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Biologia

Cebola

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Realça o sabor dos alimentos

A cebola é a hortaliça condimentar mais difundida no mundo. Apesar de sua pequena importância nutricional como fonte de vitaminas e sais minerais, apresenta propriedades terapêuticas comprovadas, como a proteção contra algumas infecções do aparelho digestivo, diminuição do nível de glicose no sangue e proteção contra a arteriosclerose.

É um bulbo, provavelmente originário da Ásia Central, tendo sido cultivado na Índia e China desde tempos remotos, sendo muito apreciado na Grécia, Roma e Egito antigos. É uma Aliácea, assim como o alho, a cebolinha e o alho porró.

COMO COMPRAR

As maiores ofertas, e portanto os menores preços, ocorrem de agosto a fevereiro.

A cebola apresenta formatos variados, podendo ser redonda, achatada ou em forma de pêra.

Quanto à cor, os bulbos são amarelos, brancos ou roxos. Escolha os bulbos com cuidado, sem apertá-los ou jogá-los na banca de exposição. Prefira bulbos firmes, com casca seca e pescoço seco e cicatrizado. Entre bulbos de mesmo tamanho escolha os mais pesados. Evite bulbos brotados, com feridas, áreas amolecidas e mofo.

COMO CONSUMIR

A cebola é usada principalmente como condimento, realçando o sabor dos alimentos. Entretanto, também pode ser utilizada crua em saladas e entradas e no preparo de sopas, patês, pães, biscoitos, ou frita à milanesa.

A cebola assada com casca, no espeto, é um excelente acompanhamento para churrasco.

A cebola congelada somente é adequada para uso em pratos cozidos ou assados. Para descongelar, coloque-a em água fervente com sal, ou diretamente ao fogo, durante o preparo do prato.

COMO CONSERVAR

A cebola conserva-se por tempo prolongado, 3 a 5 semanas, sem necessidade de refrigeração. Mantenha os bulbos em local seco, fresco, escuro e bem ventilado.

As cebolas de sabor mais suave, ou seja menos picante, apresentam menor durabilidade, enquanto as cebolas mais picantes, conservam-se por maior período.

As cebolas roxas em geral se conservam por maior tempo do que as cebolas brancas e amarelas.

A cebola picada ou ralada deve ser mantida em geladeira, envolvida por filme plástico ou em vasilha de plástico tampada, por até um dia. A vasilha a ser usada deve ter o tamanho certo para a quantidade a ser conservada; quando se utilizar filme de plástico, este deve ficar bem aderido à cebola picada.

Para congelar a cebola, pique-a ou corte-a em rodelas, coloque as porções sobre uma travessa ou vasilha aberta e leve ao congelador. Quando as porções estiverem congeladas, acondicione-as em recipiente de plástico rígido ou em saco de plástico do qual se retira a maior quantidade possível de ar.

Nesta condição a cebola pode ser conservada por até 6 meses.

Outra maneira de conservar a cebola consiste em triturá-la, transformando-a em pasta e adicionando sal e alho para aumentar a sua durabilidade.

Deve-se manter 1 parte de alho para 3 partes de cebola para 10 partes de sal. Esta pasta pode ser mantida em condição ambiente por até 25 dias.

DICAS

Temperos que combinam com a cebola: vinagre, pimenta, limão, sal, azeite, folhas de louro, cominho, cravo da índia, noz moscada.

Para não lacrimejar quando estiver picando cebola, coloque um pedaço de pão na ponta da faca.

Para tirar o cheiro de cebola das mãos, esfregue-as com suco de limão e enxague com água.

Fonte: www.cnph.embrapa.br

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A cebola é uma boa aliada para melhorar o funcionamento do intestino, fígado, pâncreas e vesícula. E mais promove o bom funcionamento do aparelho circulatório e renal e reduz o risco de aparecimento do câncer de estômago.

Os benefícios da cebola deve-se a presença de substâncias quercitina, um agente antioxidante. Daí a sua ação em auxiliar na redução do colesterol e o aumento do colesterol HDL (bom colesterol). Participa, também, na redução da pressão arterial e evita a formação coágulos sangüíneos.

Outra substância encontrada na cebola é a olerícola. Trata-se de uma substância que impede a formação de plaquetas no sangue, evitando assim os entupimentos das artérias.

A cebola crua

O consumo exagerado de cebola pode aumentar a formação de gases e causar desconforto gastrintestinais, principalmente se ela for consumida crua. Depois de cozida ou escaldada as suas propriedades fermentativas reduzem e elas já ficam mais suaves.

Por outro lado o consumo da cebola crua melhora o equilíbrio da flora intestinal e reduz o risco do aparecimento do câncer do colo retal.

Fonte: www.segs.com.br

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Originária do centro da Ásia, a cebola é o principal condimento utilizado pelos brasileiros e, de modo geral, pela maioria dos povos.

A cebola chegou ao continente europeu, de onde foi trazida para as Américas pelos primeiros colonizadores. No Brasil, era cultivada, inicialmente, apenas nos estados da Região Sul, mas, aos poucos, foi se expandindo e atualmente é cultivada desde o Nordeste até o extremo sul do país.

Trata-se de uma planta anual, para produção de bulbos, e bienal, para produção de sementes. O bulbo é formado pela bainha das folhas, que se tornam carnosas e suculentas, sobrepondo-se umas às outras e recobertas, exteriormente, por escamas secas, de coloração amarela, roxa ou branca, dependendo da variedade.

A cebola contém 87,5% de água e é composta de proteína, cálcio, flavonóides e vitaminas. Esta cultura se desenvolve melhor em solos bem profundos, bem drenados e ricos em matéria orgânica e se adapta melhor em regiões de clima temperado ou subtropical e não suporta solo encharcado.

O plantio é feito por mudas ou pequenos bulbos, cultivados em semeadeira por cerca de 40 dias. A adubação deve ser feita antes do plantio e repetida após 30 dias. A colheita é feita quando as folhas começam a amarelar e a ficar secas. O tempo que a cebola leva para completar esse processo varia para cada espécie.

Em condições normais, um hectare de terra produz de dez a 20 toneladas de cebola para venda e o período de safra ocorre de setembro a março. Dependendo do método e época de plantio, da variedade utilizada e condições climáticas, a colheita, pode ser manual ou mecanizada, e realizada em duas ou três vezes. As plantas colhidas são colocadas lado a lado, para secar, ficando os bulbos resguardados, pelas folhas, dos raios diretos do sol. Neste processo, as plantas, arrancadas inteiras, são posteriormente submetidas ao processo de “cura”, antes do armazenamento e comercialização. Se o tempo estiver firme, não se deve apressar o recolhimento das plantas arrancadas, mas deixá-las no campo até à tarde do dia seguinte, porém, a permanência exagerada das plantas no campo, depois de colhidas, pode resultar em queima ou no murchamento dos bulbos, comprometendo, assim, tanto o valor comercial do produto como o seu armazenamento.

Os tratos culturais resumem-se, basicamente, a duas ou três capinas quando o terreno apresenta alta incidência de pragas e pulverizações quando necessário. É aconselhável que a rotação seja feita com arroz, batata, cenoura e milho.

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Pragas e doenças

As pragas mais importantes que atacam a cultura da cebola são a tripse e a lagarta-rosca. A primeira é um inseto muito pequeno de corpo fino e longo, de cor amarelopardo, muito ágil. As plantas atacadas apresentam, nas folhas, manchas acinzentadas que tomam, mais tarde, uma tonalidade prateada. Um exame dessas manchas revela a destruição dos tecidos externos. É comum, também, o aparecimento, na superfície das folhas, de pontos negros, produzidos pelo excremento dos insetos. Quando a população de insetos é muito elevada, o que ocorre, comumente, nos períodos quentes e secos, os bulbos não se desenvolvem normalmente, as folhas se tornam amareladas e com pontas secas e retorcidas. A lagarta-rosca é a larva de uma mariposa e corta as plantas rente ao solo; sua presença é detectada pelo aparecimento de pés caídos, podados junto ao chão.

As principais doenças que atacam a lavoura de cebola são a mela, bastante comum nos canteiros de semeação. Seu sintoma principal é o apodrecimento da base da planta e das raízes, tendo como conseqüência o tombamento da planta, desprendendo-se do solo a parte aérea. Essa doença é causada por um grupo de fungos, que se aproveita do estado de fraqueza das plantas nascidas em canteiros mal localizados, ou com semeação muito densa. Para controlar o aparecimento da doença, deve se evitar local úmido e mal ensolarado, assim como aglomeração de mudas nos canteiros.

Quando a doença aparece deve-se suspender as regas diárias, pois a falta de umidade interrompe sua proliferação. É aconselhável efetuar uma rega com fungicidas indicados por técnico; podridão branca: manifesta-se em qualquer fase da vida da planta e os bulbos, depois de colhidos, ficam sujeitos ao seu ataque. As plantas atacadas apresentam folhas amareladas e murchas, as raízes apodrecem e se destacam do bulbo, ficando cobertas por um bolor branco. É uma doença de difícil controle, por isso é importante fazer a prevenção com rotação de cultura, destruição das planta atacadas e eliminação dos restos culturais; queima das folhas: muito comum nos cebolais de São Paulo, é causada por um fungo.As folhas atacadas apresentam manchas pequenas de centro arroxeado. As partes atacadas absorvem umidade, apodrecendo aos poucos. As folhas murcham, tombam e se tornam secas nas pontas. O controle dessa doença é efetuado por meio de pulverizações preventivas com fungicidas.

Segundo estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cultura da cebola ocupou, em 2006, uma área de 68 mil hectares e a produtividade foi de aproximadamente 1,16 milhões de toneladas. A região de Monte Alto, interior de São Paulo, é um dos principais pólos produtores de cebola do país.

Fonte: www.jornalentreposto.com.br

Cebola

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Nome científico

Allium cepa L.

Família

Alliaceae

Origem

Centro da Ásia

Características da planta

Planta herbácea, anual para a produção de bulbos e bienal para a produção de sementes. Apresenta flores tubulares ocas, cilíndricas e sua parte aérea pode alcançar até 60 cm de altura. O bulbo tunicado, produto comercial, é um caule subterrâneo, formado pelas bainhas carnosas das folhas, que se sobrepõem umas as outras e são recobertas, exteriormente, por escamas secas de coloração amarelada, roxa ou branca, segundo a variedade. O caule verdadeiro reduz-se a um disco comprimido, na base do bulbo, de onde partem folhas e raízes.

Características da flor

As flores são hermafroditas, de coloração branca ou esverdeada, reunidas numa inflorescência do tipo umbela. Após um período sob baixas temperaturas, há emissão de um pendão floral, que pode alcançar de 1,30 a 1,50 m de altura. No ápice desse pendão encontra-se a umbela formada por um número variável de 50 a 2000 flores.

Melhores variedades

Baia-piriforme, baia-bojuda, rio-grande , baia-piriforme, precoce- piracicaba, monte-alegre-IAC, excel, texas-early-grano-502 e roxa-do-traviú-IAC.

Época de plantio

Sementeira: março;
Transplante: 40 a 60 dias após.

Espaçamento

40 x 10cm.

Sementes necessárias

1kg/ha.

Combate à erosão

Plantio em nível.

Adubação

Por hectare

250kg de torta de mamona ou 2.500kg de esterco de curral 500kg de superfosfato simples 80kg de cloreto de potássio

Em cobertura

80kg de sultato de amônio similar.

Tratos culturais

Capinas Pulverizações

Irrigação

Por infiltração, quando for necessária.

Combate à moléstias e pragas

Tombamento

Semear em canteiros bem drenados ensolarados

Alternária:

Pulverizar com Dithane M-22 a 0,20%

Antracnose

Pulverizar com carbamatos

Míldio

Pulverizar com cúpricos

Tripses

Pulverizar com Rhodiatox (emulsão a 5%) a 0,20% , ou Malatol 50 a 0,20 ou Phosdrin.

Época de colheita

Agosto – outubro.

Produção normal

10 a 14t/ha de bulbos.

Melhor rotação

Batatinha Arroz Milho

Observações

Plantar preferivelmente e terras leves e férteis.

Fonte: www.agrov.com

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Classificação Botânica

A Cebola, Allium cepa, faz parte da Família das Liliaceae e da Tribo das Allieae. O gênero Allium compreende por volta de 700 espécies conhecidas.

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Cebola-rocambole

Allium cepa é dividida em muitas sub-espécies

Allium cepa cepa

É a cebola comum.

Allium cepa aggregatum

Essa sub-espécie compreende a cebola-batata e as echalotas.

A cebola batata é também chamada “cebola sob a terra”. Ela forma uma meia dúzia de bulbos mais ou menos arredondados e de cor amarelo cobre. Ele não floresce e se multiplica por bulbos.

A echalota da qual se conhecem dois tipos: a echalota cinza ou ordinária e a echalota de Jersey. A echalota ordinária se reproduz exclusivamente por bulbos enquanto a echalota de Jersey floresce às vezes produzindo sementes férteis. Entretanto, para essa última, a multiplicação por bulbos é a mais difundida.

Allium cepa proliferum

Essa sub-espécie compreende a cebola de Catawissa e a cebola- rocambole.

A cebola de Catawissa se caracteriza por hastes ocas que se terminam por andares de bulbilhos (de um a três andares). Os bulbilhos são de cor violácea e encontra-se uma meia dúzia por andar. Eles são consumidos crus ou cozidos. A planta é vivaz.

A cebola-rocambole é também chamada cebola do Egito. Suas hastes se terminam por um ou dois andares de bulbilhos de cor vermelha cobre. A planta é vivaz, mas muito menos rústica e vigorosa do que a precedente. Ela floresce às vezes produzindo algumas sementes que são sem dúvida estéreis.

História

A Cebola é sem dúvida originária do Afeganistão, do Paquistão e do Irã. Parece que ele tenha sido importante na alimentação do antigo Egito (por volta de 2800 a 2300 antes de Cristo).

Foram encontradas sementes até numa tumba Egipciana datada de 3200 anos antes de Cristo. É uma planta muito importante que é cultivada agora em todo planeta.

Polinização

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As cebolas têm flores perfeitas (macho e fêmea), mas que, entretanto, são incapazes de se auto-fecundar. São flores hermafroditas e protândricas. De fato, os estames liberam seu pólen antes que o estigma seja receptivo. As flores individuais da umbela globulosa se abrem progressivamente durante quatro semanas, com a abertura máxima durante a segunda semana. Assim, durante esse lapso de tempo, há sempre estames que liberam seu pólen e estigmas e estilos que são receptivos.

Na maioria há polinizações cruzadas. As cebolas são polinizadas por insetos e a presença desses últimos é indispensável para a formação de belas plantas porta-sementes. A fim de preservar a pureza das variedades, é aconselhável isolar duas variedades de cebola porta-sementes com uma distância que varia de 400 metros a 1 quilômetro em função do ambiente.

A cebola pode se cruzar com a cebola-rocambole e às vezes com variedades da espécie Allium fistulosum. É indispensável isolar completamente essas plantas.

É desejável ter no jardim uma vintena de porta-sementes de cebolas, da variedade selecionada a fim de favorecer a manutenção de uma boa base genética.

Produção de sementes

Pode-se discernir muitas fases de crescimento das cebolas:

A fase vegetativa cujo desenvolvimento ótimo se situa em temperaturas que variam de 20 á 25°C.

A fase de bulbificação que é induzida por uma combinação de temperaturas mais elevadas (situadas entre 25°C e 35°C) e de dias longos (com um limite de fotoperiódico variando de 11:30 a 17 horas em função das variedades).

A fase de interrupção de dormência que se manifesta de forma ótima em temperaturas de 12-15°C e que se concretiza pela emergência da haste do futuro porta-sementes.

A fase de floração que é induzida por temperaturas frescas (com temperaturas noturnas inferiores a 15°C), isso sendo verdadeiro principalmente par as variedades originárias da zona temperada ou mediterrânea.

As sementes de cebola podem ser elaboradas de duas formas:

Da semente à semente.
Do bulbo à semente.

É esse segundo método que é privilegiado quando se deseja produzir sementes de qualidade. Ele consiste em se colher os bulbos na maturidade, selecioná-los em função dos parâmetros escolhidos, fazê-los invernar e replantá-los na primavera quando os riscos de geadas passaram. Em função da umidade e da temperatura, algumas variedades podem se conservar até 10 ou 12 meses. Algumas pesquisas recentes destacaram que se pode conservar as cebolas mais facilmente com temperaturas muito elevadas ou então bem frias (próximas de 0°C). São as temperaturas das moradias que são as mais nefastas para a conservação das cebolas.

A cebola é assim conduzida em planta bianual que vai produzir suas sementes por volta do final do verão do segundo ano de cultura.

Pode-se revelar necessário tutorar as porta-sementes cujas hastes florais podem atingir dois metros de altura. As sementes estão maduras quando as hastes começam a se tornar marrons. Elas têm uma cor preta e começam a cair no chão. Pode-se então cortar a cabeça com um pedaço de haste, colocá-la num saco de papel Kraft e pendurá-la de cabeça para baixo num lugar seco e ventilado a fim de terminar a secagem. Quando terminou, pode-se tamisar as sementes misturadas com os destroços vegetais.

É também interessante mencionar uma técnica africana de produção de sementes que nós pudemos observar no Burkina Faso e que é praticada em numerosos países da África. Os camponeses seccionam a parte superior da cebola que eles consomem. É a parte inferior que é ligeiramente enterrada ou então recoberta por uma cobertura vegetal. Cada bulbo contendo muitos gomos, os brotos emergem na periferia e são replantados, para produzir, cada um, uma planta porta-sementes.

As sementes de cebola têm uma duração germinativa média de 2 anos. Entretanto elas podem conservar uma faculdade germinativa até 7 anos. Um grama contém 250 sementes.

Fonte: www.kokopelli-seed-foundation.com

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A cebola é a base de todos os temperos, combina e oferece um sabor especial a quase todos os tipos de pratos.

Pode ser considerada como auxiliar do organismo na defesa contra infecções, eliminando ao mesmo tempo eventuais substâncias tóxicas através dos rins, resultado da ação dos seus sais minerais, principalmente o Fósforo, Ferro e Cálcio e vitaminas do Complexo B e vitamina C.

É indicada para abrir o apetite, regulariza enfermidades do estômago, é ótima contra prisão-de-ventre, inchaços de qualquer natureza, problemas de pele, garganta, ossos (reumatismo), intestino e,é ainda, diurética.

O caldo de cebolas fervido, e com mel, é eficaz contra resfriados, gripes, tosse, bronquite e asma. Ela também depura o sangue e o fígado de substâncias tóxicas e aumenta a diurese.

Rica em elementos protetores contra infecção, é a pior inimiga dos vermes intestinais, eliminando, ao mesmo tempo, eventuais substâncias tóxicas através dos rins. Essas propriedades, entretanto, se perdem quando a cebola é cozida.

Ótima contra cálculos biliares, a cebola remove ainda as obstruções das vísceras e limpa as vias respiratórias. Crua, colocada sob o nariz, ela corta hemorragias nasais.

Aplicado topicamente, o suco de cebola é muito bom para as picadas de aranhas, abelhas e vespas, enfim, de insetos em geral.

A cebola também é um excelente preventivo do enfarte. Frita ou assada, ajuda a dissolver coágulos sanguíneos. Para quem sofre de acidez estomacal ou formação de gases a cebola crua não é recomendada.

A cebola não apresenta grandes problemas para sua compra. Os únicos cuidados são: verificar sua consistência, uniformidade e brilho da casca.

Para evitar irritação nos olhos quando se corta uma cebola, basta colocar na ponta da faca um pedaço de pão (ele absorve boa parcela do cheiro e dos gases soltos), ou então, coloque a cebola na geladeira por uns 10 minutos, ou ainda, molhe-a em água fervente.

Seu período de safra é de setembro a março.

Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br

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Propriedades

Alimento rico em proteínas, lipídeos, cálcio, fósforo, ferro, sódio, vitaminas C e do complexo B.

A cebola ajuda a combater processos inflamatórios auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes.

Uso culinário

Como condimento, realça o sabor no preparo de pratos, saladas e entradas.

CEBOLA ROXA

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Propriedades

A cebola roxa é um alimento rico em sais minerais como fósforo, ferro, sódio, potássio e cálcio. Além disso, contém açúcares, ácido acético, ácido fosfórico.

Recomendações

A cebola roxa ajuda a promover a vaso-dilatação, contribui para a redução da taxa de colesterol e estimula o sistema de defesa do organismo.

Compra

Antes de cozinhar, retire apenas a casca exterior, lave em água corrente e corte em rodelas ou pique. Cozinhada, a cebola roxa é um alimento extremamente nutritivo, porém de difícil digestão.

Fonte: www.prepgc20.cnptia.embrapa.br

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NOME CIENTÍFICO

Allium cepa

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Planta herbácea, cuja base aérea pode atingir até 60 cm de altura. Suas folhas são tubulares e ocas, e as flores pequenas e brancas. A parte comestível se constitui no caule subterrâneo, formado pelas bainhas carnosas das folhas, que se sobrepõem umas às outras e são recobertas, exteriormente, por escamas secas de coloração que varia entre o branco, amarelo e toxo, dependendo da variedade.

É um bulbo bi-anual, ou seja: no primeiro ano acumula reservas, e no segundo dá flores e frutos.

AROMA E SABOR

De aroma forte, seu sabor é picante e adocicado.

As cebolas brancas têm um sabor menos acentuado e picante que as roxas.

ORIGEM

Ásia Central.

COMPOSIÇÃO

fósforo ferro cálcio vitaminas C, e do complexo B

PROPRIEDADES

diurética digestiva antioxidante vermífuga antibiótica

FUNÇÕES TERAPÊUTICAS

elimina substâncias tóxicas através dos rins abre o apetite age contra a prisão-de-ventre combate o reumatismo limpa as vias respiratórias fortalece o sistema imunológico

HISTÓRICO E CURIOSIDADES

Segundo relatos de alguns historiadores, este produto chegou a ter um valor tal, que era usado como pagamento de rendas, na Europa Medieval, para onde foi levado pelas caravelas de Cristovão Colombo. Sagrada entre os egípcios, cultivada também pelos romanos, presente no cabrito dos Bizantinos, e ingrediente indispensável no pão que servia como base à alimentação dos Assírios, a cebola era consumida em grande quantidade pelos soldados, por ser considerada grande fonte de vigor e coragem.

É uma das hortaliças mais cultivadas no Brasil.

Existe uma expressão francesa: “regretter lês oignons d’Egypte” (chorar pelas cebolas do Egito), que significa sentir saudades do passado, mesmo que este tenha tido suas contrariedades.

PARTES USADAS

Bulbo.

FORMAS EM QUE SE ENCONTRA

Fresca, desidratada ou em pó. O melhor mês para compra é dezembro, quando os preços estão mais baixos. O período de safra vai de setembro a março. Ao comprar cebolas verifique se elas estão consistentes e mantém o brilho da casca.

COMO CONSERVAR

Guarde a cebola em lugar seco e ventilado.

USO INDICADO EM ALIMENTOS

Pode ser servida crua, cozida ou refogada.

A cebola deve ser empregada em quantidades moderadas, quando o prato não exige o seu sabor, pois este não deve superar o dos demais temperos, nem tão pouco o do ingrediente básico.

Para evitar aquelas lágrimas desagradáveis ao descascar cebola, mergulhe-a por um minuto em água fervente.

Fonte: www.sensibilidadeesabor.com.br

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GRUPOS

Grupo 1

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Redondo, oblongo ou periforme

Grupo 2

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Achatado

SUBGRUPOS OU COLORAÇÃO

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Branca

cebola 26 Cebola
Amarela

cebola 27 Cebola
Vermelha, Pinhão ou Baia

cebola 28 Cebola
Roxa

MORFOLOGIA

cebola 29 Cebola
Morfologfia Interna da Cebola

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Morfologia Externa da Cebola

A Cebola é um bulbo tunicado simples. Catáfilo também conhecido como túnica ou escama. Casca também conhecida como catáfilo externo ou película envolvente. Prato também conhecido como caule.

DEFEITOS LEVES

Descoloração

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Desvio parcial ou total na cor característica da cultivar, incluindo o esverdeamento, ou seja, bulbo com os catáfilos externos verdes

Falta de Turgescência (flacidez)

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Ausência da rigidez normal do bulbo

Deformado

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O que apresenta formato diferente do típico da cultivar, incluindo crescimentos secundários, ou seja, bulbos unidos pelo talo, apresentando externamente catáfilos envolventes

Falta de Catáfilos (películas)

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É o bulbo que apresenta mais de 30% (trinta por cento) de sua superfície desprovida de catáfilos envolventes

Dano Mecânico

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Lesão de origem mecânica observada nos catáfilos do bulbo

DEFEITOS GRAVES

Talo Grosso

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Quando a união dos catáfilos do colo do bulbo apresentam uma abertura maior que a normal, devido a um alongamento do talo pelo interior do mesmo

Brotado

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Quando o bulbo apresenta emissão de broto visível acima do colo do bulbo

Podridão

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Dano patológico que implique em qualquer grau de decomposição, desintegração ou fermentação dos tecidos

Mofado

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Apresenta desenvolvimento visível de fungos nos catáfilos externos

Mancha Negra (carvão)

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Área enegrecida em virtude do ataque de fungos nos catáfilos externos

Fonte: www.hortibrasil.org.br

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Generalidades

História e botânica

A cebola, botanicamente conhecida como Allium cepa L., é o principal condimento utilizado pelos brasileiros e, de modo geral, pela maioria dos povos.

Originária do centro da Ásia, essa planta atingiu a Pérsia, de onde se irradiou para a África e por todo o continente europeu. Do Velho Mundo, foi trazida para as Américas, pelos primeiros colonizadores.

No Brasil, era cultivada, de início, apenas nos Estados sulinos, especialmente no Rio Grande do Sul. Aos poucos, foi interessando a outras regiões, sendo, atualmente, cultivada desde o Nordeste até o extremo sul do país.

É planta anual, para produção de bulbos, e bienal, para produção de sementes. O bulbo é tunicado, concêntrico, formado pela bainha das folhas, que se tornam carnosas e bem suculentas, sobrepondo-se umas às outras e recobertas, exteriormente, por escamas secas, de coloração amarela, roxa ou branca, segundo a variedade.

Na parte central do bulbo, no primeiro ano, forma-se um órgão intumescido e fusiforme, que representa o escapo floral em estado embrionário e que se desenvolve no segundo ano, atingindo a altura de 1,30 m, tendo no ápice uma inflorescência globulosa, a umbela que é formada por um número variável de flores: de 50 a 2000.

A cebola contém 87,5% de água e apresenta a seguinte composição por 100 gramas de material fresco: 49 calorias, 1,4 mg de proteína, 32 mg de cálcio, 20 U.l. de vitamina A, 12 mg de ácido ascórbico, 0,12 mg de vitamina G, 0,03 mg de vitamina Bi e 0,1 mg de niacina.

Solo

Da escolha de um terreno apropriado depende, em grande parte, o êxito de uma cultura.

Para a cultura de cebola ser viável, é preciso que o solo escolhido seja bastante profundo, um tanto solto, suficientemente fértil e rico em matéria orgânica.

Um terreno francamente arenoso seria impróprio, porque resiste pouco às secas e conserva pouco os adubos aplicados.

Os solos argilosos também devem ser evitados: são duros, difíceis de serem trabalhados, e sua superfície endurece e racha depois das chuvas e das irrigações, se não forem escarificados a tempo. Em suma, as plantas não podem enraizar-se com desembaraço, e o resultado é a formação de bulbos pequenos, deformados, aumentando o número dos charutos.

Técnicos americanos há que condenem os solos ácidos para a cultura da cebola. Todavia, ela prospera bem, entre nós, em solos relativamente ácidos, e, no Rio Grande do Sul, toda a cultura é feita em solos com pH entre 5,5 e 6,0. Não sendo exageradamente ácido, o solo pode ser utilizado para o plantio da cebola.

Preparo do Solo

Escolhido o terreno, passa-se a cuidar do seu preparo para receber a cultura.

Logo que seja possível, após as chuvas de verão, já se começa a trabalhar o terreno. Tal preparo consiste em arar e gradear a terra. Trinta dias depois, nova aração e gradeação, convindo, dessa ver, aprofundar um pouco mais a lavra, pois, ao contrário do que se pensa, a cebola explora o terreno não só superficialmente, como, também, em profundidade. A maioria das raízes se localiza de 40 a 50 cm de profundidade, regular porção delas de 70 a 80 cm e, algumas, de 90 a 100 cm.

Convém notar que as raízes não descem, de inicio, perpendicularmente, mas caminham cerca de 10 cm, paralelamente à superfície, e a 5cm de profundidade, para depois baixarem às camadas mais profundas. Por essa razão é que as capinas devem ser superficiais e cuidadosas, a fim de evitar que as raízes sejam cortadas.

Como as raízes de cebola exploram o terreno em sua profundidade, seria de esperar que, quanto mais profundas fossem as lavras e as adubações, maior seria a produção. A experimentação, todavia, provou não ser verdadeiro tal raciocínio. Experiências levadas a efeito no IAC-SP, mostraram que, em terras profundas, não há vantagem em aprofundar as lavras, porquanto a produção não se altera. Em terras rasas, as lavras, além de certo limite, tornam-se prejudiciais, por misturar o solo com o subsolo. Assim, não são aconselháveis arações profundas, bastando uma lavra de 15 cm, mais ou menos.

A época de preparo do terreno tem grande influência, sobre a cultura. Não é demais insistir em recomendar que a primeira aração seja feita no término da estação das águas, isto é, em fins de fevereiro. Dessa forma, a retenção das águas já contidas no solo será maior, devido ao revolvimento da parte superior; haverá, ainda, pelo fato de a terra estar bem solta, um maior aproveitamento por infiltração, das chuvas que caírem daí em diante. Ademais, como a primeira aração é a mais penosa, nessa ocasião, devido à umidade do solo, o trabalho será facilitado.

Entre a última aração e o transplante das mudas, deve haver, no mínimo, um intervalo de 15 dias.

Se a transplantação se der logo depois de uma lavra mais ou menos profunda, pode-se esperar grande número de falhas, pelo fato de as mudas caírem em camada de terra com baixo teor de umidade, devido à evaporação provocada com o revolvimento da terra. Mesmo depois de vingarem, as mudas não poderão dar bons bulbos, por causa do meio impróprio que lhes foi proporcionado nos primeiros dias de vida no campo, e tornam-se raquíticas.

Se a cultura não vai ser irrigada, é o bastante esse preparo. Quando muito, pode-se utilizar um pranchão para aplainar mais ou menos o terreno. Se vai ser irrigada por infiltração, e as linhas de plantação forem longas, o trabalho de aplainamento deve ser perfeito, para evitar o empoçamento de água.

Adubação

A adubação pode ser levada a efeito por dois diferentes métodos:

nos sulcos de plantação em sulcos laterais distanciados de 15 cm dos sulcos de plantação

No primeiro, os adubos são aplicados nos próprios sulcos, por ocasião do transplante das mudas, e, a seguir, bem misturados com a terra.

No segundo, só praticável quando a plantação é inteiramente feita a arado, colocam-se os adubos nos sulcos que não levam mudas. Dos dois, o mais recomendável é aquele em que os adubos são aplicados, nos sulcos de plantação, uma vez que sejam bem misturados com a terra.

Calculo da adubação e calagem para a cultura da cebola

A adubação e calagem da cebola, assim como de todas as culturas, deve ser feita com base na análise do solo.

Calagem

Aplicar calcário, de preferência dolomítico, até alcançar valor de V=70 %.

A quantidade de calcário a aplicar é dada pela fórmula:

cebola 1 Cebola

cebola 3 Cebola

Adubação mineral

No plantio:

Cobertura: Aplicar, em duas vezes, 30 a 50 kg/ha de nitrogênio aos 30 e 45 dias após o transplante.

Adubação orgânica

Incorporar restos de cultura; aplicar palhas, cascas, estercos, tortas; 20 t/ha de esterco de curral bem curtido ou 5 t/ha de esterco de galinha ou 2 t/ha de torta de mamona. Os estercos e tortas devem ser aplicados 8 a 10 dias antes do plantio.

Sementes

Para esse fim, as cebolas são colhidas bem maduras, e, depois da cura, rigorosamente selecionadas, isto é, são colhidos bulbos arredondados e não perfilhados. Apenas bulbos perfeitos, firmes e com as características da variedade, serão reservados. Aqueles de segunda, cujo diâmetro transversal varia de 40 a 55 mm, quando bem escolhidos, dão ótimos resultados.

O trabalho de restiar é o comum, sendo as tranças amarradas em grupos de quatro e dependuradas em travessas de madeira roliça, distanciadas em 1 m, até a cobertura do galpão, ficando cada série á distância de 1 m, da seguinte.

Nesses varais, elas se mantêm relativamente perfeitas até meados de abril ou princípios de maio, época de plantio. As podres vão sendo retiradas, através de inspeções freqüentes. Os galpões precisam ser amplos, secos e bem ventilados.

Pode-se também dispensar o restiamento, sendo os bulbos armazenados em estrados ou tabuleiros, em galpões bem ventilados, com duas camadas de bulbos, no máximo, a fim de favorecer sua conservação.

A gleba de terra escolhida para plantio dos bulbos deve ser bem isolada de outras culturas de cebola, porque essa planta se cruza com facilidade. Uma distância mínima de 2 Km assegura o isolamento do campo.

Não será exagero recomendar que o campo de produção de semente seja distanciada do campo de produção de muda, porque neles sempre aparece certa porcentagem de hastes florais prematuras que iriam comprometer o valor das sementes colhidas.

As baixadas férteis e enxutas, em geral, não dão boa produção de sementes, apresentando, ainda, a desvantagem de serem muito sujeitas a ataque de moléstias.

Por isso, terras de meia encosta com possibilidade de irrigação por infiltração, são as mais recomendáveis.

O preparo da terra é idêntico ao usado na obtenção de bulbos, variando só a distância de plantação. O espaçamento a ser empregado deverá ser o seguinte: para duas linhas distanciadas de 0,80 m, deixar um caminho de 1,50 m, afim de facilitar os tratos culturais, principalmente as pulverizações. O espaçamento entre as plantas será 0,10 m.

Para terra de mediana fertilidade, dependendo de sua análise, a adubação poderá ser a seguinte, por metro de sulco:

Esterco curtido de curral 5 Quilos
Superfosfato ( 20% P2O5) 100 Gramas
Cloreto de Potássio ( 60% K²O) 20 Gramas
Nitrocálcio (20% N) 40 Gramas

Tais adubos serão aplicados nos sulcos, 8 a 10 dias antes do plantio dos bulbos, á exceção do Nitrocálcio, que será aplicado em cobertura aos 30 e 45 dias após o plantio, metade da dose em cada aplicação.

O Nitrocálcio poderá ser substituído por sulfato de amônio (20% N) ou por salitre do Chile (15,5% N), levando-se em conta o teor em N.

Três meses após, quando já estão desprovidas de folhas, convêm chegar terra às plantas, a fim de aumentar-lhes a estabilidade, pois as hastes florais chegam a alcançar mais de 1 m de altura.

O plantio dos bulbos deverá ser efetuado de fins de abril a princípios de maio. Cerca de 6 meses depois do plantio dos bulbos, dá-se o início das colheitas, que se prolongam por 40 ou 50 dias.

A média de produção é de quatro a cinco inflorescência por pé, chamadas cachopa, no Rio Grande do Sul, e em S.Paulo, sendo umbela o nome certo.

Numa cultura normal, considera-se boa uma produção de sementes equivalente a 10% do peso dos bulbos plantados.

Efetua-se a colheita quando cerca de 40% dos bulbos estão se abrindo. Nesse ponto, a umbela de desprende com facilidade, bastando puxá-la com a mão. São, então, colhidas em sacos e depois espalhadas em galpões ventilados, em camadas de 7 a 8 cm, devendo ser revolvidas uma vez por dia.

No caso de pequenas quantidades, estando secas, são postas em sacos e cuidadosamente batidas com pau roliço. Para facilitar um revolvimento perfeito e evitar que se rompam, os sacos não devem levar mais de um terço da sua capacidade.

As sementes que caírem dos frutos durante a secagem das umbelas, serão peneiradas, assim como as que foram batidas no saco.
Para grandes quantidades de sementes, existem máquinas que efetuam o beneficiamento completo.

Germinação-índice

É imprescindível conhecer o valor germinativo das sementes, tanto colhidas como compradas. Para tanto, faz-se o seguinte:

Em um recipiente ou caixa de madeira com altura máxima de 5cm, coloca-se areia bem limpa, até a metade

Sobre a areia coloca-se um pedaço de mata-borrão, com cem sementes tiradas ao acaso do saco em que estavam guardadas; convém desinfetá-las, para evitar o desenvolvimento de bolores, que inutilizariam a experiência

Encharca-se o conjunto com água limpa, mas de modo que não fique água acumulada no fundo do recipiente

Cobre-se o recipiente com um pedaço de vidro, deixando-se pequena abertura para entrada de ar, ou com um pano esticado

Toda manhã, efetua-se nova irrigação, tendo o cuidado de não tocar ou movimentar as sementes

Quatro ou cinco dias após, começa a germinação. Vai-se, então, diariamente, retirando e contando as sementes germinadas, até o décimo dia. Pela contagem total das germinações fica-se conhecendo a porcentagem de germinação das sementes; considera-se boa uma germinação acima de 70 %.

Plantio

Época de Plantação

A cebola, para produzir bem, durante seu crescimento prefere temperaturas amenas e, por ocasião da formação dos bulbos, temperatura mais elevada. Chuvas bem distribuídas, durante toda a fase de desenvolvimento, e um período seco, depois que os bulbos já estão formados.

Essa é a razão de a cultura, no início, ter-se concentrado na zona sul do Estado, onde chove mais no inverno e menos no verão, como no Rio Grande do Sul.

Além disso, na primavera e no verão, no Estado gaúcho, os dias são longos e quentes, formando um conjunto de fatores favoráveis à boa formação dos bulbos.

Pelo exposto, fácil é deduzir que a cebola só pode ser cultivada, economicamente, em São Paulo, num período restrito, que vai de março a meados de outubro.

As semeações de fevereiro, época chuvosa e muito quente, são perigosas, sendo comum à perda das sementes, pelo excesso de umidade, ou a inutilização das plantinhas, logo após o nascimento, pela manifestação de moléstias.

As plantas originárias da semeação desse mês apresentam hastes muito grossas, que não tombam com o amadurecimento do bulbo, dificultando, assim, não só a colheita como, também, a operação de restiamento. Há, ainda, duas outras desvantagens: os bulbos mostram-se recobertos por películas muito espessas, que lhes dão um mau aspecto externo, e as plantas ficam com acentuada tendência de emitir pendão floral, comprometendo o aspecto interno dos bulbos.

A experimentação tem demonstrado que, tanto no Planalto Paulista como em regiões mais altas, a produção decresce nas semeações de abril, sendo muito reduzida em maio.

Semeando tarde, a planta se desenvolve pouco, apresentando bulbos pequenos, além dos chamados charutos – cebolas compridas, como o alho-porro. Quanto mais tarde a cebola for semeada, mais curto será o ciclo. Com a semeação em princípios de março, a planta terá desenvolvimento normal, evitando-se o perigo das chuvas de verão, porque a colheita será nos dias da primavera.

Se a fase de máximo desenvolvimento dos bulbos coincidir com forte calor e chuvas demoradas, o prejuízo é certo, pois a planta entrará, desde logo, no segundo ciclo, emitindo folhas e raízes novas. Dessa forma, as cebolas não amadurecem porque, para tanto, são indispensáveis a morte das raízes, e o murchamento da parte aérea.

Se forçarmos a colheita, prejudicaremos a qualidade do produto, pela falta de uma cura perfeita, com perda das características das cebolas amadurecidas em condições normais: cor brilhante e aspecto quebradiço das películas exteriores. Nesse caso, todavia, a fim de evitar danos totais, é aconselhável apressar a colheita, mesmo com a queda do valor comercial do produto, que deve ser de consumo imediato.

Como as plantas colhidas assim possuem hastes muito grossas, o trabalho de restiamento é facilitado com o destalo: corte longitudinal das hastes, com um canivete, e retirada da parte central. Com um pau roliço, dá-se uma pancada na haste, colocada sobre um tronco de madeira: as folhas centrais se destacam com facilidade, dando bons resultados.

São recursos de emergência, empregados por muitos cultivadores, visando evitar prejuízo maior. Colhem bulbos ainda verdes, para chegar mais cedo ao mercado, no intuito de alcançar preços mais altos para o produto.

Canteiro de Semeação

A escolha do local e o preparo dos canteiros de semeação são essenciais: nesse ponto, qualquer negligência aparentemente sem importância poderá concorrer para malogro do empreendimento, logo no início dos trabalhos da cultura. O canteiro de semeação precisa situar-se o mais próximo possível do local escolhido para a plantação definitiva, e não distante de fonte de água, para facilitar as irrigações. O lugar deve ser pouco íngreme, bem batido de sol e longe de árvores frondosas. Evitar as terras encharcadas, ou mesmo úmidas, para fugir à manifestação da mela, moléstia comum em canteiros mal cuidados. No seu preparo, toda precaução é pouca, visto que ele irá receber sementes pequenas e delicadas.

O terreno escolhido será todo revirado a enxadão e destorroado à enxada, para, em seguida, serem construídos os canteiros, seguindo as linhas de nível do terreno. Se a área for grande, haverá vantagem no emprego do arado e da grade.

Quando o terreno apresentar certa declividade, é conveniente a construção de uma valeta na parte superior da série de canteiros, no intuito de evitar as enxurradas.

Os canteiros muito largos têm a desvantagem de obrigar o operário a demasiado esforço para atingir-lhes o centro, sem pisá-los. O ideal é 1,20 m, com a largura útil de um metro, sobrando 10 cm de cada lado, para os bordos.
Convém que sejam pouco mais altos do que o terreno, para evitar enxurradas e facilitar o escoamento do excesso de umidade, não além de 10 cm, porém, nos terrenos comuns; caso contrário, ficaria sujeitos a ressecamento. Só é recomendável maior altura, nos terrenos úmidos ou em época chuvosa, quando convém incliná-los, ligeiramente, para evitar empoçamento de água da chuva.

O comprimento do canteiro pode variar muito; os muito longos, contudo, dificultam a passagem de uma série para outra. Um bom comprimento é 10m. A direção deve ser sempre perpendicular ao declive do terreno.

Os canteiros serão separados por caminhos de 50 cm de largura. A separação de duas séries de canteiros precisa ter a largura mínima de um metro, para facilitar a passagem de pessoas e de veículos pequenos.

Preparada a terra, espalham-se, por metro quadrado de canteiro e pela superfície, 15 quilos de esterco de curral fino e bem curtido, 150 gramas de superfosfato simples e 30 gramas de cloreto de potássio, incorporando-os à terra por meio de uma enxada. Com um ancinho, nivela-se perfeitamente a superfície.

Os canteiros devem ter a superfície horizontal com o objetivo de impedir o escoamento rápido da água de chuva ou de irrigação do canteiro, irrigando-o fortemente, a seguir.

Não semear logo depois do preparo do canteiro, a fim de dar tempo a que a terra se assente e os adubos fiquem bem incorporados a ela. Decorridos oito dias efetuam-se a semeação, quando se deve tratar as sementes com um desinfetante.

Um método prático para realizar esse tratamento consiste em colocar um pouco de desinfetante junto com as sementes em um saco de papel, agitando fortemente e peneirando sobre um papel: o excesso de desinfetante é guardado.

Semeação

Semear o mais uniforme possível, em pequenos sulcos transversais ao comprimento dos canteiros, com 1 a 1,5cm de profundidade e distanciados de 10 cm. É conveniente misturar um pouco de areia às sementes, para auxiliar a semeadura. Sendo a areia clara e as sementes pretas, o operário sabe, com precisão, onde elas caem. Se for bastante prático, pode dispensar a areia.

Cada metro quadrado de canteiro levará mais de cinco gramas de sementes, evitando-se, assim, que as mudas nasçam amontoadas e raquíticas.

As vantagens que a semeação em linha apresenta, sobre o sistema a lanço, também recomendável, são estas: germinação mais uniforme, insolação mais perfeita e arejamento mais adequado, possibilitando, ainda, as capinas e escarificações, o que seria quase impossível no sistema a lanço. Haverá, em conseqüência, produção de mudas mais fortes, com menor perigo de manifestação de pragas e moléstias.

Um sistema prático para a semeação consiste em colocar, sobre o canteiro de semeação, um marcador de linhas confeccionado da seguinte maneira: tomam-se três tábuas de 1,50m de comprimento, unidas por sarrafos do lado de cima, no sentido transversal ao comprimento delas. Na parte das tábuas que irá assentar sobre os canteiros, serão colocados, distantes entre si de 10 cm, sarrafinhos de seção trapezoidal, com estas dimensões: base maior (que será colocada junto às tábuas) = 2 cm; base menor (que formará o sulco de semeação em profundidade) = 0,5cm, e altura (que dará a profundidade do sulco) = 1cm. O marcador é colocado na cabeceira de um dos canteiros e calcado com o peso de um homem. Para facilitar-lhe o manejo, pode-se colocar, em sua parte superior, duas alças, uma de cada lado no sentido do comprimento das tábuas.

Ficarão, portanto, demarcadas, quinze linhas para semeação, distantes entre si de 10 cm. A seguir, o marcador é mudado para frente, e outras linhas ficarão demarcadas. Assim, a operação de marcação das linhas torna-se simples, perfeita e rápida.

As sementes são, então, cobertas, com terra do próprio canteiro, e a superfície deste, com uma leve camada de capim seco sem sementes ou palha de arroz.

Irrigar, de manhã e à tarde, até alguns dias após a germinação, e, daí em diante, só à tarde.

Retirar a cobertura, de uma só vez, a qualquer hora, se o dia estiver nublado, ou à tarde, se houver sol, logo que a germinação tenha início, o que se dará entre 5 e 7 dias após a semeação.

Não abusar das irrigações nas vésperas da transplantação, convindo mesmo suspendê-la dias antes, para que as plantinhas se acostumem à vida que terão no campo. Entretanto, deve-se irrigar copiosamente, pouco antes do arrancamento das mudas, visando facilitá-lo.

Se, por quaisquer circunstâncias, as mudas não apresentarem um aspecto muito satisfatório, haverá vantagem no emprego de uma solução nutritiva, que poderá ser obtida com a dissolução de um grama de Salitre do Chile e um grama de Superfosfato, por litro de água. Irrigam-se os canteiros com cinco litros por metro quadrado dessa solução, e, em seguida, com água, a fim de lavar bem as folhas.

Um grama de sementes de cebola possui cerca de trezentas sementes. Para plantar um hectare, são necessários 900g de sementes, com 80% de germinação. Não será demais, no entanto, o emprego de um quilo de sementes por hectare, a fim de possibilitar boa seleção das mudas, por ocasião do transplante.

Em condições normais, elas estarão prontas para serem transplantadas de 40 até 80 dias depois da semeação. Antes dos 40 dias, terão hastes muito finas, não suportando a transplantação. Depois dos 80, já um tanto engrossado, em início de formação de bulbos, sofrerá maior choque com o transplante, o que acarretará queda de produção por área.

As mudas de 40 dias somente poderão ser empregadas nas pequenas culturas, onde os cuidados dispensados às plantas podem ser maiores, pois com essa idade, as hastes são muito finas, não passando em geral, de 3mm, sendo, também, reduzido o número de raízes, que não vão além de dez.

Dos 50 aos 80 dias, as mudas poderão ser utilizadas nas culturas extensivas, pelo fato de serem mais fortes e mais desenvolvidas, facilitando o manuseio.

A idade das mudas, dentro dos limites citados, não tem grande influência na produção. À medida que vão sendo plantadas com mais idades, as colheitas vão se tornando mais tardias, o que tem grande importância econômica – as cebolas enviadas mais cedo ao mercado alcançam sempre preços melhores.

É fácil compreender que nem todas as mudas da mesma idade apresentam hastes com diâmetro igual. São consideradas mudas de primeira as de hastes com diâmetro superior a 5mm; de segunda, entre 4 e 5mm; e, de terceira, entre 3 e 4mm. São tidas como refugo aquelas cujas hastes apresenta menor diâmetro.

Por ocasião do plantio, não se devem cortar as pontas das folhas e nem as raízes, deixando-as, como é costume, com 3 a 5 cm, apenas.

Tal operação, além do consumo de mão-de-obra, prejudica a produção.

As mudas arrancadas dos canteiros não oferecem dificuldades de plantio, mesmo com raízes não cortadas.

Transplantação

A passagem das mudas de cebola, dos canteiros de semeação para o lugar definitivo, constitui ponto de suma importância na sua cultura.

O lavrador não deve ter pressa na transplantação das mudas, porém esperar, calmamente, uma boa chuva, já que a operação deve ser efetuada com terra úmida, no intuito de evitar falhas. Como se disse, a experimentação tem demonstrado que a produção de bulbos mantém-se praticamente a mesma, quando são empregadas mudas de 50 até 80 dias de idade. De modo geral, entre cinqüenta e sessenta dias, elas atingem o melhor tamanho para transplante.

Os canteiros de semeadura devem ser copiosamente irrigados por ocasião do arrancamento das mudas, o que muito facilitará o trabalho.

São três os métodos na transplantação das mudas:

sulcos abertos e cobertos à enxada sulcos abertos com sulcador e cobertos à enxada sulcos abertos e cobertos com sulcador

Em qualquer dos casos, os sulcos não devem ter mais de 6 cm de profundidade, para que as mudas não fiquem muito enterradas.

No primeiro método, um operário vai abrindo o sulco, enquanto outro vai colocando as mudas, em distância e posição certas, o que se consegue com algumas horas de prática. Ao mesmo tempo em que um operário abre um sulco, outro vai atirando terra no sulco aberto ao lado, já com as mudas.

No sistema misto, um operário abre os sulcos com o sulcador, outros distribuem as mudas nos sulcos abertos, as quais são enterradas por outra turma, à enxada. Convém, que o sulcador não se distancie muito dos plantadores, para a terra não secar. É esse o método mais usado entre nós. Em geral, 8 homens plantam um alqueire de linhas durante o dia, necessitando, cada homem, de dois distribuidores de mudas.

No último sistema, tanto o trabalho de abertura dos sulcos como o de cobertura das mudas colocadas no seu interior, são feitos com o emprego de sulcador. Para tanto, o sulcador abre um sulco onde são dispostas as mudas; na volta, o sulcador atira terra nos sulcos, já com as mudas. O novo sulco aberto não é usado. Efetua-se novo sulcamento, cobrindo-se ao mesmo tempo o anterior, não utilizado; nova distribuição de mudas no último sulco, e assim sucessivamente.

Como é fácil compreender, as mudas não ficam em posição vertical, como se verifica ao serem plantadas à mão, e sim inclinadas, porém, dentro de poucos dias, erguem-se.

Espaçamento

Em geral, é de 40cm a distância das linhas de plantação, quando as capinas e escarificações são feitas à enxada. Essa distância é elevada para 50cm quando os tratos culturais são efetuados com o uso do Planet.

Quanto ao espaçamento dentro da linha, pode variar de 10 a 30 cm. Experiências têm mostrado que a produção para uma mesma área aumenta com a diminuição de espaçamento. Por outro lado, o tamanho do bulbo também é atingido, de forma marcante, pela distância de plantação: menor distância, bulbo menor.

Além de as plantações demasiadamente apertadas darem origem a bulbos reduzidos, de baixo valor comercial, ainda apresentam a desvantagem de dificultar a capina entre as plantas e facilitar a disseminação do fungo causador da moléstia conhecida por queima das folhas, que se caracteriza pelo secamento das extremidades das folhas das plantas. Com um espaçamento médio de 15 a 20cm, a produção será satisfatória e, os bulbos, de bom tamanho, alcançam preço compensador no mercado.

Multiplicação por bulbinhos

Em São Paulo, já é comum o aparecimento, em maio, junho e julho, de réstias de cebola recém-colhida, embora a época normal da colheita seja setembro-outubro. São bulbos resultantes da plantação de bulbinhos colhidos no ano anterior.

O interesse dos lavradores por esse método de plantio de cebola vem aumentado de ano para ano, concorrendo, conseqüentemente, para diminuir a necessidade de o mercado paulista importar bulbos, no período de entressafra de outras regiões.

Dentre as variedades que se prestam para a formação de bulbinhos, destacam-se Baia Bojuda e Periforme. Entretanto, algumas linhagens dessas variedades produzem bulbinhos que, na formação dos bulbos, dão grande porcentagem de charutos, produtos sem valor comercial.

Para conseguir bulbos fora de época, é necessário cuidar primeiramente da obtenção de bulbinhos.

Tal semeação é realizada em canteiros comuns, de 1,20 m de largura, convenientemente adubados e em sulcos transversais distanciados de 15 cm.

Dependendo do poder germinativo das sementes, usa-se de 0,3 a 0,6 grama por metro de sulco. Existem máquinas manuais que, bem reguladas, efetuam o serviço de semeação com rapidez e segurança. No caso de empregá-las, o sulco de semeação será no sentido do comprimento do canteiro.

A melhor época de semeação é a que vai de princípios de junho a meados de julho, com a colheita dos bulbinhos em outubro-novembro, quando as chuvas, menos freqüentes, permitem sua cura perfeita. Uma vez colhidos e submetidos cura ao sol, mas protegidos pelas folhas e depois em galpões arejados, armazenam-se em depósitos bem ventilados até a época do plantio.

Para o armazenamento, colocam-se os bulbinhos em estrados ou tabuleiros, que são empilhados uns sobre os outros. A camada de bulbinhos em cada tabuleiro não deve exceder de 6 a 8 cm, para obter maior aeração e evitar o seu apodrecimento.

Bulbinhos com diâmetro transversal entre 15 e 25mm são os melhores; entretanto, podem-se empregá-los com menor diâmetro, pois estes apodrecem menos no período de armazenamento, porém, apresentam mais falhas no campo de plantação e dão origem a bulbos de tamanho um tanto reduzido. Os de maior diâmetro, ou seja, acima de 35 mm, são comerciáveis, têm peso mais elevado, pelo que não se recomenda seu plantio, e apresentam o inconveniente de originar bulbos perfilhados e defeituosos.

Os bulbinhos que forem apodrecendo durante o armazenamento deverão ser eliminados. Na véspera da plantação, corta-se a haste rente ao bulbinho.

A distância de plantio é igual à adotada rio sistema de mudas originárias de sementes: 40×15 cm, e os tratos culturais também são os mesmos, subindo de importância, porém, nesse caso, as irrigações periódicas.

A melhor época de plantação de bulbinhos coincide com aquela recomendada na semeação de cebola para cultura normal: fins de fevereiro e meados de março. O ciclo será muito curto, as plantas terão bom tombamento e o produto obtido, boa apresentação.

Para ser plantado, não é necessário que o bulbinho esteja com início de brotação. O plantio de março será colhido em junho, quando o produto alcança ótimo preço no mercado. Além de produzirem bulbos, os bulbinhos também se prestam para conserva.

Cultivo

Tratos

Os tratos culturais, muito limitados, resumem-se a duas ou, no máximo, três capinas, quando o terreno é muito praguejado, e a escarificações quando necessárias.

As enxadas empregadas devem ser estreitas e não muito afiadas, podendo-se utilizar aquelas já bastante gastas.

Quando o terreno é bem solto, poderá ser usado o sistema dos espanhóis que consiste num arco de barril, cujas extremidades são solidamente amarradas-na ponta de um cabo de enxada. Fica o aparelho com o tamanho e o formato aproximados de uma enxadinha, com a grande vantagem de não ferir os bulbos nem romper as raízes situadas mais à flor da terra.

Em terra leve e bem trabalhada, o emprego do cultivador manual Planet Júnior é bem econômico para capinar e escarificar a terra entre linhas, não deixar crescer muito o mato, pois, a máquina funcionará mal.

Nas grandes culturas, pode-se mesmo usar cultivador maior, tipo Planet, puxado por um só animal: nesse caso, as linhas de plantação devem ser espaçadas de 50 cm.

As escarificações são efetuadas quando a superfície da terra se torna dura, depois de algumas irrigações ou de dias de chuva.

A capina entre as plantas tem que ser feita à enxada, cuidadosamente, a fim de não estragar as folhas e as hastes, ou ferir os bulbos em formação. Pode se usar herbicidas para eliminar o mato.

Florescimento prematuro

As plantas que emitem hastes florais não formam bulbos, e, se o fazem, são de má qualidade, não resistindo ao armazenamento; em conseqüência, não são aceitos nos mercados, ou alcançam preço bastante reduzido.

Diversos fatores determinam o maior ou menor aparecimento de hastes florais, predominando, sem dúvida, o fator genético. Existem variedades que apresentam esse defeito em maior escala.

O desenvolvimento da planta também tem bastante influência, pois aquelas muito desenvolvidas têm mais tendência a apresentar essa anomalia do que as menores. Quanto à temperatura, nota-se que mais alta porcentagem de hastes florais ocorre após temperatura elevada, no outono, e baixa, na primavera. Um outono quente concorre para grande desenvolvimento da planta, e a combinação de planta bem desenvolvida e primavera fria fornece condições propícias à emissão das hastes florais.

Essas hastes têm maior probabilidade de surgir em solos pesados do que em leves, e em baixadas úmidas do que em encostas. Evita-se, em parte, esse mal, cortando as hastes à unha, logo que surgem.

Irrigação

Como a cebola, no Estado de São Paulo, é cultura de inverno, época em que as chuvas são escassas, será vantajoso, para suprir a falta de água, o uso de irrigações, seja por infiltração, seja por aspersão.

O gasto de água, na irrigação por infiltração, que é a mais eficiente, é de 15 a 20 litros por metro quadrado, ao passo que, na irrigação por aspersão, não vai além de 4 a 5 litros, dependendo da quantidade e da freqüência das irrigações, como é natural, do tipo de solo e da sua porcentagem de umidade.
Será de toda conveniência manter teor de umidade no solo durante todo o crescimento da planta, até o bulbo atingir o máximo desenvolvimento, quando devem ser suspensas as irrigações.

Tanto a deficiência de umidade como a umidade excessiva traz prejuízos às plantas, denunciados pelo amarelecimento das folhas. A carência de água concorre para o decréscimo de produção e retarda o amarelecimento do bulbo. A umidade excessiva favorece o engrossamento das hastes, o que dificulta o restiamento, tornando ainda os bulbos aquosos e de pouca duração.

Na irrigação por infiltração, a água é levada para a parte superior da cultura, com o emprego de bomba ou por um canal adutor, de onde partem os canais distribuidores de primeira ordem, a pleno declive, e dos quais saem os canais de irrigação, entre as linhas de plantação.

Para construção das linhas de plantação, pode-se empregar um nível sobre um trapézio de madeira, o nível de borracha ou, então, a própria água. Para isso, faz-se um sulco com uma enxada, partindo do canal a pleno declive, e com a inclinação bem próxima à linha de nível do terreno, o que se consegue observando o deslocamento da água no trecho do sulco já construído.

Em seguida, constroem-se linhas de plantação paralelas ao sulco cujo declive foi determinado pela água, até certo limite. Depois, rasga-se novo sulco, com auxilio da própria água, como o primeiro, construindo as novas linhas de plantação paralelas ao novo sulco, e assim por diante.

Os canais de irrigação devem ter um declive suave, não além de 0,25%; Maior inclinação provoca erosão, isto é, o arrastamento de partículas terrosas, prejudicando ainda a própria irrigação, devido à má distribuição de água ao longo das linhas de plantação.

Esses canais não devem passar de 8 a 10 m de comprimento, isto porque, quando muito extensos, exigem aplainamento perfeito e bastante dispendioso.

Outro sistema de irrigação por infiltração, muito usado pelos lavradores paulistas, com ótimo resultado, consiste em construir canais, com pouco declive, partindo do canal a pleno declive. Deles, saem os canais de irrigação propriamente ditos, entre as linhas de plantação, voltando em direção ao canal a pleno declive, com queda mínima, aproximada, tanto quanto possível, da horizontal; irão, pois, formar ângulo agudo com o canal de onde partem.

As linhas de plantação, nesse caso, não devem passar de 4 a 5 m de comprimento. A fim de evitar arrastamento de partículas terrosas do interior do canal distribuidor a pleno declive, formando valetas, convém colocar capim seco ou palha de arroz, transversalmente ao comprimento do canal, prendendo as pontas com terra e colocando leve camada, na terra no centro, visando assentar o capim.

Para interceptar a água no canal em declive, dirigindo-a para os canais entre as linhas de plantio, pode-se usar um saco com areia. Esses canais podem ser construídos com a aiveca do próprio cultivador. Pode-se economizar 50% do trabalho, sem grandes desvantagens, alternando as linhas de irrigação.

Para irrigação por aspersão, constroem-se, dentro da cultura, pequenos regos em declive, espaçados de 15 cm, com os percursos interrompidos por pequenos tanques, de onde será atirada água às plantas. Para as culturas maiores, há vantagem no emprego de bombas especiais, canos leves providos de junções rápidas e aspersores giratórios.

Colheita

Uma vez completo o primeiro ciclo de plantio, o bulbo atinge o máximo desenvolvimento, as raízes morrem, as folhas murcham e a haste tomba.

Em certos casos, tais como terreno úmido ou muito rico em nitrogênio, a planta não tomba, pelo fato de a haste, também conhecida por pescoço, tornar-se demasiadamente grossa. Com um pouco de prática, o operário fica logo conhecendo a planta madura, pelo empalidecimento da coloração das folhas, ou, então, batendo com a mão na planta, que cai para o lado.

A colheita, em geral, é efetuada em três vezes, pois nem todas as plantas completam o primeiro ciclo de uma vez. As plantas colhidas são colocadas lado a lado, para secar, ficando os bulbos resguardados, pelas folhas, dos raios diretos do sol.

Se o tempo estiver firme, não se deve apressar o recolhimento das plantas arrancadas, mas deixá-las no campo até à tarde do dia seguinte. Se não houver ameaça de chuva, convém mantê-las aí por mais um dia. A permanência exagerada das plantas no campo, depois de colhidas, traz desvantagens: pode acarretar a queima ou o murchamento dos bulbos, comprometendo, assim, tanto o valor comercial do produto como o seu armazenamento.

No Rio Grande do Sul, toda a cure se processa no campo, onde as cebolas ficam cerca de 5 dias, protegidas pelas folhas, No Estado de São Paulo, seria abuso o emprego desse processo, já que as chuvas aqui são constantes no período de colheita – de meados de setembro a princípios de novembro -intensificando-se o trabalho em outubro.

Em condições normais, um hectare de terra produz de 10.000 a 12.000 quilos de cebola vendáveis. Um homem colhe e transporta mais ou menos 750 quilos de bulbos por dia.

A colheita, o amontoamento das plantas no campo e o transporte para os galpões devem ser feitos com todo o cuidado, porque os bulbos feridos ou amassados são de fácil conservação.

A cura se completa, em ranchos espaçosos e bem ventilados. Com mais dois ou três dias em tais ranchos as folhas tornam-se secas, os talos murchos, e os bulbos, enxutos, ficando a planta em condições de ser restiada.

Restiamento

Depois de convenientemente curadas, as cebolas são reunidas em réstias. Ë costume corrente começar cada réstia com os bulbos maiores, decrescendo de tamanho em direção à ponta, prática essa que não é das melhores. Seria conveniente que cada réstia tivesse bulbos de um só tamanho, o que viria a facilitar, em muito, a comercialização do produto.

De conformidade com lei federal em vigor, e segundo o diâmetro transversal, a cebola é assim classificada:

- de primeira: acima de 55 mm;
– de segunda: entre 40.55 mm;
– de terceira: entre 25.40 mm.

É chamado "tipo conserva" aquelas com diâmetro inferior a 25 mm. G claro que réstias com maiores bulbos terão menor número, para não ficarem muito compridas.

Esse critério vem sendo adotado, há muitos anos, com ótimos resultados, no Rio Grande do Sul. O restiamento é operação das mais simples: fazem-me as réstias com tábua seca e umidecida por ocasião do emprego. Para cada réstia, são usadas doze tábuas. Um homem faz, mais ou menos, cem réstias por dia.

No restiamento, além da seleção por tipo, o operário vai pondo de lado as plantas com bulbos feridos, destalados, murchos ou imaturos, que são de pouca duração e mais sujeitos ao ataque dos agentes causadores de podridão e que iriam comprometer os demais bulbos.

Armazenamento

A questão do armazenamento cresce de importância, sabendo-se que o preço da cebola cai logo após a colheita, para elevar-se novamente depois, à medida que os meses vão passando, até ao início da nova safra. Colheita de bulbos bem maduros cura perfeita e restiamento cuidadoso: eis a base de um bom armazenamento.

É de suma importância assegurar um arejamento perfeito nos depósitos, que devem ser amplo, fresco e seco. A umidade, relativa ideal para um bom armazenamento deve variar entre 70. 75ºC.

As réstias são amarradas aos pares e dependuradas em travessas de madeira roliça ou bambu, distanciadas de um metro, até a cobertura do galpão, ficando cada série um metro da seguinte.

Por meio de inspeções freqüentes, retiram-se as cebolas estragadas e brotadas, à medida que surgirem. Depois de cada inspeção, varrer muito bem o piso do depósito, não deixando restos apodrecidos de cebola, fonte de multiplicação de fungos e bactérias produtores de podridão.

As cebolas de ciclo longo duram mais que as de ciclo curto; as brancas, menos que as coloridas. As câmaras frigoríficas com temperatura regulada de 2 a 4ºC, os bulbos permanecem em boas condições, por longo tempo.

Embalagem e Transporte

Para os transportes comuns, dentro do Estado, as réstias de cebola são cuidadosamente colocadas em cammhões, formando diversas camadas. Os lavradores mais caprichosos entregam as cebolas, para o mercado, em sacos de aniagem de malha larga, cuja propriedade é de quarenta e cinco quilos.

Tais sacos fornecem bom arejamento para o produto, além de torná-lo mais atrativo. Para transporte a longa distância, são empregadas caixas de madeira, de diversos formatos.

Pragas e Moléstias

Pragas

As pragas mais importantes são a tripse e a lagarta-rosca, a primeira é um inseto muito pequeno, de 1 mm de comprimento, corpo delgado e longo, de cor amarelo-pardo, muito ágil, conhecido pelo tripse – Thrips tabaci Liderman. Vive nas partes invaginastes da base das folhas e se alimenta da seiva e dos grãos de clorofila.

As plantas atacadas apresentam, nas folhas, manchas acinzentadas que tomam, mais tarde, uma tonalidade prateada. Um exame dessas manchas revela a destruição dos tecidos externos. É comum, também, o aparecimento, na superfície das folhas, de pontos negros, produzidos pelo excremento dos insetos.

Quando a população de insetos é muita elevada, o que ocorre, comumente, nos períodos quentes e secos, os bulbos não se desenvolvem normalmente, as folhas se tornam amareladas e com pontas secas e retorcidas.

A Lagarta-rosca (Agrotis ypsiíon) é a larva de uma mariposa, e assim chamada por se enrolar quando tocada. É cor de terra, mede cerca de 3 cm de comprimento e 0,5 cm de diâmetro, e corta as plantas rente ao colo. Denunciam sua presença pelo aparecimento de pés caídos, pela manhã, podados junto ao chão.

Moléstias

Entre nós felizmente, poucas moléstias atacam a cebola, citaremos as principais:

Mela

Conhecida assim no Brasil, nos Estados Unidos como damping off, é bastante comum nos canteiros de semeação. Seu sintoma principal é o apodrecimento da base da planta, rente à superfície, bem como das raízes, tendo como conseqüência o tombamento da planta, desprendendo-se do solo a parte aérea.

Essa moléstia não é causada por um único fungo, mas por um grupo de fungos, que se aproveitam do estado de fraqueza das plantas nascidas em canteiros mal localizados, ou com semeação muito densa.

Não há um tratamento específico para o seu controle. Com o objetivo de evitar, em parte, a manifestação do mal, deve-se seguir a orientação dada para a construção dos canteiros de semeação. Convém frisar, entretanto, que local úmido e mal ensolarado, assim como aglomeração de mudas’ nos canteiros, concorre para manifestação da mela.

Seu aparecimento se manifesta sob a forma de reboleiras, neste caso, deve-se suspender as regas diárias, a fim de que o fungo encontre condições adversas ao seu desenvolvimento, pois a falta de umidade interrompe sua proliferação. É conveniente efetuar uma rega com fungicidas indicados por técnico

Podridão branca

Manifesta-se em qualquer fase da vida da planta, ficando os próprios bulbos, depois de colhidos, sujeitos ao seu ataque.

Como a cultura da cebola atravessa a estação fria do ano, essa moléstia sobe de importância, porque o fungo causador – Sclierotium cepivorum Berk encontra, entre 18 e 24ºC, a temperatura ideal para seu desenvolvimento.

As plantas atacadas apresentam folhas amareladas e murchas, as raízes apodrecem e se destacam do bulbo, ao ser a planta arrancada, ficando na terra a coroa de raízes.

De início, as partes afetadas se recobrem de um bolor branco, com aspecto de algodão, de onde surgiu o nome podridão branca. Esse revestimento constitui o micélio do parasita, formando, depois, corpúsculos brancos, quando novos e, mais tarde, pretos e arredondados, com um quarto a meio milímetro de diâmetro, assemelhando-se à semente de agrião, o que justifica o nome podridão preta, que alguns lavradores lhe dão.

Esses corpúsculos, chamados escleródios, são os órgãos de resistência do fungo, e podem permanecer na terra por vários anos, voltando à atividade logo que as condições do meio lhes sejam propícias.

É moléstia de difícil controle, sendo todas as recomendações de ordem preventiva: escolha de terra não contaminada; uso de mudas livres da doença; rotação de cultura; destruição das plantas atacadas e eliminação dos restos da cultura.

Queima das folhas

Muito comum nos cebolais de São Paulo, é causada por um fungo denominado Alternaria porri.

As folhas atacadas apresentam manchas pequenas, deprimidas, irregulares, esbranquiçadas e de centro arroxeado.

Decorridas duas a três semanas do aparecimento dos primeiros sintomas que são manchas escuras formadas pelos esporos, aparecem sobre a lesão órgãos de multiplicação dos fungos. As partes atacadas absorvem umidade, apodrecendo aos poucos. As folhas murcham, tombam e se tornam secas nas pontas.

É comum, nas sementeiras, encontrarem-se mudas com as pontas das folhas queimadas pala moléstia.

Os bulbos também podem ser atacados pelo fungo, que lhes causa apodrecimento, a começar pelo pescoço.

As plantas enfraquecidas sejam pelas más condições do meio, seja pelo ataque da praga tripse, são as mais sujeitas à contaminação.

O controle dessa moléstia é efetuado por meio de pulverizações preventivas com fungicidas, dissolvido à razão de 200 gramas por 100 litros de água ou conforme orientação técnica.

Como é comum o aparecimento de tripse nas partes invaginantes (talos/hastes) das folhas, convém misturar o fungicida com um dos inseticidas recomendados para o controle dessa praga, de tal forma que obtém-se uma calda de ação dupla: fungicida e inseticida.

O fungo ataca as flores, as folhas e, especialmente, as hastes florais, ocasionando lesões claras que, depois, tomam uma tonalidade róseo-arroxeada. Com as lesões, bastante graves, as hastes florais ficam enfraquecidas, tombando.

A manifestação da moléstia, na inflorescência, se manifesta pela morte das flores e chochamento dos frutos em formação, ocasionando o que os gaúchos chamam de careca da cebola.

O controle é feito com pulverizações preventivas, recomendando-se a eliminação das partas atacadas, antes da pulverização.

Obs.: O fungo Alternaria porri, muitas vezes, é confundido com o míldio – Peronospora destructor, de características semelhantes às suas.

Convém notar que o mais importante, para o controle dessa moléstia, é o emprego de bulbos sadios e de terra nova de meia encosta, porque as baixadas são muito sujeito ao ataque do fungo.

Fonte: www.criareplantar.com.br

cebola 11 Cebola

Propriedades Nutricionais da Cebola

1. Generalidade

Cebola é o nome popular da planta cujo nome científico é Allium cepa, Lineu. Em sistema taxonómicos mais antigos, pertencia à família das Liliáceas e subfamília das Alioídeas – taxonomistas mais recentes incluem-na na família das Alliaceae. O termo refere-se, também ao seu bolbo (bulbo, no Brasil) constituído por folhas escamiformes, em camadas. As suas flores estão dispostas em umbela. As plantas jovens, com o bolbo pouco desenvolvido e sem flor são chamadas também de cebolo

História da cebola-A cebola, Allium cepa L., teve origem no centro da Ásia, e caminhando para o Ocidente, atingiu a Pérsia de onde se irradiou para a África e por todo continente europeu.

Daí, foi trazida para as Américas, pelos seus primeiros colonizadores.

No Brasil a introdução da cebola se deu principalmente através do Rio Grande do Sul, se espalhando por todo o país.

Quando as cebolas são cortadas, as suas células são quebradas.

As células das cebolas têm duas secções, uma com enzimas chamadas alinases e outra com sulfuretos (sulfóxidos de aminoácidos). As enzimas decompõem os sulfuretos produzindo ácido sulfénico. O ácido sulfénico é instável e decompõe-se num gás volátil chamado sin-propanetial-S-óxido. O gás dissipa-se pelo ar e eventualmente chega aos olhos, onde vai reagir com a água para formar uma solução muito fraca de ácido sulfúrico. O ácido sulfúrico irrita as terminações nervosas do olho, fazendo-os arder. Em resposta a esta irritação, as glândulas lacrimais entram em ação para diluir e lavar a irritação.

É provável que tenha por hábito esfregar os olhos, mas não podia fazer pior uma vez que terá sumo de cebola nas mãos.

Não obstante, são estes compostos voláteis que dão o sabor característico à cebola, e o aroma agradável quando cozinhada.

Para reduzir a libertação do gás recomendas-se descascar a cebola debaixo de água corrente, ou mesmo debaixo de água, embora esta medida seja pouco prática ou ecológica.

Molhar as mãos e a cebola antes de a cortar vai reduzir o efeito do gás, porquanto algum do gás vai reagir com a água das mãos ou da cebola.

O cheiro das mãos poderá ser eliminado com limão. Também ajuda respirar profundamente pela boca, uma vez que grande parte do gás será inalado e menos ficará disponível para reagir com os olhos. Uma faca bem afiada danifica menos células da cebola, libertando-se menos gás — logo menos irritação. Cebolas frias tiradas do frigorífico provocarão menos irritação uma vez que as baixas temperaturas inibem a difusão das enzimas e do gás.

Outras pessoas preferem arrefecer a faca por 2 minutos no frigorífico antes de cortar as cebolas para diminuir as lágrimas. Diferentes espécies de cebolas libertarão quantidades diferentes de ácidos, portanto a irritação que provocam também será diferente.

2. Componentes ativos das cebolas

Flavonóides

Os flavonóides apresentam efeitos potenciais como anti-oxidantes, anti-inflamatório, protetor cardíaco, analgésico, anti-alérgico, anti-cancêr, anti-diabético, anti-úlcera, entre outros. sob o aspecto do efeito anti-oxidante, que pode ser explicado pela doação de um átomo de hidrogênio para os radicais livres, formando novos tipos de radicais livres que não são tão reativos quanto a espécie inicial. Esses radicais desempenham papel importante como, por exemplo, no combate aos microorganismos invasores.

Quercetina-Quercetina é um flavonóide amplamente distribuído no reino vegetal. Trata-se de um composto polifenólico presente naturalmente em vegetais como maçã, cebola, chá e em plantas medicinais como Ginkgo biloba, Hypericum perforatum.

Atividade antioxidante

Entre as principais ações da quercetina destaca-se o seu poder de remover os radicais livres, exercendo um papel citoprotetor em situações de risco de dano celular. A quercetina demonstrou inibir in vitro a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL) por macrófagos e reduzir a citotoxidade da LDL oxidada. Junto com a vitamina C, a quercetina demonstrou efeitos sinérgicos na função antioxidativa. O ácido ascórbico age como um redutor da oxidação da quercetina, de maneira que combinados, a vitamina C permite uma sobrevivência maior do flavonóide para cumprir suas funções antioxidativas. Por outro lado, a quercetina protege a vitamina E da oxidação, com a qual também apresenta efeitos sinérgicos.

3.Ação medicinal

Atividade cardiovascular

A mesma propriedade antioxidante descrita anteriormente é suficiente para reduzir o risco de morte por doenças e danos cardíacos. Neste sentido, a quercetina demonstrou diminuir a incidência de infarto do miocárdio e derrames cerebrais em pessoas da terceira idade. As populações que consomem produtos ricos em quercetina estatisticamente apresentam menores riscos de afecções cardiovasculares. Em ratos pode-se observar que a quercetina melhora a função contrátil do ventrículo esquerdo e reduz a incidência de transtornos da condução cardíaca. O processo limita-se à área danificada de isquemia protegendo a ultra-estrutura das artérias coraonárias, melhorando a circulação coronária e prevenindo a formação de trombos intravasculares. Por outro lado, também demonstrou efeitos vasodilatadores na aorta isolada de ratos, efeitos antitrombóticos (por uma ligação seletiva na parede plaquetária) e diminuiu as lesões de reperfusão do miocárdio. Devido à inibição da peroxidação lipídica, a quercetina protege o endotélio da destruição local por prostaciclina e o fator de relaxamento derivado do endotélio.

Atividade anti-inflamatória

A ação anti-inflamatória que muitos flavonóides possuem relaciona-se em parte com as enzimas implicadas no metabolismo do ácido araquidônico. No mecanismo antioxidante sobre a peroxidação lipídica da quercetina, está envolvida a via do ácido araquidônico o qual implica uma atividade antiinflamatória paralela.

Atividade antitumoral

Um dos mecanismos de ação da quercetina como agente antiproliferativo de células tumorais é através de sua capacidade antimutagênica e de seu poder antioxidante. A adição da quercetina em alguns esquemas antitumorais com drogas sintéticas tem demonstrado aumento da atividade antitumoral.

Atividade imunológica

Diferentes estudos têm constatado o fortalecimento do sistema imunológico, em especial no trato gastrointestinal, a partir da administração de quercetina. Por exemplo, pacientes com disenteria de Flexner evidenciaram melhoras clínico-humorais significativas após receber uma combinação de quercetina e acetato de tocoferol. Junto com o sódio tem sido demonstrado melhorar quadros de dispepsia além de evidenciar efeitos bacteriostáticos em microorganismos patológicos do trato digestivo. Um aspecto interessante do efeito antiúlcera da quercetina é que ela inibe in vitro o crescimento de Helycobacter pylori de uma forma dose-dependente. Por outro lado, a quercetina tem demonstrado poder estabilizador nos mastócitos impedindo a ação da histamina durante as reações alérgicas e inibindo a formação de leucotrienos. A quercetina demonstra exercer um efeito sinérgico com cromoglicato de sódio. Também tem evidenciado um efeito antifúngico em cultivos de Candida albicans, um fungo oportunista que pode surgir em quadro de imunodepressão.

Atividade antiviral

A quercetina demonstrou ser um potente agente antiviral, podendo interferir com a infectividade e replicação de adenovírus, coronavírus e rotavírus em cultivos celulares. Neste sentido, uma combinação de quercetina com rutina demonstrou reduzir a hemaglutinação, reduzindo a mortalidade de ratos infectados com o vírus Influenza. Uma cebola grande ingerida crua, durante crises herpéticas diminui a duração da crise do herpes.

Efeitos na formação de catarata em diabetes

Como é conhecida, a catarata é uma complicação relativamente comum em quadros de diabetes. Entre os mecanismos de ação descobriu-se que a enzima aldolase-reductase tem papel gerador de catarata. Diferentes experiências demonstraram atividade inibitória da quercetina sobre esta enzima, que seria do tipo não-competitiva e uma das mais potentes entre os diferentes agentes inibidores testados. Dose Usual: – 400-500 mg via oral, três vezes ao dia.

Cebola e o lúpus eritematoso sistêmico

Existem relatos clínicos significativos, onde vários pacientes descrevem uma surpreendente melhora de dores de cabeça, febre e dores articulares, ao ingerir uma cebola inteira crua, no almoço e jantar, até a melhora dos sintomas. Isso pode estar ocorrendo de acordo com alguma substancia contida na cebola; Flavonóides, quercetina, atvidade antioxidante, atividade anti-inflamatória, atividade antiviral, diminuição do açucar no sangue.

Porém ainda não se sabe ao certo, qual destes agentes está influenciando neste processo, entretanto os resultados são indiscutíveis e surpreendentes, visto que a cebola é apenas um simples alimento do dia a dia. Contudo Lúpus é uma doença muito séria e deve ser sempre acompanhada por um Médico.

Cebola e osteoporoso

O consumo freqüente de cebola pode reduzir o risco de osteoporose, doença que atinge um terço das mulheres após a menopausa. Segundo um novo estudo da Universidade de Berna, na Suíça, um grama de cebola por dia pode evitar um processo chamado reabsorção, no qual o osso perde cálcio e torna-se frágil.

Quinhentos miligramas de cebola misturadas com alho, alface, tomate, salsa e pepino teriam o mesmo efeito.

Os resultados do estudo foram publicados hoje na revista britânica "Nature". Nos testes, os animais alimentados com cebola tiveram os ossos fortalecidos, disseram os pesquisadores. Os resultados mostram que há um grande número de vegetais comuns na dieta humana que beneficia os ossos. Os efeitos poderão ser obtidos também em seres humanos, reduzindo a incidência de osteoporose de uma forma mais fácil e barata – disse o chefe do estudo, o pesquisador Roman Muhlbauer.

O próximo passo dos pesquisadores é identificar quais os componentes da cebola – e dos outros vegetais – responsáveis pelo efeito positivo sobre os ossos e isolá-los. Quando isso for feito, a indústria farmacêutica poderá desenvolver novos medicamentos que previnam e tratem a osteoporose. Esperamos que o estudo tenha aberto um novo leque de possibilidades na prevenção da osteoporose – disse Muhlbauer.

Cebola e doenças crônico degenerativas

"Entre quem come o equivalente a uma cebola durante a semana, a probabilidade de desenvolver um câncer qualquer chega a ser 14% menor",comenta a pesquisadora Carlotta Galeone, que,do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, na Itália, avaliou fi cha médica por fi cha médica de centenas de voluntários, divididos, é claro, em duas turmas — a dos avessos à cebola e a dos que encaravam comê-la crua.

Não foi por acaso que fizeram a comparação. Eles queriam avaliar os benefícios da hortaliça para a saúde, uma vez que a cozinha de seu país usa e abusa do ingrediente.Já existiam, é bem verdade, estudos ligando seu consumo à diminuição do risco de tumores de estômago, intestino e próstata. Os cientistas de Milão, porém, expandiram essa visão. Na sua amostragem, não só esses, mas todo tipo de tumor era mais comum no primeiro grupo — o dos sem-cebola.Outra descoberta dos italianos: a proteção parece ser proporcional às porções ingeridas.

Assim, duas cebolas semanais são suficientes para derrubar em 56% o perigo do câncer de laringe, em 43% o de ovários e em 25% o de rins. E aqueles que comem com gosto muitos anéis distribuídos pela salada do almoço e do jantar, em quantidade correspondente a uma cebola inteirinha por dia, estão ainda mais resguardados.

"Aí, as chances de câncer colorretal são 56% menores e o de boca, 88%", assegura Carlotta.

E não foi só isso o que a ciência confirmou nos últimos tempos.Sabe-se que a cebola dificulta a ação das bactérias, inclusive as causadoras da cárie e dos distúrbios gástricos, além de atuar contra fungos que provocam micoses, amenizar os sintomas da asma, combater inflamações e diminuir os riscos de trombose e aterosclerose. Um dos últimos trabalhos reafirmando essas qualidades é assinado pelo Ministério da Agricultura do governo da Austrália.

Porcos com dieta rica em gorduras tiveram seus índices de triglicérides reduzidos em 15% quando a cebola foi incluída no cardápio.O próximo passo, agora, é descobrir qual seria a melhor cebola para uma vida mais longa e saudável. Ora, são mais de 600 espécies! À primeira vista todas são parecidas do ponto de vista nutricional, reunindo numa só rodela cálcio, fósforo, magnésio, ferro, potássio, zinco, cobre, manganês, vitaminas do complexo B — principalmente B1 e B2 — e vitamina C. Na prevenção de doenças, o poder de fogo dos membros da vasta família Alliaceae pode variar — ou nem tanto.Apesar de consumirmos menos cebolas do que os italianos, nós, brasileiros, estamos acostumados ao seu paladar.

A cebolinha verde, por exemplo, muito usada como tempero, é tida como um broto de cebola, quando é mais uma variedade dela.

Cebola ou cebolinha, o bulbo pode ir para a panela ou para a saladeira, assim como as folhas de algumas variedades. Recomenda-se consumir o vegetal cru, já que o calor do cozimento ou da fritura destrói seus compostos benéficos, principalmente o principio ativo chamado de alicina.

A Embrapa está desenvolvendo uma variedade de cebola isenta de substâncias que provocam choro e mau hálito, mas é provável que a novidade não produza tantos bons efeitos. Então, encare o bafo, o ardor e as lágrimas com alegria. Tudo pode ser uma questão de treinar o paladar para sabores picantes

ROXA

Das cerca de 50 variedades disponíveis no Brasil, só cinco têm essa tonalidade. Em alguns países as cebolas roxas são as preferidas. Mas quer saber? Do ponto de vista funcional, parecem conter menos substâncias benéficas do que as amarelas.

AMARELADA

As de tonalidades claras e as mais escuras são menos ardidas e, por isso, comuns na cozinha doméstica. Já as brancas costumam ser industrializadas na forma de cebola desidratada ou em conserva.

4. Realçador de sabor dos alimentos

A cebola é a hortaliça condimentar mais difundida no mundo. Apesar de sua pequena importância nutricional como fonte de vitaminas e sais minerais, apresenta propriedades terapêuticas comprovadas, como a proteção contra algumas infecções do aparelho digestivo, diminuição do nível de glicose no sangue e proteção contra a arteriosclerose.É um bulbo, provavelmente originário da Ásia Central, tendo sido cultivado na Índia e China desde tempos remotos, sendo muito apreciado na Grécia, Roma e Egito antigos. É uma Aliácea, assim como o alho, a cebolinha e o alho porró.

5. COMO CONSERVAR

A cebola conserva-se por tempo prolongado, 3 a 5 semanas, sem necessidade de refrigeração. Mantenha os bulbos em local seco, fresco, escuro e bem ventilado.

As cebolas de sabor mais suave, ou seja menos picante, apresentam menor durabilidade, enquanto as cebolas mais picantes, conservam-se por maior período.

As cebolas roxas em geral se conservam por maior tempo do que as cebolas brancas e amarelas.

A cebola picada ou ralada deve ser mantida em geladeira, envolvida por filme plástico ou em vasilha de plástico tampada, por até um dia.

A vasilha a ser usada deve ter o tamanho certo para a quantidade a ser conservada; quando se utilizar filme de plástico, este deve ficar bem aderido à cebola picada.Para congelar a cebola, pique-a ou corte-a em rodelas, coloque as porções sobre uma travessa ou vasilha aberta e leve ao congelador. Quando as porções estiverem congeladas, acondicione-as em recipiente de plástico rígido ou em saco de plástico do qual se retira a maior quantidade possível de ar.

Nesta condição a cebola pode ser conservada por até 6 meses.Outra maneira de conservar a cebola consiste em triturá-la, transformando-a em pasta e adicionando sal e alho para aumentar a sua durabilidade. Deve-se manter 1 parte de alho para 3 partes de cebola para 10 partes de sal. Esta pasta pode ser mantida em condição ambiente por até 25 dias.

6. COMO CONSUMIR

A cebola é usada principalmente como condimento, realçando o sabor dos alimentos. Entretanto, também pode ser utilizada crua em saladas e entradas e no preparo de sopas, patês, pães, biscoitos, ou frita à milanesa.

A cebola assada com casca, no espeto, é um excelente acompanhamento para churrasco.

A cebola congelada somente é adequada para uso em pratos cozidos ou assados. Para descongelar, coloque-a em água fervente com sal, ou diretamente ao fogo, durante o preparo do prato.

7. COMO COMPRAR

As maiores ofertas, e portanto os menores preços, ocorrem de agosto a fevereiro.

A cebola apresenta formatos variados, podendo ser redonda, achatada ou em forma de pêra. Quanto à cor, os bulbos são amarelos, brancos ou roxos. Escolha os bulbos com cuidado, sem apertá-los ou jogá-los na banca de exposição. Prefira bulbos firmes, com casca seca e pescoço seco e cicatrizado. Entre bulbos de mesmo tamanho escolha os mais pesados. Evite bulbos brotados, com feridas, áreas amolecidas e mofo.

8. Tabela Nutricional

8.1- Cebola, crua

Nome científico: Allium cepa

Nutrientes

Unidade

Valor por 100 g

Relacionados

Água

g

88.540001

Calorias

kcal

42

Proteínas

g

0.92

Lípides totais (gordura)

g

0.08

Carboidratos, por diferença

g

10.11

Fibra total dietética

g

1.4

Cinzas

g

0.35

Minerais

Cálcio, Ca

mg

22

Ferro, Fe

mg

0.19

Magnésio, Mg

mg

10

Fósforo, P

mg

27

Potássio, K

mg

144

Sódio, Na

mg

3

Zico, Zn

mg

0.16

Cobre, Cu

mg

0.038

Manganês, Mn

mg

0.132

Selênio, Se

mcg

0.5

Vitaminas

Vitamina C, ácido ascórbico total

mg

6.4

Tiamina

mg

0.048

Riboflavina

mg

0.025

Niacina

mg

0.083

Ácido pantotênico

mg

0.122

Vitamina B6

mg

0.147

Folato total

mcg

19

Vitamina B12

mcg

0

Vitamina A

UI

2

Vitamina A, RAE

mcg_RAE

0

Lípides

Ácidos graxos, total saturados

g

0.026

Ácidos graxos, total mono-insaturados

g

0.023

Ácidos graxos, total poli-insaturados

g

0.062

Colesterol

mg

0

8.2- Cebola, cozida, sólido, sem sal

Nutrientes

Unidade

Valor por 100 g

Relacionados

Água

g

87.860001

Calorias

kcal

44

Proteínas

g

1.36

Lípides totais (gordura)

g

0.19

Carboidratos, por diferença

g

10.15

Fibra total dietética

g

1.4

Cinzas

g

0.44

Minerais

Cálcio, Ca

mg

22

Ferro, Fe

mg

0.24

Magnésio, Mg

mg

11

Fósforo, P

mg

35

Potássio, K

mg

166

Sódio, Na

mg

3

Zico, Zn

mg

0.21

Cobre, Cu

mg

0.067

Manganês, Mn

mg

0.153

Selênio, Se

mcg

0.6

Vitaminas

Vitamina C, ácido ascórbico total

mg

5.2

Tiamina

mg

0.042

Riboflavina

mg

0.023

Niacina

mg

0.165

Ácido pantotênico

mg

0.113

Vitamina B6

mg

0.129

Folato total

mcg

15

Vitamina B12

mcg

0

Vitamina A

UI

2

Vitamina A, RAE

mcg_RAE

0

Lípides

Ácidos graxos, total saturados

g

0.031

Ácidos graxos, total mono-insaturados

g

0.027

Ácidos graxos, total poli-insaturados

g

0.073

Colesterol

mg

0

9. Conclusão

Cebola é o nome vulgar da planta cujo nome científico é Allium cepa, Lineu. Em sistema taxonómicos mais antigos, pertencia à família das Liliáceas e subfamília das Alioídeas – taxonomistas mais recentes incluem-na na família das Alliaceae. O termo refere-se, também ao seu bulbo, constituído por folhas escamiformes, em camadas. Esse bulbo, que é a cebola propriamente dita, pode ser oblongo ou achatado, de cor branca, dourada ou violeta, e tanto ele como as folhas, tubulares e ocas, são comestíveis, cozidas ou cruas. As suas flores estão dispostas em umbela (tipo de inflorescência em que os pedúnculos florais partem todos do mesmo ponto e têm comprimento igual). Ela é uma planta herbácea, com folhas cerosas e raízes fasciculadas (em forma de cabeleira. É planta anual, para produção de bulbos, e bienal, para produção de sementes.

A cebola é a hortaliça condimentar mais difundida no mundo. Apesar de sua pequena importância nutricional como fonte de vitaminas e sais minerais – possui baixo teor protéico e de aminoácidos essenciais – apresenta propriedades terapêuticas comprovadas, O teor de água varia de 86% a 92% conforme a espécie em análise.

Cultivada desde épocas remotas, a cebola é, provavelmente, originária da Ásia Central, de onde atingiu a Pérsia e, dali, irradiou-se para a África e por todo o continente europeu. Do Velho Mundo, foi trazida para as Américas, pelos primeiros colonizadores. Todos os povos antigos (caldeus, gregos e romanos) a consumiam em larga escala.

No Egito há documentos que descrevem a importância da cebola como alimento e seu uso em arte, medicina e na mumificação. Foi encontrada freqüentemente em sarcófagos, sendo associada às superstições e mitologias egípcias.Tal como as plantas afins – chalota (A. escalonicum), alho (A. sativum), cebolinha ou cebola-de-cheiro (A. fistulosum), alho-porro (A. porrum) – a cebola contém substância muito semelhante ao glúten, além de açúcar não cristalizável, mucilagem, ácidos acético e fosfórico, citrato calcário e celulose.

O óleo volátil, sulfurado e acre da cebola irrita os olhos e faz chorar.Existem várias espécies de cebola. No Brasil, era cultivada, de início, apenas nos Estados sulinos, especialmente no Rio Grande do Sul, onde se aclimatou muito bem. Aos poucos, foi interessando a outras regiões, sendo, atualmente, cultivada desde o Nordeste até o extremo Sul do país. As espécies mais cultivadas por aqui são as amarelas-do-rio-grande, chata-roxa-da-argentina, amarelo-rósea-das-canárias e branco-de-nápoles. O cultivo exige sol e terra sadia, um tanto seca, com boa adubação e drenagem.

A colheita se faz quando as hastes começam a murchar. Seu período de safra é de setembro a marçoNo Brasil, até meados da década de 70, a produção de cebola era proveniente das regiões Sudoeste, Nordeste e Sul. A produção do Estado de São Paulo aumentou gradativamente a partir desse período. As principais variedades de cebola utilizadas são escolhidas em função das características edafoclimáticas da região e, principalmente, do fotope-riodismo.

Na região de Piedade e no Sudoeste Paulista, predominam as cebolas do tipo baia periforme. A entressafra da cebola em São Paulo, período de maio a junho, tem resultado da falta de variedades adaptadas ao fotoperíodo dos primeiros meses do ano, o que seria necessário para a produção de bulbos de qualidade comercial.

O Instituto Agronômico, através do seu programa de melhoramento de cebola, obteve um novo cultivar, o IAC Solaris, o primeiro indicado para plantio de verão nas regiões produtoras do Estado de São Paulo. A obtenção do novo cultivar foi iniciada com hibridações entre os progenitores Baia Superprecoce e Pira Ouro realizadas em 1982, seguidas de vários ciclos de seleção recorrente recíproca, dando-se ênfase para para adaptação às condições de fotoperíodo dos meses de janeiro a maio, produtividade, qualidade do bulbo e resistência a doenças. A partir de 1990, observou-se, nos experimentos realizados na Estação Experimental de Agronomia de Monte Alegre do Sul e em propriedades das regiões da região de São José do Rio Pardo, o excelente potencial de um novo material resultante daqueles trabalhos.

Após 1994, realizaram-se testes de avaliação do novo material na região produtora de cebola de Piedade, onde ele também mostrou alto rendimento e resistência a doenças. No quadro abaixo (ao lado, etc.: usar o que for adequado no momento da formatação final) é apresentada a média de produtividade do IAC Solaris, obtida em oito experimentos, em comparação com outras três variedades de cebola.

Participaram dos trabalhos os pesquisadores Marcelo Tavares e Rogério Salles Lisbão (in memoriam) do Centro de Horticultura, Walter José Siqueira, do Centro de Genética, Biologia Molecular e Fitoquímica, e Joaquim Adelino de Azevedo Filho, da Estação Experimental de Agronomia de Monte Alegre do Sul.

POTENCIAL DE VARIEDADES DE CEBOLA PARA CULTIVO DE VERÃO EM SÃO PAULO

Variedades

Produção
comercial (t/ha)

Peso médio
de bulbo (g)

Índice de doença
(escala de 1 a 5)

IAC Solaris

17,9

45,5

2,3

XP 8484

10,6

36,8

2,6

Granex 429

14,0

39,8

4,1

AG 732

5,3

22,5

4,2

A cebola IAC Solaris é recomendada para plantio de verão nas regiões produtoras de cebola do Estado de São Paulo, devendo a semeadura, visando à produção de mudas, ser realizada no mês de janeiro. O ciclo da planta varia de 130 a 150 dias.O rendimento normal fica entre 10 e 20 t/ha. Conforme pode ser observado na figura abaixobulbo tem formato arrendondado e coloração amarelo-clara. Em relação à doenças, apresenta alta resistência à Alternária e moderada à Raiz rosada, o que contribue para o aumento da produtividade e da capacidade de formar bulbos com padrão comercial. Como na época de cultivo ocorre alta precipitação pluviométrica, recomenda-se que os tratos culturais sejam executados de maneira sistemática e eficiente, para garantir o sucesso dessa cultura de verão.

A produção de cebola de qualidade nessa época deverá propiciar melhores preços e consequentemente aumentar a rentabilidade da Pesquisas feitas em vários países garantem que cebola ajuda a prevenir vários tipos de câncer, protege contra doenças cardiovasculares e, como fosse pouco, inibe a ação de fungos e bactériasMuita gente não suporta o cheiro penetrante e o sabor inconfundível da cebola, principalmente quando ela se apresenta crua sobre o prato. Se esse é o seu caso, tomara que, depois de ler esta reportagem, você deixe de lado a mania de separar pedacinho por pedacinho do vegetal do restante da comida e experimente sem cara feia a mais acebolada das receitas. Afinal, em um mundo científico cada vez mais voltado para descobrir a relação dos alimentos com a prevenção de doenças, o vegetal ganha pontos.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Edson Credidio

Fonte: www.abran.org.br

cebola 41 Cebola

A cebola (Allium cepa) é uma espécie que se cultiva desde épocas remotas. Foi domesticada independentemente em vários lugares do mundo. Todos os povos antigos (caldeus, gregos e romanos) a consumiam em larga escala.

No Egito há documentos que descrevem a importância da cebola como alimento e seu uso em arte, medicina e na mumificação. Foi encontrada freqüentemente em sarcófagos, sendo associada às superstições e mitologias egípcias.

A classificação taxonômica da cebola é:

Divisao: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Liliales
Familia: Liliaceae
Gênero: Allium
Espécie: Allium cepa L.

Ela é uma planta herbácea, com folhas cerosas e raízes fasciculadas (em forma de cabeleira).

Possui baixo teor protéico e de aminoácidos essenciais, não podendo ser considerada uma boa fonte nutritiva. O teor de água varia de 86% a 92% conforme a espécie em análise.

Por que choramos ao cortar cebolas?

A explicação remete a uma análise da constituição da cebola. Os que freqüentam a cozinha, não só para comer, mas para preparar os alimentos sabem do que estou falando.

As cebolas nos fazem chorar. E quem já prestou atenção neste fenômeno, percebeu que choramos apenas quando estamos cortando-as.

Uma cebola colocada em uma estante do mercado é inofensiva, isto é, não emite nenhum composto irritante aos nossos olhos. Isso ocorre porque as enzimas que ativam o sabor e biogênese do fator lacrimejante são guardadas em vacúolos no citoplasma. (veja um vídeo das células de uma cebola no microscópio).

Quando cortamos a cebola, rompem-se os vacúolos liberando as enzimas que promovem a formação dos compostos sulfurados.

Também é o corte, diga-se de passagem, que libera substâncias que dão cheiro ao prato. Cortar, amassar ou triturar alho e cebola resulta na destruição de milhões de células que liberam seu conteúdo (veja Figura 1). Nelas estão, entre outras coisas, um sulfóxido do aminoácido cisteína e enzimas chamadas alinases, que provocam a transformação do sulfóxido em ácido propenilsulfênico (veja Figura 2). Aquele perfume maravilhoso do refogado vem a seguir, com a “transformação espontânea” do ácido propenilsulfênico em tiossulfinato, este sim o responsável pelo cheiro característico da cebola.

cebola 42 Cebola
Figura 1 – Posição subcelular dos intermediários e precursores das substâncias responsáveis pelo cheiro característico nos Alliums (alhos e cebolas). Na cebola, a alinase está no vacúolo de todas as células.
(Desenho fora de escala )

cebola 43p Cebola
Figura 2 – Transformação do PRENCSO em ácido 1-propenilsulfênico
( clique para ampliar )

Mas quem faz a gente chorar é outro composto. O ácido propenilsulfênico, dizia-se, também se transforma espontaneamente em propanotial-S-óxido – este sim o fator lacrimogêneo volátil que irrita os olhos e dispara o reflexo de produção de lágrimas em abundância (veja Figura 3). São tantas que o duto lacrimal, que despeja para dentro do nariz as lágrimas constantes que limpam e lubrificam os olhos, não dá mais conta. Todos dos dias, os olhos produzem 30 miligramas (quase uma colher de sopa) de lágrimas, um lubrificante natural.

cebola 44 Cebola
Figura 3 – Transformação do ácido 1-propenilsulfênico em propanotial-S-óxido e tiossulfinato

Mas todo esse melodrama só acontece com a cebola. No alho, um “primo-irmão” da cebola, mesmo amassando-o e triturando-o não sentimos nenhuma irritação nos olhos. Mas o alho também produz o tiossulfinato, não o propanotial-S-óxido. A questão é: Por quê?

Um grupo de japoneses publicou, na revista Nature, uma explicação para essa incógnita. Segundo os pesquisadores, o ácido propenilsulfênico não se transforma espontaneamente no fator lacrimogêneo. Quem faz isso é uma outra enzima, até então desconhecida, que apenas as cebolas possuem e que os pesquisadores tiveram a original e conveniente idéia de nomear como “sintase do fator lacrimogêneo”.

O ácido propenilsulfênico é formado quando se destroem as células de alhos e cebolas e após se transforma espontaneamente no tiossulfinato, este sim que dá o perfume ao alimento. Mas os olhos só ardem com as cebolas porque só elas possuem a tal da segunda enzima que converte o mesmo ácido em fator lacrimogêneo.

cebola 45p Cebola
Figura 4 – Produção de ácido sulfúrico e outros produtos que irritam o globo ocular
( clique para ampliar )

Após a síntese do fator lacrimejante (propanotial-S-óxido) este, altamente volátil, chega até o fluido que lubrifica o nosso globo ocular formando substâncias que desencadeiam a produção exagerada de lágrimas, fazendo a gente chorar (veja Figura 4).

Para acabar com a choradeira na cozinha, os pesquisadores sugerem nada menos que a produção de uma cebola transgênica, sem a sintase do fator lacrimogêneo. Ela seria tão perfumada quanto as outras porque a alinase e a produção de tiossulfinato permaneceriam intocadas. Os transgênicos, também conhecidos como organismos geneticamente modificados, são plantas ou animais que tiveram a sua composição genética alterada em laboratório por cientistas. Todos os organismos vivos são constituídos por conjuntos de genes e as diferentes composições destes determinam as características de cada organismo. Pela alteração destas composições, os cientistas podem mudar as características de uma planta ou de um animal.

Enquanto a engenharia genética não abraça essa causa, pode-se utilizar alguns truques para cortar cebola e não chorar.

Um truque é colocar as cebolas na geladeira antes de cortá-las, já que o frio inibe a atividade da enzima LF sintase. Pode-se também cortar cebolas embaixo d””””água (o que não é nada prático) para evitar que os compostos voláteis cheguem até o fluido ocular e promovam a ionização do composto em ácido sulfúrico.

Como o enxofre pertence à mesma família do oxigênio na tabela periódica, as propriedades desses elementos são muito semelhantes. O enxofre forma compostos orgânicos idênticos ao oxigênio. O prefixo “tio” indica justamente a substituição de átomos de oxigênio por átomos de enxofre em determinados composto. Entre os tiocompostos, destacam-se os tiálcoois (tióis), os tioésteres (sulfetos orgânicos) e os sulfóxidos.

cebola 46 Cebola

Alguns animais utilizam como mecanismo de defesas compostos com enxofre na sua constituição. (veja Figura 5).

A Química está em todo lugar. E, apesar de algumas pessoas pensarem que ela não serve para nada, vimos que, conhecendo os processos naturais, podemos interferir para o nosso bem-estar. Na próxima vez que deparar com uma cebola, não tenha medo. Lembre-se das nossas dicas e não chore nunca mais por causa dela.

cebola 47 Cebola
Figura 5 – Pricipal composto responsável pelo mau cheiro do gambá

Fonte: www.ciadaescola.com.br

Cebola

Valores Nutricionais

Porção 100 g
Kcal 46
HC 9.7
PTN 1.4
LIP 0.2
Colesterol 0
Fibras 0.8

A cebola é um bulbo muito usado na cozinha, principalmente como tempero para carnes ou outros pratos. Há cebolas de vários tipos e tamanhos, mas todas elas têm gosto forte e ardido.

Podem ser brancas, amarelas ou roxas, com uma casca bem fina, que protege a parte de dentro, úmida e levemente fibrosa, em várias camadas.

Destaque Nutricional

Alimento protetor contra doenças cardíacas por ser ativadora de reações enzimáticas que dissolvem os coágulos, combatendo a obstrução de artérias.

A cebola é rica em alguns sais minerais (fósforo, ferro e cálcio), o que a torna um bom diurético, ajudando na eliminação das substâncias tóxicas. Sua propriedade em destaque está no seu poder antioxidante, protegendo as membranas celulares contra possíveis agressões.

Fonte: www.rgnutri.com.br

cebola 48 Cebola

A cebola tem ótimos benefícios. Entre seus nutrientes, temos a quercetina — um potente antioxidante associado à inibição do câncer de estômago — e agentes anticancerígenos. Outro componente encontrado na cebola é a olerícola. Ela é uma substância que impede a formação de plaquetas no sangue, evitando assim o entupimento das artérias

Ela é uma boa aliada para ajudar no bom funcionamento do intestino, fígado, pâncreas e vesícula. Além de melhorar o aparelho circulatório e renal, ela reduz o risco de aparecimento do câncer de estômago.

A cebola colabora para afinar o sangue, diminuir o colesterol, aumentar o HDL (colesterol bom), combater a asma, bronquite crônica, diabetes e infecções.

O consumo exagerado de cebola pode aumentar a formação de gases e causar desconforto gastrintestinal, principalmente se ela for consumida crua.

Depois de cozida ou escaldada, as suas propriedades fermentativas reduzem e a cebola já fica mais suave. Por outro lado, o consumo da cebola crua melhora o equilíbrio da flora intestinal e reduz o risco do aparecimento de câncer do colo retal.

Fonte: belezaesaude.dae.com.br

Cebola

cebola 49 Cebola

Ao descascar uma cebola, experimente colocar um palito de fósforo (apagado) entre os dentes. O enxofre da cabeça do palito absorverá os gases da cebola, que provocam as lágrimas. Um outro truque é colocar uma bolinha de miolo de pão na ponta da faca com que estiver cortando as cebolas.

Quando se usa apenas a metade de uma cebola, a outra parte nem sempre pode ser aproveitada, pois resseca facilmente. Evite que isto aconteça, passando um pouco de manteiga na parte em que a cebola foi cortada.

Antes que a cebola leve você as lágrimas, faça com que ela perca o cheiro forte. Sem retirar a casca escalde-a em água fervendo, espere dois minutos e descasque-as embaixo da torneira de água fria. Se sobrar algum pedaço que não foi usado, passe óleo ou manteiga no lugar em que foi cortada e guarde num pirex, com a parte untada para baixo.

Para que você não chore enquanto descasca a cebola, basta mergulhá-la por alguns minutos em água bem quente. Isso também facilitará o trabalho de descascá-la.

Ao descascar cebola, para não chorar, vá molhando a faca em água corrente enquanto corta a cebola.

Para dar um bom paladar às cebolas, experimente mergulhá-las durante 20 minutos, antes de cozinhar, numa vasilha com água quente e sal.

O chá de casca de cebola, aconselha-se para quando nós estamos roucos, que temos dificuldade em falar.

Poder da Cebola

Devem ser incluídas na alimentação diária para prevenir tosses e resfriados.
Estimulam a circulação do sangue e das membranas mucosas.
Ajudam a diminuir a pressão sangüínea.
Purificam o sangue e aliviam as dores renais.
Estimulam a memória, reforçam os nervos, o coração e as glândulas.

Antes de comprar a cebola, verifique:

Escolha os bulbos com cuidado, sem apertá-los ou jogá-los na banca de exposição. Prefira bulbos firmes, com casca seca e pescoço seco e cicatrizado. Entre bulbos de mesmo tamanho escolha os mais pesados. Evite bulbos brotados, com feridas, áreas amolecidas e mofo.

Para tira cheiro de cebola das mãos passe um pouco de amaciante de roupa esfregando, enxágüe bem em água corrente.

José Carlos A. Campos

Fonte: www.irenes.com.br

Nome Científico: Allium cepa L.
Nome Comum: Cebola.
Nomes Populares: Cebola.
Família: Alliaceae.
Origem: Centro da Ásia ( Paquistão, Irão, Turquia, China, Mongólia).

cebola 50 Cebola

História

A cebola, Allium cepa L., é uma das espécies hortícolas mais antigas, sendo cultivada á pelo menos 5000 anos. Teve origem no centro da Ásia, tendo sido dispersa para Ocidente, atingiu a Pérsia de onde se irradiou para a África e para todo o continente europeu, sendo depois trazida para as Américas, pelos seus primeiros colonizadores. A Cebola era consumida pelos hindus, egípcios, gregos e romanos da antiguidade e, segundo a lenda, era muito utilizada na alimentação dos construtores das pirâmides do Egipto.

Descrição

Planta herbácea, monocotiledónea, bienal, com sistema radicular fasciculado, ramificado e superficial. O caule da cebola é um disco, muito curto e situa-se na base do bolbo. O bolbo é tunicado e composto pelo caule e pelas bainhas carnudas das folhas. As folhas de Cebola são compostas por bainha e limbo e são de forma cilíndrica. As flores estão dispostas numa inflorescência em forma de umbela esférica. O fruto da Cebola é uma cápsula com 1 a 2 sementes de cor preta e de textura rugosa.

Existem vários cultivares que podem ser classificados em relação ao fotoperíodo, época de cultivo, aptidão para conservação, aptidão para indústria, forma do bolbo, sabor e cor do bolbo.

Sementeira/Transplantação

Em geral, as sementes de Cebolas semeiam-se de preferência em alfobre (de onde se transplantam mais tarde para local definitivo) desde o final do Verão ao início da Primavera. Em Portugal e todo o Hemisfério Norte nos meses de Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março. Podem também ser semeadas por sementeira directa. A transplantação pode ser em raíz nua ou raíz protegida, podendo ainda ser plantadas através de bolbos de pequeno calibre (sets). Os alfobres devem ter lugar em locais abrigados com exposição Nascente, Sul e em terrenos leves bem trabalhados. Esta cultura prefere climas temperados, com exposições soalheiras abrigadas dos ventos e temperaturas baixas, certa humidade nas primeiras fases de desenvolvimento, mas temperaturas elevadas e pouca humidade durante a maturação do bolbo.

Compasso

Em geral, nas entrelinhas variam entre 20-40 cm e entre plantas na linha entre 10-15 cm.

Crescimento

Médio

Luz

Boa luminosidade.

Temperatura

As temperaturas óptimas na fase inicial de desenvolvimento variam entre os 13Cº e os 24Cº, enquanto na fase de formação do bolbo, variam entre os 16Cº eos 21Cº.

Solos

A Cebola prefere solos ligeiros e pH entre os 6-7, podendo ser inferior se a quantidade de matéria orgânica no solo for elevada.

Resistência

Cultura de estação fresca, resistente ao frio, embora existam hoje em dia cultivares de cebola adaptadas a diversas condições.

Rega

Muito regular. Abundante na fase de crescimento das folhas e na fase inicial de crescimento do bolbo de cebola.

Adubação

Cultura exigente quanto á fertilização. Aplicar adubo rico em azoto, fósforo e potássio durante a fase inicial de desenvolvimento. Aplicar adubo rico em fósforo e potássio repartindo durante o desenvolvimento da planta. Não aplicar azoto em grande quantidade na fase de formação do bolbo.

Pragas e Doenças

Ácaros, afídeos, alfinete, larvas mineiras, melolonta, mosca da cebola, traça da cebola, tripes, nemátodos, alternariose, bolor preto, podridão cinzenta, podridão do bolbo, queimadura das folhas, cladosporiose, antracnose, fusariose, míldio, ferrugemda cebola, podridão branca, viroses.

Multiplicação

Semente

Colheita

A colheita das cebolas é efectuada no final da senescência completa das folhas ou quando 50 a 80% das plantas acamaram. O arranque pode ser manual ou mecânico. Dependendo da altura da colheita, pode ser feita uma secagem dos bolbos.

Pós-Colheita

As cebolas podem ser comercializadas com a rama cortada ou em réstias, com os bolbos inteiros, sãos, limpos, secos, sem odores e sabores estranhos e livres de pragas e doenças.

Utilização

Muito utilizada na dieta mediterrânica, em quase todo o tipo de pratos, em saladas, sopas, em fresco, transformadas, desidratadas e congeladas, em pickles, em salmoura, em molhos e temperos.

Valor Nutricional

Cada 100 gramas de Cebola (Allium cepa) contém:

Calorias – 33kcal
Proteínas - 1,5g
Gorduras – 0,3g
Vitamina A - 125 U.l.
Vitamina B1 (Tiamina) - 60 mcg
Vitamina B2 (Riboflavina) - 45 mcg
Vitamina B5 (Niacina) - 0,15 mg
Vitamina C (Ácido ascórbico) - 10 mg
Potássio - 180 mg
Fósforo - 45 mg
Cálcio - 35 mg
Sódio - 16 mg
Silício - 8 mg
Magnésio - 4 mg
Ferro – 0,5 mg

André M. P. Vasconcelos
Engenheiro Agrónomo

Fonte: www.loja.jardicentro.pt

Cebola

cebola 51 Cebola

A cebola pertence à família das “liliáceas” e subfamília das “alioídeas”, seu nome científico é “allium cepa”, procedente da Ásia Ocidental é também muito comum na Europa e na América, seu período de safra é de setembro a março. Oferece sabor especial a quase todos os tipos de pratos é considerada a base de todos os temperos, há três tipos principais de cebola: a cebola amarela, a branca e a vermelha, quando for comprar observe sua uniformidade e o brilho da casca.

A exemplo do alho, a cebola contém óleo essencial de enxofre que participa em diversas combinações orgânicas, em especial nas sulfamidas que com a penicilina constituem um meio mais eficaz de combater ás enfermidades infecciosas. Participa ainda em outros compostos como fósforo, flúor, potássio, ácido salicilico, secretina, glicoquina e vitaminas B e C. Apresenta na sua composição a presença de um óleo essencial, com sulfeto de alilo, que provocam o sabor e o cheiro característicos da cebola.

Segundo a “Enciclopédia Saúde, as cebolas contém 87,6% de água, 0,3% de gorduras, 1,6% de proteínas, 9,9% de hidratos de carbono, 0,8% de celulose, 0,6% de cinzas, e cerca de 45 calorias a cada 100 gramas é escassa em hidratos de carbono e auxilia na dieta alimentar de obesos e diabéticos.

PROPRIEDADES TERAPEÚTICAS

A cebola possui alto poder desinfetante antiinflamatório e bactericida, pode ser utilizado como antídoto em picadas de aranhas, cobras, elimina parasitas causadores de putrefações e focos purulentos, expulsa os agentes nocivos da região afetada, pode ser utilizada também em furúnculos juntamente com o mel.

Nas infecções de garganta, coriza, para eliminar catarros, rouquidão, afonia e reumatismo. Em enfermidades infecciosas e inflamatórias como: varíola, tifo, sarampo, escarlatina, febres, gripes, pneumonias, pleurisias, amidalites, rouquidão, eczemas, contra caspa e queda do cabelo.

Exerce ação benéfica ao organismo como um todo: esôfago, garganta, estômago, intestinos, fígado, rins, sangue, pele, cérebro. Macerada adicionada de mel cura asma e bronquite. Age também no combate a angina, arteriosclerose, alergias, câncer, colesterol, diabetes, doenças cardiovasculares, da pele, hipertrofia, infarto, intestino, próstata, rins, trombose, vesícula, pâncreas e tumores em geral.

Fonte: www.vigorevida.com.br

cebola 52 Cebola

PROPRIEDADES DAS CEBOLAS

Pesquisas feitas em vários países garantem que cebola ajuda a prevenir vários tipos de câncer, rotege contra doenças cardiovasculares e, como fosse pouco, inibe a ação de fungos e bactérias

Muita gente não suporta o cheiro penetrante e o sabor inconfundível da cebola, principalmente quando ela se apresenta crua sobre o prato. Se esse é o seu caso, tomara que, depois de ler esta reportagem, você deixe de lado a mania de separar pedacinho por pedacinho do vegetal do restante da comida e experimente sem cara feia a mais acebolada das receitas. Afinal, em um mundo científico cada vez mais voltado para descobrir a relação dos alimentos com a prevenção de doenças, o vegetal ganha pontos.

ROXA

Das cerca de 50 variedades disponíveis no Brasil, só cinco têm essa tonalidade. Em alguns países as cebolas roxas são as preferidas. Mas quer saber? Do ponto de vista funcional, parecem conter menos substâncias benéficas do que as amarelas.

AMARELADA

As de tonalidades claras e as mais escuras são menos ardidas e, por isso, comuns na cozinha doméstica. Já as brancas costumam ser industrializadas na forma de cebola desidratada ou em conserva.

"Entre quem come o equivalente a uma cebola durante a semana, a probabilidade de desenvolver um câncer qualquer chega a ser 14% menor", revela em entrevista à SAÚDE! a pesquisadora Carlotta Galeone, que, com seus colegas do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, na Itália, avaliou fi cha médica por fi cha médica de centenas de voluntários, divididos, é claro, em duas turmas — a dos avessos à cebola e a dos que encaravam comê-la crua. Não foi por acaso que fizeram a comparação. Eles queriam avaliar os benefícios da hortaliça para a saúde, uma vez que a cozinha de seu país usa e abusa do ingrediente.

Já existiam, é bem verdade, estudos ligando seu consumo à diminuição do risco de tumores de estômago, intestino e próstata. Os cientistas de Milão, porém, expandiram essa visão. Na sua amostragem, não só esses, mas todo tipo de tumor era mais comum no primeiro grupo — o dos sem-cebola.

Outra descoberta dos italianos: a proteção parece ser proporcional às porções ingeridas.

Assim, duas cebolas semanais são sufi cientes para derrubar em 56% o perigo do câncer de laringe, em 43% o de ovários e em 25% o de rins. E aqueles que comem com gosto muitos anéis distribuídos pela salada do almoço e do jantar, em quantidade correspondente a uma cebola inteirinha por dia, estão ainda mais resguardados. "Aí, as chances de câncer colorretal são 56% menores e o de boca, 88%", assegura Carlotta. E não foi só isso o que a ciência confi rmou nos últimos tempos.

Sabe-se que a cebola dificulta a ação das bactérias, inclusive as causadoras da cárie e dos distúrbios gástricos, além de atuar contra fungos que provocam micoses, amenizar os sintomas da asma, combater inflamações e diminuir os riscos de trombose e aterosclerose. Um dos últimos trabalhos reafirmando essas qualidades é assinado pelo Ministério da Agricultura do governo da Austrália. Porcos com dieta rica em gorduras tiveram seus índices de triglicérides reduzidos em 15% quando a cebola foi incluída no cardápio.

O próximo passo, agora, é descobrir qual seria a melhor cebola para uma vida mais longa e saudável. Ora, são mais de 600 espécies! À primeira vista todas são parecidas do ponto de vista nutricional, reunindo numa só rodela cálcio, fósforo, magnésio, ferro, potássio, zinco, cobre, manganês, vitaminas do complexo B — principalmente B1 e B2 — e vitamina C. Na prevenção de doenças, o poder de fogo dos membros da vasta família Alliaceae pode variar — ou nem tanto.

Apesar de consumirmos menos cebolas do que os italianos, nós, brasileiros, estamos acostumados ao seu paladar. A cebolinha verde, por exemplo, muito usada como tempero, é tida como um broto de cebola, quando é mais uma variedade dela. Cebola ou cebolinha, o bulbo pode ir para a panela ou para a saladeira — "assim como as folhas de algumas variedades", acrescenta Valter Rodrigues Oliveira, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa, com sede em Brasília. — "assim como as folhas de algumas variedades", acrescenta Valter Rodrigues Oliveira, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa, com sede em Brasília.

O médico Edson Credídio, que é diretor da Associação Brasileira de Nutrologia, recomenda consumir o vegetal cru, já que o calor do cozimento ou da fritura destrói seus compostos benéficos. A Embrapa está desenvolvendo uma variedade de cebola isenta de substâncias que provocam choro e mau hálito, mas é provável que a novidade não produza tantos bons efeitos. Então, encare o bafo, o ardor e as lágrimas com alegria. Tudo pode ser uma questão de treinar o paladar para sabores picantes.

Fonte: parolima.com

Cebola

DESCRIÇÃO

Planta herbácea, monocotiledónea, bienal, com sistema radicular fasciculado, ramificado e superficial. O caule da cebola é um disco, muito curto e situa-se na base do bolbo. O bolbo é composto pelo caule e pelas bainhas carnudas das folhas. As folhas de Cebola são compostas por bainha e limbo e são de forma cilíndrica.

SEMENTEIRA / TRANSPLANTAÇÃO

Em geral, as sementes de Cebolas semeiam-se de preferência em alfobre desde o final do Verão ao início da Primavera. Em Portugal e todo o Hemisfério Norte nos meses de Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março. Podem também ser semeadas por sementeira directa. A transplantação pode ser em raíz nua ou raíz protegida, podendo ainda ser plantadas através de bolbos de pequeno calibre.

COMPASSO

Em geral, nas entrelinhas variam entre 20-40 cm e entre plantas na linha entre 10-15 cm.

CRESCIMENTO

Médio

LUZ

Boa luminosidade.

CEBOLA

TEMPERATURA

As temperaturas óptimas na fase inicial de desenvolvimento variam entre os 13Cº e os 24Cº, enquanto na fase de formação do bolbo, variam entre os 16Cº eos 21Cº.

SOLOS

A Cebola prefere solos ligeiros e pH entre os 6-7, podendo ser inferior se a quantidade de matéria orgânica no solo for elevada.

RESISTÊNCIA

Cultura de estação fresca, resistente ao frio, embora existam hoje em dia cultivares de cebola adaptadas a diversas condições.

REGA

Muito regular. Abundante na fase de crescimento das folhas e na fase inicial de crescimento do bolbo de cebola.

ADUBAÇÃO

Cultura exigente quanto á fertilização. Aplicar adubo rico em azoto, fósforo e potássio durante a fase inicial de desenvolvimento. Aplicar adubo rico em fósforo e potássio repartindo durante o desenvolvimento da planta.

PRAGAS E DOENÇAS

ácaros, afídeos, alfinete, larvas mineiras, melolonta, mosca da cebola, traça da cebola, tripes, nemátodos, alternariose, bolor preto, podridão cinzenta, podridão do bolbo, queimadura das folhas, cladosporiose, antracnose, fusariose, míldio, ferrugem da cebola, podridão branca, viroses.

MULTIPLICAÇÃO

Semente

COLHEITA

A colheita das cebolas é efectuada no final da senescência completa das folhas ou quando 50 a 80% das plantas acamaram. O arranque pode ser manual ou mecânico

Fonte: www.cm-guimaraes.pt

IRRITA OS OLHOS, CAUSA MAU HÁLITO, MAS O ALIMENTO É UM DOS MAIS SAUDÁVEIS DA COZINHA NACIONAL. ALIVIA GRIPES E TOSSES, AUMENTA OS ÍNDICES DE BOM COLESTEROL E MELHORA A CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA

O QUE É

Cebola (allium cepa)k. Monocotiledônia, diplóide, com oito cromossomos, que surgiu na Ásia Central e só é conhecida em cultivos domésticos, não sendo encontrada na forma silvestre

PARA ESCOLHER E ESTOCAR A CEBOLA

Ela deve ser firme, e ter a pele "crocante" e seca.

Não comprar quando estiver mole ao apertar, com pontos negros (mofos), ou quando apresentar brotos verdes na parte de cima (já está muito velha).

Deve apresentar odor suave. Odor azedo acentuado indica deterioração.

Deve ser estocada em locais frescos e secos, ao abrigo da luminosidade, pois a luz pode promover desenvolvimento de sabor amargo.

Não deve ser estocada próxima a batatas, que desprendem umidade e gás que acelera o processo de deterioração.

COMO DEVE SER PREPARADA A CEBOLA

cebola 53 Cebola
Para manter suas propriedades integralmente, o ideal é comer a cebola crua

cebola 54 Cebola
Para diminuir a acidez do sabor, deve-se colocar a cebola em água fervente por apenas dois segundos. É o processo de branqueamento

cebola 55 Cebola
Cebola frita em óleo ou manteiga não perde a quercetina

cebola 56 Cebola
Cozida no microondas, não há perda significativa de quercetina

cebola 57 Cebola
Cozida em água, há uma grande perda de quercetina

OS INCONVENIENTES DA CEBOLA

Pode causar distensão abdominal e gases, além de agravar azias, se consumida em excesso
Pode causar mau hálito e um desagradável odor na pele devido aos seus compostas de enxofre.

Causa lacrimejamento, pois o corte da cebola promove o contato entre enzimas alinases e compostos de enxofre resultando em substâncias que são irritantes aos olhos

COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL

100g de cebola crua

Valor Energético: 40 Kcal
Carboidratos: 9,56g
Proteínas: 1,81g
Gorduras totais: 0,18g
Cinzas: 0,65g
Fibra Alimentar total: 1,90g
Água: 87,80

DICAS DE USO MEDICINAIS DA CEBOLA

Para gripes e tosses

cebola 58 Cebola

Ficar uma cebola média, amassar e adicionar açúcar. Deixar descansar por uma noite, peneirar e tomar uma colher do líquido duas vezes ao dia

Para ferimentos

cebola 59 Cebola

Colocar uma rodela fina em uma xícara com água fervida e, após o estriamento, aplicar com uma gaze sobre o ferimento

Para melhorar o fluxo sanguíneo

cebola 60 Cebola

Cortar uma cebola média em rodelas e ferver em meio litro de água por quatro minutos. Espere esfriar e beba duas vezes ao dia

Para alergia e picada de insetos

cebola 61 Cebola

Friccionar uma cebola no local, que ameniza a reação alérgica

BENEFÍCIOS PARA O CORPO

A quercetina, presente na cebola, tem propriedades antioxidantes e anticancerígenas, protegendo as células de substâncias bioquímicas que provocam danos ao organismo

A cebola diminui a viscosidade do sangue e impede a fonação de plaquetas, dificultando a ocorrência de doenças cardiovasculares

A quercetina eleva a produção do HDL, o colesterol bom

A inulina ativa as bactérias que auxiliam na absorção e eliminação de alimentos, promovendo uma flora intestinal saudável e reduzindo a ocorrência de infecções diarréias e constipações

A cebola diminui a incidência de câncer do colo retal

Fonte: www.santalucia.com.br

Cebola

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Calorias, água, hidratos de carbono, proteínas, gorduras, sais. Vitaminas : A,B1,B2,B5,C. Potássio, fósforo, cálcio, sódio, silício, magnésio, cloro, ferro.

USO MEDICINAL

A cebola, assim como o alho, o agrião, e outros vegetais que a natureza nos oferece, são os melhores purificadores do sangue.

Plínio, célebre naturalista romano, do século I. receitava a cebola comida crua e aplicada em fricções tópicas, nas mordeduras de cães raivosos.

Platetus recomendava a cebola contra a lepra.

Celsus, famoso escritor romano do século I, autor de uma enciclopédia, da qual chegaram até nós 8 volumes de medicina, recomendava a cebola contra as sezões ( febres intermitentes).

Certos povos indígenas usam a cebola contra o reumatismo e

Os zulus, da África do sul, usam a cebola bem como o alho, para curar antrazes (aglomerações de furúnculos).

A alopatia tem a cebola como emoliente e depurativo eficaz, e a homeopatia a indica em grande número de males dos aparelhos respiratório e digestivo.

Oportunamente empregada por terapista competente, combate com êxito a hidropisia, a obesidade, o diabete, a prisão de ventre, a dispepsia e a até o carcinoma das vísceras, e talvez de outros órgãos.

A cebola é aperiente. A sopa das cebolas reaviva o apetite e restaura as energias do estômago. O caldo de cebolas cozidas é bom remédio para as cólicas do ventre. A cebola limpa o tubo digestivo e cura a prisão de ventre. Afiram-se que não há constipação intestinal que não ceda quando se comem cebolas assadas. É bom desinfetante intestinal. Nenhum micróbio resiste a ação de seu suco. O caldo de cebolas cura os desarranjos intestinais, especialmente nas crianças.

A cebola é boa em todas as enfermidades infecciosas.

A cebola cura a difteria. Toma-se o suco da cebola crua, ralada, misturado com azeite de oliva, e fazem-se gargarejos com o mesmo sumo.

Comida crua, a cebola cura a tuberculose, e também pode curar a sífilis e o próprio câncer.

A cebola é dos mais eficazes diuréticos e um dos melhores remédios contra a hidropisia. Comem-se crua, machucada e misturada com azeite. Deve ser o único alimento do enfermo. Também pode ser comida assada.

A cebola é emoliente. Em cataplasmas, cura tumores, inflamações, abscessos, furúnculos. Em caso furúnculos, pode também aplicar-se assada e misturada com mel.

Como poderoso desinfetante para úlceras e chagas, usa-se diluída em água, o suco de cebolas cruas.

Em caso de gangrena, toma-se o suco de cebolas diluído em água.

Para expulsar vermes intestinais das crianças, dá-se-lhes suco de cebolas adoçado com mel.

Para combater as febres, toma-se suco de cebolas diluído em água.

Para combater a gripe, emprega-se a seguinte receita : Duas colheradas de suco de cebola, uma colherada de mel, o suco de um limão, uma xícara de água quente. Tomá-se 3 , e nos casos graves, até 6 vezes por dia.

A cebola crua cura o reumatismo, a gota e a artrite. Comem-se abundantes quantidades de cebola crua, com aipo, em saladas, e aplica-se o suco da cebola em fricções.

Comida diariamente, a cebola cura as enfermidades da pele. Compressas de cebolas raladas, dão bons resultados nas dermatoses.

Em massagens aplicadas ao couro cabeludo, o suco da cebola, estimula o crescimento do cabelo.

Crua, cozida ou ralada, a cebola é eficaz nas enfermidades dos rins. Dissolve os cálculos.

A cebola é mui útil na intoxicação e inflamação do fígado. Dissolve também os cálculos. Pode usar-se também o caldo da cebola cozida ou o suco dela ralada, crua, diluído em água quente.

É também um proveitoso alcalinizador do sangue, eficaz remineralizador do organismo, e bom tônico para as pessoas débeis.

Aplicado topicamente, o suco de cebola é muito bom para as mordeduras e picadas (abelhas, vespas,aranhas,etc.). Tratando-se de picadas venenosas, é conveniente também beber o suco de cebola ou adotar uma deita de cebolas cruas, durante vários dias, conforme indicada para hidrofobia.

Sabe-se agora que a cebola é um excelente preventivo do enfarte. Cientistas britânicos descobriram que a cebola, assada ou frita, tem a capacidade de dissolver coágulos sanguíneos. Pesquisadores da Universidade de Newcastle, em princípios de 1969, estavam pesquisando uma nova droga, á base de cebolas, usada no combate a trombose coronária. Experiências realizadas com 22 doentes comprovaram que sua capacidade natural anti-coagulante aumentava ou decrescia em relação direta á quantidade de cebolas por eles ingeridas.

CONTRA – INDICAÇÕES

Crua, a cebola não vai bem com os que sofrem de hipercloridria ou flatulência intestinal.

Fonte: www.aservascuram.50megs.com

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