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Cadeia Alimentar

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Cadeias alimentares: o que são?

A matéria está constantemente ciclando dentro de um ecossistema, ou dito de outra forma, o que os seres vivos retiram do ambiente, eles devolvem. Tem sido assim desde do início da existência da vida da terra, até os dias de hoje. Trata-se de um ciclo eterno.

Além da matéria, a energia também passa por todos os componentes de um ecossistema, só que, no entanto, enquanto a matéria circula, a energia flui, o que significa que a energia não retorna ao ecossistema como a matéria como iremos ver na próxima seção.

Como podemos notar, os ecossistemas possuem uma constante passagem de matéria e energia de um nível para outro até chegar nos decompositores, os quais reciclam parte da matéria total utilizada neste fluxo. A este percurso de matéria e energia que se inicia sempre por um produtor e termina em um decompositor, chamamos de cadeia alimentar.

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Componentes de uma cadeia alimentar

Obrigatoriamente, para existir uma cadeia alimentar devem estar presentes os produtores e os decompositores. Entretanto não é isso o que acontece na realidade, pois outros componentes estão presentes.

Desta forma a melhor maneira de se estudar uma cadeia alimentar, é através do conhecimento dos seus componentes, ou seja, toda a parte viva (fatores bióticos) que a compõe.

Os componentes de todas as cadeias de uma forma geral podem ser enquadrados dentro das seguintes categorias:

Produtores - são todos os seres que fabricam o seu próprio alimento, através da fotossíntese, sendo neste caso as plantas, sejam elas terrestres ou aquáticas;

Animais – os animais obtem sua energia e alimentos comendo plantas ou outros animais, pois não realizam fotossíntese, sendo, portanto incapazes de fabricarem seu próprio alimento.

Decompositores – apesar da sua importância, os decompositores nem sempre são muito fáceis de serem observados em um ecossistema, pois sendo a maioria formada por seres microscópicos, a constatação da sua presença não é uma tarefa tão fácil.

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Detalhe de dois cogumelos na serrapilheira (camada de folhas em decomposição) no solo de uma floresta. Os cogumelos são um exemplo das centenas de fungos diferentes que atuam como decompositores.

A cada grupo de organismos com necessidades alimentares semelhantes quanto fonte principal de alimento, chamamos de nível trófico. Em cada nível, temos um grupo de organismo com as mesmas características alimentares; isto que dizer que consumidores primários somente alimentam-se de itens de origem vegetal; consumidores secundários, por sua vez, são carnívoros assim como os terciários. Cabe ressaltarmos, no entanto, que tanto os consumidores secundários quanto os terciários podem ocasionalmente, ou complementarmente, alimentar-se de vegetais, não sendo porém este, o seu principal item alimentar.

Em um ecossistema aquático, como uma lagoa por exemplo, poderíamos estabelecer a seguinte seqüência:

Tabela 1 – Ecossistema aquático:

FLORA PRODUTORES Composto pelas plantas da margem e do fundo da lagoa e por algas microscópicas, as quais são as maiores responsáveis pela oxigenação do ambiente aquático e terrestre; esta categoria formada pelas algas microscópicas chamamos fitoplâncton.
FAUNA CONSUMIDORES PRIMÁRIOS Composto por pequenos animais flutuantes (chamados Zooplâncton), caramujos e peixes herbívoros, todos se alimentado diretamente dos vegetais.
CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS São aqueles que alimentam-se do nível anterior, ou seja, peixes carnívoros, insetos, cágados, etc., 
CONSUMIDORES TERCIÁRIOS As aves aquáticas são o principal componente desta categoria, alimentando-se dos consumidores secundários.
DECOMPOSITORES Esta categoria não pertence nem a fauna e nem a flora, alimentando-se no entanto dos restos destes, e sendo composta por fungos e bactérias.

Já em um ecossistema terrestre, teríamos.

Tabela 2 – Ecossistema terrestre:

FLORA Produtores Formado por todos os componentes fotossintetizantes, os quais produzem seu próprio alimento (autótrofos) tais como gramíneas, ervas rasteiras, liquens, arbustos, trepadeiras e árvores;
FAUNA Consumidores primários São todos os herbívoros, que no caso dos ecossistemas terrestres tratam-se de insetos, roedores, aves e ruminantes;
Consumidores Secundários Alimentam-se diretamente dos consumidores primários (herbívoros). São formados principalmente por carnívoros de pequeno porte;
Consumidores terciários Tratam-se de consumidores de porte maior que alimentam-se dos consumidores secundários;
decompositores Aqui também como no caso dos ecossistemas aquáticos, esta categoria não pertence nem a fauna e nem a flora e sendo composta por fungos e bactérias.

Para um ambiente aquático, podemos exemplificar com a seguinte cadeia.

algas Cadeia Alimentar caramujos Cadeia Alimentar peixes Cadeia Alimentar carnívoros Cadeia Alimentar aves aquáticas Cadeia Alimentar decompositores

Por outro lado, se considerarmos um ecossistema terrestre, poderíamos exemplificar com a seguinte cadeia em um ambiente de floresta:

Folhas de uma árvore Cadeia Alimentar gafanhoto Cadeia Alimentar ave Cadeia Alimentar jaguatirica Cadeia Alimentar decompositores

Exemplos de cadeia de maior complexidade (teias alimentares)

Podemos notar entretanto, que a cadeia alimentar não mostra o quão complexas são as relações tróficas em um ecossistema. Para isso utiliza-se o conceito de teia alimentar, o qual representa uma verdadeira situação encontrada em um ecossistema, ou seja, várias cadeias interligadas ocorrendo simultaneamente.

Os esquemas abaixo exemplificam melhor este conceito de teias alimentares:

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Teia alimentar em ecossistema aquático

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Teia alimentar em ecossistema terrestre

Fluxo de energia nos ecossistemas

A luz solar representa a fonte de energia externa sem a qual os ecossistemas não conseguem manter-se. A transformação (conversão) da energia luminosa para energia química, que é a única modalidade de energia utilizável pelas células de todos os componentes de um ecossistema, sejam eles produtores, consumidores ou decompositores, é feita através de um processo denominado fotossíntese. Portanto, a fotossíntese – seja realizada por vegetais ou por microorganismos – é o único processo de entrada de energia em um ecossistema.

Muitas vezes temos a impressão que a Terra recebe uma quantidade diária de luz, maior do que a que realmente precisa. De certa forma isto é verdade, uma vez que por maior que seja a eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem aproveitar apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas de que cerca de 34% da luz solar seja refletida por nuvens e poeiras; 19% seria absorvida por nuvens, ozônio e vapor de água. Do restante, ou seja 47%, que chega a superfície da terra boa parte ainda é refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode ser responsável pela evaporação da água, no aquecimento do solo, condicionando desta forma os processos atmosféricos. A fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da energia total que alcança a superfície total. É importante salientar, que os valores citados acima são valores médios e nãos específicos de alguma localidade. Assim, as proporções podem – embora não muito – variar de acordo com as diferentes regiões do País ou mesmo do Planeta.

Um aspecto importante para entendermos a transferência de energia dentro de um ecossistema é a compreensão da primeira lei fundamental da termodinâmica que diz: "A energia não pode ser criada nem destruída e sim transformada". Como exemplo ilustrativo desta condição, pode-se citar a luz solar, a qual como fonte de energia, pode ser transformada em trabalho, calor ou alimento em função da atividade fotossintética; porém de forma alguma pode ser destruída ou criada.

Outro aspecto importante é o fato de que a quantidade de energia disponível diminui à medida que é transferida de um nível trófico para outro. Assim, nos exemplos dados anteriormente de cadeias alimentares, o gafanhoto obtém, ao comer as folhas da árvore, energia química; porém, esta energia é muito menor que a energia solar recebida pela planta. Esta perda nas transferências ocorrem sucessivamente até se chegar aos decompositores.

E por que isso ocorre?

A explicação para este decréscimo energético de um nível trófico para outro, é o fato de cada organismo; necessitar grande parte da energia absorvida para a manutenção das suas atividades vitais, tais como divisão celular, movimento, reprodução, etc. O esquema a seguir mostra as proporções em biomassa, de um nível trófico para outro. Podemos notar que a medida que se passa de um nível trófico para o seguinte, diminuem o número de organismos e aumenta-se o tamanho de cada um (biomassa).

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Relação entre número de organismos e tamanho corpóreo em cada nível trófico de uma cadeia alimentar

Fonte: educar.sc.usp.br

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Cadeia alimentar é a seqüência de organismos que, dentro de um ecossistema, servem de alimento um ao outro.

Veja, no esquema abaixo, um exemplo de cadeia alimentar na lagoa:

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As setas indicam o sentido do fluxo de alimento na cadeia alimentar. Figura fora de escala (tamanhos e proporções).

Na cadeia alimentar, há passagem de alimento – e, portanto, de energia – de um organismo para outro. A energia do Sol, captada pelas plantas na fotossíntese, é armazenada nas substâncias que elas produzem, como a glicose. Uma parcela dessas substâncias acaba fazendo parte do corpo das próprias plantas (raízes, caules, folhas, frutos), que servem de alimento para os herbívoros. Em seguida, esse alimento – e a energia que ele contém – é transferido para os demais elos da cadeia, até chegar às aves da margem.

Assim, a cadeia alimentar do esquema acima será composta de:

plantas do fundo Cadeia Alimentar caramujos Cadeia Alimentar lambaris Cadeia Alimentar peixes maiores Cadeia Alimentar aves da margem 

Fonte: www.editorasaraiva.com.br

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Cadeias alimentares: o que são?

A matéria está constantemente ciclando dentro de um ecossistema, ou dito de outra forma, o que os seres vivos retiram do ambiente, eles devolvem. Tem sido assim desde do início da existência da vida da terra, até os dias de hoje. Trata-se de um ciclo eterno.

Além da matéria, a energia também passa por todos os componentes de um ecossistema, só que, no entanto, enquanto a matéria circula, a energia flui, o que significa que a energia não retorna ao ecossistema como a matéria como iremos ver na próxima seção.

Como podemos notar, os ecossistemas possuem uma constante passagem de matéria e energia de um nível para outro até chegar nos decompositores, os quais reciclam parte da matéria total utilizada neste fluxo. A este percurso de matéria e energia que se inicia sempre por um produtor e termina em um decompositor, chamamos de cadeia alimentar.

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Componentes de uma cadeia alimentar

Obrigatoriamente, para existir uma cadeia alimentar devem estar presentes os produtores e os decompositores. Entretanto não é isso o que acontece na realidade, pois outros componentes estão presentes.

Desta forma a melhor maneira de se estudar uma cadeia alimentar, é através do conhecimento dos seus componentes, ou seja, toda a parte viva (fatores bióticos) que a compõe.

Os componentes de todas as cadeias de uma forma geral podem ser enquadrados dentro das seguintes categorias:

Produtores - são todos os seres que fabricam o seu próprio alimento, através da fotossíntese, sendo neste caso as plantas, sejam elas terrestres ou aquáticas;

Animais – os animais obtem sua energia e alimentos comendo plantas ou outros animais, pois não realizam fotossíntese, sendo, portanto incapazes de fabricarem seu próprio alimento.

Decompositores – apesar da sua importância, os decompositores nem sempre são muito fáceis de serem observados em um ecossistema, pois sendo a maioria formada por seres microscópicos, a constatação da sua presença não é uma tarefa tão fácil.

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Detalhe de dois cogumelos na serrapilheira (camada de folhas em decomposição) no solo de uma floresta. Os cogumelos são um exemplo das centenas de fungos diferentes que atuam como decompositores.

A cada grupo de organismos com necessidades alimentares semelhantes quanto fonte principal de alimento, chamamos de nível trófico. Em cada nível, temos um grupo de organismo com as mesmas características alimentares; isto que dizer que consumidores primários somente alimentam-se de itens de origem vegetal; consumidores secundários, por sua vez, são carnívoros assim como os terciários. Cabe ressaltarmos, no entanto, que tanto os consumidores secundários quanto os terciários podem ocasionalmente, ou complementarmente, alimentar-se de vegetais, não sendo porém este, o seu principal item alimentar.

Em um ecossistema aquático, como uma lagoa por exemplo, poderíamos estabelecer a seguinte seqüência:

Tabela 1 – Ecossistema aquático:

FLORA PRODUTORES Composto pelas plantas da margem e do fundo da lagoa e por algas microscópicas, as quais são as maiores responsáveis pela oxigenação do ambiente aquático e terrestre; esta categoria formada pelas algas microscópicas chamamos fitoplâncton.
FAUNA CONSUMIDORES PRIMÁRIOS Composto por pequenos animais flutuantes (chamados Zooplâncton), caramujos e peixes herbívoros, todos se alimentado diretamente dos vegetais.
CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS São aqueles que alimentam-se do nível anterior, ou seja, peixes carnívoros, insetos, cágados, etc., 
CONSUMIDORES TERCIÁRIOS As aves aquáticas são o principal componente desta categoria, alimentando-se dos consumidores secundários.
DECOMPOSITORES Esta categoria não pertence nem a fauna e nem a flora, alimentando-se no entanto dos restos destes, e sendo composta por fungos e bactérias.

Já em um ecossistema terrestre, teríamos.

Tabela 2 – Ecossistema terrestre:

FLORA Produtores Formado por todos os componentes fotossintetizantes, os quais produzem seu próprio alimento (autótrofos) tais como gramíneas, ervas rasteiras, liquens, arbustos, trepadeiras e árvores;
FAUNA Consumidores primários São todos os herbívoros, que no caso dos ecossistemas terrestres tratam-se de insetos, roedores, aves e ruminantes;
Consumidores Secundários Alimentam-se diretamente dos consumidores primários (herbívoros). São formados principalmente por carnívoros de pequeno porte;
Consumidores terciários Tratam-se de consumidores de porte maior que alimentam-se dos consumidores secundários;
decompositores Aqui também como no caso dos ecossistemas aquáticos, esta categoria não pertence nem a fauna e nem a flora e sendo composta por fungos e bactérias.

Para um ambiente aquático, podemos exemplificar com a seguinte cadeia.

algas Cadeia Alimentar caramujos Cadeia Alimentar peixes Cadeia Alimentar carnívoros Cadeia Alimentar aves aquáticas Cadeia Alimentar decompositores

Por outro lado, se considerarmos um ecossistema terrestre, poderíamos exemplificar com a seguinte cadeia em um ambiente de floresta:

Folhas de uma árvore Cadeia Alimentar gafanhoto Cadeia Alimentar ave Cadeia Alimentar jaguatirica Cadeia Alimentar decompositores

Exemplos de cadeia de maior complexidade (teias alimentares)

Podemos notar entretanto, que a cadeia alimentar não mostra o quão complexas são as relações tróficas em um ecossistema. Para isso utiliza-se o conceito de teia alimentar, o qual representa uma verdadeira situação encontrada em um ecossistema, ou seja, várias cadeias interligadas ocorrendo simultaneamente.

Os esquemas abaixo exemplificam melhor este conceito de teias alimentares:

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Teia alimentar em ecossistema aquático

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Teia alimentar em ecossistema terrestre

Fluxo de energia nos ecossistemas

A luz solar representa a fonte de energia externa sem a qual os ecossistemas não conseguem manter-se. A transformação (conversão) da energia luminosa para energia química, que é a única modalidade de energia utilizável pelas células de todos os componentes de um ecossistema, sejam eles produtores, consumidores ou decompositores, é feita através de um processo denominado fotossíntese. Portanto, a fotossíntese – seja realizada por vegetais ou por microorganismos – é o único processo de entrada de energia em um ecossistema.

Muitas vezes temos a impressão que a Terra recebe uma quantidade diária de luz, maior do que a que realmente precisa. De certa forma isto é verdade, uma vez que por maior que seja a eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem aproveitar apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas de que cerca de 34% da luz solar seja refletida por nuvens e poeiras; 19% seria absorvida por nuvens, ozônio e vapor de água. Do restante, ou seja 47%, que chega a superfície da terra boa parte ainda é refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode ser responsável pela evaporação da água, no aquecimento do solo, condicionando desta forma os processos atmosféricos. A fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da energia total que alcança a superfície total. É importante salientar, que os valores citados acima são valores médios e nãos específicos de alguma localidade. Assim, as proporções podem – embora não muito – variar de acordo com as diferentes regiões do País ou mesmo do Planeta.

Um aspecto importante para entendermos a transferência de energia dentro de um ecossistema é a compreensão da primeira lei fundamental da termodinâmica que diz: "A energia não pode ser criada nem destruída e sim transformada". Como exemplo ilustrativo desta condição, pode-se citar a luz solar, a qual como fonte de energia, pode ser transformada em trabalho, calor ou alimento em função da atividade fotossintética; porém de forma alguma pode ser destruída ou criada.

Outro aspecto importante é o fato de que a quantidade de energia disponível diminui à medida que é transferida de um nível trófico para outro. Assim, nos exemplos dados anteriormente de cadeias alimentares, o gafanhoto obtém, ao comer as folhas da árvore, energia química; porém, esta energia é muito menor que a energia solar recebida pela planta. Esta perda nas transferências ocorrem sucessivamente até se chegar aos decompositores.

E por que isso ocorre?

A explicação para este decréscimo energético de um nível trófico para outro, é o fato de cada organismo; necessitar grande parte da energia absorvida para a manutenção das suas atividades vitais, tais como divisão celular, movimento, reprodução, etc. O esquema a seguir mostra as proporções em biomassa, de um nível trófico para outro. Podemos notar que a medida que se passa de um nível trófico para o seguinte, diminuem o número de organismos e aumenta-se o tamanho de cada um (biomassa).

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Relação entre número de organismos e tamanho corpóreo em cada nível trófico de uma cadeia alimentar

Fonte: educar.sc.usp.br

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Cadeia alimentar é a seqüência de organismos que, dentro de um ecossistema, servem de alimento um ao outro.

Veja, no esquema abaixo, um exemplo de cadeia alimentar na lagoa:

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As setas indicam o sentido do fluxo de alimento na cadeia alimentar. Figura fora de escala (tamanhos e proporções).

Na cadeia alimentar, há passagem de alimento – e, portanto, de energia – de um organismo para outro. A energia do Sol, captada pelas plantas na fotossíntese, é armazenada nas substâncias que elas produzem, como a glicose. Uma parcela dessas substâncias acaba fazendo parte do corpo das próprias plantas (raízes, caules, folhas, frutos), que servem de alimento para os herbívoros. Em seguida, esse alimento – e a energia que ele contém – é transferido para os demais elos da cadeia, até chegar às aves da margem.

Assim, a cadeia alimentar do esquema acima será composta de:

plantas do fundo Cadeia Alimentar caramujos Cadeia Alimentar lambaris Cadeia Alimentar peixes maiores Cadeia Alimentar aves da margem 

Fonte: www.editorasaraiva.com.br

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É uma seqüência de transferência de energia e matéria onde cada organismo serve de alimento para o outro. Quem produz o alimento é produtor e quem consome é o consumidor.

Como as plantas fabricam alimentos para si e para outros seres vivos, eles são os produtores de um ecossistema.

Os animais herbívoros que se alimentam das plantas são chamados consumidores primários.

Os animais carnívoros que se alimentam dos herbívoros, são chamados consumidores secundários. Os carnívoros que se alimentam de outros carnívoros são chamados de consumidores terciários e assim por diante.

Os animais que consomem plantas e animais são chamados onívoros, como o homem. Os que se nutrem de sangue são os hematófagos, de insetos são os insetívoros e de detritos de vegetais e animais são os detritívoros.

Os consumidores secundários, terciários e quaternários são chamados de predadores, animais que caçam outros animais.

Quando os seres produtores e consumidores morrem, eles são decompostos por fungos e bactérias chamados decompositores. O produto dessa decomposição serve para realimentar as plantas.

Essa seqüência de alimentação dos seres vivos é chamada cadeia alimentar que também podem ser marinha, a dos oceanos e mares.

As cadeias alimentares mantêm os ecossistemas em perfeito equilíbrio.

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Cadeia alimentar

Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais são regulados pela relação predador-presa.

É através da cadeia alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia trófica.

Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros.

A cadeia alimentar é constituída pelos seguintes níveis:

PRODUTORES

São os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas.

CONSUMIDORES PRIMÁRIOS

São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS

São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.

CONSUMIDORES TERCIÁRIOS

São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.

DECOMPOSITORES OU BIOREDUTORES

São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.

A transferência do alimento (energia) de nível para nível trófico a partir dos produtores faz-se através de cadeias alimentares, cuja complexidade é variável. Na maioria das comunidades, cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. Daí resulta que na Natureza não há cadeias alimentares isoladas. Apresentam sempre vários pontos de cruzamento, formando redes ou teias alimentares, geralmente de elevada complexidade.

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Produtores, consumidores, decompositores ou microconsumidores são componentes bióticos que integram um ecossistema.

De modo geral, podemos afirmar que nos ecossistemas, os organismos cujo alimento é obtido a partir das plantas, através de um número de passagens, pertencem ao mesmo nível trófico.

Os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas, apesar de se observarem variações quanto a seus componentes.

Os seres vivos precisam de uma fonte de energia potencial para executar a tarefa de viver: a energia química existente nos compostos orgânicos.

O Sol representa a fonte de energia para os seres vivos. Sem a luz solar, os ecossistemas não conseguem manter-se. A energia penetra no ecossistema através dos seres autótrofos. Estes, pela fotossíntese, utilizam a energia solar para a síntese de compostos orgânicos.

A partir dos açúcares produzidos na fotossíntese, o vegetal sintetiza outras substâncias orgânicas que fazem parte da sua estrutura, como proteínas e lipídios. Os vegetais, sendo capazes de sintetizar compostos orgânicos, não precisam "comer". A energia que utilizam nessa síntese não é perdida, pis fica armazenada na forma de energia química, conclui-se que, quando a planta produz compostos orgânicos, armazena e condensa energia.

Os animais não são capazes de utilizar diretamente a energia proveniente do Sol. Sendo heterótrofos, vêem-se obrigados a utilizar os compostos orgânicos produzidos pelos vegetais, assim, ao se alimentarem de vegetais ou de outros animais, na verdade estão ingerindo energia química condensada nas ligações dos compostos orgânicos.

Uma vez no organismo, os compostos orgânicos chegam às células, onde são degradados; nessa ocasião liberam energia, que é, então, utilizada para realizar trabalho.

O processo da liberação de energia a partir de compostos orgânicos é denominado respiração.

As cadeias alimentares são linhas de transferência de energia dos produtores em direção aos consumidores e aos decompositores, no qual, podemos ressaltar:

Em cada transferência de energia de um organismo para outro ou de um nível tróficos para outro, uma grande parte de energia é transformada em calor, portanto, a quantidade de energia disponível diminui à medida que é transferida de um nível a outro.

A partir dessa afirmação, conclui-se que quanto mais curta é a cadeia alimentar, ou quanto mais próxima estiver do organismo do início da cadeias, maior será a energia disponível.

Pode-se dizer que é possível a sobrevivência de um maior número de seres, a partir dos produtos de uma determinada área, desde que funcionem como consumidores primários em vez de secundários.

Alguns ecologistas consideram que cada elo da cadeia alimentar recebe aproximadamente 10% da energia que o elo anterior recebeu.

É importante observar que a energia, uma vez utilizada por um organismo em seus processos vitais, não é reaproveitada. Assim, a energia gasta não retorna aos produtores para ser novamente utilizada; isso permite dizer que a energia possui um fluxo unidirecional.

O mesmo não ocorre com a matéria. Esta, ao contrário, tem um comportamento cíclico, voltando aos produtores e sendo reaproveitada. Portanto, a matéria circula de forma cíclica.

Importante:

A energia é unidirecional

A matéria é cíclica

Qualidade de Energia

Como já foi visto anteriormente, energia define-se como capacidade de realizar trabalho, evidentemente que obedecendo as leis termodinâmicas.

Além da quantidade, a energia tem qualidade. Quantidades iguais de formas diferentes de energia são variáveis em seu potencial de trabalho, ou seja, a qualidade está diretamente relacionada à menor quantidade gasta no menor espaço de tempo empregado (e.g. potencial de trabalho do petróleo é maior que o potencial da energia solar).

1. 1.000.000 10.000 1.000 100
SOL PLANTAS HERBÍVOROS PREDADORES
2. 1 100 1.000 10.000
1: Quantidade Crescente
2: Qualidade Crescente

Quanto mais se degrada a quantidade utilizada, mais se eleva a qualidade; quando gasta-se muito para produzir pouco em muito tempo tem-se baixa qualidade; ao contrário, quando gasta-se pouco para produzir muito em pouco tempo tem-se alta qualidade.

Importância de se conhecer as cadeias alimentares

Deve-se perguntar qual a importância de se conhecer uma cadeia alimentar. Com a praticidade com a qual estamos lidando com a natureza e a tecnologia que sempre e cada vez mais "de ponta", as pessoas tendem cada vez mais a lidar com a natureza de forma mecanicista. Existe, porém uma grande importância em se conhecer as cadeias ecológicas. Basicamente, a observação nos leva a entender toda a seqüência de alimentação dos animais que ali vivem. Podemos também examinar o conteúdo estomacal de animais e assim percebermos essa seqüência.

A importância disto está baseada no uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar no ecossistema de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente, ou ainda, provocar sérias reações nos animais e até os seres humanos que ali habitam.

Controle biológico

As medidas naturais utilizadas para o controle de pragas e restabelecimento para de ecossistemas são chamados controles biológicos.

Podemos citar como exemplo de controle biológico:

Peixes no controle da esquistossomose

Peixes no controle de larvas de Aedes aegypti

Besouros o controle da mosca do chifre

Bactérias e vírus no controle de pragas e insetos

Todas essas medidas são viáveis economicamente e tecnicamente. E quando tomadas podem, de forma muito mais barata, controlar um grande número de pragas que são na verdade desequilíbrios de ecossistemas.

Níveis Tróficos

O conjunto de indivíduos que se nutre no mesmo patamar alimentar, ou seja, alimentam se basicamente dos mesmos nutrientes estão colocados em um mesmo nível trófico.

Os produtores estão colocados no 1º nível trófico

Os consumidores primários, aqueles que se alimentam dos produtores, são herbívoros e constituem o 2º nível trófico.

Os consumidores

Após esses existe o 4º nível trófico e assim por diante.

Os decompositores ocupam sempre o último nível da transferência de energia formando um grupo especial que degrada tanto produtores quanto consumidores.

Princípio de Gauss (ou princípio da exclusão competitiva):

O Princípio de Gauss diz respeito ao processo de competição inter específica que acontece quando duas espécies diferentes habitam um mesmo ambiente. Assim duas espécies não podem ocupar um mesmo nicho por muito tempo, uma delas irá sempre prevalecer, pois é mais adaptada àquele habitat. É também conhecido como princípio da exclusão competitiva.

Metabolismo e Tamanho de Indivíduos

A biomassa existente é o peso seco total, ou conteúdo calórico total dos organismos presentes em um determinado momento/local.

A biomassa depende do tamanho dos indivíduos: quanto menos o organismo, maior seu metabolismo por grama (ou caloria) de biomassa. Algas, bactérias e protozoários podem ter taxa de metabolismo por grama (calorias) maior que a de grandes organismos (e.g. árvores e vertebrados). Isto aplica-se, tanto à fotossíntese, quanto à respiração.

Fonte: www.biomania.com.br

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Em um ecossistema, uma determinada sequência de alimentação é denominada cadeia alimentar. No exemplo que usamos anteriormente, a cadeia alimentar era formada por capim; gafanhotos; pássaros; cobras; fungos e bactérias.

Uma cadeia alimentar completa como essa apresenta três categorias de organismos, que constituem seus níveis tróficos (do grego trofos, alimento, nutrição): o nível dos produtores (capim), o nível dos consumidores (gafanhotos, pássaros, cobras) e nível dos decompositores (fungos e bactérias). As relações alimentares de um ecossistema, se observadas em conjunto, formam um intrincado esquema, a teia ou rede alimentar.

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Exemplo de cadeia alimentar : caçador se preparando para se alimentar de sua presa.

Produtores e consumidores

Os seres autótrofos produzem toda a matéria orgânica consumida como alimento pelos heterótrofos. Por isso os primeiros são chamados produtores, e os segundos,consumidores. Em um ecossistema de campo, por exemplo, as plantas de capim são es produtores. Os gafanhotos que se alimentam do capim são consumidores primários, e os pássaros que se alimentam dos gafanhotos são consumidores secundários. Uma cobra que se alimenta dos pássaros é um consumidor terciário, e assim por diante. Existem organismos que possuem alimentação variada, sendo denominados onívoros (do latim omnis, tudo e vorare, comer, devorar). Esse é o caso, por exemplo, da espécie humana. Comemos vegetais, desempenhando o papel de consumidores primários, e também comemos animais, desempenhando o papel de consumidores secundários ou terciários.

Decompositores

Ao morrer, tanto os produtores como os consumidores servem de alimento a certos fungos e bactérias. Estes decompõem a matéria orgânica dos cadáveres para obter energia, e por isso são chamados decompositores.

Fonte: br.geocities.com

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Em todos os ecossistemas, cada espécie é essencial para a montagem da cadeia alimentar. No manguezal isso é evidente. Nele o sedimento é fino, quase sempre lodoso, trazido pelos rios e pelo mar. As folhas, frutos, flores e galhos que caem das árvores do manguezal servem de alimento para alguns animais que vivem nesse ambiente. As sobras são trabalhadas por organismos como o teredo, que é uma espécie de molusco que perfura galhos e troncos de árvores caídas, e por alguns insetos e caranguejos.

A decomposição desse material particulado é feita por bactérias e fungos e resulta em nutrientes para as algas que se desenvolvem na coluna de água do estuário.

"No rio Tapera (Cananéia, SP), podemos observar o acúmulo de galhos de mangue branco e folhas de mangue vermelho. Esse material particulado, na verdade, veio do manguezal. Além desse material, podemos observar também um material mais dissolvido, que contém um grande número de bactérias. Isso enriquece o material e fornece os nutrientes para a base da cadeia alimentar, que são as algas no caso desse estuário."

As algas e outros materiais orgânicos assimiláveis formam o principal alimento das larvas e jovens peixes, camarões, caranguejos, siris, ostras e mariscos (ou sururus) que povoam o ecossistema. Um grande número de espécies marinhas freqüenta os estuários margeados por manguezais em busca de alimentos, proteção e ambiente propício para a reprodução.

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Baiacu: busca de alimento no estuário

"O mangue é muito importante para criar os caranguejos. Tinha uma época em que o caranguejo vivia com liberdade, andava à vontade. Então, você ia lá, pegava, escolhia os bons, os melhores. E trazia os caranguejos para a alimentação da sua família, das visitas. Hoje é só comércio. Os caranguejos estão acabando. Porque tem uma certa turma, eles vão no mangue, pegam o caranguejo, tiram as patas, aproveitam e soltam o coitado sem nada. Morre tudo. É um crime, deviam pôr esses caras na cadeia. Isso é um crime mesmo."

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Cananéia (SP): arte em vermelho

ilustra a carga de nutrientes do estuário As marés revolvem o fundo lodoso dos estuários e transportam para o mar nutrientes e matéria orgânica assimilável. Normalmente, a água do mar é mais fria do que a água doce do estuário. Por isso ela é mais "pesada" e entra nos estuários por baixo da água dos rios, revolvendo o lodo. É nas marés vazantes que o mar recebe uma carga significativa de nutrientes e matéria orgânica.

Outro fator que influencia o aporte desse material para o mar é a chuva. Altos índices pluviométricos significam, além de um aumento de água doce no estuário, um aumento considerável na remoção de matéria orgânica do manguezal e de todo o estuário. Quando a chuva é expressiva, o manguezal mostra uma de suas importantes contribuições para o equilíbrio na relação mar-continente.

Os estuários que têm seus bosques de mangue preservados apresentam uma capacidade muito maior de acomodação das águas e principalmente de retenção dos sedimentos terrígenos.

Já os estuários que tiveram seus manguezais ocupados pela urbanização sofrem muito mais com a erosão: a zona costeira do mar recebe o excesso do despejo, com suas nefastas conseqüências para o equilíbrio da vida marinha. Grande parte das espécies de peixes, crustáceos e moluscos, além de usar o abrigo do manguezal para seu desenvolvimento na fase jovem, se alimenta, nas regiões costeiras, dos nutrientes provenientes dos manguezais. Esse fenômeno se repete em todos os estuários, ao longo dos mais de 20.000 km² de manguezais do litoral do Brasil. Apesar da ocupação desordenada, o Brasil ainda tem muitas reservas desse ecossistema produtivo.

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Neste mapa e na ilustração abaixo…

… o traçado vermelho indica a ocorrência de manguezais No restante da América do Sul, os manguezais ocorrem quase exclusivamente nas zonas equatoriais. As correntes frias do Oceano Pacífico e a proximidade do maciço andino, aliadas s baixas temperaturas, dificultam o desenvolvimento das espécies características do manguezal. O manguezal é um fenômeno planetário típico das zonas tropicais. São mais de 160.000 km² no mundo inteiro, distribuídos entre o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio.

A história dos bosques de mangue vem de longe. As teorias supõem um centro de origem dos manguezais na região indo-malaia, há cerca de 70 milhões de anos. As espécies teriam se dispersado seguindo uma tendência de migração do leste para o oeste.

O sistema reprodutivo das espécies de manguezal é bastante característico. As espécies típicas de mangue produzem embriões que só se desligam da planta-mãe quando já se tornaram pequenos indivíduos completos, os propágulos. A nova planta pode começar o seu desenvolvimento imediatamente ao cair e se fixar na lama, ou pode permanecer flutuando até encontrar local próprio para o seu crescimento.

"Na praia do Marujá (ilha do Cardoso, em Cananéia, SP), localizada numa região estuarina, é comum encontrarmos propágulos e plântulas de mangue siriúba, normalmente transportados pela maré. Mas ambientes como a praia não são muito propícios para que as plântulas se desenvolvam. Muito resistentes, algumas vezes elas são transportadas durante meses, até que encontram um bom ambiente para o seu desenvolvimento."

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Praia do Marujá: ambiente pouco propício ao desenvolvimento de plântulas

Talvez tenha sido graças a essa resistência e capacidade de flutuação que alguns propágulos e plântulas de mangue branco navegaram mais de 300 quilômetros até o arquipélago de Fernando de Noronha.

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Manguezal em Noronha (PE): protegido

Este é um raro exemplar de manguezal oceânico (foto), que se desenvolveu sustentado pela água da chuva armazenada em depressões da baía do Sueste. As marés altas fazem o resto, propiciando a variação de salinidade necessária e estabelecendo a ligação temporária desse pequeno manguezal com o mar. A baía do Sueste tem a proteção de um banco de corais contra a forte ação das ondas, propiciando abrigo para os pequenos peixes e para as tartarugas.

A equipe do projeto Tamar acompanha as tartarugas, que freqüentam a baía em períodos de desenvolvimento, como abrigo e como ponto de descanso em suas jornadas migratórias.

Em Noronha, o manguezal não está completamente protegido. O turismo crescente na ilha aumentou a necessidade de água para o consumo, ameaçando bloquear o sistema natural de captação de água das chuvas e pondo em risco a sobrevivência deste ecossistema.

Fonte: www.tvcultura.com.br

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A matéria está constantemente ciclando dentro de um ecossistema, ou dito de outra forma, o que os seres vivos retiram do ambiente, eles devolvem. Tem sido assim desde do início da existência da vida da terra, até os dias de hoje.

Trata-se de um ciclo eterno. Além da matéria, a energia também passa por todos os componentes de um ecossistema, só que, no entanto, enquanto a matéria circula, a energia flui, o que significa que a energia não retorna ao ecossistema como a matéria como iremos ver na próxima seção.

Como podemos notar, os ecossistemas possuem uma constante passagem de matéria e energia de um nível para outro até chegar nos decompositores, os quais reciclam parte da matéria total utilizada neste fluxo. A este percurso de matéria e energia que se inicia sempre por um produtor e termina em um decompositor, chamamos de cadeia alimentar.

Obrigatoriamente, para existir uma cadeia alimentar devem estar presentes os produtores e os decompositores. Entretanto não é isso o que acontece na realidade, pois outros componentes estão presentes. Desta forma a melhor maneira de se estudar uma cadeia alimentar, é através do conhecimento dos seus componentes, ou seja, toda a parte viva (fatores bióticos) que a compõe.

Os componentes de todas as cadeias de uma forma geral podem ser enquadrados dentro das seguintes categorias:

Produtores

São todos os seres que fabricam o seu próprio alimento, através da fotossíntese, sendo neste caso as plantas, sejam elas terrestres ou aquáticas;

Animais

Os animais obtem sua energia e alimentos comendo plantas ou outros animais, pois não realizam fotossíntese, sendo, portanto incapazes de fabricarem seu próprio alimento.

Decompositores

Apesar da sua importância, os decompositores nem sempre são muito fáceis de serem observados em um ecossistema, pois sendo a maioria formada por seres microscópicos, a constatação da supresença não é uma tarefa tão fácil.

A cada grupo de organismos com necessidades alimentares semelhantes quanto fonte principal de alimento, chamamos de nível trófico. Em cada nível, temos um grupo de organismo com as mesmas características alimentares; isto que dizer que consumidores primários somente alimentam-se de itens de origem vegetal; consumidores secundários, por sua vez, são carnívoros assim como os terciários. Cabe ressaltarmos, no entanto, que tanto os consumidores secundários quanto os terciários podem ocasionalmente, ou complementarmente, alimentar-se de vegetais, não sendo porém este, o seu principal item alimentar.

Em um ecossistema aquático, como uma lagoa por exemplo, poderíamos estabelecer a seguinte seqüência:

Ecossistema aquático:

PRODUTORES

Composto pelas plantas da margem e do fundo da lagoa e por algas microscópicas, as quais são as maiores responsáveis pela oxigenação do ambiente aquático e terrestre; à esta categoria formada pelas algas microscópicas chamamos fitoplâncton.

CONSUMIDORES PRIMÁRIOS

Composto por pequenos animais flutuantes (chamados Zooplâncton), caramujos e peixes herbívoros, todos se alimentado diretamente dos vegetais.

CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS

São aqueles que alimentam-se do nível anterior, ou seja, peixes carnívoros, insetos, cágados, etc.,

CONSUMIDORES TERCIÁRIOS

As aves aquáticas são o principal componente desta categoria, alimentando-se dos consumidores secundários.

DECOMPOSITORES

Esta categoria não pertence nem a fauna e nem a flora, alimentando-se no entanto dos restos destes, e sendo composta por fungos e bactérias. Já em um ecossistema terrestre, teríamos.

Ecossistema terrestre:

PRDUTORES

Formado por todos os componentes fotossintetizantes, os quais produzem seu próprio alimento (autótrofos) tais como gramíneas, ervas rasteiras, liquens, arbustos, trepadeiras e árvores;

CONSUMIDORES PRIMÁRIOS

São todos os herbívoros, que no caso dos ecossistemas terrestres tratam-se de insetos, roedores, aves e ruminantes;

CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS

Alimentam-se diretamente dos consumidores primários (herbívoros). São formados principalmente por carnívoros de pequeno porte;

CONSUMIDORES TERCIÁRIOS

Tratam-se de consumidores de porte maior que alimentam-se dos consumidores secundários;

DECOMPOSITORES

Aqui também como no caso dos ecossistemas aquáticos, esta categoria não pertence nem a fauna e nem a flora e sendo composta por fungos e bactérias.

Para um ambiente aquático, podemos exemplificar com a seguinte cadeia:

algas &nbsp ; caramujos &nbsp ; peixes carnívoros &nbsp ; aves aquáticas &nbsp ; decompositores

Por outro lado, se considerarmos um ecossistema terrestre, poderíamos exemplificar com a seguinte cadeia em um ambiente de floresta:

Folhas de uma árvore &nbsp ; gafanhoto &nbsp ; ave &nbsp ; jaguatirica &nbsp ; decompositores

Podemos notar entretanto, que a cadeia alimentar não mostra o quão complexas são as relações tróficas em um ecossistema. Para isso utiliza-se o conceito de teia alimentar, o qual representa uma verdadeira situação encontrada em um ecossistema, ou seja, várias cadeias interligadas ocorrendo simultaneamente

Os esquemas abaixo exemplificam melhor este conceito de teias alimentares:

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Teia alimentar em ecossistema aquático

Fluxo de energia nos ecossistemas

A luz solar representa a fonte de energia externa sem a qual os ecossistemas não conseguem manter-se. A transformação(conversão) da energia luminosa para energia química, que é a única modalidade de energia utilizável pelas células de todos os componentes de um ecossistema, sejam eles produtores, consumidores ou decompositores, é feita através de um processo denominado fotossíntese. Portanto, a fotossíntese – seja realizada por vegetais ou por microorganismos – é o único processo de entrada de energia em um ecossistema.

Muitas vezes temos a impressão que a Terra recebe uma quantidade diária de luz, maior do que a que realmente precisa. De certa forma isto é verdade, uma vez que por maior que seja a eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem aproveitar apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas de que cerca de 34% da luz solar seja refletida por nuvens e poeiras; 19% seria absorvida por nuvens, ozônio e vapor de água. Do restante, ou seja 47%, que chega a superfície da terra boa parte ainda é refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode ser responsável pela evaporação da água, no aquecimento do solo, condicionando desta forma os processos atmosféricos. A fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da energia total que alcança a superfície total. É importante salientar, que os valores citados acima são valores médios e nãos específicos de alguma localidade.

Assim, as proporções podem – embora não muito – variar de acordo com as diferentes regiões do País ou mesmo do Planeta.

Um aspecto importante para entendermos a transferência de energia dentro de um ecossistema é a compreensão da primeira lei fundamental da termodinâmica que diz: "A energia não pode ser criada nem destruída e sim transformada".

Como exemplo ilustrativo desta condição, pode-se citar a luz solar, a qual como fonte de energia, pode ser transformada em trabalho, calor ou alimento em função da atividade fotossintética; porém de forma alguma pode ser destruída ou criada. Outro aspecto importante é o fato de que a quantidade de energia disponível diminui à medida que é transferida de um nível trófico para outro. Assim, nos exemplos dados anteriormente de cadeias alimentares, o gafanhoto obtém, ao comer as folhas da árvore, energia química; porém, esta energia é muito menor que a energia solar recebida pela planta. Esta perda nas transferências ocorrem sucessivamente até se chegar aos decompositores.

E por que isso ocorre?

A explicação para este decréscimo energético de um nível trófico para outro, é o fato de cada organismo; necessitar grande parte da energia absorvida para a manutenção das suas atividades vitais, tais como divisão celular, movimento, reprodução, etc. O esquema a seguir mostra as proporções em biomassa, de um nível trófico para outro. Podemos notar que a medida que se passa de um nível trófico para o seguinte, diminuem o número de organismos e aumenta-se o tamanho de cada um (biomassa)

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Relação entre número de organismos e tamanho corp reo em cada nível trófico de uma cadeia alimentar

O sol é responsável pela existência da vida na terra porque as suas radiações aquecem o solo, a água e o ar criando condições favoráveis a vida. A luz solar também é captada pelas algas e plantas que a utilizam na fotossíntese, assim abastecendo de energia todos os ecossistemas terrestres.

As plantas e algas convertem a energia luminosa em energia química que fica armazenada nas moléculas orgânicas. Os consumidores primários ao comerem seres fotossintetizantes aproveitam a energia contida nas moléculas orgânicas. Os consumidores secundários que comem os primários recebem das moléculas ingeridas toda a energia, tornando a transferência de energia na cadeia alimentar unidirecional e acíclica.

Parte da energia recebida por cada nível trófico é usada no metabolismo; mas uma grande parte é inaproveitada porque é eliminada na matéria orgânica que forma as fezes ou naquela que não é facilmente digerida, como a celulose. Estudando fluxos de energia é importante perceber que necessariamente toda a energia de todos os seres vivos é primordialmente vinda do sol, sendo este então o grande responsável pela existência de vida na terra.

PIRÂMIDES

Pirâmides são formas de demonstrar através de gráficos a hierarquia de cadeias.

Biomassa: corresponde a matéria orgânica de cada nível trófico (sua pirâmide é igual a de energia já que a energia está na biomassa, assim quanto maior a biomassa, maior a energia).

Energia: corresponde a energia contida na biomassa de cada nível trófico, assim cada parte da pirâmide terá indicada a energia de um nível trófico.

Números: a largura dos níveis representam o número de representantes de cada espécie naquela cadeia alimentar; é a mais variada.

PRODUTIVIDADE

PPL (Produtividade Primária Líquida): é toda a energia que os produtores armazenam a partir da fotossíntese (PPB) menos o que eles gastam na respiração (R), assim a PPL é o que o consumidor primário vai ter disponível do produtor.

PPL = PPB – R

PSL (Produtividade Secundária Líquida): é a energia que o consumidor
primário conseguiu retirar dos produtores (PPL) menos o que ele gastou no metabolismo (M): sendo assim o que estará disponível para os consumidores secundários.

PSL = PPL – M

Fonte: www.maldonado.squarespace.com

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NÍVEIS TRÓFICOS

Cadeia Alimentar, ou cadeia trófica é uma seqüência de seres vivos na qual uns comem aqueles que os antecedem na cadeia, antes de serem comidos por aqueles que os seguem. A cadeia mostra a transferência de matéria e energia através de uma série de organismo.

Níveis Tróficos

Na cadeia alimentar, distinguem-se os seguintes níveis tróficos ou alimentares.

Produtos

São os vegetais autótrofos, clorofilados que, através da fotossíntese, fixam a energia luminosa, utilizam substâncias inorgânicas simples (água e gás carbônico), e edificam substâncias orgânicas complexas (glicose, amido).

No meio terrestre, os principais produtores são os fanerógamos (vegetais com flores), no meio aquático marinho, são principalmente as algas microscópicas, na água doce, são as algas e os fanerógamos.

Consumidores primários ou de primeira ordem

São os organismos que comem os produtores; são heterótrofos e geralmente herbívoros. Os parasitas vegetais também são consumidores primários.

Os principais herbívoros no meio terrestre são; os insetos, os roedores e os ungulados (animais mamíferos com casco, por exemplo, rinoceronte).

Consumidores secundários ou de segunda ordem

Vivem a expensas dos herbívoros, sendo representados por carnívoros. Acham-se nos mais variados grupos.

Consumidores terciários ou de terceira ordem

São os carnívoros maiores que se alimentam de carnívoros menores, como é o caso de um gavião que come uma cobra.

De maneira idêntica poderíamos definir consumidores de quarta ordem, quinta ordem e etc.

Decompositores

Finalizando a cadeia trófica, aparecem os decompositores, biorredutores ou sapróficas, microorganismos representados por bactérias e fungos. Tais organismos atacam os cadáveres e os excrementos, decompondo-os. São muitos importantes, visto que realizam a reciclagem matéria, devolvendo os elementos químicos ao meio ambiente.

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Representação de uma cadeia alimentar

Observação: A reunião de várias cadeias alimentares forma o que se denomina teias alimentares.

Teias alimentares

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Em um ecossistema, as cadeias alimentares interagem formandos redes alimentares. Na teia, representamos o máximo de relações tróficos existentes entre os diversos seres vivos do ecossistema e observamos que um animal, por exemplo, pode pertencer a níveis tróficos deferentes. É o caso dos onívoros, que atacam várias presas.

Como observamos a seguir a rede ou CADEIA ALIMENTAR resulta do entrelaçamento das cadeias alimentares.

Fonte: www.preservacaoambiental.org.br

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NÍVEIS TRÓFICOS

O conjunto de indivíduos que se nutre no mesmo patamar alimentar, ou seja, alimentam-se basicamente dos mesmos nutrientes e estão colocados em um mesmo nível trófico.

Os produtores estão colocados no 1º nível trófico

Os consumidores primários, aqueles que se alimentam dos produtores, são herbívoros e constituem o 2º nível trófico.

Os consumidores secundários compõem o 3º nível trófico, sendo os carnívoros.

Após esses existe o 4º nível trófico e assim por diante.

Os decompositores ocupam sempre o último nível da transferência de energia formando um grupo especial que degrada tanto produtores quanto consumidores.

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Representação gráfica dos níveis tróficos

Fonte: marquiasidrim.vilabol.uol.com.br

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Cadeias e Teias Alimentares

O termo cadeia alimentar refere-se à seqüência em que se alimentam os seres de uma comunidade.

Autotróficos x Heterotróficos

Seres que transformam substâncias minerais ou inorgânicas como água, CO2, Nh2 em moléculas orgânicas são denominados autotróficos e são responsáveis pela produção de toda a matéria orgânica consumida pelos seres heterotróficos.

Produtores x Consumidores

Dentro de uma cadeia alimentar os seres autotróficos são denominados produtores e os seres heterotróficos consumidores. Dentre os heterotróficos podemos ainda distinguir os consumidores primários (herbívoros), secundários, terciários e quaternários (carnívoros), dependendo do nível trófico.

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Fig. 1. Cadeia alimentar marinha

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Fig. 2. Cadeia alimentar terrestre

Teias alimentares

Em uma comunidade, o conjunto de cadeias alimentares interligadas forma uma teia alimentar, que se completa com os decompositores quebrando e oxidando matéria orgânica para obter energia e devolvendo ao ambiente sais minerais que serão reaproveitados pelos vegetais.

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Fig. 3. Teia alimentar

Cadeias alimentares terrestres e aquáticas

Diferenças entre os ambientes terrestres e aquáticos

Condições especiais resultantes das diferentes propriedades físicas e químicas da água com relação ao ar direcionam a adaptação dos organismos marinhos e terrestres.

Uma grande diferença entre os dois ambientes refere-se ‘a grande absorção de luz que ocorre no ambiente aquático. A água absorve a luz nos primeiros 100 metros de profundidade (águas claras) limitando a ocorrência de fotossíntese ‘a essa zona iluminada e fazendo com que vegetais e herbívoros restrinjam-se a esta estreita faixa. Além disso, existe o fato da absorção da luz pela água ocorrer de forma diferencial, dependendo do comprimento de onda, ao contrário do ambiente terrestre, onde todo o espectro solar chega a todos os lugares.

No ambiente aquático os organismos não sofrem dessecação, não havendo a necessidade de peles impermeáveis (animais) ou raízes para obtenção de água(vegetais).

Quanto ‘as diferenças químicas, a menor concentração de oxigênio no ambiente aquático torna-se fator limitante para as comunidades.

Devido ‘ a estabilidade do ambiente marinho, alterações na temperatura, gases dissolvidos, pressão, etc, são mais críticos para as comunidades que no ambiente terrestre.

Os organismos aquáticos habitam um meio denso e tridimensional. Devido ‘a densidade da água, encontramos diferentes estruturas entre os organismos que habitam esse meio, sendo que alguns grupos tendem a flutuar e outros, mesmo que ligados ao substrato, não necessitam de estruturas fortes para os sustentarem (madeira), o meio os sustenta.

Essas diferenças no material estrutural e estoque de energia implicam em diferenças nos compostos bioquímicos dominantes nos organismos em ambos os ambientes. Seres aquáticos tendem a ter as proteínas como material orgânico dominante enquanto que no ambiente terrestre o principal material passa a ser o carboidrato. Como conseqüência dessas diferenças temos crescimento mais rápido, com pouco estoque energético e vida mais curta dos animais aquáticos em relação ao terrestres.

A formação das cadeias alimentares nesses dois ambientes também são muito diferentes. No ambiente terrestre temos predominantemente grandes produtores com herbívoros também de grande porte, como os ruminantes por exemplo. No ambiente aquático a fotossíntese é realizada em sua maior parte por seres microscópicos levando ‘a ocorrência de herbívoros também muito pequenos .

Devido ‘a essas diferenças morfológicas e estruturais temos mecanismos de alimentação, entre eles a filtração, dominantes no ambiente aquático e praticamente inexistente no ambiente terrestre. No processo de filtração, animais e vegetais (plâncton) extremamente pequenos e que flutuam ‘a deriva nas correntes de água são capturados por estruturas especiais que funcionam como redes e estão presentes em animais maiores.

Todos as características físicas, químicas e biológicas descritas acima refletem na complexidade das cadeias alimentares. A maior variedade de vegetais e animais que habitam os mares e rios é reflexo do maior número de ambientes neles existentes, uma vez que as características biológicas de um organismo são reflexo das condições do ambiente no qual ele vive.

Cadeia trófica terrestre:  

Gramínea Gado Homem Cadeia trófica aquática: Fitoplâncton Zooplâncton Peixe pequeno Peixe médio Homem

Desequilíbrio nas cadeias alimentares

Fatores naturais como tempestades e temperaturas extremas, entre outras, podem causar desaparecimento de determinadas populações e, tendo em vista a complexa ligação existente entre os seres vivos, tal fato pode levar a um desequilíbrio nas cadeias alimentares.

Além dos fatores naturais, as atividades humanas após a descoberta do fogo, o desenvolvimento da agricultura e principalmente a industrialização, tem gerado grandes alterações em praticamente todos os ecossistemas terrestres e aquáticos.

O modelo de desenvolvimento adotado pelo homem tem se mostrado altamente impactante e insustentável, e entre as mais graves ações humanas contra o meio ambiente podemos destacar: desmatamento excessivo, pesca e caça predatória, introdução de compostos tóxicos no ar, na água e no solo, utilização de compostos radioativos, grande produção de resíduos sólidos, etc.

Muitos destes compostos tóxicos tendem a ser absorvidos por organismos e passam a acumular-se tanto no próprio organismo (bioacumulação) como também na cadeia alimentar (biomagnificação), sendo que o próprio homem ocupa uma posição de predador de topo de cadeia e, portanto, é altamente prejudicado por esses compostos.

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Fig. 4. Aumento da concentração de compostos químicos na cadeia alimentar – biomagnificação

Muitos caso de doenças graves em seres humanos têm sido relacionados ao consumos de alimentos contaminados por compostos tóxicos, sendo que o caso de Minamata no Japão em 1950, quando uma grande quantidades de mercúrio foi introduzida no mar e absorvida por animais marinhos que eram consumidos em grande escala pela população local. Na ocasião foram relatados sérios problemas no fígado, rins, sistema nervoso, além da ocorrência de mortes naquela população.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMABIS, J.M. & MARTHO, G.R. Conceitos de biologia. São Paulo. Ed. Moderna. 2001. 277p. LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia hoje. São Paulo. Ed. Ática. 2003. 424p. SCHMIEGELOW, J.M.M. O planeta azul: uma introdução ‘as ciências marinhas. Rio de Janeiro. Ed. Interciência. 2004. 202p.

Fonte: sites.unisanta.br

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Cadeia Alimentar é uma seqüência de seres vivos na qual uns comem aqueles que os antecedem na cadeia, antes de serem comidos por aqueles que os seguem.

A cadeia mostra a transferência de matéria e energia por meio de uma série de organismos.

Níveis Tróficos

Produtores

São os vegetais autotrófos ou clorofilados que por meio da fotossíntese, fixam a energia luminosa, utilizam substâncias inorgânicas simples (água e gás carbônico) e edificam substâncias orgânicas complexas (glicose, amido);

Consumidores Primários ou de Primeira Ordem

São os organismos que comem os produtores, são heterótrofos e geralmente herbívoros;

Consumidores Secundários ou de Segunda Ordem

Vivem às expenas dos herbívoros, sendo representados por carnívoros;

Consumidores Terciários ou de Terceira Ordem

São os carnívoros maiores que se alimentam de carnívoros menores (e assim por diante);

Decompositores

Finalizando a cadeia trófica, aparecem os decompositores ou biorredutores ou saprófitas, microorganismos representados por bactérias e fungos. Tais organismos atacam os cadáveres e os excrementos, decompondo-os. São muito importantes, tendo-se em vista que realizam a reciclagem da matéria, devolvendo os elementos químicos ao ambiente.

Tipos de Cadeias Alimentares

Cadeias de predadores

Cadeias de parasitas

Cadeias de detritívoros

Teias Alimentares

Em um ecossistema, as cadeias alimentares interagem formando redes alimentares.

Fluxo de Energia

Todo ser vivo necessita de energia, que é utilizada para:

a) construção do organismo;

b) realização de suas atividades (movimentos, manutenção de temperatura, reações químicas etc.).

No fluxo são identificados vários tipos de produtividade

Produtividade primária bruta (ppb); produtividade primária líquida (ppl); produtividade secundária bruta (psb); produtividade secundária (psl), produtividade terciária bruta (ptb) e produtividade terciária líquida (ptl).

Pirâmides Ecológicas

Representações gráficas das cadeias alimentares.

Existem três tipos de pirâmides: pirâmide de números, pirâmide de biomassa e pirâmide de energia.

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com.br

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A biosfera, parte do planeta onde vivem os seres vivos, é formado por ecossistemas. O ecossistema é constituído por comunidade (parte biótica) e os fatores físicos e químicos do meio ambiente.

Entre os seres vivos de um ecossistema, há um interrelacionamento dinâmico e equilibrado, que permite a troca de matéria e de energia.

Cada espécie apresenta o seu habitat (endereço) e o seu nicho ecológico – conjunto de atividades ou sua função no ecossistema. No fundo de uma lagoa, plantas, moluscos, peixes ocupam o mesmo habitat e nichos ecológicos diferentes.

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Observe o leão realizando a sua refeição:

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Nos ecossistemas, os seres vivos ocupam níveis tróficos (ou alimentares), que são divididos em:

Produtores: autótrofos – produzem o seu próprio alimento – Ex: vegetais, algas.

Consumidores: seres heterótrofos – não fabricam o seu próprio alimento, obtendo-o através da predação ou parasitismo.

Decompositores: seres heterótrofos que utilizam a matéria orgânica morta como fonte de alimento.

A seqüência de seres vivos em que uns servem de alimento para os outros é denominada cadeia alimentar.

Exemplo de cadeia alimentar:

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Teia alimentar: interação de várias cadeias alimentares:

Cadeia Alimentar

Produtores Vegetais
Consumidores Primários herbívoros Consumidores Secundários carnívoros Terciários carnívoros
Decompositores Bactérias e fungos

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Uma das relações mais complexas e necessárias à vida no Planeta é a alimentação. Plantas e animais precisam obter energia para a manutenção da vida. Os vegetais "fabricam" sua energia, ou seja, sintetizam seu próprio alimento (são autótrofos). Já os animais não conseguem seguir esse processo, tendo que obter essa energia de fontes externas, ou seja, comendo vegetais e outros animais. Essa busca pela sobrevivência origina a cadeia alimentar. A reunião de várias cadeias forma uma teia alimentar.

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O planeta é grandioso e com um número quase infinito de vidas. Para habitarem o mesmo lugar (o mesmo Planeta), é necessário que, de alguma forma, haja uma interação entre essas vidas. Essas interações podem ser benéficas ou "maléficas". Colocamos "maléficas" (entre aspas) pois, ainda que julguemos de alguma forma cruel, é necessário obter uma fonte de energia.

Muitas vezes classificamos um animal como "assassino" (a baleia orca, por exemplo), sem no entanto pararmos para pensar que ela simplesmente está dando continuidade à sua vida. Se, por ela se alimentar de animais, já fosse assassina, como deveríamos nos classificar, já que muitos humanos caçam e matam animais por simples esporte?

Vamos discutir um pouco sobre o processo que monta uma cadeia alimentar, e depois ver como uma reunião de cadeias forma uma teia alimentar.

A evolução do Planeta

O Planeta Terra não surgiu como o conhecemos hoje. Quando da sua formação, não tinha vida, mas apenas um globo em altíssima temperatura, cuja crosta era composta de lava. Era tão intenso o calor que o Planeta irradiava que qualquer associação química entre os átomos era inviável. Conforme o tempo foi passando, diversos fenômenos físicos fizeram com que a temperatura abaixasse, solidificando a crosta.

À medida que o resfriamento prosseguia, as ligações químicas foram se estabelecendo entre os átomos e foi-se formando a camada gasosa de H2 e He, envolvendo o Planeta. Essa seria a nossa atmosfera original.

Muitas mudanças foram ocorrendo ao longo de milhares de anos, até que a atmosfera e a crosta possibilitaram o surgimento e acomodação de grande quantidade de água. Esse fato possibilitou a reunião de átomos de tal maneira que surgiram os primeiros seres orgânicos, denominados coacervados, que eram a reunião das primeiras proteínas simples formadas. Não sabemos até que ponto, porém, seria correto denominá-los seres vivos.

Acredita-se que os coacervados tenham sido os primeiros seres com uma forma "autótrofa" de vida. O acúmulo desses coacervados teria levado a uma falta de alimento, "obrigando" a um passo evolutivo importante, o surgimento de organismos heterótrofos. Com isso o Planeta foi evoluindo, os seres se aperfeiçoando… e chagamos até os dias de hoje.

Ressaltamos que a teoria dita acima (ou melhor, super-resumo da teoria) é uma das que tentam explicar a origem e evolução da Terra. Infelizmente, por muito tempo, ainda ficaremos no "pode ter sido assim", e não no "foi assim"…
Fizemos essa pequenina introdução sobre evolução para motivar o estudo sobre cadeias e teias alimentares. É importante notar que, desde esse estágio super primitivo de vida, algumas relações entre os seres vivos e os não-vivos já começaram a se estabelecer, e entre essas relações está a alimentação.

Consideremos que, a partir do surgimento dos primeiros seres heterótrofos, uma gama de seres autótrofos também foi se desenvolvendo e se aperfeiçoando. Esse fato possibilitou, então, a formação das primeiras cadeias alimentares.

A cadeia alimentar

Já sabemos que há o estabelecimento de uma ordem, uma relação, entre os seres vivos. Temos agora que organizar essa relação, em relação aos hábitos alimentares. Essa organização é o que vamos chamar de cadeia alimentar.

Podemos dar duas definições de cadeia alimentar, uma em relação aos seres vivos e outra em função da energia envolvida no processo.

Podemos dizer então que:

1) cadeia alimentar é uma seqüência de seres vivos, na qual uns comem aqueles que os precedem na cadeia, antes de serem comidos por aqueles que o seguem;

Cadeia Alimentar
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2) cadeia alimentar é o sistema de transferência de energia dos produtores, representados pelos vegetais fotossintetizantes, através de uma série de organismos em estágios de comer e serem comidos.

Essas definições são bem simples, mas válidas para nosso estudo.

O processo se inicia com os seres autótrofos, ou seja, aqueles capazes de produzir seu próprio alimento. São esses seres as algas unicelulares (que constituem o fitoplâncton, a base da cadeia alimentar) e os vegetais mais desenvolvidos. Esses seres são essenciais à vida do Planeta, pois são os únicos que conseguem "originar" energia, ou seja, sintetizar compostos capazes de liberar energia (os açúcares). Esses seres são denominados como produtores, que pertencem ao nível trófico primário.

Em seguida, vem os seres vivos que se alimentam desses produtores, pequenos animais herbívoros, que denominaremos consumidores primários, que pertencem ao nível trófico secundário.

Logo após temos os animais de maior porte, que não mais se alimentam de vegetais (pelo menos como maior base de dieta), mas de animais (e que consumirão os pequenos animais herbívoros): são os consumidores secundários, que pertencem ao nível trófico terciário.

Cadeia Alimentar
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Depois, temos os animais de grande porte, que se alimentam de animais de pequeno e médio porte, que denominaremos consumidores terciários, que pertencem ao nível trófico quaternário.

Mas o que é nível trófico? É o nível de nutrição (trófico é relativo à nutrição).

A cadeia alimentar não termina com o consumidor quaternário. A matéria orgânica morta é alvo dos decompositores (bactérias e fungos), que são os responsáveis por devolver à cadeia essa matéria decomposta em sais minerais e outros produtos, que serão assim reutilizados pelos produtores. Fecha-se, então, o ciclo da cadeia.

Basicamente essa é a seqüência que temos nas cadeias alimentares da Terra. Como incitado acima, alguns animais podem ter alimentação mista, ora constituída por vegetais, hora por animais. Isso possibilita uma diversificação enorme de cadeias.

Temos, porém, que justificar essa cadeia, e a nossa segunda definição de cadeia alimentar será a nossa justificativa. Como os seres heterótrofos não conseguem sintetizar o próprio alimento (obtendo assim a própria energia), esses serem precisam buscar uma fonte externa dessa energia, pois sem ela não há vida. Um ser, então, vai se alimentando do outro, obtendo assim a quota necessária de energia para a manutenção de sua vida. É importante notar, porém, que muito da energia é "perdida" pelo caminho. Isso será alvo de um outro estudo nosso, as pirâmides (de energia, de massa etc.).

Observe as ilustrações de diversas cadeias alimentares.

O que devemos observar?

Há algo importante que deve ser observado com esse nosso pequeno estudo. Notemos que há uma dependência muito grande entre os seres de uma cadeia alimentar. O que ocorreria, então, se modificássemos a cadeia em determinado ponto?

Tomemos uma cadeia simples como exemplo:

Cadeia Alimentar

Analisemos a primeira cadeia: se o número de serpentes tiver uma significativa diminuição, o número de águias também irá diminuir, pois ficará sem alimento; em contrapartida, o número de aves aumentará, pois não terá serpentes suficientes para manter um número equilibrado de aves. Por outro lado, diminuirá drasticamente o número de gafanhotos, pois mais aves estarão se alimentando deles, tendo como última conseqüência um aumento exacerbado da vegetação. Analise você a segunda cadeia e trace as conseqüências obtidas com a diminuição do número de serpentes.

Moral da história: RESPEITE a Natureza: tudo o que ela pede é que a deixemos realizar suas tarefas para que mantenha um equilíbrio saudável para que possamos viver e conviver em harmonia.

A cadeia alimentar não mostra toda a complexidade das "relações alimentares" que existem num ecossistema (ecossistema é a unidade ecológica, o local em que há diversas interações entre seres vivos e não-vivos). Uma maneira mais completa de descrever essa complexidade é mostrada numa teia alimentar, que será estudada no próximo artigo. Depois das teias alimentares, estudaremos o trânsito de matéria e energia, fechando assim nosso estudo sobre alimentação.

Teia Alimentar

Cadeia Alimentar

Como já abordamos o tema cadeia alimentar, podemos fechar esse tópico complementando-o com o conceito de teia alimentar.

Vimos como os animais e plantas podem fazer parte de uma cadeia alimentar. Porém, tais seres vivos não participam necessariamente de apenas uma cadeia, podendo pertencer, simultaneamente, a mais de uma. Aliás, essa é a situação mais verificada. Mais ainda, esses animais pertencem a cadeias alimentares diversas, e se posicionam em diferentes níveis tróficos.

Com esses comentários, podemos definir teia alimentar como uma reunião de cadeias alimentares. Ou, de outro modo, teia alimentar é o fluxo de matéria e energia que passa, num ecossistema, dos produtores aos consumidores por numerosos caminhos opcionais que se cruzam (ou seja, várias cadeias que se interligam).

A teia alimentar representa o máximo de relações entre os componentes de uma comunidade,

Consideremos uma lagoa. Podemos observar nela uma cadeia alimentar, que seria:

Plantas aquáticas  caramujos   peixes carnívoros  aves da margem

Essa é uma cadeia simples, que não mostra a realidade dessa lagoa. Poderemos observar que as mesmas plantas que servem de alimento aos caramujos podem nutrir larvas de insetos e peixes herbívoros. Os peixes carnívoros comem não apenas os caramujos, mas também os peixes herbívoros e pequenos crustáceos. Peixes carnívoros, peixes herbívoros e rãs são comidos pelas aves da margem.

Como dissemos acima, alguns seres vivos, dependendo do que ingerem, podem ser considerados consumidores de vários níveis ao mesmo tempo. As aves da margem, por exemplo, ao se alimentarem de peixes herbívoros, são consumidores de segunda ordem; quando se alimentam de rãs, são consideradas consumidores de terceira ordem. Assim, ocupam simultaneamente dois níveis tróficos. Os decompositores (bactérias e fungos) podem ser considerados consumidores de várias ordens, de acordo com a origem do resto que eles degradam.

Vemos pois que a harmonia da vida têm como uma das principais bases as relações alimentares. Quando destruímos ou alteramos um habitat, estamos influenciando diretamente na alimentação dos seres desse local. Com isso, afetamos sua saúde.

Temos, entretanto, o costume de imaginar esses fenômenos ocorrendo em um campo, em uma fazenda, enfim em um local distante de nós. Mas… nós participamos de uma cadeia alimentar?? E os animais que vivem conosco, também participam??

Para participar de uma teia alimentar temos que estar inseridos em um ecossistema. No próximo texto, estaremos abordando um pouco sobre os tipo de ecossistema, como eles interagem entre si e como sua manipulação pode beneficiar ou prejudicar a vida dos animais e, também, a nossa.

Cadeia Alimentar

Cadeia Alimentar

Essas fotos mostram uma porção da mata Atlântica intacta e uma porção que foi devastada. Essa porção que foi devastada teve alterações de vários tipos, e certamente entre essas alterações temos as das cadeias e teias alimentares dessa região. Dependendo da extensão do "estrago" causado (seja por queimada, por desmatamento ou outras causas quaisquer), a alteração na teia alimentar é tão profunda que as regiões adjacentes, que não foram afetadas, começam a ser prejudicadas.

Devemos então perceber que uma alteração, por mais insignificante que pareça, pode prejudicar os seres vivos pertencentes ao ecossistema abalado e mesmo de ecossistemas próximos, mesmo que diferentes. Podemos conduzir esse raciocínio pois, abstraindo um pouco, o Planeta é regido por uma grandiosa teia alimentar, reunião de todas as teias existentes.

O grande "mal" é que as coisas acontecem num tempo relativamente longo para nós.

Alguns prejuízos só são sentidos ao longo de algumas centenas de anos, ao passo que vivemos apenas décadas.

Mas lançamos aqui uma questão: suponhamos que o planeta tenha 6 bilhões de anos. Analisemos sua vida até 600 anos atrás. Teremos uma visão. Agora, analisemos a vida do Planeta de 600 anos atrás até hoje… cabe aqui uma análise de amplo espectro, exercício que deixamos a você leitor.

Fonte: no.comunidades.net

Cadeia Alimentar

Cadeia alimentar é a seqüência linear de alimentação desde os produtores até os diversos tipos de consumidores.

É pela cadeia que a energia e a matéria passam aos diferentes seres vivos.

Porém as relações alimentares de um ecossistema não são simples cadeias alimentares.

Em geral cada nível trófico é representado por diversas espécies, podendo cada qual alimentar-se de organismos pertencentes a dois ou mais níveis tróficos, estabelecendo-se assim teias alimentares.

Teia alimentar é, portanto, o conjunto das relações alimentares entre populações de um ecossistema. Sua representação demonstra a complexidade das transferências de matéria e energia.

Cadeia Alimentar
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Exemplo de uma Teia Alimentar do Pantanal

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Cadeia Alimentar

 

O termo cadeia alimentar refere-se à seqüência em que se alimentam os seres de uma comunidade.

Autotróficos x Heterotróficos

Seres que transformam substâncias minerais ou inorgânicas como água, CO2, NH4 em moléculas orgânicas são denominados autotróficos e são responsáveis pela produção de toda a matéria orgânica consumida pelos seres heterotróficos.

Produtores x Consumidores

Dentro de uma cadeia alimentar os seres autotróficos são denominados produtores e os seres heterotróficos consumidores.

Dentre os heterotróficos podemos ainda distinguir os consumidores primários (herbívoros), secundários, terciários e quaternários (carnívoros), dependendo do nível trófico.

Cadeia Alimentar
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Cadeia alimentar marinha

Cadeia Alimentar
Cadeia alimentar terrestre

Teias alimentares

Em uma comunidade, o conjunto de cadeias alimentares interligadas forma uma teia alimentar, que se completa com os decompositores quebrando e oxidando matéria orgânica para obter energia e devolvendo ao ambiente sais minerais que serão reaproveitados pelos vegetais.

Cadeia Alimentar
Teia alimentar

Cadeias alimentares terrestres e aquáticas

Diferenças entre os ambientes terrestres e aquáticos

Condições especiais resultantes das diferentes propriedades físicas e químicas da água com relação ao ar direcionam a adaptação dos organismos marinhos e terrestres.

Uma grande diferença entre os dois ambientes refere-se ‘a grande absorção de luz que ocorre no ambiente aquático. A água absorve a luz nos primeiros 100 metros de profundidade (águas claras) limitando a ocorrência de fotossíntese essa zona iluminada e fazendo com que vegetais e herbívoros restrinjam-se a esta estreita faixa. Além disso, existe o fato da absorção da luz pela água ocorrer de forma diferencial, dependendo do comprimento de onda, ao contrário do ambiente terrestre, onde todo o espectro solar chega a todos os lugares.

No ambiente aquático os organismos não sofrem dessecação, não havendo a necessidade de peles impermeáveis (animais) ou raízes para obtenção de água(vegetais).

Quanto ‘as diferenças químicas, a menor concentração de oxigênio no ambiente aquático torna-se fator limitante para as comunidades.

Devido ‘ a estabilidade do ambiente marinho, alterações na temperatura, gases dissolvidos, pressão, etc, são mais críticos para as comunidades que no ambiente terrestre.

Os organismos aquáticos habitam um meio denso e tridimensional. Devido ‘a densidade da água, encontramos diferentes estruturas entre os organismos que habitam esse meio, sendo que alguns grupos tendem a flutuar e outros, mesmo que ligados ao substrato, não necessitam de estruturas fortes para os sustentarem (madeira), o meio os sustenta.

Essas diferenças no material estrutural e estoque de energia implicam em diferenças nos compostos bioquímicos dominantes nos organismos em ambos os ambientes.

Seres aquáticos tendem a ter as proteínas como material orgânico dominante enquanto que no ambiente terrestre o principal material passa a ser o carboidrato.

Como conseqüência dessas diferenças temos crescimento mais rápido, com pouco estoque energético e vida mais curta dos animais aquáticos em relação ao terrestres.

A formação das cadeias alimentares nesses dois ambientes também são muito diferentes.

No ambiente terrestre temos predominantemente grandes produtores com herbívoros também de grande porte, como os ruminantes por exemplo.

No ambiente aquático a fotossíntese é realizada em sua maior parte por seres microscópicos levando ‘a ocorrência de herbívoros também muito pequenos .

Devido ‘a essas diferenças morfológicas e estruturais temos mecanismos de alimentação, entre eles a filtração, dominantes no ambiente aquático e praticamente inexistente no ambiente terrestre. No processo de filtração, animais e vegetais (plâncton) extremamente pequenos e que flutuam ‘a deriva nas correntes de água são capturados por estruturas especiais que funcionam como redes e estão presentes em animais maiores.

Todos as características físicas, químicas e biológicas descritas acima refletem na complexidade das cadeias alimentares.

A maior variedade de vegetais e animais que habitam os mares e rios é reflexo do maior número deambientes neles existentes, uma vez que as características biológicas de um organismo são reflexo das condições do ambiente no qual ele vive.

Cadeia trófica terrestre

Cadeia Alimentar

Cadeia trófica aquática

Cadeia Alimentar

Desequilíbrio nas cadeias alimentares

Fatores naturais como tempestades e temperaturas extremas, entre outras, podem causar desaparecimento de determinadas populações e, tendo em vista a complexa ligação existente entre os seres vivos, tal fato pode levar a um desequilíbrio nas cadeias alimentares.

Além dos fatores naturais, as atividades humanas após a descoberta do fogo, o desenvolvimento da agricultura e principalmente a industrialização, tem geradograndes alterações em praticamente todos os ecossistemas terrestres e aquáticos.

O modelo de desenvolvimento adotado pelo homem tem se mostrado altamente impactante e insustentável, e entre as mais graves ações humanas contra o meio ambiente podemos destacar: desmatamento excessivo, pesca e caça predatória, introdução de compostos tóxicos no ar, na água e no solo, utilização de compostos radioativos, grande produção de resíduos sólidos, etc. Muitos destes compostos tóxicos tendem a ser absorvidos por organismos e passam a acumular-se tanto no próprio organismo (bioacumulação) como também na cadeia alimentar (biomagnificação), sendo que o próprio homem ocupa uma posição de predador de topo de cadeia e, portanto, é altamente prejudicado por esses compostos.

Cadeia Alimentar
Aumento da concentração de compostos químicos na cadeia alimentar – biomagnificação

Muitos caso de doenças graves em seres humanos têm sido relacionados ao consumos de alimentos contaminados por compostos tóxicos, sendo que o caso de Minamata no Japão em 1950, quando uma grande quantidades de mercúrio foi introduzida no mar e absorvida por animais marinhos que eram consumidos em grande escala pela população local. Na ocasião foram relatados sérios problemas no fígado, rins, sistema nervoso, além da ocorrência de mortes naquela população.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMABIS, J.M. & MARTHO, G.R. Conceitos de biologia. São Paulo. Ed. Moderna. 2001. 277p.
LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia hoje. São Paulo. Ed. Ática. 2003. 424p.
SCHMIEGELOW, J.M.M. O planeta azul: uma introdução ‘as ciências marinhas. Rio de Janeiro. Ed. Interciência. 2004. 202p.

Fonte: sites.unisanta.br

Cadeia Alimentar

Todos sabem que obtemos energia por meio do consumo de alimentos. A U L A Além de energia, os alimentos fornecem as substâncias necessárias para o crescimento e o desenvolvimento dos organismos.

Todos os animais, desde os microscópicos aos muito grandes, precisam consumir alimentos para obter energia e as substâncias nutritivas necessárias à vida.

Os vegetais e as algas produzem o alimento de que necessitam e que fica armazenado em seus corpos. Vegetais e algas podem captar a energia luminosa e utilizá-la em reações químicas das quais resultam substâncias que servem de alimento. A energia luminosa é assim transformada em energia das substâncias, ou mais simplesmente, em energia química.

Os vegetais e as algas são, portanto, os seres produtores do ambiente.

Os outros seres vivos são consumidores, pois não transformam a energia do Sol em alimento.

Vamos pensar no seguinte caso: um boi não consegue captar energia diretamente do Sol, mas o capim consegue. Nós não conseguimos energia diretamente do capim, mas o boi consegue.

Quando vemos uma planta, podemos ter a impressão de que ela não necessita de energia, pois se move apenas com o vento. Mas, observando uma planta crescer durante vários dias, vamos encontrar folhas e ramos novos.

Mesmo nas plantas que já não crescem mais, encontraremos flores desabrochando e frutos se desenvolvendo e amadurecendo.

Para fazer tudo isso, as plantas necessitam permanentemente da energia que produzem pela fotossíntese e de alguns materiais do solo.

Portanto, no caso em questão, parte da energia solar captada no processo de fotossíntese é consumida pelo próprio capim e não passa para o boi ou para qualquer animal herbívoro.

Animais herbívoros são consumidores que se alimentam exclusivamente de vegetais ou algas.

Os animais herbívoros também gastam muita energia.

Em que atividades esses animais podem gastar energia?

O bife que comemos contém só uma pequena parte da energia que o capim adquiriu do Sol. Em que nós gastamos a energia do bife?

Percebemos que a energia que passa de um ser vivo para outro vai sendo transformada e utilizada por cada um deles. A cada passagem, portanto, a energia disponível no alimento diminui.

Podemos desenhar um esquema em que a energia captada pelas plantas vai sendo perdida ao passar de um organismo a outro.

Da mesma forma, podemos entender como a energia passa das plantas aquáticas de lagoas do Pantanal para os caramujos e, destes, para os gaviõescaramujeiros, com as seguintes representações:

Cadeia Alimentar

Cadeia Alimentar

Esquemas desse tipo são chamados pirâmides de energia de um ambiente. A pirâmide leva em conta a quantidade total de alimento em um ambiente e não depende do tamanho dos organismos – organismos pequenos podem assimilar e passar até mais energia do que os grandes, uma vez que os grandes precisam consumir boa parte da energia em sua própria manutenção.

À medida que a energia é transferida como alimento de um ser vivo para outro, ela vai sendo reduzida de tal maneira, que os organismos transmitem sempre menos energia do que recebem.

A primeira transferência de energia ocorre quando os herbívoros comem os vegetais ou algas. Quando os carnívoros comem os herbívoros acontece a segunda transferência de energia. Alguns carnívoros também podem servir de alimento para outros carnívoros.

Por fim, os seres que não serviram de alimento para nenhum outro, ao morrer, serão decompostos por bactérias e fungos decompositores. Isso marca o fim da série de transferências de energia em cadeia que começou com os vegetais e algas. A energia, portanto, não pode ser reaproveitada por nenhum ser vivo.

Assim, é necessário que a energia do Sol sempre seja captada pela fotossíntese dos vegetais e algas.

Como a energia não pode ser aproveitada novamente por nenhum ser vivo, ela se transforma em um fluxo de sentido único, sem volta: o fluxo de energia dos ambientes.

Cadeia Alimentar

Herbívoros, carnívoros e decompositores são os seres consumidores de um ambiente: eles só utilizam energia dos alimentos que consomem, uma vez que não realizam fotossíntese.

Consumidores herbívoros como o boi, o preá e o caramujo, que se alimentam diretamente de vegetais, são chamados de consumidores primários. Os que deles se alimentam são chamados consumidores secundários. E assim prossegue a seqüência, com o consumidor terciário etc. Mas é difícil haver seqüências com mais de quatro ou cinco consumidores, pois a energia disponível no alimento diminuiria muito.

Faça uma lista dos casos citados até aqui e classifique os elementos envolvidos como produtores ou consumidores, seguindo o exemplo abaixo.

PRODUTORES

CONSUMIDORES PRIMÁRIOS

CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS

CONSUMIDORES TERCIÁRIOS

capim

boi

homem

Cadeia Alimentar

 

Os seres vivos (flora e fauna) que compõe um ecossistema são denominados biotas. Boa parte das relações que se estabelecem entre eles é de natureza alimentar.

A cadeia alimentar constitui uma contínua transferência de energia entre os seres de um ecossistema em função de uns consumirem a matéria de outros com a finalidade alimentar, num constante reprocessamento molecular.

Cada etapa de uma cadeia alimentar é chamada de nível trófico.

Podemos identificar três níveis tróficos distintos:

A) Produtores

Os produtores correspondem ao primeiro nível trófico em qualquer cadeia alimentar. Eles são representados pelos seres autotróficos, na sua grande maioria clorofilados, tem possuem capacidade de produzir em primeira mão, na natureza, a matéria orgânica, a partir de compostos minerais ou inorgânicos, como água, gás carbônico e sais minerais. O vasto contingente de compostos surgidos pela atuação desses seres, representada inicialmente pelos carboidratos ou glicídios, que acumulam nas ligações químicas de suas cadeias de carbono, a energia retirada da luz do sol.

Dizemos assim que os produtores são os introdutores de energia na cadeia alimentar, energia esta que será repassada de organismos a organismo ao longo desta. Os produtores não incluem apenas organismos fotossintetizantes (apesar destes comporem a maior fatia deste nível trófico) como as plantas, algas e algumas bactérias. Dentro do grupo dos produtores também se incluem organismo quimiossintetizantes (organismos que utilizam a energia da oxidação de compostos inorgânicos para produzir matéria orgânica), como alguns tipos de bactéria que vivem no solo.

B) Consumidores

Os organismos heterotróficos (incapazes de produzir seu próprio alimento), são chamados de consumidores uma vez que dependem da matéria orgânica fabricada pelos produtores.

De acordo com sua posição na cadeia alimentar, os consumidores são classificados em: consumidores primários, secundários, terciário, etc. Os consumidores primários são representados dos herbívoros que se alimentam diretamente do produtores. Herbívoros por sua vez servem de alimento para os consumidores secundários (carnívoros). Esses carnívoros por sua vez servirão de alimento para outros (consumidores terciários). e assim por diante. Veremos que cadeias não podem possuir muitos níveis tróficos, pois a quantidade de energia e matéria se dissipa ao longo dela.

C) Decompositores

Uma parte da matéria orgânica presente nos alimentos, é oxidada no processo de respiração celular, objetivando gerar energia para atender as demandas do metabolismo e manter a homeostase corporal. Durante esse processo além da liberação de energia, parte da matéria orgânica é devolvida ao meio na forma de gás carbônico. A outra parte é fixada, durante o processo de formação de corpo do organismo (crescimento e regeneração).

Essa parte é devolvida ao ambiente depois da morte de sua morte, graças ao processo de oxidação realizado pelos decompositores ou sapróbios. Eles são representados por bactérias e fungos que vivem no solo e na água. Através da decomposição (oxidação) da matéria orgânica presente em cadáveres e excretas (amônia, uréia, ácido úrico) esses organismos conseguem energia para o funcionamento de suas atividades vitais.

As substâncias minerais produzidas durante o processo de decomposição são devolvidas aos produtores para a realização da fotossíntese. Assim o papel fundamental dos decompositores se encontra na reciclagem de matéria orgânica, fornecendo matéria inorgânica para fotossíntese. Se os produtores são vistos como introdutores de energia na cadeia, podemos considerar os decompositores como reintrodutores de matéria na cadeia.

Teias alimentares

Alguns animais em face de sues hábitos alimentares variados, não se enquadram em apenas um nível tráfico. O interrelacionamento dos seres vivos de um ecossistema é muito mais complexo do que uma simples cadeia alimentar pode mostrar. Na verdade, o fluxo de energia pelos seres pode seguir diversos caminhos alternativos através de diferentes cadeias alimentares opcionais que se cruzam.

A teia alimentar não se configura como um fluxo retilíneo e unidirecional, como uma cadeia alimentar. Ela se estabelece de forma multidirecional, permitindo-se estudar a passagem da matéria e da energia pelos ecossistemas.

O fluxo de energia

Da energia luminosa que atinge um ecossistema, apenas 1% é utilizado na realização da fotossíntese. Entretanto esse 1% é suficiente para gerar no planeta de 150 a 200 bilhões de toneladas de matéria orgânica por ano. A energia luminosa que os organismo fotossintetizantes absorvem é transformada em energia química, armazenada nas ligações das moléculas de compostos orgânicos produzidos.

Uma parte desses compostos é consumida nos processos oxidativos da respiração celular, visando obter energia para manutenção dos processos celulares. Durante esse processo a matéria orgânica é eliminada na forma de água e gás carbônico. O restante dessa matéria é incorporada na estruturas celulares das plantas e algas (como a parede celular), formando partes dos corpos desses organismos (caules, folhas e raízes).

É exatamente essa matéria orgânica fixada que servirá de alimento para os consumidores primários (herbívoros). Uma parte dessa matéria orgânica ingerida é consumida na respiração celular. Outra é eliminada no processo de excreção (fezes e urina). O restante é incorporado.

A produtividade e os ecossistemas

A quantidade de matéria orgânica produzida ou transferida em certa área e em determinado intervalo de tempo para um nível trófico é denominada de produtividade.

Podemos dividi-la em:

Produtividade primária: Quantidade de matéria orgânica produzida pelos autotróficos

Produtividade secundária: quantidade de matéria orgânica incorporada pelos consumidores

Podemos subdividir essas categorias em outras duas:

Produtividade bruta: total de matéria orgânica acumulada

Produtividade líquida: Total de matéria orgânica acumulada depois de descontados os gastos com a respiração celular.

Pirâmides ecológicas

Ao utilizarmos cadeias e teias para realizar o estudo das relações alimentares entre os seres vivos estamos buscando um caráter qualitativo.

Entretanto quando desejamos saber como os diversos níveis tróficos são ocupados, devemos nos valer de uma análise quantitativa. Para isso é muito comum o uso de pirâmides ecológicas, que representam os níveis tróficos de um ecossistema através de retângulos sobrepostos, onde os produtores são sempre colocados na base. Como a quantidade tanto de energia quanto de massa tende a diminuir de um nível trófico para o outro, podemos criar um concepção gráfica, onde a base é sempre mais larga que o ápice.

Existem três tipos de pirâmide, cada qual com suas peculiaridades:

Pirâmide de Número

Pirâmide de Biomassa

Pirâmide de Energia.

Fonte: www.vetorvestibular.com.br

Cadeia Alimentar

Conheça os níveis da cadeia alimentar, saiba mais sobre sua importância para o equilíbrio do ecossistema, produtores, consumidores e decompositores, etc.

Cadeia Alimentar

Dentro da cadeia alimentar ocorre a transferência de energia e nutrientes que segue a seguinte ordem: produtores (plantas), consumidores (animais herbívoros e carnívoros) e decompositores (fungos e bactérias).

O que é Cadeia Alimentar?

Uma cadeia alimentar é uma seqüência de seres vivos, uns servindo de alimento a outros, sucessivamente. Resumindo uma seqüência de transferências de matéria e energia de um organismo para outro sob a forma de alimento.

Componentes de uma Cadeia Alimentar

Os diferentes elementos vivos que compõem um ecossistema cumprem papéis específicos dentro da cadeia alimentar.

Uma cadeia alimentar tem elementos básicos como:

Produtores – São sempre seres autótrofos (que produzem seu próprio alimento), produzem alimento que será usado na cadeia e são obrigatoriamente a base de qualquer cadeia alimentar. A energia transformada a partir da luz solar e do gás carbônico (fotossíntese) será repassada a todos os outros componentes restantes da cadeia ecológica. Os principais produtores conhecidos são as plantas e algas microscópicas (fitoplâncton).

Consumidores - São os organismos que necessitam de se alimentar de outros organismos para obter a energia, uma vez que são incapazes de produzir seu próprio alimento. Se alimentam dos seres autótrofos e de outros heterótrofos, podendo ser consumidores primários quando se alimentam de seres autótrofos; consumidores secundários, consumidores terciários e assim por diante quando se alimentam de outros consumidores. Como exemplo, os herbívoros e carnívoros.

É bom lembrar que nem toda a energia obtida através da alimentação será integralmente usada, parte dessa energia não será absorvida e será eliminada com as fezes e outra parte será perdida em forma de calor. Assim, grande parte da energia será dissipada no decorrer de uma cadeia alimentar diminuindo sempre a cada nível. Pode-se então dizer que o fluxo de energia num ecossistema é unidirecional começando sempre com a luz solar incidindo sobre os produtores e diminuindo a cada nível alimentar dos consumidores.

Decompositores - São organismos que atuam na transformação da matéria orgânica em matéria inorgânica, reduzindo compostos complexos em moléculas simples, fazendo com que estes compostos retornem ao solo para serem utilizados novamente por outro produtor, gerando uma nova cadeia alimentar. Os decompositores mais importantes são bactérias e fungos. Por se alimentarem de matéria em decomposição são considerados saprófitos ou sapróvoros.

O equilíbrio do ecossistema depende da realização de cada uma das etapas da cadeia alimentar. A drástica redução dos animais predadores, por exemplo, pode resultar na proliferação dos animais herbívoros e, com isso, na escassez ou extinção de algumas espécies vegetais.

Importância de se conhecer as Cadeias Alimentares

A observação da cadeia alimentar leva ao entendimento de toda a seqüência de alimentação dos animais que vivem em determinado ecossistema. Pode-se também examinar o conteúdo estomacal de animais e assim perceber essa seqüência. A importância disto está baseada no uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar o ecossistema de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente, ou ainda, provocar sérias reações nos animais e até os seres humanos que ali habitam. Esta prática é denominada controle biológico.

Exemplo de Cadeia Alimentar

Pode-se dar o seguinte exemplo de cadeia alimentar: algumas plantas produzem frutos e sementes que são comidos por certos pássaros; estes são devorados por pequenos animais carnívoros como alguns gatos-do-mato; estes podem, por sua vez, ser comidos por carnívoros maiores, ou podem ser mortos pelo tiro de um caçador; sua carne servirá de alimento aos cães do caçador e sua carcaça, abandonada na mata pelo homem, vai alimentar uma série de insetos e bactérias; os ossos se desagregam com o decorrer do tempo e suas partículas se incorporam ao solo; as raízes de muitas plantas vão aproveitar esses minerais agregados ao solo; tais plantas produzirão novos frutos e sementes que alimentarão outros pássaros. Fechou-se, dessa forma, a cadeia alimentar. Muitas cadeias são mais complexas, apresentando caminhos preferenciais e outros secundários. Os animais em geral preferem certos alimentos mas se estes faltam ou escasseiam, comem outros.

O conjunto de uma série ecossistemas é chamado de teia alimentar, neste caso várias teias se entrelaçam fazendo com que as relações ecológicas sejam múltiplas e o alimento disponível possa ser utilizado por vários indivíduos e realmente compondo um ecossistema.

O que são Pirâmides Alimentares ?

As plantas clorofiladas, podem ser terrestres, marinhas ou de água doce (de rios, lagos, lagoas). Então, estes seres ficam na base da pirâmide alimentar. O degrau seguinte é representado por pequenos animais que se alimentam exclusivamente de plantas (animais herbívoros). Estes herbívoros, por sua vez, vão servir de alimento para pequenos animais que se alimentam de outros (animais carnívoros). Constituem o terceiro degrau. Os degraus seguintes são representados por carnívoros cada vez maiores. Estes degraus são cada vez menores, pois representam o número de indivíduos que nele ocorrem e é evidente que é preciso de um grande número de indivíduos menores para construirmos um menor número de indivíduos maiores.

Ex.: certos peixes pequenos são comidos em grande número por peixes maiores que devem existir em menor número. É por esse motivo que os elos sucessivos de uma cadeia alimentar podem ser representados, por degraus sucessivos, cada vez menores, que assumem, pois, a forma de uma pirâmide. Na terra, no mar ou em água doce, há sempre mais matéria orgânica constituindo organismos vivos, em degraus mais próximos da base da pirâmide. Em certa área geográfica podem ocorrer várias pirâmides ao mesmo tempo.

Algumas pirâmides encontradas no mesmo local podem mostrar uma interpenetração de seus degraus inferiores, porque os seres que constituem esses degraus ocupam a mesma área. Isso levará a pirâmide com uma base comum, mas com dois ou mais ápices independentes.

Cadeia Alimentar

Teia Alimentar

Vimos como os animais e plantas podem fazer parte de uma cadeia alimentar. Porém, tais seres vivos não participam necessariamente de apenas uma cadeia, podendo pertencer, simultaneamente, a mais de uma. Aliás, essa é a situação mais verificada. Mais ainda, esses animais pertencem a cadeias alimentares diversas, e se posicionam em diferentes níveis tróficos.

Com esses comentários, podemos definir teia alimentar como uma reunião de cadeias alimentares.

Ou, de outro modo, teia alimentar é o fluxo de matéria e energia que passa, num ecossistema, dos produtores aos consumidores por numerosos caminhos opcionais que se cruzam (ou seja, várias cadeias que se interligam).

A teia alimentar representa o máximo de relações entre os componentes de uma comunidade,

Consideremos uma lagoa. Podemos observar nela uma cadeia alimentar, que seria:

Plantas aquáticas caramujos peixes carnívoros aves da margem

Essa é uma cadeia simples, que não mostra a realidade dessa lagoa. Poderemos observar que as mesmas plantas que servem de alimento aos caramujos podem nutrir larvas de insetos e peixes herbívoros. Os peixes carnívoros comem não apenas os caramujos, mas também os peixes herbívoros e pequenos crustáceos.

Peixes carnívoros, peixes herbívoros e rãs são comidos pelas aves da margem.

Como dissemos acima, alguns seres vivos, dependendo do que ingerem, podem ser considerados consumidores de vários níveis ao mesmo tempo. As aves da margem, por exemplo, ao se alimentarem de peixes herbívoros, são consumidores de segunda ordem; quando se alimentam de rãs, são consideradas consumidores de terceira ordem. Assim, ocupam simultaneamente dois níveis tróficos. Os decompositores (bactérias e fungos) podem ser considerados consumidores de várias ordens, de acordo com a origem do resto que eles degradam.

Vemos pois que a harmonia da vida têm como uma das principais bases as relações alimentares. Quando destruímos ou alteramos um habitat, estamos influenciando diretamente na alimentação dos seres desse local. Com isso, afetamos sua saúde.

Temos, entretanto, o costume de imaginar esses fenômenos ocorrendo em um campo, em uma fazenda, enfim em um local distante de nós. Mas… nós participamos de uma cadeia alimentar?? E os animais que vivem conosco, também participam??

Para participar de uma teia alimentar temos que estar inseridos em um ecossistema. No próximo texto, estaremos abordando um pouco sobre os tipo de ecossistema, como eles interagem entre si e como sua manipulação pode beneficiar ou prejudicar a vida dos animais e, também, a nossa.

Cadeia Alimentar

Cadeia Alimentar

As fotos acima mostram uma porção da mata Atlântica intacta e uma porção que foi devastada. Essa porção que foi devastada teve alterações de vários tipos, e certamente entre essas alterações temos as das cadeias e teias alimentares dessa região. Dependendo da extensão do "estrago" causado (seja por queimada, por desmatamento ou outras causas quaisquer), a alteração na teia alimentar é tão profunda que as regiões adjacentes, que não foram afetadas, começam a ser prejudicadas.

Devemos então perceber que uma alteração, por mais insignificante que pareça, pode prejudicar os seres vivos pertencentes ao ecossistema abalado e mesmo de ecossistemas próximos, mesmo que diferentes. Podemos conduzir esse raciocínio pois, abstraindo um pouco, o Planeta é regido por uma grandiosa teia alimentar, reunião de todas as teias existentes.

O grande "mal" é que as coisas acontecem num tempo relativamente longo para nós. Alguns prejuízos só são sentidos ao longo de algumas centenas de anos, ao passo que vivemos apenas décadas.

Mas lançamos aqui uma questão: suponhamos que o planeta tenha 6 bilhões de anos. Analisemos sua vida até 600 anos atrás. Teremos uma visão. Agora, analisemos a vida do Planeta de 600 anos atrás até hoje… cabe aqui uma análise de amplo espectro, exercício que deixamos a você leitor.

Cadeia Alimentar

 

Cadeia alimentar

Uma das relações mais complexas e necessárias à vida no Planeta é a alimentação. Plantas e animais precisam obter energia para a manutenção da vida. Os vegetais "fabricam" sua energia, ou seja, sintetizam seu próprio alimento (são autótrofos). Já os animais não conseguem seguir esse processo, tendo que obter essa energia de fontes externas, ou seja, comendo vegetais e outros animais. Essa busca pela sobrevivência origina a cadeia alimentar. A reunião de várias cadeias forma uma teia alimentar.

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O planeta é grandioso e com um número quase infinito de vidas. Para habitarem o mesmo lugar (o mesmo Planeta), é necessário que, de alguma forma, haja uma interação entre essas vidas. Essas interações podem ser benéficas ou "maléficas". Colocamos "maléficas" (entre aspas) pois, ainda que julguemos de alguma forma cruel, é necessário obter uma fonte de energia. Muitas vezes classificamos um animal como "assassino" (a baleia orca, por exemplo), sem no entanto pararmos para pensar que ela simplesmente está dando continuidade sua vida. Se, por ela se alimentar de animais, já fosse assassina, como deveríamos nos classificar, já que muitos humanos caçam e matam animais por simples esporte?

Vamos discutir um pouco sobre o processo que monta uma cadeia alimentar, e depois ver como uma reunião de cadeias forma uma teia alimentar.

A evolução do Planeta

O Planeta Terra não surgiu como o conhecemos hoje. Quando da sua formação, não tinha vida, mas apenas um globo em altíssima temperatura, cuja crosta era composta de lava. Era tão intenso o calor que o Planeta irradiava que qualquer associação química entre os átomos era inviável. Conforme o tempo foi passando, diversos fenômenos físicos fizeram com que a temperatura abaixasse, solidificando a crosta. À medida que o resfriamento prosseguia, as ligações químicas foram se estabelecendo entre os átomos e foi-se formando a camada gasosa de H2 e He, envolvendo o Planeta. Essa seria a nossa atmosfera original.

Muitas mudanças foram ocorrendo ao longo de milhares de anos, até que a atmosfera e a crosta possibilitaram o surgimento e acomodação de grande quantidade de água. Esse fato possibilitou a reunião de átomos de tal maneira que surgiram os primeiros seres orgânicos, denominados coacervados, que eram a reunião das primeiras proteínas simples formadas. Não sabemos até que ponto, porém, seria correto denominá-los seres vivos.

Acredita-se que os coacervados tenham sido os primeiros seres com uma forma "autótrofa" de vida. O acúmulo desses coacervados teria levado a uma falta de alimento, "obrigando" a um passo evolutivo importante, o surgimento de organismos heterótrofos. Com isso o Planeta foi evoluindo, os seres se aperfeiçoando… e chagamos até os dias de hoje.

Ressaltamos que a teoria dita acima (ou melhor, super-resumo da teoria) é uma das que tentam explicar a origem e evolução da Terra. Infelizmente, por muito tempo, ainda ficaremos no "pode ter sido assim", e não no "foi assim"…

Fizemos essa pequenina introdução sobre evolução para motivar o estudo sobre cadeias e teias alimentares. É importante notar que, desde esse estágio super primitivo de vida, algumas relações entre os seres vivos e os não-vivos já começaram a se estabelecer, e entre essas relações está a alimentação.

Consideremos que, a partir do surgimento dos primeiros seres heterótrofos, uma gama de seres autótrofos também foi se desenvolvendo e se aperfeiçoando. Esse fato possibilitou, então, a formação das primeiras cadeias alimentares.

A cadeia alimentar

Já sabemos que há o estabelecimento de uma ordem, uma relação, entre os seres vivos. Temos agora que organizar essa relação, em relação aos hábitos alimentares. Essa organização é o que vamos chamar de cadeia alimentar.

Podemos dar duas definições de cadeia alimentar, uma em relação aos seres vivos e outra em função da energia envolvida no processo.

Podemos dizer então que:

1) cadeia alimentar é uma seqüência de seres vivos, na qual uns comem aqueles que os precedem na cadeia, antes de serem comidos por aqueles que o seguem

2) cadeia alimentar é o sistema de transferência de energia dos produtores, representados pelos vegetais fotossintetizantes, através de uma série de organismos em estágios de comer e serem comidos.

Essas definições são bem simples, mas válidas para nosso estudo.

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O processo se inicia com os seres autótrofos, ou seja, aqueles capazes de produzir seu próprio alimento. São esses seres as algas unicelulares (que constituem o fitoplâncton, a base da cadeia alimentar) e os vegetais mais desenvolvidos. Esses seres são essenciais à vida do Planeta, pois são os únicos que conseguem "originar" energia, ou seja, sintetizar compostos capazes de liberar energia (os açúcares). Esses seres são denominados como produtores, que pertencem ao nível trófico primário.

Em seguida, vem os seres vivos que se alimentam desses produtores, pequenos animais herbívoros, que denominaremos consumidores primários, que pertencem ao nível trófico secundário.

Logo após temos os animais de maior porte, que não mais se alimentam de vegetais (pelo menos como maior base de dieta), mas de animais (e que consumirão os pequenos animais herbívoros): são os consumidores secundários, que pertencem ao nível trófico terciário.

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Depois, temos os animais de grande porte, que se alimentam de animais de pequeno e médio porte, que denominaremos consumidores terciários, que pertencem ao nível trófico quaternário.

Mas o que é nível trófico? É o nível de nutrição (trófico é relativo à nutrição).

A cadeia alimentar não termina com o consumidor quaternário. A matéria orgânica morta é alvo dos decompositores (bactérias e fungos), que são os responsáveis por devolver à cadeia essa matéria decomposta em sais minerais e outros produtos, que serão assim reutilizados pelos produtores. Fecha-se, então, o ciclo da cadeia.

Basicamente essa é a seqüência que temos nas cadeias alimentares da Terra. Como incitado acima, alguns animais podem ter alimentação mista, ora constituída por vegetais, hora por animais. Isso possibilita uma diversificação enorme de cadeias.

Temos, porém, que justificar essa cadeia, e a nossa segunda definição de cadeia alimentar será a nossa justificativa. Como os seres heterótrofos não conseguem sintetizar o próprio alimento (obtendo assim a própria energia), esses serem precisam buscar uma fonte externa dessa energia, pois sem ela não há vida. Um ser, então, vai se alimentando do outro, obtendo assim a quota necessária de energia para a manutenção de sua vida. É importante notar, porém, que muito da energia é "perdida" pelo caminho. Isso será alvo de um outro estudo nosso, as pirâmides (de energia, de massa etc.).

O que devemos observar?

Há algo importante que deve ser observado com esse nosso pequeno estudo. Notemos que há uma dependência muito grande entre os seres de uma cadeia alimentar. O que ocorreria, então, se modificássemos a cadeia em determinado ponto?

Tomemos uma cadeia simples como exemplo:

Cadeia Alimentar

Analisemos a primeira cadeia: se o número de serpentes tiver uma significativa diminuição, o número de águias também irá diminuir, pois ficará sem alimento; em contrapartida, o número de aves aumentará, pois não terá serpentes suficientes para manter um número equilibrado de aves. Por outro lado, diminuirá drasticamente o número de gafanhotos, pois mais aves estarão se alimentando deles, tendo como última conseqüência um aumento exacerbado da vegetação. Analise você a segunda cadeia e trace as conseqüências obtidas com a diminuição do número de serpentes.

Moral da história: RESPEITE a Natureza: tudo o que ela pede é que a deixemos realizar suas tarefas para que mantenha um equilíbrio saudável para que possamos viver e conviver em harmonia.

A cadeia alimentar não mostra toda a complexidade das "relações alimentares" que existem num ecossistema (ecossistema é a unidade ecológica, o local em que há diversas interações entre seres vivos e não-vivos).

Uma maneira mais completa de descrever essa complexidade é mostrada numa teia alimentar, que será estudada no próximo artigo. Depois das teias alimentares, estudaremos o trânsito de matéria e energia, fechando assim nosso estudo sobre alimentação.

Resumo:

Cadeia Alimentar

É uma seqüência de transferência de energia e matéria onde cada organismo serve de alimento para o outro. Quem produz o alimento é produtor e quem consome é o consumidor.

Como as plantas fabricam alimentos para si e para outros seres vivos, eles são os produtores de um ecossistema.

Os animais herbívoros que se alimentam das plantas são chamados consumidores primários.

Os animais carnívoros que se alimentam dos herbívoros, são chamados consumidores secundários. Os carnívoros que se alimentam de outros carnívoros são chamados de consumidores terciários e assim por diante.

Os animais que consomem plantas e animais são chamados onívoros, como o homem. Os que se nutrem de sangue são os hematófagos, de insetos são os insetívoros e de detritos de vegetais e animais são os detritívoros.

Os consumidores secundários, terciários e quaternários são chamados de predadores, animais que caçam outros animais.

Quando os seres produtores e consumidores morrem, eles são decompostos por fungos e bactérias chamados decompositores. O produto dessa decomposição serve para realimentar as plantas.

Essa seqüência de alimentação dos seres vivos é chamada cadeia alimentar que também podem ser marinha, a dos oceanos e mares.

As cadeias alimentares mantêm os ecossistemas em perfeito equilíbrio.

Cadeia Alimentar

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Cada sequências na ordem "Produtor Primário" – Consumidor Primário – Consumidor Secundário – Consumidor Terciário" representa uma cadeia alimentar.

Por exemplo: cenoura, rato, gato e gavião é uma cadeia alimentar.

O entrelaçamento das várias cadeias alimentares interagindo num ecossistema é conhecido como "Teia Alimentar"

Segurança dos produtos alimentares

Cadeia Alimentar

Devido à globalização, a cadeia alimentar tem sido constantemente confrontada com novos desafios e riscos para a saúde e para os interesses dos consumidores da UE. A política da União Europeia no domínio da segurança dos produtos alimentares tem como objetivo atingir o nível mais elevado possível de protecção da saúde humana e dos interesses dos consumidores no que respeita aos produtos alimentares, nomeadamente através da garantia da segurança e da rotulagem dos produtos alimentares, tendo em conta a diversidade e incluindo os produtos tradicionais, e simultaneamente garantindo o correto funcionamento do mercado interno. Para o efeito, a UE elaborou um quadro legislativo global em matéria de segurança alimentar, que tem sido objeto de atenção constante e adaptado em função das novas realidades. Esta legislação baseia-se na análise dos riscos. A criação da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) constitui um passo importante da ação das instituições da UE para a protecção dos consumidores neste setor.

A política da UE em matéria de segurança dos alimentos é orientada por uma abordagem integrada desde a exploração agrícola até ao prato, cobrindo todos os elos da cadeia alimentar, incluindo a produção de rações para animais, a produção primária, a transformação agro-alimentar, o armazenamento, o transporte, a venda a retalho, a importação e a exportação. Esta abordagem global e integrada, em que são claramente definidas as responsabilidades de todos os intervenientes na produção de produtos alimentares e de rações para animais, bem como das autoridades competentes, revela uma política do setor alimentar mais coerente, mais eficiente e mais dinâmica.

Árvore da informação do agronegócio do leite identificação animal e rastreamento da produção de bovinos de leite.

1. Introdução

A exposição dos mercados dos diversos países às pressões impostas pela globalização da economia tem exigido dos setores produtivos das diversas cadeias do agronegócio brasileiro uma reestruturação fundamentada na eficiência. Nesse cenário, a competitividade tornou-se uma característica fundamental para o setor pecuário e com ela a necessidade de se disponibilizar produtos de qualidade para o mercado a preço acessível para o consumidor.

Há um consenso universal de que o agronegócio recebeu um grande impacto com as várias crises de alimentos observadas nos últimos anos. Os problemas causados pelos surtos de febre aftosa e pela encefalopatia espongiforme bovina (BSE), seguidos pela polêmica discussão e incertezas sobre os efeitos dos alimentos geneticamente modificados, além de contaminações microbiológicas, resíduos químicos, pesticidas, hormônios etc. têm introduzido algumas complicações nos aspectos de controle da segurança alimentar. Os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto a aparência dos produtos, qualidade nutricional e fitossanitária, palatabilidade e resíduos de defensivos, entre outros parâmetros. Portanto, há uma necessidade de atender ao controle de qualidade e origem dos produtos alimentares disponibilizados para compra, implementando-se transparência nas condições de sua produção e comercialização.

Há também um consenso de que a garantia de segurança alimentar e a redução de obstáculos ao comércio devem ser encaminhadas por um processo de harmonização das regulamentações sobre alimentos, padrões de qualidade e orientações normativas. O registro da identificação de animais que entram na cadeia de alimentos humanos é obviamente importante e tem de ser encaminhada por todos os países internamente e também internacionalmente devido ao crescente movimento de produtos alimentares, animais e germoplasma. Esta demanda tem provocado o estabelecimento de normas e legislação adicional nas áreas de rastreabilidade e rotulagem dos alimentos.

2. Rastreabilidade

A rastreabilidade significa conhecer toda a história de um alimento em cada segmento da cadeia alimentar, ou seja, poder seguir o rastro de um alimento e saber sua procedência, por onde passou etc. A rastreabilidade significa, portanto, maior informação e responsabilidade, exigindo a aplicação de um sistema eficaz de identificação do produto desde a sua produção até a sua comercialização.

A rastreabilidade é uma garantia de segurança alimentar, já que viabiliza localizar, imobilizar ou se retirar do mercado, em ações que exigem rapidez, os animais ou produtos alimentares identificados como caso de provável risco ou perigo à população.

Assim, o controle, a avaliação e o tempo de resposta para qualquer problema sanitário de origem animal requerem o acesso imediato a registros completos e precisos sobre os animais. Qualquer programa de controle para ser bem-sucedido necessita de um sistema que se baseie na identificação do animal durante toda a sua vida, desde as condições de seu nascimento até as circunstâncias de seu descarte e destino da carcaça. Esta identificação permite monitorar o animal em qualquer momento em seu ciclo produtivo,bem como rastrear as suas condições de produção e manejo, para eventual, senão necessária, investigação, caso se observe que era portador de alguma doença, quando de seu abate.

A rastreabilidade traz consigo a garantia de transparência ao consumidor do conteúdo, origem e certificação de qualidade do produto que lhe é ofertado para a compra, mediante uma rotulagem precisa, especialmente onde o produto final tem características que não podem ser prontamente testadas. A rastreabilidade é essencial para controlar e garantir a qualidade em estágios particulares da cadeia alimentar, ou seja, em etapas específicas do processo produtivo.

A cadeia alimentar

Produção agrícola, pecuária e pesqueira

Preparação

Fabricação

Transformação

Envasamento

Armazenamento

Transporte

Distribuição

Manipulação

Venda

Consumo

Em cada segmento da cadeia alimentar deve se realizar o controle de qualidade para garantia da segurança do produto final, disponibilizado para consumo.

Gerenciamento da produção e qualidade do leite

Os aumentos de produção e de produtividade bovinas pelo incremento da eficiência nos processos de melhoramento genético e dos controles sanitário, reprodutivo e nutricional dos animais tornam-se possíveis e facilitados pelo uso de tecnologias de informação que viabilizem maior rapidez na geração, envio e/ou tratamento dos dados zootécnicos. A transparência e rapidez do fluxo de informação contribuem para maior eficiência de todos os segmentos componentes das cadeias de produção animal, podendo resultar não só na melhoria do gerenciamento, mas também na maior segurança de qualidade do alimento.

No caso da cadeia produtiva do leite no Brasil, apesar dos avanços observados durante a década de 90, aspectos associados à melhoria da qualidade do produto ainda representam desafios a serem superados. A indústria leiteira nacional caracteriza-se por rebanhos que diferem em tamanho, condições de manejo, condições climáticas regionais, estrutura comercial e atitude gerencial. A busca pela qualidade tem mudado o nível de tecnologia nas unidades de produção, promovendo o uso de ordenhadeira mecânica e tanques de resfriamento. A indústria mudou o perfil da coleta de leite, adotando a granelização, e, ainda que de uma forma tímida, tem estimulado a adoção do pagamento pela qualidade, com critérios baseados na qualidade (resfriamento, análise bacteriana e dos componentes) e volume da produção.

A matéria-prima ou produto comercializado origina-se da mistura (ainda na fazenda) da produção de vários animais, o que significa realizar o monitoramento do rebanho, para se garantir que o leite é seguramente produzido desde a ordenha. Isto implica o estabelecimento de um programa de qualidade a nível dos rebanhos, envolvendo a garantia de que os animais recebem alimentos adequados e seguros, a prevenção no uso de aditivos e agentes potencialmente contaminantes para o leite, e a certeza de que todas as vacas estejam saudáveis. Deve-se ainda orientar o manuseio do leite desde a ordenha até o seu processamento final de forma que os seus parâmetros de qualidade permaneçam inalterados. Neste contexto, a implementação do sistema APPCC em propriedades leiteiras e na indústria de laticínios significaria um avanço na garantia de qualidade dos produtos lácteos, mas a introdução desta ferramenta de gestão em fazendas leiteiras ainda enfrenta dificuldades, no curto prazo, quanto à organização das informações e monitoramento do processo.

A melhoria da qualidade do leite cru tem sido um tema da maior relevância, refletindo a mudança de paradigma que experimenta o agronegócio do leite no Brasil.

As perspectivas de avanço tecnológico são permeadas pelo envolvimento de todos os setores da cadeia, de forma colaborativa e associativa, com legítimas representações técnica, política e institucional. A própria indústria de laticínios tem manifestado interesse nas medidas de avaliação da matéria-prima, para implementar o pagamento por qualidade de leite aos produtores e expandir a área de controle sanitário dos rebanhos. A mudança de enfoque iniciada com as medidas de estímulo ao resfriamento e granelização se complementa com a adoção de controle baseado em análise laboratorial de amostras de leite, para se obter resultados de composição físico-química e contagem de células somáticas, além das técnicas convencionais de plataforma.

Sistemas de informação: rastreamento e controle sanitário nos rebanhos A demanda por competitividade e a tendência de modernização dos sistemas de produção em busca da melhoria da eficiência é conseqüência direta da abertura de mercados e da economia e da informação globalizada. Neste contexto, a informação assume importância vital para os diversos segmentos da cadeia produtiva, mas especialmente para o setor de produção primária, uma vez que este é o elo que se encontra menos preparado para as mudanças que têm sido impostas. Este setor, além de possuir pouca tradição no uso de informações é carente no tocante à coleta de dados e,principalmente, no tratamento dos dados coletados.

A estruturação de bancos de dados com informações nacionais é uma realidade nos países de pecuária caracterizada por eficiência técnico-econômica e competitividade no cenário internacional. Com o crescimento do comércio de animais entre rebanhos e, particularmente, entre países, observa-se, atualmente, a nível internacional, uma preocupação com os sistemas de identificação animal, e sua eficiência no manejo e seleção dos recursos genéticos, e principalmente no controle e erradicação de doenças que necessitam de procedimentos precisos no monitoramento e rastreamento de animais na eventualidade de sua ocorrência.

Um sistema nacional de registro sanitário de rebanhos leiteiros comparável com sistemas existentes na América do Norte ou Europa ainda não existe no Brasil. Não há estatísticas que permitam caracterizar a incidência e prevalência de doenças infecciosas, importantes para o monitoramento e controle do estado sanitário do rebanho. Os programas de controle sanitário envolvem medidas preventivas, vacinações para determinadas doenças e exames de rotina nos animais, associadas a outras práticas de manejo da alimentação, reprodução etc. O monitoramento da sanidade é realizado sobre os animais, e, por extensão, sobre os rebanhos e as populações. Os registros individuais dos animais são essenciais para se identificar e caracterizar eventuais problemas e a sua natureza. Neste sentido, avaliações rotineiras permitem o diagnóstico de doenças clínicas e subclínicas, e o seu registro viabiliza o monitoramento e análise dos problemas de saúde do rebanho.

No contexto da sanidade dos rebanhos, a prevenção se estabelece por um sistema de alimentação e manejo adequados e programas de vacinação para determinadas doenças. Outras ações consistem de análises laboratoriais, para o diagnóstico de doenças clínicas, e, ainda, a análise periódica de indicadores que permitem o controle de estado sanitário do rebanho e a sua certificação, em termos de padrões e referenciais estabelecidos para este objetivo. Portanto, a sanidade do rebanho é monitorada por meio dos registros de desempenho e laboratoriais, medicamentos e vacinações aplicadas aos animais e visitas regulares de inspeção veterinária.

Legislação e controle de qualidade

De modo geral, os países têm estabelecido a sua própria legislação para monitorar a higiene e qualidade dos produtos agropecuários, para atender os interesses públicos em proteger os consumidores e garantir que os produtos que lhes são ofertados sejam saudáveis e seguros. Na concepção moderna de produção de alimentos é importante, senão indispensável, que se viabilize a possibilidade de seu rastreamento. No caso da comercialização internacional da carne, a União Européia, por meio da Resolução CE 820/97, exige que todo o processo de produção esteja inserido em um programa de identificação e registro que possibilite o levantamento de todas as informações sobre o animal, desde o seu nascimento até o consumo do produto final. Tal Resolução atinge tanto aos produtores e indústrias da Europa quanto dos países dos quais importa e ainda verifica-se uma tendência mundial de aplicação de exigências nesse sentido.

As questões relacionadas com a saúde e as conseqüências ambientais provenientes de atividades, produtos e serviços de quem disponibiliza alimentos, quer sejam processados quer sejam in natura, têm resultado na evolução dos conceitos e em maior conscientização do consumidor, induzindo à incorporação de estratégias que buscam o acompanhamento da produção em todo seu processo, com tendência clara de favorecimento dos alimentos de boa aparência, de preferência sem conservantes, produzidos sem agrotóxicos e sem risco para o ambiente.

Tecnologias e insumos modernos, como hormônios, produtos biotecnológicos e antibióticos, mais intensamente aplicados na produção agropecuária, ante os resultados potenciais no aumento da produtividade, devem ser obrigatória e constantemente avaliados para não acarretarem riscos para a saúde humana. Não se pode ignorar as exigências concernentes à segurança para o consumidor e também as barreiras fitossanitárias impostas pelas exigências atuais do mercado internacional.

Tudo isto faz com que o consumidor exija o rastreamento do alimento dentro da cadeia produtiva, requerendo, ainda, que o processo seja transparente. Nesse contexto, a padronização de conceitos e, principalmente, de ações, constitui-se em tema de importância estratégica para o País, viabilizando a disponibilização de alimentos certificados, ou seja, com garantia de origem, de qualidade ambiental e de qualidade de produto.

No caso da cadeia produtiva do leite, as transformações recentes têm induzido os produtores em busca de maior competitividade, e as suas percepções sobre maior volume, produtividade e qualidade da matéria-prima têm evoluído. A atividade leiteira avançou em produção e produtividade, entretanto, caminhou pouco para melhorar a qualidade, em que pese o processo da granelização da coleta do leite e a tentativa de implementação de um programa nacional de melhoria da qualidade do leite.

A qualidade do leite ainda é uma questão fundamental, tanto pela exigência do consumidor quanto pela restrição que ela representa, caso o País queira exportar derivados lácteos. Mesmo que a disponibilidade de recursos naturais possibilite ao Brasil ter excedentes exportáveis, isto dificilmente ocorrerá em escala significativa no curto prazo, dado o atual padrão de qualidade do leite produzido. Exigências da legislação elaborada pelo Departamento de Inspeção de Produtos Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA – DIPOA/SDA/MAPA e do mercado têm provocado modificações no entendimento e no trabalho realizado pelo setor de controle de qualidade dos laticínios no Brasil. A adequação às normas internacionais, a certificação da qualidade, a sobrevivência em um mercado competitivo e maior nível de exigência dos consumidores têm levado à valorização do controle de qualidade. Um avanço significativo neste sentido foi a criação da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade do Leite, com atribuições de realizar análises laboratoriais para fiscalização de amostras de leite cru, recolhidas em propriedades rurais e em estabelecimentos de laticínios.

Sistema brasileiro de identificação e certificação de origem bovina e bubalina – sisbov Recentemente, o governo brasileiro por meio de instrução normativa elaborada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou uma Instrução Normativa criando o SISBOV – Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina, que tem como objetivo identificar, registrar e monitorar, individualmente, os bovinos e bubalinos nascidos no Brasil ou importados. O Sisbov constitui-se de uma série de ações, medidas e procedimentos para caracterizar a origem, o estado sanitário, a produção e a segurança dos produtos de origem bovina ou bubalina, objetivando regulamentar o rastreamento no Brasil. Esta iniciativa brasileira é resultado de uma demanda que se iniciou na União Européia e vem se expandindo entre os principais países e regiões de produção e importação. Neste contexto têm sido estabelecidos códigos de comercialização internacional da carne bovina, observando-se os requerimentos sanitários como garantia à sua segurança para o consumo.

As orientações normativas do Sisbov caracterizam as regras para credenciamento de entidades certificadoras do sistema de rastreabilidade. Para seu atendimento a certificadora deve estruturar um sistema ou banco de dados, para gerenciar um conjunto de informações, por rebanho, com identificação individual de cada animal e seu rebanho de origem, o mês de nascimento ou data de seu ingresso na propriedade, sexo, aptidão, sistema de criação e de alimentação, e informações referentes ao controle sanitário a que o animal foi submetido.

No contexto da produção de carne, já se iniciaram gestões para se implementar a rastreabilidade, envolvendo produtores e criadores, frigoríficos e distribuidores. Também se observa a iniciativa de empresas do setor privado em prestar o serviço de identificação de animais, estruturando-se como certificadoras, estabelecendo parcerias e buscando o seu credenciamento oficial perante o MAPA. Atualmente sete certificadoras já foram credenciadas pelo MAPA. No caso da pecuária de leite, pode-se dizer que a rastreabilidade ainda está em sua fase de planejamento, e tem características próprias, distintas da carne, devido às particularidades do sistema de produção e do produto leite em si. Na medida em que se avançar nos procedimentos e processos para a rastreabilidade na pecuária de corte, acredita-se que deverão ser estendidas ações similares para a organização da informação e rastreamento em bovinos de rebanhos leiteiros, contemplando inclusive os registros dos resultados das análises laboratoriais de amostras de leite de animais.

Fonte: www.unilins.edu.br

Cadeia Alimentar

 

Todos os seres vivos respiram

Imagine a seguinte situação: depois de dirigir por um tempo, o motorista teve de parar e abastecer o carro. Você já se perguntou para onde vai o combustível? E por que o carro pára se ficar sem combustível?

O combustível se mistura com o oxigênio e é queimado, transformando-se em gás carbônico e água (na forma de vapor), que saem pelo escapamento. Essa queima de gasolina ou de outro combustível é chamada de combustão.

É pela respiração que a energia do alimento é usada para as atividades do organismo.

Veja um resumo da respiração:

glicose + oxigênio —-> gás carbônico + água + energia

A energia originada pela respiração será usada para a realização de todas as atividades dos seres vivos. Você, por exemplo, precisa de energia para crescer, andar, correr, falar, pensar e muito mais.

A planta faz fotossíntese e também respira!

A respiração não é feita apenas pelos animais. Todos os seres vivos respiram, inclusive as plantas. Isso quer dizer que as plantas usam, na respiração, parte do alimento que fabricam na fotossíntese. Com isso conseguem energia para o crescimento da raiz, do caule, das folhas, etc. A outra parte da energia (da glicose) produzida pela planta na fotossíntese é armazenada em forma de amido servindo de reserva para a planta. A semente, por exemplo, irá crescer inicialmente com a energia dos açucares que ela armazena.

Do produtor ao consumidor

Nas cadeias alimentares encontramos animais que se alimentam de plantas: são chamados animais herbívoros.

Outros animais comem os animais herbívoros: são os carnívoros. E ainda há carnívoros que comem outros carnívoros e animais que comem tanto as plantas quanto outros animais, sendo chamados de onívoros.

Todos esses organismos que se alimentam de outros seres são chamados de consumidores.

Cadeia Alimentar
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Para simplificar chamamos o primeiro consumidor da cadeia, isto é, os animais herbívoros, de consumidores primários ou consumidores de primeira ordem.

Os animais que vêm logo em seguida são classificados como consumidores secundários. Os seguintes são consumidores terciários, quaternários e assim por diante. Podem existir consumidores de quinta ordem ou mais, mas as cadeias não vão muito além disso.

Cadeia Alimentar

A Reciclagem da Natureza: Os Decompositores

Papel, latas, garrafas, para fabricar esses e outros materiais o ser humano consome diversos produtos da natureza, como metais e árvores. À medida que a população aumenta, o consumo de matérias-primas também cresce, mais árvores são derrubadas, mais minerais são extraídos do solo, novas usinas de energia têm de ser construídas.

Uma das maneiras de diminuir os problemas que o ser humano provoca na natureza ao extrair tantos recursos seria aumentar a reciclagem, isto é, o reaproveitamento de diversos materiais. Com isso, economizamos energia e diminuímos a destruição dos recursos naturais. Pense quantas árvores podem deixar de ser abatidas se reciclarmos o papel dos jornais, por exemplo, para fabricar outros papéis.

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Nos ambientes naturais, ocorre um tipo de reciclagem feito por diversos organismos que se alimentam de plantas e animais mortos e também de fezes e urina. Os principais organismos que realizam esse trabalho são as bactérias e os fungos (ou cogumelos). São esses organismos que fazem uma fruta apodrecer, por exemplo.

Esses seres da mesma forma que os animais e as plantas precisam de energia para as suas atividades. A diferença, porém, é que seu alimento são "restos" de outros seres vivos.

Assim, quando parte de uma planta cai no solo ou um animal morre, os açúcares, as gorduras e as proteínas que formam seu corpo são atacados por bactérias e fungos e transformados em gás carbônico, água e sais minerais pela respiração desses organismos.

Por sua vez, essas substâncias (o gás carbônico, a água e  os sais minerais) são liberadas para o ambiente e podem ser reaproveitas pelas plantas na construção de açucares, proteínas e outras substâncias que vão formar seu corpo.

Esse processo, realizado principalmente por bactérias e fungos, é chamado decomposição. Bactérias e fungos são exemplos de organismos decompositores.

A decomposição faz a matéria que é retirada do solo pelas plantas (e aproveitada em seu crescimento) voltar ao solo.

Dizemos então que há um ciclo da matéria na natureza: a matéria passa do solo para os seres vivos e dos seres vivos para o solo.

Imagine o que aconteceria se a decomposição fosse interrompida: cadáveres e lixo iriam se acumular e faltariam às plantas diversos minerais necessários para a sobrevivência. Consequentemente, sem plantas, os animais também não teriam alimento.

Podemos reciclar energia?

Uma lâmpada transforma energia elétrica em luz.

Mas uma parte da energia elétrica é transformada também em calor: a lâmpada esquenta quando está ligada. Um rádio transforma energia elétrica em som, mas ele também esquenta, porque uma parte da energia elétrica é transferida sob forma de calor para o ambiente.

Os seres vivos também estão sempre liberando para o ambiente uma parte da energia dos alimentos sob forma de calor. Mas, como você já sabe, a energia usada pela planta na fotossíntese vem da luz do Sol e não do calor gerado pelos organismos.

Desse modo ao contrário do que ocorre com a matéria, a energia não é completamente reciclada nas cadeias alimentares. De onde, então, vem a energia? Do Sol. É o Sol que constantemente fornece, energia sob a forma de luz.

Você pode perceber então a importância do Sol: ele é a fonte de energia que mantém a fotossíntese na Terra e, conseqüentemente, todas as formas de vida.

A teia alimentar

Na natureza, alguns seres podem ocupar vários papéis em diferentes cadeias alimentares. Quando comemos uma maçã, por exemplo, ocupamos o papel de consumidores primários. Já ao comer um bife, somos consumidores secundários, pois o boi, que come o capim, é consumidor primário.

Muitos outros animais também têm alimentação variada. Um organismo pode se alimentar de diferentes seres vivos, além de servir de alimento para diversos outros. O resultado é que as cadeias alimentares se cruzam na natureza, formando o que chamamos de teia alimentar.

Nas teias alimentares, um mesmo animal pode ocupar papéis diferentes, dependendo da cadeia envolvida. Na teia representada no esquema abaixo (siga as setas) o gavião ocupa tanto o papel de consumidor secundário quanto terciário.

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As plantas nunca mudam o seu papel: são sempre produtores.

E todos os produtores e consumidores, estão ligados aos decompositores, que permitem a reciclagem da matéria orgânica no ambiente.

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Acúmulo de substâncias na cadeia alimentar

No início dos anos 50, em um lago dos Estados Unidos, foi usado um inseticida, um produto químico que destrói mosquitos. A quantidade aplicada foi mínima.

Cinco anos depois, porém, começaram a aparecer mergulhões mortos no lago. Uma pesquisa mostrou que essas aves morreram intoxicadas pelo inseticida.

Os pesquisadores descobriram que o inseticida havia entrado na cadeia alimentar. Primeiro, as algas microscópicas do lago absorveram o inseticida; depois, os peixes pequenos se alimentaram dessas algas; os peixes maiores comeram os menores; e por fim, os mergulhões comeram os peixes maiores.

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O inseticida usado no lago pertencia a um grupo de substâncias que permaneceu no ambiente por centenas de anos sem se decompor, ou se decompondo muito lentamente. E, da mesma forma, quando ingeridas, essas substâncias em geral demoram bastante para serem eliminadas pelo organismo.

Outros exemplos de elementos que o organismo dos seres vivos tem dificuldade em decompor e eliminar são o chumbo e o mercúrio. Se ingeridas com determinada freqüência, essas substâncias vão se acumulando no organismo e provocando doenças.

Em  certas regiões do Brasil, os garimpeiros usam mercúrio para separar o ouro da areia. Uma parte do mercúrio se espalha na água e se perde.

Resultado: os próprios garimpeiros correm risco de se contaminar diretamente e, além disso, as águas dos rios tornam-se perigosas, com alta taxa de mercúrio.

Esse mercúrio pode, com o tempo, se depositar no corpo das pessoas que se alimentam de peixes.

Fonte: www.sobiologia.com.br

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Cadeia alimentar – Teia alimentar

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É uma seqüência de transferência de energia e matéria onde cada organismo serve de alimento para o outro. Quem produz o alimento é produtor e quem consome é o consumidor.

Como as plantas fabricam alimentos para si e para outros seres vivos, eles são os produtores de um ecossistema.

Os animais herbívoros que se alimentam das plantas são chamados consumidores primários.Os animais carnívoros que se alimentam dos herbívoros, são chamados consumidores secundários.

Os carnívoros que se alimentam de outros carnívoros são chamados de consumidores terciários e assim por diante.

Os animais que consomem plantas e animais são chamados onívoros, como o homem.

Os que se nutrem de sangue são os hematófagos, de insetos são os insetívoros e de detritos de vegetais e animais são os detritívoros.

Os consumidores secundários, terciários e quaternários são chamados de predadores, animais que caçam outros animais.

Quando os seres produtores e consumidores morrem, eles são decompostos por fungos e bactérias chamados decompositores.

O produto dessa decomposição serve para realimentar as plantas.

Essa seqüência de alimentação dos seres vivos é chamada cadeia alimentar que também podem ser marinha, a dos oceanos e mares.

As cadeias alimentares mantêm os ecossistemas em perfeito equilíbrio.

CADEIA ALIMENTAR – FOOD CHAINS – FOOD WEB

Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais são regulados pela relação predador-presa.

É através da cadeia alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia trófica.

Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros.

A cadeia alimentar é constituída pelos seguintes níveis:

PRODUTORES – São os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas.

CONSUMIDORES PRIMÁRIOS – São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS – São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.

CONSUMIDORES TERCIÁRIOS – São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.

DECOMPOSITORES OU BIOREDUTORES – São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.

A transferência do alimento (energia) de nível para nível trófico a partir dos produtores faz-se através de cadeias alimentares, cuja complexidade é variável. Na maioria das comunidades, cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. Daí resulta que na Natureza não há cadeias alimentares isoladas. Apresentam sempre vários pontos de cruzamento, formando redes ou teias alimentares, geralmente de elevada complexidade.

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Produtores, consumidores, decompositores ou microconsumidores são componentes bióticos que integram um ecossistema.

De modo geral, podemos afirmar que nos ecossistemas, os organismos cujo alimento é obtido a partir das plantas, através de um número de passagens, pertencem ao mesmo nível trófico.

Os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas, apesar de se observarem variações quanto a seus componentes.

Os seres vivos precisam de uma fonte de energia potencial para executar a tarefa de viver: a energia química existente nos compostos orgânicos.

O Sol representa a fonte de energia para os seres vivos. Sem a luz solar, os ecossistemas não conseguem manter-se. A energia penetra no ecossistema através dos seres autótrofos. Estes, pela fotossíntese, utilizam a energia solar para a síntese de compostos orgânicos.

A partir dos açúcares produzidos na fotossíntese, o vegetal sintetiza outras substâncias orgânicas que fazem parte da sua estrutura, como proteínas e lipídios. Os vegetais, sendo capazes de sintetizar compostos orgânicos, não precisam "comer". A energia que utilizam nessa síntese não é perdida, pis fica armazenada na forma de energia química, conclui-se que, quando a planta produz compostos orgânicos, armazena e condensa energia.

Os animais não são capazes de utilizar diretamente a energia proveniente do Sol. Sendo heterótrofos, vêem-se obrigados a utilizar os compostos orgânicos produzidos pelos vegetais, assim, ao se alimentarem de vegetais ou de outros animais, na verdade estão ingerindo energia química condensada nas ligações dos compostos orgânicos.

Uma vez no organismo, os compostos orgânicos chegam às células, onde são degradados; nessa ocasião liberam energia, que é, então, utilizada para realizar trabalho.

O processo da liberação de energia a partir de compostos orgânicos é denominado respiração.

As cadeias alimentares são linhas de transferência de energia dos produtores em direção aos consumidores e aos decompositores, no qual, podemos ressaltar:

Em cada transferência de energia de um organismo para outro ou de um nível tróficos para outro, uma grande parte de energia é transformada em calor, portanto, a quantidade de energia disponível diminui à medida que é transferida de um nível a outro.

A partir dessa afirmação, conclui-se que quanto mais curta é a cadeia alimentar, ou quanto mais próxima estiver do organismo do início da cadeias, maior será a energia disponível.

Pode-se dizer que é possível a sobrevivência de um maior número de seres, a partir dos produtos de uma determinada área, desde que funcionem como consumidores primários em vez de secundários.

Alguns ecologistas consideram que cada elo da cadeia alimentar recebe aproximadamente 10% da energia que o elo anterior recebeu.

É importante observar que a energia, uma vez utilizada por um organismo em seus processos vitais, não é reaproveitada. Assim, a energia gasta não retorna aos produtores para ser novamente utilizada; isso permite dizer que a energia possui um fluxo unidirecional.

O mesmo não ocorre com a matéria. Esta, ao contrário, tem um comportamento cíclico, voltando aos produtores e sendo reaproveitada. Portanto, a matéria circula de forma cíclica.

Importante:

A energia é unidirecional

A matéria é cíclica

Qualidade de Energia

Como já foi visto anteriormente, energia define-se como capacidade de realizar trabalho, evidentemente que obedecendo as leis termodinâmicas.
Além da quantidade, a energia tem qualidade. Quantidades iguais de formas diferentes de energia são variáveis em seu potencial de trabalho, ou seja, a qualidade está diretamente relacionada à menor quantidade gasta no menor espaço de tempo empregado (e.g. potencial de trabalho do petróleo é maior que o potencial da energia solar).

Veja o quadro abaixo:

1. 1.000.000 10.000 1.000 100
SOL PLANTAS HERBÍVOROS PREDADORES
2. 1 100 1.000 10.000
1: Quantidade Crescente
2: Qualidade Crescente

Quanto mais se degrada a quantidade utilizada, mais se eleva a qualidade; quando gasta-se muito para produzir pouco em muito tempo tem-se baixa qualidade; ao contrário, quando gasta-se pouco para produzir muito em pouco tempo tem-se alta qualidade.

Importância de se conhecer as cadeias alimentares

Deve-se perguntar qual a importância de se conhecer uma cadeia alimentar. Com a praticidade com a qual estamos lidando com a natureza e a tecnologia que sempre e cada vez mais "de ponta", as pessoas tendem cada vez mais a lidar com a natureza de forma mecanicista. Existe, porém uma grande importância em se conhecer as cadeias ecológicas. Basicamente, a observação nos leva a entender toda a seqüência de alimentação dos animais que ali vivem. Podemos também examinar o conteúdo estomacal de animais e assim percebermos essa seqüência. A importância disto está baseada no uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar no ecossistema de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente, ou ainda, provocar sérias reações nos animais e até os seres humanos que ali habitam.

Controle biológico

As medidas naturais utilizadas para o controle de pragas e restabelecimento para de ecossistemas são chamados controles biológicos.

Podemos citar como exemplo de controle biológico:

Peixes no controle da esquistossomose

Peixes no controle de larvas de Aedes aegypti

Besouros o controle da mosca do chifre

Bactérias e vírus no controle de pragas e insetos

Todas essas medidas são viáveis economicamente e tecnicamente. E quando tomadas podem, de forma muito mais barata, controlar um grande número de pragas que são na verdade desequilíbrios de ecossistemas.

Níveis Tróficos

O conjunto de indivíduos que se nutre no mesmo patamar alimentar, ou seja, alimentam se basicamente dos mesmos nutrientes estão colocados em um mesmo nível trófico.

Os produtores estão colocados no 1º nível trófico

Os consumidores primários, aqueles que se alimentam dos produtores, são herbívoros e constituem o 2º nível trófico.

Os consumidores secundários compõem o 3º nível trófico, sendo os carnívoros

Após esses existe o 4º nível trófico e assim por diante.

Os decompositores ocupam sempre o último nível da transferência de energia formando um grupo especial que degrada tanto produtores quanto consumidores.

Princípio de Gauss (ou princípio da exclusão competitiva):

O Princípio de Gauss diz respeito ao processo de competição inter específica que acontece quando duas espécies diferentes habitam um mesmo ambiente. Assim duas espécies não podem ocupar um mesmo nicho por muito tempo, uma delas irá sempre prevalecer, pois é mais adaptada àquele habitat. É também conhecido como princípio da exclusão competitiva.

Metabolismo e Tamanho de Indivíduos

A biomassa existente é o peso seco total, ou conteúdo calórico total dos organismos presentes em um determinado momento/local.

A biomassa depende do tamanho dos indivíduos: quanto menos o organismo, maior seu metabolismo por grama (ou caloria) de biomassa. Algas, bactérias e protozoários podem ter taxa de metabolismo por grama (calorias) maior que a de grandes organismos (e.g. árvores e vertebrados). Isto aplica-se, tanto à fotossíntese, quanto à respiração.


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Fonte: www.jureia.com.br

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É uma seqüência de transferência de energia e matéria onde cada organismo serve de alimento para o outro. Quem produz o alimento é produtor e quem consome é o consumidor.

Como as plantas fabricam alimentos para si e para outros seres vivos, eles são os produtores de um ecossistema.

Os animais herbívoros que se alimentam das plantas são chamados consumidores primários.

Os animais carnívoros que se alimentam dos herbívoros, são chamados consumidores secundários. Os carnívoros que se alimentam de outros carnívoros são chamados de consumidores terciários e assim por diante.

Os animais que consomem plantas e animais são chamados onívoros, como o homem. Os que se nutrem de sangue são os hematófagos, de insetos são os insetívoros e de detritos de vegetais e animais são os detritívoros.

Os consumidores secundários, terciários e quaternários são chamados de predadores, animais que caçam outros animais.

Quando os seres produtores e consumidores morrem, eles são decompostos por fungos e bactérias chamados decompositores. O produto dessa decomposição serve para realimentar as plantas.

Essa seqüência de alimentação dos seres vivos é chamada cadeia alimentar que também podem ser marinha, a dos oceanos e mares.

As cadeias alimentares mantêm os ecossistemas em perfeito equilíbrio.

Cadeia Alimentar

Cadeia alimentar

Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais são regulados pela relação predador-presa.

É através da cadeia alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia trófica.

Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros.

A cadeia alimentar é constituída pelos seguintes níveis:

PRODUTORES

São os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas.

CONSUMIDORES PRIMÁRIOS

São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS

São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.

CONSUMIDORES TERCIÁRIOS

São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.

DECOMPOSITORES OU BIOREDUTORES

São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.

A transferência do alimento (energia) de nível para nível trófico a partir dos produtores faz-se através de cadeias alimentares, cuja complexidade é variável. Na maioria das comunidades, cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. Daí resulta que na Natureza não há cadeias alimentares isoladas. Apresentam sempre vários pontos de cruzamento, formando redes ou teias alimentares, geralmente de elevada complexidade.

Cadeia Alimentar

Produtores, consumidores, decompositores ou microconsumidores são componentes bióticos que integram um ecossistema.

De modo geral, podemos afirmar que nos ecossistemas, os organismos cujo alimento é obtido a partir das plantas, através de um número de passagens, pertencem ao mesmo nível trófico.

Os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas, apesar de se observarem variações quanto a seus componentes.

Os seres vivos precisam de uma fonte de energia potencial para executar a tarefa de viver: a energia química existente nos compostos orgânicos.

O Sol representa a fonte de energia para os seres vivos. Sem a luz solar, os ecossistemas não conseguem manter-se. A energia penetra no ecossistema através dos seres autótrofos. Estes, pela fotossíntese, utilizam a energia solar para a síntese de compostos orgânicos.

A partir dos açúcares produzidos na fotossíntese, o vegetal sintetiza outras substâncias orgânicas que fazem parte da sua estrutura, como proteínas e lipídios. Os vegetais, sendo capazes de sintetizar compostos orgânicos, não precisam "comer". A energia que utilizam nessa síntese não é perdida, pis fica armazenada na forma de energia química, conclui-se que, quando a planta produz compostos orgânicos, armazena e condensa energia.

Os animais não são capazes de utilizar diretamente a energia proveniente do Sol. Sendo heterótrofos, vêem-se obrigados a utilizar os compostos orgânicos produzidos pelos vegetais, assim, ao se alimentarem de vegetais ou de outros animais, na verdade estão ingerindo energia química condensada nas ligações dos compostos orgânicos.

Uma vez no organismo, os compostos orgânicos chegam às células, onde são degradados; nessa ocasião liberam energia, que é, então, utilizada para realizar trabalho.

O processo da liberação de energia a partir de compostos orgânicos é denominado respiração.

As cadeias alimentares são linhas de transferência de energia dos produtores em direção aos consumidores e aos decompositores, no qual, podemos ressaltar:

Em cada transferência de energia de um organismo para outro ou de um nível tróficos para outro, uma grande parte de energia é transformada em calor, portanto, a quantidade de energia disponível diminui à medida que é transferida de um nível a outro.

A partir dessa afirmação, conclui-se que quanto mais curta é a cadeia alimentar, ou quanto mais próxima estiver do organismo do início da cadeias, maior será a energia disponível.

Pode-se dizer que é possível a sobrevivência de um maior número de seres, a partir dos produtos de uma determinada área, desde que funcionem como consumidores primários em vez de secundários.

Alguns ecologistas consideram que cada elo da cadeia alimentar recebe aproximadamente 10% da energia que o elo anterior recebeu.

É importante observar que a energia, uma vez utilizada por um organismo em seus processos vitais, não é reaproveitada. Assim, a energia gasta não retorna aos produtores para ser novamente utilizada; isso permite dizer que a energia possui um fluxo unidirecional.

O mesmo não ocorre com a matéria. Esta, ao contrário, tem um comportamento cíclico, voltando aos produtores e sendo reaproveitada. Portanto, a matéria circula de forma cíclica.

Importante:

A energia é unidirecional

A matéria é cíclica

Qualidade de Energia

Como já foi visto anteriormente, energia define-se como capacidade de realizar trabalho, evidentemente que obedecendo as leis termodinâmicas.

Além da quantidade, a energia tem qualidade. Quantidades iguais de formas diferentes de energia são variáveis em seu potencial de trabalho, ou seja, a qualidade está diretamente relacionada à menor quantidade gasta no menor espaço de tempo empregado (e.g. potencial de trabalho do petróleo é maior que o potencial da energia solar).

1. 1.000.000 10.000 1.000 100
SOL PLANTAS HERBÍVOROS PREDADORES
2. 1 100 1.000 10.000
1: Quantidade Crescente
2: Qualidade Crescente

Quanto mais se degrada a quantidade utilizada, mais se eleva a qualidade; quando gasta-se muito para produzir pouco em muito tempo tem-se baixa qualidade; ao contrário, quando gasta-se pouco para produzir muito em pouco tempo tem-se alta qualidade.

Importância de se conhecer as cadeias alimentares

Deve-se perguntar qual a importância de se conhecer uma cadeia alimentar. Com a praticidade com a qual estamos lidando com a natureza e a tecnologia que sempre e cada vez mais "de ponta", as pessoas tendem cada vez mais a lidar com a natureza de forma mecanicista. Existe, porém uma grande importância em se conhecer as cadeias ecológicas. Basicamente, a observação nos leva a entender toda a seqüência de alimentação dos animais que ali vivem. Podemos também examinar o conteúdo estomacal de animais e assim percebermos essa seqüência.

A importância disto está baseada no uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar no ecossistema de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente, ou ainda, provocar sérias reações nos animais e até os seres humanos que ali habitam.

Controle biológico

As medidas naturais utilizadas para o controle de pragas e restabelecimento para de ecossistemas são chamados controles biológicos.

Podemos citar como exemplo de controle biológico:

Peixes no controle da esquistossomose

Peixes no controle de larvas de Aedes aegypti

Besouros o controle da mosca do chifre

Bactérias e vírus no controle de pragas e insetos

Todas essas medidas são viáveis economicamente e tecnicamente. E quando tomadas podem, de forma muito mais barata, controlar um grande número de pragas que são na verdade desequilíbrios de ecossistemas.

Níveis Tróficos

O conjunto de indivíduos que se nutre no mesmo patamar alimentar, ou seja, alimentam se basicamente dos mesmos nutrientes estão colocados em um mesmo nível trófico.

Os produtores estão colocados no 1º nível trófico

Os consumidores primários, aqueles que se alimentam dos produtores, são herbívoros e constituem o 2º nível trófico.

Os consumidores

Após esses existe o 4º nível trófico e assim por diante.

Os decompositores ocupam sempre o último nível da transferência de energia formando um grupo especial que degrada tanto produtores quanto consumidores.

Princípio de Gauss (ou princípio da exclusão competitiva):

O Princípio de Gauss diz respeito ao processo de competição inter específica que acontece quando duas espécies diferentes habitam um mesmo ambiente. Assim duas espécies não podem ocupar um mesmo nicho por muito tempo, uma delas irá sempre prevalecer, pois é mais adaptada àquele habitat. É também conhecido como princípio da exclusão competitiva.

Metabolismo e Tamanho de Indivíduos

A biomassa existente é o peso seco total, ou conteúdo calórico total dos organismos presentes em um determinado momento/local.

A biomassa depende do tamanho dos indivíduos: quanto menos o organismo, maior seu metabolismo por grama (ou caloria) de biomassa. Algas, bactérias e protozoários podem ter taxa de metabolismo por grama (calorias) maior que a de grandes organismos (e.g. árvores e vertebrados). Isto aplica-se, tanto à fotossíntese, quanto à respiração.

Fonte: www.biomania.com.br

Cadeia Alimentar

Em um ecossistema, uma determinada sequência de alimentação é denominada cadeia alimentar. No exemplo que usamos anteriormente, a cadeia alimentar era formada por capim; gafanhotos; pássaros; cobras; fungos e bactérias.

Uma cadeia alimentar completa como essa apresenta três categorias de organismos, que constituem seus níveis tróficos (do grego trofos, alimento, nutrição): o nível dos produtores (capim), o nível dos consumidores (gafanhotos, pássaros, cobras) e nível dos decompositores (fungos e bactérias). As relações alimentares de um ecossistema, se observadas em conjunto, formam um intrincado esquema, a teia ou rede alimentar.

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Exemplo de cadeia alimentar : caçador se preparando para se alimentar de sua presa.

Produtores e consumidores

Os seres autótrofos produzem toda a matéria orgânica consumida como alimento pelos heterótrofos. Por isso os primeiros são chamados produtores, e os segundos,consumidores. Em um ecossistema de campo, por exemplo, as plantas de capim são es produtores. Os gafanhotos que se alimentam do capim são consumidores primários, e os pássaros que se alimentam dos gafanhotos são consumidores secundários. Uma cobra que se alimenta dos pássaros é um consumidor terciário, e assim por diante. Existem organismos que possuem alimentação variada, sendo denominados onívoros (do latim omnis, tudo e vorare, comer, devorar). Esse é o caso, por exemplo, da espécie humana. Comemos vegetais, desempenhando o papel de consumidores primários, e também comemos animais, desempenhando o papel de consumidores secundários ou terciários.

Decompositores

Ao morrer, tanto os produtores como os consumidores servem de alimento a certos fungos e bactérias. Estes decompõem a matéria orgânica dos cadáveres para obter energia, e por isso são chamados decompositores.

Fonte: br.geocities.com




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