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Arte Contemporânea

Abstracionismo

Abstracionismo

O Abstracionismo foi a tendência das artes plásticas desenvolvida no início do século XX na Alemanha.

Surge a partir das experiências das vanguardas européias, que recusam a herança renascentista das academias de arte.

As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente e não reproduzem figuras nem retratam temas.

O que importa são as formas e cores da composição.

Na escultura, os artistas trabalham principalmente o volume e a textura, explorando todas as possibilidades da tridimensionalidade do objeto.

Há dois tipos de abstração: a informal, que busca o lirismo privilegiando as formas livres, e a geométrica, que segue uma técnica mais rigorosa e não tem a intenção de expressar sentimentos ou idéias.

Abstração informal

Recebe influência do expressionismo e do cubismo. Os artistas abandonam a perspectiva tradicional e criam as formas no ato da pintura, utilizando-se de linhas e cores para exprimir emoções. Em geral, o que se vêem são manchas e grafismos. O marco inicial da arte abstrata é Batalha, tela pintada em 1910 por Vassíli Kandínski (1866-1944), russo que vivia na Alemanha. Primeiro artista a definir sua arte como abstrata, ele leva o expressionismo para essa nova tendência.

Outro importante nome da abstração informal é o suíço Paul Klee (1879-1940).

Após a II Guerra Mundial (1939-1945), a partir da abstração informal surgem outras tendências artísticas, como o expressionismo abstrato nos EUA e a abstração gestual na Europa e na América Latina.

Abstração geométrica

Ao criar pinturas, gravuras e peças de arte gráfica, os artistas exploram com certo rigor técnico as formas geométricas, sem a preocupação de transmitir idéias e sentimentos. Os principais responsáveis pelo início da abstração geométrica são o russo Malevitch (1878-1935) e o holandês Piet Mondrian (1872-1944). A partir de 1915, ao criar quadros em que figuras geométricas flutuam num espaço sem perspectiva, Malevitch inaugura um movimento derivado da abstração, chamado de suprematismo (autonomia da forma). Um de seus marcos é a tela Quadrado Negro sobre Fundo Branco.

Mondrian, que no início da década de 10 estivera próximo dos cubistas, entre os anos 20 e 40 dedica-se a pintar telas apenas com linhas horizontais e verticais, ângulos retos e as três cores primárias (amarela, azul e vermelha), além do preto e do branco. Para ele, essas formas seriam a essência dos objetos. O trabalho de Mondrian influencia diretamente a arte funcional desenvolvida pela Bauhaus. Da abstração geométrica derivam o construtivismo, o concretismo e, mais recentemente, o minimalismo. Na escultura, destaca-se o belga Georges Vantongerloo (1886-1965).

ABSTRAÇÃO NO BRASIL

A abstração surge com maior ênfase em meados dos anos 50. O curso de gravação de Iberê Camargo (1914-1994) forma uma geração de gravuristas abstratos, na qual se destacam Antoni Babinski (1931-), Maria Bonomi (1935-) e Mário Gruber (1927-). Outros impulsos vêm da fundação dos museus de Arte Moderna de São Paulo (1948) e do Rio de Janeiro (1949) e da criação da Bienal Internacional de São Paulo (1951). Entre os pioneiros da abstração no Brasil, destacam-se Antônio Bandeira (1922-1967), Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). Posteriormente, artistas como Flávio Shiró (1928-), Manabu Mabe (1924-1997), Yolanda Mohályi (1909-1978), Wega Nery (1912-), além de Iberê, praticam a abstração informal. A abstração geométrica, que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50, encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-), Fayga Ostrower (1920-), Arcângelo Ianelli (1922-) e Samson Flexor (1907-1971).

Fonte: www.artesbr.hpg.ig.com.br

Abstracionismo

Abstracionismo
Primeira Aquarela Abstrata Vassili Kandinski

A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quando a significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata.

O Abstracionismo apresenta várias fases, desde a mais sensível até a intelectualidade máxima.

Abstracionismo Sensível ou Informal, predominam os sentimentos e emoções. As cores e as formas são criadas livremente. Na Alemanha surge o movimento denominado "Der blaue Reiter" (O Cavaleiro Azul) cujos fundadores são os Kandinsky, Franz Marc entre outros.

Uma arte abstrata, que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas, conseguindo variações espaciais e formais na pintura, através das tonalidades e matizes obtidos. Eles querem um expressionismo abstrato, sensível e emotivo.

Com a forma, a cor e alinha, o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores, sem relacioná-los a lembrança do mundo exterior. Estes elementos da composição devem Ter uma unidade e harmonia, tal qual uma obra musical.

Principais Artistas

FRANZ MARC (1880-1916), pintor alemão, apaixonado pela arte dos povos primitivos, das crianças e dos doentes mentais, o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais, conheceu Kandinski, sob a influência deste, convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. A admiração pelos futuristas italianos imprimiram nova dinâmica à obra de Marc, que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista.

Os nazistas destruíram várias de suas obras. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas-Artes de Liège, no Kunstmuseum, em Basiléia, na Städtische Galarie im Lembachhaus, em Munique, no Walker Art Center, em Minneapolis, e no Guggenheim Museum, em Nova York.

WASSILY KANDINSKY (1866-1944), pintor russo, antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo também atravessou uma curta fase fauve e expressionista. Escreveu livros, como em 1911, Sobre o espiritual na arte, em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores, e em 1926, Do ponto e da linha até a superfície, explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte. Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de "Arte Degenerada".

Tachismo (de tache = mancha). Formado por manchas coloridas colocadas lado a lado em um certo parâmetro ou limite, no mínimo o braço do artista. Também existe um tipo de abstrato informal formado por manchas, porém, elas não possuem parâmetro definido pelo braço do artista como no Tachismo. São manchas criadas impulsivamente com toda a liberdade ou efusão emocional do artista.

Grafismo é todo abstracionismo formado por uma grafia não cognificada.

Orfismo tem ligação com a música.

Principal artista: Sonia Delaunay.

Raionismo formado por raios, estanques, deslizes e riscos com luminosidade.

Principal artista: Larionov/Gontcharova

Abstracionismo Geométrico ou Formal, as formas e as cores devem ser organizadas de tal maneira que a composição resultante seja apenas a expressão de uma concepção geométrica.

Neoplasticismo, seu criador e princiapl teórico foi Piet Mondrian. Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas na expressão de uma concepção geométrica. Resulta às linhas verticais e horizontais e às cores puras (vermelho, azul e amarelo). O ângulo reto é o símbolo do movimento, sendo rigorosamente aplicado à arquitetura.

Abstracionismo
Sobre as Pontas Vassili Kandinski

Principal Artista

PIET MONDRIAN (1872-1944), pintor holandês. Depois de haver participado da arte cubista, continua simplificando suas formas até conseguir um resultado, baseado nas proporções matemáticas ideais, entre as relações formais de um espaço estudado.

O artista utiliza, como elemento de base, uma superfície plana, retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco. Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura.

Segundo Mondrian, cada coisa, seja uma casa, seja uma árvore ou uma paisagem, possui uma essência que está por tráz de sua aparência. E as coisas, em sua essência, estão em harmonia no universo. O papel do artista, para ele, seria revelar essa essência oculta e essa harmonia universal.

Ele procura, pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição, despojado de todo excesso da cor, da linha ou da forma.

Em 1940 Mondrian foi para Nova York, onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. É a série dos quadros boogie-woogie.

Suprematismo, é uma pintura com base nas formas geométricas planas, sem qualquer preocupação de representação.

Os elementos principais são: retângulo, círculo, triângulo e a cruz. O manifesto do Suprematismo, assinado por Malevitch e Maiakovski, poeta russo, foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país, defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto.

Mais racional que as obras abstratas de Kandisky e Paul Klee, reduz as formas, à pureza geométrica do quadrado.

Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo branco, nas variações ambíguas de fundo e forma.

Principal Artista

KAZIMIR MALEVITCH (1878-1935), pintor russo. Fundador da corrente suprematista, que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema. Foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais, destituídas de toda sensualidade. O "Quadro negro sobre fundo branco" constituiu uma ruptura radical com a arte da época. Pintado entre 1913 e 1915, compõe-se apenas de dois quadrados, um dentro do outro, com os lados paralelos aos da tela.

A problemática dessa composição seria novamente abordada no "Quadro branco sobre fundo branco" (1918), hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. Dizia que as aparências exteriores da natureza não tinham para ele nenhum interesse, o essencial era a sensibilidade, livre das impurezas que envolviam a representação do objeto, mais do que isso, que envolviam a própria percepção do objeto. Os elementos de estética suprematista eram o retângulo, o círculo, o quadrado e a cruz, os quais na pintura de Malevitch, denominda pelo espiritual, adquirem um significado próximo do sagrado.

Action Painting ou pintura de ação gestual, criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 a 1950 faz parte da Arte Abstrata Americana. Em 1937, fundou-se nos Estados Unidos, a Sociedade dos Artistas Abstratos. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas, chegando criação de um estilo original.

Características da Pintura

Compreensão da pintura como meio de emoções intensas.

Execução cheia de violenta agressividade, espontaneidade e automatismo.

Destruição dos meios tradicionais de execução – pincéis, trincha, espátulas, etc.

Técnica: pintura direta na parede ou no chão, em telas enormes, utilizando tinta à óleo, pasta espessa de areia, vidro moído.

Principal Artista

JACKSON POLLOCK (1912-1956), pintor americano, introduziu nova modalidade na técnica, gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente, numa execução veloz, com gestos bruscos e impetuosos, borrifando, manchando, pintando a superfície escolhida com resultados extraordinários e fantásticos, algumas vezes realizada diante do público. Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. Nos últimos trabalhos nessa linha, o artista usou materiais como pregos, conchas e pedaços de tela, misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo à textura. Usou freqüentemente tintas industriais, muitas delas usadas na pintura de automóveis.

HANS HARTUNG (1904-1989), Pintor francês nascido na Alemanha. Um dos principais representantes do expressionismo abstrato na Europa. Conhecido sobretudo pelo emprego de delicadas linhas negras em fundos coloridos. Grande prêmio da Bienal de Veneza de 1960. Uma das influências mais fortes é Kandinski. Para ele, a liberdade é conquistada pelo esforço do pintor, que faz da própria mão um "pensamento em ação". Em seus quadros, é bem visível essa liberdade interior e Hartung dá aos pretos diferenças de intensidade, transparência e consistência.

Fonte: www.galeriafernandobarbosa.kit.net

Abstracionismo

O Abstracionismo foi a tendência das artes plásticas desenvolvida no início do século XX na Alemanha.

Surge a partir das experiências das vanguardas européias, que recusam a herança renascentista das academias de arte.

As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente e não reproduzem figuras nem retratam temas.

O que importa são as formas e cores da composição.

Na escultura, os artistas trabalham principalmente o volume e a textura, explorando todas as possibilidades da tridimensionalidade do objeto.

Há dois tipos de abstração: a informal, que busca o lirismo privilegiando as formas livres, e a geométrica, que segue uma técnica mais rigorosa e não tem a intenção de expressar sentimentos ou idéias.

Abstração informal

Recebe influência do expressionismo e do cubismo. Os artistas abandonam a perspectiva tradicional e criam as formas no ato da pintura, utilizando-se de linhas e cores para exprimir emoções. Em geral, o que se vêem são manchas e grafismos. O marco inicial da arte abstrata é Batalha, tela pintada em 1910 por Vassíli Kandínski (1866-1944), russo que vivia na Alemanha. Primeiro artista a definir sua arte como abstrata, ele leva o expressionismo para essa nova tendência.

Outro importante nome da abstração informal é o suíço Paul Klee (1879-1940).

Após a II Guerra Mundial (1939-1945), a partir da abstração informal surgem outras tendências artísticas, como o expressionismo abstrato nos EUA e a abstração gestual na Europa e na América Latina.

Abstração geométrica

Ao criar pinturas, gravuras e peças de arte gráfica, os artistas exploram com certo rigor técnico as formas geométricas, sem a preocupação de transmitir idéias e sentimentos. Os principais responsáveis pelo início da abstração geométrica são o russo Malevitch (1878-1935) e o holandês Piet Mondrian (1872-1944). A partir de 1915, ao criar quadros em que figuras geométricas flutuam num espaço sem perspectiva, Malevitch inaugura um movimento derivado da abstração, chamado de suprematismo (autonomia da forma). Um de seus marcos é a tela Quadrado Negro sobre Fundo Branco.

Mondrian, que no início da década de 10 estivera próximo dos cubistas, entre os anos 20 e 40 dedica-se a pintar telas apenas com linhas horizontais e verticais, ângulos retos e as três cores primárias (amarela, azul e vermelha), além do preto e do branco. Para ele, essas formas seriam a essência dos objetos. O trabalho de Mondrian influencia diretamente a arte funcional desenvolvida pela Bauhaus. Da abstração geométrica derivam o construtivismo, o concretismo e, mais recentemente, o minimalismo. Na escultura, destaca-se o belga Georges Vantongerloo (1886-1965).

ABSTRAÇÃO NO BRASIL

A abstração surge com maior ênfase em meados dos anos 50. O curso de gravação de Iberê Camargo (1914-1994) forma uma geração de gravuristas abstratos, na qual se destacam Antoni Babinski (1931-), Maria Bonomi (1935-) e Mário Gruber (1927-). Outros impulsos vêm da fundação dos museus de Arte Moderna de São Paulo (1948) e do Rio de Janeiro (1949) e da criação da Bienal Internacional de São Paulo (1951). Entre os pioneiros da abstração no Brasil, destacam-se Antônio Bandeira (1922-1967), Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). Posteriormente, artistas como Flávio Shiró (1928-), Manabu Mabe (1924-1997), Yolanda Mohályi (1909-1978), Wega Nery (1912-), além de Iberê, praticam a abstração informal. A abstração geométrica, que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50, encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-), Fayga Ostrower (1920-), Arcângelo Ianelli (1922-) e Samson Flexor (1907-1971).

Fonte: www.artesbr.hpg.ig.com.br

Abstracionismo

Abstracionismo
Primeira Aquarela Abstrata Vassili Kandinski

A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quando a significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata.

O Abstracionismo apresenta várias fases, desde a mais sensível até a intelectualidade máxima.

Abstracionismo Sensível ou Informal, predominam os sentimentos e emoções. As cores e as formas são criadas livremente. Na Alemanha surge o movimento denominado "Der blaue Reiter" (O Cavaleiro Azul) cujos fundadores são os Kandinsky, Franz Marc entre outros.

Uma arte abstrata, que coloca na cor e forma a sua expressividade maior. Estes artistas se aprofundam em pesquisas cromáticas, conseguindo variações espaciais e formais na pintura, através das tonalidades e matizes obtidos. Eles querem um expressionismo abstrato, sensível e emotivo.

Com a forma, a cor e alinha, o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores, sem relacioná-los a lembrança do mundo exterior. Estes elementos da composição devem Ter uma unidade e harmonia, tal qual uma obra musical.

Principais Artistas

FRANZ MARC (1880-1916), pintor alemão, apaixonado pela arte dos povos primitivos, das crianças e dos doentes mentais, o pintor alemão Marc escolheu como temas favoritos os estudos sobre animais, conheceu Kandinski, sob a influência deste, convenceu-se de que a essência dos seres se revela na abstração. A admiração pelos futuristas italianos imprimiram nova dinâmica à obra de Marc, que passou a empregar formas e massas de cores brilhantes próprias da pintura cubista.

Os nazistas destruíram várias de suas obras. As que restaram estão conservadas no Museu de Belas-Artes de Liège, no Kunstmuseum, em Basiléia, na Städtische Galarie im Lembachhaus, em Munique, no Walker Art Center, em Minneapolis, e no Guggenheim Museum, em Nova York.

WASSILY KANDINSKY (1866-1944), pintor russo, antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo também atravessou uma curta fase fauve e expressionista. Escreveu livros, como em 1911, Sobre o espiritual na arte, em que procurou apontar correspondências simbólicas entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores, e em 1926, Do ponto e da linha até a superfície, explicação mais técnica da construção e inventividade da sua arte. Dezenas de suas obras foram confiscadas pelos nazistas e várias delas expostas na mostra de "Arte Degenerada".

Tachismo (de tache = mancha). Formado por manchas coloridas colocadas lado a lado em um certo parâmetro ou limite, no mínimo o braço do artista. Também existe um tipo de abstrato informal formado por manchas, porém, elas não possuem parâmetro definido pelo braço do artista como no Tachismo. São manchas criadas impulsivamente com toda a liberdade ou efusão emocional do artista.

Grafismo é todo abstracionismo formado por uma grafia não cognificada.

Orfismo tem ligação com a música.

Principal artista: Sonia Delaunay.

Raionismo formado por raios, estanques, deslizes e riscos com luminosidade.

Principal artista: Larionov/Gontcharova

Abstracionismo Geométrico ou Formal, as formas e as cores devem ser organizadas de tal maneira que a composição resultante seja apenas a expressão de uma concepção geométrica.

Neoplasticismo, seu criador e princiapl teórico foi Piet Mondrian. Onde as cores e as formas são organizadas de maneira que a composição resulte apenas na expressão de uma concepção geométrica. Resulta às linhas verticais e horizontais e às cores puras (vermelho, azul e amarelo). O ângulo reto é o símbolo do movimento, sendo rigorosamente aplicado à arquitetura.

Abstracionismo
Sobre as Pontas Vassili Kandinski

Principal Artista

PIET MONDRIAN (1872-1944), pintor holandês. Depois de haver participado da arte cubista, continua simplificando suas formas até conseguir um resultado, baseado nas proporções matemáticas ideais, entre as relações formais de um espaço estudado.

O artista utiliza, como elemento de base, uma superfície plana, retangular e as três cores primárias com um pouco de preto e branco. Essas superfícies coloridas são distribuídas e justapostas buscando uma arte pura.

Segundo Mondrian, cada coisa, seja uma casa, seja uma árvore ou uma paisagem, possui uma essência que está por tráz de sua aparência. E as coisas, em sua essência, estão em harmonia no universo. O papel do artista, para ele, seria revelar essa essência oculta e essa harmonia universal.

Ele procura, pesquisa e consegue um equilíbrio perfeito da composição, despojado de todo excesso da cor, da linha ou da forma.

Em 1940 Mondrian foi para Nova York, onde realizou a última fase de sua obra: desapareceram as barras negras e o quadro ficou dividido em múltiplos retângulos de cores vivas. É a série dos quadros boogie-woogie.

Suprematismo, é uma pintura com base nas formas geométricas planas, sem qualquer preocupação de representação.

Os elementos principais são: retângulo, círculo, triângulo e a cruz. O manifesto do Suprematismo, assinado por Malevitch e Maiakovski, poeta russo, foi um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país, defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto.

Mais racional que as obras abstratas de Kandisky e Paul Klee, reduz as formas, à pureza geométrica do quadrado.

Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre a forma e a cor. Pesquisa os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo branco, nas variações ambíguas de fundo e forma.

Principal Artista

KAZIMIR MALEVITCH (1878-1935), pintor russo. Fundador da corrente suprematista, que levou o abstracionismo geométrico à simplicidade extrema. Foi o primeiro artista a usar elementos geométricos abstratos. Procurou sempre elaborar composições puras e cerebrais, destituídas de toda sensualidade. O "Quadro negro sobre fundo branco" constituiu uma ruptura radical com a arte da época. Pintado entre 1913 e 1915, compõe-se apenas de dois quadrados, um dentro do outro, com os lados paralelos aos da tela.

A problemática dessa composição seria novamente abordada no "Quadro branco sobre fundo branco" (1918), hoje no Museu de Arte Moderna de Nova York. Dizia que as aparências exteriores da natureza não tinham para ele nenhum interesse, o essencial era a sensibilidade, livre das impurezas que envolviam a representação do objeto, mais do que isso, que envolviam a própria percepção do objeto. Os elementos de estética suprematista eram o retângulo, o círculo, o quadrado e a cruz, os quais na pintura de Malevitch, denominda pelo espiritual, adquirem um significado próximo do sagrado.

Action Painting ou pintura de ação gestual, criada por Jackson Pollock nos anos de 1947 a 1950 faz parte da Arte Abstrata Americana. Em 1937, fundou-se nos Estados Unidos, a Sociedade dos Artistas Abstratos. O abstracionismo cresce e se desenvolve nas Américas, chegando criação de um estilo original.

Características da Pintura

Compreensão da pintura como meio de emoções intensas.

Execução cheia de violenta agressividade, espontaneidade e automatismo.

Destruição dos meios tradicionais de execução – pincéis, trincha, espátulas, etc.

Técnica: pintura direta na parede ou no chão, em telas enormes, utilizando tinta à óleo, pasta espessa de areia, vidro moído.

Principal Artista

JACKSON POLLOCK (1912-1956), pintor americano, introduziu nova modalidade na técnica, gotejando (dripping) as tintas que escorrem de recipientes furados intencionalmente, numa execução veloz, com gestos bruscos e impetuosos, borrifando, manchando, pintando a superfície escolhida com resultados extraordinários e fantásticos, algumas vezes realizada diante do público. Desenvolveu pesquisas sobre pintura aromática. Nos últimos trabalhos nessa linha, o artista usou materiais como pregos, conchas e pedaços de tela, misturavam-se às camadas de tinta para dar relevo à textura. Usou freqüentemente tintas industriais, muitas delas usadas na pintura de automóveis.

HANS HARTUNG (1904-1989), Pintor francês nascido na Alemanha. Um dos principais representantes do expressionismo abstrato na Europa. Conhecido sobretudo pelo emprego de delicadas linhas negras em fundos coloridos. Grande prêmio da Bienal de Veneza de 1960. Uma das influências mais fortes é Kandinski. Para ele, a liberdade é conquistada pelo esforço do pintor, que faz da própria mão um "pensamento em ação". Em seus quadros, é bem visível essa liberdade interior e Hartung dá aos pretos diferenças de intensidade, transparência e consistência.

Fonte: www.galeriafernandobarbosa.kit.net

Abstracionismo

"As cores e as formas que utilizo livremente integram a natureza; eu apenas elimino o intermediário – objeto reconhecido como tal."

Deste modo, Kandinsky se referiu à sua arte.

É difícil imaginar hoje em dia o esforço que lhe deve ter custado romper com as convenções artísticas de seu tempo, que representavam de um modo mais ou menos naturalista o mundo ao redor, para tornar-se o primeiro artista abstrato do século XX.

Kandinsky passou a vida defendendo sua concepção de arte, procurando explicar suas teorias numa série de artigos e livros.

Entretanto, seus quadros, como suas idéias, que já exerceram enorme influência na arte deste século, contnuarão ainda a exercê-la por muito tempo.

A PRIMEIRA AQUARELA ABSTRATA

Abstracionismo
Em seus esboços, geralmente em aquarela – que foi para ele a técnica experimental por excelência, Kandinsky chegava às formas abstratas

COMPOSIÇÃO

Kandinsky pintou esse quadro na época em que lecionava na Bauhaus, e o considerava um deu seus melhores trabalhos. Nesse mesmo período, ele formulava suas teorias a respeito das qualidades físicas e emocionais das linhas e das formas geométricas, que seriam publicadas no livro PONTO E LINHA NA SUPERFÍCIE.

O quadro explora o contraste entre elementos dinâmicos e estáticos; linhas diagonais que se movem; campos planos em xadrez; cores sem profundidade, trnaslúcidas ou opacas; círculos que podem ser "estáveis ou instáveis", "duros ou macios ", ou ainda "contraídos ou expandidos ".

FINALIZAÇÃO

Abstracionismo

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Abstracionismo

Em sentido amplo, abstracionismo refere-se às formas de arte não regidas pela figuração e pela imitação do mundo.

Em acepção específica, o termo liga-se às vanguardas européias das décadas de 1910 e 1920, que recusam a representação ilusionista da natureza.

A decomposição da figura, a simplificação da forma, os novos usos da cor, o descarte da perspectiva e das técnicas de modelagem e a rejeição dos jogos convencionais de sombra e luz, aparecem como traços recorrentes das diferentes orientações abrigadas sob esse rótulo. Inúmeros movimentos e artistas aderem à abstração, que se torna, a partir da década de 1930, um dos eixos centrais da produção artística no século XX.

É possível notar duas vertentes a organizar a ampla gama de direções assumidas pela arte abstrata.

A primeira, inclinada ao percurso da emoção, ao ritmo da cor e à expressão de impulsos individuais, encontra suas matrizes no expressionismo e no fauvismo. A segunda, mais afinada com os fundamentos racionalistas das composições cubistas, o rigor matemático e a depuração da forma, aparece descrita como abstração geométrica.

As vanguardas russas exemplificam as duas vertentes: Wassili Kandinsky (1866 – 1944), representante da primeira, é considerado pioneiro na realização de pinturas não-figurativas com Primeira Aquarela Abstrata (1910) e a série Improvisações (1909/1914). Seu movimento em direção à abstração inspira-se na música e na defesa de uma orientação espiritual da arte, apoiada na teosofia. Em torno de Kandinsky e Franz Mac (1880 – 1916) organiza-se, na Alemanha, o Der Blaue Reiter [O Cavaleiro Azul], 1911, grupo do qual participam August Macke (1887 – 1914) e Paul Klee (1879 – 1940), e se aproximam as pesquisas abstratas de Robert Delaunay (1885 – 1941) e o simbolismo místico do checo radicado em Paris Frantisek Kupka (1871 – 1957).

Kasimir Malevich (1878 – 1935)

É um dos maiores expoentes da arte abstrata geométrica. No bojo do suprematismo, 1915, defende uma arte comprometida com a pesquisa metódica da estrutura da imagem. A geometria suprematista se apresenta nos célebres Quadrado Preto Suprematista (1914/1915) e Quadrado Branco sobre Fundo Branco (1918). A obra de Malevitch tem impacto sobre o construtivismo de Alexander Rodchenko (1891 – 1956) – ver Negro sobre Negro (1918) – e o realismo dos irmãos A. Pevsner (1886 – 1962) e N. Gabo (1890 – 1977). O neoplasticismo de Piet Mondrian e Theo van Doesburg indica outra tendência da abstração geométrica. O movimento se organiza em torno da revista De Stijl [O Estilo], 1917, e tem o propósito de encontrar nova forma de expressão plástica, liberta de sugestões representativas.

As composições se articulam com base em elementos mínimos: a linha reta, o retângulo e as cores primárias – azul, vermelha e amarela -, além da preta, branca e cinza. As idéias estéticas defendidas em De Stijl reverberam nos grupos Cercle et Carré (1930) e Abstraction-Création (1931), na França, e no Circle (1937), na Inglaterra.

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Europa e os Estados Unidos assistem a desdobramentos da pesquisa abstrata. O tachismo europeu, também associado à abstração lírica, apresenta-se como tentativa de superação da forma pela ultrapassagem dos conteúdos realistas e dos formalismos geométricos. Os trabalhos de Hans Hartung (1904) e Pierre Soulages (1919) apóiam-se sobretudo no gesto, enquanto nas obras de Jean Fautrier (1898 – 1964) e Jean Dubuffet (1901 – 1985) – e nos trabalhos de Alberto Burri (1915) e Antoni Tàpies (1923) – a pesquisa incide preferencialmente sobre a matéria.

Nos Estados Unidos, a abstração ganha força com o expressionismo abstrato de Jackson Pollock (1912 – 1956) e Willem de Kooning (1904 – 1997) – que descarta tanto a noção de composição, cara à abstração geométrica, quanto a abstração lírica -, as grandes extensões de cor não modulada de Barnett Newman (1905 – 1970) e Mark Rotkho (1903 – 1970) e a pintura com cores planas e contornos marcados de Ellsworth Kelly (1923) e Kenneth Noland (1924). O minimalismo de Donald Judd (1928), Ronald Bladen (1918 – 1988) e Tony Smith (1912 – 1980) – tributário de uma vertente da arte abstrata norte-americana que remonta a Ad Reinhardt (1913 – 1967), Jasper Johns (1930) e Frank Stella (1936) – retoma as pesquisas geométricas na contramão da exuberância romântica do expressionismo abstrato.

No Brasil, as obras de Manabu Mabe (1924 – 1997) e Tomie Ohtake (1913) aproximam-se do abstracionismo lírico, que tem adesão de Cicero Dias (1907 – 2003) e Antonio Bandeira (1922 – 1967). Nos anos 80, observa-se uma apropriação tardia da obra de Kooning na produção de Jorge Guinle (1947 – 1987). O pós-minimalismo, por sua vez, ressoa em obras de Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Ana Maria Tavares (1958). Em termos de abstração geométrica, são mencionados os artistas reunidos no movimento concreto de São Paulo (Grupo Ruptura) e do Rio de Janeiro (Grupo Frente) e no neoconcretismo.

Fonte: www.itaucultural.org.br

Abstracionismo

Diferentemente da história da abstração geométrica, a da abstração informal ou lírica no Brasil é bem mais simples e não se fundou em grupos organizados nem em embates teóricos.

A grande influência sobre seu desenvolvimento foi mesmo a Bienal de São Paulo que, desde sua criação, em 1951, e em especial ao longo da década de 60, mostrou as obras dos pintores tachistas, informalistas e gestuais cujas carreiras iam chegando internacionalmente ao apogeu. Mas mesmo antes da Bienal houve, a rigor, dois pioneiros, Cícero Dias e Antônio Bandeira, que no final da década de 40 viviam na Europa e vinham ao Brasil.

Dentro do rótulo abstração informal entra também o expressionismo abstrato, que designa uma arte mais vigorosa, gestual e dramática, cujo ponto máximo é a action painting do norte-americano Jackson Pollock (1912-1956).

No Brasil, nunca se chegou a tal extremo. O mais gestual e dramático de nossos abstracionistas foi o pintor Iberê Camargo. De resto, o gesto – em especial um gesto elegante, com nítido caráter caligráfico – aparece na pintura dos artistas chamados nipo-brasileiros, porque nasceram no Japão, emigraram para o Brasil, mas trouxeram da terra natal uma tradição de arte abstrata, que aqui desenvolveram.

O primeiro dos nipo-brasileiros a se impor, no final da década de 50, foi Manabu Mabe (1924-1997), um ex-lavrador que emigrara aos dez anos.

A pintura de Mabe é grandiloqüente e ornamental, e ele é o mais conhecido dos nipo-brasileiros no exterior. Além de Mabe, se destacaram Tikashi Fukushima (1920), Kazuo Wakabaiashy (1931), Tomie Ohtake (1913) e Flávio Shiró (1928). Os dois últimos são casos especiais. Tomie nunca chegou a ser exatamente uma pintora informal, embora não usasse, no início, formas geométricas; adotou-as, entretanto, dos anos 70 em diante. Já Flávio Shiró fez uma síntese muito original e altamente dramática entre abstração gestual e figuração, e há fases em que uma ou outra predominam.

Outros pintores abstratos informais de importância e qualidade que devem ser citados: Henrique Boese (1897-1982), nascido na Alemanha; Yolanda Mohályi (1909-1978), nascida na Hungria; Mira Schendel (1918-1989), nascida na Suíça; Wega Nery (1912); Loio Pérsio (1927); Maria Leontina (1917-1984) e Ana Bella Geiger (1933), todos nascidos no Brasil.

Muito importante, dentro do abstracionismo lírico no Brasil, foi também o papel da gravura, que se tornou mais que uma técnica de multiplicação de imagens e conseguiu o status de linguagem. Mestres da gravura abstrata lírica se tornaram Fayga Ostrower (1920), Artur Luís Piza (1928), Rossini Perez (1932), Anna Bella Geiger (1933) – antes de passar à pintura – e Maria Bonomi (1935).

Vários dos artistas citados continuam em franca atividade. Por outro lado, artistas muito jovens realizam hoje uma pintura que oscila entre uma figuração apenas sugerida, e a abstração informal, pelo vigor e quantidade da matéria pictórica, pela presença marcante do gesto e pelo ímpeto expressivo.

Fonte: www.mre.gov.br

Abstracionismo

O Abstracionismo foi um movimento das artes plásticas que surgiu no início do século XX, na Alemanha, rompendo com a tradição das escolas renascentistas e abandonando a representação da realidade. Não se importavam com figuras ou temas, mas exaltavam as cores e formas.

O Abstracionismo identifica-se com duas linhas de criação: a abstração informal e a abstração geométrica.

Abstração informal

Segue a criação de formas mais livres e expressa sentimentos, emoções. O artista cria as formas no momento de pintar, livremente, e as linhas e cores expressam suas emoções. Daí se vê manchas e grafismos nestas obras de arte. O pioneiro nesta expressão artística foi o russo Vassili Kandínski (1866-1944).

Devemos citar que a abstração informal gerou outras tendências artísticas tais como: o expressionismo abstrato, nos EUA, e a abstração gestual, na Europa e América Latina.

Abstração geométrica

Segue uma técnica mais dura, sem expressão de sentimentos ou idéias. O artista simplesmente explora as formas geométricas, abandonando a transmissão de pensamentos e sentimentos. Já na abstração geométrica, os méritos do pioneirismo devem ser divididos entre o russo Malevitch (1878-1935) e o holandês Piet Mondrian (1872-1944).

É importante ressaltar que o trabalho do russo Malevitch gerou um movimento derivado da abstração, chamado de suprematismo (autonomia da forma). O destaque fica para a tela Quadrado Negro sobre Fundo Branco.

Quanto ao artista holandês Mondrian, este dedicou-se às telas apenas com linhas horizontais e verticais, ângulos retos e as cores amarela, azul e vermelha, além do preto e do branco. O trabalho de Mondrian influenciou diretamente a arte funcional desenvolvida pela Bauhaus. Da abstração geométrica derivaram o construtivismo, o concretismo e, mais recentemente, o minimalismo.

ESCULTURA

Os escultores abstratos usam a natureza não como tema, mas como fonte de idéias. A natureza serve como ponto de partida para sua criatividade; o resultado final na maioria das vezes não tem semelhança alguma com o original. O que importa para sua obra são as formas e cores, trabalham o volume e a textura.

Artistas abstratos usam concepções matemáticas em suas esculturas, como é o caso de Helaman Ferguson, que descobriu um ponto comum entre a matemática e a arte.

Fonte: www.edukbr.com.br

Abstracionismo

Mais antigo do que se pensa

A rigor, pode ser chamada de arte abstrata ou abstracionismo toda aquela que não se prende a uma representação fiel da natureza. Esse tipo de arte, portanto, existiu desde os primórdios da civilização, encontrando alguns momentos de maior ou menor aceitação.

Entretanto, o termo hoje é mais utilizado para designar a produção artística do Século 20, com seus movimentos de ruptura com a arte européia tradicional, que se baseava ainda, em grande medida, nas idéias renascentistas.

A maioria dos movimentos desse século valorizava a subjetividade na arte, permitindo distorções de formas que se chocavam, por exemplo, aos ideais do grande crítico renascentista Giorgio Vasari e sua crença no valor do artista intimamente ligado à própria capacidade de representar a natureza com o máximo de precisão possível.

VASARI (Giorgio), pintor, arquiteto e historiador de arte italiano (Arezzo, 1511 – Florença, 1574), autor da preciosa coletânea Vidas dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos italianos (1550, 2.ª ed. 1568), fundamental para a história da arte italiana da Renascença

Vertentes do Abstracionismo

Apesar de ter havido uma série de movimentos de ruptura com o conceito tradicional de pintura no Século 20, desenvolvendo a arte abstrata, houve três tendências básicas:

A exemplificada pelo trabalho de Brancusi, que consiste na supremacia das formas simplificadas, reduzindo as naturais até chegar nesse tipo de forma;

BRANCUSI (Constantin), escultor romeno da escola de Paris (Pestissani Gorj., Valáquia, 1876 – Paris, 1957). Reduziu suas obras a puros efeitos de matéria, de volumes, de ritmos.

A presente nas esculturas em relevo de Ben Nicholson. A partir de formas básicas que não se referem ou representam nenhum aspecto reconhecível, são construídos os objetos artísticos.

O princípio existente, por exemplo, no surrealismo, em que se valoriza um estilo livre e espontâneo de criação.

Luz e cor

Na arte abstrata o uso da luz, das diferentes texturas e contornos das linhas, do espaço e das cores ganham nova expressividade.

A partir de 1930, o abstracionismo pode ser considerado como um dos principais pontos de caracterização da arte do século atual.

Entretanto, ele vem ganhando espaço bem antes disso. Kandisky, já em 1910, fez a primeira pintura utilizando-se de formas não reconhecíveis.

KANDINSKY (Vassili), pintor francês de origem russa (Moscou, 1866 – Neuilly-sur-Seine, 1944). Um dos iniciadores da pintura abstrata.

Do cubismo para a arte abstrata

Muitos adeptos do cubismo terminaram por desenvolver o uso de formas abstratas depois do fim do movimento.

O Suprematismo de Malevich e o grupo Stijl de Mondrian são outros importantes pontos de desenvolvimento da arte abstrata na década de 10 do nosso século.

Bibliografia

MALEVITCH ou MALIEVITCH (Kazimir), pintor russo (Kiev, 1878 – Leningrado, 1935). Precursor da arte abstrata, expôs, já em 1918, seu quadro intitulado Quadrado branco sobre fundo branco.MONDRIAN ou MONDRIAAN (Pieter CORNELIS, dito Piet), pintor holandês (Amersfoort, 1872 – Nova York, 1944). Começou como figurativo influenciado por Van Gogh, passando depois a um cubismo analítico e a uma abstração geométrica. Participou do grupo "De Stjl" e do neo-plasticismo. De 1919 a 1938 viveu em Paris, transferindo-se

Fonte: www.pitoresco.com.br

Abstracionismo

AbstracionismoAbstracionismo Geométrico

Movimento abstracionista passou a predominar na época contemporânea a partir do momento em que o artista não se refere mais aos objetos concretos, como retratos, marinhas, flores, relações históricas, literárias ou mitológicas. Isso aconteceu principalmente porque com a invenção da máquina fotográfica a arte se voltou para a expressão do interior. Os artistas não se preocupavam mais com a representação do assunto, pois o valor está na relação das formas e das cores.

A arte abstrata trabalha com jogos de luz e sombra, ritmo, cor, harmonia, equilíbrio, linha, ponto e formas geométricas. Os estudiosos em arte comumente consideram o pintor russo Wassily Kandinsky (1866-1944) o iniciador da pintura abstrata.

O abstracionismo ao se tornar um movimento mais diversificado se firmou em duas tendências:

O abstracionismo informal

Predomínio dos sentimentos e das emoções.

As formas e as cores são criadas mais livremente sugerindo associações com os elementos da natureza

O abstracionismo geométrico: as formas e as cores se compõem de forma a ser apenas a expressão de uma concepção geométrica.

Nas duas tendências fundamentais, o abstracionismo apresenta subtendências. No informal, as mais importantes são o tachismo e o grafismo; no geométrico o neoplasticismo ou concretismo.

Na pintura destacam-se: Francis Picabia, Paul Klee, Piet Mondrian, Malevick e Marcel Duchamp. No Brasil, o abstracionismo instalou-se por volta de 1947 com os pintores Antonio Bandeira e Milton Dacosta.

Abstracionismo Informal

As formas e cores são criadas impulsivamente, no livre curso da emoção, com absoluto predomínio do sentimento. Em contato com o real ou com a natureza, o pintor informal abstrato expressa uma emoção em lugar de representar uma imagem criada ou composta intelectualmente.

Muitos abstratos, aliás, pintam abstratamente diante da natureza. Apenas evitam imitar, copiar, descrever aspectos da natureza. Procuram, ao contrário, sugerir, evocar, aludir, fixando impressões gerais ou particulares de ritmos da natureza.

Para alguns autores, o abstracionismo informal seria uma revolta do espírito contra a precisão mecânica da vida moderna, contra o culto do racionalismo e da exatidão da civilização industrial. Seria uma espécie de romantismo moderno. Alguns abstratos puros entendem que, embora não partindo ou não se inspirando na natureza, o artista pode encontrá-la, quando expressa e comunica ritmos de vitalidade. Em defesa do abstracionismo informal também se alega que o quadro figurativo reproduz o mundo exterior; o quadro abstrato, o mundo interior do artista – as linhas e cores adquirem virtudes poéticas, verdadeiramente musicais, porque não representam as qualidades materiais da realidade física, mas as realidades do mundo psíquico do artista.

Quando assume feições luminosas, obtidas por meio de tonalidades delicadas e feéricas, o abstracionismo informal chama-se "abstracionismo lírico"; quando, porém, o sentimento se exaspera e dramatiza, através de tonalidades carregadas, intensas e violentas, chama-se "abstracionismo expressionista".

Os melhores exemplos de abstracionismo informal se encontram em grande parte das obras do próprio Kandinsky, que mais tarde teria uma fase geométrica.

O movimento abstracionista passou a predominar na época contemporânea a partir do momento em que o artista não se refere mais aos objetos concretos, como retratos, marinhas, flores, relações históricas, literárias ou mitológicas. Isso aconteceu principalmente porque com a invenção da máquina fotográfica a arte se voltou para a expressão do interior. Os artistas não se preocupavam mais com a representação do assunto, pois o valor está na relação das formas e das cores.

A arte abstrata trabalha com jogos de luz e sombra, ritmo, cor, harmonia, equilíbrio, linha, ponto e formas geométricas. Os estudiosos em arte comumente consideram o pintor russo Wassily Kandinsky (1866-1944) o iniciador da pintura abstrata.

Fonte: www.she.art.br

Abstracionismo

 

Abstracionismo

Abstracionismo

Abstracionismo

O movimento artístico chamado Abstracionismo foi uma tendência das artes plásticas desenvolvida no início do século XX na Alemanha.

Surge com base nas experiências das vanguardas européias, que recusam a herança renascentista das academias de arte.

As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente, não reproduzem figuras nem retratam temas.

O que importa são as formas e as cores da composição. Na escultura, os artistas trabalham principalmente o volume e a textura, explorando as possibilidades da tridimensionalidade do objeto.

Há dois tipos de Abstracionismo: o informal (ou subjetivo), que busca o lirismo e privilegia as formas livres, e o geométrico (ou objetivo), de técnica mais rigorosa e sem a intenção de expressar sentimentos nem idéias.

O Abstracionismo informal recebe influência do expressionismo e do cubismo. Os artistas deixam a perspectiva tradicional e criam as formas no ato da pintura.

Linhas e cores são utilizadas para exprimir emoções. Em geral, vêem-se manchas e grafismos. Um dos principais nomes do Abstracionismo é Vassíli Kandínski (1866-1944), russo que vivia na Alemanha. Primeiro artista a definir sua arte como abstrata, ele leva o Expressionismo a essa nova tendência. Outro nome importante do Abstracionismo informal é o suíço Paul Klee (1879-1940).

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), influenciadas pelo Abstracionismo informal, surgem outras tendências artísticas, como o Expressionismo abstrato e o Abstracionismo gestual.

No Abstracionismo geométrico, ao desenvolver pinturas, gravuras e peças de arte gráfica, os artistas exploram com rigor técnico as formas geométricas, sem a preocupação de transmitir idéias e sentimentos. Os principais iniciadores do Abstracionismo geométrico são o russo Malevitch (1878-1935) e o holandês Piet Mondrian (1872-1944). Com quadros em que figuras geométricas flutuam num espaço sem perspectiva, Malevitch inaugura o suprematismo (autonomia da forma), movimento derivado do Abstracionismo. A tela Quadrado Negro é um de seus marcos.

Mondrian, que no início da década de 1910 estivera próximo dos cubistas, entre os anos 20 e 40 dedica-se a pintar telas apenas com linhas horizontais e verticais, com ângulos retos e com as três cores primárias (amarelo, azul e vermelho), além do preto e do branco. Para ele, essas formas seriam a essência dos objetos. O trabalho de Mondrian influencia diretamente a arte funcional desenvolvida pela Bauhaus.

Do Abstracionismo geométrico derivam o Construtivismo, o Concretismo e o Minimalismo. Na escultura, destaca-se o belga Georges Vantongerloo (1886-1965).

No Brasil, o Abstracionismo surge com ênfase em meados dos anos 50. O curso de gravação de Iberê Camargo (1914-1994) forma uma geração de gravuristas abstratos, na qual se destacam Antoni Babinski (1931-), Maria Bonomi (1935-) e Mário Gruber (1927-). Outros impulsos aparecem com a fundação dos museus de Arte Moderna de São Paulo (1948) e do Rio de Janeiro (1949) e com a criação da Bienal Internacional de São Paulo (1951).

Entre os pioneiros da abstração no Brasil, destacam-se Antônio Bandeira (1922-1967), Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). Posteriormente, artistas como Flávio Shiró (1928-), Manabu Mabe (1924-1997), Yolanda Mohalyi (1909-1978), Wega Nery (1912-), além de Iberê, praticam o Abstracionismo informal.

O Abstracionismo geométrico, que se manifesta no Concretismo e no Neoconcretismo também nos anos 50, encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-), Fayga Ostrower (1920-), Arcângelo Ianelli (1922-) e Samson Flexor (1907-1971).

Fonte: www.spiner.com.br

Abstracionismo

Abstracionismo

Abstracionismo

A Arte Abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, entre as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito.

Quando à significação de um quadro, depende essencialmente da cor e da forma; quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata.

O Abstracionismo apresentou várias fases:

Abstracionismo Informal ou Sensível

Surgiu na Alemanha com o movimento denominado “Der Blaue Reiter” (O Cavaleiro Azul). Nele predominam os sentimentos e emoções. Trata-se de uma arte abstrata que coloca na cor e na forma a sua expressividade maior. O artista se aprofunda em pesquisas cromáticas, conseguindo variações espaciais e formais na pintura, por meio de tonalidades e matizes.

Com a forma, a cor e a linha, o artista é livre para expressar seus sentimentos interiores, sem relacioná-los à lembrança do mundo exterior. No entanto os elementos da composição devem ter unidade e harmonia, tal qual uma obra musical.

Suprematismo

Baseado nas formas geométricas planas, o Suprematismo não se preocupa com qualquer tipo de representação. Seus principais elementos são: o retângulo, o círculo, o triângulo e a cruz.

O manifesto do Suprematismo foi assinado por Malevitch, um dos principais integrantes do movimento futurista em seu país e defensor da supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto.

O Suprematismo reduz as formas à pureza geométrica do quadrado. Suas características são rígidas e se baseiam nas relações formais e perceptivas entre forma e cor. Explora os efeitos perceptivos do quadrado negro sobre o campo branco, nas variações ambíguas de fundo e forma.

Construtivismo ou Abstracionismo Geométrico

Nesta arte, as cores e as formas são organizadas de modo que a composição resulte apenas na expressão de uma concepção geométrica.

Fonte: www.acrilex.com.br

Abstracionismo

Abstração

Em geral entende-se como abstração toda a atitude mental que se afasta ou prescinde do mundo objetivo e seus múltiplos aspectos. Refere-se, por extensão, no que tange à obra de arte e ao processo de criação, suas motivações e origens , a toda a forma de expressão que se afasta da imagem figurativa.

Max Perlingeiro, in "Abstração como linguagem: perfil de um acervo" Editora Pinakotheke. SP

No contexto da Arte moderna, o sucesso da chamada arte abstrata foi tão grande que a conceituação a respeito passou a ser feita muitas vezes apressadamente, sem a devida atenção ao significado legítimo de "abstração". Esse conceito se refere à operação de abstrair, que significa, em princípio, retirar, separar ou eliminar certas características ou certos elementos de um todo originalmente integrado. Por meio da operação abstrativa é possível efetuar-se a seleção de determinados aspectos semelhantes – a fim de que a atenção possa melhor concentrar-se neles.

Abstracionismo
Obra figurativa: Nome: Mulher com jarra de água Autor : Johannes Vermeer Data: 1660
Acervo Marquand Colletion of The Metropolitan Museum of Art – N.Y.

Usando um simbolismo meio simplista, mas de efeito claro e para fins didáticos, podemos comparar a obra figurativa com uma canção com versos. Ao ouvirmos a interpretação do cantor, percebemos com facilidade o que o compositor nos deseja contar. A obra abstrata, por sua vez, pode ser comparada a uma melodia sem versos. E cabe ao ouvinte deixar-se levar pela música e sentir, quase sem nenhuma indicação explícita, a proposta do compositor.

Mas, para entender a arte abstrata em sua complexidade, recomenda-se ampliação do repertório de conhecimentos sobre Arte, visitando exposições, lendo, vendo e, principalmente, visitando a História.

A pintura dentro do fazer artístico, até meados do século XVIII, seguia normas rígidas nas soluções e preocupações dos artistas com a figura.

Tanto assim que as academias ensinavam que havia quatro temas a serem desenvolvidos na pintura: natureza morta, retrato, paisagem e marinha, e um tema denominado alegoria, ou pintura alegórica.

Na natureza morta, os objetos ou figuras apresentam-se em um ambiente interno afastado da natureza. São representados seres vivos, mas que se sabe inanimados (daí o termo natureza morta, traduzido do francês, e que recebeu em inglês a denominação de still life). Flores e frutos, mesmo que frescas e viçosas, aparecem nas telas repousadas sobre superfícies ou colocadas com esmero em jarros ou vasos de materiais diversos.

Abstracionismo
Obra figurativa: Nome Flores e doces Autor: Pedro Alexandrino Data: 1900 Acervo: Pinacoteca do Estado de SP

Animais de caça e pesca à espera do cozinheiro. Pães, facas e cestos surgem sobre um planejamento calculadamente despojado.

O retrato, quase sempre, colocava o personagem em posturas estudadas, com luzes e sombras perfeitamente controladas e, dependendo da maior ou menor habilidade e sensibilidade do artistaretratista, a personalidade do retratado poderia emergir nas feições e na postura do modelo.

As paisagens são, talvez, as obras figurativas mais apreciadas antes do surgimento das regras acadêmicas e depois da decadência delas. A paisagem situa as pessoas em locais diversos do seu cotidiano, e a nostalgia transmitida pelo estar- não-estar sempre encanta.

O mesmo pode-se dizer das marinhas: rios ou mares revoltos; plácidas areias de uma praia tranqüila; azuis celúreos ou névoas espessas; o brilho e a escuridão das águas profundas.

A pintura alegórica está ligada ao conhecimento, aos signos, e conta, por meio de símbolos, as passagens, momentos ou políticas ligadas mais diretamente ao tempo e ao espaço onde se desenvolve. Provoca sentimentos e sensações, mas exige erudição.

Abstracionismo
Obra abstrata Título Estaleiro Velrôme Autor: Lucio Pegoraro Data: 1986 Acervo do autor

Portanto, todas essas sensações estão bem claras nas obras figurativas clássicas.

E a pergunta que surge é: Como e por que os artistas abandonaram essas propostas estéticas tão apreciadas, já introjetadas no inconsciente e aceitas de imediato ao primeiro olhar?

A Arte não é estática. O artista é um ser ligado ao passado e ao futuro, um criador, traz em si o espírito do cientista e a perspicácia do pesquisador. Seus interesses estão nos desafios, nas inquietações e no mergulho sem fim no cosmos, no imponderável, no infinito. Interessa-lhe as rupturas e os questionamentos. E, se assim não for, não será um artista. Acomodar-se não é parte do seu ser e, se gosta, luta pela aceitação. Também luta e gosta de sua própria individualidade.

Paradoxos à parte, é isso que move a arte e que a eleva e transforma.

Entendendo o motor contínuo da História e inserido irremediavelmente nele, o artista é impelido sempre a criar. Daí surgem as correntes, as estéticas, as poéticas, os movimentos estéticos. Note-se que não estamos falando de um setor da sociedade que busca o novo pelo novo, o gosto pela novidade apenas para consumila e descartá-la. Pelo contrário, o artista digno dessa classificação – desse nome tão massificado e desgastado – não faz concessões aos desejos do consumidor de arte, não produz aquilo em que não acredita.

Devido a isso temos obras que são marcos importantes na história da arte e outras tantas que foram criadas como cópias mal acabadas e depois descartadas. O grande momento da pintura figurativa ocorreu, seguramente, entre os séculos XVII e XVIII. A perfeição alcançada pelos acadêmicos é tal que ainda encanta os olhos. Mas e o espírito? As emoções?

Não por acaso, as preocupações com os sentimentos e as sensações surgem no final do século XIX.

A busca de conhecimentos mais profundos sobre a psique humana; o comportamento mais livre das imposições sócio-políticas; a valorização do interior, do cerne, daquilo que não está visível, aparente e reconhecido de imediato: isso tudo é relatado pelas novas formas de arte que surgem com o modernismo.

Abstrai-se, retira-se o relato que a figura traz e incitase o intelecto e a emoção de buscar novas relações de espaço, tempo, cor, forma.

Abstracionismo
Obra abstrata G. A.4 Autor :Gerard Richter Data : 1984 Acervo: Museu de Arte Moderna – Nova York

Dizer que a pintura foi modificada em razão do surgimento da fotografia é simplismo.

Os pintores de ofício perderam seus clientes não em razão da fotografia, mas por não terem muito mais a dizer em seus retratos posados, estudados, em fórmulas repetidas.

Os impressionistas saíram dos ateliês, procuraram a luz natural, criaram um novo modo de pintar, romperam com a academia e, em suas buscas incessantes, mudaram a pintura. Buscavam colocar a figura, a paisagem, o mundo em uma nova organização ditada pelas impressões que estas lhe causavam. Os impressionistas valorizavam os sentimentos dos protagonistas, sejam pessoas, árvores, janelas ou qualquer outra figura

Vicente Van Gogh, Paul Klee, Paul Gauguin, Arp, Munck, Picasso, Braque, Miro e tantos outros.

Quando René Magritte, em 1927, nos diz literalmente em sua obra "isto não é um cachimbo" mas a representação de um cachimbo, coloca a questão da mistificação do figurativo, da representação da realidade, da polissemia da obra de arte, ao lado de outras questões propostas por Kandinski, Chagall, entre outros.

O valor da arte influenciada ou ditada pelas práticas acadêmicas é inegável, mas o movimento de ruptura, denominado Moderno, transformou esse vocábulo em sinônimo de algo inadequado e cheio de bolor. Como o modernismo se impôs de forma total e eficiente, por mais de 100 anos, no momento contemporâneo – pós-moderno – o academismo é visto como o produto de uma época, de um determinado momento e… ponto.

A Arte abstrata descarta a figura conhecida e recoloca o mundo visível na informalidade das formas, cores, linhas, texturas, planos e volumes. O gesto traduz a intenção e sua liberdade libera também a expressão interior transformadora.

As polêmicas que as correntes abstracionistas provocaram já estão aplacadas e descoradas.

A chamada arteabstrata não mais traz choques ou indignação, mas apenas aquilo a que se propõe: reflexão.

Neusa Schilaro Scaléa

Fonte: www.fpm.org.br

Abstracionismo

A arte abstrata é geralmente entendida como uma forma de arte (especialmente nas artes visuais) que não representa objetos próprios da nossa realidade concreta exterior. Ao invés disso, faz uso das relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira "não representacional". A expressão também pode ser usada para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.

No início do século XX, antes que os artistas atingissem a abstração absoluta, o termo também foi usado para se referir a escolas como o Cubismo e o Futurismo que, ainda que fossem representativas e figurativas, buscavam sintetizar os elementos da realidade natural, resultando em obras que fugiam à simples imitação daquilo que era "concreto".

Abstraccionismo Lírico

O Abstraccionismo Lírico ou Abstraccionismo Expressivo inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma "necessidade interior"; tendo sido influenciado pelo Expressionismo, mais propriamente no Der Blaue Reiter. Aparece como reação às grandes revoluções do século, nomeadamete a I Guerra Mundial. O jogo de formas orgânicas e as cores vibrantes eram bem patentes; mas também a linha de contorno sobressaía nesta arte nitidamente não figurativa.

Procurava uma aproximação à música, onde a expressividade dos sons se transformava em linguagem artística. É desta forma que o Abstraccionismo Lírico pretende igualar ou mesmo superar a música, transformando manchas de cor e linhas em ideias e simbolismos subjetivos.

Wassily Kandinsky foi o mentor deste género, utilizando cores puras em pinceladas rápidas, tensas e violentas.

Abstracionismo Geométrico

O Abstraccionismo Geométrico, ao contrário do Abstraccionismo Lírico, foca-se na racionalização que depende da análise intelectual e científica. Foi influenciado pelo Cubismo e pelo Futurismo.

O Abstracionismo Geométrico divide-se em duas correntes:

Suprematismo na Rússia

Neoplasticismo na Holanda

Abstracionismo no Brasil

No Brasil, o abstracionismo teve suas primeiras expressões no século XIX.

Entre os artistas mais importantes destacam-se Abraham Palatnik, Ivan Serpa, Loio-Pérsio, Luiz Sacilotto, Antônio Bandeira, Manabu Mabe ,Tomie Ohtake Lygia Clark e Valdemar Cordeiro

Fonte: pt.wikipedia.org

Abstracionismo

"As cores e as formas que utilizo livremente integram a natureza; eu apenas elimino o intermediário – objeto reconhecido como tal."

Deste modo, Kandinsky se referiu à sua arte.

É difícil imaginar hoje em dia o esforço que lhe deve ter custado romper com as convenções artísticas de seu tempo, que representavam de um modo mais ou menos naturalista o mundo ao redor, para tornar-se o primeiro artista abstrato do século XX.

Kandinsky passou a vida defendendo sua concepção de arte, procurando explicar suas teorias numa série de artigos e livros.

Entretanto, seus quadros, como suas idéias, que já exerceram enorme influência na arte deste século, contnuarão ainda a exercê-la por muito tempo.

A PRIMEIRA AQUARELA ABSTRATA

Abstracionismo
Em seus esboços, geralmente em aquarela – que foi para ele a técnica experimental por excelência, Kandinsky chegava às formas abstratas

COMPOSIÇÃO

Kandinsky pintou esse quadro na época em que lecionava na Bauhaus, e o considerava um deu seus melhores trabalhos. Nesse mesmo período, ele formulava suas teorias a respeito das qualidades físicas e emocionais das linhas e das formas geométricas, que seriam publicadas no livro PONTO E LINHA NA SUPERFÍCIE.

O quadro explora o contraste entre elementos dinâmicos e estáticos; linhas diagonais que se movem; campos planos em xadrez; cores sem profundidade, trnaslúcidas ou opacas; círculos que podem ser "estáveis ou instáveis", "duros ou macios ", ou ainda "contraídos ou expandidos ".

FINALIZAÇÃO

Abstracionismo

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Abstracionismo

Em sentido amplo, abstracionismo refere-se às formas de arte não regidas pela figuração e pela imitação do mundo.

Em acepção específica, o termo liga-se às vanguardas européias das décadas de 1910 e 1920, que recusam a representação ilusionista da natureza.

A decomposição da figura, a simplificação da forma, os novos usos da cor, o descarte da perspectiva e das técnicas de modelagem e a rejeição dos jogos convencionais de sombra e luz, aparecem como traços recorrentes das diferentes orientações abrigadas sob esse rótulo. Inúmeros movimentos e artistas aderem à abstração, que se torna, a partir da década de 1930, um dos eixos centrais da produção artística no século XX.

É possível notar duas vertentes a organizar a ampla gama de direções assumidas pela arte abstrata.

A primeira, inclinada ao percurso da emoção, ao ritmo da cor e à expressão de impulsos individuais, encontra suas matrizes no expressionismo e no fauvismo. A segunda, mais afinada com os fundamentos racionalistas das composições cubistas, o rigor matemático e a depuração da forma, aparece descrita como abstração geométrica.

As vanguardas russas exemplificam as duas vertentes: Wassili Kandinsky (1866 – 1944), representante da primeira, é considerado pioneiro na realização de pinturas não-figurativas com Primeira Aquarela Abstrata (1910) e a série Improvisações (1909/1914). Seu movimento em direção à abstração inspira-se na música e na defesa de uma orientação espiritual da arte, apoiada na teosofia. Em torno de Kandinsky e Franz Mac (1880 – 1916) organiza-se, na Alemanha, o Der Blaue Reiter [O Cavaleiro Azul], 1911, grupo do qual participam August Macke (1887 – 1914) e Paul Klee (1879 – 1940), e se aproximam as pesquisas abstratas de Robert Delaunay (1885 – 1941) e o simbolismo místico do checo radicado em Paris Frantisek Kupka (1871 – 1957).

Kasimir Malevich (1878 – 1935)

É um dos maiores expoentes da arte abstrata geométrica. No bojo do suprematismo, 1915, defende uma arte comprometida com a pesquisa metódica da estrutura da imagem. A geometria suprematista se apresenta nos célebres Quadrado Preto Suprematista (1914/1915) e Quadrado Branco sobre Fundo Branco (1918). A obra de Malevitch tem impacto sobre o construtivismo de Alexander Rodchenko (1891 – 1956) – ver Negro sobre Negro (1918) – e o realismo dos irmãos A. Pevsner (1886 – 1962) e N. Gabo (1890 – 1977). O neoplasticismo de Piet Mondrian e Theo van Doesburg indica outra tendência da abstração geométrica. O movimento se organiza em torno da revista De Stijl [O Estilo], 1917, e tem o propósito de encontrar nova forma de expressão plástica, liberta de sugestões representativas.

As composições se articulam com base em elementos mínimos: a linha reta, o retângulo e as cores primárias – azul, vermelha e amarela -, além da preta, branca e cinza. As idéias estéticas defendidas em De Stijl reverberam nos grupos Cercle et Carré (1930) e Abstraction-Création (1931), na França, e no Circle (1937), na Inglaterra.

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Europa e os Estados Unidos assistem a desdobramentos da pesquisa abstrata. O tachismo europeu, também associado à abstração lírica, apresenta-se como tentativa de superação da forma pela ultrapassagem dos conteúdos realistas e dos formalismos geométricos. Os trabalhos de Hans Hartung (1904) e Pierre Soulages (1919) apóiam-se sobretudo no gesto, enquanto nas obras de Jean Fautrier (1898 – 1964) e Jean Dubuffet (1901 – 1985) – e nos trabalhos de Alberto Burri (1915) e Antoni Tàpies (1923) – a pesquisa incide preferencialmente sobre a matéria.

Nos Estados Unidos, a abstração ganha força com o expressionismo abstrato de Jackson Pollock (1912 – 1956) e Willem de Kooning (1904 – 1997) – que descarta tanto a noção de composição, cara à abstração geométrica, quanto a abstração lírica -, as grandes extensões de cor não modulada de Barnett Newman (1905 – 1970) e Mark Rotkho (1903 – 1970) e a pintura com cores planas e contornos marcados de Ellsworth Kelly (1923) e Kenneth Noland (1924). O minimalismo de Donald Judd (1928), Ronald Bladen (1918 – 1988) e Tony Smith (1912 – 1980) – tributário de uma vertente da arte abstrata norte-americana que remonta a Ad Reinhardt (1913 – 1967), Jasper Johns (1930) e Frank Stella (1936) – retoma as pesquisas geométricas na contramão da exuberância romântica do expressionismo abstrato.

No Brasil, as obras de Manabu Mabe (1924 – 1997) e Tomie Ohtake (1913) aproximam-se do abstracionismo lírico, que tem adesão de Cicero Dias (1907 – 2003) e Antonio Bandeira (1922 – 1967). Nos anos 80, observa-se uma apropriação tardia da obra de Kooning na produção de Jorge Guinle (1947 – 1987). O pós-minimalismo, por sua vez, ressoa em obras de Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Ana Maria Tavares (1958). Em termos de abstração geométrica, são mencionados os artistas reunidos no movimento concreto de São Paulo (Grupo Ruptura) e do Rio de Janeiro (Grupo Frente) e no neoconcretismo.

Fonte: www.itaucultural.org.br




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