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História da Bandeira Brasileira

História da Bandeira Brasileira

  História da Bandeira Brasileira Ela passou por diversas transformações no decorrer dos anos até chegar ao que conhecemos hoje. BANDEIRA DA ORDEM DE CRISTO 1332 -1651 História da Bandeira Brasileira A Ordem de Cristo, rica e poderosa, patrocinou as grandes navegações lusitanas e exerceu grande influência nos dois primeiros séculos da vida brasileira. A cruz de Cristo estava pintada nas velas da frota cabralina e o estandarte da Ordem esteve presente no descobrimento de nossa terra, participando das duas primeiras missas. Os marcos traziam de um lado o escudo português e do outro a Cruz de Cristo. BANDEIRA REAL – D. MANOEL 1500 – 1521 História da Bandeira Brasileira Era o pavilhão oficial do Reino Português na época do descobrimento do Brasil e presidiu a todos os acontecimentos importantes havidos em nossa terra até 1521. Como inovação apresenta, pela primeira vez, o escudo de Portugal BANDEIRA REAL – D. JOÃO III 1521

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O lábaro desse soberano, cognominado o "Colonizador", tomou parte em importantes eventos de nossa formação histórica, como as expedições exploradoras e colonizadoras, a instituição do Governo Geral na Bahia em 1549 e a posterior divisão do Brasil em dois Governos, com a outra sede no Maranhão. BANDEIRA SOB DOMÍNIO ESPANHOL 1616 – 1640 História da Bandeira Brasileira Este pendão, criado em 1616, por Felipe II da Espanha, para Portugal e suas colônias, assistiu às invasões holandesas no Nordeste e ao início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela "União Ibérica".

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  BANDEIRA REAL D. JOÃO IV OU RESTAURAÇÃO 1640 – 1683 História da Bandeira Brasileira Também conhecida como "Bandeira de D. João IV", foi instituída, logo após o fim do domínio espanhol, para caracterizar o ressurgimento do Reino Lusitano sob a Casa de Bragança O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses de nosso território. A orla azul alia à idéia de Pátria o culto de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a Padroeira de Portugal, no ano de 1646. BANDEIRA DO PRINCIPADO DO BRASIL 1645 – 1816 História da Bandeira Brasileira O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil. D João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil", distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa. A esfera armilar de ouro passou a ser representada nas bandeiras de nosso País. BANDEIRA DE D. PEDRO II – PORTUGAL 1683 -1706 História da Bandeira Brasileira Esta bandeira presenciou o apogeu de epopéia bandeirante, que tanto contribuiu para nossa expansão territorial. É interessante atentar para a inclusão do campo em verde (retângulo), que voltaria a surgir na Bandeira Imperial e foi conservado na Bandeira atual, adotada pela República. BANDEIRA REAL SÉCULO XVII 1600 -1700 História da Bandeira Brasileira Bandeira Real Século XVII (1600 – 1700). Esta bandeira foi usada como símbolo oficial do Reino ao lado dos três pavilhões já citados, a Bandeira da restauração, a do Principado do Brasil e a Bandeira de D. Pedro II, de Portugal. BANDEIRA DO REINO UNIDO DO BRASIL 1816 – 1821 História da Bandeira Brasileira Criada em conseqüência da elevação do Brasil à categoria de Reino, em 1815, presidiu as lutas contra Artigas, a incorporação da Cisplatina, a Revolução Pernambucana de 1817 e, principalmente, a conscientização de nossas lideranças quanto à necessidade e à urgência de nossa emancipação política. O Brasil está representando nessa bandeira pela esfera armilar de ouro, em campo azul, que passou a constituir as Armas do Brasil Reino. BANDEIRA DO REGIME CONSTITUCIONAL 1821 – 1822 História da Bandeira Brasileira A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. Foi a última bandeira Lusa a tremular no Brasil. BANDEIRA DO IMPÉRIO DO BRASIL 1822 – 1889 História da Bandeira Brasileira Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional. BANDEIRA PROVISÓRIA 15 a 19 Nov. 1881 História da Bandeira Brasileira A República acabava de ser proclamada e o novo regime buscava em todos os seus atos e nos mínimos detalhes a sua afirmação política. Um dos primeiros atos referiu-se à Bandeira. Foi feita uma bandeira que era uma cópia da bandeira americana, só que em verde e amarelo. Foi repudiada pelo povo e pelos próprios republicanos, suscitou tal oposição que, durou apenas quatro dias, e foi substituída pela atual. Esta bandeira foi hasteada na redação do jornal "A Cidade do Rio", após a proclamação da República, e no navio "Alagoas", que conduziu a família imperial ao exílio. BANDEIRA ATUAL História da Bandeira Brasileira Decidiu-se então manter o losango em fundo verde, mas menor, sem tocar as bordas e, no centro, foi desenhado o globo azul, com estrelas e a faixa com a frase: "Ordem e Progresso". Esta conservou as cores verde e amarela, que, além de representarem as Casas Reais de Bragança e Hadsburgo-Lorena, representavam ainda: o verde – nossos mares e florestas; o amarelo - a riqueza de nosso solo. O azul e o branco dizem respeito às cores da Bandeira lusa, ao tempo de Afonso Henriques, 1º rei de Portugal. As estrelas, no céu de primavera, fixam a presença ideal de todos os Estados, na noite da Proclamação da República, no Rio de Janeiro. Cortando a esfera aparece a faixa branca com o dístico: "Ordem e Progresso", grafado em letras verdes, lema que sugere a dinâmica da vida nacional. A faixa branca significa: o Equador Terrestre, daí porque apenas uma estrela está colocada acima dos hemisfério norte, representado pela estrela "Spica". O projeto da Bandeira foi aprovado e entregue, para sua execução, ao pintor Décio Vilares. Ao astrônomo Manuel Pereira dos Reis coube a localização das estrelas. Fonte: fr-scubabrasil.sites.uol.com.br

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 História da Bandeira BrasileiraORIGEMDa época de seu descobrimento até o dia de hoje, o Brasil teve nove bandeiras: 1) de 1500 a 1580- Bandeira do Brasil colônia portuguesa 2) de 1580 a 1645- Bandeira do Brasil colônia espanhola 3) de 1645 a 1808- Bandeira do Brasil colônia, principado de Portugal 4) de 1808 a 1816- Bandeira do Brasil sede do Reino Português 5) de 1816 a 1821- Bandeira do Brasil Reino Unido de Portugal e Algarves 6) de 1821 a 1822- Bandeira do Brasil Reino Unido Constitucional, proclamado em 1821, com assentimento de D. João VI 7) de 1822 a 15/11/1889- Bandeira do Brasil Império 8) de 15/11/1889 a 19/11/1889- Bandeira provisória da República Brasileira, inspirada na Bandeira Norte-Americana 9) 19/11/1889- Bandeira Brasileira atual Como sabemos, a Proclamação da República deu-se em 15/11/1889 e, já no dia 19, tínhamos um decreto, oficializando a nossa bandeira. O projeto vencedor foi o de autoria de Raimundo Teixeira Mendes, assessorado tecnicamente pelo astrônomo Manuel Pereira Reis e, artisticamente, pelo pintor Décio Vilares.Em 24/11/1889, mediante o Diário Oficial, o autor fez a exposição de motivos, alegando, entre outras coisas, que a posição relativa das estrelas, na bandeira, obedecia ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15/11/1889 (12 horas siderais), no qual, a Constelação do Cruzeiro do Sul, se apresentava verticalmente, em relação ao horizonte da cidade do Rio de Janeiro.Na época, com referência a posição das estrelas, críticas foram feitas ao projeto vencedor.Raimundo Teixeira Mendes alegou, em sua defesa, que o projeto tinha sido elaborado e desenhado, contrariando o parecer do astrônomo, derivando mais para uma disposição estética que sideral.CARACTERÍSTICAS ESTÉTICAS DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRAA Bandeira Brasileira é constituída por um retângulo verde, simbolizando a pujança de nossas matas; sobre esse retângulo temos um losango amarelo, representando as riquezas minerais do nosso solo.Bem ao centro, temos um circulo azul, cortado por uma faixa branca, com uma ligeira inclinação, contendo o dístico "Ordem e Progresso".No círculo, estão desenhadas estrelas brancas, representando os Estados e o Distrito Federal.(Em 1889 a divisão política, sem o Distrito Federal, era como segue:)DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL EM 1889: (Acompanha, da esquerda para à direita, o posicionamento das estrelas, na Bandeira da República(A) Com a lei do Ato Adicional, de 12 de agosto de 1834, foi criado o Município Neutro, como sede da Corte do Império do Brasil, desmembrado da Província do Rio de Janeiro, que passou a ter como capital administrativa a antiga Vila Real da Praia Grande, elevada a cidade com o nome de Niterói.História da Bandeira BrasileiraDISTRITO FEDERALDenominação dada onde está localizada a capital do Brasil, conforme a Constituição, que assim dispõe no ce Capítulo 1, Artigo 2 :"O Distrito Federal é a capital da União."O Distrito Federal, até 21 de abril de 1960, localizou-se na cidade do Rio de Janeiro, depois elevado a Estado da Guanabara(Decreto Lei 48.124 de 16/04/1960); o dispositivo legal da mudança foi o Artigo 4, parágrafo 4, do Ato das Disposições Transitórias da Constituição de 1946( quinta Constituição, promulgada após a queda do Presidente Getulio Vargas). A Bandeira Brasileira é constituída por um retângulo verde, simbolizando a pujança de nossas matas; sobre esse retângulo temos um losango amarelo, representando as riquezas minerais do nosso solo.Bem ao centro, temos um circulo azul, cortado por uma faixa branca, com uma ligeira inclinação, contendo o dístico "Ordem e Progresso".Pelo que se constata, é a única Bandeira Nacional que contém um dístico.No círculo, estão desenhadas estrelas brancas, representando os Estados e o Distrito Federal.INCORPORAÇÕES DE NOVOS ESTADOS EM COMPARAÇÃO COM O PARÁGRAFO ACIMA

         ESTADO         CAPITAL   DATA DO EVENTO
ACRE RIO BRANCO 15/06/1962
AMAPÁ MACAPÁ 05/10/1988
MATO GROSSO CUIABÁ 1977
MATO GROSSO DO SUL CAMPO GRANDE 01/01/1979
RONDÔNIA PORTO VELHO 1981
RORAIMA BOA VISTA 1988

CONSTRUÇÃO MODULAR DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA (ATUAL)Guardando-se as devidas proporções, o modulo oficial da nossa bandeira esta representado na figura abaixo:27 ESTRELAS (27 ESTADOS)História da Bandeira BrasileiraNOME DAS ESTRELAS DO CRUZEIRO DO SUL Alfa = Estrela de Magalhães ou AcruzBeta = MimosaGama = RubineiaDelta = PálidaEpsilon = Intrometida (Crucis)SIGMA DO OITANTEAtualmente, essa estrela gira em um circulo de apenas 1 grau de raio, ou, ela nunca se afasta mais de 1 grau do Polo Sul Celeste.Dessa forma, sua altura nunca ultrapassa 1 grau, para mais ou menos, do que a nossa Latitude, o que a torna preciosa na medição de distancias, sendo a circunferência da Terra aproximadamente 40.074 quilometros, o método fornecerá a distancia do observador ao Equador, com um erro não superior a aproximadamente 111 quilometros, para mais ou menos (40.074 dividido por 360 graus).Necessitando-se de maior precisão, poderemos tirar a média aritmética de duas aferições feitas a mesma hora, distanciada de seis meses, pois que, nessa ocasião, ela ocupará um local diametralmente oposto.CORRESPONDÊNCIA DOS ESTADOS BRASILEIROS E O DISTRITO FEDERAL COM AS ESTRELAS

ESTADO

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  História da Bandeira Brasileira Um pouco da história da nossa Bandeira Quando surgiu: A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto no 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório Quem foram os responsáveis pela sua criação: A idéia da nova Bandeira do Brasil deve-se ao professor Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil. Com ele colaboraram o Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi executado pelo pintor Décio Vilares. As cores: As cores verde e amarelo estão associadas à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador D. Pedro I, e à casa real dos Habsburg, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina Círculo interno azul: Corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889. As estrelas: Cada estrela representa um estado da federação Todas as estrelas têm 5 pontas. As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas. Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na Bandeira. A faixa branca: Embora alguns digam que esta faixa representa a eclíptica, ou o equador celeste ou o zodíaco, na verdade a faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema "Ordem e Progresso". Ela não tem qualquer relação com definições astronômicas. O lema "Ordem e Progresso": É atribuído ao filósofo positivista francês Augusto Comte, que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes. Quando foi modificada: Foi modificada pela Lei no 5443 (Anexo no 1) de 28 de maio de 1968 Foi modificada pela Lei no 5700 de 1 de setembro de 1971 Foi modificada pela Lei no 8421 de 11 de maio de 1992 Você conhece a legislação que rege a forma e o uso da Bandeira do Brasil? A forma e o uso das bandeiras nacionais é, em geral, regido por regras bastante severas. As suas dimensões, sua forma, suas cores, enfim toda a sua geometria, é regulamentada por alguma lei. No caso da Bandeira do Brasil, é a lei no 5700 de 1 de setembro de 1971 que "dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais". Note que esta lei fala dos "símbolos nacionais" ou seja, ela rege o uso e as formas da bandeira, hino, armas e selo nacionais. Segundo a lei 5700, seção II, temos SEÇÃO II – Da Bandeira Nacional Art. 3o § 1o – As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. [Parágrafo alterado pela Lei 8421, de 11/05/1992] § 2o - Os novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõem o aspecto celeste referido no parágrafo anterior, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul da Bandeira Nacional sem afetar a disposição estética original constante do desenho proposto pelo Decreto no 4, de 19 de novembro de 1889 [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992] § 3o – Serão suprimidas da Bandeira Nacional as estrelas correspondentes aos Estados extintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado, em qualquer caso, o disposto na parte final do parágrafo anterior. [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992]
Explicando a Astronomia que está na nossa Bandeira Nove constelações, com um total de 27 estrelas, estão representadas na nossa Bandeira. São elas (o seu "mouse" ajudará na identificação): Localizando os estados na Bandeira do Brasil História da Bandeira Brasileira Fonte: www.on.br

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França, 1998, 16ª edição da Copa do Mundo de Futebol. Mais uma vez, milhões de brasileiros, independente das diferenças regionais, se unem em torno da seleção brasileira de futebol. As principais avenidas e ruas das capitais brasileiras ganham uma decoração com bandeiras, bandeirolas e faixas, de diversos tamanhos, onde predominam as cores verde e amarelo. A Bandeira do Brasil, de várias medidas e materiais de fabricação, ganha destaque nas janelas dos prédios comerciais e residenciais. A maioria dos brasileiros desconhece que a fabricação da Bandeira Nacional obedece a rígidos critérios em relação às dimensões das figuras geométricas (retângulo, losango e círculo), das letras e das estrelas. Uma característica peculiar, presente na legislação específica para os Símbolos Nacionais (a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional), dispõe sobre a posição das estrelas no círculo azul da Bandeira do Brasil. As constelações, incluindo a constelação do Cruzeiro do Sul, reproduzem o aspecto do céu, na cidade do Rio de janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República. Cada uma das estrelas, no total de 27, correspondem aos Estados brasileiros e ao Distrito Federal. Além dos aspectos dimensionais, a legislação indica como deve ser o cerimonial da Bandeira (hasteamento e arriamento, posição em relação às bandeiras de outros países, etc) em diversas ocasiões e ambientes. De acordo com a lei vigente são consideradas manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional, e portanto proibidas: Apresentá-la em mau estado de conservação; Mudar sua forma, suas cores, suas proporções ou acrescentar-lhe outras inscrições; Usá-la como roupagem, pano de boca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar; Reproduzí-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda. A análise realizada pelo Inmetro procura ressaltar a importância da metrologia no dia-a-dia do consumidor. A metrologia é o conhecimento dos pesos e medidas, assim como, seus sistemas de unidade. Uma das aplicações da metrologia é controlar o processo produtivo e, como conseqüência, gerar um produto final de acordo com as especificações, normas técnicas e regulamentos técnicos, garantindo, assim, os direitos básicos dos consumidores e da sociedade. Normas e Documentos de Referência Os ensaios verificaram a conformidade de amostras de Bandeiras de acordo com os seguintes documentos: Lei n.º 5.700, de 1º de setembro de 1971 – Símbolos Nacionais; Lei n.º 8.421, de 11 de maio de 1992. Laboratório Responsável pelos Ensaios Os ensaios foram realizados pelo Setor de Comprimento, Área e Velocidade da Diretoria de Metrologia Legal do Inmetro, localizado em Xerém, Rio de Janeiro. Marcas Analisadas Com relação às informações contidas na homepage sobre o resultados dos ensaios, você vai observar que identificamos as marcas dos produtos analisados apenas por um período de 90 dias. Julgamos importante que você saiba os motivos: As informações geradas pelo Programa de Análise de Produtos são pontuais, podendo ficar desatualizadas após pouco tempo. Em vista disso, tanto um produto analisado e julgado adequado para consumo pode tornar-se impróprio, como o inverso, desde que o fabricante tenha tomado medidas imediatas de melhoria da qualidade, como temos freqüentemente observado. Só a certificação dá ao consumidor a confiança de que uma determinada marca de produto está de acordo com os requisitos estabelecidos nas normas e regulamentos técnicos aplicáveis. Os produtos certificados são aqueles comercializados com a marca de certificação do Inmetro, objetos de um acompanhamento regular, através de ensaios, auditorias de fábricas e fiscalização nos postos de venda, o que propicia uma atualização regular das informações geradas. Após a divulgação dos resultados, promovemos reuniões com fabricantes, consumidores, laboratórios de ensaio, ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnica e outras entidades que possam ter interesse em melhorar a qualidade do produto em questão. Nesta reunião, são definidas ações para um melhor atendimento do mercado. O acompanhamento que fazemos pode levar à necessidade de repetição da análise, após um período de, aproximadamente, de 1 ano. Durante o período em que os fabricantes estão se adequando e promovendo ações de melhoria, julgamos mais justo e confiável, tanto em relação aos fabricantes quanto aos consumidores, não identificar as marcas que foram reprovadas. Uma última razão diz respeito ao fato de a INTERNET ser acessada por todas as partes do mundo e informações desatualizadas sobre os produtos nacionais poderiam acarretar sérias conseqüências sociais e econômicas para o país. Ensaios Realizados e Resultados Obtidos A confecção da Bandeira Nacional, independente do material de fabricação, condições de uso tamanho, obedece à regras bem definidas. Cores Sobre o retângulo verde ficará o losango amarelo e, dentro deste, o círculo azul, no qual estarão a faixa branca, com as letras da legenda ORDEM E PROGRESSO em cor verde, e as estrelas na cor branca. TODAS AS MARCAS FORAM CONSIDERADAS CONFORME NESTE REQUISITO. 2. As duas faces devem ser exatamente iguais, com a faixa branca inclinada da esquerda para a direita (do observador que olha a faixa de frente), sendo vedado fazer uma face com avesso da outra. SEIS MARCAS FORAM CONSIDERADAS NÃO CONFORME NESTE REQUISITO. Dimensões Para cálculos das dimensões, será tomada por base a largura, dividindo-a em 14 (quatorze) partes iguais, sendo que cada uma das partes será considerada uma medida ou módulo (M). Os demais requisitos dimensionais seguem o critério abaixo: Comprimento será de vinte módulos (20M); A distância dos vértices do losango amarelo ao quadro externo será de um módulo e sete décimos (1,7M); O raio do círculo azul no meio do losango amarelo será de três módulos e meio (3,5M); Centro dos arcos da faixa branca estará a dois módulos (2M) à esquerda do ponto de encontro do prolongamento do diâmetro vertical do círculo com a base do quadro externo; Raio do arco inferior da faixa branca será de oito módulos (8M); o raio do arco superior da faixa branca será de oito módulos e meio (8,5); A largura da faixa branca será de meio módulo (0,5); As letras da palavra ORDEM e da palavra PROGRESSO terão um terço de módulo (0,33M) de altura e três décimos de módulo (0,30M) de largura; A letra da conjunção E terá três décimos de módulo (0,30M) de altura e um quarto de módulo (0,25M) de largura; As estrelas serão de 5 (cinco) dimensões, sendo que devem ser traçadas dentro de círculos cujos os diâmetros são: Três décimos de módulos (0,30M) para as de 1ª grandeza; Um quarto de módulos (0,25M) para as de 2ª grandeza; Um quinto de módulo (0,20M) para as de 3ª grandeza; Um sétimo de módulo (0,14M) para as de 4ª grandeza; Um décimo de módulo (0,10M) para as de 5ª grandeza. A legislação específica para a confecção da Bandeira Nacional (Lei n.º 5.700, de 1º de setembro de 1971) não prevê margem de erro para as dimensões. O Inmetro arbitrou um erro aceitável de ± 10%, sobre a medida legal, de acordo com o módulo obtido (específica para cada Bandeira ensaiada), para as medições efetuadas. TODAS AS MARCAS FORAM CONSIDERADAS NÃO CONFORMES NESTE REQUISITO Resultado Geral No requisito cores, todas as marcas de Bandeiras ensaiadas forma consideradas conforme. Seis marcas não apresentavam dupla face, sendo consideradas não conforme no requisito apresentação. Todas as marcas de Bandeiras analisadas apresentaram erros, acima do tolerado pelo Inmetro (± 10%), em vários itens dimensionais, portanto, todas foram consideradas não conforme nos requisitos dimensionais. Somente são consideradas conforme as marcas que atenderam, totalmente, aos requisitos de cores, apresentação e dimensões. Conclusões Todas as 12 marcas de Bandeira do Brasil analisadas foram consideradas não conforme em relação à legislação aplicável. Cabe destacar que as marcas de Bandeira do Brasil feitas em tecido são, em sua maioria, confeccionadas por costureiras e de forma semi-artesanal, acarretando uma imprecisão nas medidas. Além disso, a legislação específica para o produto é muito rígida por não apresentar erros toleráveis nos requisitos de dimensão. Uma possível revisão da Lei n.º 5.700 deve abranger, ao menos, os seguintes itens: estabelecimento de tolerâncias aceitáveis para as medidas, diferenciando as tolerâncias para as Bandeiras de uso oficial e uso comum; padronização das cores a serem utilizadas na confecção do produto. Fonte: www.inmetro.gov.br

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  História da Bandeira Brasileira DE UM LADO HAVIA UM GRANDE DESCONFORTO em relação ao regime imperial no Brasil. De outro havia o positivismo, uma corrente de pensamento fundada na França por Auguste Comte (1798-1857) que foi mais que um sistema filosófico, trouxe uma nova concepção do mundo, uma nova classificação das ciências e um programa político de construção. Apesar de afirmar que o método científico é o único válido para se chegar ao conhecimento, acabou exercendo um fascínio muito mais próximo da religião, tendo excelente penetração em muitos países, sobretudo no Brasil. Neste cenário, do fim do século XIX, surgiu a nova bandeira republicana. Um reino por uma bandeira História da Bandeira Brasileira A REPÚBLICA instalou-se rápido. De 15 de novembro de 1889 bastariam 15 meses para ser aceita em praticamente todo o país. Interrompendo por quatro dias a seqüência entre a bandeira imperial de 1822 e a republicana de 1889 surgiu, por meios não oficiais, aquela que ficaria conhecida como "Bandeira Provisória da República". História da Bandeira Brasileira Possuía treze listras alternadas com duas cores e uma cantoneira com estrelas em número equivalente aos Estados Federados. Uma "cópia servil do pavilhão da república norte-americana", segundo declarou o escritor positivista Miguel Lemos (1854-1917). Esta bandeira nem chegou a ser utilizada pelas Forças Armadas, e mesmo sem originalidade, ao conservar o verde e amarelo das cores imperiais, manteve aproximação com o regime a qual acabavam de romper. O projeto de Teixeira Mendes UMA NOVA BANDEIRA republicana foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos e do Professor catedrático em Astronomia Manuel Pereira Reis, sendo o desenho executado por Décio Vilares. Eles insistiram numa "fuga positivista a qualquer imitação norte-americana", preferindo fixar-se na França. A divisa "Ordem e Progresso" por si só já lembraria a França, sua origem foi o lema positivista de Auguste Comte: "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim". História da Bandeira Brasileira Para atrair a simpatia – e garantir aprovação – Teixeira Mendes e Miguel Lemos pretendiam fazer entender que o criador da bandeira havia sido o General Benjamim Constant (1836-1891). Mas ele foi pouco mais que um intermediário entre os autores do projeto e o Governo Provisório. Constant apenas sugeriu destacar a constelação do Cruzeiro do Sul na bandeira, o que foi feito. O Decreto No 4, de 19 de novembro de 1889, estabeleceu as diretrizes para a nova bandeira, armas e selos nacionais. A primeira bandeira republicana foi bordada por D. Flora Simas de Carvalho. Para entender a bandeira História da Bandeira Brasileira A BANDEIRA REPUBLICANA afinal não rompeu definitivamente com o Império. O retângulo e o losango permaneceram e com as mesmas tonalidades da bandeira imperial. O círculo central em azul, no decreto simplesmente definido como "esfera", é um antigo emblema usado pelos romanos e que também aparece na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava, inclusive, a faixa branca no sentido descendente. Tal faixa conferiu ao círculo a perspectiva esférica e permitiu a inscrição da legenda "Ordem e Progresso", cujo significado você confere nas próximas páginas desta seção.

FIRMAMENTO COMO SÍMBOLO NACIONAL

O firmamento sempre exerceu fascínio e tem sido permanente fonte de inspiração para a humanidade. Com o progresso das cidades, nosso cotidiano ficou mergulhado em luzes artificiais e há muito deixamos de contemplar o céu. Talvez por ironia, observá-lo sistematicamente foi o que nos ajudou a chegar tão longe. Todas as nações sabem disso e muitas expressam esse significado em seus símbolos nacionais. História da Bandeira Brasileira Bandeiras como a do Uruguai, por exemplo, exibem um glorioso Sol com expressões humanas. O Japão também representa o astro-rei, mas com a simplicidade que o fez conhecido como "o país do Sol nascente". Formas estilizadas da lua são também encontradas em várias bandeiras, geralmente ao lado de estrelas, como a da Turquia. Muitas vezes apenas estrelas são usadas com algum valor representativo, como na bandeira da China. Outras vezes vemos constelações inteiras, é o caso do Cruzeiro do Sul nas bandeiras da Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova-Guiné e Samoa Ocidental, ou a Ursa Menor (uma constelação invisível para a maioria dos habitantes do hemisfério Sul) que figura na bandeira do Estado americano do Alasca. História da Bandeira Brasileira A partir da esquerda, as bandeiras da Austrália, Alasca, Samoa Ocidental, China, Papúa Nova-Guiné e Nova Zelândia.

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  Um céu de puríssimo azul A BANDEIRA DO BRASIL, uma das mais belas e sugestivas do mundo, é também a única a representar uma esfera celeste, o globo imaginário que envolve a Terra com o firmamento. Nessa bandeira, o círculo interno representa uma esfera celeste inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 08h e 14min (ou 12 horas siderais) do dia 15 de novembro de 1889 – data e local da Proclamação da República. Trata-se da mais completa ilustração celeste já imaginada para uma bandeira nacional. Conheça muito mais sobre a bandeira do Brasil nos tópicos a seguir.

Análise crítica

EM MEIO AOS SAUDOSISTAS DA MONARQUIA e os recém empossados republicanos também havia os católicos, que julgavam o positivismo uma seita. Não foi difícil surgir uma onda de críticas à nova bandeira. Uma polêmica que durou anos e dividiu os brasileiros em torno de seu símbolo nacional. Vejamos os principais pontos de discórdia na época.

Falhas heráldicas

História da Bandeira Brasileira A HERÁLDICA É um sistema de combinações de figuras e cores usado nos brasões, emblemas e insígnias desde a Idade Média. A bandeira foi muito criticada por fugir a esses padrões, comuns nos símbolos nacionais europeus. No Brasil, porém, as regras heráldicas não gozaram do mesmo prestígio que tiveram na Europa, uma vez que aqui não existiu Idade Média.

Desprezo da tradição

SEGUNDO OS CRÍTICOS, a nova bandeira republicana desprezava a tradição histórica ao esquecer o período monárquico, conservado até hoje nos símbolos pátrios de outras nações. O que é verdade apenas em parte, pois o verde e amarelo eram as cores do Império, além das figuras geométricas, o losango e o retângulo, cuja associação com minas de ouro e a floresta tropical só existiu de fato na bandeira imperial.

Erros astronômicos

O MODELO USADO para desenhar as estrelas na bandeira foi uma esfera celeste. Trata-se de um globo oco, em cuja superfície desenham-se as constelações, a linha zodiacal, os paralelos e meridianos celestes, fixando-se a Terra no seu centro. A perspectiva geocêntrica se justifica: é assim que vemos o céu! Não percebemos que a Terra se move usando apenas os nossos sentidos. Pelo contrário, eles nos sugerem que Lua, Sol e demais estrelas se movem em volta da Terra; como se todos os astros estivessem sobre uma mesma superfície, a “abóbada celeste”, girando sobre uma Terra imóvel. Na verdade as estrelas estão a diferentes distâncias e não sobre uma superfície no infinito. A simplificação usada nas esferas celestes vale-se dos nossos sentidos, que não percebem essa profundidade. Por outro lado, se fôssemos mais rigorosos, representar um modelo do céu seria muito complicado. O uso da esfera celeste ainda é útil na chamada Astronomia de Posição, que estuda justamente o modo como percebemos o movimento dos corpos celestes. História da Bandeira Brasileira
A esfera armilar, geralmente feita com madeira ou metal, representa os círculos da esfera celeste
Na bandeira, o círculo central representa o desenho dessa esfera, como se estivesse nas mãos de um artista, que a inclinou segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro no dia 15 de novembro de 1889, às 12 horas siderais, instante em que a constelação do Cruzeiro do Sul tem seu eixo maior na vertical. O Rio de Janeiro era então a capital do Brasil. A data assinala a Proclamação da República e 12 horas siderais correspondem às 08 h e 14 min da manhã (a hora sideral é obtida a partir de uma equação que relaciona a posição do equinócio vernal, isto é, o início da estações, com o meridiano local, numa certa data). História da Bandeira Brasileira É, portanto, um céu diurno. O Sol já está acima do horizonte e não é possível observar nenhuma estrela. Ainda que fosse, suas posições estariam invertidas, uma vez que observar o modelo de uma esfera celeste – ela que possui a Terra representada no centro – é como ver o firmamento “pelo lado de fora”. As estrelas na bandeira estão representando uma esfera celeste. Isso não um céu real, mas espelhado em relação ao que vemos. Em novembro ele surge durante o dia (não visível), mas nas noites de maio é possível ver o Cruzeiro de Sul “de pé”, junto as demais constelações, embora nas posições contrárias às exibidas na bandeira. Assim mesmo as estrelas não ocupam sua posição verdadeira na estampa. Não é possível, por exemplo, verificar todas as estrelas correspondentes à constelação do Escorpião, de tão erradas as suas posições.

Um caso à parte é a faixa com o lema “Ordem e Progresso”. Para a Astronomia não poderia ser o equador celeste e nem a eclíptica.

A estrela Spica (alfa de Virgem) figura solitária, acima da faixa, mas na realidade ela pertence ao hemisfério celeste Sul, enquanto Prócion, abaixo dela, pertence ao Norte.

Se a faixa representasse a Eclíptica novamente teríamos Spica abaixo dela e a estrela Graffias (beta do Escorpião) acima. Seria mais fácil imaginá-la como sendo a Faixa Zodiacal, e é exatamente esta a interpretação de Teixeira Mendes em sua Apreciação filosófica (“…por se tratar de uma constelação que tem parte acima e parte abaixo do plano da órbita terrestre…”).

Porém, para configurar o Zodíaco do ponto de vista astronômico, as estrelas Spica, Antares (alfa do Escorpião) e Gráffias deveriam situar-se no interior da Faixa Zodiacal.

Afinal, a bandeira está errada?

NA REALIDADE, ERRADO ESTÁ O MODO como a bandeira vem sendo explicada nas escolas – quando isso acontece. A bandeira do Brasil traz uma representação estilizada do firmamento, está mais próxima de um poema que de uma carta celeste. A respeito dos erros astronômicos, o próprio Teixeira Mendes argumentou: “Não se tratava de construir propriamente uma carta do céu. Era preciso figurar um céu idealizado, isto é, compor uma imagem que em nossa mente evocasse o aspecto do céu, bem como os sentimentos que a evolução poética tem ligado a semelhante imagem.” De fato, um aspecto geral do céu é facilmente percebido. O Cruzeiro do Sul se destaca, como queriam os idealizadores da bandeira, e a maioria não percebe que está invertido em relação à sua imagem verdadeira no céu, assim como as demais constelações. História da Bandeira Brasileira Mas e quanto aos conhecedores da Astronomia? Para eles fica ainda mais fácil perceber a representação da esfera celeste. Não há falhas graves a serem corrigidas na bandeira do Brasil.

O céu foi desenhado aproximadamente à hora da proclamação da república, “para fixar-se perenemente o instante do nascimento da república[1]”. E também por causa do nome original “Terra de Santa Cruz” e ainda a lembrança da “Cruz de Aviz” e da “Cruz de Cristo” que foram usadas nos galeões de Cabral.

Projetos de reforma

O DECRETO-LEI que estabeleceu a nova bandeira republicana não foi bem recebido por todos. Em meio às vozes contrárias estavam Santos Dumont, Floriano Peixoto, o Visconde de Taunay e o Barão do Rio Branco.

Os motivos dependiam de cada um, desde os opositores do positivismo até os descontentes com o fim da monarquia. Alguns não somente reclamaram, propuseram projetos de reforma e, muitas vezes, bandeiras inteiramente novas. Esta página mostra alguns desses desenhos. Avalie você mesmo. Projeto do Barão do Rio Branco História da Bandeira Brasileira ESTE PROJETO NEM CHEGOU A SER PROPOSTO à Constituinte de 1890. A bandeira alternativa teria três listras em diagonal, representando as três raças, o índio, o branco e o negro. No centro um escudo azul com um sol nascente. Um escudo menor, verde, teria a esfera armilar de ouro sobre a cruz de Cristo.

História da Bandeira Brasileira

  Projeto de Júlio Ribeiro (1888) História da Bandeira Brasileira APRESENTADO EM JULHO DE 1888 POR JÚLIO RIBEIRO, filho de norte-americano, este modelo copiava a bandeira dos EUA. Possuía treze listras horizontais alternando-se preto e branco, e uma cantoneira, onde figurava o mapa do Brasil e quatro estrelas, resumindo o Cruzeiro do Sul. Foi oficializada em 1946 como a bandeira do Estado de São Paulo. Projeto de Oliveira Valadão (1892) História da Bandeira Brasileira O PRIMEIRO PROJETO JURÍDICO FOI APRESENTADO em setembro de 1892. De autoria do deputado Oliveira Valadão e subscrito por mais 14 membros da Câmara, segundo ele seriam retiradas a esfera celeste e o lema "Ordem e Progresso", tão polêmico. As Armas da República ficariam num círculo central, de cor azul marinho. Projeto de Wenceslau Escobar (1908) História da Bandeira Brasileira O PROJETO DO DEPUTADO WENCESLAU ESCOBAR foi apresentado à Câmara em junho de 1908 e pretendia apenas suprimir a faixa com o lema "Ordem e Progresso". Segundo ele, para que a nação não tivesse que "guardar um estandarte com a divisa de uma seita".

O céu da bandeira

A BANDEIRA DO BRASIL, uma das mais belas e sugestivas do mundo, é também a única a possuir uma esfera celeste. Adotada em 19 de novembro de 1889, seu círculo interno, em azul, corresponde a uma imagem dessa esfera, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (aproximadamente 8 e meia da manhã) de 15 de novembro de 1889 (Proclamação da República) e cada estrela representa um Estado da federação.

Trata-se da mais completa ilustração celeste já imaginada para uma bandeira nacional.

Cada vez que um Estado é extinto retira-se sua estrela. Quando ocorre uma fusão, apenas uma permanece para representar o novo Estado. Novas estrelas podem ser acrescentadas, na medida da criação de novos Estados, sempre obedecendo a configuração original. A capital federal é representada pela estrela polar do sul, em torno da qual todas as demais tem um movimento aparente.

Abaixo, uma descrição de cada uma das nove constelações hoje presentes na bandeira e a relação entre estrelas e Estados. História da Bandeira Brasileira
Não devemos entender as estrelas representadas na bandeira como um "aspecto do céu".
Na verdade é como se estivéssemos com uma esfera celeste em nossas mãos: as constelações ficam invertidas

Cruzeiro do Sul (Cru)

História da Bandeira Brasileira O Cruzeiro do Sul é uma das mais significativas constelações do céu meridional. Sua estrela alfa (a Cru), também chamada Estrela de Magalhães, passa no meridiano da cidade do Rio de Janeiro no início da manhã de 15 de novembro. A constelação é uma referência para se localizar o ponto cardeal Sul. Basta prolongar o eixo maior da cruz cerca de quatro vezes e meia, na direção da sua base, e então imaginar uma vertical até o horizonte: ali será o Sul geográfico.

Escorpião (Sco)

História da Bandeira Brasileira   Escorpião é uma belíssima constelação zodiacal facilmente reconhecível no céu. Sua estrela mais brilhante, Antares, é uma gigante vermelha, na verdade um sistema duplo localizado a 604 anos-luz do Sol. Escorpião fica numa região do céu rica em objetos celestes observáveis com pequenos instrumentos.

Cão Maior e Triângulo Austral (CMa e TrA)

História da Bandeira Brasileira   A constelação do Cão Maior possui a estrela mais brilhante do firmamento: Sírius. De cor branco azulada, ela está a 8,7 anos-luz do Sol. Quatro estrelas do Cão Maior estão atualmente na bandeira. Elas representam o Mato Grosso, Tocantins (criado em 1988), Rondônia (que se tornou Estado em 1981) e Amapá (1988).

O Triângulo Austral é uma constelação um pouco maior que sua irmã dos céus do norte, a constelação do Triângulo. Suas três estrelas principais estão na bandeira representando os Estados da Região Sul.

Cão Menor, Hidra Fêmea, Virgem,
Carina e Oitante (CMi, Hya, Vir, Car e Oct)

História da Bandeira Brasileira   O Cão Menor é um pequena constelação próxima de Órion, localizada facilmente graças a sua estrela mais brilhante, Prócion, que se situa a 11,3 anos-luz de distância. Sendo a única estrela que pertence ao hemisfério celeste Norte, Prócion foi designada para significar que o país também possui parte de seu território no hemisfério Norte.

Hidra Fêmea, ou simplesmente Hidra, é uma ampla constelação cuja estrela mais brilhante é Alphard, a 148 anos-luz. Hidra Fêmea tem apenas duas estrelas na bandeira, representando os Estados do Mato Grosso do Sul (criado em 1979) e Acre (que se tornou Estado em 1962).

Virgem é uma bela constelação zodical, ligada a figura feminina e à agricultura. Na bandeira, apenas a estrela mais brilhante de Virgem (Spica) está representada. Ela figura solitária, acima da faixa "Ordem e Progresso", também para significar que o Brasil estende parte de seu território ao hemisfério Norte.

Carina é o casco do navio Argus, que figura na bandeira em memória da navegação. Apenas Canopus está representada. Ela é a segunda estrela mais brilhante do céu.

Oitante é uma constelação circumpolar de brilho fraco. Sua estrela Sigma está bem próxima do pólo celeste Sul. Do nosso ponto de vista, é em torno dela que giram todas as demais estrelas do firmamento. Por causa desta posição de destaque, Sigma do Oitante foi escolhida para representar o Município Neutro da União (Brasília). Nenhuma outra estrela conferiria tal destaque.

Considerações finais

MUITO ALÉM DE UMA SIMPLES QUESTÃO DE CIVISMO, conhecer bem a bandeira do Brasil e o seu simbolismo é um mergulho na história. O círculo central em azul, que representa a esfera celeste, é herança do culto português pela esfera manuelina, simbolizando as grandes viagens de exploração marítimas.

Neste globo celeste, porém, uma faixa branca sintetiza um mote positivista de Auguste Comte: "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim; famoso à época e através do qual muitos republicanos se reviam.

A faixa branca já foi interpretada como simbolizando o rio Amazonas. Contudo, tal como na faixa equivalente da esfera manuelina, ela aparece representando o zodíaco, a região do céu percorrida pelo Sol em seu movimento anual aparente.

O relacionamento entre o verde e as matas, o amarelo e as riquezas e o azul ao céu nunca existiu historicamente. O amarelo, por exemplo, recorda o período imperial e é, poeticamente, a representação do Sol. Tanto o azul quanto o verde ou o branco remontam a nacionalidade lusitana.

O retângulo e o losango estão presentes com as mesmas cores na bandeira imperial, mostrando que a bandeira republicana não rompeu definitivamente com o Império. O losango representa a mulher, na posição de mãe, esposa, irmã e filha. A esfera é o antigo símbolo do mundo, unindo o Brasil a Portugal através de D. Manuel, em cujo reinado se deu o descobrimento.

Vale destacar a ausência do vermelho e do preto, excluindo da bandeira lembranças as guerras, ameaças e agressões. A bandeira do Brasil é um pendão idealista e limpo, estando próxima aos antigos estandartes, erguidos para coreografar o bem-estar e o jubilo aos deuses. Grandezas História da Bandeira Brasileira OS POVOS ANTIGOS PENSAVAM que todas as estrelas estavam fixas numa mesma esfera cristalina e à mesma distância da Terra. Dessa forma, seguindo a tradição dos globos celestes, a esfera é representada como que vista do lado externo, isto é, do infinito.

Somos levados “para trás” das estrelas. E não há outra maneira de representar os astros numa esfera que respeite as suas posições relativas. As estrelas da bandeira do Brasil aparecem com cinco pontas, como é costume heráldico, e com cinco dimensões diferentes, procurando representar o brilho aparente das estrelas (magnitude), embora sem correspondência direta com as magnitudes astronômicas. Foram consideradas cinco escalas de magnitude: 0,30, 0,25, 0,20, 0,14 e 0,10 vezes 1/14 da largura da bandeira, que foi concebida na proporção 14 x 20.

Elas são classificadas em ordem crescente de luminosidade: as mais brilhantes são chamadas de primeira grandeza (aquelas que primeiro se vêem após o pôr do Sol), seguidas pelas estrelas de segunda grandeza e assim sucessivamente, até a sexta grandeza, no limiar da visibilidade. A bandeira do Brasil mostra estrelas de cinco diferentes grande História da Bandeira Brasileira
As cinco "grandezas estelares" presentes na bandeira (mostradas entre parêntesis)
podem ser verificadas observando apenas a constelação do Cruzeiro do Sul e a estrela Sigma do Oitante
As estrelas e seus significados A ESTRELA ALFA DA CONSTELAÇÃO DE VIRGEM, chamada Spica, aquela que aparece solitária sobre a faixa "Ordem e Progresso", não representa o Distrito Federal na bandeira do Brasil. Spica, que no céu real se encontra mais ao norte, representa o Estado do Pará. O Distrito Federal é representado por sigma do Oitante, uma estrela que na prática está no limiar da visibilidade a olho nu.

Contudo, a escolha se justifica plenamente ao verificarmos sua posição bem próxima ao pólo celeste Sul. Desse modo, ela nunca nasce ou se põe vista do território brasileiro (está sempre no céu, em qualquer dia e horário), e além disso todas as demais estrelas descrevem arcos em torno de Sigma Octantis.

Na bandeira, três constelações são facilmente reconhecíveis: o Cruzeiro do Sul, o Triângulo Austral e o Escorpião. Algumas estrelas têm uma história ilustre e a sua presença está carregada de simbolismo.

Spica, por exemplo, é a única estrela que aparece ao norte da faixa branca e sua presença indica que o país tem parte de seu território no hemisfério norte (ao norte do equador).

Essa estrela aparece deslocada para norte da faixa, na bandeira, mas na realidade está ao sul da linha central do zodíaco (a eclíptica). Tal fato distorce conscientemente a sua posição celeste, revelando a extensão territorial do Brasil. Nenhum outro país com dimensão geográfica semelhante ocupa parte dos dois hemisférios. História da Bandeira Brasileira
Deusa Deméter (Ceres)
Para os republicanos, a agricultura era uma ferramenta essencial de desenvolvimento e Spica faz referência a deusa Deméter (ou Ceres, para os romanos), deusa da agricultura, geralmente representada com uma espiga de cereal, exatamente a estrela Spica (espiga).

Mas os criadores da bandeira insistiram, sobretudo, no significado desta estrela na história da ciência. De fato, a observação de Spica está ligada à descoberta da precessão dos equinócios por Hiparco (190-120 a.C.), um dos acontecimentos mais significativos da Astronomia antiga.

Um pouco mais abaixo aparece a estrela Canopus, da antiga constelação de Argus (atualmente Carina). Ela recorda a lenda dos argonautas, que empreenderam a viagem a Cólquida para se apoderarem do "velo de ouro", a pele dourada do carneiro possuidor da Razão. História da Bandeira Brasileira Segundo os criadores da bandeira, Canopus representa as viagens dos navegadores portugueses, que chegaram à América do Sul à procura de um moderno velo dourado.

No centro da bandeira está representada, em destaque, a constelação do Cruzeiro do Sul, que no momento histórico de Proclamação da República passava sobre o meridiano da cidade do Rio de Janeiro, na época capital do Brasil.

Uma das primeiras referências sobre o Cruzeiro do Sul é também um dos primeiros documentos escritos em solo brasileiro, redigido por um fidalgo de origem espanhola chamado João Emeneslau, ou simplesmente Mestre João, "físico e cirurgião", principal investigador da expedição de Pedro Álvares Cabral. JOSÉ ROBERTO V. COSTA Fonte: www.zenite.nu

História da Bandeira Brasileira

  História da Bandeira Brasileira A bandeira é um símbolo. Ela pode representar um time de futebol, uma instituição, um grupo étnico-cultural, enfim, são várias as idéias que podem ser expressas através de uma bandeira. Seu significado é tão forte, que todos os países possuem sua própria bandeira, aquela que representa a nação e que, por isso, deve ser respeitada. A atual bandeira do Brasil foi instituída quatro dias depois da Proclamação da República. Por conta disso, no Brasil, comemoramos o Dia da Bandeira em 19 de novembro. Parabéns, Bandeira do Brasil, pelo seu dia. História da Bandeira Brasileira As bandeiras em nossa História História da Bandeira Brasileira
Bandeira da Ordem de Cristo
Primeira hasteada em solo brasileiro
História da Bandeira Brasileira
Bandeira Real
A primeira do Reino de Portugal, nas naus do descobrimento
História da Bandeira Brasileira
Bandeira de D. João III
Usada no Brasil durante a Colonização
História da Bandeira Brasileira
Bandeira do Domínio Espanhol
Bandeira utilizada durante o domínio espanhol em terras portuguesas
História da Bandeira Brasileira
Bandeira da Restauração
Bandeira do Reinado de D. João VI, marca o fim do domínio espanhol
História da Bandeira Brasileira
Bandeira do Principado do Brasil
Primeiro sinal de presença do Brasil, no campo político mundial, como parte integrante da nação portuguesa
História da Bandeira Brasileira
Bandeira de D. Pedro II, de Portugal
Bandeira do reinado de D. Pedro II, utilizada após a morte de D. Afonso VI
História da Bandeira Brasileira
Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
Bandeira do período de D. João VI
História da Bandeira Brasileira
Bandeira do Regime Constitucional
Última a tremular no Brasil com traços que lembram Portugal
História da Bandeira Brasileira
Bandeira Imperial do Brasil
Marca da emancipação política do Brasil
História da Bandeira Brasileira
Bandeira Provisória da República
Utilizada de 15 a 19 de novembro de 1889, sendo substituída pela atual
História da Bandeira Brasileira
Bandeira Nacional As cores As primeiras bandeiras da história do homem costumavam representar um grupo sócio-cultural através da imagem de um animal, de um vegetal ou objeto. Com o tempo é que as cores passaram a ter também um significado importante, principalmente após a Revolução Francesa, quando passaram a exprimir a nacionalidade, independente de existirem ou não figuras ou emblemas na estampa. Antigamente, a escolha das cores se dava de forma arbitrária. Hoje em dia, estão relacionadas a fatores religiosos e políticos. A cor vermelha, por exemplo, é geralmente associada a movimentos revolucionários. No caso da bandeira brasileira, o verde traria à lembrança o primeiro objeto que funcionou como bandeira: os ramos arrancados das árvores pelos homens primitivos em atitude espontânea de alegria. O verde nos remeteria ainda à nossa filiação com a França, à juvenilidade do país e ao imenso mar, literariamente verde nos escritos de José de Alencar. O amarelo, por sua vez, representaria nossa riqueza mineral e a aventura dos bandeirantes à procura do ouro. De maneira poética, nos levaria à imagem do sol, astro que nos garante condições essenciais de sobrevivência. Numa homenagem à Nossa Senhora, padroeira de Portugal e do Brasil, o azul, ao lado da cor branca, nos colocaria no esquema bandeirológico latino-americano, onde predominam essas duas cores: azul e branca. E finalmente o branco. Traduzindo nossos desejos de paz, nos inclui nas filosofias que enxergam Deus como plenitude do ser e do poder, assim como o branco é a plenitude das cores. História da Bandeira Brasileira As estrelas hoje Sabemos que para cada estrela de nossa bandeira corresponde um estado brasileiro. Com a criação de novos estados no país, se estabeleceu uma dúvida: continuaria a correspondência? Conforme a Lei número 5.700, de 1º de setembro de 1971, essa correlação não existiria mais. Uma outra lei, no entanto, número 8.421, de 11 de maio de 1992, retificou a anterior, através da seguinte comunicação: a bandeira nacional deve ser atualizada sempre que algum estado da federação for criado ou extinto; os novos estados serão representados por novas estrelas, a serem incluídas, sem que afete a disposição estética original do desenho da primeira bandeira republicana; as que forem correspondentes a estados extintos serão retiradas, permanecendo aquela que represente um novo estado mediante a fusão. Nessa lei de 1992 consta ainda um anexo, trazendo uma lista dos estados e sua respectiva relação com as estrelas. A informação, portanto, de que essa correspondência estelar não existiria mais, deve ter se tratado de um erro de interpretação da lei de 1971. História da Bandeira Brasileira A polêmica das estrelas Quando foi instituída pelo decreto número 4, de 19 de novembro de 1889, a bandeira brasileira recebeu muitas críticas devido a sua relação com a astronomia. Isto porque a disposição das estrelas na esfera azul da bandeira não se encontrava da mesma forma como costumamos vê-la no céu. Tudo por conta da perspectiva escolhida pelos criadores do desenho original. A intenção era representar o céu do Rio de Janeiro às 8h30m da manhã do dia 15 de novembro, data da Proclamação, mas com um pequeno detalhe: o observador desse céu estaria do lado de fora da esfera, vendo-a a partir do espaço cósmico. E, mais ainda: essa bola imaginária (o espaço celeste) teria todas as estrelas grudadas nela, com a terra situada em seu centro. Daí a polêmica. Consta também que a constelação do Cruzeiro do Sul estava, nessa hora exata, com o braço maior na vertical e no meridiano da cidade do Rio. Tanta discussão para algo bastante simples: o céu da bandeira nacional aparece do lado oposto de nossa visão aqui da terra.

O Hino à Bandeira

Olavo Bilac Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz.
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil! Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Contemplando o teu vulto sagrado
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser. Sobre a imensa Nação brasileira
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor.

Ordem e Progresso

História da Bandeira Brasileira A palavra de ordem inscrita em nossa bandeira, trata-se da síntese de um sistema filosófico aceito não só no Brasil, como também na Europa: o positivismo. Os grandes nomes dessa filosofia em nosso país no fim do século XIX eram Benjamin Constant, Demétrio Ribeiro, Teixeira Mendes e Miguel Lemos. Numa visível homenagem a esses cidadãos, convoca os brasileiros para uma arrancada concreta e irreversível pelo desenvolvimento. A significação de ordem não é ditadura, mas sim decisão e visão clara dos problemas, enquanto progresso não indica riqueza para os indolentes, mas meta de ascensão para os homens de valor. Um dos três únicos casos em que o idioma da pátria em questão aparece na bandeira, possui o seu recanto para o culto coletivo de toda a nação: a Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde fica sempre hasteada, tendo na base do mastro as seguintes palavras: "Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a bandeira sempre no alto, a visão permanente da pátria".

Curiosidades

Você sabia que… Uma bandeira em mau estado de conservação não pode ser hasteada. Deve ser entregue a uma unidade militar para ser incinerada no dia 19 de novembro. A Bandeira Nacional fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes em Brasília. Quando for substituída, só é arriada quando a nova for hasteada. Em alguns locais, a bandeira deve ser hasteada todos os dias.
São eles:
palácio da Presidência da República; residência do presidente; Congresso Nacional; nos ministérios; no Supremo Tribunal Federal; nos edifícios-sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; em repartições consulares; em repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa da fronteira etc. Tradicionalmente, a bandeira é hasteada às 8h da manhã e arriada às 18h. Se ficar hasteada durante a noite, deve estar iluminada. Não é permitido hastear bandeira de outro país em terras brasileiras se ao lado não estiver a Bandeira Nacional de igual tamanho e posicionada ao lado direito. A exceção é somente para embaixadas e consulados.

Outras palavras

Não faltam sinônimos para a palavra bandeira, originária do gótico "bandvja" e do latim "bandaria". São eles: auriflama, balsa, bandeirola, emblema, estandarte, flâmula, galhardete, gonfalão, guião, insígnia, lábaro, pálio, pavilhão, pendão e vexilo. Veja agora o que significa cada uma dessas palavras: Auriflama - pequeno estandarte de seda vermelha entregue aos reis da França pelo abade S. Dinis. Balsa - é o estandarte usado pelos templários nas expedições contra os mouros. Bandeirola – pequena bandeira usada pelos engenheiros quando querem marcar o ponto de um alinhamento. Emblema - figura ou símbolo. Estandarte - insígnia militar dos corpos de cavalaria. Flâmula - tira ou faixa que tem a ponta farpada, sendo colocada no topo dos mastros das embarcações. Galhardete - bandeira colocada nos mastros para adornar ou sinalizar. Também pode servir de enfeite nas ruas. Gonfalão - bandeira de guerra com partes que prendem perpendicularmente a uma haste, sob a qual se enfileiravam os vassalos. Guião – é o estandarte que encabeça as tropas ou procissões. Insígnia - adorno emblemático de autoridades. Lábaro - estandarte usado entre os romanos no tempo dos imperadores. Aparece na letra do hino nacional brasileiro. Pálio – ornamento que o papa concede aos patriarcas e arcebispos e eventualmente as bispos. Pavilhão – símbolo marítimo de uma nacionalidade. Pendão - bandeira grande em cruz levada em procissões. Vexilo - o termo é usado como destacamento militar e o vocábulo vexilalogia é a ciência que estuda das bandeiras como símbolos. Fonte: www.ibge.gov.br  

História da Bandeira Brasileira

  História da Bandeira Brasileira DIA DA BANDEIRA A bandeira do Brasil foi instituída quatro dias após a Proclamação da República, que foi no dia 15 de novembro de 1889. Assim como as demais bandeiras, cujas cores geralmente têm algum significado, a bandeira do Brasil tem as cores ligadas aos símbolos nacionais. O nosso verde significa nossas matas e também traz à lembrança o primeiro objeto que funcionou como bandeira: os ramos arrancados das árvores pelos homens primitivos em atitude de alegria. O nosso amarelo representa a riqueza mineral e a aventura dos bandeirantes à procura do ouro. Uma interpretação mais poética faz com que imaginemos o amarelo como o sol que brilha em nosso céu, astro que garante as condições da sobrevivência humana. O azul significa o nosso céu e também uma homenagem à Nossa Senhora, padroeira de Portugal e do Brasil. O branco simboliza a paz, incluindo os brasileiros aos povos que enxergam Deus como plenitude do ser e do poder, assim como o branco é a plenitude das cores. Além de todas essas cores, a bandeira brasileira tem 27 estrelas que correspondem às 26 unidades federativas brasileiras e o Distrito Federal. Na faixa que corta a bandeira nacional estão escritas as palavras “Ordem e Progresso”. Isso significa decisão e visão clara dos problemas da pátria e também meta de ascensão para os homens de valor. Essas palavras são a síntese de um sistema filosófico que surgiu na Europa, chamado “Positivismo”. Em nosso país, Benjamin Constant, Demétrio Ribeiro, Teixeira Mendes e Miguel Lemes são grandes nomes dessa filosofia. A bandeira do Brasil fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ela só é arriada quando uma nova é hasteada. As bandeiras brasileiras em mau estado de conservação devem ser entregues em uma unidade militar para serem incineradas no dia 19 de novembro. As bandeiras de outros países só podem ser hasteadas no Brasil se ao lado estiver a Bandeira Nacional, do mesmo tamanho e ao lado direito. A única exceção é para embaixadas e consulados. Fonte: UFGNet

História da Bandeira Brasileira

Boa tarde a todos e obrigado pela oportunidade de falar sobre este nosso glorioso pendão. A nossa Bandeira Nacional é a própria imagem da Pátria e da nossa soberania, razão pela qual se impõe ao culto dos brasileiros. A lei regulamenta a sua apresentação, mas é necessário que o costume a conserve como uma sugestão permanente de nacionalidade aos olhos do povo. É nosso dever propagar o culto à Bandeira, como uma exigência dos hábitos nacionais por todo o território pátrio. Presente por toda parte, seja ela o emblema insubstituível da brasilidade. Consideram-na, os que têm a responsabilidade de ensinar, a materialização amável do tempo e do espaço nacional, símbolo comum às gerações. É preciso que a educação se faça nas escolas e fora delas, sob esse signo de união e fidelidade, a todos os cidadãos que estudam e trabalham; pelas suas cores que, desde a independência, lhe compõem o retrato sentimental: "auriverde pendão" da nossa terra! A Bandeira do Brasil foi projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Linhares. Foi inspirada na bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, com a esfera azul-celeste e a divisa positivista "Ordem e Progresso" no lugar da coroa imperial. A expressão foi extraída da fórmula máxima do Positivismo: "O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim", que se decompõe em duas divisas usuais – uma moral, ‘viver para outrém’ (altruísmo, termo criado por Comte), ou seja, colocar o interesse alheio acima de seu próprio interesse, e outra divisa de natureza estética, ‘Ordem e Progresso’, que significa cada coisa em seu devido lugar para a perfeita orientação ética da vida social. Dentro da esfera, está representado o céu do Rio de Janeiro, com a constelação do Cruzeiro do Sul, às 8h30 de 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República. As estrelas foram inspiradas nas que, realmente, brilhavam no céu do Brasil, na histórica madrugada de 15 de novembro de 1889. Eram as estrelas Espiga, Procium, Sirius, Canopus, Delta, Gama, Epsilon, Seta, Alfa, Antares, Lambda, Mu, Teta e outras". Mas, companheiros, qual a razão das cores verde, amarelo, azul e branco em nossa Bandeira? Ao analisarmos as cores e a inscrição da Bandeira de nossa Pátria, veremos o quanto elas representam para nós: O verde da Bandeira tem muitos significados, pois remonta o primeiro objeto que provavelmente funcionou como bandeira: ramos de árvores arrancados em instantes de alegria espontânea. Na Bandeira do Brasil, o verde tem outros significados históricos, como a Casa de Bragança, a filiação com a França e o estandarte dos Bandeirantes. Tem o verde também o significado da vastidão territorial que nos foi legada pelos intrépidos bandeirantes Antonio Raposo Tavares, Fernão Dias Paes e tantos outros que, com sua tenacidade e desprendimento, deram nova dimensão ao Brasil e dormem sepultados sob a poeira dos tempos; como por aqueles que, expondo suas vidas em memoráveis batalhas, expulsaram os invasores que formavam novos países dentro do nosso país; ou ainda pelos ilustres autores de nossa Independência José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro I e D. João VI, que fizeram abortar os sonhos dos brasileiros mal avisados, que procuravam semear em nossa terra pequenas repúblicas o que, está provado, pelo que podemos ver na Hispano-América, transformaria o grande, o imenso Brasil, em pequenos e insignificantes países, em imensa e desunida colcha de retalhos, estraçalhando e dividindo este corpo de proporções gigantescas que será, se Deus o quiser, sempre unido e coeso, o celeiro do mundo futuro, graças ao seu extraordinário povo e a sua imensidão territorial. O amarelo, não só do ouro e das riqueza que povoam o nosso subsolo, mas o ouro da pureza de alma e da imensa bondade que brota do coração dos brasileiros. Um povo extraordinariamente cristão que não quer verter sangue, que não é vingativo porque tem a correr-lhe nas veias o sangue dos cruzados que ostentavam no denodado peito a Cruz rubra de Cristo a atestar a fé e a razão de viver. O amarelo recorda, ainda, o período imperial e, poeticamente, é a representação do Sol. Essa cor, historicamente, nos remete ainda à Casa dos Habsburgos e também à Casa de Castela e à Casa de Lorena, a que pertencia a D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I. O azul, historicamente, remonta a nacionalidade lusitana, bem como homenageia a história do Cristianismo e a mãe de Jesus, padroeira de Portugal e do Brasil. No campo da Astronomia, o azul, dentro do seu círculo interno, corresponde a uma imagem dessa esfera, inclinada segundo a latitude do Rio de Janeiro às 8h37 – ou 12 horas siderais – do dia 15 de novembro de 1889 (data e local da Proclamação da República). Trata-se da mais completa ilustração celeste já imaginada para uma bandeira nacional. O firmamento sempre exerceu fascínio e tem sido permanente fonte de inspiração para a humanidade. Com o progresso das cidades, nosso cotidiano ficou mergulhado em luzes artificiais e há muito deixamos de contemplar o céu. Talvez por ironia, observá-lo sistematicamente foi o que nos ajudou a chegar tão longe. Todas as nações sabem disso e muitas expressam esse significado em seus símbolos nacionais. Várias foram as alterações havidas nessa esfera azul, pois no início a nossa Bandeira possuía 21 estrelas pertencentes a oito constelações: Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Astral (3), Cão Menor (1), Cão Maior (1), Argus (1), Virgem (1) e Oitante (1). Posteriormente, em 1960 e 62, foram acrescentadas mais duas estrelas, Alphard (Alfa) e Gama, pretencentes à constelação Hidra Fêmea e referentes aos novos Estados da Guanabara e do Acre, Lei nº 5443, de 28-05-1968. A Lei nº 5700, de 01-09-1971, deu nova redação à Lei acima mencionada, dispondo detalhadamente, sobre a forma e apresentação dos símbolos nacionais – Bandeira, Hino, Armas e Selo. Em 1992, a Lei nº 11 alterou a bandeira para permitir que todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal fossem representados por estrelas, ocasião em que foram adicionadas mais quatro estrelas à constelação do Cão Maior: Mirzam (Beta), Muliphen (Gama), Wezen (Delta) e Adhara (Épsilon), referentes aos Estados do Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, respectivamente. E, por fim, o Estado de Mato Grosso do Sul ficou com a estrela Alphard que pertencia ao Estado da Guanabara, extinto em 1975. As Leis em questão ressaltam a necessidade da Bandeira Nacional ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou extinção de Estados e deixam bem evidente que a Bandeira brasileira é aquela que foi adotada pelo Decreto de nº 4, de 19-11-1889. E quanto a cor branca, plenitude das cores, ela traduz os desejos de paz. Vale destacar também a ausência do vermelho e do preto, excluindo da Bandeira lembranças de guerras, ameaças e agressões. A Bandeira do Brasil é um pendão idealista e limpo, estando bem mais próxima dos antigos estandartes, erguidos apenas para coreografar o bem-estar e o jubilo aos deuses. A área branca, ainda em sentido oblíquo e descendente, da esquerda para a direita, com a legenda "Ordem e Progresso", cuja posição exata na Bandeira não constou no decreto que a criou, foi motivo de dúvidas e especulações diversas. A área branca de nossa Bandeira se trata apenas de um espaço, não pertencente à Esfera Celeste, onde se pudesse inscrever a expressão positivista já citada, parte de um dos lemas mais conhecidos do filósofo francês Augusto Comte (1798-1857), fundador do positivismo, que contava com numerosos seguidores no Brasil, entre eles o professor Raimundo Teixeira Mendes, o mentor da Bandeira Republicana. A nossa primeira Bandeira, com certeza, nasceu no ano de 1139, das cinco quinas que simbolizavam as chagas de Cristo, que dizem ter aparecido a D. Afonso Henriques, na Batalha de Ouriques. A elas vieram se unir a Bandeira da Ordem de Cristo, instituída em 1318, que tremulou no topo dos mastros das caravelas que singravam aos mares dos cinco continentes. Em 1495 é instituída a Bandeira de D. Manoel I, o venturoso, que sobre a Cruz de Cristo coloca as armas portuguesas. São estas duas bandeiras que desembarcaram no Brasil a 22 de abril de 1500 pelas mãos de Pedro Alvares Cabral. No Brasil, a primeira bandeira, que vigorou após a Independência e que foi instituída por decreto de 18 de setembro de 1822, foi o resultado de um estudo solicitado por D. Pedro I ao célebre artista francês Jean Baptiste Debret, estudo esse que, apresentados ao mestre Felix Emile Taunay, mereceu reparos, considerados por D. Pedro I que finalmente o aprovou. Entretanto, como fora escolhido o título de Imperador para a cerimônia de coroação, não havia mais razões para a sobrevivência da coroa portuguesa, de quem o Brasil se emancipara, sendo substituída pela coroa imperial brasileira. Essa bandeira ficou imutável até 15 de novembro de 1889, data da implantação da República. Com uma pequena modificação, nossa Bandeira adaptou-se à nova situação sem quebrar a sua continuidade. Do símbolo heráldico do Império para o aspecto do céu da capital brasileira no momento em que a constelação do Cruzeiro se acha no Meridiano. Ao centro a legenda que bem exprime o desejo de todo o brasileiro, por muitos tachada de sectária, mas que permanece até o presente como a prognosticar o Brasil que sempre renasce. Vale ressaltar a letra do Hino à Bandeira, de autoria do poeta Olavo Bilac: Salve, lindo pendão da esperança! Salve, símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança, a grandeza da Pátria nos traz. Salve, lindo pendão, bandeira de nossa terra que desejamos, de coração, presente em todas as salas de aula, em todos os lares humildes ou poderosos, e em as forjas de trabalho deste imenso e amado Brasil. Salve símbolo augusto da paz. Paz que sentimos presente em nossos lares e em nosso ambiente de trabalho. Tua nobre presença, bandeira da minha terra, à lembrança a grandeza da Pátria nos traz. Grandeza que não é mais futuro, mas presente porque nós somos o presente e o Brasil está alicerçado no amor, na justiça e na honestidade de cada um de nós. Bandeira do meu Brasil! Contemplando o teu vulto sagrado, compreendemos o nosso dever; e o Brasil, por seus filhos amado, poderoso e feliz há de ser. Pedro Paulo Penna Trindade Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

História da Bandeira Brasileira

História da Bandeira Brasileira A Bandeira Brasileira foi um projeto de Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira foi responsável pela organização das estrelas, e o desenho foi executado por Décio Villares. O projeto foi aprovado em 19 de novembro de 1889, através do Decreto nº 4. A nova bandeira manteve as tradicionais cores verde e amarela, uma vez que elas "recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria", e que "independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações." O amarelo primeiro apareceu na bandeira do Principado do Brasil (1645), colorido uma esfera armilar, que era um dos instrumentos usados no aprendizado da arte de navegação, lembrando então a descoberta do Brasil. O verde apareceu bem mais tarde (13 de maio de 1816) na Bandeira do Reino do Brasil, decretada por D. Pedro I. A bandeira foi desenhada por Jean-Baptiste Debret, membro da Missão Artística Francesa, contratada anos antes por D. João IV para pintar "as belezas naturais e humanas do Brasil." D. Pedro teria afirmado que o verde e o amarelo representariam "a riqueza e a primavera eterna do Brasil." A esfera armilar é novamente lembrada através da esfera azul celeste, que representa o céu idealizado. A faixa branca que atravessa a esfera dá à mesma a noção de perspectiva. Trata-se da idealização da linha zodiacal. A legenda, escrita em verde, "Ordem e Progresso", é um resumo do lema de Auguste Comte, criador do Positivismo, do qual Teixeira Mendes era adepto. O lema completo era "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim." Segundo o próprio Teixeira Mendes, o objetivo do lema era mostrar que a revolução "não aboliu simplesmente a monarquia", mas que ela aspirava "fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias à sua permanente harmonia." As estrelas, parte do "céu idealizado", têm uma história que se inicia também com a Bandeira do Reino de D. Pedro I, para honrar as 19 províncias daquele tempo. Quando a Bandeira Republicana foi criada, as estrelas representavam os vinte Estados da República e o Município Neutro. Hoje são 26 Estados e o Distrito. A disposição das estrelas deve ser a mesma daquela vista no céu do Rio de Janeiro nas primeiras horas da manhã do dia 15 de novembro de 1889, por isso a presença do Cruzeiro do Sul. No entanto, vale lembrar a presença da Cruz na primeira bandeira a chegar em território brasileiro: a Bandeira da Ordem Militar de Cristo, símbolo da ordem militar e religiosa restrita a nobres, que financiou várias expedições marítimas portuguesas. Tal ordem possuía uma cruz vermelha e branca num fundo branco e estava nas velas das 12 embarcações que chegaram em terras brasileiras no dia 22 de abril de 1500.

Bandeira

De um lado havia um grande desconforto em relação ao regime imperial no Brasil. De outro havia o positivismo, uma corrente de pensamento fundada na França por Auguste Comte (1798-1857) que foi mais que um sistema filosófico, trouxe uma nova concepção do mundo, uma nova classificação das ciências e um programa político de construção. Apesar de afirmar que o método científico é o único válido para se chegar ao conhecimento, acabou exercendo um fascínio muito mais próximo da religião, tendo excelente penetração em muitos países, sobretudo no Brasil. Neste cenário, do fim do século XIX, surgiu a nova bandeira republicana.

Um reino por uma bandeira

A república instalou-se rápido. De 15 de novembro de 1889 bastariam 15 meses para ser aceita em praticamente todo o país. Interrompendo por quatro dias a seqüência entre a bandeira imperial de 1822 e a republicana de 1889 surgiu, por meios não oficiais, aquela que ficaria conhecida como "Bandeira Provisória da República". Possuía treze listras alternadas com duas cores e uma cantoneira com estrelas em número equivalente aos Estados Federados. Uma "cópia servil do pavilhão da república norte-americana", segundo declarou o escritor positivista Miguel Lemos (1854-1917). Esta bandeira nem chegou a ser utilizada pelas Forças Armadas, e mesmo sem originalidade, ao conservar o verde e amarelo das cores imperiais, manteve aproximação com o regime a qual acabavam de romper.

O projeto de Teixeira Mendes

Uma nova bandeira republicana foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos e do Professor catedrático em Astronomia Manuel Pereira Reis, sendo o desenho executado por Décio Vilares. Eles insistiram numa "fuga positivista a qualquer imitação norte-americana", preferindo fixar-se na França. A divisa "Ordem e Progresso" por si só já lembraria a França, sua origem foi o lema positivista de Auguste Comte: "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim". Para atrair a simpatia – e garantir aprovação – Teixeira Mendes e Miguel Lemos pretendiam fazer entender que o criador da bandeira havia sido o General Benjamim Constant (1836-1891). Mas ele foi pouco mais que um intermediário entre os autores do projeto e o Governo Provisório. Constant apenas sugeriu destacar a constelação do Cruzeiro do Sul na bandeira, o que foi feito. O Decreto No 4, de 19 de novembro de 1889, estabeleceu as diretrizes para a nova bandeira, armas e selos nacionais. A primeira bandeira republicana foi bordada por D. Flora Simas de Carvalho.

Para entender a bandeira

A bandeira republicana afinal não rompeu definitivamente com o Império. O retângulo e o losango permaneceram e com as mesmas tonalidades da bandeira imperial. O círculo central em azul, no decreto simplesmente definido como "esfera", é um antigo emblema usado pelos romanos e que também aparece na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava, inclusive, a faixa branca no sentido descendente. Tal faixa conferiu ao círculo a perspectiva esférica e permitiu a inscrição da legenda "Ordem e Progresso".

CORES DA BANDEIRA

A popular relação entre o verde e as matas, o amarelo e as riquesas e o azul ao céu historicamente existiu apenas na antiga bandeira imperial. Na verdade, tanto as cores como as formas geométricas da bandeira são remanescentes do período imperial, e mostram que a bandeira republicana afinal não rompeu definitivamente com o perído que a precedeu. Na bandeira do Brasil o verde tem muitos significados históricos, como a Casa de Bragança, a filiação com a França e o estandarte dos Bandeirantes. O amarelo recorda o período imperial e, poeticamente, é a representação do Sol. Essa cor recorda à Casa dos Habsburgos e também à Casa de Castela e a Casa de Lorena, a que pertencia D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I. Combinado ao verde, o amarelo irmaniza-nos com os povos africanos. O azul, juntamente com o branco também remonta a nacionalidade lusitana, bem como homenageia a história do Cristianismo e a mãe de Jesus, padroeira de Portugal e do Brasil. O branco, plenitude das cores, traduz os desejos de paz. Vale destacar a ausência do vermelho e do preto, excluindo da bandeira lembranças as guerras, ameaças e agressões. A bandeira do Brasil é um pendão idealista e limpo, estando bem mais próxima dos antigos estandartes, erguidos apenas para coreografar o bem-estar e o jubilo aos deuses.

Formas geométricas

O losango amarelo presente na bandeira do Brasil é a representação da mulher na posição de mãe, esposa, irmã e filha. A esfera azul é o antigo símbolo do mundo, unindo o Brasil a Portugal através de D. Manuel, em cujo reinado se deu o descobrimento. Essa esfera é também um antigo emblema romano, presente na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava inclusive a faixa descendente.

O LEMA "ORDEM E PROGRESSO"

O projeto da bandeira do Brasil é de autoria de Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira Reis, catedrático em Astronomia da Escola Politécnica tratou da posição das estrelas e o desenho foi executado por Décio Vilares. A faixa central, branca, no sentido descendente, contém a síntese de um sistema filosófico que por algum tempo foi muito bem aceito em certas regiões da Europa e da América (inclusive influenciando na independência dos Estados Unidos) e especialmente no Brasil. O lema não reflete um estado temporal do país, mas é uma convocação ao desenvolvimento, indica uma meta, valores a serem buscados. A divisa "Ordem e Progresso" recorda diretamente à França, sendo originária do lema positivista de Auguste Comte: História da Bandeira Brasileira
"o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim".

ESTRELAS E ESTADOS

A bandeira do Brasil, uma das mais belas e sugestivas do mundo, é também a única a possuir uma esfera celeste, o globo imaginário que envolve a Terra com o firmamento. Adotada desde 19 de novembro de 1889, seu círculo interno, em azul, corresponde a uma imagem dessa esfera, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 h e 37 min) de 15 de novembro de 1889 (Proclamação da República) e cada estrela representa um Estado da federação. Trata-se da mais completa ilustração celeste já imaginada para uma bandeira nacional. Cada vez que um Estado é extinto retira-se sua estrela. Quando ocorre uma fusão, apenas uma permanece para representar o novo Estado. Novas estrelas podem ser acrescentadas, na medida da criação de novos Estados, sempre obedecendo a configuração original. A capital federal é representada pela estrela polar do sul, Sigma do Oitante, em torno da qual todas as demais efetuam um movimento aparente. Sigma não é a estrela isolada acima da faixa branca, essa estrela é Spica (alfa da constelação de Virgem) e sua presença isolada representa a extensão territorial do Brasil. Nenhum outro país com dimensão geográfica semelhante ocupa parte dos dois hemisférios da Terra. História da Bandeira Brasileira No entanto, não devemos entender as estrelas representadas na bandeira como um aspecto verdadeiro do céu. Na verdade é como se estivéssemos com uma esfera celeste em nossas mãos, ou seja, as constelações ficam invertidas em relação ao firmamento real. História da Bandeira Brasileira Fonte: www.bandeiranacional.com.br    

História da Bandeira Brasileira

  BANDEIRA REAL D. JOÃO IV OU RESTAURAÇÃO 1640 – 1683 História da Bandeira Brasileira Também conhecida como "Bandeira de D. João IV", foi instituída, logo após o fim do domínio espanhol, para caracterizar o ressurgimento do Reino Lusitano sob a Casa de Bragança O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses de nosso território. A orla azul alia à idéia de Pátria o culto de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a Padroeira de Portugal, no ano de 1646. BANDEIRA DO PRINCIPADO DO BRASIL 1645 – 1816 História da Bandeira Brasileira O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil. D João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil", distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa. A esfera armilar de ouro passou a ser representada nas bandeiras de nosso País. BANDEIRA DE D. PEDRO II – PORTUGAL 1683 -1706 História da Bandeira Brasileira Esta bandeira presenciou o apogeu de epopéia bandeirante, que tanto contribuiu para nossa expansão territorial. É interessante atentar para a inclusão do campo em verde (retângulo), que voltaria a surgir na Bandeira Imperial e foi conservado na Bandeira atual, adotada pela República. BANDEIRA REAL SÉCULO XVII 1600 -1700 História da Bandeira Brasileira Bandeira Real Século XVII (1600 – 1700). Esta bandeira foi usada como símbolo oficial do Reino ao lado dos três pavilhões já citados, a Bandeira da restauração, a do Principado do Brasil e a Bandeira de D. Pedro II, de Portugal. BANDEIRA DO REINO UNIDO DO BRASIL 1816 – 1821 História da Bandeira Brasileira Criada em conseqüência da elevação do Brasil à categoria de Reino, em 1815, presidiu as lutas contra Artigas, a incorporação da Cisplatina, a Revolução Pernambucana de 1817 e, principalmente, a conscientização de nossas lideranças quanto à necessidade e à urgência de nossa emancipação política. O Brasil está representando nessa bandeira pela esfera armilar de ouro, em campo azul, que passou a constituir as Armas do Brasil Reino. BANDEIRA DO REGIME CONSTITUCIONAL 1821 – 1822 História da Bandeira Brasileira A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. Foi a última bandeira Lusa a tremular no Brasil. BANDEIRA DO IMPÉRIO DO BRASIL 1822 – 1889 História da Bandeira Brasileira Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional. BANDEIRA PROVISÓRIA 15 a 19 Nov. 1881 História da Bandeira Brasileira A República acabava de ser proclamada e o novo regime buscava em todos os seus atos e nos mínimos detalhes a sua afirmação política. Um dos primeiros atos referiu-se à Bandeira. Foi feita uma bandeira que era uma cópia da bandeira americana, só que em verde e amarelo. Foi repudiada pelo povo e pelos próprios republicanos, suscitou tal oposição que, durou apenas quatro dias, e foi substituída pela atual. Esta bandeira foi hasteada na redação do jornal "A Cidade do Rio", após a proclamação da República, e no navio "Alagoas", que conduziu a família imperial ao exílio. BANDEIRA ATUAL História da Bandeira Brasileira Decidiu-se então manter o losango em fundo verde, mas menor, sem tocar as bordas e, no centro, foi desenhado o globo azul, com estrelas e a faixa com a frase: "Ordem e Progresso". Esta conservou as cores verde e amarela, que, além de representarem as Casas Reais de Bragança e Hadsburgo-Lorena, representavam ainda: o verde – nossos mares e florestas; o amarelo - a riqueza de nosso solo. O azul e o branco dizem respeito às cores da Bandeira lusa, ao tempo de Afonso Henriques, 1º rei de Portugal. As estrelas, no céu de primavera, fixam a presença ideal de todos os Estados, na noite da Proclamação da República, no Rio de Janeiro. Cortando a esfera aparece a faixa branca com o dístico: "Ordem e Progresso", grafado em letras verdes, lema que sugere a dinâmica da vida nacional. A faixa branca significa: o Equador Terrestre, daí porque apenas uma estrela está colocada acima dos hemisfério norte, representado pela estrela "Spica". O projeto da Bandeira foi aprovado e entregue, para sua execução, ao pintor Décio Vilares. Ao astrônomo Manuel Pereira dos Reis coube a localização das estrelas. Fonte: fr-scubabrasil.sites.uol.com.br




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