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Corpo Humano

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Sistema Endócrino

O sistema endócrino é constituído por um grupo de órgãos (algumas vezes referidos como glândulas de secreção interna) cuja função principal é produzir e secretar hormônios diretamente no interior da corrente sangüínea. Os hormônios atuam como mensageiros para coordenar atividades de várias partes do corpo.

Glândulas Endócrinas Os principais órgãos do sistema endócrino são o hipotálamo, a hipófise, a tireóide, as paratireóides, os testículos e os ovários. Durante a gravidez, a placenta também atua como uma glândula endócrina além de suas outras funções. O hipotálamo secreta vários hormônios que estimulam a hipófise: alguns desencadeiam a liberação de hormônios hipofisários e outros a suprimem. Algumas vezes, a hipófise é denominada glândula mestra por controlar muitas funções de outras glândulas endócrinas. Alguns hormônios hipofisários produzem efeitos diretos, enquanto outros simplesmente controlam a velocidade com que outros órgãos endócrinos secretam seus hormônios.

A hipófise controla a velocidade de secreção de seus próprios hormônios através de um circuito de retroalimentação (feedback) no qual as concentrações séricas (sangüíneas) de outros hormônios endócrinos a estimulam a acelerar ou a alentecer sua função. Nem todas as glândulas endócrinas são controladas pela hipófise.

Algumas respondem de modo direto ou indireto às concentrações de substâncias presentes no sangue:

As células pancreáticas secretoras de insulina respondem à glicose e aos ácidos graxos.

As células paratireoídeas respondem ao cálcio e ao fosfato.

A medula adrenal (parte da glândula adrenal) responde à estimulação direta do sistema nervoso parassimpático.

Muitos órgãos secretam hormônios ou substâncias similares aos hormônios, mas, geralmente, eles não são considerados parte do sistema endócrino. Alguns desses órgãos produzem substâncias que atuam somente na área próxima de sua liberação, enquanto outros não secretam seus produtos na corrente sangüínea. Por exemplo, o cérebro produz muitos hormônios cujos efeitos são limitados basicamente ao sistema nervoso.

PRINCIPAIS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS

Hormônios

Os hormônios são substâncias liberadas na corrente sangüínea por uma glândula ou órgão e que afetam a atividade de células de um outro local. Em sua maioria, os hormônios são proteínas compostas de cadeias de aminoácidos de comprimento variável. Outros são esteróides, substâncias gordurosas derivadas do colesterol. Quantidades muito pequenas de hormônios podem desencadear respostas muito grandes no organismo. Os hormônios ligam-se aos receptores localizados sobre a superfície da célula ou no seu interior. A ligação de um hormônio a um receptor acelera, reduz ou altera a função celular de uma outra maneira. Em última instância, os hormônios controlam a função de órgãos inteiros. Eles controlam o crescimento e o desenvolvimento, a reprodução e as características sexuais.

Eles influenciam a maneira como o organismo utiliza e armazena a energia. Além disso, os hormônios controlam o volume de líquido e as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos, enquanto outros afetam todo o organismo. Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta células de todo o organismo. A insulina, produzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.

Controles Endócrinos Quando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem tornar-se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções endócrinas, a secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos.

O organismo precisa detectar a cada momento a necessidade de uma maior ou menor quantidade de um determinado hormônio. O hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando detectam que a concentração sérica de um outro hormônio por eles controlado encontra-se muito alta ou muito baixa.

Os hormônios hipofisários então circulam na corrente sangüínea para estimular a atividade de suas glândulas alvo. Quando a concentração sérica do hormônio alvo é a adequada, o hipotálamo e a hipófise deixam de produzir hormônios, uma vez que eles detectam que não há mais necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula todas as glândulas que se encontram sob controle hipofisário.

Principais Hormônios

Hormônio Onde é Produzido Função
Aldosterona

Adrenais

SISTEMA ENDÓCRINO

 

SISTEMA ENDÓCRINO

Para o controle da função corporal existem dois sistemas:

Sistema nervoso

Secreta neurotransmissores nas junções sinápticas o que desencadeia o impulso nervoso para a regulação das funções.

Sistema endócrino

Secretos hormônios através de glândulas na corrente sanguínea e estes chagam as células alvo onde desempenham sua função de controle.

Ambos os sistemas citados acima atuam em conjunto para o controle das funções corporais.

SISTEMA ENDÓCRINO

hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas(ovários e testículos) são os órgãos principais que formam o sistema endócrino.


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ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO

A tireóide produz hormônios T3 (ou tri-iodotironina) e T 4 (ou tiroxina); é uma pequena glândula, situada na região anterior do pescoço, em frente a passagem do ar (traquéia) e abaixo do pomo-de-Adão. Esses hormônios são responsáveis pelo controle do metabolismo.

A função do pâncreas, glândula localizada atrás do estômago, é auxiliar na manutenção dos níveis normais de glicose no sangue através da insulina e do glucagon.


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Regulação da concentração de glicose no sangue.
A normoglicemia é mantida pela ação combinada dos hormônios pancrêaticos insulina e glucagon.

PANCREAS


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ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO

A hipófise possui uma função complexa e essencial para o bem-estar geral da pessoa.

Divide-se em duas partes:

Anterior (ou adeno hipófise) e a posterior (ou neuro-hipófise) é responsável pela produção dos hormônios prolactina, hormônio do crescimento, hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), hormônio estimulador da tireóide (TSH), hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo estimulante (FSH).

A hipófise posterior armazena e secreta os hormônios ocitocina e o hormônio Anti-Diurético.


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As supra-renais localizam-se acima dos rins e produz os hormônios cortisol, Aldosterona, Andrógenos adrenais, adrenalina e noradrenalina.

O hipotálamo é localizado acima da hipófise e produz hormônios que atuam diretamente na mesma, para estimular ou inibir a liberação dos hormônios hipofisários.

SUPRA-RENAIS


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HIPOTÁLOMO


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ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO

Os ovários são responsáveis pela produção do estrógeno e a progesterona, os dois hormônios sexuais, femininos mais importantes.

Os testículos produzem o hormônio sexual masculino, testosterona.

TESTÍCULO


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OVÁRIO


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Simone Nunes

Fonte: www.unifra.br

SISTEMA ENDÓCRINO

TIREÓIDE

Localizada na frente da traquéia (região inferior do pescoço)


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Hormônios da tireóide Triiodotironina (T3) e Tetraiodotironina (T4)

Apresentam iodo na sua constituição

Atuam no metabolismo energético das células, ativando as mitocôndrias, portanto atuam no metabolismo de açúcares, lipídios e proteínas (aumenta o consumo de O2 e produção de calor).

HIPOTIREIODISMO

Baixa atividade da tireóide, diminuindo a produção de T3 e T4 (geralmente devido a deficiência de iodo na alimentação), causa cansaço, depressão, pele ressecada, anemia, perda de apetite, obesidade e aumento do volume da tireóide (bócio)

HIPERTIREOIDISMO

Alta atividade da tireóide, aumento da produção de T3 e T4, causa agitação taquicardia, excesso de calor, sudorese, insônia, perda de peso, exoftalmia.

CALCITOCINA

Diminui a concentração de cálcio no sangue (estimula a absorção de cálcio pelos ossos ou aumenta a sua excreção pela urina)

PARATIREÓIDES

Quatro pequenas glândulas localizadas na face posterior da tireóide

Produzem o paratormônio que aumenta a concentração de cálcio no sangue (secreção de cálcio dos ossos)


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AÇÃO DA CALCITOCINA E DO PARATORMÔNIO


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ADRENAIS OU SUPRA-RENAIS

Localizadas sobre os rins

Apresentam 2 camadas: córtex e medular

HORMÔNIOS DA REGIÃO CORTICAL

Glicocorticóides (cortisol)

Estimulam a conversão de proteínas e gorduras em glicose (aumenta a glicemia no sangue), e diminuem a migração de glóbulos brancos para locais Inflamados (diminui inflamação).

Mineralocorticóides (aldosterona)

Aumenta a reabsorção de sais e H2O pelos túbulos renais, e também aumenta a pressão arterial.

Androgênios

Estimulam o desenvolvimento e manutenção de características sexuais masculinas.

Doença de Addison

Deficiência de glicocorti- cóides e mineralocorticóides (diminui a pressão arterial, fraqueza muscular, distúrbios digestivos, diminuição de apetite, perda de peso, anemia, náuseas, vômitos…)

Adrenalina (epinefrina) e noradrenalina

Produzidos e secretados em situações de emergência, frio, dor, traumatismos, pânico e sob ação de algumas drogas. Aumentam o batimento cardíaco, pressão arterial, glicose no sangue e taxa metabólica das células

PÂNCREAS

Glândula anfícrina ou mista (apresenta função exócrina e endócrina)

A porção endócrina é formada pelas ilhotas de Langerhans ou pancreáticas


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Células beta

Produzem insulina (conversão de glicose em glicogênio, o qual é armazenado nas células musculares e hepáticas, portanto diminui a glicemia do sangue)

Células alfa

Produzem glucagon (conversão de glicogênio em glicose, a qual é liberada para o sangue, portanto aumenta a glicemia)

GÔNADAS MASCULINAS – TESTÍCULOS

Nos mamíferos estão localizados na bolsa escrotal (fora da cavidade abdominal)


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Após atingir a puberdade, os testículos passam a sofrer ação contínua do hormônio FSH, que estimula a espermatogênese, e do hormônio LH, que estimula as células intersticiais (Leydig) a produzirem a testosterona (responsável pelo desenvolvimento de características sexuais masculinas)


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GÔNADAS FEMININAS – OVÁRIOS

Localizados no interior da cavidade pélvica


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Após atingir a puberdade os hormônios FSH e LH exercem ação periódica nos ovários regulando a atividade do sistema reprodutor feminino

O FSH estimula o amadurecimento dos ovócitos primários e a produção de estrógeno, o qual permite o desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas

O LH estimula a ovulação e a formação do corpo lúteo (amarelo), o qual produz progesterona que mantém o endométrio.

CICLO MENSTRUAL

Duração média de 28 dias, sendo que o 1º dia corresponde ao 1º dia de sangramento, devido à descamação do endométrio (5dias).

Nesses dias os níveis de progesterona e estrógeno estão baixos, havendo produção de FSH.

O FSH estimula a maturação de um novo folículo, o qual passa a produzir estrógeno que estimula a proliferação do endométrio e a produção de LH

Por volta do 14º dia a concentração de LH atinge sua máxima concentração ocorrendo a liberação do óvulo (ovulação)

Após o rompimento do folículo, há formação do corpo lúteo que passa a produzir progesterona, a qual estimula ainda mais o desenvolvimento do endométrio, bem como maior vascularização do mesmo.

Com a regressão do corpo lúteo, os níveis de progesterona diminuem rapidamente, o que provocará a descamação do endométrio e nova produção de FSH.


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Fonte: www.sjose.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

As Glândulas Endócrinas secretam os hormônios que atuam na fisiologia biológica do organismo.


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Esquema da hipófise mostrando as duas áreas importantes: adeno-hiófise e neuro-hipófise.

ADENO-HIPÓFISE

LH (Luteinizante) e FSH (Folículo estimulante)
Função: Atuam na produção de gametas e hormonios sexuais
Disfunção: Esterilidade
HEC (Hormônio do Crescimento)
Função: Crescimento
Disfunção: Nanismo, Gigantismo e Acromegalia

PROLACTINA

Função: Estimula a produção de leite
Disfunção: Não produz leite

NEURO-HIPÓFISE

ADH (Antidiurético)
Função: Reabsorção de água nos rins
Disfunção: Diabetes insipido (sede excessiva e urina volumosa)

OCITOCINA Função: Contração do útero, liberação de leite
Disfunção: Útero não contrai e leite não é liberado

SUPRA-RENAL

Subdivide-se em Medula e Córtex

O córtex produz aldosterona, cortisona cortisol e hormônios sexuais

A medula produz adrenalina e noradrenalina

SUPRA-RENAL (MEDULA)

ADRENALINA

Função: Regula a pressão sangüínea, estimula a quebra do glicogênio, põe o organismo em estado de alerta (prontidão)

Disfunção: Taquicardia, Bradicardia, Disfunções na taxa de glicose

SUPRA-RENAL (CÓRTEX)

CORTISONA, CORTISOL, ALDOSTERONA

Função: Regulam o metabolismo da glicose e atuam como antiinflamatório; regulam a concentração de Na e K; atuam no desenvolvimento das características sexuais secundárias

Disfunção: Anormalidades na taxa de Na, K e nas características sexuasi secundárias

PÂNCREAS

INSULINA

Função: Reduz a taxa de glicose no sangue, facilita absorção de glicose e promove o estoque de glicogênio

Disfunção: Diabetes melito; Hiperglicemia

GLUCAGON

Função: Estimula a transformação de glicogênio em glicose
Disfunção: Hipoglicemia

A secreção endócrina do pâncreas é feita através de milhares de grupamentos celulares denominados Ilhotas de Langerhans

GÔNADAS MASCULINAS E FEMININAS

GÔNADAS FEMININAS – OVÁRIOS

ESTROGÊNIO

Função: promove desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas e regulagem do ciclo menstrual

PROGESTERONA

Função: promove o desenvolvimento do endométrio (fase proliferativa lútea do ciclo menstrual), preparação do útero para gravidez e das mamas para lactação

Disfunção: Atrofia das características sexuais, alteração no ciclo menstrual, aborto espontâneo

TESTOSTERONA

Função: promove o desenvolvimento das características sexuais secundárias e promove a espermatogênse (produção de espermatozóides)

Disfunção: Atrofia das características sexuais, alteração na produção dos espermatozóides.

MARIEL HIDALGO

Fonte: www.mildicas.net

SISTEMA ENDÓCRINO

Hormônios

São mensageiros químicos lançados no sangue que agem em células ou tecidos-alvos. Muitos dos hormônios requerem receptores para terem sua presença identificada. São produzidos pelas glândulas endócrinas.
Glândulas endócrinas

As principais são a hipófise, a tiróide, as paratiróides, as supra-renais (adrenais), as gônadas (testículo e ovário) e o pâncreas.

Hipófise (pituitária)

Glândula dividida em três partes, embora apenas duas sejam funcionais: a adenoipófise e a neuroipófise. Localiza-se no interior do crânio, associada ao hipotálamo. É conhecida como a glândula mestra porque atua estimulando outras glândulas endócrinas.

ADENOIPÓFISE

Hormônio Hormônio  Alvo  Função 
FSH  Folículo-estimulante Gônadas Homem: espermatogêneseMulher: amadurecimento do folículo
LH  Luteinizante Gônadas Homem: síntese da testosteronaMulher: ovulação
LTH  Prolactina Glândulas mamárias Produção do leite
ACTH  Adrenocorticotrófico Córtex das adrenais Estimulação da secreção de seus hormônios
TSH  Tiróide-estimulanteTirotrófico Tiróide Estimulação da secreção de seus hormônios
GH  Hormônio do crescimento ou somatotrofina Cartilagem e fígado Crescimento, ganho de massa muscular, calcificação óssea, aumenta a síntese protéica

A falta de GH pode ocasionar uma forma de nanismo chamada de nanismo hipofisário. É diferente da forma genética chamada de acondroplásica (herança autossômica dominante).

O excesso de GH pode resultar em dois problemas. O gigantismo é uma disfunção precoce da glândula. A pessoa atinge alturas normalmente acima de dois metros. A acromegalia é uma disfunção tardia, em que o portador não cresce em altura mas algumas partes do corpo respondem ao crescimento como mãos, pés, ossos faciais e alguns órgãos internos.
Neuroipófise

Não produz hormônios. Recebem-nos de um centro nervoso que se localiza imediatamente acima dela, o hipotálamo. São dois hormônios. O ADH, chamado de hormônio antidiurético, e a oxicitocina (ocitocina), também chamada de hormônio do parto e da fidelidade. Ajuda na ejeção de leite pela mãe que amamenta.

Tiróide

Glândula situada em torno da laringe, na região do pescoço. É conhecida como a glândula do temperamento. Produz três hormônios.

Hormônio  Função
T3  Acelerador metabólico
T4 ou tiroxina  Acelerador metabólico
Calcitonina  Manutenção do nível de cálcio

Distúrbios da tiróide

Característica  Hipotiroidismo  Hipertiroidismo 
T3 e T4  Baixos Altos
Metabolismo  Baixo Alto
Concentração  Baixa Baixa
Massa corporal  Aumenta Diminui
Temperatura corporal  Baixa Alta
Bócio  Presente Presente
Sonolência  Muita Insone

O bócio endêmico ou carencial é um hipotiroidismo ocasionado pela falta de iodo na dieta. O principal alimento com iodo é o sal de cozinha, enriquecido apropriadamente para esse fim.

Paratiróides

Quatro glândulas pequenas localizadas sobre a tiróide. Produz um único hormônio chamado de paratormônio. Atua sobre os ossos para liberar cálcio para a corrente sanguínea. Tem ação oposta a da calcitonina da tiróide.

Supra-renais ou adrenais

Duas glândulas que se localizam sobre os rins. Apresentam duas partes: a mais externa, é chamada de córtex e a mais interna, de medula.

O córtex produz vários hormônios. A aldosterona, hormônios sexuais e o cortisol. O cortisol é um hormônio de múltiplas ações no corpo sendo um dos responsáveis pelo relógio biológico. Tem ação antiinflamatória. Aumenta o nível de glicose no sangue a partir das reservas energéticas corporais, inclusive as de gordura.

Pâncreas

Glândula mista, com parte endócrina e parte exócrina. A parte endócrina compreende as ilhas pancreáticas. As ilhas são feitas de dois tipos de células. As células alfa (cerca de 30%) produzem um hormônio chamado de glucagon. As células beta (cerca de 70%) produzem um hormônio chamado de insulina. Ambos os hormônios controlam o nível de glicose no sangue de forma, entretanto, oposta.

Hormônio  Ação
Insulina  Diminui a glicose do sangueAumenta a permeabilidade das células à glicose
Glucagon  Aumenta a glicose no sangueEstimula a quebra de glicogênio no fígado

Diabetes melito

Pode ser de dois tipos. A tipo I (juvenil) deve-se à falta de insulina. A tipo II (tardia) deve-se à falta de receptores à insulina. Em ambos os casos, o paciente tende a sofrer de hiperglicemia que pode ser atestada por um exame de sangue ou de urina. O excesso de açúcar no sangue provoca dificuldades de circulação que podem redundar em necroses, derrames e infartos. O tratamento é feito com doses de insulina e/ou com dieta pobre em carboidratos, especialmente aqueles pequenos.

Fonte: www.algosobre.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO


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Os sistemas de comunicação hormonais ampliam os sistemas de comunicação nervosos dentro do organismo. Os hormônios são moléculas químicas (peptídeos, proteínas ou esteróides) produzidas em uma parte do corpo que então viajam para fazer efeito em outra parte. Deste modo uma célula pode afetar outras células distantes. O sistema endócrino é um sistema refinado de verificações e equilíbrios em forma de circuitos realimentados que facilitam o funcionamento normal de todos os sistemas do organismo. Os hormônios podem ser produzidos e ter uma ação local ou podem ser produzidos em uma glândula endócrina e ter efeito em um local distante. As glândulas são unidades funcionais formadas de células que segregam hormônios, localizadas em várias regiões do corpo e que compõem o sistema endócrino. Cada glândula tem funções específicas que ajudam a manter o organismo interno em condições normais e a promover a sobrevivência do organismo. Embora haja alguns tecidos endócrinos espalhados, como no epitélio, há várias glândulas principais ou centros de controle dentro do sistema endócrino, dentre os quais incluem-se:

Anatomicamente e funcionalmente a pituitária pode ser dividida em três porções:

A) pituritária anterior (adenohipófise)

Seis hormônios peptídeos são segregados pela adenohipófise: hormônio do Crescimento (somatotropin), corticotropin (ACTH), hormônio estimulante da tiróide (TSH), hormônio folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH), e prolactina. Todos com exceção do hormônio do crescimento e da prolactina regulam as atividades de outras glândulas. Somatotropin, PRL e ACTH são hormônios polipeptídeos e LH, FSH, e TSH são glicoproteínas que têm estruturas bem parecidas.

O hormônio do crescimento não se destina a um tecido específico. Todas as células do corpo humano são afetadas por este hormônio. É muito importante para a criança em desenvolvimento, mas é também essencial a muitas funções do organismo ao longo da vida. O GH atua no crescimento dos ossos e cartilagens, no metabolismo das proteínas, na formação de RNA, no equilíbrio dos eletrólitos, e no metabolismo de glicose e de gorduras.

B) lóbulo intermediário (pars intermedia)

No ser humano adulto este lóbulo é reduzido quando as conexões vasculares e neurais são pobres, de forma que não facilitam a secreção. Estas células podem segregar MSH (hormônio estimulante de melanócitos) que estimula a atividade dos melanócitos da pele.

C) pituitária posterior (neurohipófise)

Esta porção da pituitária é na realidade uma extensão do hipotálamo. Os neurônios com seus corpos célulares no hipotálamo e suas porções terminais na neurohipófise liberam dois hormônios. O hormônio antidiurético (ADH) e a oxitocina são armazenados dentro dos processos terminais dos neurônios até que o sinal para liberá-los seja recebido.

Fonte: www.hghforever.com

SISTEMA ENDÓCRINO

1. Introdução

Os sistemas Circulatório, Respiratório, Excretor e Digestivo atuam em conjunto: o sistema respiratório cata oxigênio e o digestivo cata nutrientes que serão utilizados pelas células do corpo para a produção de energia; este metabolismo gera excretas e gás carbônico que são eliminados pelo próprio sistema respiratório e pelo sistema excretor e o sistema circulatório transporta todas essas substâncias. Porem para que estes sistemas funcionem harmonicamente e de maneira integrada é necessário a existência de sistemas reguladores. O Sistema Endócrino e o Sistema Nervoso são os dois sistemas reguladores do organismo. O Sistema Endócrino atua através de hormônios, que são substâncias de diversas naturezas químicas produzidas pelas glândulas endócrinas, liberadas na corrente sangüínea e que atuam em órgãos-alvo especifico.

2. Principais glândulas endócrinas humanas 2.1. Hipófise

É uma glândula pequena com aproximadamente 1 cm de diâmetro, localizada na base do cérebro. Possui duas partes: o lobo anterior ou adeno-hipófise e lobo superior ou neuro-hipófise. A adeno-hipófise produz diversos hormônios, como o hormônio estimulante do crescimento, hormônio tireotrófico, hormônio adrecorticotrófico e prolactina. A neuro-hipófise não produz hormônios, apenas armazena os hormônios produzidos pelo hipotálamo e os libera quando necessário. São eles a oxitocina e o ADH.

2.1.1. Hormônio estimulante do crescimento (HEC)

Atua estimulando o desenvolvimento físico durante a infância e a adolescência. Sua falta neste período provoca nanismo e o excesso provoca gigantismo. O excesso na idade adulta causa a acromegalia (crescimento anormal das extremidades ósseas). Também pode ser chamado de somatotrofina ou hormônio somototrófico (STH).

2.1.2. Hormônio tireotrófico (TSH)

Estimula a tireóide a produzir seus hormônios.

2.1.3. Hormônio adrecorticotrófico (ACTH)

Estimula o córtex da glândula adrenal a produzir seus hormônios.

2.1.4. Prolactina

Age sobre as glândulas mamárias, estimulando a produção de leite.

2.1.5. Oxitocina

Hormônio armazenado e liberado na neuro-hipófise, que age sob a musculatura lisa do útero, fazendo com que ela se contraia na hora do parto. Age também sobre os ductos das glândulas mamarias facilitando a ejeção do leite.

2.1.6. Hormônio anti-diurético (ADH)

Hormônio armazenado e liberado na neuro-hipófise que age nos túbulos contorcidos distais dos nefróns, aumentando a permeabilidade dos mesmos à água. Desta maneira reduz a quantidade de urina, hidratando o organismo. A quantidade de ADH liberado pela hipófise depende do estado de hidratação do organismo.

2.2. Tireóide

Tem tamanho médio e tem formato parecido com de uma borboleta, uma vez que possui dois lobos ligados por um istmo. Fica localizada na parte anterior do pescoço, abaixo da laringe e a frente da traquéia. Produz os hormônios T3, T4 e Calcitonina.

2.2.1. Triiodotironina (T3) e tiroxina (T4)

Ambos atuam estimulando o metabolismo. Tem suas produção estimulada pelo TSH hipofisário. Ambos contém iodo na sua formula química, o que obrigou o governo a criar uma lei que obriga adição de iodo no sal de cozinha. A falta de iodo na alimentação gera um aumento da glândula na tentativa de produzir seus hormônios. Uma hipofunção da tireóide (hipotireóidismo) na infância leva a uma deficiência no crescimento e no desenvolvimento mental. A hipofunção da tireóide (hipotireóidismo) na idade adulta gera um quadro de apatia, sonolência, obesidade e intolerância ao frio. A hiperfunção (hipertireóidismo) na idade adulta gera inquietação, insônia, perda de peso, olhos salientes e intolerância ao calor. Tanto o hipotireóidismo quanto o hipertireóidismo podem causar bócio.

2.2.2. Calcitonina ou tireocalcitonina

Age inibindo a ação dos osteoclastos, ou seja, impede a reabsorção do cálcio dos ossos para o sangue.

2.3. Paratireóides

São quatro pequeninas glândulas localizadas nos ângulos posteriores da tireóide e que produzem como hormônio o paratormônio.

2.3.1. Paratormônio: Tem sua ação relacionada ao metabolismo do cálcio; age promovendo a absorção de cálcio no intestino, a reabsorção nos rins e promove as atividades osteoclásticas, ou seja, a reabsorção de cálcio dos ossos para o sangue. O paratormônio eleva as taxas sangüíneas de cálcio. Uma hipofunção nas paratireóides gera diminuição do cálcio sangüíneo, o que causa um quadro de tetania (contrações involuntárias da musculatura esquelética). A hiperfunção das paratireóides gera uma desmineralização óssea, deixando os ossos perosos e quebradiços.

2.4. Supra-renais ou adrenais

São glândulas localizadas sob os rins e que produzem inúmeros hormônios. A sua parte mais externa é chamada córtex, que sofre influência do ACTH hipofisário e a parte mais interna é chamada medula e o seu principal hormônio é a adrenalina ou epinefina.

2.4.1. Adrenalina

Atualmente é muito associada aos esportes radicais devido à excitação a qual a pessoa que os pratica está submetida. Na verdade a adrenalina é um hormônio que prepara o corpo para enfrentar situações de perigo ou de emergência. Quando liberada na corrente sangüínea, a adrenalina promove um aumento dos ritmos cardíaco e respiratório; os vasos sangüíneos periféricos contraem-se desviando o fluxo sangüíneo para os sistemas nervoso e muscular; as pupilas dilatam e a taxa de glicose do sangue eleva; o peristaltismo diminui e os esfíncteres normalmente contraem-se. Todos estes efeitos da adrenalina deixam a pessoa apta para enfrentar uma situação de perigo (lutar ou fugir).

2.5. Pâncreas

É uma glândula mista, ou seja, tem um componente endócrino e um componente exócrino. O componente exócrino já foi jogado e constitui-se do suco pancreático que é jogado por meio de ductos no duodeno. O componente endócrino, lançado na corrente sangüínea, é produzido por células pancreáticas especiais e constituem-se dos hormônios insulina e glucagon que estão relacionados com a taxa de glicose no sangue.

2.5.1. Glucago

É um hormônio hiperglicemiante, ou seja, eleva a taxa de glicose no sangue semelhante à adrenalina.

2.5.2. Insulina

Tem efeito oposto ao do glucagon, ou seja, diminui a taxa de glicose no sangue devido à sua ação sobre as células (faz com que estas absorva glicose). Quando o pâncreas produz quantidade insuficiente de insulina observa-se um quadro de hiperglicemia denominado Diabetes melitos. Nesta doença observa-se uma eliminação de glicose na urina e um quadro de fome e franqueza muscular. Se medíssemos a taxa de glicose de uma pessoa normal observa-se que após as refeições ela cresce e depois diminui pelo efeito da insulina. Numa pessoa diabética a taxa de glicose sangüínea permanece alta mesmo entre refeições.

2.6. Gônadas (testículos e ovário)

As glândulas sexuais (ou gônadas) distribuem-se aos pares: nos homens dois testículos, localizados na bolsa escrotal, nas mulheres dois ovários, localizados na cavidade abdominal. Os testículos produzem hormônios masculinos (androgênios) cujo principal é a testosterona. Esta promove o desenvolvimento das características masculinas durante a adolescência e uma virilização: timbre de voz grave, o aparecimento dos pelos pubianos e desenvolvimento físico. Os ovários produzem os hormônios femininos: o estrogênio, responsável por uma feminização durante a adolescência: desenvolvimento das características sexuais (desenvolvimento das mamas, dos pelos axilares e pubianos, timbre de voz) e a progesterona, responsável pela preparação do útero para a gravidez.

Fonte: www.ciencias7.kit.net

SISTEMA ENDÓCRINO

Há no organismo algumas glândulas das quais a função é essencial para a vida. São conhecidas pelo nome de “glândulas endócrinas” ou de secreção interna, porque as substâncias por elas elaboradas passam diretamente para o sangue. Estas glândulas não têm, portanto, um ducto excretor, mas são os próprios vasos sangüíneos que, capilarizando-se nelas, recolhem as secreções. As glândulas de secreção interna ou endócrinas distinguem-se, assim, nitidamente, das glândulas de secreção externa, ditas exócrinas; estas últimas são, na verdade, dotadas de um ducto excretor e compreendem as glândulas do aparelho digestivo, como as glândulas salivares, o pâncreas, as glândulas do estômago e do intestino etc.

As glândulas endócrinas secretam substâncias particulares que provocam no organismo funções biológicas de alta importância: os hormônios. As principais glândulas endócrinas do organismo são o pâncreas, a tireóide, as paratireóides, as cápsulas supra-renais, a hipófise, as gônadas.

As atividades das diferentes partes do corpo estão integradas pelo sistema nervoso e os hormônios do sistema endócrino.

As glândulas do sistema endócrino secretam hormônios que difundem ou são transportados pela corrente circulatória a outras células do organismo, regulando suas necessidades. As glândulas de secreção interna desempenham papel primordial na manutenção da constância da concentração de glicose, sódio potássio, cálcio, fosfato e água no sangue e líquidos extracelulares. A secreção se verifica mediante glândulas diferenciadas, as quais podem ser exócrinas (de secreção externa) ou endócrinas (de secreção interna).

Chamamos glândulas exócrinas as que são providas de um conduto pelo qual vertem ao exterior o produto de sua atividade secretora, tais como o fígado, as glândulas salivares e as sudoríparas. E as glândulas endócrinas são aquelas que carecem de um conduto excretor e portanto vertem diretamente no sangue seu conteúdo, como por exemplo, a tiróide, o timo, etc. Existem além disso, as mistas que produzem secreções internas e externas, como ocorre com o pâncreas (que produz suco pancreático e insulina) e o fígado.

As glândulas endócrinas têm muita importância, pois são capazes de elaborar complexas substâncias com os ingredientes que extraem do sangue e da linfa. Estes compostos, os hormônios, possuem qualidades altamente específicas. Cada glândula endócrina fabrica seu produto ou produtos característicos dotados de propriedades físicas, fisiológicas ou farmacológicas especiais.

SISTEMA ENDOCRINO engloba os seguintes pontos * localização da hipófise(o que e adeno-hipófise, neuro hipófise) * os hormônios produzidos pela adena hipófise A TIREOIDE * localização * função * quando há hiperfunção, hipofunção, hipertufia, hipotrofia No pâncreas * A ilhota de langehaus * célula alfa * célula beta As glândulas supra renais * Medulas * córtex A função do hipotálamo e uma explicação detalhada de * cretinismo * miscedema * paratireóide * causemia tetamia * extosomia

Hormônio É uma substância secretada por células de uma parte do corpo que passa a outra parte, onde atua pouca concentração regulando o crescimento ou a atividade das células. No sistema endócrino distinguimos 3 partes: célula secretória, mecanismo de transporte e célula branca, cada uma caracterizada por sua maior ou menor especificação. Geralmente cada hormônio é sintetizado por um tipo específico de células.

Os hormônios podem ser divididos em: glandulares: são elaborados pelas glândulas endócrinas e vertidos por estas diretamente ao sangue, que as distribui a todos os órgãos, onde logo exercem suas funções. Subdividem-se em dois grupos, conforme realizam uma ação excitante ou moderadora sobre a função dos órgãos sobre os quais influem.

tissulares ou aglandulares: são formados em órgãos distintos e sem correlação nem interdependência entre eles: sua ação é exclusivamente local e a exercem no órgão em que se formam ou nos territórios vizinhos. Sob o aspecto químico, os hormônios podem dividir-se em duas grandes classes.

Hormônios esteroides: aos quais pertencem as corticosupra-renais e sexuais.

Hormônios protéicos: (verdadeiras proteínas) ou aminoácidos (mais ou menos modificados), as quais pertencem os hormônios tiroideas, hipofisárias, pancreáticas e paratiróides.

As características físico-químicas dos hormônios são: facilidade de solubilidade nos líquidos orgânicos, difusibilidade nos tecidos e resistência ao calor. A modalidade da secreção hormonal por parte das glândulas endócrinas não é todavia bem conhecida, já que falta saber, com exatidão, se produz de maneira contínua ou é armazenada na glândula e derramada na circulação no momento de sua utilização, ou se produz unicamente quando é necessário utilizá-la, ou se uma pequena parte é posta continuamente em circulação.

Glândulas Hipotálamo Se localiza na base do encéfalo, sob uma região encefálica denominada tálamo. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras, que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios.

A figura ao lado mostra o hipotálamo (acima) e a hipófise (abaixo).

Hipófise (ou glândula Pituitária) A hipófise é dividida em três partes, denominadas lobos anterior, posterior e intermédio, esse último pouco desenvolvido no homem. O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior, neuro-hipófise.

Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise

Samatotrofina (GH) – Hormônio do crescimento.

Hormônio tireotrófico (TSH) – Estimula a glândula tireóide.

Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) – Age sobre o córtex das glândulas supra-renais.

Hormônio folículo-estimulante (FSH) – Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides.

Hormônio luteinizante (LH) – Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo; provoca a ovulação e formação do corpo amarelo.

Hormônio lactogênico (LTH) ou prolactina – Interfere no desenvolvimento das mamas, na mulher e na produção de leite.

Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.

Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise Oxitocina – Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero, facilitando, assim, a expulsão do feto e da placenta.

Hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina – Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo.

Tireóide Situada na porção anterior do pescoço, a tireóide consta dos lobos direito, esquerdo e piramidal. Os lobos direito e esquerdo são unidos na linha mediana por uma porção estreitada – o istmo.

A tireóide é regulada pelo hormônio tireotrófico (TSH) da adeno-hipófise. Seus hormônios – tiroxina e triiodotironina – requerem iodo para sua elaboração.

Paratireóides Constituídas geralmente por quatro massas celulares, as paratireóides medem, em média, cerca de 6 mm de altura por 3 a 4 mm de largura e apresentam o aspecto de discos ovais achatados. Localizam-se junto à tireóide.

Seu hormônio – o paratormônio – é necessário para o metabolismo do cálcio.

Supra-Renais ou Adrenais Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas; o córtex e a medula. Cada parte tem função diferente.

Os vários hormônios produzidos pelo córtex – as corticosteronas – controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e águas, entre outras funções.

A medula produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência, tais como emoções fortes, “stress”, choque entre outros; preparam o organismo para a fuga ou luta.

Pâncreas O pâncreas produz o hormônio insulina, que regula o nível de glicose no sangue. Em certas condições, por exemplo, quando se ingere muito açúcar, o nível de glicose no sangue aumenta muito. Então o pâncreas libera insulina no sangue. Esse hormônio aumenta a absorção de glicose nas células. Assim, o excesso de glicose é retirado do sangue e o nível desse açúcar volta ao normal. Quando o pâncreas produz uma quantidade insuficiente de insulina, surge uma doença conhecida como diabetes. Nesse caso, o excesso de glicose permanece no sangue: é a hiperglicemia, constatada pela presença de glicose na urina. A incapacidade das células em absorver adequadamente a glicose do sangue provoca alguns sintomas como a sensação de fraqueza muscular e fome.

O pâncreas não é somente uma glândula, endócrina, pois este órgão constitui uma glândula de secreção externa; produz, na verdade, o suco pancreático, que serve para digerir os alimentos e que é lançado no duodeno por um ducto que percorre o pâncreas em toda a sua extensão. Num corte do pâncreas, contudo, notam-se “ilhas” de substância formada de células diversas das do resto da glândula: são as ilhotas de Langerhans, que são dotadas, justamente, de urna função endócrina.

As ilhotas de Langerhans produzem um hormônio: a insulina, da qual a função é permitir a utilização dos açúcares por parte dos tecidos e em particular dos músculos, para cuja atividade o açúcar é fundamental. Quando acontece faltar a insulina, os açúcares não podem ser utilizados pelos músculos e ficam no sangue: é a diabete. Esta moléstia é causada, na verdade, pela hiperglicemia, isto é, pela presença no sangue dos açúcares em proporção superior à normal, um por mil. Aumentando o açúcar no sangue, a um certo ponto, o rim não consegue mais reter esse açúcar, que passa, em grande quantidade através dos glomérulos e aparece, portanto, na urina.

Ovários Na puberdade, a adeno-hipófise passa a produzir quantidades crescentes do hormônio folículo-estimulante (FSH). Sob a ação do FSH, os folículos imaturos do ovário continuam seu desenvolvimento, o mesmo acontecendo com os óvulos neles contidos. O folículo em desenvolvimento secreta hormônios denominados estrógenos, responsáveis pelo aparecimento das características sexuais secundárias femininas.

Outro hormônio produzido pela adeno-hipófise – hormônio luteinizante (LH) – atua sobre o ovário, determinando o rompimento do folículo maduro, com a expulsão do óvulo (ovulação).

O corpo amarelo (corpo lúteo) continua a produzir estrógenos e inicia a produção de outro hormônio – a progesterona – que atuará sobre o útero, preparando-o para receber o embrião caso tenha ocorrido a fecundação.

Testículos (Células de Leydig) Entre os túbulos seminíferos encontra-se um tecido intersticial, constituído principalmente pelas células de Leydig, onde se dá a formação dos hormônios andrógenos (hormônios sexuais masculinos), em especial a testosterona.

Os hormônios andrógenos desenvolvem e mantém os caracteres sexuais masculinos.

Outras funções endócrinas Além das glândulas endócrinas, a mucosa gástrica (que reveste internamente o estômago) e a mucosa duodenal (que reveste internamente o duodeno), têm células com função endócrina. As células com função endócrina da mucosa gástrica produzem o hormônio gastrina; e as da mucosa duodenal produzem os hormônios secretina e colecistoquinina.

DISTÚRBIOS HORMONAIS Se uma glândula endócrina produzir uma quantidade muito grande ou muito pequena de um determinado hormônio, podem ocorrer doenças. Podem ser prescritos remédios para alterar a produção desse hormônio pelo organismo ou uma versão sintética dele. Os sintomas de disfunção hormonal são variados porque o sistema endócrino controla inúmeras funções orgânicas.

DISFUNÇÕES DA PITUITÁRIA A falta do hormônio do crescimento impede que a criança cresça normalmente (nanismo); a produção excessiva faz com que cresça demais (gigantismo). Se o tratamento começar logo, a criança alcançará uma altura normal.

DISFUNÇÕES DA TIRÓIDE A produção insuficiente de hormônios pela tiróide causa hipotiroidismo. Os sintomas são apatia, aumento de peso e ressecamento da pele. A maioria das pessoas com excesso de peso não tem problemas de tiróide.

SINTOMAS DE DISTÚRBIO HORMONAL Os sintomas associados a distúrbios hormonais são variados e refletem as diferentes funções orgânicas controladas pelos hormônios. Caso haja suspeita de alguma disfunção endócrina, um simples teste de sangue pode esclarecer o diagnóstico. Os sintomas mais comuns incluem : fadiga, sede, produção excessiva de urina, desenvolvimento sexual lento ou prematuro, excesso de pelos no corpo, ganho ou perda de peso, mudança na distribuição de gordura no corpo, ansiedade e mudanças na pele. Caso o indivíduo apresente algum destes sintomas, deverá consultar o seu médico.

INSULINA E GLUCAGON O tecido pancreático é constituído por numerosos ácinos (ácinos pancreáticos), que são responsáveis pela produção das diversas enzimas secretadas através do ducto pancreático no tubo digestório. Tais enzimas constituem um tipo de secreção denominada secreção exócrina.

Além dessa função exócrina, o tecido pancreático secreta também hormônios, diretamente à corrente sangüínea. A secreção endócrina do pâncreas é feita através de milhares de grupamentos celulares denominados Ilhotas de Langerhans, distribuídas por todo o tecido pancreático.

Cada Ilhota de Langerhans é constituída por diversos tipos de células. Destacam-se as células alfa, que produzem o hormônio glucagon e as células beta, que produzem a insulina.

Ambos os hormônios, insulina e glucagon, são bastante importantes devido aos seus efeitos no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

Insulina Produzida pelas células beta das ilhotas de Langerhans, atua no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

Efeitos da insulina no metabolismo dos carboidratos: aumento no transporte de glicose através da membrana celular aumento na disponibilidade de glicose no líquido intracelular aumento na utilização de glicose pelas células aumento na glicogênese (polimerização de glicose, formando glicogênio),rincipalmente no fígado e nos músculos aumento na transformação de glicose em gordura Efeitos da insulina no metabolismo das proteínas: aumento no transporte de aminoácidos através da membrana celular maior disponibilidade de aminoácidos no líquido intracelular aumento na quantidade de RNA no líquido intracelular aumento na atividade dos ribossomas no interior das células aumento na síntese protéica redução na lise protéica aumento no crescimento Efeitos da insulina no metabolismo das gorduras: aumento na transformação de glicose em gordura redução na mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos redução na utilização de ácidos graxos pelas células Glucagon Secretado pelas células alfa das ilhotas de Langerhans, é muito importante principalmente para evitar que ocorra uma hipoglicemia acentuada no organismo de uma pessoa.

Quando a concentração de glicose no sangue atinge valores baixos, as células alfa das ilhotas de Langerhans liberam uma maior quantidade de glucagon.

O glucagon, então, faz com que a glicose sangüínea aumente e retorne aos valores aceitáveis como normal.

Os principais mecanismos através dos quais o glucagon faz aumentar a glicemia são: aumento na glicogenólise (despolimerização do glicogênio armazenado nos tecidos, liberando glicose para a circulação) aumento na gliconeogênese, através da qual elementos que não são carboidratos (proteínas e glicerol) transformam-se em glicose. Fonte: www.vestibular1.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

O sistema endócrino é um sistema complexo de glândulas. Glândulas são órgãos pequenos mas importantes, cuja função é produzir hormônios. Hormônios são substâncias que ajudam a controlar as atividades do seu corpo. Os hormônios controlam a reprodução, o metabolismo (“queima” dos alimentos e eliminação de resíduos), o crescimento e o desenvolvimento. Os hormônios também controlam a maneira pela qual você responde ao meio ambiente, e ajudam a regular a quantidade exata de energia e nutrientes que o seu corpo precisa para funcionar.

Quais são as glândulas endócrinas? As glândulas endócrinas incluem a tireóide, as paratireóides, o pâncreas, os ovários, os testículos, as supra-renais, a hipófise e o hipotálamo, dentre outras.

Tireóide A tireóide é uma glândula pequena que fica localizada na região anterior do pescoço, em frente à passagem do ar (traquèia) e abaixo do pomo-de-Adão. Os hormônios da tireóide controlam o seu metabolismo, que é a capacidade do corpo quebrar os nutrientes provenientes dos alimentos para armazená-los na forma de gordura, e também a capacidade de “queimar” esses nutrientes para produzir energia.

A tireóide produz 2 hormônios, o T3 (ou tri-iodotironina) e o T4 (ou tiroxina). As doenças da tireóide resultam do excesso ou da falta desses hormônios.

Os sintomas do hipotireoidismo (falta de hormônios tireoidianos) incluem: falta de energia, batimentos cardíacos muito lentos, pele seca, intestino preso, e sensação de frio o tempo todo. Em crianças, o hipotireoidismo comumente leva à diminuição do crescimento. Bebês nascidos com hipotireoidismo podem apresentar atraso do desenvolvimento e retardo mental se não tratados adequadamente. Em adultos, o hipotireoidismo freqüentemente provoca um ganho discreto de peso. Um aumento da tireóide, ou bócio, pode ocorrer.

O hipertireoidismo (hormônio tireoidiano em excesso) pode resultar em bócio com aumento exagerado dos olhos (exoftalmia), o que é conhecido como Doença de Graves. Os sintomas do hipertireoidismo incluem: ansiedade, batimentos cardíacos muito rápidos (taquicardia), diarréia, perda de peso sem motivo, fome demasiada, suor excessivo, tremores e fraqueza muscular. Um aumento do tamanho da tireóide (bócio) e inchaço atrás dos olhos, que empurra os olhos para a frente, tornando-os maiores e mais saltados, são características comuns desse distúrbio.

Pâncreas O pâncreas é uma glândula grande, localizada no abdome, atrás do estômago, cuja função é ajudar a manter os níveis normais de açúcar (glicose) no sangue. O pâncreas secreta a insulina, que é um hormônio que controla a passagem da glicose do sangue para o interior das células, onde será usada para a produção de energia. O pâncreas também secreta o glucagon, que aumenta o nível de glicose no sangue quando este se encontra baixo demais. O glucagon faz com que o fígado libere glicose no sangue.

O diabetes mellitus é um desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente, devido a uma resistência do corpo à ação da insulina (diabetes tipo 2). Sem insulina suficiente para fazer a glicose passar para o interior das células, esta glicose acaba se acumulando no sangue, onde atinge níveis maiores que o normal.

No diabetes tipo 1, mais comum em pessoas jovens e magras, o paciente precisa tomar injeções de insulina.

No diabetes tipo 2, que acomete principalmente pessoas de meia-idade com excesso de peso, o paciente pode ser tratado com exercício, dieta e outras medicações, mas algumas vezes pode precisar tomar injeções de insulina também.

Uma condição chamada hiperinsulinismo é causada pelo excesso de insulina, e leva à diminuição da glicose no sangue para níveis abaixo do normal (hipoglicemia). Existe uma forma hereditária, ou congênita, que provoca hipoglicemias em bebês. Algumas vezes, essa doença pode ser tratada com medicações, mas freqüentemente é necessária a remoção cirúrgica de parte ou todo o pâncreas. Um tumor do pâncreas que secreta insulina (insulinoma) é uma causa menos comum de hipoglicemia. Os sintomas da hipoglicemia incluem: ansiedade, suor em excesso, fraqueza, fome, confusão, sensação de “cabeça vazia” e taquicardia. O baixo nível de glicose no sangue estimula a liberação de hormônios como o glucagon, a adrenalina e o hormônio de crescimento, que ajudam a glicose a retornar aos níveis normais.

Hipófise A hipófise (antigamente conhecida como pituitária) é algumas vezes chamada de “glândula-mestra”, devido à sua grande influência em outros órgãos do corpo. Sua função é complexa e fundamental para o bem-estar geral do indivíduo.

A HIPÓFISE É DIVIDIDA EM 2 PARTES:

a anterior (ou adeno-hipófise)
posterior (ou neuro-hipófise)

A HIPÓFISE ANTERIOR PRODUZ VÁRIOS HORMÔNIOS:

a) Prolactina (PRL)

Estimula a produção de leite nas mulheres, após o parto, e pode afetar os níveis de hormônios provenientes dos ovários (em mulheres) e dos testículos (em homens).

b) Hormônio de Crescimento (GH, do nome em inglês: Growth Hormone)

Estimula o crescimento nas crianças e é importante para manter uma composição corporal saudável na vida adulta, pois atua na manutenção da massa muscular, da densidade mineral óssea e da distribuição de gordura pelo corpo.

c) Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH)

Estimula a produção de um importante hormônio pelas glândulas supra-renais, o cortisol. Este é considerado um “hormônio do stress”, e ajuda a manter os níveis normais de glicemia e pressão arterial, e por isso é indispensável à sobrevivência.

d) Hormônio Estimulador da Tireóide (TSH)

Estimula a tireóide a produzir e secretar hormônios tireoidianos, os quais regulam o metabolismo corpóreo, a produção de energia, o crescimento e desenvolvimento e a atividade do sistema nervoso central.

e) Hormônio Luteinizante (LH)

Regula a produção dos hormônios sexuais: testosterona nos homens e estrógenos nas mulheres.

f) Hormônio Folículo-Estimulante (FSH)

Promove a produção de esperma nos homens e estimula os ovários a liberar óvulos nas mulheres. O LH e o FSH agem em conjunto para permitir a função normal das glândulas sexuais: ovários e testículos.

JÁ A HIPÓFISE POSTERIOR ARMAZENA E SECRETA 2 HORMÔNIOS DIFERENTES

a) Ocitocina

Provoca a ejeção (“descida”) do leite em mulheres que estão amamentando e a contração uterina durante o trabalho de parto.

b) Hormônio Anti-Diurético (ADH, ou Vasopressina)

Regula o balanço da quantidade de água no corpo. Quando este hormônio não é secretado corretamente, isso pode levar à perda exagerada de água através da urina, o chamado diabetes insipidus. Isso pode levar a problemas renais sérios, e até à falência dos rins (insuficiência renal) se não for instituído o tratamento adequado.

OBS.: Não confunda diabetes mellitus com diabetes insipidus. Diabetes mellitus é a elevação dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, devido a falhas na produção ou na ação da insulina. Diabetes insipidus é a perda excessiva de água pelos rins, devido a problemas com a produção ou com a ação do hormônio anti-diurético (ADH).

Como a glândula hipófise produz hormônios que regulam o funcionamento de praticamente todas as demais glândulas endócrinas do organismo, é fácil deduzir que doenças da hipófise podem se manifestar com o excesso ou a deficiência de hormônios os mais diversos, tanto da hipófise como das glândulas-alvo. Por exemplo: a produção aumentada de hormônio de crescimento pode levar ao gigantismo (crescimento exagerado), e a deficiência desse mesmo hormônio pode causar nanismo (baixa estatura).

Supra-Renais As glândulas supra-renais, ou adrenais, ficam localizadas acima dos rins. Cada supra-renal é, na verdade, 2 glândulas, visto que é formada por uma porção interna (medula adrenal) e uma porção externa (córtex adrenal). Os hormônios do córtex adrenal são essenciais à manutenção da vida; os hormônios da medula adrenal, não.

O córtex adrenal produz os seguintes hormônios:a) Cortisol (glicocorticóide)

Ajudam no controle dos níveis de glicose no sangue, aumentam a queima de gorduras e proteínas para produção de energia e aumentam na vigência de stress (como, por exemplo, na presença de febre, doenças graves e acidentes com trauma).

b) Aldosterona (mineralocorticóide)

Controla o volume de sangue e ajuda a regular a pressão arterial, agindo nos rins para estimulá-los a reter sódio e água.

c) Andrógenos adrenais

Importantes para algumas características sexuais secundárias, tanto em mulheres como em homens.

Exemplos de doenças causadas por problemas do córtex adrenal são: a Síndrome de Cushing, causada pelo excesso de cortisol, e a Síndrome de Addison, provocada pela deficiência do cortisol.

A medula adrenal produz adrenalina (ou epinefrina) e noradrenalina (ou norepinefrina), hormônios também secretados pelas terminações nervosas e que aumentam a freqüëncia dos batimentos cardíacos, abrem as vias aéreas para melhorar a entrada de oxigênio, e aumentam o fluxo sangüíneo para os músculos, geralmente quando uma pessoa encontra-se em situação ameaçadora, assustada, excitada ou sob stress intenso. Portanto, esses hormônios melhoram a capacidade da pessoa proteger-se, através da fuga ou da luta (to fight or to flight).

Paratireóides Localizadas atrás da glândula tireóide, no pescoço, as paratireóides são 4 pequenas glândulas que produzem hormônios importantes para a regulação dos íons cálcio e fósforo no sangue. As paratireóides são indispensáveis para o desenvolvimento ósseo adequado, visto que o cálcio e o fósforo são os principais minerais componentes da matriz óssea. Em resposta à pouca quantidade de cálcio na dieta, por exemplo, as paratireóides secretam o paratormônio (PTH), que retira cálcio dos ossos para que o nível sangüíneo de cálcio continue normal. Os níve is de cálcio no sangue precisam ser mantidos estáveis porque são importantes para a condução nervosa e a contração muscular.

Se as paratireóides forem removidas, como pode acontecer em algumas situações (por exemplo, cirurgia para retirada da tireóide), o cálcio do sangue cai para valores muito baixos (hipocalcemia), o que produz diversos sintomas, tais como: arritmias cardíacas, espasmos e cãibras musculares, formigamento (parestesias) nas mãos e pés e dificuldade para respirar. Esse quadro, provocado pela deficiência de paratormônio, é chamado hipoparatireoidismo.

Existem doenças que podem provocar o excesso de PTH, ou hiperparatireoidismo, como alguns tumores das paratireóides ou alguns distúrbios renais graves. Nesse caso, observam-se: dores ósseas, pedras nos rins, aumento do volume de urina, fraqueza muscular e fadiga crônica, podendo em alguns casos ocorrer fraturas severas devido ao enfraquecimento dos ossos pela retirada de cálcio.

Hipotálamo O hipotálamo é uma parte do cérebro que fica exatamente acima da glândula hipófise. O hipotálamo produz hormônios que agem diretamente na hipófise, estimulando ou inibindo a liberação dos hormônios hipofisários. Alguns dos hormônios hipofisários são: o GHRH (que estimula a liberação do GH), o TRH (que estimula a liberação do TSH), o CRH (que estimula a liberação do ACTH) e o GnRH (que estimula a liberação de LH e FSH). O hipotálamo também produz o neurotransmissor dopamina, que inibe a liberação de prolactina pela hipófise. Portanto, o hipotálamo, por controlar diretamente a função da glândula-mestra, a hipófise, constitui o elo de ligação entre o sistema nervoso central (cérebro) e o sistema endócrino.

Ovários Os ovários são glândulas localizadas no abdome inferior das mulheres, responsáveis pela produção dos 2 mais importantes hormônios sexuais femininos: o estrógeno e a progesterona. Esses hormônios são responsáveis pelo desenvolvimento e a manutenção dos caracteres sexuais secundários femininos (ou seja, o crescimento das mamas, o aparecimento dos ciclos menstruais, a pilificação de padrão feminino e a distribuição de gordura corporal típica). Também são fundamentais para a reprodução, pois controlam o ciclo menstrual (junto com o LH e o FSH), liberam óvulos ciclicamente (ovulação) e ajudam a criar as condições necessárias para a gestação. Os ovários produzem, ainda, a inibina (que inibe a liberação de FSH pela hipófise e ajuda no desenvolvimento dos óvulos) e uma pequena quantidade de hormônios masculinos.

A alteração mais comum do funcionamento dos ovários é a menopausa, que é parte do processo normal de envelhecimento e consiste na parada da ovulação e na redução acentuada da produção de estrógeno e progesterona, o que normalmente ocorre por volta dos 50 anos de idade. Um quadro semelhante pode ocorrer quando os ovários são removidos cirurgicamente. Algumas conseqüências da menopausa são: ondas de calor, alterações do humor (ansiedade, tristeza, instabilidade emocional), perda de massa óssea (osteoporose) e atrofia da mucosa vaginal.

Outra alteração extremamente comum dos ovários é a chamada Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOMP), que é causada pela produção excessiva de hormônios masculinos pelos ovários, muitas vezes relacionada ao excesso de peso e a problemas na ação da insulina (resistência insulínica). A SOMP pode cursar com irregularidade ou ausência dos ciclos menstruais, dificuldade para engravidar (infertilidade) e manifestações do excesso de hormônios masculinos, como: acne severa, aumento de pêlos, oleosidade excessiva da pele e cabelos e queda de cabelos. A longo prazo, as mulheres com SOMP apresentam um risco aumentado de desenvolver complicações como: diabetes mellitus tipo 2, aumento do colesterol, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Testículos Os homens possuem 2 glândulas reprodutivas gêmeas, chamadas testículos, que produzem o hormônio sexual masculino, a testosterona. A testosterona é responsável pelo aparecimento, na puberdade, das características sexuais secundárias do sexo masculino (aumento de massa muscular, pilificação, barba, engrossamento da voz, crescimento dos órgãos genitais e produção de espermatozóides), e pela sua manutenção na vida adulta. Os testículos também são o local de produção dos espermatozóides, as células reprodutoras masculinas.

O câncer do testículo, que é a forma mais comum de câncer em homens entre os 15 e 35 anos de idade, pode necessitar de tratamento cirúrgico com a remoção de um ou dois testículos. A diminuição ou ausência de testosterona que surge então (chamada hipogonadismo) pode levar à perda de desejo sexual, impotência, alterações da imagem corporal, perda da massa óssea e da força muscular e transtornos do humor.

Timo O timo é uma glândula necessária no início da vida para o desenvolvimento adequado do sistema de defesa do organismo (sistema imune, ou linfóide). Ele é grande no bebê recém-nascido, e atinge seu tamanho máximo durante a puberdade, mas daí em diante o timo vai sendo progressivamente substituído por gordura, até praticamente desaparecer na vida adulta. O timo secreta fatores humorais, hormônios importantes para a maturação da resposta imunológica.

Glândula Pineal A glândula pineal ainda é alvo de intensos estudos por parte dos cientistas, pois seu funcionamento e sua importância ainda não foram completamente esclarecidos. A pineal fica localizada no interior do cérebro e produz a melatonina, um hormônio que pode influenciar a função dos ovários e testículos e também pode ajudar a controlar os padrões de sono e vigília de um indivíduo.

Placenta A placenta, além de fazer a conexão entre a mãe e o feto durante a gravidez, produz vários hormônios que ajudam na manutenção da gestação e no preparo das mamas para a amamentação. Alguns desses hormônios são: a gonadotrofina coriônica humana (hCG), o lactogênio placentário (hPL) e o estrógeno e a progesterona.

Pele, Fígado e Rins Esses três órgãos agem em conjunto para produzir a 1,25-di-hidroxi-vitamina D, que é a forma biologicamente ativa da vitamina D. Essa vitamina, juntamente com o paratormônio, age na manutenção dos níveis de cálcio e fósforo no sangue.

Estômago e Intestino Delgado O trato digestivo é o maior sistema orgânico relacionado à função endócrina, pois secreta vários hormônios importantes que regulam o metabolismo corporal, tais como a ghrelina e o peptídeo YY3-36, que regulam o apetite e podem ter um papel fundamental na regulação do peso corporal e na gênese da obesidade.

Tecido Adiposo O tecido adiposo produz várias substâncias importantes para a regulação dos estoques de energia no corpo, dos quais um dos mais estudados é a leptina, que pode ter ação ainda na regulação da ação da insulina em diversos tecidos.

Coração O coração produz um hormônio chamado peptídeo natriurético atrial, que produz aumento da perda renal de sódio e dilatação dos vasos sangüíneos em resposta a situações de aumento do volume de sangue circulante e aumento da pressão arterial.

Fonte: www.portalendocrino.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

São substâncias químicas produzidas por um grupo de células, numa parte do corpo e, secretadas na corrente sangüíneas, controlam ou ajudam no controle de outras células, em outra parte do corpo.

A secreção, como se faz diretamente na corrente sanguínea e não por ductos, como nas glândulas exócrinas, é denominada endócrina. As glândulas responsáveis pela secreção dos hormônios, portanto, são classificadas como glândulas endócrinas.

TIPOS DE HORMÔNIOS Podemos classificar os hormônios, quanto a natureza química dos mesmos, em 2 tipos:

Protéicos – são produzidos a partir de cadeias de aminoácidos. Geralmente são constituídos por pequenas proteínas ou fragmentos protéicos.

Esteróides – são sintetizados a partir do colesterol.

MECANISMOS DE AÇÃO DOS HORMÔNIOSExistem diversos mecanismos através dos quais os hormônios agem em suas respectivas células-alvo e fazem-nas executar alguma função. Destes, 2 mecanismos são bastante importantes:

Ativação da adenilciclase e formação de AMP-cíclico intracelular – é o mecanismo geralmente utilizado pela grande maioria dos hormônios protéicos. O hormônio, uma vez ligado a um receptor específico localizado na membrana celular de uma célula-alvo, provoca a ativação de uma enzima intracelular (adenilciclase). Esta enzima converte parte do ATP intracelular em AMP-cíclico. O AMP-cíclico, enquanto presente no interior da célula, executa na mesma uma série de alterações fisiológicas como: ativação de enzimas; alterações da mermeabilidade da membrana celular; modificações do grau de contração de músculo liso; ativação de síntese protéica; aumento na secreção celular.

Ativação de genes – é o mecanismo como agem, geralmente, os hormônios esteróides. Através deste mecanismo o hormônio, de encontro à sua respectiva célula-alvo, penetra em seu interior e então liga-se a um receptor específico. Ligado ao receptor o hormônio atinge o núcleo da célula, onde genes específicos seriam então ativados. Com a ativação de determinados genes, moléculas de RNA mensageiro se deslocam para o citoplasma da célula e determinam a síntese de determinadas proteínas. Estas proteínas, então aumentam atividades específicas da célula.

PRINCIPAIS GLÂNDULAS ENDÓCRINASHipófise (pituitária) Anterior Produz e secreta dezenas de hormônios. Os principais e mais bem conhecidos são: GH, TSH, ACTH, FSH, LH e PROLACTINA.

Hipófise (pituitária Posterior – secreta os hormônios (produzidos no hipotálamo): OCITOCINA e ADH (hormônio anti diurético).

Tireóide Produz e secreta: TIROXINA (T4), TRIIODOTIRONINA (T3) e CALCITONINA.
Paratireóides – produzem e secretam: PARATORMÔNIO.

Pâncreas Produzem e secretam: INSUSINA e GLUCAGON.

Cortex das Supra Renais Produzem e secretam dezenas de hormônios. Os mais importantes são: ALDOSTERONA, CORTISOL, HORMÔNIOS ANDROGÊNIOS.

Testículos Produzem e secretam o hormônio masculino TESTOSTERONA.

Ovários Produzem e secretam os hormônios femininos: ESTROGÊNIO e PROGESTERONA.

HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS HIPÓFISEA Hipófise (ou Pituitária) é uma pequena glândula localizada em uma cavidade craniana chamada sela túrsica. É dividida em 2 partes, uma bem diferente da outra: Hipófise Anterior (Adenohipófise) e Hipófise Posterior (Neurohipófise).

ADENOHIPÓFISEFormada por tipos bastante variados de células, produz e secreta na circulação dezenas de hormônios.

Os mais importantes e bem conhecidos são: HG (somatotropina) Hormônio do crescimento – promove um crescimento na maioria dos tecidos do nosso corpo.

TSH (tireotropina) Hormônio estimulante da tireóide – estimula as células foliculares tireoideanas a aumentarem a síntese e liberação dos hormônios tireoideanos.

ACTH (corticotropina) Hormônio estimulante da córtex da supra-renal – estimula a córtex da glândula supra-renal a aumentar a síntese e liberação de seus hormônios.

FSH (gonadotropina) Hormônio folículo-estimulante – estimula o crescimento e desenvolvimento dos folículos ovarianos (na mulher) e a proliferação do epitélio germinativo e espermatogênese (no homem).

LH (gonadotropina) Hormônio luteinizante – um dos grandes responsáveis pela ovulação, mantém o corpo lúteo em atividade (na mulher) e estimula a produção de testosterona pelas células de Leydig (no homem).

PROLACTINA Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias.

NEUROHIPÓFISE ADH Hormônio anti diurético – produzido pelos núcleos supra-ópticos do hipotálamo, age no túbulo contornado distal e no ducto coletor do nefron, aumentando a permeabilidade à água nestes segmentos.

OCITOCINA Produzido pelos núcleos paraventriculares do hipotálamo, promove contração da musculatura lisa uterina (muito importante durante o trabalho de parto) e contração das células mio-epiteliais, nas mamas, contribuindo para a ejeção do leite (durante a fase de amamentação).

REGULAÇÃO DA SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS DA ADENOHIPÓFISEA secreção de cada um dos hormônios da adenohipófise pode aumentar ou diminuir sob comando hipotalâmico. Acontece que o Hipotálamo produz diversas substâncias denominadas Fatores de Liberação (ou de Inibição) Hipotalâmicos, substâncias estas que, atingindo as células da adenohipófise, fazem-nas aumentar ou reduzir a secreção de determinados hormônios, conforme o Fator de Liberação ou Inibição liberado e conforme as células atingidas por tais fatores. Estes Fatores de Liberação (ou Inibição) hipotalâmicos, uma vez secretados por células do hipotálamo, atingem rapidamente as células da adenohipófise através de um sistema de vasos denominado: sistema porta hipotálamo-hipofisário.

Eis abaixo exemplos de alguns destes Fatores de Liberação (ou Inibição) Hipotalâmicos e os respectivos hormônios hipofisários que têm sua secreção aumentada (ou diminuída) sob a ação dos tais fatores:

GRF FATOR DE LIBERAÇÃO DA SOMATOTROPINA

Estimula a secreção do hormônio do crescimento (GH).

TRF – Fator de Liberação da Tireotropina

Estimula a secreção do hormônio estimulante da tireóide (TSH).

CRF – Fator de Liberção da Corticotropina Estimula a secreção do Hormônio estimulante da córtex da supra-renal (ACTH).

LRF – Fator de Liberação das Gonadotropinas Estimula a secreção de ambas as gonadotropinas (FSH e LH).

PIF – Fator de Inibição da Prolactina Inibe a secreção da prolactina

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH) É uma pequena proteína, produzida e secretada pela glândula hipófise anterior.

Durante a fase de crescimento, sob ação deste hormônio, quase todas as células nos tecidos aumentam em volume e em número, propiciando um crescimento dos tecidos, dos órgãos e, consequentemente, o crescimento corporal.

Alguns de seus principais e conhecidos efeitos nos tecidos são: Aumento na síntese protéica celular – Isso ocorre porque o hormônio do crescimento aumenta o transporte de aminoácidos através da membrana celular, aumenta a formação de RNA e aumenta os ribossomas no interior das células. Tudo isso proporciona, nas células, melhores condições para que as mesmas sintetizem mais proteínas.

Menor utilização de glicose pelas células para produção de energia – promove, assim, um efeito poupador de glicose no organismo.

Aumento da utilização de gordura pelas células para produção de energia – ocorre, também, uma maior mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos para que os mesmos sejam utilizados pelas células. Uma consequência disso é a redução dos depósitos de gordura nos tecidos adiposos.

Devido aos efeitos acima citados, observa-se um importante aumento na quantidade de proteínas em nossos tecidos. Em consequência do aumento das proteínas e de um maior armazenamento de glicogênio no interior das células, estas aumentam em volume e em número. Portanto observamos um aumento no tamanho de quase todos os tecidos e órgãos do nosso corpo.

CRESCIMENTO ÓSSEO O efeito do hormônio do crescimento no crescimento ósseo ocorre de uma forma indireta: O hormônio do crescimento estimula nas células hepáticas e, em menor proporção, nos rins a produção de uma substância denominada somatomedina. A somatomedina estimula a síntese de substância fundamental na matriz óssea, necessária ao crescimento deste tecido. Portanto, um defict na produção de hormônio do crescimento acarreta também um defict no crescimento em estatura.

Embora o crescimento estatural cesse a partir da adolescência, o hormônio do crescimento continua a ser secretado por toda a vida. Ocorre apenas uma pequena redução em sua secreção após a adolescência. O crescimento estatural não mais ocorre, a partir desta fase, devido ao esgotamento da cartilagem de crescimento dos ossos longos, impedindo o crescimento dos mesmos em comprimento. Porém ossos mais membranosos, como os do nariz, continuarão a crescer lentamente.

CONTROLE DA SECREÇÃO A quantidade de hormônio do crescimento secretada a cada momento depende de diversos fatores.

A regulação da secreção é feita através o Fator de Liberação da Somatotropina (GRF), produzida no hipotálamo. Este fator atinge a adeno hipófise através do sistema porta hipotálamo-hipofisário e estimula esta glândula a produzir e secretar maiores quantidades do hormônio do crescimento.

Um dos mais importantes fatores que influenciam a secreção de GRF pelo hipotálamo e, como consequência, maior secreção de GH pela hipófise, é a quantidade de proteínas no interior das células em nosso organismo. Quando as proteínas estão em quantidade baixa, como ocorre na desnutrição, o GRF é secretado em maior quantidade e, consequentemente, o GH também o faz. Como resultado haverá, nas células, um estímulo para que ocorra uma maior síntese de proteínas.

ANORMALIDADES NA SECREÇÃO DO GH Uma insuficiência na secreção do GH desde a infância acarreta numa situação denominada nanismo. O indivíduo acaba ficando com uma baixa estatura e com seus órgãos internos, proporcionalmente, menores.

Uma hipersecreção anormal do GH desde a infância promove um crescimento exagerado de todos os tecidos e, inclusive, dos ossos longos. O resultado é uma condição denominada gigantismo.

Mas se a hipersecreção ocorrer somente após a adolescência, quando os ossos longos já estariam com sua capacidade de crescimento em comprimento esgotada, o resultado será um crescimento desproporcional em diversas vísceras, tecidos moles, órgãos internos e alguns ossos membranosos como os das mãos, pés, nariz e mandíbula. Tal condição é denominada acromegalia.

TIREÓIDE E HORMÔNIOS TIREOIDEANOS

(T3 E T4)

A tireóide localiza-se na região do pescoço, anteriormente à traquéia e logo abaixo da laringe. Histologicamente é formada por uma grande quantidade de folículos. As células foliculares produzem 2 importantíssimos hormônios: tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Estes dois hormônios armazenam-se no interior dos folículos e, aos poucos, são liberados para a corrente sanguínea. Através desta atingem todos os tecidos e promovem nos mesmos um importante estímulo no metabolismo celular. Na ausência destes hormônios, quase todo o metabolismo celular, em quase todos os tecidos, caem aproximadamente para a metade do normal. Por outro lado, numa condição de hipersecreção dos tais hormônios, o metabolismo celular basal aumenta exageradamente, atingindo cerca do dobro do normal.

PRODUÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOSAs células foliculares tireoideanas sintetizam, durante todo o tempo, uma proteína, na qual se formam e armazenam os hormônios tireoideanos. Esta proteína se chama tireoglobulina e é formada por uma cadeia de aminoácidos tirosina.

Mas para que se formem os hormônios tireoideanos não basta uma normal produção de tireoglobulina. Também é de fundamental importância uma captação de íon iodeto, necessário à formação dos hormônios.

A captação de iodeto se faz através de um transporte ativo (bomba de iodeto), que bombeia contantemente estes íons do exterior para o interior das células foliculares, armazenando uma concentração cerca de 40 vezes maior no líquido intracelular.

Mas os íons iodetos devem ser transformados na forma elementar de iodo no interior das células, para que possam ser utilizados na formação dos hormônios. Isso se faz com a importante ajuda de uma enzima denominada peroxidase.

Na medida em que as moléculas de tireoglobulina vão sendo produzidas, moléculas de iodo vão se ligando quimicamente aos radicais tirosina das proteínas. Mas para que as moléculas de iodo se liguem com a devida rapidez e em quantidade satisfatória, se faz necessário a presença de uma enzima, a iodinase, que cataliza a reação do iodo com os radicais tirosina das tireoglobulinas.

As moléculas de tireoglobulina, conforme vão sendo produzidas, vão saindo da célula e armazenando-se no interior dos folículos, submersas num líquido gelatinoso denominado colóide.

Cada molécula de tireoglobulina carrega, portanto, vários radicais tirosina impregnados com molécula de iodo.

2 radicais tirosina, ligados entre sí, com 2 íons iodetos em cada uma de suas moléculas, reagem-se entre sí formando uma molécula de tiroxina (T4); 2 radicais tirosina, ligados entre sí, sendo um com 2 íons iodeto e outro com apenas 1 íon iodeto, reagem-se também entre sí formando uma molécula de triiodotironina (T3).

Diante do exposto acima, podemos então imaginar que cada molécula de tireoglobulina carrega vários hormônios tireoideanos (a maioria T4) em sua fórmula. Portanto, podemos dizer que os hormônios tireoideanos armazenam-se no interior dos folículos tireoideanos na forma de tireoglobulina.

SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOSA face voltada para o interior do folículo, da célula folicular tireoideana, faz constantemente o processo de pinocitose. Através da pinocitose, constantemente, diversas moléculas de tireoglobulina acabam retornando para o citoplasma da célula, desta vez carregando diversas moléculas de hormônio tireoideano em sua estrutura. No interior da célula, a tireoglobulina sofre ação de enzimas proteolíticas. Como consequência, a tireoglobulina se fragmenta em numerosos pedaços pequenos, liberando os hormônios tireoideanos (T3 e T4) na circulação, através da outra face celular. Os hormônios, então, ligam-se a proteínas plasmáticas e assim circulam em nossa rede vascular, atingindo quase todas as células de nosso corpo.

EFEITOS DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOSSão raros os tecidos que não sofrem uma ação direta ou mesmo indireta dos hormônios tireoideanos. Sob seu estímulo, as células aumentam seu trabalho, sintetizam mais proteínas, consomem mais nutrientes e oxigênio, produzem mais gaz carbônico, etc.

HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMOVejamos abaixo como se manifestaria uma pessoa que apresentasse uma hiper-secreção de hormônios tireoideanos, comparada a uma outra que apresentasse uma hipo-secreção dos mesmos hormônios:

SISTEMA RESPIRATÓRIO

 

 

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
frequência respiratória aumenta (taquipnéia) diminui (bradipnéia)
profundidade da respiração aumenta (hiperpnéia) diminui (hipopnéia)

SISTEMA CARDIO-VASCULAR

 

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
tônus vascular vaso-dilatação vaso-constrição
fluxo sanguíneo tecidual aumenta diminui
temperatura corporal aumenta diminui
frequência cardíaca aumenta (taquicardia) diminui (bradicardia)
força de contração do coração aumenta diminui
débito cardíaco aumenta diminui
pressão arterial (sistólica) aumenta diminui
pressão arterial (diastólica) diminui aumenta

SISTEMA NEURO-MUSCULAR

 

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
contrações musculares mais fortes, mais rápidas mais fracas, mais lentas
reflexos hiper-reflexia hipo-reflexia
sono reduzido (insônia) aumentado
manifestações psicológicas ansiedade, tendências psiconeuróticas
taquipsiquismo
depressão
bradipsiquismo

SISTEMA DIGESTÓRIO

 

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
fome aumentada diminuída
movimentos do tubo digestório aumentados reduzidos
sereções digestivas aumentadas reduzidas
fezes mais líquidas, mais frequentes mais sólidas, menos frequentes

SISTEMA ENDÓCRINO

 

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
secreções endócrinas
(de um modo geral)
aumentam diminuem

SISTEMA REPRODUTOR

 

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
masculino disfunção erétil redução da libido
feminino amenorréia
oligomenorréia
menorragia
polimenorréia
redução da libido

Fonte: mclocosta.sites.uol.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

Controla diferentes funções metabólicas do organismo, como o controle da velocidade das reações químicas nas células ou o transporte de substâncias através das membranas celulares ou outros aspectos do metabolismo celular, como o crescimento e secreção.

NATUREZA DO HORMÔNIO O hormônio é uma substância química que é secretada para os líquidos corporais por uma célula ou um grupo de células que exerce efeito de controle fisiológico sobre outras células do organismo.

Alguns são hormônio locais, enquanto outros são hormônios gerais. Dentre os exemplos de hormônios locais destacam-se a acetilcolina, liberada nas terminações nervosas parassimpáticas e esqueléticas; a secretina, que é liberada pela parede duodenal e transportada pelo sangue até o pâncreas, onde provoca a secreção pancreática aquosa; a colecistocinina, liberada pelo intestino delgado e transportada até a vesícula biliar, onde provoca sua contração, e até o pâncreas, onde induz a secreção de enzimas; e muitos outros. Estes hormônios exercem efeitos locais específicos, daí sua denominação de hormônios locais.

A maioria dos hormônios gerais é secretada por glândulas endócrinas específicas. A epinefrina e a norepinefrina, ambas secretadas pela medula supra-renal em resposta a estimulação simpática. Esses hormônios são transportados pelo sangue para todas as partes do organismo e induzem muitas reações diferentes, a contrição de vasos sangüíneos e a elevação da pressão arterial.

Alguns hormônios gerais afetam todas ou quase todas as células do organismo; como exemplo, podemos citar o hormônio do crescimento do lobo anterior da hipófise, que induz o crescimento de todas ou quase todas as partes do organismo, e hormônio tireóideo da glândula tireóide, que aumenta a velocidade das maioria das reações químicas em quase todas as células do corpo.

Outros hormônios só afetam tecidos específicos, denominados tecidos-alvo por serem os únicos a possuir os receptores específicos que irão fixar os respectivos hormônios, a fim de iniciar suas ações. Assim por exemplo, a adrenocorticotropina do lobo anterior da hipófise estimula especificamente o córtex supra renal, ocasionando a secreção dos hormônios córtico-supra-renais, enquanto os hormônios ovarianos exercem efeitos específicos sobre os órgãos sexuais femininos, bem como sobre as características sexuais secundárias da mulher.

HORMÔNIOS DO LOBO ANTERIOR DA HIPÓFISE 1. 1. Hormônio de crescimento: promove o crescimento de quase todas as células e tecidos do organismo.

2. 2. Corticotropina: provoca a secreção de hormônios córtico supra-renais –pelo córtex supra-renal.

3. 3. Hormônio tíreo-estimulante: induz a produção de tiroxina e de triodotironina pela glândula tireóide.

4. 4. Hormônio folículo-estimulante: determina o crescimento de folículos nos ovários antes da ovulação, promove a formação de esperma nos testículos.

5. 5. Hormônio luteinizante: realiza importante papel na ovulação; além disso , induz a secreção de hormônios sexuais femininos pelos ovários e de testosterona pelos testículos.

6. 6. Prolactina: promove o desenvolvimento das mamas e a secreção da pele.

HORMÔNIO DO LADO POSTERIOR DA HIPÓFISE 1. Hormônio antidiurético (também denominado vasopressina)

Causa a retenção de água pelos ríns, com conseqüente aumento no teor de água no organismo; além disso, quando presente em altas concentrações, provoca constrição dos vasos sangüíneos em todo o corpo e eleva a pressão arterial.

2. Ocitocina

Provoca a contração do útero durante o parto, talvez ajudando expelir o recém – nascido, contraem também as células miopiteliais nas mamas, expulsando o leite, quando o lactente suga.

HORMÔNIO DO CÓRTEX SUPRA-RENAL 1. Cortisol: exerce múltiplas funções metabólicas no controle de metabolismo das proteínas, carboidratos e gorduras.

2. Aldosterona: reduz a excreção de sódio pelos ríns e aumenta a excreção de potássio, aumentando assim, o sódio corporal, enquanto diminuía quantidade de potássio.

HORMÔNIO DA GLÂNDULA TIREÓIDE 1. e 2. Tiroxina e triiodotironina: aumenta a velocidade das reações químicas em quase todas as células do organismo, elevando conseqüentemente, o nível geral do metabolismo corporal.

3. Calcitonina: promove a deposição de cálcio nos ossos, diminuindo assim, a concentração de cálcio no líquido extracelular.

HORMÔNIOS DAS ILHOTAS DE LANGERHANS DO PÂNCREAS 1. Insulina: promove a entrada de glicose na maioria das células do corpo, controlando, o metabolismo da maioria dos carboidratos.

2. Glucagon: aumenta a liberação hepática de glicose nos líquidos corporais circulantes.

HORMÔNIO DOS OVÁRIOS 1. Estrogênio: estimulam o desenvolvimento dos órgãos genitais femininos, das mamas e das características sexuais secundárias.

2. Progesterona: estimula a secreção de ” leite uterino ” pelas glândulas endometriais do útero, além disso, ajuda a promover o desenvolvimento do aparelho secretor das mamas.

HORMÔNIOS DOS TESTÍCULOS 1. 1. Testosterona: estimula o crescimento dos órgãos sexuais masculinos; além disso, promove o desenvolvimento das características sexuais secundárias do homem.

HORMÔNIO DA GLÂNDULA PARATIREÓIDE 1. Paratormônio: controla a concentração de íons cálcio no líquido extracelular ao controlar (a) a absorção intestinal de cálcio, (b) a excreção de cálcio pelos ríns, e (c) a liberação de cálcio no osso.

HORMÔNIO DA PLACENTA 1. Gonadotropina coriônica humana: promove o crescimento do corpo lúteo e a secreção de estrogênio e de progesterona pelo corpo lúteo.

2. Estrogênios: promovem o crescimento dos órgãos sexuais da mãe e de alguns tecidos do feto.

3. Progesterona: promove o desenvolvimento especial do endométrio uterino antes da implantação do óvulo fertilizado; provavelmente , promove o desenvolvimento de alguns dos tecidos e órgãos fetais ; e ajuda a promover o desenvolvimento do aparelho secretor das mamas da mãe.

4. Somatomamotropina humana: promove, provavelmente , o crescimento de alguns tecidos fetais e ajuda no desenvolvimento das mamas da mãe.

Com base nesta introdução ao sistema endócrino, torna-se evidente na maioria das funções metabólicas do organismo é controlada, de um modo ou de outro, pelas glândulas endócrinas.

QUÍMICA DOS HORMÔNIOS Do ponto de vista químico, os hormônios pertencem a três tipos básicos:1. Hormônio esteróides: Todos estes hormônios possuem estrutura química semelhante à do colesterol e, na maioria dos casos, derivam do próprio colesterol. Existem diferentes hormônios esteróides secretados (a) pelo córtex supra-renal (cortisol e aldosterona), (b) pelos ovários (estrogênio e progesterona), (c) pelos testículos (testosterona), e (d) pela placenta (estrogênio e progesterona).

2. Derivados de aminoácido tirocina: Dois grupos de hormônios derivam do aminoácido tirosina. Os dois hormônios tireóideos, a tiroxina e a triiodotironina, são formas iodetadas de derivados da tiroxina. E os dois hormônios da medula supra-renal, a epinefrina e norepinefrina, são catecolaminas, também derivadas das tirosina.

3. Proteínas ou peptídeos: Todos os demais hormônios endócrinos importantes são proteínas, peptídeos ou derivados imediatos deles. Os hormônios do lobo anterior da hipófise são proteínas ou grandes polipeptídeos; os hormônios do lobo posterior hipófise, o hormônio antidiurético e a ocitocina, são peptídeos, contendo cada um, apenas oito aminoácidos. Por fim, a insulina, o glucagon e o paratormônio são grandes polipeptídeos.

ARMAZENAMENTO E SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS A proteína sintetizada pelo retículo endoplasmático quase nunca representa o hormônio final. Na verdade, é maior que o hormônio ativo e recebe o nome de pré-pro-hormônio. Na seqüência , essa grande proteína é clivada, geralmente quando se encontra ainda no retículo endoplasmático, resultando na formação de uma proteína menor, denominada pró-hormônio. Este, por sua vez, e transportados pelas vesículas do retículo endoplasmático para o aparelho de Golgi, onde ocorre a clivagem de outro fragmento da proteína, com a conseqüente formação do hormônio protéico ativo final. Em geral, o aparelho de Golgi também compacta as moléculas de hormônio em pequenas vesículas envoltas por membranas, denominadas vesículas secretoras ou glânulos secretores. A seguir, estes grânulos permanecem armazenados no compartimento citoplasmático da célula endócrina até que um sinal específico, como um sinal nervoso, outro sinal hormonal ou algum sinal químico ou físico local, ocorra provocando sua secreção.

Os dois grupos derivados da tirosina, isto é os hormônios tireóideos e os hormônios da medula supra-renal, são formados pelas ações de enzimas no compartimento citoplasmático das células glandulares. No caso dos hormônio da medula supra-renal, norepinefrina e epinefrina, eles são posteriormente absorvidos em vesículas pré formadas e armazenados até o momento de sua secreção. Por outro lado, os hormônios metabólicos da tireóide, tiroxina e triiodotironina, são formados como partes integrantes de uma grande molécula protéica, denominada tireoglobulina. Essa molécula, é então, armazenada em grandes folículos no interior da glândula tireóide. Quando os hormônios tireóideos estão para serem secretados, sistemas enzimáticos específicos, existente no interior das células glanulares da tireóide, clivam a molécula de tireoglobulina, permitindo, assim, a liberação dos hormônios tireóideos para o sangue.

INICIO DA SECREÇÃO HORMONAL APÓS O ESTÍMULO – DURAÇÃO DA AÇÃO DE DIFERENTES HORMÓNIOS Após alguns hormônios serem secretados em poucos segundos após a estimulação da glândula e podem exercer sua função total dentro de poucos segundos a vários minutos; após ações de outros hormônios podem necessitar de messes para exercer todo seu efeito.

Cada um dos diferentes hormônios possui seu próprio inicio e duração de ação característicos – cada um adaptado para desempenhar sua função específica de controle.

Concentração de hormônios no sangue circulante e velocidade de secreção hormonal.

As quantidades de hormônios necessárias para controlar a maioria das funções metabólicas e endócrinas são incrivelmente pequenas. Suas concentrações no sangue variam desde quantidade muito pequenas, da ordem de 1 pg ( que corresponde a um milionésimo de milionésimo de 1g) por milímetro de sangue até, no máximo, alguns microgramas ( um milionésimo de 1g ) por milímetro de sangue. De modo semelhante, a velocidade de secreção dos vários hormônios também é extremamente pequena, sendo em geral medida em microgramas ou miligramas por dia.

O fator importante a ser controlado não costuma a ser a velocidade de secreção do hormônio, mas o grau de atividade do órgão-alvo. Por conseguinte, somente quando a atividade do órgão-alvo aumenta até um nível apropriado é que um feedback sobre a glândula torna-se potente o suficiente para reduzir a secreção de hormônio. Nos casos em que o órgão alvo não responde adequadamente ao hormônio, a glândula endócrina quase sempre irá secretar quantidades cada vez maiores de seu hormônio até que, eventualmente, o órgão-alvo alcance o nível apropriado de atividade, porém à custa de secreção excessiva do hormônio regulador.

RECEPTORES PARA HORMÔNIOS E SUA ATIVAÇÃO Os hormônios endócrinos quase nunca atuam diretamente sobre os mecanismo intracelulares, controlando as diferentes reações químicas das células; na verdade, eles quase sempre combinam primeiro a receptores hormonais, existentes nas superfícies das células ou no seu interior.

Todos ou quase todos os receptores para hormônios consistem em proteínas muito grandes. Cada célula possui, em geral, cerca de 2.000 a 100.000 receptores.

Além disso cada receptor costuma ser extremamente específico para um só hormônio.

Para os diferentes tipos de hormônios, as localizações dos receptores são:

1. Na membrana celular ou em sua superfície: Os receptores da membrana são, em sua maior parte, específicos para hormônios protéicos, peptídeos e catecolaminas (epinefrina e norepinefrina ).

2. No citoplasma: Os receptores para os diversos hormônios esteróides são encontrados quase exclusivamente no citoplasma.

3. No núcleo: Os receptores para hormônios metabólicos tireóides (tiroxina e triiodotironina ) são encontradas no núcleo, e acredita-se que estejam em associação direta com um ou mais cromossomas.

Em geral, o número de receptores numa célula-alvo não o pertence constante dia após dia, ou até mesmo, minuto após minuto, uma vez que as próprias proteínas receptoras são geralmente destruídas e substituídas por novas, pelo mecanismo de síntese protéica da célula.

MECANISMO DOS SEGUNDOS MENSAGEIROS PARA A MEDIAÇÃO DAS FUNÇÕES HORMONAIS INTRACELULARES Um dos principais meios pelos quais os hormônios exercem ações intracelulares consiste em induzir a formação do ” segundo mensageiro ” AMPC na face interior da membrana celular. Por sua vez, o AMPC provoca todos ou quase todos os efeitos intracelulares do hormônio. O único efeito direto exercido pelo hormônio sobre a célula consiste em ativar um tipo específico de receptor de membrana. O segundo mensageiro faz o resto.

O AMPC não é o único sistema de segundo mensageiro utilizado pelos diferentes hormônios. Existem dois outros desses segundo mensageiro especialmente importantes: (a) íons cálcio e a calmodulina associada e (b) produtos de degradação dos fosfolipídios da membrana.

Após a ligação do receptor de membrana, a porção do receptor que faz protusão na face interior da membrana celular é ativada e transforma-se na enzima protéica ADENIL CICLASE. Por sua vez esta enzima produz a conversão imediata da grande parte do ATP citoplasmático em AMPC.

Uma vez formado o AMPC no interior da célula , ele ativa outras enzimas. Com este efeito geralmente ativa uma cascata de enzimas. Desta maneira, até mesmo a menor quantidade de hormônio atuando sobre a superfície celular é capaz de iniciar uma força ativadora em cascata muito poderosa em toda a célula.

Papel dos íons cálcio e da ” calmodulina ” como sistema de segundo mensageiro Ao penetrarem na célula, os íons cálcio ligam-se a uma proteína denominada “CALMODULINA”. Essa proteína possui 4 sítios distintos para liga cão de cálcio, ocorre alteração conformacional da estrutura molecular que ativa a calmodulina, efeitos semelhantes ao AMPC.

Por exemplo, ela ativa um grupo de enzimas diferentes das enzimas ativadas pelo AMPC, provocando, assim, a ocorrência de outro conjunto de reações metabólicas intracelulares. Uma das funções específicas da calmodulina consiste em ativar a miosina quinase, que atua, diretamente sobre a miosina do músculo liso, causando a contração da musculatura lisa.

Isso representa quase a mesma quantidade de íons cálcio necessária na musculatura esquelética para ativar a troponina C, que por sua vez, promove a contração do músculo esquelético. Ë interessante observar que a troponina C é muito semelhante à calmodulina tanto na sua função quanto na sua estrutura protéica.

Ação dos hormônios esteróides sobre os genes envolvidos na síntese de proteínas.

Um segundo mecanismo importante para ação dos hormônios – especificamente os hormônios esteróides secretados pelo córtex supra-renal, pelos ovários e testículos – consiste na indução da síntese de proteína na células-alvo. A seguir, essas proteínas atuam como enzimas, como proteínas de transporte ou como proteínas estruturais que, por sua vez, ativam outras funções celulares.

A seqüência de eventos na função esteróides é a seguinte:1. 1. O hormônio esteróide penetra no citoplasma célula, onde se liga a proteína receptora específica.

2. 2. A seguir, a combinação proteína receptora/hormônio sofre difusão ou é transportada até o núcleo.

3. 3. A combinação receptor/hormônio liga-se em pontos específicos dos filamentos de ADN nos cromossomas, ativando o processo de transcrição de genes específicos para formar ARN-Mensageiro.

4. 4. O ARN-Mensageiro difunde-se para o citoplasma, onde promove o processo de tradução nos ribossomas, com a conseqüente síntese de novas proteínas.

Ação dos hormônios tireóideos no núcleo da célula

Os hormônios tireóideos produzem , tiroxina e triodotironina.

Dois aspectos importantes da função dos hormônios tireóideos no núcleo são:1. 1. Ativa o mecanismo genético para a síntese de muitos tipos diferentes de proteínas intracelulares – provavelmente, uma centena ou mais delas. Muitas são enzimas que promovem aumento da atividade metabólica em praticamente todas as células do organismo.

2. 2. Uma vez ligados aos receptores intracelulares , os hormônios tireóideos podem continuar a exercer suas funções em controle durante dias ou semanas.

Existem dois fatores diferentes podem aumentar ou diminuir a concentração de um hormônio no sangue, um deles é a velocidade de secreção de hormônio. O segundo diz respeito a velocidade de remoção do hormônio no sangue, conhecido como DEPURAÇÃO METABÓLICA.

O HORMÔNIO HIPOFISÁRIO E SEU CONTROLE PELO HIPOTÁLAMO A hipófise também conhecida pela glândula pituitária, é uma pequena glândula com cerca de 1 cm de diâmetro e peso de 0,5 a 1 g. localizada na CELA TÚRSICA, na base do cérebro, está ligada ao hipotálamo pelo PEDÚNCULO HIPOFISÁRIO.

Do ponto de vista fisiológico, a hipófise pode ser dividida, em duas partes distintas: O LOBO ANTERIOR DA HIPÓFISE, também conhecido como ADENO-HIPÓFISE. Entre estas duas partes existem uma pequena zona relativamente avascular, denominada parte intermédia, (quase ausente no homem).

A origem do lobo anterior da hipófise a partir do epitélio faríngeo explica a natureza epitelóide de suas células, enquanto a origem do lobo posterior a partir do tecido neural explica a presença de grande número de célula do tipo glial nessa glândula.

O lobo anterior da hipófise secreta seis hormônios muito importantes, além de vários outros de menor importância, enquanto o lobo posterior secreta dois hormônios importantes. Os hormônios da adeno–hipófise desempenham papeis relevantes no controle das funções metabólicas em todo o organismo.

1. 1. O Hormônio do crescimento promove o crescimento do animal ao afetar a síntese das proteínas, bem como a multiplicação e a diferenciação celulares.

2. 2. Corticotropina controla a secreção de alguns hormônios córtico–supra– renais, que por sua vez, afetam o metabolismo da glicose, proteínas e gorduras.

3. 3. O Hormônio tíreo-estimulante (tireotropina) controla a velocidade de secreção de tiroxina pela glândula tireóide,e por sua vez, a tiroxina controla a velocidade da maioria das reações químicas em todo o organismo.

4. 4. A prolactina promove o desenvolvimento da glândula mamária e a produção de leite.

5. 5. Dois hormônios gonadotrópicos distintos.O Hormônio folículo-estimulante

6. 6. O hormônio luteinizante, controla o crescimento das gônadas bem como as suas atividades reprodutivas.

Os dois hormônios secretados pela neuro-hipófise desempenham outros papeis:

1. 1. Hormônio antidiurético (também denominado vasopressina) controla a secreção de água na urina, e dessa maneira ajuda a controlar a concentração de água nos líquidos corporais.

2. 2. A ocitocina (A) ajuda a liberar o leite das glândulas da mama para os mamilos durante a sucção e (b) possivelmente, participa do parto ao final da gravidez.

O lobo anterior da hipófise contém muitos tipos diferentes de células secretoras, existe um tipo celular para cada tipo de hormônio principal sintetizado nessa glândula.

Ë possível diferenciar cinco tipos celulares:1. 1. Somatotropo – Hormônio de crescimento Humano (hGH)

2. 2. Corticotropos – Corticotropina (ACTH)

3. 3. Tireotropos – Hormônio tíreo-estimulante

4. 4. Gonadotropos – Hormônios gonadotrópicos, que incluem Hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo-estimulante ( FSH )

5. 5. Lactotropos – Prolactina (PRL)

Cerca de 30 a 40% das células de adeno hipófise consiste em somatropos que secretam hormônio do crescimento, enquanto cerca de 20% são representados por corticotropos que secretam ACTH. Os demais tipos celulares secretam hormônios extremamente potentes que controlam a função da tireóide, as funções sexuais e a secreção de leite pelas mamas.

CONTROLE DA SECREÇÃO HIPOFISÁRIA PELO HIPOTÁLAMO Quase todas as secreções da hipófise são controladas por sinais hormonais ou nervosos provenientes do hipotálamo. Quando se remove a hipófise de sua posição normal sob o hipotálamo, transplantando-a para alguma outra parte do corpo, a velocidade de secreção de seus diferentes hormônios (à exceção da prolactina) cai para níveis muito baixos, atingindo a zero nos casos de alguns hormônios.

A secreção do lobo posterior da hipófise é controlada por sinais nervosos que se ignoram no hipotálamo e terminam na neuro-hipófise. Em contraste, a secreção pelo lobo anterior da hipófise é controlada por hormônios denominados Hormônios( ou fatores ) hipotalâmicos de liberação ou inibição secretados pelo próprio hipotálamo, e posteriormente, transportados até a adeno-hipófise por meio de pequenos vasos sangüíneos, conhecidos como vasos porta hipotalâmico-hipofisários. Na adeno-hipófise, esse hormônios de liberação e inibição atuam sobre as células glandulares, controlando sua secreção.

O hipotálamo recebe sinais de quase todas as fontes possíveis do sistema nervoso. Assim, quando o indivíduo é exposto a dor, parte do sinal doloroso é transmitido para o hipotálamo. De forma semelhante, quando uma pessoa tem algum pensamento depressivo ou excitatório forte, parte do sinal é transmitido para o hipotálamo. Os estímulos olfativos, que denotam odores agradáveis ou desagradáveis, transmitem fortes sinais para o hipotálamo, que diretamente ou por meio dos núcleos amigdalóides. Mesmos as concentrações de nutrientes, eletrólitos, água e vários hormônios excitam ou inibem várias porções do hipotálamo. O hipotálamo é um centro coletor de informações relacionado com o bem estar interno do organismo; por sua vez, grande parte desta informação é utilizada no controle de secreções dos numerosos hormônios hipofisários importantes.

HORMÔNIO DE CRESCIMENTO O hormônio de crescimento, ao contrario dos demais hormônios, não atua por meio de uma glândula-alvo, mas exerce seus efeitos sobre todos ou quase todos os tecidos do organismo. Atua também no sentido de aumentar o tamanho das células e o número de mitoses, com formação de número aumentado de células; além disso esta envolvido na diferenciação específica de certos tipos de células, como as células de crescimento ósseo e as células musculares no estágio inicial da maturação.

O hormônio do crescimento aumenta as proteínas corporais, utiliza as reservas de gordura e conserva os carboidratos para suprimento de energias.

Verificou-se que o hormônio de crescimento estimula o fígado (e em menor grau, os outros tecidos) a formar diversas proteínas pequenas; denominadas somatomedinas, que por sua vez, possuem o efeito muito poderoso de aumentar todos os aspectos de crescimento ósseo.

A Somatomedina-C também possui efeitos semelhantes aos da insulina, promovendo o transporte da glicose através das membranas. Por conseguinte, também recebeu a denominação de fator de crescimento insulino-mimétrico ou IGF-G.

SISTEMA ENDÓCRINO

Regulação da secreção de hormônio do crescimento

Depois da adolescência, a secreção de hormônio diminui apenas lentamente com a idade , caindo por fim, para cerca 25% do nível da adolescência nas idades muito avançadas. Sua concentração aumenta durante as primeira 2 horas de sono profundo e exercícios intensos.

Em condições muito graves de desnutrição protéica, o suprimento adequado de calorias não é, por si só, suficiente para corrigir a produção excessiva de hormônio de crescimento, mas aumentando os níveis de carboidratos acima do normal da dieta, pode-se manter o nível do hormônio do crescimento.

De forma semelhante, todos os sinais hipotalâmicos relacionados a emoção, estresse e traumatismo também pode afetar o controle hipotalâmico de hormônio de crescimento. De fato as experiências definitivas demonstram que as catecolaminas, a dopamina e a serotonina, liberadas por diferentes sistemas neurais do hipotálamo, aumenta a velocidade de secreção do hormônio de crescimento.

A maior parte de controle do hormônio de crescimento é mediada provavelmente mais pelo hormônio de liberação do hormônio de crescimento do que pelo hormônio inibidor, a somatostina. É importante assimilar que a somatostina ´e secretada pelas células delta das ilhotas de Langerhans do pâncreas e que esta pode inibir a secreção de insulina e de glucagon pelas células beta e alfa das ilhotas de Langerhans, da mesma maneira que tem a capacidade de inibir a secreção Adeno-hipofisária de hormônio de crescimento.

Em resumo, nosso conhecimento atuais a respeito da regulação da secreção de hormônio do crescimento não são suficientes para montar um quadro completo. Contudo, devido a seu incontestável efeito prolongado sobre a síntese de proteínas e o crescimento dos tecidos, fica-se inclinado a propor que o principal fator de controle a longo prazo da secreção do hormônio do crescimento seja o estado nutricional dos próprios tecidos, em particular seu nível de nutrição protéica. Isto é, a deficiência nutricional ou a necessidade excessiva de proteínas celulares pelos tecidos – por exemplo, após um período de exercício intenso quando o estado nutricional dos músculos fica comprometido – aumentaria de alguma forma a velocidade de secreção de hormônio de crescimento. Por sua vez, o hormônio de crescimento promoveria a síntese de novas proteínas já presente nas células.

O LOBO POSTERIOR DA HIPÓFISE E SUA RELAÇÃO COM O HIPOTÁLAMO O lobo posterior da hipófise, também denominado neuro-hipófise, é formado basicamente por células do tipo glial, denominadas pituícitos. Os pituícitos não secretam hormônio na verdade, atuam simplesmente como estrutura de sustentação para grande número de fibras nervosas terminais e terminações nervosas de feixes nervosos que se originam nos núcleos supra-ópticos e paraventriculares do hipotálamo.

Secretam dois hormônios o lobo posterior da hipófise:

1. 1. HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH), TAMBÉM DENOMINADO COMO VASOPRESSINA

2. 2. OCITOCINA

Os hormônio são inicialmente sintetizados nos corpos celulares dos núcleos supra-óticos e paraventriculares e, a seguir, transportados até as terminações nervosas na neuro-hipófise, em combinação com proteínas transportadoras, denominadas ” neurofisinas “, exigindo vários dias para chegar a glândula.

O ADN é formado principalmente nos núcleos supra-óticos, enquanto a ocitocina é sintetizada primariamente nos núcleos paraventriculares.

É importante assinalar que esses dois hormônios são quase idênticos, exceto que, na vasopressina, a fenilalanina e a arginina substituem a isoleucina da molécula de ocitocina. A semelhança das moléculas explica sua similaridade parcial.

Funções fisiológicas do hormônio antidiurético

( VASOPRESSINA )

Na ausência de ADH, os túbulos e dutos coletores são quase totalmente impermeáveis à água, impedindo reabsorção significativa de água, e portanto permitindo perda extrema de água na urina. Por outro lado, em presença de ADH, a permeabilidade dos dutos e túbulos coletores à água aumenta muito e possibilita a absorção da maior parte de água à medida que o líquido tubular passa por esses dutos, conservando, assim, água no organismo.

O mecanismo preciso pelo qual o ADH atua sobre os dutos no sentido de aumentar-lhes a permeabilidade é apenas parcialmente conhecido. O hormônio provoca alterações estruturais especiais nas membranas apicais da células epiteliais tubulares.

Essas alterações resultam no estabelecimento temporário de numerosos poros novos que permitem a livre difusão de água entre os líquidos tubular e peritubular. A seguir, a água é absorvida dos túbulos e dutos coletores por osmose.

REGULAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ADH

Quando se injeta uma solução eletrolítica concentrada na artéria que supre o hipotálamo, os neurônios de ADH nos núcleos supra-óticos e paraventriculares imediatamente transmitem impulsos até o lobo posterior da hipófise, com liberação de grande quantidade de ADH no sangue circulante.

Efeitos vasoconstritores e pressores do ADH e aumento da secreção de ADH causado pelo baixo volume sangüíneo

Além do efeito das diminutas concentrações de ADH, no aumento da concentração de água pelos ríns, o hormônio, quando presente em concentração mais elevadas, exerce efeito muito poderoso sobre a constrição das arteríolas no organismo e, por conseguinte sobre a elevação da pressão arterial. Por essa razão, o ADH também é conhecido como vasopressina.

Um dos estímulos para a secreção muito intensa de ADH (vasopressina) é a redução do volume sangüíneo. Esse estímulo torna-se especialmente forte quando o volume sangüíneo diminui por 15 a 20%, de modo que a velocidade de secreção do hormônio aumenta algumas vezes por até 20 a 50 vezes o normal.

O mecanismo envolvido é: Os átrios, em particular o átrio direito, possuem receptores de estiramento que são excitados pelo enchimento excessivo. Quando excitados, esses receptores enviam sinais até o cérebro para inibir a secreção de ADH. Por outro lado, quando não excitados devido a enchimento insuficiente, enviam sinais opostos, a fim de aumentar acentuadamente a secreção de ADH. Além dos receptores de estiramento atriais, a distensão diminuída dos barroreceptores das regiões carótida, aórtica e pulmonar também participa do aumento da secreção de ADH.

HORMÔNIO OCITÓCICO Uma substância ocitócica é a que causa a contração do útero grávido. O hormônio ocitocina, como sugere o seu nome, estimula poderosamente o útero grávido, sobretudo ao final da gestação. Muitos obstetras acreditam que esse hormônio seja, pelo menos em parte, responsável pelo nascimento do bebê.

Essa suposição apóia-se nos seguintes fatos:

1. 1. No animal hipofisectomizado, a duração do trabalho de parto é prolongada, indicando um possível efeito da ocitocina durante o parto.

2. 2. A quantidade de ocitocina no plasma aumenta durante o trabalho de parto, sobretudo durante o último estágio.

3. 3. A estimulação do colo na fêmea grávida induz sinais nervosos que passam para o hipotálamo e causam secreção aumentada da ocitocina.

A ocitocina desempenha um papel especialmente importante no processo de lactação, cujo efeito é muito mais certo do que seu possível papel no parto. Na lactação, a ocitocina induz a passagem do leite dos alvéolos para os dutos, de modo que o bebê possa alimentar-se por sucção.

O estimulo da sucção do mamilo produz sinais que são transmitidos ao cérebro pelos nervos sensitivos. Por fim, esses sinais chegam aos neurônios de ocitocina nos núcleos paraventriculares e supra-ópticos do hipotálamo, ocasionando a liberação da ocitocina. A seguir o hormônio é transportado pelo sangue até as mamas, onde causam a contração das células miopiteliais, que se situam por fora dos alvéolos e que formam uma rede, circundando-os. Em menos de 1 minuto após o inicio da sucção, o leite começa a fluir. Este mecanismo é conhecido como descida do leite ou ejeção do leite.

PATOLOGIA – GIGANTISMO

As células acidófilas da adeno-hipófise, que produzem hormônios do crescimento, tornam-se excessivamente ativas, podendo ocorrer inclusive, o desenvolvimento de tumores acidófilos na glândula. Em conseqüência ocorre produção de grandes quantidades de hormônio do crescimento. Todos os tecidos do corpo crescem rapidamente, inclusive os ossos, e se o distúrbio ocorrer antes da adolescência, isto é, antes da fusão das epífese com as diáfese dos ossos longos , o indivíduo cresce em altura, transformando-se num gigante.

No geral o gigante apresenta hiperglicemia, e as células beta da ilhotas de Langerhans do pâncreas tendem a degenerar, em parte devido sua hiperatividade, decorrente da hiperglicemia, em parte, devido a um efeito direto de estimulação excessiva do hormônio do crescimento sobre as células das ilhotas.

OS HORMÔNIOS METABÓLICOS DA TIREÓIDE A glândula tireóide, que se localiza imediatamente abaixo da laringe, em ambos os lados da traquéia e na sua parte anterior, secreta dois hormônios importantes, a tiroxina e a triiodotironina, comumente denominados T4 e T3, que exercem profundos efeitos aumentando o metabolismo do organismo. A tireóide também secreta calcitonina, um importante hormônio relacionado ao metabolismo do cálcio.

A secreção da tireóide é controlada primariamente pelo hormônio tíreo-estimulante (TSH), secretado pelo lobo anterior da hipófise.

FORMAÇÃO E SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREÓIDEOS Cerca de 90% do hormônio secretado pela glândula tireóide consiste em tiroxina, e 10% em triiodotironina. A maior parte da tiroxina é eventualmente convertida em triiodotironina nos tecidos. A triiodotironina é cerca de 4 vezes mais potente que a tiroxina, mas ocorre em quantidades bem menores na circulação sangüínea e persiste por período de tempo menor que a tiroxina.

Anatomia fisiológica da glândula tireóide A glândula tireóide é constituída por numerosos folículos fechados, repletos de uma substância secretora denominada colóide, e revestida por células epitelióides cubóides, que secretam seus produtos no interior dos folículos. O principal componente do colóide é uma grande glicoproteína, a tireoglobulina, que contém os hormônios tireóides em sua molécula. Após a secreção ter alcançado o interior do folículo, ela deve ser reabsorvida, através do epitélio folicular, para o sangue poder atuar no organismo. A tireóide possui um fluxo sangüíneo que corresponde a cerca de cinco vezes o peso da glândula por minuto.

Necessidade de iodo para a formação de tiroxina Para a síntese de quantidades normais de tiroxina, são necessários cerca de 50 mg de íodo na dieta por ano, na forma de iodetos.

Os iodetos ingeridos por via oral são absorvidos pelo tubo gastrintestinal e passam para o sangue de modo aproximadamente igual ao dos cloretos. A maior parte é rapidamente excretada pelos ríns, enquanto cerca de um quinto é seletivamente removido da circulação pelas células da tireóide e utilizado na síntese dos hormônios tireóideos.

As células tireóides são típicas células glandulares secretoras de proteínas. O retículo endoplasmático e o aparelho de golgi sintetizam e secretam nos folículos uma grande molécula de glicoproteína, denominada reoglobulina.

Cada molécula de tireoglobulina contém resíduos de tiroxina, que constituem os principais substratos que se combinam com o iodo para formar os hormônios tireóideos. Esses hormônios são formado no interior da molécula de tireoglobulina.

Além de secretar a tireoglobulina, as células glandulares também processam o iodo e fornecem as enzimas e outras substâncias necessárias para a síntese dos hormônios tireóideos.

Duração de ação dos hormônios tireóideos Após a injeção de grande quantidade de tiroxina no ser humano, praticamente não se verifica qualquer efeito sobre o metabolismo durante 2 ou 3 dias, indicando assim, a existência de um período longo antes de aparecer a atividade hormonal. Uma vez iniciada essa atividade, ela aumenta de modo progressivo e atinge seu valor máximo em 10 a 12 dias, e diminui , com cerca de meia vida aos 15 dias, parte das atividades persiste por 6 semanas a 2 meses.

As ações da triiodotironina são cerca de 4 vezes mais rápidas que as de tiroxina, com período latente de apenas de 6 a 12 horas e atividade celular máxima dentro de 2 a 3 dias.

Os hormônios tireóideos aumentam as atividades metabólicas de todos ( ou quase todos ) os tecidos do organismo.

O metabolismo basal pode aumentar por até 60 a 100% acima do normal, quando são secretadas grandes quantidades desses hormônios. A velocidade de utilização dos alimentos para a obtenção de energia fica acentuadamente acelerada. Apesar de a velocidade da síntese protéica ficar aumentada, a velocidade de seu catabolismo também é aumentada. A velocidade de crescimento dos indivíduos jovens exibe aceleração acentuada. Os processos mentais são estimulados, e a atividade de muitas das glândulas endócrinas aumenta.

Efeito dos hormônios tireóideos sobre as mitocôndreas Principais funções da tiroxina pode consistir principalmente em aumento do número e da atividade das mitocôndrias, que aumentam, por sua vez, a velocidade de formação de trifosfato de adenosina (ATP) para energizar a função celular.

Efeito do hormônio tireóideo sobre o aumento do transporte ativo dos íons através das membranas celulares.

Há enzimas que aumentam em resposta ao hormônio tireóideo. Por sua vez, essa enzima acelera a velocidade de transporte do sódio e do potássio através da membrana celular de alguns tecidos. Como esse processo utiliza energia e também aumenta a quantidade de calor produzida no organismo, foi também sugerido que esse poderia ser um dos mecanismos pelos quais o hormônio tireóideo aumenta o metabolismo do corpo. Com efeito, o hormônio tireóideo também atua sobre as membranas celulares na maioria das células, tornando-as permeáveis aos íons sódio, com a conseqüente ativação da bomba de sódio e aumento adicional da produção de calor.

O hormônio tireóideo exerce efeitos gerais específicos sobre o crescimento.

Um importante efeito do hormônio tireóideo é a promoção do crescimento e o desenvolvimento do cérebro durante a vida fetal e durante os primeiros anos de vida pós-natal.

EFEITOS DO HORMÔNIO TIREÓIDEO SOBRE OS MECANISMOS ESPECÍFICOS DO ORGANISMO Efeito sobre o metabolismo dos carboidratos. O hormônio tireóide estimula quase todos aspectos do mecanismo dos carboidratos, incluindo a rápida captação de glicose pelas células, aumento da glicose e da gliconeogênese, maior velocidade de absorção pelo tubo gastrintestinal e, inclusive, aumentando a secreção de insulina, com os conseqüentes efeitos secundários sobre o metabolismo dos carboidratos. Todos esses efeitos resultam provavelmente do aumento global das enzimas ocasionado pelo hormônio tireóideo.

Efeito sobre o metabolismo das gorduras. Praticamente todos os aspectos do metabolismo das gorduras também são intensificados sobre influência do hormônio tireóideo. Como as gorduras constituem a principal fonte de suprimento de energia a longo prazo, as reservas de gordura do organismo sofrem maioria grau de depressão do que a maioria dos outros elementos teciduais. Os lipídios, em particular, são mobilizados do tecido adiposo, aumentando a concentração de ácido graxos livres no plasma; o hormônio tireóideo também acelera acentuadamente a oxidação de ácidos graxos livres pelas células.

Efeito sobre as gorduras plasmáticas e hepáticas. O aumento do hormônio tireóideo diminui a quantidade de colesterol, de fosfolipídios e de triglicerídios no plasma, embora aumente os ácidos graxos livres. Por outro lado, a secreção diminuída de hormônio tireóideo eleva muito a concentração de colesterol, fosfolipídios e triglicerídios e quase sempre provoca deposição excessiva de gordura no fígado. No hipotireoidismo prolongado, o aumento acentuado do colesterol plasmático circulante está quase sempre associado ao desenvolvimento de arteriosclerose grave.

Efeito sobre o metabolismo das vitaminas. Como o hormônio tireóideo aumenta as quantidades de numerosas e diferentes enzimas, e como as vitaminas são partes essenciais de algumas enzimas ou co-enzimas, o hormônio tireóideo provoca aumento das necessidades de vitaminas.

Efeito sobre o metabolismo basal. Como o hormônio tireóideo aumenta o metabolismo em quase todas as células do organismo, a presença de quantidades excessivas do hormônio pode, em certas ocasiões, aumenta o metabolismo basal por até 60 a 100% acima do normal.

Efeito sobre o peso corporal. A produção acentuada de hormônio tireóideo diminui quase sempre o peso corporal, enquanto a forte redução de sua produção aumenta quase sempre o peso corporal. Esses efeitos nem sempre são observados , visto que o hormônio tireóideo aumenta o apetite, o que pode contrabalançar a alteração do metabolismo.

Efeito sobre o sistema cardiovascular. O aumento do metabolismo dos tecidos determina a utilização de oxigênio mais rápida do que o normal, além de causar liberação de produtos de degradação do metabolismo dos tecidos em quantidade maior do que a normal. Esses efeitos produzem vasodilatação na maioria dos tecidos, como o conseqüente aumento do fluxo sangüíneo. A velocidade do fluxo sangüíneo na pele aumenta, em virtude de maior necessidade de eliminação de calor.

Em conseqüência do fluxo sangüíneo aumentado, o débito cardíaco também aumenta, atingido por vezes 60% ou mais acima de seu valor normal na presença de hormônio tireóideo em quantidade excessivas, mais caindo para apenas 50% de seu valor normal no hipotireoidismo grave.

Força dos batimentos cardíacos. O aumento da atividade enzimática ocasionada pela maior produção de hormônio tireóideo intensifica aparentemente a força do coração quando ocorre secreção de ligeiro excesso de hormônio tireóideo. Esse processo é análogo ao aumento da força dos batimentos cardíacos que ocorre nas febres baixas e durante o exercício. Quando o hormônio tireóideo está muito aumentado, a força do músculo cardíaco fica deprimida, devido ao catabolismo protéico excessivo, alguns pacientes com tireotoxicose grave falecem por descompensação cardíaca secundária à insuficiência do miocárdio e o aumento da carga cardíaca imposto pelo débito aumentado.

Volume sangüíneo. O hormônio tireóideo provoca ligeiro aumento de volume sangüíneo. é provavelmente que esse efeito resulte, pelo menos em parte, da vasodilatação que permite o acúmulo de quantidades aumentadas de sangue no sistema circulatório.

Pressão arterial. Em geral, não ocorre qualquer modificação da pressão arterial média. Entretanto, devido ao aumento do débito sistólico em cada batimento cardíaco e ao aumento do fluxo sangüíneo pelos tecidos entre os batimentos, a pressão do pulso se eleva, com o aumento da pressão sistólica no hipertireoidismo de 10 a 15 mmhg e redução correspondente na pressão diastólica.

Efeito sobre a respiração. O aumento do metabolismo intensifica a utilização de oxigênio e a formação de dióxido de carbono: esses efeitos ativam todos os mecanismos que aumentam a freqüência e a profundidade da respiração.

Efeito sobre o tubo gastrintestinal. Além de aumentar o apetite e a ingestão de alimentos, o hormônio tireóideo também aumenta a velocidade de secreção dos sulcos digestivos, como a motilidade do tubo gastrintestinal. Com a freqüência, verifica-se a presença de diarréia. A falta de hormônio tireóideo causa constipação.

Efeito sobre o sistema nervos central. O hormônio tireóideo, aumenta a rapidez da aceleração, mas com freqüência , também a dissocia. A falta de hormônio tireóideo diminui essa função. O indivíduo hipertireóideo está sujeito a apresentar nervosismo extremo e tendência psiconeuróticas, como complexo de ansiedade, preocupação extrema ou paranóia.

Efeito sobre a função dos músculos. Um ligeiro aumento da secreção do hormônio tireóideo determina vigorosamente reação muscular, todavia, quando a quantidade de hormônio se torna excessiva, ocorre fraqueza muscular devidoa ao catabolismo excessivo as proteínas. A falta de hormônio tireóideo faz com que a reação dos músculos seja extremamente lenta, com relaxamento lento após a contração.

Tremor muscular. Um dos sinais mais característicos do hipertireoidismo é o tremor muscular fino. Não se trata de tremor grosseiro que ocorre na doença de Parkinson ou no calafrio, visto que atinge rápida freqüência de 10 a 15 vezes por segundo. O tremor pode ser facilmente observado ao colocar uma folha de papel sobre os dedos estendidos e ao se verificar o grau de vibração de papel. Acredita-se que esse temor seja causado pela maior reatividade das sinapses neuronais nas áreas da medula que controlam o tônus muscular. O tremor constitui um meio importante de se avaliar o grau de efeito do hormônio tireóideo sobre o sistema nervoso central.

Efeito sobre o sono. Devido ao efeito exaustivo do hormônio tireóideo sobre a musculatura e o sistema nervoso central, o indivíduo hipertireóideo tem quase sempre a sensação de fadiga constante; entretanto, devido aos efeitos excitatórios do hormônio tireóideo sobre as sinapses, o sono torna-se difícil. Por outro lado a sonolência extrema é típica de hipotireoidismo.

Efeito sobre outras glândulas endócrinas. O aumento da secreção de hormônio tireóideo acelera a velocidade de secreção da maioria das outras glândulas endócrinas, mas também aumenta a necessidade por hormônios dos tecidos.

Efeito do hormônio tireóideo sobre a função sexual. Para que a função sexual seja normal , a secreção de hormônio tireóideo também precisa ser aproximadamente normal. Nos homens, a falta de hormônio tireóideo tende a causar perda total da libido; por outro lado, grandes excessos de hormônio quase sempre causam impotência. Nas mulheres, a falta de hormônio tireóideo produz com freqüência menorragia e polimenorréia, isto é, sangramento menstruais excessivos e freqüentes. Apesar de estranho, a falta de hormônio tireóideo em outras mulheres podem causar períodos irregulares e, em certas ocasiões, até mesmo amenorréia total. Como o homem a mulher hipertireóidea também está sujeita a redução acentuada da libido. Para tornar o quadro mais confuso ainda, a oligomenorréia, isto é, redução acentuada do sangramento menstrual, é comum na mulher hipertireóidea, resultando ocasionalmente em amenorréia.

A ação do hormônio tireóideo sobre as gônadas não pode ser atribuída a uma função específica, mas provavelmente resulta de combinação de efeitos metabólicos diretos sobre as gônadas e de efeito excitatório e inibidores operando por meios de hormônios adeno-hipofisários que controlam as funções sexuais.

REGULAÇÃO DA SECREÇÃO DO HORMÔNIO TIREÓIDEO O hormônio tíreo-estimulante (TSH) é um hormônio adeno-hipofisário. O TSH aumenta a secreção de tiroxina e de triiodotironina pela glândula tireóide.

Em resumo, o TSH aumenta todas as atividades conhecidas das células glandulares da tireóide.

Após a administração de TSH, o efeito inicial, mais importante consiste na proteólise da tireoglobulina, que determina a liberação de tiroxina e de triiodotironina no sangue dentro de 30 minutos. Os demais efeitos necessitam de várias horas ou até mesmo de alguns dias ou semanas para seu pleno desenvolvimento

Substâncias antitireóideas Os medicamentos que suprimem a secreção de tireóide são denominados substâncias antitireóideas mais bem conhecidas são o tiocianato, o propitiouracil e iodetos inorgânicos em altas concentrações. O mecanismo pela qual cada uma dessas substância bloqueia a secreção tireóidea diferem entre sí.

PATOLOGIA – Hipertireoidismo: Na maioria dos pacientes, toda glândula tireóide sofre um aumento de tamanho de até duas a três vezes o normal, com acentuada hiperplasia e pregueamento da célula folicular que reveste os folículos, de modo que o número de células aumenta várias vezes mais do que o aumento de tamanho. A velocidade de secreção de cada célula aumenta por várias vezes; estudos de captação com iodo radioativo mostram que algumas dessas glândulas hiperplásicas secretam hormônio tireóide com intensidade de até 5 a 15 vezes o normal.

O distúrbio raramente pode resultar em desenvolvimento de adenoma (tumor) localizado no tecido tireóide, que secreta grandes quantidades de hormônio tireóideo. Um dos efeitos do adenoma, é que, enquanto continua secretando grandes quantidades de hormônio , a função do resto da glândula tireóide fica quase totalmente inibida, visto que o hormônio tireóideo secretado pelo adenoma deprime a produção hipofisária de TSH.

OS HORMÔNIOS CÓRTIO – SUPRA – RENAIS As glândulas supra-renais situam-se nos pólos superiores de ambos os rins e pesam, cada um cerca de 4 g. Cada glândula é constituída por duas partes distintas, a medula supra-renal e o córtex supra-renal. A medula supra-renal que se localiza na parte central e corresponde a 20% da glândula, está funcionalmente relacionada ao sistema nervoso simpático; secreta os hormônios epinefrina e norepinefrina, em resposta a estimulação simpática.

O córtex supra-renal secreta um grupo totalmente diferente de hormônios, denominados corticosteróides. Todos esses hormônios são sintetizados a partir do esteróide colesterol, e todos possuem formas químicas semelhantes.

Os corticosteróides – mineralocorticóides, glicocorticóides e androgênios. Os dois tipos de hormônios córtico supra-renais, os mineralocorticóides e os glicocorticóides, são secretados pelo córtex supra-renal. Além desses hormônios ocorre secreção de pequenas quantidade de hormônios sexuais (androgênicos), que exercem aproximadamente os mesmos efeitos no organismo que o hormônio sexual masculino testosterona. Em condições normais esses hormônios androgênios são de pouca importância: com tudo em certas anormalidades do córtex supra-renal, podem ser secretados em quantidades extremas, podendo resultar em efeitos masculinizante.

Foram isolados mais de 30 esteróides diferentes do córtex supra-renal; entretanto, apenas dois são de grande importância para a função endócrina normal do ser humano: a aldosterona, que é o principal mineralocorticóide, e o cortisol, que é o principal glicocorticóide.

Química dos hormônios córtico supra-renais. Todos os hormônios córtico supra-renais são compostos esteróides. São formados principalmente a partir do colesterol absorvido diretamente do sangue circulante por endocitóse através da membrana celular. Essa membrana possui receptores específicos para as lipoproteínas de baixa densidade, que contém concentrações muito elevadas de colesterol, de modo que a fixação dessa lipoproteínas às membranas promove o processo endocitóse. Verifica-se também a síntese de pequenas quantidades de colesterol nas células corticais a partir da acetilcoenzima A; esse colesterol também pode ser usado para a formação de hormônios córtico supra-renais.

MINERALOCORTICÓIDES:

Aldosterona ( muito potente, responsável por quase 90% da atividade mineralocorticóide).

Desoxicorticosterona ( 1/15 da potência do aldosterona; secretada em quantidades muito pequenas ).

Corticosterona ( atividade muito pequena ).

9 x-flurocortisol ( sintético, ligeiramente mais potente do que a aldosterona).

Cortisol ( atividade muito leve, porém secretado em grandes quantidades).

Cortisona ( sintética, atividade pequena ).

GLICOCORTICÓIDES:

Cortisol ( muito potente, responsável por cerca de 95% de toda a atividade glicocorticóide ).

Corticosterona ( cerca de 4% da atividade glicocorticóide total, porém muito menos potente que o cortisol ).

Cortisona ( sintética, quase tão potente quanto o cortisol ).

Prednisona (sintética, 4 vezes mais potente do que o cortisol ).

Metilprednisona (sintética, 5 vezes mais potente do que o cortisol ).

Dexametazona (sintética, 30 vezes mais potente do que o cortisol ).

Com base nesta lista, torna-se evidente que alguns desses hormônios possuem essas atividades glicocorticóides e mineralocorticóide. É especialmente importante frisar que o cortisol possui pequena atividade mineralocorticóide, visto que algumas síndromes de secreção excessiva de cortisol podem causar efeitos mineralocorticóides significativos, juntamente com seus efeitos glicocorticóides muito mais poderosos.

Cerca de 25% da forma conjugada são excretados na bile e, a seguir nas fezes, sendo 75% restantes secretados na urina. As formas conjugadas desses hormônios são inativas.

Funções dos mineralocorticóides – aldosterona A perda total da secreção córtico supra-renal promove a morte do indivíduo dentro de 3 dias a 2 semanas, a não ser que ele receba terapia extensa com sal ou com mineralocorticóides. Na ausência de mineralocorticóides, a concentração de potássio no líquido extracelular aumenta acentuadamente, enquanto as concentrações de sódio e de cloreto diminuem verificando-se também a redução acentuada do volume do líquido extracelular total e do volume sangüíneo. Em pouco tempo, o indivíduo passa a apresentar débito cardíaco diminuído, que progride para um estado semelhante ao choque, seguido de morte. Toda essa seqüência pode ser evitada pela administração de aldosterona ou de algum outro mineralocorticóide. Os mineralocorticóides são considerados como a porção ” protetora da vida ” dos hormônios córticos supra-renais: os glicocorticóides, são igualmente necessário, permitindo ao indivíduo resistir aos efeitos destrutivos dos ” estresses ” físicos e mentais intermitentes da vida.

A aldosterona exerce quase 90% da atividade mineralocorticóide da secreção córtico supra-renal, mas o cortisol, o principal glicocorticóide secretado pelo córtex supra-renal, mas sua secreção e cerca de 80 vezes maior do que a aldestona.

Efeitos renais e circulatórios da aldosterona A função mais importante da aldosterona consiste em promover o transporte de sódio e de potássio através de algumas regiões das paredes dos túbulos renais e, em menor grau, o transporte de íons hidrogênio.

A aldosterona é responsável pela concentração do sódio no líquido extracelular, enquanto a maior quantidade de potássio é excretado na urina. A presença de altas concentrações de aldosterona no plasma pode diminuir a perda de sódio na urina, ao mesmo tempo, a perda de potássio na urina aumenta por várias vezes. A ausência total de secreção de aldosterona pode causar perda urinária de 20g de sódio por dia, uma quantidade igual a um quinto de todo o sódio corporal .

A perda excessiva de íons potássio do líquido extracelular sob a influência da aldosterona provoca grave redução da concentração plasmática de potássio.

Quando a queda a que da concentração de íons potássio atinge aproximadamente a metade do valor normal, verifica-se quase sempre o desenvolvimento de fraqueza muscular pronunciada. Essa fraqueza decorre das alterações das propriedades elétricas e das membranas das fibras musculares e nervosas impedindo a transmissão dos potenciais de ação.

Por outro lado, quando ocorre deficiência de aldosterona, a concentração de íons potássio do líquido extracelular pode aumentar acima da faixa normal. Quando a elevação atinge a 60 a 100% acima do normal, surge cardiotoxicidade grave, incluindo fraqueza da contração cardíaca e desenvolvimento de arritmias; a presença de concentrações ligeiramente maiores de potássio resulta inevitavelmente em morte cardíaca.

Efeito da aldosterona sobre as glândulas sudoríparas, as glândulas salivares e a absorção intestinal

O efeito sobre as glândulas sudoríparas é importante para conservar o sal corporal em ambientes quentes enquanto o efeito sobre as glândulas salivares é importante para conservar o sal quando ocorre perda de quantidade excessiva de saliva.

A aldosterona também aumenta muito a absorção intestinal de sódio, sobretudo no cólon, evitando, a perda de sódio nas fezes.

A ausência de aldosterona, a absorção de sódio no intestino pode ser muito deficiente, resultando em deficiência de absorção de ânios e de água. O cloreto de sódio e a água não absorvidos resultam em diarréia, com maior perda de sal no organismo.

Regulação da secreção da aldosterona Existem quatro fatores diferentes que desempenham papéis fundamentais na regulação da aldosterona. De acordo com sua provável ordem de importância, temos:

1. 1. Concentração de íons potássio no líquido extracelular

2. 2. Sistema da renina-angiotensina

3. 3. Concentração de íons sódio no líquido extracelular

4. 4. Hormônio corticotrópico (ACTH)

Dentro dos fatores supracitados, a concentração íons potássio e o sistema de renina-angiotensina são, sem dúvida alguma, os mais potentes para a regulação da secreção de aldosterona.

A aldosterona atua sobre os rins para ajudar a corrigir a concentração anormal de íons potássio no líquido extracelular e a função circulatória anomal.

FUNÇÕES DOS GLICOCORTICÓIDES

EFEITO DO CORTISOL SOBRE O METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS

Estimulação do gliconeogênese. O efeito metabólico mais bem conhecido do cortisol e de outros glicocorticóides sobre o metabolismo consiste na sua capacidade de estimular a gliconeogênese ( formação de carboidratos a partir de proteínas e algumas outras substâncias) pelo fígado, aumentando quase sempre a velocidade da gliconeogênese por até 6 a 10 vezes. Esse aumento resulta principalmente de dois efeito distintos do cortisol.

Em primeiro lugar, todas as enzimas necessárias para combater os aminoácidos em glicose estão aumentadas nas células hepáticas, em conseqüência dos efeitos dos glicocorticóides sobre a ativação da transição dos ADN nos núcleos dos hepatócitos, da mesma maneira que a aldosterona atua nas células tubulares renais, com formação de ARN-mensageiro responsáveis pela produção em série de enzimas necessárias para a gliconeogênese.

Em segundo lugar, o cortisol causa mobilização de aminoácidos dos tecidos extra-hepáticos, em particular dos músculos. Em conseqüência, existe maior quantidade disponível de aminoácidos no plasma, que entram no processo de gliconeogênese do fígado, promovendo assim, a formação de glicose.

Um dos efeitos da gliconeogênese aumentada é o aumento pronunciado do armazenamento de glicogênio nas células hepáticas.

SISTEMA ENDÓCRINO

Na presença de grandes excesso de cortisol, os músculos podem ficar tão fracos a ponto de o indivíduo ser incapaz de se levantar da posição agachada. Além disso, as funções de imunidade do tecido linfóide pode estar diminuídas, chegando a corresponder apenas pequena fração do normal.

Simultaneamente com a redução das proteínas corporais, as proteínas hepáticas aumentam. Além disso, verifica-se também o aumento das proteínas plasmáticas ( que são produzidas pelo fígado e liberadas no sangue ).

É possível que muitos dos efeitos do cortisol sobre os sistemas metabólicos do organismo sejam, principalmente, o resultados de sua capacidade de mobilizar aminoácidos a partir dos tecidos periféricos, aumentando ao mesmo tempo as enzimas hepáticas necessárias para os efeitos dos fígado ao reduzir a formação dos ARN-mensageiro apropriados.

Efeito do cortisol sobre o metabolismo das gorduras Embora o cortisol possa causar ligeiro grau de mobilização dos ácidos graxos do tecido adiposo, os indivíduos com secreção excessiva de cortisol quase sempre desenvolve um tipo peculiar de obesidade, com deposição excessiva de gordura no tórax e na cabeça, resultando em tronco semelhante ao do búfalo e em face arredondada de “lua cheia”. Os estudo efetuados a este respeito sugeriram que essa obesidade resulte da estimulação excessiva da ingestão de alimentos, de modos que alguns tecidos produzem gordura com velocidade maior que sua mobilização e oxidação.

Alguns dos diferentes tipos de estresse que aumentam a liberação de cortisol:1. 1. Traumatismo de quase qualquer tipo.

2. 2. Infecção.

3. 3. Calor ou frio intensos.

4. 4. Injeção de norepinefrina e de outras substâncias simpaticomiméticas.

5. 5. Intervenções cirurgicas.

6. 6. Injeções de substâncias necrozantes sob a pele.

7. 7. Encarceramento do animal do modo que ele não possa se mover.

8. 8. Quase todos os tipos de doença debilitante.

Uma ampla variedade de estímulos não específicos é capaz de ocasionar aumentos pronunciados da secreção do cortisol pelo córtex supra-renal.

Apesar de sabermos que a secreção do cortisol quase sempre aumentada acentuadamente em situações de estresse, ainda não sabemos ao certo porque esse efeito é benéfico para o animal. Uma suposição, provavelmente tão aceitável quanto qualquer outra, é de que os glicocorticóides promovem a rápida mobilização de aminoácidos e gorduras de suas reservas celulares, tornando-os disponíveis para o fornecimento de energia e para a síntese de outros compostos, incluindo glicóse, necessário para os diferentes tecidos do organismo. Foi demonstrado, que em alguns casos, que os tecidos lesados que sofrem depleção grave porém momentânea de proteínas podem utilizar os aminoácidos disponíveis para a síntese de novas proteínas essenciais à vida da célula. Além disso, é possível que os aminoácidos sejam utilizados para a síntese de substâncias essenciais, como purínas, purimidinas e fosforocreatina, que são necessária para a manutenção da vida celular e a reprodução de novas células.

Efeitos antiinflamatórios do cortisol Quando os tecidos sofrem lesão por traumatismo, infecção bacteriana ou qualquer outra causa, eles quase sempre ficam inflamados. Em algumas condições, a inflamação é mais prejudicial do que o próprio traumatismo ou a própria doença. A administração de grandes quantidades de cortisol pode, em geral, bloquear esta inflamação ou até mesmo reverter muito de seus efeitos.

Basicamente a inflamação pode ser dividida em cinco estágios principais:

1 – liberação pelas células do tecido lesado de substâncias químicas que ativam o processo inflamatório – substâncias químicas como histamina, enzimas proteolíticas etc;

2 – aumento do fluxo sangüíneo para a área inflamada, causa por alguns dos produtos liberados pelos tecidos, sendo o processo denominado eritema;

3 – perda de grandes quantidades de pasma quase puro dos capilares para a área lesada, seguida de coagulação do líquido tecidual, com conseqüente formação de edema do tipo não-depressível;

4 – infiltação da área por leucócitos,

5 – cicatrização do tecido, quase sempre efetuada, pelo menos em parte, pela formação de tecido fibroso.

Quando em quantidades muito grandes de cortisol são secretadas ou injetadas no indivíduo, o hormônio exerce dois efeitos antiinflamatórios básicos:

1 – bloqueia os estágios iniciais do processo inflamatório;

2 – se a inflamação já tiver começado, causa a rápida resolução do processo, com velocidade aumentada de cicatrização.

Mesmo a inflamação já estar bem estabelecida, a administração do cortisol, pode quase sempre reduzir o processo inflamatório no decorrer de poucas horas a vários dias. O efeito imediato observado é o bloqueio na maioria dos fatores que promovem a inflamação. A seguir, a velocidade de cicatrização também aumenta. Isso resulta provavelmente dos mesmos fatores, ainda não definidos, que permitem ao organismo não resistir a numerosos tipos outros tipos de estresse físico, quando ocorre secreção de grandes quantidades de cortisol: talvez o efeito seja decorrente da mobilização de aminoácidos e de sua utilização na reparação de tecíduos lesados; talvez resulte da disponibilidade de quantidades aumentadas de glicose e de ácidos graxos para a energia celular, ou talvez dependa de algum efeito do cortisol no sentido de inativar ou remover os produtos inflamatórios.

PATOLOGIA – ALDOSTERONISMO PRIMÁRIO

Ocorre um pequeno tumor de células na zona glomerular que secretam grandes quantidades de aldosterona. Em alguns casos, o córtex supra-renal hiperplásico secreta mais aldosterona do que cortisol. Os efeitos mais importante consiste em hipocalcemia, aumento ligeiro do volume de líquido extracelular e do volume sangüíneo, elevação muito leve da concentração plasmática de sódio, e quase sempre hipertensão.

OS HORMÔNIOS INSULINA E GLUCAGON O pâncreas, além de suas funções digestivas, secretam dois hormônios importantes, a insulina e o glucagon. O pâncreas é constituído por dois tipos principais de tecidos: (1) os ácinos, que secretam o suco digestivo no duodeno, e (2) as ilhotas de Langerhans, que não dispõe de qualquer meio para esvaziar suas secreções externamente, mais que secretam insulina e glucagon diretamente no sangue.

As ilhotas contém tr6es tipos principais de células, as células Alfa, Beta e Delta.

As células Beta, constituem cerca de 60% de todas as células, situam-se principalmente no meio de cada ilhota e secretam a insulina. As células de Alfa, que correspondem a cerca de 25% do total, secretam o glucagon. As células Delta, que formam cerca de 10% do total, secretam somatostatina. Além disso, existe pelo menos outro tipo de célula, a célula PP, encontrada em pequeno número nas ilhotas, que secretam um hormônio de função incerta, denominada polipeptídio pancreático.

A estreita inter-relação entre esses diferentes tipos celulares na ilhotas de Langerhans permite o controle direto da secreção de alguns dos hormônios pelos demais hormônios. Ex: a insulina inibe a secreção do glucagon, enquanto a somatostatina inibe a secreção de insulina e de glucagon.

Insulina e seus efeitos metabólicos Ele exerce profundo efeito sobre o metabolismo dos carboidratos. Além disso, as causa habituais de morte em pacientes diabéticos consiste em anormalidades do metabolismo da gordura, responsáveis pelo desenvolvimento de certas condições, como acidose, arteriosclerose. É evidente que a insulina afeta quase tanto o metabolismo dos lipídios e das proteínas quanto o dos carboidratos.

Quando a dieta é constituída de quantidades abundantes de alimentos fornecedores de energia, a insulina é secretada em grandes quantidades. Essa regra se aplica especialmente para carboidratos em excesso , em menor grau para as proteínas em excesso e ligeiramente para as gorduras.

A insulina desempenha um importante papel, no armazenamento das substâncias energéticas em excesso. No caso de carboidratos em quantidades excessivas, ela determina o seu armazenamento em forma de glicogênio, principalmente no fígado e nos músculos. Induz o armazenamento de gordura no tecido adiposo. Além disso, todos os carboidratos em excesso, que não podem ser armazenados sob forma de glicogênio são convertidos, sob o estímulo da insulina, em gorduras, e, também, armazenados no tecido adiposo. No caso das proteínas, a insulina exerce um efeito direto em promover a captação de aminoácidos pelas células e sua conversão em proteínas. Além disso, o hormônio inibe a degradação das proteínas que já se encontram presentes nas células.

Efeito da insulina sobre o metabolismo dos carboidratos Após uma refeição rica em carboidratos, a glicose absorvida pelo sangue provoca a rápida secreção de insulina, a insulina causa rápida captação, armazenamento e utilização da glicose por quase todos os tecidos do organismo, porém especialmente pelos músculos, pelo tecido adiposo e pelo fígado.

Efeito da insulina no sentido de promover o metabolismo da glicose no músculo. Durante a maior parte do dia, o tecido muscular não depende da glicose para sua energia, mais dos ácidos graxos. A principal razão disso é que a membrana do músculo em repouso é apenas ligeiramente permeável à glicose, exceto quando a fibra muscular é estimulada pela insulina. Entre as refeições, a quantidade de insulina secretada é pequena demais para promover a entrada de quantidade significativas de glicose nas células musculares.

Em duas condições, os músculos utilizam grandes quantidades de glicose. Uma delas e durante os períodos de exercício moderado a intenso. Essa utilização de glicose não exige grandes quantidades de insulina, visto que as fibras musculares em atividade, por razões desconhecidas, tornam-se altamente permeáveis à glicose, até mesmo na ausência da insulina, devido ao próprio processo de contração.

A Segunda condição em que o músculo utiliza grandes quantidades de glicose é observada durante o período de algumas horas após as refeições. O nível da glicemia apresenta-se elevado; além disso, o pâncreas secreta grandes quantidades de insulina, e essa insulina adicional é que provoca o rápido transporte de glicose para o interior das células musculares. Essa situação faz com que, neste período de tempo, a célula muscular passe a utilizar preferencialmente os carboidratos em relação aos ácidos graxos, visto que o fluxo de ácidos graxos a partir do tecido adiposo é fortemente inibido pela insulina.

Armazenamento do glicose nos músculos. Quando os músculos não estão em atividade durante o período pós-prandial, e a glicose é transportada em grande quantidades para as células musculares, a maior parte dessa glicose é armazenada sob a forma de glicogênio muscular, em vez de ser utilizada para a produção de energia, até um limite de concentração de cerca de 2%. Posteriormente o glicogênio pode ser utilizado como fonte de energia pelos músculos. Esse glicogênio é especialmente útil para curtos períodos de utilização extrema de energia pelos músculos e até mesmo para outros surtos de energias anaeróbicas durante alguns minutos, pela degradação glicolítica do glicogênio a ácido lático, que pode ocorrer até mesmo na ausência de oxigênio.

A insulina exerce efeito direto sobre a membrana da célula muscular, facilitando o transporte da glicose.

Efeito da insulina no sentido de promover a captação, o armazenamento e a utilização da glicose pelo fígado

Um dos efeitos de maior importância da insulina consiste em promover o armazenamento quase imediato no fígado da maior parte da glicose absorvida após a refeição, sob a forma de glicogênio. Entre as refeições, quando não há disponibilidade de alimentos e o nível de glicemia começar a declinar, o glicogênio hepático é novamente degradado em glicose, que retorna ao sangue para impedir que a glicemia sofra queda para níveis demasiadamente baixos.

O mecanismo pela qual a insulina induz a captação e o armazenamento de glicose no fígado inclui várias etapas quase simultâneas:

1 – A insulina inibe a fosforilase hepática, a enzima responsável pela degradação do glicogênio hepático em glicose. Obviamente esse efeito impede a degradação do glicogênio que já se encontram presente nas células hepáticas.

2 – A insulina provoca o aumento da captação de glicose do sangue pelas células hepáticas. Exerce essa ação ao aumentar a atividade da enzima glicoquinase, que induz a fosforilação inicial da glicose após sua difusão para o interior das células hepáticas.

Uma vez fosforilada, a glicose é temporariamente mantida no interior dos hepatócitos, visto que a glicose fosforilada é incapaz de se difundir novamente para fora através da membrana celular.

3 – A insulina também aumenta a atividade das enzimas que promovem a síntese de glicogênio, incluindo a fosfofrutoquinase, responsável pelo segundo estágio no processo de fosforilação da molécula de glicose, e a glicogênio sintetase, que atua na polimerização das unidades monossacarídicas utilizadas na formação das moléculas de glicogênio.

O efeito finais de todas as ações consiste em aumentar a quantidade de glicogênio no fígado. O glicogênio pode aumentar até um total de cerca de 5 a 6%^da massa hepática, o que equivale a quase 100g de glicogênio armazenamento.

Liberação da glicose pelo fígado entre as refeições. Após uma refeição, quando a glicemia começa a declinar para níveis baixos ocorre diversos eventos que induzem a liberação hepática de glicose de volta à circulação sangüínea:

1 – o nível decrescente da glicemia faz com que o pâncreas reduza sua secreção de insulina.

2 – a falta de insulina inverte todos os efeitos mencionados acima para o armazenamento de glicog6enio , interrompendo essencialmente qualquer síntese posterior do glicogênio pelo fígado impedindo qualquer captação hepática subseqüente de glicose da circulação sangüínea.

3 – a falta de insulina (em associação a aumento de glucagon) ativa a enzima fosforilase, responsável pela clivagem do glicogênio em glicose-fosfato.

4 – a enzima glicose fosfatasse, que estava inibida pela insulina, torna-se ativada pela falta de insulina e determina a clivagem do radical fosfato da glicose, permitindo a fusão da glicose livre para o sangue.

Após as refeições, o fígado remove do sangue a glicose que se encontra em excesso, desenvolvendo-a, se necessário, ao sangue circulante entre as refeições. Em condições normais, cerca de 60% da glicose presente na refeição são armazenados por esse processo no fígado e, posteriormente, desenvolvidos ao sangue.

Quando a quantidade de glicose que penetra nas células hepáticas é maior que a que pode se armazenada sob a forma de glicogênio, a insulina promove a conversão de todo esse excesso de glicose em ácidos graxos. Posteriormente, esses ácidos graxos são armazenados na forma de triglicerídios em lipoproteínas de densidade muito baixa e transportados até o tecido adiposo e depositados na forma de gordura.

Ausência do efeito da insulina sobre a captação e utilização de glicose pelo cérebro

O cérebro difere acentuadamente da maioria dos outros tecidos do organismo, portanto a insulina exerce pouco ou nenhum efeito sobre a captação ou a utilização da glicose. As células do cérebro são permeáveis à glicose sem intervenção da insulina.

As células do cérebro também diferem acentuadamente da maioria das outras células do organismo, visto que normalmente só utilizam a glicose para a obtenção de energia. É essencial que o nível da glicemia seja sempre mantido acima de um valor crítico, sendo essa uma das funções mais importantes do sistema de um controle da glicemia. Quando a glicose do sangue declina para os níveis muito baixos.

O transporte da glicose nas células adiposas é essencial para o fornecimento da fração glicerol da molécula de gordura para a deposição de gordura nessas células.

EFEITO DA INSULINA SOBRE O METABOLISMO DAS GORDURAS

O efeito a longo prazo da falta de insulina sobre o desenvolvimento de arteriosclerose extrema, resultando quase sempre em ataques cardíacos, insultos cerebrais e outros acidentes vasculares.

A insulina possui vários efeitos diferentes que levam ao armazenamento de gordura no tecido adiposo. A insulina aumenta a utilização de glicose pela maioria dos tecidos do organismo, o que automaticamente diminui a utilização de gordura, funcionando, como ” poupador de gordura “. A insulina também promove a síntese de ácidos graxos. Quase toda essa síntese ocorre nas células hepáticas, e os ácidos graxos são então transportados nas lipoproteínas até as células adiposas, onde são armazenados. Uma percentagem muito pequena da síntese ocorre nas próprias células nas próprias células adiposas.

Os diferentes fatores que levam a síntese aumentada de ácidos graxos no fígado incluem:

1. 1. A insulina aumenta o transporte de glicose para as células hepáticas. Quando a concentração de glicose no fígado atinge a 5 ou 6%, esse patamar inibe qualquer síntese adicional de glicogênio. Assim, toda glicose extra que penetra nas células hepáticas passa a ser disponível para formação de gordura. A glicose é inicialmente degradada a piruvato na via glicolítica, e, posteriormente, o piruvato é convertido em acetil-coenzima A, o substrato a partir do qual são sintetizados os ácidos graxos.

2. 2. Forma-se o extrato de íons citrato e isocitrato pelo ciclo do ácido cítrico quando são utilizadas quantidades excessivas de glicose para energia. Esses íons exercem efeito direto na ativação da acetil-coenzima A carboxilase, a enzima necessária para carboxilar a acetil-coenzima A, formando malonil-coenzima A, a primeira etapa da síntese dos ácidos graxos.

3. 3. Os ácidos graxos são então sintetizados em sua maior parte no próprio fígado e utilizados para formar triglicerídios, a forma habitual de armazenamento de gordura. Esses triglicerídios são liberados das células hepáticas para o sangue sob a forma de lipoproteínas. A insulina ativa a lipoproteína lipase nas paredes capilares do tecido adiposo, convertendo novamente os triglicerídios em ácidos graxos; essa etapa é essencial para que possam ser absorvidos pelas células adiposas, onde são novamente convertidos em triglicerídios e armazenados.

A insulina também possui dois outros efeitos essenciais que são necessário para o armazenamento de gordura nas células adiposas:

1. 1. A insulina inibe a ação da lipase sensível a hormônio. Trata-se da enzima responsável pela hidrólise dos triglicerídios já armazenados nas células adiposas. A liberação dos ácidos graxos na circulação sangüínea é inibida.

2. 2. A insulina promove o transporte de glicose através da membrana celular para as células adiposas exatamente da mesma maneira como favorece o transporte de glicose para as células musculares. Parte desta glicose é então utilizada para a síntese de pequenas quantidades e ácidos graxos, um efeito mais importante é que ela também forma grande quantidade de substâncias glicerofosfato. Essa substância fornece o glicerol que se combina com os ácidos graxos na formação dos triglicerídios, que constituem a forma de armazenamento de gordura nas células adiposas. Quando não há disponibilidade de insulina, até mesmo o armazenamento de grandes quantidades de ácidos graxos transportados do fígado sob a forma de lipoproteínas fica quase totalmente bloqueado.

Todos os processos de degradação da gordura e sua utilização no suprimento de energia estão acentuadamente aumentados na ausência da insulina. Essa situação é normalmente observada entre as refeições, quando a secreção de insulina é mínima; torna-se extrema no diabetes melito, quando a secreção de insulina é quase nula.

Os efeitos são os seguintes:

1. 1. Na ausência de insulina, todos os efeitos hormonais observados acima que levam ao armazenamento de gordura são revertidos. O efeito mais importante consiste na acentuada ativação da enzima lipase sensível a hormônio nas células adiposas. Essa enzima causa hidrólise dos triglicerídios armazenados, em conseqüente liberação de grande quantidade de ácidos graxos e de glicerol na circulação sangüínea. A concentração plasmática de ácidos graxos livres começa a aumentar em poucos minutos. A seguir, esses ácidos graxos livres passam a constituir o principal substrato energético utilizando por praticamente todos os tecidos do organismo, á exceção do cérebro

2. 2. O excesso de ácidos graxos no plasma também promove a conversão hepáticas de alguns deles em fosfolipídios e colesterol, isto é, depois dos principais produtos do metabolismo das gorduras. Essas substâncias juntamente com quantidade excessivas de triglicerídios formadas ao mesmo tempo no fígado, são então liberadas no sangue circulante sob forma de lipoproteínas – em particular a concentração aumentada de colesterol – determina o rápido desenvolvimento de arteriosclerose em indivíduos com diabete graves.

Efeito da insulina sobre o metabolismo as proteínas e o crescimento A insulina favorece a síntese das proteínas e também impedem sua degradação. Praticamente todo o armazenamento de proteínas cessa por completo quando não há disponibilidade de insulina. O catabolismo das proteínas aumenta, sua síntese cessa, e grande quantidades de aminoácidos são lançadas no plasma. A concentração plasmática de aminoácidos eleva-se de modo considerável, e a maior parte do excesso de aminoácidos é utilizada diariamente para energia ou como substrato para o processo de gliconeogênese. Essa degradação de aminoácidos também resulta em aumento da excreção urinária de uréia. A conseqüente depleção protéica constitui um dos mais graves efeito do diabete meilito grave. Pode resultar em fraqueza extrema, bem como em comprometimento de múltiplas funções orgânicas.

A administração do hormônio do crescimento ou de insulina, um de cada vez, praticamente não exerce qualquer efeito sobre o crescimento. A combinação de ambos os hormônios determina o crescimento.

A quantidade de glicemia influencia no aumento ou diminuição na liberação de insulina (+glicemia +insulina , -glicemia –insulina).

GLUCAGON E SUAS FUNÇÕES O glucagon é um hormônio secretado pelas células alfas das ilhotas de Langerhans quando o nível de glicemia diminui, possui múltiplas funções diariamente opostas às da insulina. A mais importante dessas funções consiste em levar o nível de glicemia, ou seja, o nível oposto da insulina.

O glucagon é também conhecido como ” Hormônio Hiperglicêmico “.

Efeitos sobre o metabolismo da glicose Os dois principais efeitos do glucagon sobre o metabolismo da glicose são: (1) degradação do glicogênio hepático (glicogenólise) e (2) aumento da gliconeogênese no fígado. Ambos os efeitos aumentam sobre maneira a disponibilidade de glicose para outros órgãos do corpo.

O efeito mais notável do glucagon reside na sua capacidade de provocar glicogenólise hepática, o que por sua vez, aumenta o nível de glicemia em poucos minutos.

Mesmo após o esgotamento de todo o glicogênio hepático sob a influência do glucagon, a infusão contínua desse hormônio ainda causa hiperglicemia contínua. Esse estado resulta do efeito do glucagon sobre o aumento da velocidade da gliconeogênese nas células hepáticas. O glucagon aumenta a extração de aminoácidos do sangue pelas células hepáticas, com a conseqüente disponibilidade de maiores quantidades para conversão de glicose.

Quando a concentração se eleva, é realizado o efeito mais importante, que é, a disponibilidade de quantidades aumentadas de ácidos graxos para o sistema energético do organismo, inibindo o armazenamento de triglicerídios no fígado, evitando a remoção de ácidos graxos do sangue pelo fígado; esse efeito também ajuda a fornecer quantidades adicionais de ácidos graxos para os outros tecidos do organismo.

O glucagon em concentração muito elevada também (1) aumenta a força cardíaca , (2) intensifica a secreção biliar e (3) inibe a secreção de ácidos gástricos.

A elevação de glicemia para níveis hiperglicêmicos diminui o glucagon plasmático; na presença de hipoglicemia, o glucagon é secretado é secretado em grandes quantidades. A presença de altas concentrações de aminoácidos, após uma refeição protéica, estimula a secreção de glucagon. Durante exercícios exaustivo, a concentração sangüínea de glucagon aumenta quase sempre até quatro a cinco vezes.

SOMATOSTATINA

Seu efeito sobre a inibição da secreção de glucagon e insulina

As células delta das ilhotas de Langerhans secretam o hormônio somatostatina. Possui meia-vida extremamente curta na circulação, da ordem de apenas 3 minutos. Quase todos os fatores relacionados a ingestão de alimentos estimulam a secreção de somatostatina. Incluem: (1) aumento da glicemia, (2) aumento da concentração de aminoácidos, (3) concentração aumentada de ácidos graxos, e (4) concentrações elevadas de vários hormônios gastrointestinais liberadas do tubo gastrintestinal superior em resposta à ingestão de alimentos.

Por sua vez a somatostatina exerce múltiplos efeitos inibidores:1. A somatostatina atua localmente no interior das próprias ilhotas de Langerhans, deprimindo a secreção de insulina e de glucagon.

3. 3. Reduz a motilidade do estômago, do duodeno e da vesícula biliar.

4. 4. a somatostatina diminui tanto a secreção quanto a absorção no tubo gastrintestinal.

O principal da somatostatina consistiria em ampliar o período de tempo durante o qual os nutrientes são assimilados no sangue. Ao mesmo tempo, o efeito da somatostatina no sentido de deprimir a secreção de insulina e de glucagon diminui a utilização dos nutrientes absorvidos pelos tecidos, impedindo, assim, a rápida exaustão dos alimentos e tornando-os disponíveis por maior período de tempo.

Além disso, é preciso lembrar que é a somatostatina é a mesma substância conhecida como hormônio de inibição do hormônio do crescimento, secretado pelo hipotálamo, que suprime a secreção adeno-hipofisária de hormônio de crescimento.

Sumário da regulação da glicemia No indivíduo normal a concentração de glicose no sangue é submetida a um controle muito rigoroso, geralmente na faixa de 80 e 90 mg/dl de sangue em jejum, pela manhã. Essa concentração é aumentada para 120 e 140 mg/dl durante a primeira hora após uma refeição; entretanto, os sistema de feedback envolvidos no controle da glicemia determinam o rápido retorno da concentração de glicose ao nível de controle, geralmente dentro de 2 horas após a última absorção dos carboidratos. Por outro lado, a inanição, a função de gliconeogênese do fígado fornece a glicose necessária para manter o nível de glicemia em jejum.

Apresentaremos os mecanismos que atuam para conseguir esse elevado grau de controle:1. 1. O fígado funciona como um sistema de tampão da glicemia muito importante. Quando a glicemia aumentada para concentrações muito elevadas após uma refeição, e a velocidade de secreção da insulina também aumenta, até dois terços de glicose absorvida pelo intestino são quase imediatamente armazenados no fígado, sob a forma de glicogênio. A seguir, durante as horas subseqüentes, quando ocorre o decline do nível de glicemia e da velocidade de secreção de insulina, o fígado libera a glicose para o sangue. Dessa maneira, o fígado diminui as flutuações do nível de glicemia em cerca de um terço das variações que de outro modo ocorreriam. Nos pacientes com hepatopatia grave, é quase impossível que o organismo mantenha a concentração de glicose no sangue dentro de sua estreita faixa normal.

2. 2. É evidente que tanto a insulina quanto o glucagon atuam como importantes sistemas de controle por feedback para manter a glicemia normal. Quando a concentração de glicose aumenta para níveis muito elevados, ocorre secreção de insulina; esta por sua vez, causa redução da glicemia até seu valor normal. Por outro lado, a redução do nível de glicemia, estimula a secreção de glucagon; este passa, então, a atuar na direção oposta, elevando a glicose para seus valores normais. Na maioria das condições normais, o mecanismo de feedback da insulina é muito mais importante que o mecanismo do glucagon; todavia, em situações de ingestão diminuída ou de utilização excessiva de glicose, durante o exercício ou em outras situações de estresse, o mecanismo do glucagon também adquire grande valor.

3. 3. Além disso, na presença de hipoglicemia, o efeito direto dos baixos níveis de glicemia sobre o hipotálamo estimula o sistema nervoso simpático. Por sua vez, a epinefrina secretada pelas glândulas supra renais provoca maior liberação de glicose pelo fígado. Esse processo também ajuda a proteger o organismo contra a hipoglicemia grave.

4. 4. Por fim, no decorrer de um período de várias horas a dias, tanto o hormônio de crescimento quanto o cortisol são secretados em resposta à hipoglicemia prolongada; ambos os hormônios reduzem a velocidade de utilização da glicose pela maioria das células do organismo. Isso também ajuda a normalizar i nível de glicemia.

IMPORTÂNCIA NA REGULAÇÃO DA GLICEMIA Poderíamos formular uma pergunta: Por que é tão importante manter uma concentração de glicose no sangue, visto que a maioria dos tecidos tem capacidade de efetuar um desvio para a utilização de gorduras e de proteínas como fonte de energia na ausência de glicose??

A resposta é que a glicose é o único nutriente que normalmente pode ser utilizado pelo cérebro, pela retina e pelo hepitélio germinativo da gônadas em quantidades suficientes para fornecer a energia necessária.

PATOLOGIA – HIPERINSULINISMO

É a produção aumentada de insulina, também ocorre ocasionalmente. Em geral, esse aumento da produção da insulina resulta de adenoma das ilhotas de Langerhans. Cerca de 10 a 15% desse adenoma são malignos, em certas ocasiões, ocorre metástase por todo o corpo a partir das ilhotas de Langerhans, com a conseqüente produção excessiva de insulina pelo câncer primário e suas metástase.

HORMÔNIO PARATIREÓIDEO, CALCITONINA, METABOLISMO DO CÁLCIO E DO FOSFATO, VITAMINA D, OSSOS Cálcio e fosfato no líquido extracelular e no plasma – função da vitamina D

Absorção intestinal de cálcio e de fosfato: O cálcio é pouco absorvido pelo tubo intestinal, o fosfato é facilmente absorvido na maior parte do corpo, exceto quando existe excesso de cálcio na dieta; o cálcio tente a formar compostos de fosfato de cálcio quase insolúveis, que não são absorvidos, mas passam pelos intestinos e são secretados nas fezes.

Cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados nas fezes, enquanto o décimo restante é eliminado na urina.

A excreção intestinal e urinária de fosfato: À excreção de fosfato excretada nas fezes, em combinação com o cálcio, quase todo o fosfato da dieta é absorvido no sangue a partir do intestino, posteriormente, excretado na urina.

O fosfato é uma substância com limiar, isto é, quando sua concentração plasmática está abaixo do valor crítico, não há perda de fosfato na urina: porém acima desta concentração critica, a perda do fosfato é diretamente proporcional ao novo aumento. O rim regula a concentração de fosfato no líquido extracelular, alterando sua excreção de acordo com a concentração plasmática.

A vitamina D na absorção do cálcio e do fosfato : A vitamina D exerce em potente efeito, aumentando a absorção de cálcio pelo tubo intestinal. É necessário que a vitamina D seja inicialmente convertida numa substância final ativa, série de uma reação no fígado e rim.

O mais importante desses compostos, denominado vitamina D3 ( colecalciferol ). A maior parte desta substância é formada na pele, como conseqüência da irradiação pelos raios ultravioletas do sol. A exposição adequada ao sol impede a o desenvolvimento de deficiência da vitamina D. O hormônio paratireóideo exerce potente efeito sobre a determinação dos efeitos funcionais da vitamina D no organismo, especialmente seus efeitos sobre a absorção de cálcio no intestino e seus efeitos sobre o osso.

O hormônio paratireóideo promove a conversão de uma substância nos rins; todavia, quando este hormônio está deprimido, esta substância é convertida num composto ligeiramente diferente que possui pouco efeito de vitamina D3.

Quando a concentração plasmática de cálcio já está muito elevada, a formação da substância sofre redução acentuada. Por sua vez, a falta da substância diminui a absorção do cálcio pelo intestino, ossos e túbulos renais, com a conseqüência diminuição de íons cálcio.

Cálcio no plasma e no líquido intersticial: É evidente que o nível plasmático de cálcio é regulado dentro de limites muito estritos, e principalmente pelo hormônio paratireóideo. O cálcio no plasma encontra-se presente sob três formas diferentes, cerca de 40% do cálcio estão combinados às proteínas plasmáticas e, nesta forma não se difundem através da membrana capilar, cerca de 10% do cálcio difundem-se através da membrana capilar, mas encontram-se combinados com outras substâncias do plasma e do liquido intersticiais, os 50% restante de cálcio do plasma são difusíveis através da membrana capilar e ionizados. Este cálcio ionico é importante para a maioria das funções do cálcio no organismo, incluindo seu efeito sobre o coração, sistema nervoso e a formação óssea.

Quando a concentração de íons cálcio no líquido extracelular cai abaixo do normal, o sistema nervoso torna-se progressivamente mais excitável, devido ao aumento de permeabilidade na membrana neuronal aos íons sódio, permitindo a fácil início dos potenciais de ação. Na presença de concentrações plasmática de íons cálcio de cerca de 50% abaixo do normal, as fibras nervosas periféricas , em particular, tornam-se tão excitáveis que começam descarregar espontaneamente, iniciando uma série de impulsos nervosos que passam para os músculos esqueléticos e desencadeiam contrações musculares involuntárias.

hipercalcemia: Quando o nível de cálcio nos líquidos corporais se elevam acima do normal, ocorre depressão do sistema nervoso, e as atividades reflexas do sistema nervoso central ficam bem mais lentas.

O osso e sua relações com o cálcio e o fosfato extracelulares: O osso é composto de uma matriz orgânica rígida, que é muito fortalecida pelo depósito de sais de cálcio. O osso compacto médio contém, em peso, cerca 30% de matriz e 70% de sais. O osso recém-formado pode conter uma percentagem consideravelmente maior de matriz em relação aos sais.

Matriz orgânica dos ossos: A matriz do osso é constituída por 90 a 95% de fibras colágenas, sendo o restante representado por um meio homogêneo, denominado substância fundamental. As fibras colágenas estendem-se primeiramente ao logo das linhas se força tensional. Essas fibras dão ao nosso osso a sua poderosa força elástica.

Mecanismo de calcificação óssea: O estágio inicial da produção do osso consiste na secreção de moléculas de colágeno e substância fundamental pelos osteoblastos. Formando fibras colágenas; o tecido resultante é o osteóide, um material semelhante a cartilagem, porém diferindo dela, devido a precipitação de sais de cálcio. À medida que o osteóide se forma, alguns osteoblastos ficam aprisionados no osteóide, passando a ser denominado osteócitos.

Precipitação de cálcio nos tecidos não-ósseos em condições anormais: Embora os sais de cálcio quase nunca se precipitem nos tecidos normais além do osso, eles podem fazê-lo em condições anormais. Por exemplo, percipitam-se nas paredes arteriais na condição denominada arteriosclerose , de modo que as artérias se transformam em tubos semelhantes a osso. Da mesma maneira, os sais de cálcio quase sempre se depositam nos tecidos de degeneração ou em antigos coágulos sangüíneos. É provável que nestes casos, os fatores inibidores que normalmente impedem o depósito de sais de cálcio desaparecem dos tecidos, permitindo assim, a ocorrência de precipitação.

Cálcio permutável: A importância do cálcio permutável para o organismo é que ele representa um rápido mecanismo tampão, de modo a evitar que a concentração de íons cálcio nos líquidos extracelulares se eleve excessivamente ou caia até níveis muito baixos, em condições transitórias de excesso ou de menor disponibilidade de cálcio.

Reparo de fraturas: A fratura de um osso, ativa ao máximo todos os osteoblastos periósteo e intra-ósseos envolvidos na fratura. Além disso, forma-se grande número de novos osteoblastos, quase imediatamente, a partir das células osteoprogenitoras, que são células-tronco ósseas. Em pouco tempo surge, entre as duas extremidades fraturadas do osso, uma grande elevação de tecidos osteoblástico e nova matriz óssea orgânica, seguida rapidamente pela deposição de sais de cálcio. Denominado CALO.

SISTEMA ENDÓCRINO

HORMÔNIO PARATIREÓIDEO

Soube-se que o aumento da atividade da glândula paratireóide causava rápida absorção de sais de cálcio dos ossos, resultando em hipercalcemia no líquido extracelular. Por outro lado, a hipofunção das glândulas paratireóides causavam hipocalcemia, quase sempre com tetania resultante. Além disso o hormônio paratireóide é importante no metabolismo do fosfato, bem como no metabolismo do cálcio.

Anatomia fisiológica das glândulas fisiológicas das glândulas paratireóides: Normalmente , existem 4 glândulas paratireóides no ser humano, localizadas atrás da glândula tireóide. A tireoidectomia total ou subtotal resultava quase sempre na remoção total das glândulas paratireóides.

A remoção da metade das glândulas paratireóides causa em geral pouca anormalidade fisiológica. Todavia, a remoção de três das quatro glândulas normais costuma provocar hipoparatireoidismo transitório. Entretanto, até mesmo uma, pequena quantidade de tecido paratireóideo restante é habitualmente capaz de sofrer hipertrofia, de modo a desempenhar a função de todas as glândulas.

Efeito do hormônio paratireóideo sobre a concentração de cálcio e de fosfato no líquido extracelular: A elevação da concentração de íons cálcio é causada por dois efeitos: (1) – pelo efeito do hormônio paratireóideo, no sentido de absorver a absorção de cálcio e de fosfato no osso. (2) – pelo rápido efeito no hormônio paratireóideo no sentido de reduzir a excreção renal de cálcio. Por outro lado, o declínio na concentração de fosfato é ocasionado por um efeito muito forte do hormônio Paratireóideo sobre os rins, resultando em excreção excessiva de fosfato, em geral, é grande o suficiente para sobrepujar o aumento da absorção de fosfato no osso.

Efeito do hormônio paratireóideo sobre a excreção de fosfato e cálcio pelos rins: O hormônio paratireóideo sobre os rins aumenta a reabsorção de cálcio, a perda contínua de cálcio na urina levaria eventualmente a depleção desse mineral nos ossos.

Controle da secreção paratireóide pela concentração de íons cálcio: Qualquer condição capaz de elevar a concentração de íons cálcio determina a diminuição da atividade e do tamanho das glândulas paratireóides. Essa condição incluem: (1) – quantidades excessivas de cálcio na dieta; (2) – aumento da vitamina D na dieta; (3) – absorção óssea causada por fatores distintos do hormônio paratireóideo ( por exemplo: absorção óssea causada pelo desuso ósseo).

Calcitonina: É um novo hormônio que exerce efeitos fracos sobre a calcemia, opostos aos paratireóideos, esse hormônio e denominado “calcitonina “. por reduzir a concentração sangüínea de íons cálcio, é secretado pela tireóide, é constituída pela uma cadeia de 32 aminoácidos.

1. 1. O efeito imediato consiste em diminuir a atividade absortiva dos osteoclastos.

2. 2. O segundo efeito da calcitonina, que é mais prolongado consiste em diminuir a formação de novos osteoclastos.

A calcitonina também exerce efeitos menores sobre o processamento do cálcio nos túbulos renais e no tubo intestinal.

Bem menos nos seres humanos, um aumento na concentração plasmática de cálcio de cerca de 10% determina elevação imediata de duas a seis vezes na velocidade de secreção da calcitonina, um mecanismo que funciona exatamente de forma oposta ao do sistema do hormônio paratireóideo.

Existem duas grandes diferenças entre os sistemas de feedback da calcitonina e do hormônio paratireóideo. Em primeiro lugar, o mecanismo da calcitonina opera mais rapidamente, atingindo a sua atividade máxima em menos de 1 hora, em contraste com o período de 3 a 4 horas necessário para que seja alcançada a atividade máxima após o início da secreção paratireóidea.

Quando a glândula tireóide é removida, e a calcitonina não é mais secretada.

Fisiologia das doenças paratireóideas e ósseas Hipoparatireoidismo: Quando as glândulas paratireóides não secretam quantidades suficientes de hormônio, a reabsorção osteócita de cálcio diminui, e os osteoclastos também ficam quase totalmente inativos. Como conseqüência, a reabsorção de cálcio no osso fica tão deprimida que o nível de cálcio nos líquidos corporais diminui. Como o cálcio e o fosfato não estão sendo absorvidos dos ossos, este geralmente permanece forte.

Hiperparatireoidismo: Embora leve possa ocorrer deposição de novo osso rápido o suficiente para compensar o aumento da reabsorção osteoclastica logo sobrepuja a deposição osteoblástica, de modo que o osso pode ser quase totalmente devorado.

Possuem tendência extrema para formar cálculos renais. A razão disso é que todo excesso de cálcio e fosfato absorvido do intestino ou mobilizado dos ossos no hiperparatireoidismo é excretado pelo rins, ocasionando elevação proporcional das concentrações urinarias dessa subst6ancia. Em consequ6encia os cristais de fosfato de cálcio tendem a precipitar-se nos rins, formando cálculos de fosfato de cálcio.

Osteoporose : É a mais comum de todas as doenças ósseas se adulto, sobretudo na velhice. Diferente da osteomalacia e do raquitismo por resultar mais da diminuição da matriz orgânica do que da calcificação anormal do osso. Na osteoporose a atividade osteoblástica do osso é inferior ao normal, a velocidade de deposição de osteóide fica reduzido. Em certas ocasiões, como na hiperparatireoidismo, a causa da diminuição do osso consiste numa excessiva atividade osteoclástica.

As causas mais comuns de osteoporose incluem:

1. 1. Falta de estresse físico dos ossos, devido à inatividade;

2. 2. Desnutrição suficientemente extensa a ponto de impedir a formação da matriz protéica; falta de carbono, cálcio, fósforo, potássio, magnésio, proteínas.

3. 3. Falta de vitamina C, que é necessária para secreção das substâncias intercelulares por todas as células, incluindo a formação de osteóide pelos osteoblastos;

4. 4. Falta de secreção de estrogênio na pós-menopausa, visto que os estrogênio exercem atividade estimulante sobre os osteoblastos;

5. 5. Velhice, devido à acentuada diminuição de hormônios do crescimento, somado ao fato de que muitas das funções anabólicas protéicas estão deficientes, de modo que não pode haver deposição satisfatória da matriz;

6. 6. Distúrbio das glândulas paratireóide, controla o nível de cálcio e fosfato no meio extracelular;

7. 7. Pré disposição genética. A osteoporose pode ser causada por numerosas doenças ou deficiências do metabolismo das proteínas.

8. 8. Falta de vitamina D3, a falta de vitamina D3 leva a diminuição na absorção de cálcio e fosfato.

Menopausa diminui a ação do estrogênio desregula os osteoblastos, nesta situação os osteoblastos sobre sai tendo uma remoção grande de cálcio dos ossos tendo osteoporose.

FUNÇÕES REPRODUTIVAS DO HOMEM E DA MULHER

FUNÇÕES REPRODUTIVAS E HORMONAIS NO HOMEM

Espermatogênese: a espermatogênese ocorre em todos os túbulos seminíferos durante a vida sexual ativa, começando em média, aos 13 anos, em conseqüência da estimulação pelos hormônios gonadotrópicos da adeno-hipófise e prosseguindo durante todo o resto da vida.

Fatores hormonais que estimulam a espermatogênese

Alguns desses hormônios são:1. 1. a testosterona, secretadas pelas células de Leydig localizadas no interstício do testículo, é essencial para o crescimento e a divisão das células germinativas no processo de formação do espermatozóide.

2. 2. O hormônio luteinizante (LH), secretado pelo lobo anterior da hipófise, estimula as células de Leydig a secretar testosterona.

3. 3. O hormônio folículo-estimulante (FSH), também secretado pelo lobo anterior da hipófise, estimula as células de Sertoli; em essa estimulação, não haveria transformação dos espermazóides (processo de espermiogênese).

4. 4. Os estrogênios, formados a partir da testosterona pelas células de Sertoli quando estimuladas pelo FSH, também são, provavelmente, indispensáveis ao processo da espermiogênese. As células de Sertoli também secretam uma proteína de ligação dos androgênios, que se liga à testosterona e aos estrogênios que transporta para o líquido do túbulo seminífero, tornando esses hormônios disponíveis para a maturação do esperma.

5. 5. O hormônio do crescimento ( bem como a maioria dos outros hormônios ) é necessário para o controle das outras funções metabólicas básicas dos testículos. O hormônio do crescimento promove especialmente a divisão inicial das espermatogônias; na sua ausência, conforme observado no nanismo hipofisário, a espermatogênese torna-se acentuadamente deficiente ou ausente por completo.

Função da glândula prostática: A glândula prostática secreta um líquido alcalino contendo íon citrato, cálcio, fosfato ácido, enzima coagulante e uma profibrinolisina. Durante a emição, a cápsula da prostata contrai-se simultaneamente com as contrações do canal deferente, de modo que o líquido fino e leitoso da próstata aumenta o volume do sêmen. A natureza alcalina do líquido prostático pode ser muito importante para o sucesso da fertilização do óvulo, visto que o líquido do canal deferente e relativamente ácido devido a presença dos produtos metabólicos finais do espermatozóide, inibindo, portanto, sua fertilidade. Além disso, as secreções vaginais da mulher são ácidas. O espermatozóide não se movimenta muito bem até que o pH dos líquidos circulantes atinja cerca de 6 a 6,5. Por conseguinte, é provável que o líquido prostático neutralize a acidez desses outros líquidos após a ejaculação, aumentando acentuadamente a motilidade e a fertilidade do espermatozóide.

HORMÔNIOS SEXUAIS MASCULINOS Secreção da testosterona pelas células intersticiais de Leydig dos testículos.

Os testículos secretam diversos tipos de hormônios sexuais masculinos, coletivamente denominados androgênios, incluindo testosterona, diidrotestosterona e androstenediona. A testosterona é mais abundante do que os demais hormônios, de modo que ela pode ser considerada como o hormônio testicular fundamental, grande parte, se não a maioria, é convertida no hormônio mais ativo, diidrotestosterona, nos tecidos-alvo.

A testosterona é formada pelas células intersticiais de Leydig localizada no interstício entre os túbulos seminíferos, constituindo cerca de 20% da massa dos testículos do adulto. As células de Leydig quase não existe nos testículos durante a meninice, quando os testículo praticamente não secreta testosterona; todavia, são numerosas no lactente do sexo masculino, bem como no adulto após a puberdade. Em ambas essas épocas, os testículos secretam grandes quantidades de testosterona. Além disso, quando surgem tumores das células intersticiais de Leydig, verifica-se a secreção de grandes quantidades de testosterona. Por fim, quando o epitélio germinativo dos testículos é destruído por tratamento de raio X ou por calor excessivo, as células de Leydig, que são menos facilmente destruídas, continuam a produzir testosterona.

Secreção de androgênio em outras partes do organismo :O termo androgênio é utilizado para referir-se a qualquer hormônio esteróide com efeitos masculinizantes, incluindo naturalmente, a própria testosterona, também inclui os hormônios sexuais masculinos produzidos em outras partes do organismo, além dos testículos. Por exemplo: as glândulas supra-renais secretam pelo menos 5 androgênios diferentes, embora a atividade masculinizante total de todos eles seja normalmente tão pequena que não causa características masculinas significativas, até mesmo nas mulheres, à exceção do crescimento dos pêlos púbicos e axilares. Quando surge um tumor supra-renal de células produtoras de androgênios supra-renais, a quantidade de hormônios androgênios pode tornar-se grande o suficiente para ocasionar todas as características sexuais masculinas secundárias.

Em raras ocasiões, células de resíduos embrionários no ovário pode dar origem a um tumor que produz quantidades excessivas de androgênio na mulher. Um desses tumores é o arrenoblastoma. O ovário normal também produz diminutas quantidades de androgênio, embora não sejam significativas.

A origem exata dos androgênios no homem ainda é duvidoso, embora certos aspectos sejam conhecidos: (1) a concentração de estrogênio no líquido dos túbulos seminíferos apresenta-se muito elevada e, provavelmente desempenha papel importante na espermiogênese. Acredita-se que este estrogênio seja formado pelas células de Sertoli, pela conversão da testosterona principalmente em estradiol. (2) os estrogênios são formados a partir da testosterona e do androstanediol em outros tecidos do organismo, sobretudo o fígado, que é provavelmente responsável por até 80% da produção masculina total de estrogênio.

Funções da testosterona: A testosterona é responsável pela característica peculiares do corpo masculino. Mesmo durante a vida fetal, os testículos são estimulados pela gonadotropina coriônica proveniente da placenta, produzindo quantidades moderadas de testosterona durante todo o desenvolvimento fetal e durante três ou mais semanas após o nascimento. Depois desse período não há praticamente qualquer produção de testosterona durante a meninice até aproximadamente a idade de 10 a 13 anos. A partir daí a produção de testosterona aumenta rapidamente pelo estímulo dos hormônio gonadotrópicos da adeno-hipófise no início da puberdade e persiste durante a maior parte da vida, diminuindo rapidamente depois dos 50 anos de idade, atingindo, aos 80 anos, um nível correspondente a 20 a 50% do valor máximo.

Efeito sobre a distribuição de pêlos corporais: A testosterona provoca crescimento de pêlos (1) sobre o púbis, (2) para cima, ao longo da linha alba, às vezes até o umbigo e acima, (3) na face, (4) geralmente no peito, (5) com menos freqüência em outras regiões do corpo, como as costas. Além disso, faz com que os pêlos da maior parte de outras regiões do corpo se tornem mais abundantes.

Calvície: A testosterona diminui o crescimento de cabelos no alto da cabeça; o homem cujos testículos não estejam funcionantes não fica calvo. Muitos homens viris nunca se tornam calvos, por que a calvície resulta de dois fatores: em primeiro lugar, uma predisposição genética para o desenvolvimento de calvície e, em segundo lugar, superposta a essa predisposição genética, presença de grande quantidades de hormônios androgênicos. A mulher com predisposição genética adequada e que desenvolve tumor androgênio de longa duração fica calva da mesma forma que o homem.

Efeito sobre a voz: A testosterona, secretada pelos testículos ou injetada no organismo, provoca hipertrofia da mucosa da laringe e aumento desse órgão. A princípio, os efeitos causam uma voz dissonante e ” rachada ” que gradualmente se transforma na voz grave típica do adulto do sexo masculino.

Efeito sobre a pele e desenvolvimento de acne: A testosterona aumenta a espessura da pele em todo o corpo, bem como a consistência dos tecidos subcutâneos.

A testosterona aumenta a velocidade de secreção de alguns ( ou talvez de todas ) glândulas sebáceas. A secreção excessiva das glândulas sebáceas da face é especialmente importante, uma vez que essa hipersecreção pode resultar em acne. Por conseguinte, a acne constitui uma das características mais comuns da adolescência, quando o organismo masculino começa a sofrer o efeito do aumento da secreção de testosterona. Depois de vários anos de secreção desse hormônio, a pele se adapta a ele, o que lhe permite vencer a acne.

Efeito sobre a formação de proteínas e o desenvolvimento muscular: No desenvolvimento de maior musculatura após a puberdade resultando em aumento médio de cerca de 50% da massa muscular em relação a mulher. Essa maior musculatura está associada a aumento de proteínas em outras partes do corpo. Muitas das alterações cutâneas também decorrem da deposição de proteínas na pele, e as alterações da voz provavelmente resultam dessa função anabólica protéica da testosterona.

Devido o efeito muito potente da testosterona sobre a musculatura corporal, esse hormônio ( ou, com mais freqüência, um androgênio sintético ) é muito utilizado pelos atletas para melhorar seu desempenho muscular.

Efeito sobre o crescimento ósseo e a retenção de cálcio: Após a puberdade ou após a injeção prolongada de testosterona, os casos aumentam consideravelmente de espessura e também depositam consideráveis quantidades adicionais de sais de cálcio. A testosterona aumenta a quantidade total de matriz óssea e também provoca retenção de cálcio.

Por fim, a testosterona possui efeito específico sobre a pele, que consiste em: (1) estreitar a abertura pélvica, (2) alongá-la, (3) induzir uma forma em funil, em lugar de forma ovóide larga da pelve feminina, e (4) aumentar acentuadamente a força de toda a pelve para a sustentação de carga. Na ausência de testosterona, a pelve masculina desenvolve-se com característica muito semelhante às da pelve feminina.

Efeito sobre o metabolismo basal: A injeção de grandes quantidades de testosterona pode aumentar a intensidade do metabolismo basal por até 15%, e acredita-se que até mesmo a quantidade habitual de testosterona secretadas pelos testículos durante a adolescência e o início da vida adulta aumente o metabolismo em cerca de 5 a 10% acima do valor que seria encontrado se os testículos não fossem ativos. Esse aumento da intensidade metabólica representa possivelmente a conseqüência direta do efeito da testosterona sobre o ambolismo protéico, visto que a quantidade aumentada de proteínas – especialmente enzimas – aumenta a atividade de todas as células.

CONTROLE DAS FUNÇÕES SEXUAIS MASCULINAS POR HORMÔNIOS DO HIPOTÁLAMO E DA ADENO-HIPÓFISE Grande parte do controle das funções sexuais em ambos os sexos começa coma secreção do hormônio de liberação das gonadotropinas (GnRH) pelo hipotálamo. Este hormônio estimula a secreção, pela adeno-hipófise, de dois outros hormônios, denominados hormônios gonadotrópicos: (1) Hormônio luteinizante (LH) e (2) Hormônio folículo-estimulante (FSH). O hormônio luteinizante representa o principal estímulo para a secreção de testosterona pelos testículos, enquanto o FSH ajuda a estimular a espermatogênese.

Os hormônios gonadotrópicos: LH e FSH Ambos os hormônios gonadotrópicos LH e FSH são secretados pelas células denominadas gonadótropos, na adeno-hipófise. Na ausência total do GnRH do hipotálamo, os gonadótropos quase não secretam LH e FSH.

O LH e o FSH são glicoproteínas; a quantidade de carboidrato ligado a proteína nas moléculas varia de modo considerável em diferentes condições, o que pode modificar as potências de sua atividade.

Tanto o LH quanto o FSH exercem seus efeitos sobre os tecidos-alvo dos testículos ao ativar o sistema de segundo mensageiro de monofosfato de adenosina cíclico (AMPc), que por sua vez ativa sistemas enzimáticos específicos nas respectivas células-alvo.

Testosterona: A testosterona só é secretada pelas células intersticiais de Leydig dos testículos quando estimulados pelo LH da hipófise. Além disso a quantidade de testosterona secretada aumentada aproximadamente em proporção direta à quantidade de LH disponível.

A testosterona secretada pelos testículos em resposta ao LH possui o efeito recíproco de impedir a secreção adeno-hipófise de LH. Exerce esse efeito de duas maneiras:1. 1. Sem dúvida a maior parte da inibição resulta do efeito direto da testosterona sobre o hipotálamo, no sentido de diminuir a secreção de GnRH. Por sua vez, a secreção diminuída de GnRH determina redução correspondente na secreção adeno-hipofisária de LH e FSH, e a diminuição de LH reduz a secreção de testosterona pelos testículos. Por conseguinte, toda vez que a secreção de testosterona for muito grande, esse efeito automático de feedback negativo, ao operar através do hipotálamo e da adeno-hipófise, reduz a secreção de testosterona até seu nível funcional normal. Por outro lado, a presença de testosterona em quantidades muito pequenas induz o hipotálamo a secretar grandes quantidades de GnRH, com elevação correspondente na secreção adeno-hipofisária de LH e FSH e aumento da secreção de testosterona pelos testículos.

2. 2. É provável que a testosterona também tenha um fraco efeito de feedback negativo atuando diretamente sobre adeno-hipófise no sentido de diminuir a secreção de LH. Consequentemente acredita-se que também ocorra um pequeno grau de regulação da ligação de testosterona por esse mecanismo.

Gonadotropina coriônica humana e seu efeito sobre os testículos fetais

Durante a gravidez, outro hormônio, a gonadotropina coriônica humana (hCG) é secretado pela placenta. Esse hormônio exerce exatamente quase os mesmos efeitos do LH sobre os órgãos sexuais, sendo capaz de estimular a secreção de testosterona pelas células de Leydig do testículo e, portanto, induz todos os efeitos sexuais masculinos produzidos pela testosterona.

Durante a gravidez, se o feto for do sexo masculino, a gonadotropina coriônica proveniente da placenta induz a secreção de testosterona pelo testículos. Essa testosterona é de suma importância para promover a formação dos órgãos sexuais masculinos.

PATOLOGIA – Hipogonadismo Masculino

Quando os testículos não são funcionais na vida fetal ou quando existe ausência de receptores de andorgênio nas células alvo, não há desenvolvimento de qualquer dos órgãos genitais masculinos. Em seu lugar forma-se, órgãos femininos normais. A razão desse processo é que a característica genética básica do feto, seja ele do sexo masculino ou feminino, consiste em formar órgãos femininos se não houver hormônios sexuais, na presença de testosterona os órgãos sexuais femininos é suprimido, e em seu lugar, é induzida a formação de órgão masculinos.

HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS Sistema hormonal feminino: Consiste em três diferentes hierarquias de hormônios:

1. 1. Hormônio hipotalâmico de liberação, o hormônio de liberação das gonadotropinas (GnRH), também denominado hormônio de liberação do hormônio luteinizante (LHRH).

2. 2. Os hormônio adeno-hipofisário, o hormônio folículo-estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH), ambos secretados em respostas ao hormônio de liberação do hipotálamo.

3. 3. Os hormônios ovarianos, estrogênio e progesterona, que são secretados pelos ovários em resposta a dois hormônios da adeno-hipófise.

Hormônios gonadotrópicos e seus efeitos sobre o ovários As alterações ovarianas durante o ciclo sexual depende totalmente dos hormônios gonadotrópicos, FSH e LH, secretados pela adeno-hipófise. Os ovários que não são estimulados por esses hormônios permanecem totalmente inativos, como ocorre durante toda a infância, quando quase nenhum hormônio gonadotrópico é secretado. Entre 9 e 10 anos de idade, a hipófise começa a secretar progressivamente mais FSH e LH, culminando no início dos ciclos sexuais mensais entre os 11 e os 16 anos de idade. Esse período de mudança é denominado de puberdade, e o primeiro ciclo menstrual é a menarca.

Os ovários também funcionam durante a vida fetal, devido a estimulação por outro hormônio gonadotrópico, a gonadotropina coriônica, secretada pela placenta, dentro de poucas semanas após o nascimento, esse estímulo desaparece e os ovários ficam quase totalmente latentes até o período pré puberal.

Os únicos efeitos significativos do FSH e do LH são observados sobre os testículos no homem, e sobre os ovários na mulher.

Durante cada mês do ciclo menstrual feminino, ocorre aumento e redução cíclicos do FSH e do LH. Por sua vez, essas variações cíclicas provocam alterações ovariánas cíclicas.

Aproximadamente a cada 28 dias, os hormônios gonadotrópicos da adeno-hipófise determinam o inicio do crescimento de novos folículos nos ovários. Um dos folículos finalmente torna-se maduros e ovula no 14º dia do ciclo. Durante o crescimento dos folículos ocorre principalmente secreção de estrogênio.

Após a ovulação, as células secretoras do Folículo transforma-se no corpo lúteo, que secreta grandes quantidades dos hormônios femininos progesterona e estrogênio. Depois de 2 semanas, o corpo lúteo degenera, e em conseqüência, os hormônios ovarianos estrogênio e progesterona diminui acentuadamente e começa a menstruação. Segue então, um novo ciclo ovariano.

FUNÇÕES DOS HORMÔNIOS OVARIANOS – ESTRADIOL E PROGESTERONA Os dois tipos de hormônios ovarianos são os estrogênios e as progestinas. Sem dúvida alguma, o mais importante estrogênio é o estradiol, enquanto a progestina mais importante é a progesterona. Os estrogênio promovem principalmente a proliferação e o crescimento da células específicas no organismo e são responsáveis pelo aparecimento da maioria dos caracteres sexuais secundários da mulher. Por outro lado, as progestinas estão implicadas quase totalmente com a preparação final do útero para a gravidez e das mamas para a lactação.

Química dos hormônios sexuais Estrogênios: Na mulher não-grávida normal, os estrogênios só são secretados em grandes quantidades pelos ovários, embora quantidades diminutas sejam secretadas pelo córtex supra-renal. Durante a gravidez, a placenta também secreta enormes quantidades desses hormônios.

Na mulher não-grávida normal, a progesterona só aparece em quantidades significativas durante a Segunda metade de cada ciclo ovarianos, quando é secretada pelo corpo lúteo. Durante a primeira metade do ciclo ovarianos , a progesterona ocorre apenas em quantidades diminutas no plasma, sendo secretadas em quantidades aproximadamente iguais pelos ovários e pelo córtex supra-renal .

As fórmulas químicas dos estrogênios e da progesterona, indicam que todos são esteróides. Esses hormônios são sintetizados nos ovários, principalmente, a partir do colesterol proveniente do sangue, mas também, em menor grau, a partir da acetilcoenzima A pela combinação de muitas de suas moléculas para formar o núcleo esteróide apropriado.

FUNÇÕES DO ESTROGÊNIO – SEUS EFEITOS SOBRE OS CARACTERES SEXUAIS FEMININOS PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS A principal função dos estrogênios é causar a proliferação celular e o crescimento dos tecidos dos órgãos sexuais e de outros tecidos relacionados à reprodução.

Efeito sobre o útero e os órgãos sexuais externos: Durante a meninice, os estrogênios só são secretados em diminutas quantidades, porém, após a puberdade, a quantidade de estrogênios secretado sobre a influência dos hormônios gonadotrópicos hipofisários sobre o aumento de cerca de 20 vezes ou mais. Nessa ocasião, os órgãos sexuais femininos transformam-se e passam adquirir as características da mulher adulta. Os ovários, as trompas de falópio, o útero e o órgão genital aumenta de tamanho várias vezes.

A genitária externa aumenta com a deposição de gordura no monte de Vênus e nos grandes lábios e com o aumento de pequenos lábios.

Efeitos sobre as trompas de falópio: Os estrogênios provocam o aumento no número de células epiteliais ciliadas que revestem as trompas de falópio. Além disso, a atividade dos cílios aumenta de modo considerável, vibrando sempre no sentido do útero. Isso ajuda a impedir o ovo fertilizado em direção ao útero.

Efeito sobre as mamas: As mamas primordiais são exatamente iguais em ambos os sexos, e sob a influência de hormônios apropriados, a mama masculina, pelo menos durante as duas primeiras décadas de vida, pode desenvolver-se o suficiente para produzir leite, da mesma forma que a mama feminina.

Os estrogênios causam (1) desenvolvimento dos tecidos do estroma das mamas, (2) crescimento dos extenso sistema canalicular, e (3) deposição de gorduras nas mamas. Os lóbulos e os alvéolos das mamas desenvolvem-se em pequeno grau, mas são a progesterona e a prolactina que ocasionam o crescimento determinativo e a função dessas estruturas. Em resumo, o estrogênios iniciam o crescimento das mamas e de seu aparelho produtor de leite; além disso, são responsável pelos aspecto externo característicos das mamas femininas adultas, mas não completam o trabalho de conversão das mamas em órgãos produtores de leite.

Efeito sobre o esqueleto: Os estrogênios provocam aumento da atividade osteoblástica. Por conseguinte, na puberdade, quando a mulher entra em seus anos reprodutivos, a velocidade do crescimento fica acelerada durante vários anos. Entretanto, os estrogênios possuem outro efeito potente sobre o crescimento esquelético – isto é, causam a fusão precoce das epífeses com os da diáfises dos ossos longos. Esse efeito é muito mais forte na mulher do que o efeito semelhante da testosterona no homem. Em conseqüência, o crescimento na mulher cessa geralmente vários anos antes do crescimento no homem.

Osteoporose dos ossos causada pela deficiência de estrogênios na velhice: Após a menopausa, os ovários quase não secretam estrogênio. Essa deficiência estrogênica resulta em (1) redução da atividade osteoblástica dos ossos, (2) diminuição da matriz óssea, e (3) menor disposição de cálcio e do fosfato no osso. Em algumas mulheres, este efeito é extremamente grave, com o conseqüente desenvolvimento de osteoporose.

Com este processo pode enfraquecer acentuadamente os ossos e ocasionar fraturas, sobretudo das vértebras, uma percentagem significativa de mulheres pós menopáusicas é tratada continuamente com estrogênios de reposição.

Efeito sobre a deposição de proteínas: Os estrogênios causam ligeiro aumento das proteínas corporais totais. O aumento de deposição de proteínas causado pela testosterona é muito mais geral e mais forte que o ocasionado pelos estrogênios.

Efeito sobre o metabolismo e a deposição de gordura: Os estrogênios aumentam ligeiramente a intensidade metabólica, porém este efeito é apenas de cerca de um terço do causado pelo hormônio sexual masculino testosterona. Além disso, determinam a deposição de quantidades aumentadas de gorduras nos tecidos subcutâneos. Em conseqüência, o peso específico total do corpo feminino, quando avaliado pela flutuação em água é consideravelmente menor que o do corpo masculino, que contém maior quantidade de gordura. Além da deposição de gordura nas mamas e nos tecidos subcutâneos, os estrogênios ocasionam a deposição de gordura nas nádegas e coxas, caracterizando a figura feminina.

Efeito sobre a pele: Os estrogênios fazem com que a pele adquira textura macia. Além disso, os estrogênios fazem com que a pele se torne mais vascularizada do que o normal, este efeito está quase sempre associado a aumento da temperatura da pele, e com freqüência, resulta em maior por cortes superficiais do que o observado nos homens.

Os androgênios supra-renais, que são secretados em grandes quantidades após a puberdade, causam aumento da secreção das glândulas sudoríparas axilares e com freqüência, provocam acne.

FUNÇÕES DA PROGESTERONA Efeitos sobre o útero: A função mais importante da progesterona consiste em promover as alterações secretoras do endométrio uterino, durante a Segunda metade do ciclo sexual feminino, preparando assim, o útero para a implantação do ovo fertilizado.

Efeitos sobre as trompas de falópio: A progesterona também provoca alterações secretoras no revestimento mucoso das trompas de falópio. Essas secreções são necessária para a nutrição do ovo em processo de divisão à medida que ele percorre a trompa de falópio, antes de sua implantação.

Efeito sobre as mamas: A progesterona estimula o desenvolvimento dos lóbulos e dos alvéolos das mamas, levando à proliferação e o aumento de tamanho das células alveolares, que adquirem natureza secretora. A progesterona não ocasiona a secreção de leite pelos alvéolos, o leite só é secretado e pois que a mama preparada é novamente estimulada pela prolactina secretada pela adeno-hipófise.

PATOLOGIA – Menopausa

Na época da menopausa, a mulher precisa reajustar sua vida, passando de uma vida fisiologicamente estimulada pela produção de estrogênios e progesterona para uma fase destituída desses hormônios. Com freqüência, a perda dos estrogênios provocam alterações fisiológicas acentuadas na função do organismo, incluindo: (1) ondas de calor, caracterizada por extrema ruborização da pele (2) sensações psíquicas de dispnéia (3) irritabilidade, (4) fadiga, (5) ansiedade, e (6) em certas ocasiões, vários estados psicóticos. Esses sintomas são de magnetude suficiente para exigir tratamento em cerca de 15% das mulheres.

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO Na gravidez, a placenta produz quantidades especialmente grandes de gonadotropina coriônica humana, estrogênios progesterona e somatomamotropina coriônica humana. Os três primeiros hormônios e, talvez, o quarto são essenciais para a manutenção da gravidez normal.

Função da gonadotropina coriônica humana

Esses hormônio sexuais estimulam o crescimento contínuo do endométrio, que passa a armazenar grandes quantidades de nutrientes, em vez de elimina-las na menstruação. Em conseqüência, células semelhantes à decídua, que se desenvolvem no endométrio durante o ciclo sexual normal, transformam-se em verdadeiras células deciduais nutritivas e acentuadamente intumescidas pouco depois da implantação do blastocisto.

Sob a influência da gonadotropina coriônica humana, o copo lúteo cresce até atingir cerca de duas vezes seu tamanho original dentro de um mês ou mais após o início da gravidez; sua secreção contínua de estrogênios e progesterona mantém a natureza decidual do endométrio uterino necessária para o desenvolvimento inicial do feto. Se o corpo lúteo for removido antes da sétima semana de gravidez, ocorre sempre aborto espontâneo, em algumas vezes até mesmo na 12º semana. Depois desse período, a própria placenta secreta quantidades suficientes de progesterona e estrogênio para manter a gravidez durante todo o período restante da gestação.

Efeito da gonadotropina coriônica humana sobre os testículos: a gonadotropina coriônica humana também exerce efeito estimulante sobre as células intersticiais dos testículos, som conseqüente produção de testosterona pelo feto masculino. Essa pequena secreção de testosterona durante a gestação é o fator responsável pelo crescimento dor órgãos sexuais masculinos do feto. Próximo ao término da gravidez, a testosterona secretada pelos testículos fetais também induz a decida desses últimos para a bolsa escrotal.

Secreção de estrogênio pela placenta

A placenta, como o corpo lúteo, secreta estrogênio e progesterona. A produção diária de progesterona placentários aumenta em termos de atividade estrogênica até cerca de 30 vezes o normal ao final da gravidez. A secreção de estrogênio pela placenta é muito diferente da dos ovários em diversos aspectos: em primeiro lugar grande parte do estrogênio secretado consiste em estriol, é produzido em pequena quantidade na mulher não-grávida. Em segundo lugar, os estrogênios secretados pela placenta não são sintetizados de novo a partir dos substratos básicos na placenta.

Durante a gravidez , as enormes quantidades de estrogênio produzem (1) aumento do útero, (2)aumento das mamas e crescimento das estruturas dos dutos das mamas, e (3) aumenta da genitária externa feminina.

Os estrogênios também relaxam os vários ligamentos pélvicos, de modo que as articulações sacroilíacas tornam-se relativamente frouxa, enquanto a sínfise pubiana fica elástica, facilitando a passagem do feto.

Secreção de progesterona pela placenta: A velocidade de secreção da progesterona aumenta por até 10 vezes durante a gravidez.

Seus efeitos são:

1. 1. A progesterona induz o desenvolvimento das células deciduais no endométrio uterino; essas células desempenham papel importante na nutrição inicial do embrião.

2. 2. A progesterona exerce efeito especial em diminuir a contratibilidade do útero grávido, impedindo assim, que as contrações uterinas produzam aborto espontâneo.

3. 3. A progesterona também contribui para o desenvolvimento do concepto, mesmo antes da implantação, aumentando especificamente as secreções das trompas de Falópio e do útero para fornecer o material nutritivo apropriado para o desenvolvimento da mórula e do blastocisto. Acredita-se também que a progesterona possa até mesmo afetar a clivagem celular no início do desenvolvimento embrionário.

4. 4. A progesterona secretada durante a gravidez também ajuda o estrogênio a preparar as mamas para a lactação.

Somatomamotropina coriônica humana: Começa a ser secretada em torno da 5º semana de gestação é que aumenta progressivamente até o final da gravidez, em proporção direta com o peso da placenta. Esse hormônio é secretado em quantidades várias vezes superiores às de todos os demais hormônios da gravidez reunidos. A somatomamotropina coriônica humana determina o desenvolvimento pelo menos parcial das mamas e, em alguns casos, causa lactação, foi inicialmente denominado ” Lactogênio Placentário “, atribuindo-se-lhe funções semelhantes às da prolactina.

Em segundo lugar esse hormônio possui ações fracas semelhantes às do hormônio do crescimento, ocasionando, como este, a deposição de proteínas nos tecidos .

Em terceiro lugar, provoca redução da sensibilidade à insulina, bem como menor utilização de glicose pela mãe, com conseqüente disponibilidade de maiores quantidades de glicose para o feto. Como a glicose é o principal substrato utilizado pelo feto para fornecer a energia necessária ao crescimento, fica óbvia a importância desse efeito hormonal. Além disso, o hormônio promove a liberação de ácidos graxos livres das reservas lipídias da mãe, fornecendo assim, uma fonte alternativa de energia para seu metabolismo.

Secreção hipofisária: durante a gravidez a adeno-hipófise aumenta de tamanho por pelo menos 50%, verificando-se aumento da produção de corticotropina, tireotropina, prolactina. Por outro lado, o hormônio folículo-estimulante e o hormônio luteinizante estão acentuadamente suprimidos em conseqüência dos efeitos inibidores do estrogênio e da progesterona da placenta.

Secreção de corticosteróides: As mulheres grávidas também costumam apresentar aumento de cerca de duas vezes na secreção de aldosterona, que atinge seu nível máximo ao final da gestação. A aldosterona, juntamente com as ações do estrogênio é responsável pela tendência, até mesmo na mulher grávida normal, a reabsorver excesso de sódio pelos túbulos renais e, portanto a reter líquido, resultando por vezes, hipertensão.

Secreção pela glândula tireóide: A glândula tireóide aumenta por até 50% durante a gravidez, com aumento correspondente de sua produção de tiroxina. A maior produção de tiroxina é determinada, pelo menos em parte, por efeito tireotrópico da gonadotropina coriônica humana e, também, por pequenas quantidades de um hormônio tireoestimulante específico, a tireotropina coriônica humana, secretado pela placenta.

Secreção pelas glândulas paratireóides: As glândulas paratireóides também aumentam de tamanho durante a gravidez, sobretudo se a mãe estiver recebendo dieta deficiente em cálcio. O aumento dessas glândulas provoca absorção de cálcio dos ossos maternos, com conseqüência manutenção da concentração normal desse íon nos líquidos extracelulares da mãe à medida que o feto remove o cálcio para a ossificação de seus osso. A secreção do hormônio paratireóideo torna-se ainda mais intensificada durante a lactação, após o nascimento do bebe, visto que o lactente necessita de muito mais cálcio que o feto.

Secreção de relaxina: A relaxina é um hormônio, quando injetado produz um relaxamento dos ligamentos da sínfise pubiana, esse efeito é muito significante na mulher grávida. Esse papel provavelmente é desempenhado pelos estrogênios, que também causam relaxamento dos ligamentos pélvicos. Também foi sugerido que a relaxina amolece o colo da mulher grávida na época do parto.

Controle hipotalâmico da secreção de prolactina: O hipotálamo desempenha um papel essencial no controle da secreção de prolactina, da mesma maneira como também controla a secreção de quase todos os demais hormônios da adeno-hipófise. Esse controle é diferente em um aspecto: o hipotálamo estimula principalmente a produção de todos os outros hormônios, enquanto inibe a produção de prolactina. Em conseqüência, a lesão do hipotálamo, ou o bloqueio do sistema porta hipota âmico-hipofisário, aumenta a secreção de prolactina , enquanto deprime a secreção dos outros hormônios adeno-hipofisários. Em condições especiais como por exemplo, quando o bebê suga o mamilo do seio, parece que um tipo diferente de sinal do hipotálamo pode aumentar a secreção de prolactina.

Por conseguinte, acredita-se que dois fatores diferentes formados no hipotálamo sejam transportados até a adeno-hipófise, através do sistema porta hipotalâmico-hipofisário, para controlar a liberação de prolactina pela adeno-hipófise. São o hormônio inibidor da prolactina (PIH), que é o hormônio dominante na maioria das condições normais, e o fator de liberação da prolactina (PRF), que pode aumentar de modo intermitente a secreção de prolactina. O PIH é quase certamente a catecolamina dopamina, que é secretada pelo hipotálamo e que pode reduzir por até 10 vezes a secreção de prolactina.

Processo de ejeção ou de descida do leite – funções da ocitosina: Quando o bebê suga, ele praticamente não obtém qualquer leite. Ocorre transmissão de impulsos sensitivos por nervos somáticos dos mamilos até a medula espinhal e, daí, para o hipotálamo, ocasionando a secreção de ocitocina, bem como de prolactina. A ocitocina é, então, transportada pelo sangue até as mamas, onde provoca a contração das células miopiteliais, que circulam as paredes externas dos alvéolos, expelindo, assim o leite dos alvéolos para o dutos, sob pressão de mais de 10 a 20 mmhg. Assim dentro de 30 segundos a 1 minuto após o bebê começar a sugar, o leite passa a fluir.

Inibição da injeção do leite: Um problema particular na amamentação da criança provém do fato de que muitos fatores psicogênicos ou a estimulação simpática generalizada em todo o organismo pode inibir a secreção de ocitocina e, portanto, deprimir a ejeção do leite.

Fonte: www.br.geocities.com

SISTEMA ENDÓCRINO

Os sistemas endócrino e nervoso atuam na coordenação e regulação das funções corporais. Enquanto as mensagens nervosas são de natureza eletroquímica, as mensagens transmitidas pelo sistema endócrino têm natureza química – os Hormônios. São substâncias produzidas pelas glândulas endócrinas que se distribuem pelo sangue, modificando o funcionamento de outros órgãos, denominados órgãos-alvo.

Depois que um hormônio é liberado na corrente sangüínea, não há como apressar sua remoção; ele continua agindo enquanto estiver circulando.

Os hormônios influenciam praticamente todas as funções dos demais sistemas corporais. Freqüentemente, o sistema nervoso interage com o endócrino, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo, ao passo que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação.


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Além de exercerem efeitos sobre órgãos não-endócrinos, alguns hormônios, denominados trópicos, atuam sobre outras glândulas endócrinas, comandando a secreção de outros hormônios. Os principais hormônios trópicos são produzidos pela hipófise. São eles:

1. Tireotrópicos: atuam sobre a glândula endócrina tireóide.

2. Adrenocorticotrópicos: atuam sobre o córtex da glândula endócrina adrenal (supra-renal)

3. Gonadotrópicos: atuam sobre as gônadas masculinas e femininas.

Principais órgãos produtores de hormônios no homem

HIPÓFISE OU PITUITÁRIA


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Situa-se na base do encéfalo, em uma cavidade do osso esfenóide chamada tela túrcica. Nos seres humanos, tem o tamanho aproximado de um grão de ervilha e possui duas partes: o lobo anterior (ou adeno-hipófise) e o lobo posterior (ou neuro-hipófise).

HIPOTÁLAMO

Localizado no cérebro diretamente acima da hipófise, é conhecido por exercer controle sobre ela por meios de conexões neurais e substâncias semelhantes a hormônios chamadas fatores desencadeadores (ou de liberação), o meio pelo qual o sistema nervoso controla o comportamento sexual via sistema endócrino.

O hipotálamo estimula a glândula pituitária a liberar os hormônios gonadotróficos (FSH e LH), que atuam sobre as gônadas, estimulando a liberação de hormônios gonadais na corrente sanguínea. Na mulher, a glândula-alvo do hormônio gonadotrófico é o ovário; no homem, são os testículos. Os hormônios gonadais são detectados pela pituitária e pelo hipotálamo, inibindo a liberação de mais hormônio pituitário, por feed-back.

Como a hipófise secreta hormônios que controlam outras glândulas e está subordinada, por sua vez, ao sistema nervoso, pode-se dizer que o sistema endócrino é subordinado ao nervoso e que o hipotálamo é o mediador entre esses dois sistemas.


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Fonte: www.linguativa.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

Dá-se o nome de sistema endócrino ao conjunto de órgãos que apresentam como atividade característica a produção de secreções denominadas hormônios, que são lançados na corrente sangüínea e irão atuar em outra parte do organismo, controlando ou auxiliando o controle de sua função. Os órgãos que têm sua função controlada e/ou regulada pelos hormônios são denominados órgãos-alvo.

Constituição dos órgãos do sistema endócrino Os tecidos epiteliais de secreção ou epitélios glandulares formam as glândulas, que podem ser uni ou pluricelulares. As glândulas pluricelulares não são apenas aglomerados de células que desempenham as mesmas funções básicas e têm a mesma morfologia geral e origem embrionária – o que caracteriza um tecido. São na verdade órgãos definidos com arquitetura ordenada. Elas estão envolvidas por uma cápsula conjuntiva que emite septos, dividindo-as em lobos. Vasos sangüíneos e nervos penetram nas glândulas, fornecendo alimento e estímulo nervoso para as suas funções.

Os hormônios influenciam praticamente todas as funções dos demais sistemas corporais. Freqüentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo, ao passo que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso, atuam na coordenação e regulação das funções corporais.

Alguns dos principais órgãos produtores de hormônios

Alguns dos principais órgãos produtores de hormônios no homem são a hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as paratireóides, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas.

Hipófise ou pituitária 
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Situa-se na base do encéfalo, em uma cavidade do osso esfenóide chamada tela túrcica. Nos seres humanos tem o tamanho aproximado de um grão de ervilha e possui duas partes: o lobo anterior (ou adeno-hipófise) e o lobo posterior (ou neuro-hipófise).


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Além de exercerem efeitos sobre órgãos não-endócrinos, alguns hormônios, produzidos pela hipófise são denominados trópicos (ou tróficos) porque atuam sobre outras glândulas endócrinas, comandando a secreção de outros hormônios. São eles:

TIREOTRÓPICOS

Atuam sobre a glândula endócrina tireóide.

ADRENOCORTICOTRÓPICOS

Atuam sobre o córtex da glândula endócrina adrenal (supra-renal)

GONADOTRÓPICOS

Atuam sobre as gônadas masculinas e femininas.

SOMATOTRÓFICO

Atua no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. Também aumenta a utilização de gorduras e inibe a captação de glicose plasmática pelas células, aumentando a concentração de glicose no sangue (inibe a produção de insulina pelo pâncreas, predispondo ao diabetes).


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Hipotálamo 

Localizado no cérebro diretamente acima da hipófise, é conhecido por exercer controle sobre ela por meios de conexões neurais e substâncias semelhantes a hormônios chamados fatores desencadeadores (ou de liberação), o meio pelo qual o sistema nervoso controla o comportamento sexual via sistema endócrino.


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O hipotálamo estimula a glândula hipófise a liberar os hormônios gonadotróficos (FSH e LH), que atuam sobre as gônadas, estimulando a liberação de hormônios gonadais na corrente sanguínea. Na mulher a glândula-alvo do hormônio gonadotrófico é o ovário; no homem, são os testículos. Os hormônios gonadais são detectados pela pituitária e pelo hipotálamo, inibindo a liberação de mais hormônio pituitário, por feed-back.

Como a hipófise secreta hormônios que controlam outras glândulas e está subordinada, por sua vez, ao sistema nervoso, pode-se dizer que o sistema endócrino é subordinado ao nervoso e que o hipotálamo é o mediador entre esses dois sistemas.


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O hipotálamo também produz outros fatores de liberação que atuam sobre a adeno-hipófise, estimulando ou inibindo suas secreções. Produz também os hormônios ocitocina e ADH (antidiurético), armazenados e secretados pela neuro-hipófise.

Tireóide 
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Localiza-se no pescoço, estando apoiada sobre as cartilagens da laringe e da traquéia. Seus dois hormônios, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), aumentam a velocidade dos processos de oxidação e de liberação de energia nas células do corpo, elevando a taxa metabólica e a geração de calor. Estimulam ainda a produção de RNA e a síntese de proteínas, estando relacionados ao crescimento, maturação e desenvolvimento. A calcitonina, outro hormônio secretado pela tireóide, participa do controle da concentração sangüínea de cálcio, inibindo a remoção do cálcio dos ossos e a saída dele para o plasma sangüíneo, estimulando sua incorporação pelos ossos.

Paratireóides São pequenas glândulas, geralmente em número de quatro, localizadas na região posterior da tireóide. Secretam o paratormônio, que estimula a remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para o plasma sangüíneo), a absorção de cálcio dos alimentos pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais, aumentando a concentração de cálcio no sangue. Neste contexto, o cálcio é importante na contração muscular, na coagulação sangüínea e na excitabilidade das células nervosas.


As glândulas endócrinas e o cálcio
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Adrenais ou supra-renais 
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São duas glândulas localizadas sobre os rins, divididas em duas partes independentes – medula e córtex – secretoras de hormônios diferentes, comportando-se como duas glândulas. O córtex secreta três tipos de hormônios: os glicocorticóides, os mineralocorticóides e os androgênicos.

Pâncreas É uma glândula mista ou anfícrina – apresenta determinadas regiões endócrinas e determinadas regiões exócrinas (da porção secretora partem dutos que lançam as secreções para o interior da cavidade intestinal) ao mesmo tempo. As chamadas ilhotas de Langerhans são a porção endócrina, onde estão as células que secretam os dois hormônios: insulina e glucagon, que atuam no metabolismo da glicose.


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Fonte: www.afh.bio.br

SISTEMA ENDÓCRINO

Atua através de compostos denominados hormônios , que são transformados pelo sangue .

Essas substâncias têm capacidade de regular a função de determinados tecidos , geralmente estimulados, mas as vezes deprimido , certas atividades . os tecidos e órgãos sensíveis a determinado hormônios são os órgãos – alvo desses hormônios.

A ação dos hormônios , ocorre pôr via sangüínea ,é mais lenta , mas , em compensação ,seu efeito é mais duradouro do que o estímulo nervoso.

As glândulas endócrians são , por sua vez , reguladas pelo sistema nervoso ou por outra glândula endócrina, criando um complexo e sensível mecanismo de inter- relações neuroendócrinas ,.

As principais glândulas do nosso organismo são : hipófise , tireóide , paratireóides , supra-renais , pâncreas e as gônadas .

Hipófise É um pequeno órgão , está alojado numa cavidade na base do crânio ,a sella turcica . É considerada a glândula chefe do nosso organismo .Apresenta duas regiões ,a adenoipófise e a ocitocina . e também controla a maturação das gónadas .

Tireóide: localiza-se na base do pescoço , bem em frente á traquéia , tem como principal hormônios a tireoxina ,que estimula o metabolismo celular ,isto é , controla o ritmo das funções celulares e ,portanto, de todo o organismo.

Hipotireoidismo é quando a tireóide produz quantidade insuficiente de tireoxina , a pessoa se torna apática , sonolentas, obesa e com pensamentos lentos .

O bom funcionamento da tireóide depende diretamente de iodo na alimentação e do hormônio tireotrófico , produzido pela hipófise.

Paratireóides: São quatro pequenas glândulas localizadas ao lado da tireóide . Elas produzem o paratormônio que controla o teor de cálcio e fósforo no sangue e, indiretamente , nos ossos e na urina . Uma baixa concentração desse hormônio provoca diminuição de cálcio no sangue e, em consequentemente , ocorrem contrações musculares violentas , tetania.

Supra-renais São glândulas situadas no rins ,uma de cada lado. Produzem a adrenalina e a cortisona , principalmente .

Adrenalina – é conhecida como o hómonio do medo ,onde na qual, aumenta a freqüência respiratória etc.

Cortisona- tem efeitos antiinflamatórias, principalmente em doenças como a artrites .

Pâncreas –é uma glândula mista Que além de produzir o suco pancreático produz hormônios relacionados com o controle da taxa de glicose no sangue :insulina e glucagom.

Quando há insuficiência de insulina como nas pessoas diabéticas , a concentração de glicose no sangue se eleva a níveis tão altos, que o açúcar que entra nos rins não pode ser reabsorvidos , a presença de glicose na urina é uma indicação para os diabetes . A perda de glicose é acompanhada de perda de água ,o que pode levar a um estado de desidratação , provocando colapso circulatório e por conseqüências á morte do indivíduo .

Na sua forma grave a diabete é tratada com injeção de insulina (por ser uma proteína , a insulina não pode ser dada por via oral.( Seria transformada pela digestão). Na sua forma benigna a diabete pode ser tratada apenas pela dieta.

Gônadas: são glândulas sexuais , no homem são chamadas de testículos e na mulher de ovários.

Também são glândulas mistas ,sua parte exócrina elimina espermatozóides ou óvulos , sua parte endócrina , por sua vez ,elimina hormônios que auxiliam no desenvolvimento das características sexuais secundarias , tais como , aparecimento de pêlos ,alteração de vozes ,etc. Além de provocar a formação de células sexuais. .

Fonte: patymari.sites.uol.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

HORMÔNIOS: São substâncias químicas produzidas por um grupo de células, numa parte do corpo e, secretadas na corrente sangüíneas, controlam ou ajudam no controle de outras células, em outra parte do corpo.

A secreção, como se faz diretamente na corrente sanguínea e não por ductos, como nas glândulas exócrinas, é denominada endócrina. As glândulas responsáveis pela secreção dos hormônios, portanto, são classificadas como glândulas endócrinas.

TIPOS DE HORMÔNIOS: Podemos classificar os hormônios, quanto a natureza química dos mesmos, em 2 tipos:

Protéicos São produzidos a partir de cadeias de aminoácidos. Geralmente são constituídos por pequenas proteínas ou fragmentos protéicos.

Esteróides São sintetizados a partir do colesterol.

MECANISMOS DE AÇÃO DOS HORMÔNIOS: Existem diversos mecanismos através dos quais os hormônios agem em suas respectivas células-alvo e fazem-nas executar alguma função. Destes, 2 mecanismos são bastante importantes:

Ativação da adenilciclase e formação de AMP-cíclico intracelular – é o mecanismo geralmente utilizado pela grande maioria dos hormônios protéicos. O hormônio, uma vez ligado a um receptor específico localizado na membrana celular de uma célula-alvo, provoca a ativação de uma enzima intracelular (adenilciclase). Esta enzima converte parte do ATP intracelular em AMP-cíclico. O AMP-cíclico, enquanto presente no interior da célula, executa na mesma uma série de alterações fisiológicas como: ativação de enzimas; alterações da mermeabilidade da membrana celular; modificações do grau de contração de músculo liso; ativação de síntese protéica; aumento na secreção celular.

Ativação de genes – é o mecanismo como agem, geralmente, os hormônios esteróides. Através deste mecanismo o hormônio, de encontro à sua respectiva célula-alvo, penetra em seu interior e então liga-se a um receptor específico. Ligado ao receptor o hormônio atinge o núcleo da célula, onde genes específicos seriam então ativados. Com a ativação de determinados genes, moléculas de RNA mensageiro se deslocam para o citoplasma da célula e determinam a síntese de determinadas proteínas. Estas proteínas, então aumentam atividades específicas da célula.

PRINCIPAIS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS: Hipófise (pituitária) Anterior – produz e secreta dezenas de hormônios. Os principais e mais bem conhecidos são: GH, TSH, ACTH, FSH, LH e PROLACTINA.

Hipófise (pituitária Posterior – secreta os hormônios (produzidos no hipotálamo): OCITOCINA e ADH (hormônio anti diurético).

Tireóide – produz e secreta: TIROXINA (T4), TRIIODOTIRONINA (T3) e CALCITONINA.

Paratireóides – produzem e secretam: PARATORMÔNIO.

Pâncreas – produzem e secretam: INSULINA e GLUCAGON.

Cortex das Supra Renais – produzem e secretam dezenas de hormônios.

Os mais importantes são: ALDOSTERONA, CORTISOL, HORMÔNIOS ANDROGÊNIOS.

Testículos – Produzem e secretam o hormônio masculino TESTOSTERONA.

Ovários – Produzem e secretam os hormônios femininos: ESTROGÊNIO e PROGESTERONA.

HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS
HIPÓFISE: A Hipófise (ou Pituitária) é uma pequena glândula localizada em uma cavidade craniana chamada sela túrsica. É dividida em 2 partes, uma bem diferente da outra: Hipófise Anterior (Adenohipófise) e Hipófise Posterior (Neurohipófise).

ADENOHIPÓFISE: Formada por tipos bastante variados de células, produz e secreta na circulação dezenas de hormônios.

Os mais importantes e bem conhecidos são:

HG (somatotropina) – hormônio do crescimento – promove um crescimento na maioria dos tecidos do nosso corpo.

TSH (tireotropina) – hormônio estimulante da tireóide – estimula as células foliculares tireoideanas a aumentarem a síntese e liberação dos hormônios tireoideanos.

ACTH (corticotropina) – hormônio estimulante da córtex da supra-renal – estimula a córtex da glândula supra-renal a aumentar a síntese e liberação de seus hormônios.

FSH (gonadotropina) – hormônio folículo-estimulante – estimula o crescimento e desenvolvimento dos folículos ovarianos (na mulher) e a proliferação do epitélio germinativo e espermatogênese (no homem).

LH (gonadotropina) – hormônio luteinizante – um dos grandes responsáveis pela ovulação, mantém o corpo lúteo em atividade (na mulher) e estimula a produção de testosterona pelas células de Leydig (no homem).

PROLACTINA – estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias.

NEUROHIPÓFISE: ADH – hormônio anti diurético – produzido pelos núcleos supra-ópticos do hipotálamo, age no túbulo contornado distal e no ducto coletor do nefron, aumentando a permeabilidade à água nestes segmentos.

OCITOCINA – produzido pelos núcleos paraventriculares do hipotálamo, promove contração da musculatura lisa uterina (muito importante durante o trabalho de parto) e contração das células mio-epiteliais, nas mamas, contribuindo para a ejeção do leite (durante a fase de amamentação).

REGULAÇÃO DA SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS DA ADENOHIPÓFISE: A secreção de cada um dos hormônios da adenohipófise pode aumentar ou diminuir sob comando hipotalâmico. Acontece que o Hipotálamo produz diversas substâncias denominadas Fatores de Liberação (ou de Inibição) Hipotalâmicos, substâncias estas que, atingindo as células da adenohipófise, fazem-nas aumentar ou reduzir a secreção de determinados hormônios, conforme o Fator de Liberação ou Inibição liberado e conforme as células atingidas por tais fatores. Estes Fatores de Liberação (ou Inibição) hipotalâmicos, uma vez secretados por células do hipotálamo, atingem rapidamente as células da adenohipófise através de um sistema de vasos denominado: sistema porta hipotálamo-hipofisário.

Eis abaixo exemplos de alguns destes Fatores de Liberação (ou Inibição) Hipotalâmicos e os respectivos hormônios hipofisários que têm sua secreção aumentada (ou diminuída) sob a ação dos tais fatores:

GRF – Fator de Liberação da Somatotropina – Estimula a secreção do hormônio do crescimento (GH).

TRF – Fator de Liberação da Tireotropina – Estimula a secreção do hormônio estimulante da tireóide (TSH).

CRF – Fator de Liberção da Corticotropina – Estimula a secreção do Hormônio estimulante da córtex da supra-renal (ACTH).

LRF – Fator de Liberação das Gonadotropinas – Estimula a secreção de ambas as gonadotropinas (FSH e LH).

PIF – Fator de Inibição da Prolactina – Inibe a secreção da prolactina
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH)

É uma pequena proteína, produzida e secretada pela glândula hipófise anterior.

Durante a fase de crescimento, sob ação deste hormônio, quase todas as células nos tecidos aumentam em volume e em número, propiciando um crescimento dos tecidos, dos órgãos e, consequentemente, o crescimento corporal.

Alguns de seus principais e conhecidos efeitos nos tecidos são: Aumento na síntese protéica celular – Isso ocorre porque o hormônio do crescimento aumenta o transporte de aminoácidos através da membrana celular, aumenta a formação de RNA e aumenta os ribossomas no interior das células. Tudo isso proporciona, nas células, melhores condições para que as mesmas sintetizem mais proteínas.

Menor utilização de glicose pelas células para produção de energia – promove, assim, um efeito poupador de glicose no organismo.

Aumento da utilização de gordura pelas células para produção de energia – ocorre, também, uma maior mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos para que os mesmos sejam utilizados pelas células. Uma consequência disso é a redução dos depósitos de gordura nos tecidos adiposos.

Devido aos efeitos acima citados, observa-se um importante aumento na quantidade de proteínas em nossos tecidos. Em consequência do aumento das proteínas e de um maior armazenamento de glicogênio no interior das células, estas aumentam em volume e em número. Portanto observamos um aumento no tamanho de quase todos os tecidos e órgãos do nosso corpo.

CRESCIMENTO ÓSSEO O efeito do hormônio do crescimento no crescimento ósseo ocorre de uma forma indireta: O hormônio do crescimento estimula nas células hepáticas e, em menor proporção, nos rins a produção de uma substância denominada somatomedina. A somatomedina estimula a síntese de substância fundamental na matriz óssea, necessária ao crescimento deste tecido. Portanto, um defict na produção de hormônio do crescimento acarreta também um defict no crescimento em estatura.

Embora o crescimento estatural cesse a partir da adolescência, o hormônio do crescimento continua a ser secretado por toda a vida. Ocorre apenas uma pequena redução em sua secreção após a adolescência. O crescimento estatural não mais ocorre, a partir desta fase, devido ao esgotamento da cartilagem de crescimento dos ossos longos, impedindo o crescimento dos mesmos em comprimento. Porém ossos mais membranosos, como os do nariz, continuarão a crescer lentamente.

CONTROLE DA SECREÇÃO: A quantidade de hormônio do crescimento secretada a cada momento depende de diversos fatores.

A regulação da secreção é feita através o Fator de Liberação da Somatotropina (GRF), produzida no hipotálamo. Este fator atinge a adeno hipófise através do sistema porta hipotálamo-hipofisário e estimula esta glândula a produzir e secretar maiores quantidades do hormônio do crescimento.

Um dos mais importantes fatores que influenciam a secreção de GRF pelo hipotálamo e, como consequência, maior secreção de GH pela hipófise, é a quantidade de proteínas no interior das células em nosso organismo. Quando as proteínas estão em quantidade baixa, como ocorre na desnutrição, o GRF é secretado em maior quantidade e, consequentemente, o GH também o faz. Como resultado haverá, nas células, um estímulo para que ocorra uma maior síntese de proteínas.

ANORMALIDADES NA SECREÇÃO DO GH: Uma insuficiência na secreção do GH desde a infância acarreta numa situação denominada nanismo. O indivíduo acaba ficando com uma baixa estatura e com seus órgãos internos, proporcionalmente, menores.

Uma hipersecreção anormal do GH desde a infância promove um crescimento exagerado de todos os tecidos e, inclusive, dos ossos longos. O resultado é uma condição denominada gigantismo.

Mas se a hipersecreção ocorrer somente após a adolescência, quando os ossos longos já estariam com sua capacidade de crescimento em comprimento esgotada, o resultado será um crescimento desproporcional em diversas vísceras, tecidos moles, órgãos internos e alguns ossos membranosos como os das mãos, pés, nariz e mandíbula. Tal condição é denominada acromegalia.

TIREÓIDE E HORMÔNIOS TIREOIDEANOS (T3 e T4) A tireóide localiza-se na região do pescoço, anteriormente à traquéia e logo abaixo da laringe. Histologicamente é formada por uma grande quantidade de folículos. As células foliculares produzem 2 importantíssimos hormônios: tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Estes dois hormônios armazenam-se no interior dos folículos e, aos poucos, são liberados para a corrente sanguínea. Através desta atingem todos os tecidos e promovem nos mesmos um importante estímulo no metabolismo celular. Na ausência destes hormônios, quase todo o metabolismo celular, em quase todos os tecidos, caem aproximadamente para a metade do normal. Por outro lado, numa condição de hipersecreção dos tais hormônios, o metabolismo celular basal aumenta exageradamente, atingindo cerca do dobro do normal.

PRODUÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS: As células foliculares tireoideanas sintetizam, durante todo o tempo, uma proteína, na qual se formam e armazenam os hormônios tireoideanos. Esta proteína se chama tireoglobulina e é formada por uma cadeia de aminoácidos tirosina.

Mas para que se formem os hormônios tireoideanos não basta uma normal produção de tireoglobulina. Também é de fundamental importância uma captação de íon iodeto, necessário à formação dos hormônios.

A captação de iodeto se faz através de um transporte ativo (bomba de iodeto), que bombeia contantemente estes íons do exterior para o interior das células foliculares, armazenando uma concentração cerca de 40 vezes maior no líquido intracelular.

Mas os íons iodetos devem ser transformados na forma elementar de iodo no interior das células, para que possam ser utilizados na formação dos hormônios. Isso se faz com a importante ajuda de uma enzima denominada peroxidase.

Na medida em que as moléculas de tireoglobulina vão sendo produzidas, moléculas de iodo vão se ligando quimicamente aos radicais tirosina das proteínas. Mas para que as moléculas de iodo se liguem com a devida rapidez e em quantidade satisfatória, se faz necessário a presença de uma enzima, a iodinase, que cataliza a reação do iodo com os radicais tirosina das tireoglobulinas.

As moléculas de tireoglobulina, conforme vão sendo produzidas, vão saindo da célula e armazenando-se no interior dos folículos, submersas num líquido gelatinoso denominado colóide.

Cada molécula de tireoglobulina carrega, portanto, vários radicais tirosina impregnados com molécula de iodo.

2 radicais tirosina, ligados entre sí, com 2 íons iodetos em cada uma de suas moléculas, reagem-se entre sí formando uma molécula de tiroxina (T4); 2 radicais tirosina, ligados entre sí, sendo um com 2 íons iodeto e outro com apenas 1 íon iodeto, reagem-se também entre sí formando uma molécula de triiodotironina (T3).

Diante do exposto acima, podemos então imaginar que cada molécula de tireoglobulina carrega vários hormônios tireoideanos (a maioria T4) em sua fórmula. Portanto, podemos dizer que os hormônios tireoideanos armazenam-se no interior dos folículos tireoideanos na forma de tireoglobulina.

SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS: A face voltada para o interior do folículo, da célula folicular tireoideana, faz constantemente o processo de pinocitose. Através da pinocitose, constantemente, diversas moléculas de tireoglobulina acabam retornando para o citoplasma da célula, desta vez carregando diversas moléculas de hormônio tireoideano em sua estrutura. No interior da célula, a tireoglobulina sofre ação de enzimas proteolíticas. Como consequência, a tireoglobulina se fragmenta em numerosos pedaços pequenos, liberando os hormônios tireoideanos (T3 e T4) na circulação, através da outra face celular. Os hormônios, então, ligam-se a proteínas plasmáticas e assim circulam em nossa rede vascular, atingindo quase todas as células de nosso corpo.

EFEITOS DOS HORMÔNIOS TIREOIDEANOS: São raros os tecidos que não sofrem uma ação direta ou mesmo indireta dos hormônios tireoideanos. Sob seu estímulo, as células aumentam seu trabalho, sintetizam mais proteínas, consomem mais nutrientes e oxigênio, produzem mais gaz carbônico, etc.

HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMO: Vejamos abaixo como se manifestaria uma pessoa que apresentasse uma hiper-secreção de hormônios tireoideanos, comparada a uma outra que apresentasse uma hipo-secreção dos mesmos hormônios:

SISTEMA RESPIRATÓRIO:

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
frequência respiratória aumenta (taquipnéia) diminui (bradipnéia)
profundidade da respiração aumenta (hiperpnéia) diminui (hipopnéia)

SISTEMA NEURO-MUSCULAR:

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
contrações musculares mais fortes, mais rápidas mais fracas, mais lentas
reflexos hiper-reflexia hipo-reflexia
sono reduzido (insônia) aumentado
manifestações psicológicas ansiedade, tendências psiconeuróticas
taquipsiquismo
depressão
bradipsiquismo

SISTEMA DIGESTÓRIO:

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
fome aumentada diminuída
movimentos do tubo digestório aumentados reduzidos
sereções digestivas aumentadas reduzidas
fezes mais líquidas, mais frequentes mais sólidas, menos frequentes

SISTEMA ENDÓCRINO:

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
secreções endócrinas
(de um modo geral)
aumentam diminuem

SISTEMA REPRODUTOR:

HIPERTIREOIDISMO: HIPOTIREOIDISMO:
masculino disfunção erétil redução da libido
feminino amenorréia
oligomenorréia
menorragia
polimenorréia
redução da libido

REGULAÇÃO DA SECREÇÃO: A secreção dos hormônios tireoideanos é controlada pelo hormônio hipofisário tireotropina (TSH): Um aumento na liberação de TSH pela adeno-hipófise promove, na tireóide, um aumento na captação de iodeto, na síntese de tireoglobulina e em diversas outras etapas na produção dos hormônios T3 e T4. Como resultado aumenta a síntese e liberação destes hormônios e o metabolismo basal celular, de um modo geral, aumenta. A secreção de TSH, por sua vez, é estimulada pelo fator de liberação da tireotropina (TRF), produzida pelo hipotálamo.

Ocorre um mecanismo de feed-back negativo no controle de secreção dos hormônios tireoideanos: na medida em que ocorre um aumento na secreção dos hormônios T3 e T4, o metabolismo celular aumenta. Este aumento promove, a nível de hipotálamo, redução na secreção de TRF, o que provoca, como consequência, uma redução na secreção de TSH pela adeno-hipófise e, consequentemente, redução de T3 e T4 pela tireóide, reduzindo o metabolismo basal celular.

HORMÔNIOS DA CORTEX DA SUPRA-RENAL A supra-renal (ou adrenal), localizada acima de cada rim, com dimensões aproximadas de 5 cm. por 1 cm., apresenta 2 tecidos histologicamente e fisiologicamente bem distintos: medula e córtex.

A medula secreta adrenalina e nor-adrenalina e faz parte do sistema nervoso autônomo (simpático).

Já a córtex, importante glândula endócrina, produz e secreta dezenas de hormônios. Todos os hormônios secretados por este tecido são sintetizados a partir do colesterol e pertencem, portanto, ao grupo dos hormônios esteróides.

Os diversos hormônios produzidos pela córtex da adrenal, de acordo com seus efeitos, são divididos em grupos:

Mineralocorticóides: atuam no metabolismo de minerais, principalmente no controle dos íons sódio e potássio. O principal mineralocorticóide, responsável por pelo mentos 95% da função mineralocorticóide da supra-renal, é o hormônio aldosterona. Outros mineralocorticóides bem menos importantes são: desoxicorticosterona e corticosterona.

Glicocorticóides: atuam no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras. O principal hormônio deste grupo é o cortisol.

Androgênios: produzem efeitos masculinizantes, semelhantes àqueles produzidos pela testosterona, secretada em grande quantidade pelas gônadas masculinas.

A córtex da adrenal é dividida em 3 camadas: zona glomerulosa zona fasciculada zona reticular A aldosterona é produzida na zona glomerulosa; as zonas fasciculada e retitular produzem cortisol e androgênios.

ALDOSTERONA: Principal mineralocorticóide, controla os níveis plasmáticos dos íons sódio e potássio. Exerce seu efeito no túbulo contornado distal e no ducto coletor do nefron, aumentando a reabsorção de sódio e a excreção de potássio. Como este transporte é mais efetivo ao sódio do que ao potássio, mais cátions são reabsorvidos do que excretados nestes segmentos distais do nefron. A reabsorção de sódio provoca, por atração iônica, reabsorção também de cloretos. A reabsorção de sal (NaCl), por sua vez, reabsorve água (por osmose). Portanto, um aumento na secreção de aldosterona, pela supra-renal, promove nos túbulos renais um aumento na reabsorção de sal e água. Um aumento na reabsorção de sal e água promove, como consequência, um aumento no volume do líquido no compartimento extra-celular. Isto faz com que ocorra um aumento no volume sanguíneo e no débito cardíaco. Como consequência ocorre também um aumento na pressão arterial.

CONTROLE DA SECREÇÃO DE ALDOSTERONA: Existem diversos fatores que influem na secreção da aldosterona. Os principais são:

Potássio: Um aumento no nível plasmático deste íon estimula a zona glomerulosa a aumentar a secreção de aldosterona.

Angiotensina: Também exerce um importante efeito estimulante na secreção de aldosterona.

Sódio: Quanto menor sua concentração no líquido extra-celular, maior é a secreção de aldosterona.

ACTH: Estimula principalmente a secreção de cortisol, mas exerce também um pequeno efeito estimulador de aldosterona.

CORTISOL Exerce importantes efeitos no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras. Além disso estabiliza membrana de lisossomas.

Efeitos no metabolismo dos carboidratos:
O cortisol reduz a utilização da glicose pelas células, reduz a glicogênese e aumenta a glicogenólise. Como consequência aumenta a glicemia.

Efeitos no metabolismo das proteínas:

O cortisol faz com que as células, de um modo geral, reduzam a síntese de proteínas e aumentem a lise das mesmas: Isso promove uma redução das proteínas e uma aumento na quantidade de aminoácidos circulantes.
No fígado ocorre o contrário: aumento na síntese e redução na lise protéica. Como consequência, aumento na quantidade de proteínas plasmáticas.

Efeitos nos metabolismo das gorduras O cortisol aumenta a mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos e a utilização das gorduras pelas células para produção de energia.

Efeitos na membrana dos lisossomas:

O cortisol estabiliza a membrana dos lisossomas, dificultando seu rompimento durante uma lesão tecidual.

CONTROLE DA SECREÇÃO DE CORTISOL Existem diversos fatores que influem na secreção de cortisol, muitos ainda não bem esclarecidos. Um importante e conhecido fator estimulante da secreção de cortisol relaciona-se com o stress. Qualquer condição que cause stress físico (lesões teciduais diversas, como fraturas, entorses, contusões musculares, traumas, queimaduras, etc.), dor, infecções, fome, sofrimento e outros, estimulam o hipotálamo a secretar o fator de liberação da corticotropina (CRF). Este fator estimula a hipófise anterior a aumentar a secreção de ACTH. O ACTH estimula a córtex da adrenal a aumentar a secreção de cortisol. O cortisol aumentado, com os efeitos acima descritos, propicia aos tecidos lesados condições necessárias para que os mesmos se restabeleçam o mais rapidamente possível das alterações, reduzindo portanto o stress.

HORMÔNIOS ANDROGÊNIOS São bastante semelhantes ao hormônio masculino testosterona e são secretados, felizmente, em quantidades bastante baixas. Quando ocorre uma hiper-secreção anormal destes hormônios em crianças ou em mulheres, efeitos masculinizantes como puberdade precoce, pilificação, calvície em pessoas hereditariamente predispostas, voz mais grave, aumento nas dimensões do órgão genital ou clítoris, além de outras alterações podem ser observadas.

PARATORMÔNIO E CALCITONINA O paratormônio é produzido pelas glândulas paratireóides, localizadas posteriormente à glândula tireóide.

A calcitonina é produzida pelas células parafoliculares da tireóide (estas não fazem parte dos folículos tireoideanos).

Ambos os hormônios atuam no metabolismo do íon cálcio, sendo importantes no controle do normal nível plasmático deste íon.

Mais de 99% do cálcio presente em nosso corpo se encontra depositado em tecidos como ossos e dentes. Sendo assim, o cálcio na forma iônica dissolvida em nosso plasma corresponde a menos de 1% do total de cálcio que possuímos.

É muito importante que o nível de cálcio plasmático se mantenha dentro do normal, pois:

em uma situação de hipercalcemia as membranas das células escitáveis se tornam menos permeáveis ao sódio, o que reduz a excitabilidade da mesma. Como consequência, ocorre uma hipotonia muscular esquelética generalizada. No músculo cardíaco ocorre um aumento da força contrátil durante a sístole ou mesmo uma parada cardíaca, devido à redução da excitabilidade das fibras de purkinje.

em uma situação de hipocalcemia, ao contrário, as membranas celulares se tornam excessivamente permeáveis aos íons sódio. O aumento na permeabilidade ao sódio torna as membranas mais excitáveis. Os músculos esqueléticos se tornam mais hipertônicos, podendo ocorrer inclusive uma manifestação de tetania (hipocalcêmica). O músculo cardíaco se contrai com menos força.

Quando o nível plasmático de cálcio se torna abaixo do normal, as paratireóides aumentam a secreção de paratormônio. Este faz com que a calcemia aumente, retornando ao normal.

Quando o nível plasmático de cálcio se torna acima do normal, as células parafoliculares da tireóide aumentam a secreção de calcitonina. Esta faz com que a calcemia se reduza, retornando ao normal.

Desta forma estes 2 hormônios, juntos, controlam o nível plasmático de cálcio, mantendo-o dentro do normal e evitando, assim, uma hipercalcemia ou uma hipocalcemia.

O paratormônio é o mais importante hormônio responsável pelo controle do nível plasmático de cálcio em nosso organismo.

Vejamos alguns efeitos destes hormônios

NOS OSSOS No tecido ósseo existe uma constante atividade osteoblástica (síntese de matriz, com impregnação de íons cálcio e fosfato na mesma) e uma constante atividade osteoclástica (lise do tecido ósseo com mobilização de íons cálcio e fosfato do tecido ósseo para os líquidos corporais). A atividade osteoblástica é feita por células chamadas osteoblastos; a atividade osteoclástica, por sua vez, pelos osteoclastos.

Um aumento na secreção de paratormônio promove, nos ossos, um aumento da atividade osteoclástica, o que transfere íons cálcio e fosfato destes tecidos para o sangue. Além disso, o paratormônio aumenta também a atividade da membrana osteocítica que, por meio de transporte ativo, transfere grande quantidade de íons cálcio dos ossos para o sangue. Ambos os eventos promovem uma elevação da calcemia.

Um aumento na secreção de calcitonina promove, nos ossos, um aumento da atividade osteoblástica. Através desta, ocorre uma maior síntese de tecido ósseo (matriz protéica), o que atrai grande quantidade de íons cálcio e fosfato do sangue para este novo tecido. Na matriz, cálcio e fosfato combinam-se entre sí e com outros íons, formando os diversos sais ósseos, que são responsáveis pela rigidez do tecido ósseo. Os mais importantes sais ósseos são: fosfato de cálcio, carbonato de cálcio e hidroxiapatita. O aumento da atividade osteoblástica, portanto, promove uma redução da calcemia, pois uma considerável quantidade de cálcio migra do sangue para os ossos.

NO SISTEMA DIGESTÓRIO Como diariamente todos temos uma pequena perda de cálcio através da diurese, é importante que também tenhamos, pelo menos, uma reposição desta perda através de nossa alimentação.

O cálcio, presente em diversos alimentos, é absorvido através da parede do intestino delgado (transporte ativo). Mas para que ocorra uma adequada absorção se faz necessário a presença de uma substância denominada 1,25-diidroxicolecalciferol. Vejamos como se forma esta substância:

Na nossa pele existe, em abundância, um derivado do colesterol denominado 7-deidrocolesterol. Através da irradiação ultravioleta (pelos raios solares) grande parte desta substância é convertida em colecalciferol (vitamina D3). No fígado, o colecalciferol é convertido em 25-hidroxicolecalciferol. Este, nos rins, converte-se em 1,25-diidroxicolecalciferol (esta conversão também exige a presença de paratormônio).

Portanto, para que ocorra uma boa absorção de cálcio através de nosso sistema digestório, é necessário que:

o cálcio esteja presente no alimento.
não haja falta de vitamina D3 em nosso organismo (para isso é necessária a exposição do corpo aos raios solares ou uma alimentação rica em fontes desta vitamina).
a presença do hormônio paratormônio (para que ocorra a conversão de 25-hidroxicolecalciferol em 1,25-diidroxicolecalciferol).

NO SISTEMA URINÁRIO Nos túbulos contornados distais existe um mecanismo que reabsorve íons cálcio do lumen tubular para o interstício (e, consequentemente, para o sangue) ao mesmo tempo em que transporta íons fosfato em sentido contrário. Na presença de paratormônio este transporte aumenta, fazendo com que mais cálcio seja reabsorvido (reduzindo a perda urinária deste íon) ao mesmo tempo em que mais íons fosfato seja excretado (aumentando a perda urinária de fosfato).

INSULINA E GLUCAGON 

O tecido pancreático é constituído por numerosos ácinos (ácinos pancreáticos), que são responsáveis pela produção das diversas enzimas secretadas através do ducto pancreático no tubo digestório. Tais enzimas constituem um tipo de secreção denominada secreção exócrina.

Além dessa função exócrina, o tecido pancreático secreta também hormônios, diretamente à corrente sanguínea. A secreção endócrina do pâncreas é feita através de milhares de grupamentos celulares denominados Ilhotas de Langerhans, distribuídas por todo o tecido pancreático.

Cada Ilhota de Langerhans é constituída por diversos tipos de células. Destacam-se as células alfa, que produzem o hormônio glucagon e as células beta, que produzem a insulina.

Ambos os hormônios, insulina e glucagon, são bastante importantes devido aos seus efeitos no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

INSULINA Produzida pelas células beta das ilhotas de Langerhans, atua no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

Efeitos da insulina no metabolismo dos carboidratos: aumento no transporte de glicose através da membrana celular aumento na disponibilidade de glicose no líquido intracelular aumento na utilização de glicose pelas células aumento na glicogênese (polimerização de glicose, formando glicogênio), principalmente no fígado e nos músculos aumento na transformação de glicose em gordura Efeitos da insulina no metabolismo das proteínas: aumento no transporte de aminoácidos através da membrana celular maior disponibilidade de aminoácidos no líquido intracelular aumento na quantidade de RNA no líquido intracelular aumento na atividade dos ribossomas no interior das células aumento na síntese protéica redução na lise protéica aumento no crescimento Efeitos da insulina no metabolismo das gorduras: aumento na transformação de glicose em gordura redução na mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos redução na utilização de ácidos graxos pelas células GLUCAGON Secretado pelas células alfa das ilhotas de Langerhans, é muito importante principalmente para evitar que ocorra uma hipoglicemia acentuada no organismo de uma pessoa.

Quando a concentração de glicose no sangue atinge valores baixos, as células alfa das ilhotas de Langerhans liberam uma maior quantidade de glucagon.

O glucagon, então, faz com que a glicose sanguínea aumente e retorne aos valores aceitáveis como normal.

Os principais mecanismos através dos quais o glucagon faz aumentar a glicemia são: aumento na glicogenólise (despolimerização do glicogênio armazenado nos tecidos, liberando glicose para a circulação) aumento na gliconeogênese, através da qual elementos que não são carboidratos (proteínas e glicerol) transformam-se em glicose. Fonte: www.sogab.com.br

SISTEMA ENDÓCRINO

As glândulas são órgãos que produzem, armazenam e eliminam substâncias que são chamadas secreções. Assim, por exemplo, as lágrimas são as secreções das glândulas lacrimais; a saliva é a secreção das glândulas salivares; o leite é a secreção das glândulas mamárias.

Algumas glândulas possuem canais para eliminar suas secreções no meio exterior ou em cavidades de órgãos. Essas glândulas são chamadas exócrinas ou de secreção externa. É o caso das glândulas salivares, das glândulas lacrimais, das glândulas sudoríparas e sabáceas.

Outras glândulas lançam suas secreções diretamente no sangue, que constitui o meio interno do organismo. Por isso essas glândulas são, chamadas endócrinas ou de secreção interna. É o caso das glândulas tireóide e supra-renais. As secreções dessas glândulas chamam-se hormônios e seu estudo denomina-se Endocrinologia.

Certas glândulas como o pâncreas e as gônadas possuem dois tipos de células com funções diferentes. Um grupo de células elabora uma secreção que é lançada fora da glândula por meio de canais. Esse grupo de células funciona como glândula exócrina. Outro grupo de células elabora hormônios que são lançados diretamente na corrente sangüínea. Nesse caso o grupo de células funciona como glândula endócrina.

Por exemplo, a secreção exócrina do pâncreas é o suco pancreático, lançado no duodeno pelo canal pancreático. A secreção endócrina é o hormônio insulina elaborado pelas ilhotas pancreáticas. Esse hormônio é lançado diretamente no sangue. É por isso que muitos autores consideram o pâncreas uma glândula mista, isto é, de função exócrina e endócrina ao mesmo tempo.


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Sistema Endócrino O sistema endócrino é um conjunto de glândulas de secreção interna. Suas secreções – os hormônios – lançados na circulação sangüínea atuam nas reações do metabolismo, do crescimento, nas funções reprodutoras e no desenvolvimento em geral.

O sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso, faz a coordenação do nosso corpo, colocando em harmonia as suas partes, relacionando umas às outras de maneira regular.

Das glândulas endócrinas estudaremos a hipófise, a tireóide, as paratireóides, as supra-renais, as ilhotas pancreáticas, o timo e as gônadas (ovário e testículos).


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GLÂNDULAS ENDÓCRINAS

HIPÓFISE

É uma glândula endócrina localizada na base do cérebro. Tem forma oval e mede cerca de 1,5 centímetro em seu maior diâmetro. Produz vários hormônios, entre os quais o hormônio do crescimento.

Quando secretado em excesso nos períodos de crescimento do corpo, esse hormônio causa uma deformação chamada gigantismo. Se, ao contrário, sua produção for insuficiente no mesmo período de vida, ocorrerá o chamado nanismo.

Outros hormônios produzidos pela hipófise controlam a atividade das demais glândulas, como a tireóide, as paratireóides, as supra-renais e as gônadas. Além disso, a hipófise, através de diferentes hormônios, regula as contrações da musculatura lisa do útero (fundamental no parto), a reabsorção de água pelos rins e o aproveitamento de gorduras e carboidratos. Por tudo isso, ela é considerada a glândula-chefe do nosso organismo.


Um dos homens mais altos do mundo tinha
2,72 e a pessoa mais baixo era uma mulher de 61 cm

O distúrbio glandular pode ocorrer na idade adulta quando já cessou o crescimento. O indivíduo, produzindo hormônio do crescimento em excesso, vai ter um crescimento exagerado das extremidades dos membros. O defeito ocasionado denomina-se acromegalia.

TIREÓIDE Essa glândula está localizada na parte dianteira e inferior do pescoço, em frente à traquéia. Seu hormônio é a tireoxina, em cuja a composição entra o iodo. Ele controla o ritmo das funções celulares e, portanto, de todo o organismo. O bom funcionamento da tireóide depende diretamente do hormônio tireotrófico, produzido pela hipófise.

Como característica da escassez na produção desses hormônios (hipotireoidismo) manifestam-se no indivíduo inchaço, aspereza e fragilidade dos fios de cabelo, apatia e raciocínio lento. Se esse hipotireoidismo ocorrer na infância, além do atraso no desenvolvimento, ocorre um atraso mental acentuado.

No hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios) manifestam-se no indivíduo aceleração dos batimentos cardíacos, excitabilidade nervosa excessiva, emagrecimento e elevação da temperatura interna.

Faz parte dos hormônios tireoidianos o elemento químico iodo. Quando a absorção desse elemento a partir dos alimentos é deficiente a glândula sofre um crescimento formando no pescoço urna espécie de papo denominado bócio. É por isso que as autoridades sanitárias obrigam os fabricantes de sal a acrescentar certa taxa de sais de iodo no produto.

PARATIREÓIDES São quatro pequenas glândulas, situadas duas em cada lado da tireóide. Segregam um hormônio chamado paratormônio, que controla a quantidade de cálcio e fósforo no sangue e, indiretamente, nos ossos e na urina. A deficiência de paratormônio provoca diminuição de cálcio no sangue e, em conseqüência, ocorrem violentas contrações musculares. O fenômeno é conhecido pelo nome de tetania.

O excesso de paratormônio no sangue durante longos períodos provoca amolecimento dos ossos (por falta de absorção de cálcio).

SUPRA-RENAIS Essas pequenas glândulas estão localizadas sobre a parte superior dos rins, uma de cada lado. Cada uma tem duas porções distintas: medula (parte central) e córtex (parte periférica). Os hormônios produzidos pelo córtex atuam sobre o organismo, facilitando o aproveitamento da água, dos sais minerais, das protéinas e dos carboidratos pelas células. A medula produz adrenalina, que, em excesso, acelera os batimentos cardíacos, diminui o diâmetro dos vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial, torna as contrações musculares mais fáceis e mais fortes e deixa o indivíduo pálido, com pertubações gastrintestinais e, às vezes, náuseas.

Quando sentimos medo, raiva ou uma grande ansiedade, há uma descarga de adrenalina em nosso sangue, e por isso ocorrem no organismo todas essas reações. Por esse motivo, a adrenalina é considerada o hormônio das situações de perigo. O funcionamento das supra-renais também está sob o controle de um hormônio produzido pela hipófise.

PÂNCREAS O pâncreas é uma glândula mista que, além de produzir o suco pancreático, produz também um hormônio.

Nele encontram-se os agrupamentos de células especializadas, chamadas ilhotas de Langerhans. Elas produzem insulina, um hormônio que possibilita a conversão de glicose em glicogênio. Além disso, a insulina facilita a entrada de glicose nas células, provocando o abaixamento do nível de glicose no sangue.

TIMO O timo é uma glândula situada atrás da parte superior do osso esterno. O peso do timo aumenta do nascimento até os dois anos de idade; a partir daí seu volume permanece constante até os 25 anos de idade, quando começa a regredir. Nos velhos, praticamente não existe mais.

A função do timo é pouco conhecida, mas pesquisas realizadas em cães jovens parecem demonstrar que sua retirada nessa fase da vida perturba o desenvolvimento do esqueleto.

GÔNADAS São as glândulas sexuais (testículos e ovários). Seu estudo mais detalhado ocorrerá no estudo dirigido a seguir.

Fonte: www.cen.12.br

SISTEMA ENDÓCRINO

Sistema endócrino é formado pelo cojunto de glândulas que apresentam como atividade característica a produção de secreções denominadas hormonas.

Frequentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino em conjunto com o sistema nervoso actuam na coordenação e regulação das funções corporais.

Alguns dos principais órgãos que constituem o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas (os ovários e os testículos).

Fonte: pt.wikipedia.org

SISTEMA ENDÓCRINO

Para o controle da função corporal existem dois sistemas:

Sistema nervoso

Secreta neurotransmissores nas junções sinápticas o que desencadeia o impulso nervoso para a regulação das funções.

Sistema endócrino

Secretos hormônios através de glândulas na corrente sanguínea e estes chagam as células alvo onde desempenham sua função de controle.

Ambos os sistemas citados acima atuam em conjunto para o controle das funções corporais.

SISTEMA ENDÓCRINO

hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas(ovários e testículos) são os órgãos principais que formam o sistema endócrino.


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ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO

A tireóide produz hormônios T3 (ou tri-iodotironina) e T 4 (ou tiroxina); é uma pequena glândula, situada na região anterior do pescoço, em frente a passagem do ar (traquéia) e abaixo do pomo-de-Adão. Esses hormônios são responsáveis pelo controle do metabolismo.

A função do pâncreas, glândula localizada atrás do estômago, é auxiliar na manutenção dos níveis normais de glicose no sangue através da insulina e do glucagon.


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Regulação da concentração de glicose no sangue.
A normoglicemia é mantida pela ação combinada dos hormônios pancrêaticos insulina e glucagon.

PANCREAS


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ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO

A hipófise possui uma função complexa e essencial para o bem-estar geral da pessoa.

Divide-se em duas partes:

Anterior (ou adeno hipófise) e a posterior (ou neuro-hipófise) é responsável pela produção dos hormônios prolactina, hormônio do crescimento, hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), hormônio estimulador da tireóide (TSH), hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo estimulante (FSH).

A hipófise posterior armazena e secreta os hormônios ocitocina e o hormônio Anti-Diurético.


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As supra-renais localizam-se acima dos rins e produz os hormônios cortisol, Aldosterona, Andrógenos adrenais, adrenalina e noradrenalina.

O hipotálamo é localizado acima da hipófise e produz hormônios que atuam diretamente na mesma, para estimular ou inibir a liberação dos hormônios hipofisários.

SUPRA-RENAIS


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HIPOTÁLOMO


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ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO

Os ovários são responsáveis pela produção do estrógeno e a progesterona, os dois hormônios sexuais, femininos mais importantes.

Os testículos produzem o hormônio sexual masculino, testosterona.

TESTÍCULO


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OVÁRIO


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Simone Nunes

Fonte: www.unifra.br




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