direto

É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto (VTD).

MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se perguntas, após o verbo:

Análise Sintática

Exemplo:

O aluno fez excelente redação. (O aluno fez o quê?)

Resposta – Excelente redação. (OD)

Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo.

Quanto à forma: liga-se ao verbo sem preposição.

Quanto ao valor: indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Análise Sintática

Objeto direto preposicionado

Excepcionalmente, o objeto direto vem precedido de preposição (a, de, com…). Tal preposição, porém, ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.

Exemplo:

Análise Sintática

Nesse exemplo, a preposição de não é exigida pelo verbo – até poderia ser excluída.

Outros exemplos de objeto direto preposicionado:

Amemos a Deus.

Castigaram a José.

Beberam do vinho.

Puxaram da arma.

Estimamos a V. Exª.

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Objeto indireto

É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto (VTI), e que vem precedido de uma preposição exigida pelo verbo.

O Brasil dá crédito ao pequeno produtor rural.

MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas, após o verbo:

Análise Sintática

Exemplo:

Obedecemos aos nossos pais. (Obedecemos a quem?)

Resposta – Aos nossos pais. (OI)

Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo.

Quanto à forma: liga-se ao verbo através de preposição obrigatória exigida por ele.

Quanto ao valor: indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

As preposições

Como o objeto indireto costuma vir regido de preposição, convém não esquecê-las.

As preposições simples são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por (pelo), sem, sob, sobre, trás.

Objeto direto ou indireto pleonástico

Costuma-se repetir o objeto, quando se quer chamar a atenção para ele; são os objetos pleonásticos, que aparecem sob a forma de pronome átono. Exemplos:

Análise Sintática

Função sintática dos pronomes oblíquos

Como você já estudou tal função, eis apenas uma síntese:

Análise Sintática

Predicativo do objeto : VTD + OD + PO

Vimos que o predicativo do sujeito ocorre no predicado nominal ou no predicado verbo-nominal. O predicativo do objeto só ocorre no predicado verbo-nominal.

Exemplos:

Análise Sintática

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Observe que podemos desdobrar a oração em duas:

“(Eu) julgo esta interpretação” + “esta interpretação é ilusória”. O predicativo “ilusória” refere-se ao objeto “interpretação”.

Observações:

Apenas o verbo chamar pode ter predicativo do objeto indireto.

Exemplo:

“Eu lhe chamo estado de espírito.” (C. D. A.)

Na passagem para a voz passiva, o predicativo do objeto (PO) se transforma em predicativo do sujeito (PS). Este é um bom artifício para reconhecer o predicativo do objeto.

Exemplos:

Análise Sintática

PO (voz ativa) = PS (voz passiva)

Verbos que costumam exigir Predicativo do Objeto:

Chamar, julgar, considerar, eleger, encontrar, ver, nomear…

COMPLEMENTO NOMINAL

Assim como os verbos transitivos precisam de um termo que lhes complete o sentido, existem alguns nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que também necessitam de um complemento. Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com o auxílio de uma preposição.

“O ódio ao mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.” (Rui Barbosa)

MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas, após o nome:

Análise Sintática

Análise Sintática

Quanto à relação: vem sempre associado a um nome de significação transitiva.

Quanto à forma: liga-se ao nome sempre através de preposição.

Quanto ao valor: indica o alvo ou o ponto sobre o qual recai a ação do nome.

Exemplos:

Análise Sintática

Análise Sintática

Observação: Muitas vezes, o nome transitivo é cognato de verbo transitivo.

Análise Sintática

AGENTE DA PASSIVA

É o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva, auxiliado de preposição por ou de.

Análise Sintática

A forma verbal está na voz passiva, pois o sujeito (A mãe) é paciente (sofre a ação verbal). O termo pelo filho pratica a ação verbal (ama a mãe). Na voz passiva, o termo que pratica a ação verbal é o agente da passiva – AP ( = pelo filho).

Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo na voz passiva.

Quanto à forma: liga-se ao verbo sempre através de preposição (por, per, de)

Quanto ao valor: indica o elemento que executa a ação verbal.

Outros exemplos:

As matas são destruídas pelo homem.

A palestra foi dada por especialista.

A atriz foi cercada de fãs fanáticos. (por…)

A usina é movida a vapor. (por…)

TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

São os termos que desempenham uma função secundária na oração. Acrescentam informações secundárias aos nomes e aos verbos.

Adjunto adnominal

Adjunto adverbial

Aposto

Adjunto adnominal

É o termo da oração que qualifica ou determina o núcleo substantivo de uma função sintática.

Análise Sintática

Quanto à relação: vem sempre associado a um nome.

Quanto à forma: liga-se ao nome com ou sem preposição – sem a mediação de um verbo.

Quanto ao valor: é um atributo (qualificador – caracterizador) do nome a que se refere.

O adjunto adnominal pode ser representado por:

adjetivo

Análise Sintática

Análise sintática é uma técnica empregada no estudo da estrutura sintática de uma língua. Ela é útil quando se pretende:

descrever as estruturas sintáticas possíveis ou aceitáveis da língua;

decompor o texto em unidades sintáticas a fim de compreender a maneira pela qual os elementos sintáticos são organizados na sentença.

A compreensão dos vários mecanismos inerentes em uma língua é facilitada pelo procedimento analítico, através do qual buscam-se nas unidades menores (por exemplo, a sentença) as razões para certos fenômenos detectados nas unidades maiores (por exemplo, o texto).

Dessa forma, a Gramática Normativa (aquela que prescreve as normas da língua culta) sempre se ocupou em decompor algumas unidades estruturais da língua para tornar didática a compreensão de certos fenômenos.

No âmbito da fonologia, tem-se a análise fonológica, em que a estrutura sonora das palavras é decomposta em unidades mínimas do som (os fonemas); em morfologia, tem-se a análise morfológica, da qual se depreendem das palavras as suas unidades mínimas dotadas de significado (os morfemas).

A análise sintática ocupa um lugar de destaque em muitas gramáticas da língua portuguesa, porque grande parte das normas do “bem dizer” e do “bem escrever” recaem sobre a estrutura sintática, isto é, sobre a organização das palavras na sentença.

Para compreender o uso dos pronomes relativos, a colocação pronominal, as várias relações de concordância, por exemplo, é importante, antes, promover uma análise adequada da sintaxe apresentada pela sentença em questão.

Nenhuma regra de conduta da língua culta tem sentido sem uma análise sintática da sentença que se estuda.

Por isso, antes que se aplique qualquer norma gramatical é preciso compreender de que forma os elementos sintáticos estão dispostos naquela sentença especial. Isso se dá porque os elementos sintáticos também não são fixos na língua.

Por exemplo: uma palavra pode funcionar como sujeito em uma sentença e, em outra, funcionar como agente da passiva.

Somente a análise sintática poderá determinar esse comportamento específico das palavras no contexto da sentença.

Sendo a análise sintática uma aplicação estritamente voltada para a sentença, parte-se dessa unidade maior para alcançar os seus constituintes – os sintagmas – que, por sua vez, são rotulados através das categorias sintáticas.

Como se vê, é um exercício de decomposição da sentença. Vejamos um exemplo de análise sintática:

Teu pai quer que você estude antes de brincar.

…[há três orações]

…[1ª oração: teu pai quer = oração principal]
…[na 1ª oração: sintagma nominal = teu pai; sintagma verbal = quer]
…[sintagma verbal da 1ª oração: formado por um verbo modal]

…[2ª oração: que você estuda = oração subordinada objetiva direta]
…[na 2ª oração: sintagma nominal = você; sintagma verbal = estuda]
…[2ª oração: introduzida pelo pronome relativo que]

…[3ª oração: antes de brincar = oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo]
…[sintagma adverbial: locução adverbial de tempo: antes de]
…[sintagma verbal: brincar]

Através da análise que desenvolvemos pudemos depreender as várias unidades menores do período, isto é, as três orações (ou sentenças), e, além disso, identificamos as funções dos elementos sintáticos presentes em cada oração (tipo de verbo, qualidade do pronome, tipos de sintagmas, tipo de advérbio).

A partir desses resultados é possível verificar um problema de concordância verbal existente na segunda oração.

Trata-se da norma gramatical que nos informa o seguinte: "se houver uma oração subordinada objetiva direta introduzida pelo pronome que e, se essa oração complementa um verbo modal, então o verbo dessa oração subordinada deve estar no modo subjuntivo".

Pela análise sintática vemos que esse é o caso do nosso período. Assim, conseguimos compreender a necessidade de alteração da forma verbal, derivando a sentença abaixo:

Teu pai quer que você estude antes de brincar.

Fonte: www.interaula.com

Análise Sintática

A análise sintática tem como objetivo examinar a estrutura de um período e das orações que compõem um período.

ESTRUTURA DE UM PERÍODO

Observe:

Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.

Ao analisarmos a estrutura do período acima, é possível identificar duas orações:
Conhecemos mais pessoas e quando estamos viajando.

TERMOS DA ORAÇÃO

No período:

"Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando", existem seis palavras. Cada uma delas exerce uma determinada função nas orações.

Em análise sintática, cada palavra da oração é chamada determo da oração. Termo é a palavra considerada de acordo com a função sintática que exerce na oração.

Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser:
1) Essenciais – Também conhecidos como termos "fundamentais", são representados pelo sujeito e predicado nas orações.

2) Integrantes – Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:

complemento verbal – objeto direto e indireto; complemento nominal;agente da passiva.

3) Acessórios - Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam circunstância).

São representados por:

adjunto adnominal;

adjunto adverbial;

aposto.

Fonte: www.soportugues.com.br

Análise Sintática

Indeterminado

Aquele que, embora existindo, não se pode determinar.

Ocorre em dois casos:

1.º) Quando um verbo está na 3.ª pessoa do plural, sem que o contexto permita identificar o sujeito.

Exemplo:

Roubaram-me a carteira. (Quem roubou?!) A resposta pode ser eles e/ou elas,ou os ladrões. Há um agente da ação, mas subentendido, não escrito e não dedutível no contexto.

2.º) Quando um verbo (VI, VTI ou VL) está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome SE (partícula ou índice de indeterminação do sujeito).

Exemplo:

Hoje, lê-se (VI) mais nos tecidos do que nos livros.

(Quem lê?!) A resposta é alguém ,ou a gente, ou as pessoas… Da mesma forma que o caso anterior, há um agente da ação, mas subentendido, não escrito, não dedutível.

Falava-se (VTI) de cobras e índios.

Era-se (VL) feliz naqueles tempos.

Observação:

A indeterminação do sujeito também pode ocorrer com VTD + SE, desde que o OD esteja preposicionado.

Análise Sintática

Atenção:

Não se confunda o SE (índice de indeterminação do sujeito / IIS), com o pronome SE (pronome apassivador) – PA (com verbos TD).

Ouviram-se tiros espaçados.

Sujeito: tiros espaçados (Tiros espaçados foram ouvidos.) O se é pronome apassivador.(PA).

Inexistente ou oração sem sujeito

Ocorre quando o fato enunciado não se refere a elemento algum. Essas orações se constroem com os verbos impessoais, isto é, usados apenas na 3.ª pessoa do singular.

Há programas para todas as idades nas estações de férias.

Alguns casos de verbos impessoais:

os que exprimem fenômenos da natureza.

haver ( = existir) ou indicando tempo decorrido.

ser, fazer, estar: indicando tempo passado, clima, horas…

Ex.:

Faz um calor insuportável.

Hoje são 15 de setembro.

Trovejou muito ontem.

Deve haver boas notícias no jornal de amanhã.

Observações:

Além dos casos anteriores, há outras construções que ocorrem sem sujeito:

Onde lhe dói?

Com sentido figurado, os verbos impessoais tornam-se pessoais, portanto, com sujeito:

Choveram piadas sobre a atuação do presidente. (suj.: piadas)

Amanheci mal-humorado. (suj.: eu – implícito)

PREDICADO

Predicado é o que se declara do sujeito. Portanto, retirado o sujeito, o que restar será o predicado. Pode ser: nominal, verbal e verbo-nominal.

Nominal

Apresenta as seguintes características:

é formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito – VL + PS;

tem um nome (subst. ou adj.) como núcleo;

indica estado ou qualidade.

Exemplo:

Análise Sintática

Verbal

É aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo.

Apresenta as características:

o núcleo do PV é um verbo (VI ou VT);

indica ação.

Exemplo:

Análise Sintática

Verbo-nominal

O turista voltou para casa maravilhado.

Apresenta as seguintes características:

tem dois núcleos: um verbo e um nome;

tem predicativo do sujeito ou do objeto – PS ou PO;

indica ação e qualidade/estado.

É constituído de:

Análise Sintática

Observação: O predicado da voz passiva é analisado como o da ativa.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO

Completam o sentido de verbos e nomes e, por isso, são indispensáveis à compreensão do enunciado.

Análise Sintática

Objeto direto

É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto (VTD).

MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se perguntas, após o verbo:

Análise Sintática

Exemplo:

O aluno fez excelente redação. (O aluno fez o quê?)

Resposta – Excelente redação. (OD)

Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo.

Quanto à forma: liga-se ao verbo sem preposição.

Quanto ao valor: indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Análise Sintática

Objeto direto preposicionado

Excepcionalmente, o objeto direto vem precedido de preposição (a, de, com…). Tal preposição, porém, ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.

Exemplo:

Análise Sintática

Nesse exemplo, a preposição de não é exigida pelo verbo – até poderia ser excluída.

Outros exemplos de objeto direto preposicionado:

Amemos a Deus.

Castigaram a José.

Beberam do vinho.

Puxaram da arma.

Estimamos a V. Exª.




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