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Furacão

Formados no meio do oceano, os furacões perdem sua força ao chegarem ao continente. Em menos de duas semanas, já estão reduzidos pela metade. É tempo suficiente, no entanto, para causar muita destruição.

Ventos velozes

Os furacões – também chamados tufões – são grandes massas de ar que giram a alta velocidade sobre o mar. Podem ter centenas de quilômetros de diâmetro e demorar até dez dias para se dispersar. Eles são o resultado do encontro de grandes massas de ar quente e úmido, que se formam nas regiões tropicais dos oceanos, com massas de ar muito frio vindas dos pólos da Terra (Ártico ou Antártico). Os ciclones que atingem o litoral brasileiro formam-se pelo encontro das massas de ar vindas do pólo Sul com as massas de ar aquecido do mar na região tropical. O encontro dessas duas massas de ar não produz necessariamente um furacão. Nesse encontro, elas tendem a preservar suas características, sem se misturarem. Na área de transição entre as duas formam-se as frentes, que podem ser frias ou quentes. O ar frio, mais pesado, penetra por baixo do ar quente e úmido, mais leve, que sobe para camadas superiores da atmosfera em espirais ascendentes. O ar frio condensa-se em vapor d’água e forma as imensas e pesadas nuvens que provocam grandes tempestades. Praticamente toda frente fria está associada a ventos ciclônicos, ou seja, a ventos giratórios em alta velocidade. Dependendo da intensidade do vento e das variações de temperatura, podem ocorrer ciclones. Os furacões giram a uma velocidade superior a 120 km/h e alguns chegam a alcançar 320 km/h.

Estragos inevitáveis

Furacão

Os furacões começam a perder força assim que entram em uma região continental, mais seca e por vezes com temperaturas mais amenas: 12 horas após a entrada no continente, sua intensidade se reduz pela metade. Antes disso, porém, podem gerar muitos estragos. Junto com os ventos, ondas enormes e chuvas violentas aumentam o poder de destruição dos ciclones quando estes alcançam a costa. Em 1974, um furacão atingiu Honduras, na América Central, e deixou 8 mil mortos. A região registra outras grandes tragédias provocadas por ciclones e que fizeram milhares de vítimas. A pior de todas aconteceu em 1870, quando um furacão varreu as ilhas de Martinica, Barbados e St. Eustatius e causou a morte de 22 mil pessoas.

Você sabia?Assim como existe uma escala para medir a força dos terremotos (Richter), há outra para verificar a intensidade dos furacões.

Chama-se escala de Beaufort, em homenagem a seu criador, o inglês Francis Beaufort. Vai de zero (quase sem vento) a 12 pontos (ventos acima de 120 km/h).

Fonte: www.escolavesper.com.br

Furacão

O que são furacões?

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou sub-tropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestadaes) e intensa circulção ciclôcica à superfície.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões

No Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E

Tufões

No Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data

Ciclone tropical severo

No Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E

Tempestade ciclônica severa

No Oceano Índico Norte

Ciclone tropical

No Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s - depressões tropicais

Máximo entre 18 e 32 m/s – tempestade tropical

Máximo acima de 33 m/s – furacões, tufões…

Como os ciclones tropicais se formam?

Para ocorrer ciclogênese tropical deve existir uma série de condições ambientais precursoras favorávies como:

1. Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.

2. Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.

3. Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera(5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.

4. Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.

5. Um distúrbio pré-existente próximo à superfíce com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.

6. Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem previnir sua gênese ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

O que é o "olho" do furacão?

O olho é uma área quase circular de ventos comparavelmente calmos e tempo bom encontrado no centro de um ciclone tropical intenso. Embora os ventos sejam calmos no eixo de rotação, pode ocorrer também ventos intensos nessa região. Há pouca ou nenhuma precipitação e muitas vezes pode-se ver céu claro nessa região.

O olho corresponde à região de pressão de superfície mínima e de maiores temperaturas nos níveis mais altos: 10°C mais quente do que o ambiente a 12 km de altitude, mas apenas 2°C no máximo mais quente ao nível de superfície.

Seu tamanho varia de 8 a 200km de diâmetro, mas em média temos ciclones tropicais com diâmetro de olho em torno de 30 a 60km.

O olho é circundado pela parede do olho(área aproximadamente circular de convecção profunda) correspondendo à área de ventos de superfície mais intensos.

O olho é composto de ar que apresenta movimento levemente descendente enquanto que a parede tem um fluxo resultante ascendente de moderado a fortes correntes ascendentes e descendentes.

A convecção da parede do olho é fundamental na formação e manutenção do ciclone tropical. Convecção em ciclones tropicais é organizada e alongada na mesma orientação do vento horizontal, sendo chamadas de bandas espirais pela típica formação em espiral. Ao longo dessas bandas a convergência em baixos níveis é máxima e, assim, a divergência é bem pronunciada nos altos níveis.

Por que os ciclones tropicais são nomeados?

Os ciclones tropicais são nomeados para facilitar a comunicação entre os previsores e o público em geral, pois os ciclones podem ter duração da ordem de uma semana e, assim, podem existir dois ou mais ao mesmo tempo numa mesma macro-região.

O primeiro uso de um nome próprio em um furacão foi dado por um previsor australiano no início deste século para criticar políticos sem aceitação.

Por que não ocorrem ciclones tropicais no Oceano Atlântico Sul?

Apesar de algumas pessoas especularem que as temperaturas da superfície do mar não são tão elevadas, as razões primárias para o Oceano Atlântico Sul não apresentar ciclones tropicasi são:

1. O cisalhamento troposférico do vento(entre a superfície e 200mb) é sempre intenso

2. Tipicamente a ITCZ é inexistente no Atlântico Sul.

Sem a ITCZ para dar condições sinóticas de vorticidade e convergência com um alto cisalhamento vertical torna-se praticamente impossível haver ciclones tropicais no Atlântico Sul.

Qual a diferença entre ciclones tropicais e tempestades de latitudes médias?

Um ciclone tropical é um sistema de baixa pressão que basicamente adquire energia da evaporação da água do mar na presença de ventos intensos e baixas pressões na superfície, tendo a condensação associada às células convectivas concentradas próxima ao seu centro.

Já as tempestades de latitudes médias(centros de baixa pressão associados com frentes frias, frentes quentes, frentes oclusas) adquire energia principalmente dos gradientes latitudinais de temperatura que existem na atmosfera.

Outra diferença é que os ventos de um ciclone tropical apresnta ventos mais intensos próximos à superfície(conseqüência do núcleo quente na troposfera), enquanto que ciclones extratropicais(tempestade de latitudes médias) apresentam ventos mais intensos próximos à tropopausa(conseqüência associada ao núcleo quente na alta troposfera e o núcleo frio na baixa troposfera).

Obs.: Núcleos quentes(frios) referem-se a porções mais quentes(frias) do que o ambiente à mesma pressão.

Qual a diferença entre ciclones e tornados?

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum.

Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado(embora tornados sobre o mar também ocorram e são chamados de trombas d’água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Temos ainda que seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclones tropicais está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

Qual ciclone tropical causou o maior número de mortes e o maior prejuízo?

Foi o famoso Bangladesh Cyclone de 1970 que matou mais de 300.000 pessoas por elevar o nível do mar mais de 12m na região da planície costeira e deltas de rios na Índia.

O maior prejuízo finaceiro foi causado por Andrew em 1992 nos Estados Unidos: US$26,5 bilhões.

Entretando, normalizando da situação de acordo com as possibilidades da época, o de maior prejuízo foi o Great Miami Hurricane de 1926. Calcula-se que o prejuízo teria sido de US$70 bilhões se o mesmo tivesse ocorrido nos anos 90.

Fonte: meteorologia.tripod.com

Furacão

Em meteorologia, um furacão é um tipo de sistema de baixa-pressão que geralmente se forma nas regiões tropicais. Enquanto alguns em áreas povoadas, são considerados como furacões altamente destrutivos, nos trópicos é uma parte importante do sistema de circulação atmosférico que move calor da região equatorial para as latitudes mais altas.

O vocábulo Furacão tem origem no nome do deus Huracan, na maioria das línguas faladas na península do Iucatã na América Central, principalmente pelos Maias. Segundo a mitologia Maia o deus Huracan se incumbia da constante tarefa de destruir e reconstruir a natureza e por esta razão, possivelmente, foi associado s tormentas e tempestades. Os conquistadores espanhóis cooptaram a palavra para designar grandes tempestades e assim a transmitiram para outros idiomas.

Furacão
Furacão Catarina, no sul do Brasil

Classificação e terminologia

Furacões são classificados em três grupos principais: depressões tropicais, tempestades tropicais, e um terceiro grupo cujo nome depende da região.

Uma depressão tropical é um sistema organizado de nuvens e temporais com uma circulação de superfície definida sustentando ventos de menos de 17 metros por segundo (33 laços, 38 mph, ou 62 km/h). Não tem nenhum olho, e não tem a forma espiral de tempestades tipicamente poderosas.

Uma tempestade tropical é um sistema organizado de tempestades fortes com uma circulação de superfície definida sustentando ventos entre 17 e 33 metros por segundo (34 a 63 laços, 39 a 73 mph, ou 62 a 117 km/h). Neste momento, a forma ciclônica distintiva começa a desenvolver, entretanto um olho normalmente não é presente.

Os furacões são categorizados em escala de 01 a 05 de acordo com a força dos ventos denominada Escala de Furacões Saffir-Simpson. Um furacão categoria 01 tem as mais baixas velocidades do vento, enquanto um de categoria 5 tem a mais forte velocidade do vento. Estes são condições relativas, porque as tempestades de categoria menor às vezes podem infligir maior dano que categoria mais alta dependendo do local onde acontece o fenômeno. De fato, tempestades tropicais também podem produzir danos significantes e perda de vida, principalmente devido as inundações.

A definição de ventos contínuos recomendada pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) é de uma média de dez minutos. Esta definição é adotada pela maioria dos países.

Porém, alguns países usam definições diferentes: por exemplo, os Estados Unidos definem ventos contínuos baseado em um 1 minuto média de vento medido a aproximadamente 10 metros (33 ft) sobre a superfície.

Também há uma versão polar ao furacão, chamado de ciclone ártico.

Furacão
Katrina se aproxima de Nova Orleans

Furacão
O olho do furacão Katrina

Estrutura

Um furacão forte consiste nos seguintes componentes:

Depressão

Todos os furacões giram ao redor de uma área de baixa pressão atmosférica perto da superfície da terra. As pressões registradas aos centros dos furacões estão entre as mais baixas e isso aconteça na superfície da Terra ao nível de mar.

Centro Morno

São características dos furacões e são determinados pelo lançamento de grandes quantidades de calor oculto na condensação com ar úmido levado acima e seu vapor de água sendo condensado. Este calor é distribuído verticalmente, ao redor do centro da tempestade. Assim, em qualquer altitude, o ambiente dentro do ciclone está mais morno que seus ambientes exteriores.

Centro Denso Nublado (CDO em inglês)

É uma proteção densa de faixas de chuva e atividades de tempestades que cercam a parte central baixa. Furacões com CDO simétrico tendem a ser forte e bem desenvolvido.

Olho

Um forte furacão terá uma área de ar no centro da circulação. No olho normalmente está tranqüilo e livre de nuvens (porém, o mar pode ser extremamente violento). Na superfície é que estão as temperaturas mais frias e a níveis superiores mais O olho normalmente é em forma circular, e pode variar em tamanho de 8 km para 200 km (5 milhas para 125 milhas) em diâmetro. Em furacões mais fracos, o CDO cobre o centro de circulação e resulta em nenhum olho visível.

Olho D’água

É uma faixa circular de intensa transmissão de ventos que cercam o olho imediatamente. É às condições mais severas de um furacão.

Fluxo Externo

Os níveis superiores de um furacão caracterizam ventos formados longe do centro da tempestade com uma rotação de inversa ao furacão. Ventos à superfície são fortemente ciclônicos, se enfraquecem com a altura, e eventualmente se invertem. É uma característica peculiar dos furacões.

Observações

Intensos furacões são um desafio para observação particular. Como eles são um fenômeno oceânico perigoso, estações de monitoramento de tempo estão raramente disponíveis no local da própria tempestade, a menos que esteja em uma ilha ou uma área litoral, ou um navio que é pego na tempestade. Até mesmo nestes casos, só será possível observar na periferia do furacão onde condições são menos catastróficas.

O ciclone também pode ser monitorado através de radar, e por satélites do tempo que usam luz visível e infravermelha.

Um ciclone, considerando-se a etimologia da palavra, é qualquer fenômeno de movimento atmosférico rotatório no sentido horário. Na meteorologia os movimentos no sentido anti-horário são denominados anti-ciclones. Como exemplo de ciclones podemos citar os tornados, os furacões, os tufões e outros movimentos que ocorrem quando do encontro de ventos contrários.

Apesar do ciclone ser constantemente confundido com furacão pela mídia, a meteorologia diferencia o ciclone (extra tropical) do furacão. Um furacão tem núcleo quente e se forma sobre águas quentes, em geral acima de 26 graus Celsius. Um ciclone extra tropical em geral é um fenômeno de latitudes médias e altas que se propaga até latitudes tropicais, associado comumente a frentes frias e ondas baroclínicas em altos níveis da troposfera.

O furacão da América é chamado de tufão na Ásia.

Furacão

Furacão

Estudo confirma que aquecimento cria furacões mais fortes

Um aumento das temperaturas dos mares é a principal contribuição para a formação de furacões mais fortes desde 1970, confirma um novo estudo. Enquanto a questão sobre qual papel os homens têm nisso ainda é um assunto para debate intenso, a maioria dos cientistas concorda que tempestades mais fortes serão o modelo nas futuras temporadas de furacões. O estudo foi detalhado na edição de 17 de março de 2006 da revista "Science".

Na década de 70, a média de furacões nas categorias 4 e 5 era de 10 por ano. Desde os anos 90, o número praticamente dobrou, chegando a cerca de 18 ao ano.

Furacões da categoria 4 carregam ventos entre 209 e 248 quilômetros por hora. Os de categoria 5, como o Katrina, tem ventos de 250 quilômetros por hora ou mais. O Wilma, em 2005, estabeleceu um recorde com ventos de 280 quilômetros por hora.

Enquanto alguns cientistas acreditam que esta tendência é apenas parte dos ciclos naturas do mar e da atmosfera, outros argumentam que a elevação das temperaturas da superfície do mar é um efeito colateral do aquecimento global.

De acordo com este cenário, temperaturas mais altas aquecem a superfície dos mares, aumentando a evaporação e colocam mais vapor d’água na atmosfera. Isto fornece combustível adicional para tempestades.

Os pesquisadores usaram modelos estatísticos e técnicas baseados em matemática chamados de teoria da informação para determinar fatores que contribuem para o aumento da força dos furacões de 1970 a 2004 em seis oceanos, incluindo o Atlântico Norte, Pacífico e Índico.

Quatro fatores são conhecidos por afetar a intensidade do furacão: a umidade de parte da atmosfera entre a superfície da Terra até cerca de 9,5 quilômetros, mudança na direção de ventos pode acelerar a formação de tempestades, aumento da temperatura da superfície do mar, modelos de circulação de ar em larga escala. Destes fatores, somente o aumento da temperatura da superfície do mar influencia a intensidade dos furacões a longo prazo. Os outros fatores afetam a atividade de furacões somente a curto prazo.

Fonte: www.starnews2001.com.br

Furacão

O furacão é uma poderosa tempestade que produz ventos extremamente rápidos. Na realidade, o furacão é um ciclone (uma depressão) de forte intensidade.

Quando o furacão alcança o continente, ele provoca chuvas torrenciais de grande intensidade num curto intervalo de tempo.

Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva.

No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.

Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30 km/h.

Ciclone

É uma tempestade violenta que ocorre em que se formam em águas tropicais e quentes e a pode chegar a uma velocidade de120km/h , sistema de área de baixa pressão atmosférica em seu centro os ventos sopram para dentro desse centro com circulação fechada formando o famoso olho do ciclone, no hemisfério Norte, os ventos giram no sentido anti-horário; no Sul, no sentido horário.

Ciclone Extratropical

Sistema de área de baixa pressão atmosférica em seu centro. Também chamado de tempestade extratropical, pode chegar a 12km/h , ele é geralmente considerado um ciclone migratório encontrado nas médias e altas latitudes.

Ciclone Tropical

Sistema de área de baixa pressão atmosférica. Além de se desenvolver sobre as águas tropicais devido ás altas temperaturas e umidade, ele se movimenta de forma circular organizada. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície, o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical, depressão tropical, tempestade tropical, furacão ou tufão. Na foto, o ciclone tropical Fay, de 2004, sobre a costa noroeste da Austrália.

CONDIÇÕES PRECURSORAS DO DESENVOLVIMENTO DE UM CICLONE TROPICAL

Temperaturas oceânicas de 27oC ou mais quentes

Ar úmido e muito quente

Pouco cisalhamento vertical nos primeiros 15 km.

Fonte: www.webartigos.com

Furacão

O que é um furacão?

O furacão é uma poderosa tempestade que produz ventos extremamente rápidos. Na realidade, o furacão é um ciclone (uma depressão) de forte intensidade.

Quando o furacão alcança o continente, ele provoca chuvas torrenciais de grande intensidade num curto intervalo de tempo.Esses ciclones de grande intensidade são denominados de hurricane na América do Norte e na região do Caribe, de tufões no sudeste asiático e de willi-willi no Oceano Índico e na Austrália.

Como distinguir um furacão de tornado?

Com freqüência confunde-se tornado com furacão. Pode-se distingui-los pelo fato de o tornado constituir um fenômeno local, enquanto o furacão pode estender-se até 1.000 km de diâmetro. Além do mais, o tornado é acompanhado de ventos ainda mais violentos do que o ciclone, mas ele só dura algumas horas, enquanto um furacão pode durar semanas e percorrer milhares de quilômetros.

Como os furacões são formados?

Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva. Quanto mais ar quente e úmido sobe, mais a temperatura diminui, o que favorece a condensação do vapor em gotas de chuva para formar as nuvens. Quanto mais umidade e calor existirem, mais evaporação irá ocorrer, o que poderia provocar o surgimento de várias centenas de tempestades.

Assim que o furacão toca o continente, ele encontra águas mais frias ao norte no hemisfério norte ou ao sul no hemisfério sul. O calor e a umidade necessários para a sua manutenção tornam-se insuficientes e começa o seu declínio. Além do mais, quando ele se desloca sobre o continente, o furacão perde rapidamente energia e velocidade em virtude de seu atrito com a superfície terrestre.

No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.

Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30km/h.

O maior perigo é quando um furacão atinge a costa, após ter percorrido uma grande extensão sobre o mar: produz então a denominada maré de tempestade. Um montículo de água se forma sob o centro do furacão, onde a água se eleva por aspiração. Sobre o oceano, esse relevo semelhante a uma bossa e ligeiramente visível vai crescendo à medida que se aproxima da costa. Ao tocar a costa, a água invade as terras, provocando destruições indescritíveis.

Como surgem os furacões?

1. Os furacões surgem numa zona de baixa pressão atmosférica, onde o ar mais leve tende a subir.

2. Quando esse movimento ascendente acontece sobre um oceano tropical, a evaporação da água marinha faz com que as camadas mais baixas de atmosfera sejam ricas em vapor de água. A enorme quantidade de vapor d’água assim formada é transportada às mais elevadas e frias camadas da atmosfera.

3. Ao alcançar as camadas superiores, o vapor se condensa dando origem à água. Durante um processo, uma parte do calor existente no vapor é liberada na atmosfera, re-aquecendo o ar em sua volta, que retorna parte superior. À medida que a diferença de temperatura entre as camadas superficiais e superiores da atmosfera aumenta, maior será a possibilidade do ciclone se transformar num furacão.

4. Uma vez formado o furacão, ocorrem ventos horizontais na superfície, cada vez mais rápidos, provocados pelas massas de ar que se deslocam para ocupar o espaço deixado pelas massas de ar quente que sobem para as camadas superiores da atmosfera.

Como os furacões são classificados?

Furacões são classificados em três grupos principais: depressões tropicais, tempestades tropicais, e um terceiro grupo cujo nome depende da região.

Uma depressão tropical é um sistema organizado de nuvens e temporais com uma circulação de superfície definida sustentando ventos de menos de 17 metros por segundo (33 laços, 38 mph, ou 62 km/h). Não tem nenhum olho, e não tem a forma espiral de tempestades tipicamente poderosas.

Uma tempestade tropical é um sistema organizado de tempestades fortes com uma circulação de superfície definida sustentando ventos entre 17 e 33 metros por segundo (34 a 63 laços, 39 a 73 mph, ou 62 a 117 km/h). Neste momento, a forma ciclônica distintiva começa a desenvolver, entretanto um olho normalmente não é presente.

Furacão

No Oceano Atlântico Norte, Pacífico Oceano leste Norte da menção de lugar e data da notícia, e o Sul Pacífico Oceano leste de 160°E.

Tufão

No Oceano Pacífico oeste Noroeste da menção de lugar e data da notícia.

Furacão severo

No Pacífico Oceano oeste Sudoeste de 160°E ou Sudeste leste de Oceano Índico de 90°E.

Tempestade ciclônica severa

Os furacões são categorizados em escala de 01 a 05 de acordo com a força dos ventos denominada Escala de Furacões Saffir-Simpson.

Um furacão categoria 01 tem as mais baixas velocidades do vento, enquanto um de categoria 5 tem a mais forte velocidade do vento.

Estes são condições relativas, porque as tempestades de categoria menor às vezes podem infligir maior dano que categoria mais alta dependendo do local onde acontece o fenômeno.

De fato, tempestades tropicais também podem produzir danos significantes e perda de vida, principalmente devido as inundações. Também há uma versão polar ao furacão, chamado de ciclone ártico.

Fonte: www.mariodeandrade.com.br

Furacão

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou sub-tropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestadaes) e intensa circulção ciclôcica à superfície.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões

No Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E

Tufões

No Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data

Ciclone tropical severo

No Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E

Tempestade ciclônica severa

No Oceano Índico Norte

Ciclone tropical

No Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s – depressões tropicais

Máximo entre 18 e 32 m/s – tempestade tropical

Máximo acima de 33 m/s – furacões, tufões…

Como os ciclones tropicais se formam?

Para ocorrer ciclogênese tropical deve existir uma série de condições ambientais precursoras favorávies como:

Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.

Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.

Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera(5km).

íveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.

Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.

Um distúrbio pré-existente próximo à superfíce com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.

Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem previnir sua gênese ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

O que é o "olho" do furacão?

Furacão

O olho é uma área quase circular de ventos comparavelmente calmos e tempo bom encontrado no centro de um ciclone tropical intenso. Embora os ventos sejam calmos no eixo de rotação, pode ocorrer também ventos intensos nessa região. Há pouca ou nenhuma precipitação e muitas vezes pode-se ver céu claro nessa região.

O olho corresponde à região de pressão de superfície mínima e de maiores temperaturas nos níveis mais altos: 10°C mais quente do que o ambiente a 12 km de altitude, mas apenas 2°C no máximo mais quente ao nível de superfície.

Seu tamanho varia de 8 a 200km de diâmetro, mas em média temos ciclones tropicais com diâmetro de olho em torno de 30 a 60km.

O olho é circundado pela parede do olho(área aproximadamente circular de convecção profunda) correspondendo à área de ventos de superfície mais intensos.

O olho é composto de ar que apresenta movimento levemente descendente enquanto que a parede tem um fluxo resultante ascendente de moderado a fortes correntes ascendentes e descendentes.

A convecção da parede do olho é fundamental na formação e manutenção do ciclone tropical. Convecção em ciclones tropicais é organizada e alongada na mesma orientação do vento horizontal, sendo chamadas de bandas espirais pela típica formação em espiral. Ao longo dessas bandas a convergência em baixos níveis é máxima e, assim, a divergência é bem pronunciada nos altos níveis.

Por que os ciclones tropicais são nomeados?

Os ciclones tropicais são nomeados para facilitar a comunicação entre os previsores e o público em geral, pois os ciclones podem ter duração da ordem de uma semana e, assim, podem existir dois ou mais ao mesmo tempo numa mesma macro-região.

O primeiro uso de um nome próprio em um furacão foi dado por um previsor australiano no início deste século para criticar políticos sem aceitação.

Por que não ocorrem ciclones tropicais no Oceano Atlântico Sul?

Apesar de algumas pessoas especularem que as temperaturas da superfície do mar não são tão elevadas, as razões primárias para o Oceano Atlântico Sul não apresentar ciclones tropicasi são:

O cisalhamento troposférico do vento(entre a superfície e 200mb) é sempre intenso, e tipicamente a ITCZ é inexistente no Atlântico Sul.

Sem a ITCZ para dar condições sinóticas de vorticidade e convergência com um alto cisalhamento vertical torna-se praticamente impossível haver ciclones tropicais no Atlântico Sul.

Qual a diferença entre ciclones tropicais e tempestades de latitudes médias?

Um ciclone tropical é um sistema de baixa pressão que basicamente adquire energia da evaporação da água do mar na presença de ventos intensos e baixas pressões na superfície, tendo a condensação associada às células convectivas concentradas próxima ao seu centro.

Já as tempestades de latitudes médias(centros de baixa pressão associados com frentes frias, frentes quentes, frentes oclusas) adquire energia principalmente dos gradientes latitudinais de temperatura que existem na atmosfera.

Outra diferença é que os ventos de um ciclone tropical apresnta ventos mais intensos próximos à superfície(conseqüência do núcleo quente na troposfera), enquanto que ciclones extratropicais(tempestade de latitudes médias) apresentam ventos mais intensos próximos à tropopausa(conseqüência associada ao núcleo quente na alta troposfera e o núcleo frio na baixa troposfera).

Obs.: Núcleos quentes(frios) referem-se a porções mais quentes(frias) do que o ambiente à mesma pressão.

Qual a diferença entre ciclones tornados?

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum.

Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado(embora tornados sobre o mar também ocorram e são chamados de trombas d’água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Temos ainda que seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclones tropicais está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

Qual ciclone tropical causou o maior número de mortes e o maior prejuízo?

Foi o famoso Bangladesh Cyclone de 1970 que matou mais de 300.000 pessoas por elevar o nível do mar mais de 12m na região da planície costeira e deltas de rios na Índia.

O maior prejuízo finaceiro foi causado por Andrew em 1992 nos Estados Unidos: US$26,5 bilhões.

Entretando, normalizando da situação de acordo com as possibilidades da época, o de maior prejuízo foi o Great Miami Hurricane de 1926. Calcula-se que o prejuízo teria sido de US$70 bilhões se o mesmo tivesse ocorrido nos anos 90.

Furacão
Foto de satélite de um furacão

Fonte: members.tripod.com

Furacão

Origem dos Furacões

O processo pelo qual uma simples depressão atmosférica se forma e, subsequentemente, evolui para um furacão depende de, pelo menos, três condições essenciais: ar quente, proveniente ou não de águas tropicais; humidade; e uma circulação ciclónica do vento, induzida pelo efeito da força de Coriolis.

Furacão
Origem do Ciclone

A ascensão do ar quente e húmido, nestas condições, favorece a formação de tempestades que podem estabilizar ou desenvolverem-se, com a injecção de mais ar quente e húmido, até ao estado final de um furacão.

Uma tempestade ciclónica típica tem cerca de 1500 km de diâmetro e as espirais são formadas por nuvens muito altas. Nos níveis altos da tempestade, o ar ascendente flui para fora e, eventualmente, afunda-se nos limites exteriores do sistema. É a entrada e ascensão de ar quente e húmido que causa as velocidades elevadas do vento e a precipitação intensa.

No “olho” da tempestade sucede o contrário: o vento é fraco e o céu limpo, como resultado da redução do ar no centro da tempestade, um buraco com apenas alguns quilómetros de diâmetro.

Os ciclones tropicais deslocam-se inicialmente, de uma maneira geral, para Oeste ou Noroeste no hemisfério Norte e para Oeste ou Sudoeste no hemisfério Sul, movendo-se a uma velocidade média de 19 km/h. Quando entra no seu processo de declínio, o ciclone muda a sua trajetória (inflecção) para Nordeste no hemisfério Norte, assumindo as características de uma depressão extratropical, e para Sudeste no hemisfério Sul.

Os ciclones extratropicais distribuem-se essencialmente pelas latitudes médias altas, onde ocorrem com maior frequência no Pacífico Norte, a chamada Baixa das Aleutas, e no Atlântico Norte, a Baixa da Islândia. As suas trajetórias são mais difíceis de padronizar.

O processo de declínio destes fenómenos é, geralmente, mais rápido, depois da sua entrada em terra seca.

Fonte: www.proteccaocivil.pt

Furacão

Seu nome têm origem chinesa e significa "grandes ventos".

O fenômeno dos Furacões assim como uma Tempestade Tropical, possui a mesma origem, a mesma definição, variando de nome de acordo com a sua categoria.

Por exemplo: uma massa de ar que recebe o golpe de outra massa maior (geralmente este efeito provém das massas de ar sobre os Oceanos como o Atlântico Norte, Golfo do México, Atlântico Sul, Pacífico Norte e Índico Norte), pode dar origem a um Redemoinho, se este volume for mais intenso, dará origem a uma Tempestade Tropical, se ela evoluir para um volume maior de sua massa atingindo uma altitude maior tanto quanto maior diâmetro de sua forma, ela acaba se convertendo em um Tornado, se este vier a se desenvolver ainda mais, pode ser considerado um Furacão e se ele tiver uma área de abrangência superior a um Estado inteiro como o Texas nos EUA por exemplo ou áreas até maiores (já houve registros de Ciclones com tamanho praticamente equivalente ao do território brasileiro sobre o Atlãntico Norte), ele já pode ser considerado um Ciclone.

Nos últimos anos convencionou-se fazer uso da denominação Furacão para as tempestades ocorridas com velocidade acima da categoria F-2 até F-4 formadas sobre os Oceanos Atlântico Norte ou Pacífico Norte. As tormentas com capacidade e volume consideradas na categoria F-5 são chamadas de Ciclone no Ocidente e de Tufão no Oriente.

Observe as diferentes maneiras de se classificar um furacão:

Escala Saffir Simpson

Categoria: Intensidade Velocidade em km/h Ondas no litoral atingido Pressão em milibar Exemplo:
F-1 mínima 118-152 1,3 a 1,7 até 980 Agnes 1972
F-2 moderada 153-178 1,8 a 2,9 965 a 979 David 1979
F-3 extensa 179-210 3,0 a 4,0 945 a 964 Hilda 1955
F-4 extrema 211-250 4,1 a 6,0 920 a 944 Andrew 1992
F-5 catastrófica acima de 250 acima de 6,0 menor que 920 Camille 1969

Ciclones Tropicais

Categoria velocidade em km/h velocidade em nós
Depressão Tropical menor que 62 menor que 33
Tormenta Tropical 63 a 117 34 a 63
Furacão F-1 118 a 152 64 a 83
Furacão F-2 153 a 178 84 a 96
Furacão F-3 197 a 210 97 a 113
Furacão F-4 211 a 250 114 a 135
Furacão F-5 acima de 250 acima de 136

Escala Beaufort

    m/s nós km/h o mar: em terra: ondas em metro:
0 calma 0 a 0,5 0 a 1 0 a 1 águas espelhadas a fumaça sobe verticalmente 0
1 bafagem 0,6 a 1,7 2 a 3 2 a 6 Mar encrespado com pequenas rugas semelhantes à escamas, ondas sem crista a direção da bafagem é indicada pela fumaça, catavento não gira 0,10
2 aragem 1,8 a 3,3 4 a 6 7 a 12 Ligeiras ondulações de 30 cm (1 pé), pequena crista aparente sente-se o vento no rosto, folhas das árvores se movimentam, catavento começa a girar 0,1 a 0,5
3 fraco 3,4 a 5,2 7 a 10 13 a 18 Ondulações maiores, crista começa a quebrar (carneiros) folhas das árvores se mexem, bandeiras se extendem. 0,5 a 0,8
4 moderado 5,3 a 7,4 11 a 16 19 a 26 Vários carneiros, ondas com crista branca e espumosa poeira e pequenos papéis soltos voam, pequenos galhos de árvores se curvam 0,9 a 1,25
5 fresco 7,5 a 9,8 17 a 21 27 a 35 muitos carneiros, alguns "borrifos", muita espuma branca e barulho balanço das pequenas árvores, lagos ondulam, muito agito das bandeiras 1,3 a 2,5
6 muito fresco 9,9 a 12,4 22 a 27 36 a 44 cristas brancas extensas, borrifos, grandes vagas assobios na fiação aérea, agito dos grandes galhos dificuldade no uso do guarda-chuva 2,5 a 4
7 forte 12,5 a 15,2 28 a 33 45 a 54 Mar grosso, ruído forte, espuma branca de arrebentação movimento das grandes árvores, dificuldade em andar contra o vento 4 a 6
8 muito forte 15,3 a 18,2 34 a 40 55 a 65 crista das ondas se quebram, vagalhões regulares de 6 a 7,5 m de altura, com faixas de espuma branca e franca arrebentação. galhos de árvores se quebram, árvores inteiras se movimentam, dificuldade maior em andar contra o vento 6 a 8
9 duro 18,3 a 21,5 41 a 47 66 a 77 Mar muito agitado, densa espuma branca, o mar rola, borrifos dificultam a visibilidade danos nas partes salientes das árvores, impossível andar contra o vento, casas destelhadas 8 a 10
10 muito duro 21,6 a 25,1 48 a 55 78 a 90 Mar muito branco e agitado, o vento arranca faixas de espuma, muito barulho, visibilidade piorada arranca árvores, danifica estruturas de prédios 10 a 12
11 tempestuoso 26,2 a 29 56 a 65 91 a 104 Vagalhões excepcionalmente grandes, de até 13,5 m. A visibilidade é muito afetada. Navios de tamanho médio somem no cavado das vagas. danos generealizados em árvores e construções 12 a 14
12 furacão 30 a …. 66 a …. 105 a .. Mar inteiramente branco, lançando jatos de água, visibilidade nula, respingos saturam o ar prejuízos graves e generalizados acima de14

Escala Fujita

Categoria: velocidade em km/h: denominação: danos observados:
F-0 >116 Leve Placas de painéis danificados; galhos quebrados
F-1 116-180 Moderado Quebra de árvores e janelas
F-2 181-253 Considerável Árvores arrancadas, pequenas construções derrubadas
F-3 254-332 Severo Casas estruturadas c/ danificações consideráveis; trens descarrilhados
F-4 333-419 Devastadores Casas bem estruturadas são derrubadas, veículos removidos ou tombados
F-5 420-510 Incrível veículos lançados à distância; casas e prédios demolidos
F-6 510 > Inconcebível Danos inimagináveis

Fonte: www.ilhaatlantida.vilabol.uol.com.br

Furacão

Furacão
Furacão Anita, 1977

Furacão, tufão e ciclone são nomes regionais para fortes ciclones tropicais. Os metereologistas chamam de ciclones tropicais as grandes quantidades de ar com baixa pressão atmosférica que se movem de forma organizada sobre os mares da região equatorial da Terra. Nem todos os ciclones tropicais se transformam em furacões; alguns desaparecem poucas horas depois de formados.

Para que um ciclone tropical passe a ser chamado de furacão, é preciso que seus ventos alcancem a velocidade de 120 km/h. Quando isto acontece, o ciclone assume a forma de uma rosca e é batizado pelos metereologistas com nomes como Catarina, Andrews, Ophelia…

Você sabia que existem diferenças entre os furacões que se formam no hemisfério norte e os que se formam no hemisfério sul? Os ventos dos furacões que nascem no hemisfério norte sopram em sentido anti-horário, enquanto os ventos daqueles que nascem no hemisfério sul sopram em sentido horário. Isto acontece por causa da rotação da Terra e do chamado efeito Coriolis, que entorta os ventos em direções opostas em cada um dos hemisférios.

Mas não pense que a rotação da Terra seja capaz, por exemplo, de afetar o escoamento da água em pias ou vasos sanitários. Este movimento é muito lento para ser percebido assim! A direção que a água gira em pias e sanitários é determinada pelo formato desses objetos e pelo movimento inicial da água. Você pode conseguir fazer a água escoar tanto no sentido horário quando no sentido anti-horário, não importando em que hemisfério esteja. Não acredita? Então, experimente você mesmo!

Como se forma um furacão?

Já notou como a água do mar fica mais quente ao final de um dia ensolarado? Isto acontece porque o mar concentra e conserva o calor recebido durante o dia inteiro. Especialmente durante os meses de verão, os mares tropicais recebem grande quantidade de calor e se aquecem. Quando a superfície do mar supera os 26º Celsius, o processo natural de evaporação da água passa a acontecer mais rápido. Então, o ar que está logo acima da superfície absorve o vapor d’água resultante da evaporação, ficando mais quente e úmido. Quente, o ar começa a subir formando uma coluna com baixa pressão atmosférica em volta da qual começam a soprar ventos. Conforme a coluna de ar quente e úmido sobe, o vapor d’água condensa, transformando-se em pequenas gotas. Após algumas horas, as gotas se juntam e formam nuvens e, após alguns dias de formação de nuvens, chuvas e trovões começam a acontecer.

Quando os ventos que giram em volta da coluna de ar quente atingem 120 km/h, a pressão atmosférica em uma pequena área dentro da coluna cai muito depressa: é o aparecimento do chamado olho do furacão. O olho é uma região de calmaria, onde os ventos são leves, não ultrapassando os 32 km/h. Se você pudesse entrar em um furacão, primeiro sentiria ventos muito fortes soprando na sua direção, depois encontraria uma área mais quente e o sopro de uma brisa e, finalmente, chegaria em uma nova região com ventos violentos. Os ventos de um furacão podem atingir até 250 km/h!

Os furacões duram, em média, seis dias e viajam a uma velocidade que varia entre 19 km/h e 32 km/h. As tempestades completamente desenvolvidas se movem mais rápido que as tempestades jovens. Os furacões trazem ainda ondas de até 12 metros de altura e uma variação de até 5,5 m na quantidade normal de chuvas da região atingida.

A classificação dos furacões

Furacão
Isabel foi o furacão que mais causou prejuízos e mortes na temporada de furacões no Atlântico de 2003

Marilyn, Isabel, Floyd… Conhece algum desses nomes? Pois além de batizarem uma atriz norte-americana da década de 1950, uma princesa responsável pela abolição da escravatura no Brasil Imperial e um personagem da trilogia de filmes De volta para o futuro, estes são nomes de alguns dos grandes furacões da história.

A necessidade de diferenciar uma tempestade da outra fez com que os metereologistas usassem o alfabeto fonético como sistema de nomenclatura. Assim, o primeiro furacão da estação recebe um nome iniciado pela letra a, como Audrey, o próximo recebe um nome iniciado pela letra b, como Barbara, o terceiro um nome iniciado por c, como Charles e assim por diante. A cada estação os nomes são trocados para que os novos furacões não sejam confundidos com os anteriores.

Embora esta seja a forma mais usada para se dar nome a um furacão, também existem outros sistemas. Na Arábia Saudita, por exemplo, os furacões são nomeados pela sigla ARB (Mar Arábico, em inglês) seguida dos dois últimos dígitos do ano e de um número indicando a sequência, ou seja, se é o primeiro, o segundo, o terceiro furacão da temporada e assim por diante. Quando um furacão atinge com muita gravidade uma região ou um país, este país pode ainda pedir às autoridades metereológicas que o seu centro nacional de metereologia seja responsável pelo batismo.

A Organização Metereológica Mundial (WMO) dá nomes aos furacões nascidos sobre o Oceano Atlântico Norte e nas Filipinas. Já os furacões nascidos em outras áreas como, por exemplo, nos mares da China ou no Oceano Índico, são nomeados por Centros Regionais de Ciclones Tropicais.

Existem cinco centros regionais que cobrem as áreas mais comuns de formação de furacões: RSMC La Réunion-Tropical Cyclone Centre, RSMC Miami-Hurricane Centre, RSMC Nadi-Tropical Cyclone Centre, RSMC Tropical Cyclones New Delhi, RSMC Tokyo-Typhoon Centre.

Os furacões recebem ainda uma outra classificação dentro de uma escala chamada Saffir-Simpson, que considera a pressão medida no olho, a velocidade dos ventos e o volume das tempestades. Essa escala, que vai de um a cinco, consegue medir o poder de destruição de um furacão.

Furacões do nível um têm ventos com velocidade entre 119 km/h e 153 km/h, uma variação de 1,2 m e 1,5 m na quantidade normal de chuva da região e causam pequeno prejuízo estrutural. Furacões do nível dois têm ventos entre 154 km/h e 176 km/h, trazem entre 1,8 m e 2,4 m a mais de chuvas e danos em árvores e telhados. Já os furacões do nível três têm ventos entre 177 km/h e 208 km/h, entre 2,7 m e 3,7 m a mais de chuvas, causando enchentes e estragos em casas.

Furacões do nível quatro têm ventos entre 209km/h e 246km/h, uma variação de 4 m a 5,5 m na quantidade normal de chuvas, e causam destruição de telhados e grande prejuízo estrutural em casas. Os furacões mais devastadores são os do nível cinco, que têm ventos de 247 km/h, trazem 5,5 m a mais em quantidade de chuvas, enchentes graves e grande prejuízo estrutural em casas e prédios.

Curiosidade

Você sabia que existem diferenças entre os furacões que se formam no hemisfério norte e os que se formam no hemisfério sul? Os ventos dos furacões que nascem no hemisfério norte sopram em sentido anti-horário, enquanto os ventos daqueles que nascem no hemisfério sul sopram em sentido horário. Isto acontece por causa da rotação da Terra e do chamado efeito Coriolis, que entorta os ventos em direções opostas em cada um dos hemisférios.

Mas não pense que a rotação da Terra seja capaz, por exemplo, de afetar o escoamento da água em pias ou vasos sanitários. Este movimento é muito lento para ser percebido assim! A direção que a água gira em pias e sanitários é determinada pelo formato desses objetos e pelo movimento inicial da água. Você pode conseguir fazer a água escoar tanto no sentido horário quando no sentido anti-horário, não importando em que hemisfério esteja.

Os Furacões Atlânticos mais fatais

Posição Furacão Temporada Fatalidades
1 "Grande Furacão" 1780 22.000
2 Mitch 1998 11.000 – 18.000
3 "Galveston" 1900 8.000 – 12.000
4 Fifi 1974 8.000 – 10.000
5 Flora 1963 7.186 – 8.000
6 "República Dominicana" 1930 2.000 – 8.000
7 "Pointe-a-Pitre" 1776 6.000+
8 "Newfoundland" 1775 4.000 – 4.163
9 "Okeechobee" 1928 4.075+
10 "San Ciriaco" 1899 3.433+

Os Furacões Atlânticos de maior prejuízo nos EUA

Posição Furacão Temporada Custo (2005 USD)
1 Katrina 2005 $81,2 bilhões
2 Andrew 1992 $44,9 bilhões
3 Wilma 2005 $20,6 bilhões
4 Charley 2004 $15,4 bilhões
5 Ivan 2004 $14,6 bilhões

Juliana Rocha

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Furacão

O furacão é uma poderosa tempestade que produz ventos extremamente rápidos. Na realidade, o furacão é um ciclone (uma depressão) de forte intensidade.

Ele compreende, às vezes, centenas de tempestades, podendo estender-se por centenas de quilômetros. Quando o furacão alcança o continente, ele provoca chuvas torrenciais de grande intensidade num curto intervalo de tempo, inundando as cidades costeiras. Esses ciclones de grande intensidade são denominados de hurricane na América do Norte e na região do Caribe, de tufões no sudeste asiático e de willi-willi no Oceano Índico e na Austrália.

Com freqüência confunde-se tornado com furacão. Pode-se distingui-los pelo fato de o tornado constituir um fenômeno local, enquanto o furacão pode estender-se até 1.000 km de diâmetro. Além do mais, o tornado é acompanhado de ventos ainda mais violentos do que o ciclone, mas ele só dura algumas horas, enquanto um furacão pode durar semanas e percorrer milhares de quilômetros.

Furacão

Como se forma um Furação?

Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva. Quanto mais ar quente e úmido sobe, mais a temperatura diminui, o que favorece a condensação do vapor em gotas de chuva para formar as nuvens. Quanto mais umidade e calor existirem, mais evaporação irá ocorrer, o que poderia provocar o surgimento de várias centenas de tempestades.

Duas são as condições essenciais para a formação de um furacão. Em primeiro lugar, a evaporação de massa de água, além de ser suficiente, deve ocorrer acima dos oceanos, onde a temperatura varia entre 26,5º C e 27ºC. Esta última condição explica por que os furacões se formam sempre próximo dos trópicos. Aliás, é o calor liberado por ocasião da condensação do vapor d`água que dá ao furacão a sua potência. Em segundo lugar, a massa de tempestade deve situar-se ou se deslocar a 5º de latitude norte ou sul do equador, onde a força de Coriolis começa a ocorrer.

A força de Coriolis é um fenômeno produzido pela rotação da Terra ao redor de seu eixo. Esta força induz um movimento de rotação à massa tempestuosa, que começa a se enrolar sobre si mesma no sentido anti-horário no hemisfério norte e no sentido horário no hemisfério sul. À medida que se afasta do equador, a força de Coriolis é mais intensa, de modo que a rotação das massas tempestuosas será mais rápida e os ventos se tornarão mais rápidos.

Assim que o furacão toca o continente, ele encontra águas mais frias ao norte no hemisfério norte ou ao sul no hemisfério sul. O calor e a umidade necessários para a sua manutenção tornam-se insuficientes e começa o seu declínio. Além do mais, quando ele se desloca sobre o continente, o furacão perde rapidamente energia e velocidade em virtude de seu atrito com a superfície terrestre.

Se a trajetória do furacão o conduz para o equador, onde a força de Coriolis é nula, em conseqüência, além de perder a sua velocidade de rotação, ele se tornará uma mera massa tempestuosa.

No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.

Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30km/h.

O maior perigo é quando um furacão atinge a costa, após ter percorrido uma grande extensão sobre o mar: produz então a denominada maré de tempestade. Um montículo de água se forma sob o centro do furacão, onde a água se eleva por aspiração. Sobre o oceano, esse relevo semelhante a uma bossa e ligeiramente visível vai crescendo à medida que se aproxima da costa. Ao tocar a costa, a água invade as terras, provocando destruições indescritíveis.

O tufão de Bangladesh, em 1970, causou a maior taxa de mortalidade; cerca de 300 mil pessoas submergiram em vagas inimagináveis. Recentemente, em 1992, o tufão Andrew, ao tocar a Flórida e a Louisiana, causou destruições avaliadas em quase 26 bilhões de dólares.

Como surgem os Furacões?

1. Os furacões surgem numa zona de baixa pressão atmosférica, onde o ar mais leve tende a subir.

2. Quando esse movimento ascendente acontece sobre um oceano tropical, a evaporação da água marinha faz com que as camadas mais baixas de atmosfera sejam ricas em vapor de água. A enorme quantidade de vapor d’água assim formada é transportada às mais elevadas e frias camadas da atmosfera.

3. Ao alcançar as camadas superiores, o vapor se condensa dando origem à água. Durante um processo, uma parte do calor existente no vapor é liberada na atmosfera, reaquecendo o ar em sua volta, que retorna parte superior. À medida que a diferença de temperatura entre as camadas superficiais e superiores da atmosfera aumenta, maior será a possibilidade do ciclone se transformar num furacão.

4. Uma vez formado o furacão, ocorrem ventos horizontais na superfície, cada vez mais rápidos, provocados pelas massas de ar que se deslocam para ocupar o espaço deixado pelas massas de ar quente que sobem para as camadas superiores da atmosfera.

Classificação dos Furacões

Os furacões se classificam, segundo as velocidades do vento que reinam no seu interior, na escala Saffir-Simpson (criada em 1971 pelo engenheiro Herbert Saffir e pelo doutor Robert Simpson, especialista em furacões) em cinco categorias:

Categoria 1 Alguns danos pequenos sobre casas e quarteirões. Ventos: 117 a 153 km/h.
Categoria 2 Danos maiores em casas e desarraigamento de árvores. Ventos: 153 a 177 km/h.
Categoria 3 Grandes árvores são desarraigadas. Tetos, janelas e portas são danificados. Ventos: 177 a 209 km/h.
Categoria 4 Nenhuma casa sobrevive. Danos importantes atingem o subsolo das casas. Ventos: 209 a 249 km/h.
Categoria 5 Destruição de grandes edifícios. Afundamento de telhados. Danos muito vastos e importantes. Ventos: acima de 249 km/h.

Bacias principais de formação dos Furacões

Há sete bacias principais de formação de furacão:

1 - Oceano Pacífico Norte Ocidental: Atividades de tempestade tropical nesta região freqüentemente afeta a China, Japão, a Filipinas, e Taiwan. Esta é sem dúvida a bacia mais ativa e responde por um terço da atividade de furacões no mundo. Organizações de meteorologia nacionais, como também o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) é responsável pelas previsões e advertências emitidas nesta bacia.

2 - Oceano Pacífico Norte Oriental: Esta é a segunda bacia mais ativa no mundo, e também é a mais densa (um grande número de tempestades para uma pequena área de oceano). Tempestades que formam nesta bacia podem afetar o México ocidental, Havaí e em ocasiões extremamente raras, Califórnia. O Central Pacific Hurricane Center é o responsável para prever a parte ocidental desta área, e o National Hurricane Center para a parte oriental.

3 - Oceano Pacífico Ocidental Sul: Atividades nesta região afetam a Austrália e Oceania em grande parte. A previsão e feita pela Austrália e Nova Guiné.

4 - Oceano Índico Norte: Esta bacia é dividida em duas áreas, a Baía de Bengal e o Mar Arábico, com a Baía de Bengal como dominante (5 a 6 vezes mais atividades). Furacões que formam nesta bacia são as que historicamente mais tiram vidas. O Ciclone de Bhola de 1970 matou 200,000. Nações afetadas por esta bacia incluem a Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Tailândia, Birmânia, e Paquistão, e todos estes países emitem previsões e advertências na região. Raramente, um furacão formado nesta bacia afetará a Península Árabe.

5 – Oceano Índico sudeste: Atividades nesta região afetam a Austrália e Indonésia, e é previsto por essas nações.

6 - Oceano Índico sudoeste: Esta bacia é o menos compreendido, devido a uma falta de dados históricos. Ciclones que formam aqui atingem Madagascar, Moçambique, Ilhas Maurício, e Quênia, e estas nações emitem previsões e advertências para a bacia.

7 - Bacia Atlântico norte: E o mais estudado de todas as bacias tropicais. O Atlântico Norte inclui o Oceano Atlântico, o Mar Caribenho, e o Golfo do México. Os Estados Unidos, México, América Central, as Ilhas Caribenhas e Canadá são afetados através de tempestades nesta bacia. Previsões para todas as tempestades são emitidas pelo National Hurricane Center em Miami, Flórida e no Centro de Furacão Canadense, em Halifax, Nova Escócia, Canadá. Furacões que golpeiam o México, América Central, e nações das Ilhas Caribenhas, freqüentemente causa danos imensos. Eles são mais mortais quando em águas mais morna, e os Estados Unidos podem evacuar melhor as pessoas das áreas ameaçadas do que muitas outras nações.

Áreas de formações incomum

Furacão Catarina

No Brasil foi considerado somente como uma tempestade tropical.

São áreas raras de acontecer furacões:

Oceano Atlântico Meridional

Uma combinação de águas mais frescas, a falta de uma zona de convergência intertropical, e mudanças de vento fazem com que seja muito difícil para o Atlântico Meridional gerar um furacão. Porém, foram observados três furacões nesta região. Uma tempestade tropical fraca em 1991 na costa de África, furacão Catarina que aconteceu no litoral do estado de Santa Catarina no Brasil em 2004 e uma tempestade menor em janeiro de 2004, leste de Salvador, Brasil. É sabido que as tempestades de janeiro tem alcançado intensidade de tempestade tropical.

Pacífico Norte Central

Nesta região é comumente reqüentada por furacões que formam no Norte Oriental muito mais favorável na Bacia de Pacífico.

Mar Mediterrâneo

Tempestades que às vezes aparecem semelhante a furacões em estrutura, acontecem na bacia mediterrânea. Tais furacões formaram em setembro de 1947, setembro de 1969, janeiro de 1982, setembro de 1983, e janeiro de 1995. Há debate em se estas tempestades eram tropicais na sua natureza.

Estrutura de um Furacão

Um furacão forte consiste nos seguintes componentes:

Depressão

Todos os furacões giram ao redor de uma área de baixa pressão atmosférica perto da superfície da terra. As pressões registradas aos centros dos furacões estão entre as mais baixas e isso aconteça na superfície da Terra ao nível de mar.

Centro Morno

São características dos furacões e são determinados pelo lançamento de grandes quantidades de calor oculto na condensação com ar úmido levado acima e seu vapor de água sendo condensado. Este calor é distribuído verticalmente, ao redor do centro da tempestade. Assim, em qualquer altitude, o ambiente dentro do ciclone está mais morno que seus ambientes exteriores.

Centro Denso Nublado (CDO em inglês)

É uma proteção densa de faixas de chuva e atividades de tempestades que cercam a parte central baixa. Furacões com CDO simétrico tendem a ser forte e bem desenvolvido.

Olho

Um forte furacão terá uma área de ar no centro da circulação. No olho normalmente está tranqüilo e livre de nuvens (porém, o mar pode ser extremamente violento). Na superfície é que estão as temperaturas mais frias e a níveis superiores mais O olho normalmente é em forma circular, e pode variar em tamanho de 8 km para 200 km (5 milhas para 125 milhas) em diâmetro. Em furacões mais fracos, o CDO cobre o centro de circulação e resulta em nenhum olho visível.

Olho D’água

É uma faixa circular de intensa transmissão de ventos que cercam o olho imediatamente. É às condições mais severas de um furacão

Fluxo Externo

Os níveis superiores de um furacão caracterizam ventos formados longe do centro da tempestade com uma rotação de inversa ao furacão. Ventos à superfície são fortemente ciclônicos, se enfraquecem com a altura, e eventualmente se invertem. É uma característica peculiar dos furacões.

Dissipação de um Furacão

Um Furacão pode deixar de ter suas características tropicais de vários modos:

Movendo em cima da terra e falta de água morna, que é necessário para sua força, rapidamente perde seu poder. A maioria das tempestades fortes se dissipa em áreas de baixa pressão dentro de um dia ou dois. Porém, há uma chance de que eles possam se regenerar se conseguirem voltar em cima de água morna aberta. Se uma tempestade está em cima de montanhas, pode perder força rapidamente. Porém, esta é a causa de muitas fatalidades decorrente das tempestades, quando a tempestade está agonizando, ocorrem chuvas torrenciais, e em áreas montanhosas, podendo conduzir a avalanches mortais.

Permanecendo na mesma área do oceano por muito tempo, consumindo todo o calor disponível e dissipando-se.

Pode ser bastante fraco ser for consumido por outra área de baixa pressão, se tornando uma grande área de tempestade normal.

Entrar em águas mais frias. Isto necessariamente não significa a morte da tempestade, mas a tempestade perderá suas características tropicais. Estas tempestades são furacões extratropical.

Até mesmo depois que seja dito que um furacão é extratropical ou é dissipado, ainda pode ter vento forte.

Efeitos de um Furacão

O amadurecimento do furacão pode lançar calor acima de uma taxa de 6×1014 watts. Esta é duzentas vezes a taxa total de produção elétrica humana, e é equivalente a detonação de uma bomba nuclear de 10 megatons durante 20 minutos. Furacões no mar aberto causam grandes ondas, chuvas pesadas, e ventos altos que às vezes afundam navios. Porém, os efeitos mais devastadores de um furacão acontecem quando eles cruzam litorais e fazendo grandes precipitações de água.

Ventos altos

Ventos com força de furacão podem danificar destruir veículos, edifícios, pontes, etc. Ventos fortes também projetam escombros soltos e fazem o ambiente ao ar livre muito perigoso.

Onda de tempestade

Furacões causam um aumento do nível do mar que pode inundar comunidades litorâneas. Este é o pior efeito. Oitenta por cento das vítimas acontecem quando o furacão golpeia a orla.

Chuva pesada

A atividade do temporal de um furacão causa intensa chuva. Rios transbordam, estradas ficam intransitáveis, e deslizamentos de terra podem acontecer.

Efeitos secundários

Freqüentemente, os efeitos secundários de um furacão são igualmente catastróficos.

Eles incluem:

Doença

O ambiente molhado do resultado de um furacão, combinando com a destruição de instalações de serviço de saúde pública e um clima tropical morno pode induzir epidemias de doença durante muito tempo depois da passagem do furacão.

Dificuldades de locomoção

Furacões destroem freqüentemente pontes chaves, viadutos, e estradas e complicam os esforços para transportar comida, água limpa, e medicamento para as áreas necessitadas.

Os maiores furacões da história

Furacões Categoria 5. Os maiores da História. Alguns chegaram a tocar terra enquanto estavam na Categoria 5, como o caso do famoso Gilbert, no México, em 1988 que matou milhares de pessoas.

O último grande furacão Categoria 5, Mitch, formou-se em outubro de 1998 e atingiu Honduras e Nicarágua com chuvas impressionantes, que causaram a morte de 10 mil pessoas devido às enchentes e deslizamentos, além de inundações costeiras.

Nome Velocidade máxima dos ventos quando tocou terra Data Onde tocou terra como Categoria 5
Sem nome 256 Km/h set 13, 1928 Porto Rico
Sem nome 256 Km/h set 5, 1932 Bahamas
Sem nome 256 Km/h set 3, 1935 EUA/Flórida (Keys)
Sem nome 256 Km/h set 19, 1938
Sem nome 256 Km/h set 16, 1947 Bahamas
Dog 296 Km/h set 6, 1950
Easy 256 Km/h set 7, 1951
Janet 280 Km/h set 28, 1955 México
Cleo 256 Km/h ago 16, 1958
Donna 256 Km/h set 4, 1960
Ethel 256 Km/h set 15, 1960
Carla 280 Km/h set 11, 1961
Hattie 256 Km/h out 30, 1961
Beulah 256 Km/h set 20, 1967
Camille 304 Km/h ago 17, 1969 EUA/Mississipi
Edith 256 Km/h set 9, 1971 Nicarágua
Anita 280 Km/h set 2, 1977
David 280 Km/h ago 30, 1979
Allen 304 Km/h ago 7, 1980
Gilbert 296 Km/h set 14, 1988 México
Hugo 256 Km/h set 15, 1989
Mitch 288 Km/h out 26, 1998

Furacão Andrew

Certamente, um dos mais conhecidos dos furacões, foi esse Categoria 4, Andrew, que tocou terra na Flórida em 1992. Não foi o mais forte nem o mais mortal, mas foi o que maior prejuízo procou na história de desastres naturais, nos EUA.

Ele tocou terra na Categoria 4 com ventos constantes de 232 Km/h, próximo a Baía de Biscayne. Causou danos de 26 bilhões de dólares e provocou um dos maiores desastres naturais dos EUA. Tocou terra alguns dias depois, sobre a Louisiana, já com furacão Categoria 3. Apesar do prejuízo recorde absoluto, ele só provocou 23 mortes diretas e outras 38 indiretas nos EUA, graças ao grande trabalho de monitoramento da tormenta, desde que ele se formou no meio do Atlântico Norte.

Furacão Katrina

O Furacão Katrina foi um grande furacão, uma tempestade tropical que alcançou a categoria 5 da Escala de Furacões Saffir-Simpson. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de New Orleans, em 29 de Agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O furacão passou pelo sul da Flórida, causando em torno de 2 bilhões de dólares de prejuízo e causando 6 mortes diretas. Foi a 11ª tempestade a receber nome, sendo o quarto entre os furacões.

O furacão Katrina causou até agora aproximadamente mil mortes, até 31 de agosto de 2005, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido o Estados Unidos. O furacão paralisou muito da extração de petróleo e gás natural dos EUA, uma vez que boa parte do petróleo estadunidense é extraído no Golfo do México. Atualmente, cinco milhões de pessoas estão sem energia na região da Costa do Golfo, e pode levar até dois meses para que toda a energia seja restaurada.

Rota do furacão

De acordo com o Centro Nacional de Furacões do EUA (NOAA) que emitiu um relatório em 23 de agosto informando que havia formado um depressão tropical a sudeste de Bahamas. Em 24 evoluiu para um tempestade tropical e em 25 se aproximou de Aventura, Flórida.

Katrina enfraqueceu-se dia 26 depois de se entrontrar com a terra, transformando-se em categoria 2 com ventos de 100 mph indo em direção ao Mississippi e Louisiana. Dia 27 evoluiu para categoria 3 com intensidade de um furacão e dia 28 foi para categoria 4, no início da tarde o Katrina se intensificou rapidamente com ventos de 175 mph (281 km/h) ultrapassando o ponto de início da categoria 5 com pressão de 902 mbar (hPa), sendo o furacão mais intenso da bacia do atlântico. Dia 29 o Katrina atingiu Mississippi, Louisiana e Alabama.

Consequências

Como consequência da tempestade, muitos problemas apareceram. Alguns dos diques que protegiam New Orleans não conseguiram conter as águas do Lago Pontchartrain, que afluiu cidade adentro, inundando mais de 80% da cidade. Cerca de 200 mil casas ficaram debaixo d’água em New Orleans. Com os diques e o solo sedimentar da cidade (que impermeabilizam o solo da cidade e tornaram o terreno de fato um lago artificial), é esperado ao menos três meses para que a água possa ser totalmente bombeada para fora da cidade. O furacão causou grandes estragos na cidade, entre elas danos no sistema de abastecimento sanitário e de esgoto de New Orleans. Como consequência, estima-se o retorno dos habitantes de New Orleans para a cidade somente em meados do verão de 2006. A maioria dos habitantes da cidade foram evacuados para outras cidades do estado de Louisiana, Texas e Missouri. Porém, vários dos habitantes evacuados foram transportados para regiões distantes tais como Washington, Ontário e Illinois.

A área federal de desastre foi colocada sob o controle da FEMA (comandada por Michael Chertoff) e a Guarda Nacional. Na noite de 31 de Agosto, o Prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, declarou "lei marcial" na cidade e disse que "os policiais não precisavam se preocupar com os direitos civis para deter os saqueadores". A interrupção de suprimento de petróleo, importações e exportações causada pela tempestade provavelmente trarão consequências enormes para a economia global.

Fonte: www.conteudoglobal.com

Furacão

Furacões, Tempestades e Tornados

Tempestade

Uma tempestade é simplesmente um estado de confusão na atmosfera, como ventos fortes, chuva torrencial, neve ou todas juntas. Cada tipo de tempestade, tornados, furacões e tufões seguem um ciclo de tempo e ocorrem em determinadas estações do ano.

Vendavais

A maioria das tempestades são acompanhadas por ventos de alta velocidade. As tempestades de vento, ou vendavais, tem pouca chuva e ocorrem quando as áreas de alta pressão e as de baixa pressão de ar se encontram. Essas áreas também tem grande diferença de temperatura. O ar mais quente sobe e o mais frio cai.

Os meteorologistas e marinheiros consideram tempestade quando os ventos alcançam mais de 100 km por hora. Os vendavais são assim chamados quando os ventos ficam entre 35 e 70 km por hora. Mas as tempestades de neve podem ocorrer até mesmo sem qualquer vento.

Tempestades de areia ocorrem em áreas em que a exploração da terra deixou a terra exposta e seca. Os ventos levantam partículas do solo desmatado e pode carregar essas partículas por centenas de quilômetros.

É possível provocar chuva artificialmente. Quando as condições de tempo são favoráveis, um avião pode jogar gelo seco em uma nuvem para fazer chover.

Ciclones e Tornados

Furacão

Tornados ocorrem em condições violentas de tempestade. Ventos correm em diferentes direções dentro de um poderoso redemoinho. A força centrífuga joga o ar para longe do centro deixando no meio um miolo de baixa pressão.

Nesse miolo de baixa pressão os ventos podem alcançar 500 km por hora ou mais. Em cima, ele é esbranquiçado, mas, na parte de baixo, ele é escuro, devido as partículas que carrega e os destroços de pedras, árvores e até mesmo pedaços de carros e prédios.

Quando a parte debaixo do funil toca um prédio, as partículas funcionam como uma serra, cortando tudo em que toca. Geralmente eles correm para o leste a 40 até 60 km por hora.

Furacões e Tufões

Ocorrem nos trópicos. A tempestade de um ciclone pode ter entre 100 e até mais de 2.000 km de diâmetro. O "olho" do ciclone pode ter entre 20 e 100 km e é comparável a uma parede cilíndrica de nuvens. Essas tempestades sempre começam sobre o oceano e geralmente se movem em áreas de águas quentes que fornecem sua fonte de energia. Quando atingem uma grande porção de terra, um continente, eles diminuem seus ventos lentamente.

Nas águas do Oceano Atlântico essas tempestades são chamadas de furacões. A palavra "furacão" tem origem chinesa e quer dizer "grandes ventos". Já na Índia, são chamados de ciclones. No mundo inteiro são chamados de ciclones ou furacões qualquer vento que ultrapasse 120 km por hora.

No oeste do Oceano Pacífico encontramos os tufões, que geralmente são maiores que os do Atlântico porque o Oceano Pacífico é maior que o Atlântico e, assim, essas tempestades tem mais tempo para se desenvolverem antes de chegar ao continente.

Os furacões se caracterizam por seus ventos muito fortes e chuvas violentas.

Brisa

Furacão

Furacão

Todos os ventos, de brisas suaves a violentos furacões, são causados por diferenças de temperatura, pela rotação da Terra e pela diferença de calor entre os continentes e oceanos.

As brisas são exemplos simples dos efeitos da temperatura no mar e na terra. O sol aquece a água de maneira desigual. Sobre os mares e lagos a maior parte da energia é consumida na evaporação e ou é absorvida pela água. O ar não é muito aquecido. A terra, no entanto, absorve metade do calor que a água absorve mas evapora menos. Assim, o ar sobre a terra recebe mais calor do que o ar sobre a água.

O ar aquecido expande e fica mais leve. Isso começa a acontecer logo após o nascer do sol. O ar sobre o mar não se esquenta rapidamente e permanece mais pesado do que o ar da terra. Como é mais pesado, começa a fazer pressão sobre o ar mais leve da terra e, assim, ocorre a brisa.

À noite ocorre o inverso. O ar da terra esfria mais rapidamente e durante um certo tempo, durante a noite, a brisa sopra em direção do mar.

Fonte: gold.br.inter.net

Furacão

ENTENDA COMO SE FORMA UM FURACÃO

Geralmente os furacões ocorrem sobre os oceanos, em regiões onde a temperatura da água superficial ultrapassa 26°C.

A maior temperatura da água superficial provoca aumento no vapor de água presente na região mais baixa da atmosfera, favorecendo a formação de temporais.

O furacão ocorre quando vários temporais se organizam num vórtice, que envia o calor da superfície do oceano para as camadas mais altas da atmosfera. Portanto é de se esperar que o aumento na temperatura dos oceanos esteja associada ao aumento no número e na intensidade dos ciclones tropicais.

Fonte: www.apolo11.com

Furacão

Escala Saffir-Simpson

Herbert Saffir
Herbert Saffir

Robert Simpson
Robert Simpson

A escala Saffir-Simpson vai de 1 a 5 e mede a intensidade dos ventos dos furacões, classificados por categorias.

Foi criada em 1969 pelo engenheiro civil Herbert Saffir e pelo meteorologista Robert Simpson, na época diretor do NHC – Centro Nacional de Furacões, nos EUA.

A escala é usada para dar uma estimativa do potencial risco de danos e inundacões esperados durante a passagem de um furacão.

Os ventos são medidos por 1 minuto e devem sustentar-se durante este período, daí a expressão "ventos sustentados", quando referem-se a furacões.

Categoria 1

Ventos entre 119 e 153 km/h

As ondas provocadas pela tempestade aumentam entre 1.3 e 1.5 metros acima de seu nível normal. Não há riscos reais nas estruturas. Há riscos menores para traillers soltos e queda de pequenas árvores. Alguns outdoor mal construídos podem ser arrancados. Também alguns alagamentos podem ser percebidos próximos costa, bem como alguns desmoronamentos.

Categoria 2

Ventos entre 154 e 177 km/h

As ondas erguem-se entre 1.8 e 2.45 metros acima de seu nível normal. Causa danos em telhados, janelas e portas, podendo arrancá-los. Danos consideráveis em árvores e arbustos. Algumas árvores podem ser arrancadas. Sérios danos em traillers, barcos ancorados e outdoors. Duas horas antes da chegada do olho do furacão diversos alagamentos são verificados. Pequenos barcos em ancoradouros desprotegidos rompem suas amarras.

Categoria 3

Ventos entre 178 e 209 km/h

Um grande furacão. As ondas alcançam até 3.7 metros. Danos em estruturas de pequenas residências. Árvores de grande porte podem ser arrancadas. Traillers e outdoors são destruidos. Locais de baixadas são alagados 3 horas antes da chegada do centro da tempestade. Os alagamentos próximos à costa arrasam pequenas propriedades. Pode ser requerida a evacuação da áreas mais baixas.

Categoria 4

Ventos entre 210 e 249 km/h

As ondas alcançam 5.5 metros. Destelhamento completo em pequenas residências. Árvores, arbustos e outdoors são arrancados. Destruição completa de traillers. Grandes danos em portas e janelas. Lugares baixos são inundados em até 3 horas antes da chegada do olho do furacão. Áreas 3 metros acima do nível médio do mar podem ser inundadas, requerendo massiva evacuação das áreas residencias distantes até 10 km da costa.

Categoria 5

Ventos maiores que 249 km/h

Nível máximo da escala. As ondas são acima de 5.5 metros. Destelhamento total da maioria das casas e prédios industriais. Agumas casas são arrastadas com a força do vento. Todas as árvores, arbustos, outdoors e luminosos são arrancados. Grandes danos nas áreas baixas localizadas a menos de 4.5 metros acima do nível médio do mar. Grandes inundações até 500 metros de distância da linha da praia. Evacuação total nas áreas até 16 km da costa.

Como são dados os nomes dos furacões?

Os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 km/h e ao contrário do muita gente pensa, seus nomes não são somente femininos.

Um comitê internacional mantém uma lista de 126 nomes, metade masculinos e metade femininos, que são repetidos em um ciclo de 6 anos.

Quando um furacão causa danos excessivos seu nome é retirado da lista.

Desde que foi implantada, 67 nomes já foram retirados. O primeiro a deixar a lista foi Hazel em 1954 e o últimos foram Dennis, Katrina, Rita, Wilma e Stan na violenta temporada de 2005.

Somente 3 furacões categoria 5 atingiram a costa dos EUA no século passado: um deles, sem nome, atingiu a Flórida em 1935, Furacão Camille em 1969 e Furacão Andrew em 1992.

Veja abaixo todos os nomes que já foram retirados da lista pelo comitê internacional:

1954 - Hazel
1954 - Carol
1955 - Connie
1955 - Diane
1955 - Ione
1955 - Janet
1957 - Audrey
1960 - Donna
1961 - Carla
1961 – Hattie
1963 - Flora
1964 - Cleo
1964 - Dora
1964 - Hilda
1965 - Betsy
1966 - Inez
1967 - Beulah
1968 – Edna
1969 - Camille
1970 - Celia
1972 - Agnes
1974 – Carmen
1974 - Fifi
1975 - Eloise
1977 – Anita
1979 - David
1979 - Frederic
1980 - Allen
1983 – Alicia
1985 – Elena
1985 - Gloria
1988 - Gilbert
1988 - Joan
1989 - Hugo
1990 – Diana
1990 - Klaus
1991 – Bob
1992 - Andrew
1995 - Luis
1995 - Marilyn
1995 - Opal
1995 – Roxanne
1996 - Cesar
1996 – Fran
1996 - Hortense
1998 - Georges
1998 - Mitch
1999 - Floyd
1999 - Lenny
2000 - Keith
2001 - Allison
2001 - Iris
2001 - Michelle
2002 – Isidore
2002 – Lili
2003 - Fabian
2003 - Isabel
2003 - Juan
2004 - Charley
2004 - Frances
2004 – Ivan
2004 - Jeanne
2005 - Dennis
2005 - Katrina
2005 - Rita
2005 - Stan
2005 - Wilma

Diferenças entre ciclone, tempestade tropical, depressão tropical, tufão e furacão

Os termos "furacão" e "tufão", são nomes regionais dados a um forte ciclone tropical.

Ciclone tropical é um termo genérico, dado a um sistema não-frontal de larga escala, baixa pressão e convecção organizada e que se forma e desenvolve sobre águas tropicais ou sub-tropicais.

As características desse sistema são os temporais e circulação ciclônica dos ventos de superfície.

Ciclones tropicais com ventos sustentados máximos inferiores a 61 km/h são chamados de depressão tropical.

Quando os ventos sustentados de um ciclone tropical atingem 61 km/h são chamados de tempestade tropical.

Se os ventos atingem a marca de 119 km/h passam a ter a seguinte denominação regional:

Furacão

Quando ocorrem no Atlântico Norte e Pacífico nordeste e Pacífico Sul.

Tufão

Sistemas formados sobre o Pacífico noroeste.

Ciclone Tropical Severo

Quando se formam sobre as águas do Pacífico sudoeste e sudeste do oceano ndico.

Tempestade Ciclônica Severa

Para sistemas sobre o a região norte do oceano Índico.

Ciclone Tropical

Na região sudoeste das águas do Índico.

Fonte: www.bbc.co.uk | www.apolo11.com

Furacão

Depressões tropicais, tempestades tropicais e furacões

 

Furacão

Em certas circunstâncias, um grupo de trovoadas organiza-se como uma depressão tropical, ou seja, aparece uma circulação organizada em sentido ciclónico (na direcção oposta aos ponteiros de um relógio no Hemisfério Norte e no sentido inverso no Hemisfério Sul) com ventos que vão de 36 a 62 km/h, em torno de um centro de baixas pressões. Se os ventos se intensificam (de 63 a118 km/h), numa questão de um ou dois dias a circulação torna-se mais nítida e circular e surge uma tempestade tropical que origina chuvas fortes e à qual é dada o nome seguinte de uma lista preestabelecida de nomes (nomes de homem e mulher alternadamente, em ordem alfabética.

Furacão

Como exemplo, segue-se a lista de nomes para as tempestades no Atlântico em 2001: Allison, Barry, Chantal, Dean, Erin, Felix, Gabrielle, Humberto, Iris, Jerry, Karen, Lorenzo, Michelle, Noel, Olga, Pablo, Rebekah, Sebastian, Tanya, Van, Wendy.) As letras iniciais Q, U, X, Y e Z não são usadas; no caso de haver mais de 21, começa-se a usar o alfabeto grego – o que nunca aconteceu até 2005.

Se a pressão continua a baixar (podendo descer até 870 mb) e os ventos excedem 118 km/h, desenvolve-se um olho no centro e uma rotação cada vez mais nítida em torno dele e a tempestade torna-se num furacão.

Os furacões

Os furacões são ciclones tropicais intensos com ventos máximos constantes de 118 km/h ou mais (e velocidades máximas de rajadas de ventos que raramente excedem 370 km/h) e com um diâmetro que é em média de 600 km mas pode ir até aos 1500 km. Surgem sobre as águas quentes dos trópicos (entre 5º e 15º de latitude) e cobrem áreas muito vastas. São colunas de ar em rotação que podem durar algumas semanas e cuja potência provém das águas quentes dos oceanos. Libertam grandes quantidades de energia e transportam grandes quantidades de ar húmido e quente (até 3500 milhões de toneladas por hora) das latitudes baixas para as latitudes médias. Perdem rapidamente a sua força e intensidade ao entrarem em terra ou em águas frias.

Para um furacão se formar e subsistir, a água dos oceanos tem que estar a mais de 26,5ºC até uma profundidade de cerca de 50 metros (para fornecer a humidade necessária) e tem que existir uma humidade relativa elevada na baixa e média troposfera (para reduzir a evaporação nas nuvens e maximizar a quantidade de precipitação e assim promover a concentração do calor latente, que é crítica para alimentar o sistema).

O Golfo do México, por exemplo, favorece grandemente a intensificação de furacões porque tem uma corrente de água quente profunda (a cerca de 90m a baixo da superfície) – a corrente do Loop – que impede que águas profundas mais frias possam emergir, o que contribuiria para diminuir a atividade dos furacões.

Devido a estas condições, as águas quentes do Golfo do México funcionam como uma fonte de «combustível» para os furacões, injetando neles enormes quantidades de energia que os intensificam.

Furacão

Para além da águas quentes, tem que existir uma área de baixas pressões na zona. Na animação que se segue vê-se um cavado de pressão (a vermelho) gerado pelo encontro de dois sistemas de ventos, no hemisfério sul. Em cima chegam os ventos da monção de noroeste e em baixo chegam os ventos alísios vindos de sudeste.

Desde que a velocidade ou direcção dos ventos não varie demasiado com a altitude, a aceleração de Coriolis faz com que o cavado de pressão se torne uma zona favorável para o aparecimento de uma rotação ciclónica de grande escala que pode levar ao nascimento de furacões.

A existência de uma área de baixas pressões numa zona faz com haja ar que converge para o seu centro e haja ar húmido que se eleve, esfrie e condense, formando nuvens e libertando energia (calor latente.) Quando o vapor de água condensa, liberta calor latente para a atmosfera e aquece-a na sua vizinhança. O ar quente é menos denso que o ar frio e por isso ocupa mais espaço e expande-se. É esta expansão, que força o afastamento do ar do centro da trovoada, que provoca a diminuição da pressão atmosférica à superfície (diminuição do peso do ar sobre a superfície). A diminuição da pressão atmosférica faz com que mais ar convirja no centro e mais ar húmido se eleve, esfrie e condense, formando mais nuvens e libertando uma enorme quantidade de energia (calor latente) que vai aumentando a intensidade do furacão. Desde que a velocidade ou direcção dos ventos não varie demasiado com a altitude, este ciclo que se repete vai intensificando cada vez mais a trovoada.

Furacão

Uma rotação pronunciada desenvolve-se ao redor do centro (o olho) do furacão, com zonas de nuvens convectivas em que caiem cargas de água separadas por áreas de ar descendente (onde por vezes não cai precipitação). Normalmente chove mais tempo e mais intensamente à medida que se caminha da periferia do furacão em direcção ao olho. Na parede do olho, o ar ascendente que condensa forma um círculo de trovoadas intensas (que se pode estender até perto de 15 km de altitude) que giram em torno do centro do furacão e onde ocorrem os ventos e as chuvas mais intensas (até 25 centímetros por hora).

Dentro das trovoadas da parede do olho, o ar aquece por causa da grande quantidade de calor latente libertado e expande-se, criando, por cima dele, uma zona local de mais alta pressão que faz com que o ar se mova para as regiões com mais baixa pressão à sua volta. Esta divergência de ar (que na alta atmosfera é também em espiral mas no sentido anticiclónico) faz com que o ar por baixo seja sugado para cima, fazendo descer a pressão à superfície, e desça depois na zona do olho e nas áreas de ar descendente que separam as nuvens. No olho, não há trovoadas por causa do efeito de compressão do ar descendente. As temperaturas no olho podem ser 8° a 10° C mais elevadas do que nas áreas em redor. A pressão, que pode ser de uns 1010 mb na periferia, desce até uns 950 mb no olho. Os ventos crescem até à parede do olho e depois desaparecem «de repente» dentro dele.

Enquanto a divergência do ar no topo é maior do que a convergência na superfície, o furacão intensifica-se e a pressão na superfície continua a cair. Quando os furacões entram em terra, a fricção na superfície faz com que os ventos diminuam a sua força e se comecem a dirigir diretamente para o centro, causando a elevação da pressão no centro. Quando a convergência na superfície excede a divergência no alto, a pressão na superfície começa a aumentar e a trovoada cessa.

Furacão

O nome furacão é usado para os ciclones que se formam no nordeste do Atlântico e no leste do Pacífico Norte. O nome tufão é usado no Pacífico Norte e o de ciclone na Índia e Austrália. Numa região estreita perto do equador (5ºN – 5ºS), embora a temperatura dos oceanos seja suficientemente elevada e existam trovoadas, não se formam ciclones tropicais porque a força de Coriolis não é suficientemente grande.

Ciclicamente, aparecem estações mais ativas em número e intensidade de furacões, causadas por um aumento no conteúdo salino dos oceanos, que implica um maior aquecimento das suas águas (caso do período iniciado em 1995, que originou os furacões Katrina e Rita em 2005.). No Atlântico, a estação dos furacões vai de Junho a Novembro. Alguns investigadores defendem que o aquecimento global, ao elevar a temperatura das águas oceâncias nos trópicos, contribui para um aumento da atividade dos furacões. Em 2005, as águas no Golfo do México estavam 1ºC acima do normal, o que contribuiu para que um furacão como o Katrina aumentasse muito rapidamente de intensidade (em apenas 9 horas, passou da Categoria 3 para a Categoria 5). Um outro fator terá sido o fato dos ventos de alta altitude serem fracos, o que permitiu um fácil desenvolvimento das núvens em altitude, sem que o seu topo fosse cortado por eles.

Fonte: to-campos.planetaclix.pt

Furacão

Furacões e Ciclones

As expressões furacão e tufão são nomes regionais para ciclones tropicais de grande intensidade, que se formam em situações muito específicas que de seguida se apresentarão.

Este tipo de fenómenos é sempre devastador, embora com intensidades diferentes, e também assumem diferentes denominações de acordo com a área do Mundo em que se registam.

Assim, os ciclones tropicais que têm origem no Atlântico Norte, no Oceano Pacífico (Nordeste) e no Pacífico Sul, recebem o nome de furacões.

Furacão

Os que se geram no Pacífico Noroeste chamam-se tufões. No Pacífico Sudoeste e no Indico Sudeste são Ciclones Tropicais Severos. Por fim, no Oceano Índico Norte recebem o nome de Tempestade Ciclónica Severa e no Índico Sudoeste– Ciclone Tropical.

Condições favoráveis à ocorrência de Ciclones Tropicais:

1 – Águas oceânicas quentes (de pelo menos 26,5ºC) e com uma profundidade não inferior a 50m

2 – Uma atmosfera que arrefeça rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável

3 – Camadas relativamente húmidas perto da média troposfera

4 – Uma distância mínima de pelo menos 500Km da linha do Equador

Porque é que se dão nomes aos ciclones tropicais?

Todos os ciclones tropicais recebem um nome diferente para facilitar a comunicação entre os técnicos e a população em geral, já que podem existir vários ciclones tropicais ao mesmo tempo no Mundo.

A primeira vez que se deu um nome próprio a um furacão foi com o intuito de criticar a vida política australiana, e a denominação foi atribuída por um técnico australiano.

Furacão

O caso dos ciclones

Os ciclones são fenómenos climáticos causados pelo encontro das massas de ar quente e fria. Apesar dessas massas de ar não se misturarem, quando chocam ocorre um movimento circular entre elas, já que o ar frio tende a descer e o ar quente tende a subir.

Os tornados

A palavra tornado vem da palavra espanhola tornada, que significa tempestade. Quando está sobre a água, o tornado é chamado de tromba d’água. Os tornados têm um diâmetro entre os 30 metros e os 2,5Km.

Geralmente não têm duração superior a uma hora e a velocidade de deslocação pode variar entre 1,5Km/h e 400Km/h.

Os tornados não têm um percurso linear nem regular.

A rotação do ar num tornado do Hemisfério Norte faz-se no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. No Hemisfério Sul a rotação do ar efetua-se no sentido dos ponteiros do relógio.

Da tabela seguinte consta os vários graus da escala que mede os furacões (Escala Fujita), bem como as respectivas velocidades e danos causados.

F0 Danos leves 64 Km/h. a 116 Km/h Galhos de árvores quebrados e danos em chaminés
F1 Danos moderados 117 Km/h. a 180 Km/h Casa móveis arrancadas da base ou viradas
F2 Danos consideráveis 181 Km/h. a 252 Km/h Casa móveis arrancadas da base ou viradas
F3 Danos severos 253 Km/h. a 330 Km/h Telhados e paredes derrubadas e carros arremessados
F4 Danos devastadores 331 Km/h. a 419 Km/h Demolição de paredes bem fortes
F5 Danos inacreditáveis 420 Km/h. ou mais Casas arrancadas e carregadas a consideráveis distâncias, carros arremessados a mais de 100 metros

 

Furacão

Fonte: www.minerva.uevora.pt

Furacão

Furacões e Tufões

A origem dos ciclones é ainda um mistério para os cientistas. Ninguém sabe direito como se formam essas monstruosas colunas, que carregam uma energia equivalente a de uma bomba atômica de 20 quilotons. É uma grande massa de ar que executa um movimento giratório muito rápido, mudando muito depressa de lugar na superfície da Terra, igual a Terra que gira ao redor do Sol, sem parar de girar ao redor dele. Quando isso ocorre, o mar pode ser violentamente perturbado. Algumas vezes, na região que gira ,fica com muito pouco ar, e o tornado gira como se fosse uma coluna oca. Então a água situada abaixo é sugada e passa a ocupar o espaço quase vazio que existe dentro da coluna, formando-se assim a tromba marinha ou tornado.

O tornado é uma coluna ondulante de nuvens, com diâmetro de menos de 2km, que se desloca a uma velocidade de 30km/h a 60km/h. Ele ocorre com a chegada de frentes frias, em regiões onde o ar está mais quente e instável. Estima-se que a velocidade do vento dentro do funil possa atingir 450km/h ( o cálculo por meio de instrumentos é inviável, porque eles são destruídos pela força da tempestade ). Os tornados são os mais destruidores de todas as perturbações atmosféricas, mas a área afetada por eles é limitada. Os tornados mais intensos costumam acontecer no centro-oeste dos Estados Unidos e na Austrália.

Formação de um tornado

1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.

2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.

3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4-6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.

4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.

A palavra tornado veio da palavra espanhola Tornada, que significa tempestade. Um tornado sobre a água é denominado tromba d’água. Tornados geralmente tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente duram mais do que uma hora. Tornados são ventos ciclônicos que giram com uma velocidade muito grande em volta de um centro de baixa pressão. São menores que os furacões e seu tempo de vida também. Um tornado pode ter uma largura tanto menor do que 30 metros, quanto maior do que 2,5km. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores de máximos. Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de 160km/h. Um máximo pode deslocar-se 320km ou mais, durar até 3 horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h.

O tornado percorre um caminho muito irregular. Quando o funil toca o solo, ele pode mover-se em linha reta ou descrever um trajeto sinuoso. Ele pode até duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis. A maioria dos tornados do Hemisfério Norte deslocam-se do sudoeste para o nordeste e possuem rotação em sentido anti-horário. No Hemisfério Sul, os tornados possuem rotação horária.

Assim como os terremotos possuem a Escala Richter para medir sua intensidade, os tornados possuem a "Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale", ou seja uma escala usada pelos meteorologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado.

Essa escala foi nomeada em homenagem aos dois homens que a desenvolveram: Dr. Theodore Fujita e Allan Pearson, diretores do Centro de Previsão de Tempo de Kansas City, nos EUA.

A Escala Fujita (mais comum denominada assim) está representada na tabela abaixo:

Classificação Velocidade do Vento(km/h) Danos

F0: até 110 km/h – Leve

F1: 111-180 km/h – Moderado

F2: 181-250 km/h – Considerável

F3: 251-330 km/h – Severo

F4: 331-420 km/h – Devastador

F5: 421-510 km/h – Inacreditável

F6: 511-610 km/h – Fora de Série

O furacão é uma tempestade que se forma nas áreas tropicais, sobre os oceanos, provocando ventos de até 300Km/h. Normalmente, possui entre 450Km e 650Km de diâmetros e a distribuição do vento e das nuvens ao seu redor é igual. Em seu centro, conhecido por "olho da tempestade", em que predominam as baixas pressões, não há chuva, os ventos são brandos e o céu é praticamente limpo. Essa tempestade é chamada de Furacão quando ocorre no oceano Atlântico e de Tufão, quando acontece no pacífico.

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou subtropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestades) e intensa circulação ciclônica à superfície.

Ocorrência ciclogênese tropical devido a esses fatores:

1. Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.

2. Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.

3. Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera (5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.

4. Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma Força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.

5. Um distúrbio pré-existente próximo à superfície com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.

6. Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem prevenir sua origem ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões - no Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E;

Tufões - no Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data;

Ciclone tropical severo - no Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E;

Tempestade ciclônica severa - no Oceano Índico Norte;

Ciclone tropical - no Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s – depressões tropicais;

Máximo entre 18 e 32 m/s – tempestade tropical;

Máximo acima de 33 m/s – furacões, tufões…

DIFERENÇA ENTRE FURACÕES E TORNADOS

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum. Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado (embora também existam tornados sobre o mar, que são chamados de trombas d’água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclone tropical está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

CICLONE MAIS DEVASTADOR

O pior ciclone de que se tem conhecimento ocorreu em 12 de novembro de 1970 no Paquistão Oriental , quando morreram entre 300 e 500 mil pessoa . Foram registrados ventos de até 240km/h e uma onda de 15 m de altura atingiu a costa do Paquistão Oriental, o delta do ganges e as ilhas do Bhola, Hatia,kukri mukri e manpura.

MAIOR NÚMERO DE MORTOS EM UM TORNADO

Um tornado que atingiu Shaturia , Blagladesh, a 26 de abril de 1989, matou em torno de 1.300 e desabrigou 50 mil pessoas.

MAIORES DANOS MATERIAIS POR UM TORNADO

Uma série de tornado que atingiu os estados de Indiana, Wisconsin, Illinois, Iowa, Michigan e Ohio, nos EUA, em abril de 1985 , matou 271 pessoas , feriu milhares de outras pessoas e causou prejuízos de mais 400 milhões.

MAIOR NÚMEROS DE DESABRIGADOS POR UM TUFÃO

O tufão "Ike", com ventos de 220Km/h, que atingiu as Filipinas a dois de setembro de 1985, matou 1363 pessoas, feriu 300 e deixou 1,12 milhões de desabrigadas.

MAIOR NÚMEROS DE MORTOS EM UM TUFÃO

Cerca de 10 mil pessoas morreram em virtude de um tufão, com ventos de até 161Km/h, que atingiu Hong Kong em 18 de setembro de 1906.

Fonte: www.bodas.hpg.ig.com.br

Furacão

Furacão

Um furacão é um intenso ciclone tropical de mesoscala com ventos máximos constantes de 64 nós (119 km/h) ou mais que forma-se sobre as águas quentes no nordeste do Atlântico e do leste do Oceano Pacífico Norte. Esta mesma tempestade é chamada de tufão na parte oeste do Pacífico Norte e simplesmente de ciclone na India e na Austrália. Furacões possuem um diâmetro numa média de 600 km, mas eles podem possuir diâmetros de 1500 km.

Em 1979, Tufão Tip na área de Guam registrou a maior pressão baixa em um ciclone tropical de 870 mb.

Os ventos giram em sentido ciclônico (em direções anti-horária no Hemisfério Sul e horária no Hemisfério Norte) para o centro de um furacão. O centro, chamado de olho, caracteriza-se por uma pressão extremamente baixa, ventos leves e até uma calma com céu claro e nuvens esparsas em vários niveis. Pressão atmosférica diminui rapidamente para o centro. Velocidades de ventos, umidade e chuvas aumentam de encontro ao centro e diminui repentinamente. Com uma forte corrente de ar descendente, temperaturas no olho podem ser de 8° a 10° C mais do que na área principal da tempestade. Uma parede do olho é um círculo de trovoadas intensas que giram diretamente adjacente a um olho e extende-se quase a 15 quilômetros acima do nível do mar. As precipitações e ventos mais fortes ocorrem dentro de uma parede do olho.

A maioria de furacões formam-se entre as latitudes de 5°-20° sobre todos os oceanos tropicais com excessão do Atlântico Sul e leste do Pacífico Sul.

O Pacífico Norte tem a maioria de ciclones tropicais com uma média anualmente de 20. Uns 30-100 podem ocorrer em qualquer ano, com 20% perto do sudeste da Ásia, 70% perto do Caribe e áreas próximas, e 10% no sudoeste nas águas do Pacífico e da Austrália. Furacões transportam grandes quantidades de ar úmido e quente de latitudes baixas para latitudes médias. É estimado que um furacão pode exportar 3,500,000,000 toneladas de ar em uma hora. O desenvolvimento de um furacão acarreta expulsões de grandes quantitades de energia e a transferência de quantidades substanciais de água cobrindo vários graus de latitude.

Furacão

Desenvolvimento de Furacões

Um furacão é composto de um massa de trovoadas organizadas que são mais importantes para a circulação da tempestade. Para ocorrer o desenvolvimento de um furacão, é necessário a convergência de ventos na superfície. Furacões dependem de calor latente liberado durante condensação de grandes quantidades de vapor d’agua. O calor latente liberado aquece o ar e supre flutuação para levantamento.

Um ciclone tropical é provável de ocorrer quando estes fatores existem simultaneamente:

Uma forte presença da força de Coriolis (latitudes de 5°-6°)

Uma superfície de água quente (pelo menos 27° C) numa área suficiente para suprir o ar acima com grandes quantidades de vapor

Uma atmosfera instável ou pressão baixa na superfície e frequentemente um anti-ciclone bem alto

Valores baixos de cisalhamento vertical de vento (cisalhamento produzido pelo movimento de uma massa de ar ultrapassando uma outra)

Estas condições são mais prováveis de ocorrer sobre as áreas oceânicas aonde a zona de convergência intertropical move 10° ou mais fora do Equador. A força de Coriolis causa os objetos em movimento defletir para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul. Esta força é responsável pela rotação de um furacão e é muito fraca dentro de 5° do Equador. Valores altos de cisalhamento vertical de vento podem impedir convecção e o desenvolvimento de um ciclone.

Estágios de Desenvolvimento

Um ciclone tropical pode durar de poucas horas até quase três semanas, mas a maioria dura de 5-10 dias. O estágio inicial de um furacão é um distúrbio tropical com uma leve circulação sem isóbaras fechadas ao redor de um área de pressão baixa. Distúrbios tropicais são comuns nos trópicos e consistem de um sistema organizado de trovoadas com pancadas de chuva. Uma onda tropical é um cavado de baixa pressão no fluxo de ventos alísios movendo-se à oeste. Céu nublado e chuva ocorrem atrás do eixo da onda. Ondas tropicais podem ser causadas pelo Complexos Convectivos de Mesoscala na região equatorial da Africa Norte durante o verão do Hemisfério Norte. Frequentemente, elas evolvem em furacões que afetam as regiões do Caribe e América do Norte.

Um distúrbio tropical ou uma onda tropical é elevado á depressão tropical quando os ventos máximos constantes na superfície aumentam de pelos menos 37 km/h. Uma depressão tropical é um sistema de trovoadas fortes com um circulação definida, ventos máximos constantes de 62 km/h ou menos, e pelo menos uma isóbara fechada que acompanha uma caída de pressão no centro da tempestade. Quando os ventos na superfície são entre 63-118 km/h, o ciclone é chamado de uma tempestade tropical. Esta mesma tempestade é mais organizada e se parece com um furacão por causa da circulação intensificada. Durante este estágio, tempestades tropicais recebem nomes (como Andrew, Dennis, Floyd, etc) que permanecem quando elas evolvem-se em furacões.

Furacão
Um diagrama dos movimentos principais do ar dentro e ao redor de um furacão.

Assim que as pressões caem, uma tempestade tropical torna-se um furacão quando os ventos excedem 119 km/h. Uma rotação pronunciada desenvolve-se ao redor do centro de um furacão e bandos de chuvas giram ao redor do olho. Bandos de chuvas são pancadas de chuvas convectivas separadas por áreas de ar descendente. Existe às vezes intervalos entre estes bandos aonde chuvas não são observadas. Cada bando normalmente produz períodos de chuvas mais longas e intensas do que as anteriores da periferia do furacão até atingir o olho.

Ar ascende e condensa formando enormes trovoadas produzindo chuvas fortes (até 25 centímetros por hora) na parede do olho. Perto dos topos das trovoadas, o ar seco flutua para fora do centro. Este ar divergente no alto produz um afluxo anti-ciclônico vários cem quilômetros do olho. Assim que o afluxo atinge o periferal da tempestade, ele começa a descer e se aquecer, induzindo céu claro. Dentro das trovoadas da parede do olho e dos bandos de chuvas, o ar se aquece por causa das grandes quantidades de calor latente liberado. Este produz pressões leves altas no alto e inicia a descendência do ar no olho e entre cada bando. O ar descendente esquenta por compressão e explica a ausência de trovoadas no centro da tempestade.

Furacão

Furacão

Condições de Dissipação

Um furacão intensifica-se e a pressão na superfície continua a cair quando o afluxo de ar no alto é maior do que a influxo na superfície. Porque a pressão atmosférica dentro do sistema é controlada significantemente pelo aquecimento do ar, a intensidade da tempestade é limitada até um certo ponto. Os fatores controladores são a temperatura da água e a liberação do calor latente. Consequentemente, quando a tempestade é literalmente cheia de trovoadas, ela usará quase toda a energia disponível, causando a estabilização da temperatura do ar e a pressão atmosférica. Velocidades máximas de rajadas de ventos raramente excedem 370 km/h por causa da limitação da intensidade de um furacão. Quando o ar na superfície convergindo perto do centro excede o afluxo no alto, a pressão na superfície começa a aumentar, e a tempestade cessa.

Furacões diminuem rapidamente quando eles trajetam sobre águas frias e perdem a sua fonte de calor. Eles dissipam-se rapidamente sobre a terra porque a sua fonte de ar úmido e quente é removida. Sem um adequado fornecimento de vapor d’agua, a condensação e a liberação do calor latente diminuem. Normalmente, a terra é também mais fria do que oceano, e o ar nos níveis baixos é resfriado ao invés de aquecido. Ventos diminuem em força (por causa da fricção adicionada pela superfície da terra) e movem mais diretamente para o centro, causando a elevação da pressão central.

Em sumário, furacões diminuem em intensidade quando:

Eles movem sobre águas oceânicas que não podem suprir ar tropical úmido e quente

Eles movem sobre terra

A convergência na superfície excede a divergência no alto

Um número substancial de depressões tropicais não evolvem em estágio ciclônico.

Furacão

Danos de Furacões

Embora que a quantidade de danos causados pelo furacão dependam de vários fatores, incluindo o tamanho e densidade de população da área afetada e a configuração litorânea, o fator principal é a força da tempestade. A Escala de Saffir-Simpson foi desenvolvida para categorizar as intensidades relativas de furacões. A previsão da severidade e danos de um furacão é normalmente representada em termos nesta escala. Uma tempestade tropical recebe um número categórico quando ela envolve em um furacão. A escala de Saffir-Simpson indica o potencial de destruição, a pressão mínima e ventos máximos constantes de um furacão. Assim que a tempestade intensifica ou diminui, o número categórico é reavaliado de acordo.

O 1 na escala representa uma tempestade de severidade mínima, e a 5 representa uma tempestade de maior severidade. Tempestades de categoria 5 são raras.

Furacão Mitch em 1998 foi uma tempestade de categoria 5 com ventos constantes mais de 290 km/h. Mitch tornou-se o quarto mais forte furacão do Atlântico e o mais forte furacão no oeste do Caribe depois do Furacão Gilbert em 1988. Furacão Mitch parou fora da costa de Honduras a tarde de 27 de Outubro até a noite de 29 de Outubro antes de mover-se lentamente sobre a terra. A tempestade continuou depositando chuvas pesadas na América Central, causando enchentes e deslizamentos responsáveis por mais de 11,000 fatalidades em Honduras e Nicarágua. No dia 3 de Novembro, o restante do Mitch entrou no sul do Golfo de México e foi rejuvenescido em uma tempestade tropical pelas águas quentes. Depois, Mitch atravessou o sul da Flórida no dia 5 de Novembro e finalmente no mesmo dia mais tarde tornou-se extratropical.

Danos de furacões podem ser avaliadas nas categorias de maré meteorológica, ventos e enchentes por causa das chuvas torrenciais.

Marés Meteorológica

Uma maré meteorológica é um crescimento anormal de vários metros do nível oceânico que inunda áreas baixas próximas à costa aonde o olho atravessa o terreno. A maré meteorológica é particularmente destrutiva quando ela coincide com marés altas normais. A região de pressão baixa dentro de um furacão permite a elevação do nível oceânico. Uma queda de 1 milibar em pressão atmosférica produz uma subida de 1 centímetro do nível oceânico. A combinação de águas altas e ventos fortes de um furacão produz uma maré meteorológica que alcança a costa como um trem de grandes ondas.

Furacão
Diagrama de uma maré meteorológica superposta na maré alta normal. (Imagem: Alexander Markham)

Marés meteorológica são as mais devastadoras nas zonas costeiras. Na região delta de Bangladesh, a maioria de terrenos são menos de 2 metros acima do nível do mar. Uma maré meteorológica foi superposta na maré alta normal que inundou uma área no dia 13 de Novembro de 1970, matando 200,000 pessoas.

Em Maio de 1991, um evento similar com ventos de 235 km/h e uma maré meteorológica de 7 metros matou 135,000 pessoas e destruiu bairros nas áreas costeiras no caminho do ciclone. A potência para a repetição deste tipo de desastre em Bangladesh é bem alta, porque muitas das pessoas residem ao longo de uma área mais baixa e próxima da baía. Historicamente, esta região está no caminho frequentemente tomadas pelos ciclones.

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Danos de Ventos

Danos causados pelos ventos de um furacão são os mais evidentes. A força dos ventos são suficientes para causar destruição total em algumas estruturas. Os ventos fortes podem criar uma barragem perigosa de escombros levantados no ar. Ventos de furacões afetam uma área maior do que uma maré meteorológica e causa grandes prejuízos econômicos. Furacão Andrew causou US $20 bilhões de dólares em danos no sudeste de Flórida e Louisiana nos Estados Unidos em Agosto de 1992.

Quando a furacão aproxima-se vindo do leste no Hemisfério Norte, os ventos mais fortes são normalmente no lado norte. Os ventos que arrastam a tempestade adicionam-se com os ventos no lado direito e subtraem-se com os ventos no lado esquerdo. Um furacão movendo-se para o oeste no Hemisfério Norte à 20 km/h com ventos constantes de 200 km/h contém ventos de 220 km/h no lado direito (norte) e ventos de 180 km/h no lado esquerdo (sul). No Hemisfério Sul, estas diferenças são ao contrário porque os ventos giram em sentido horária ao invés de anti-horária. Aqui, os ventos mais fortes são normalmente no lado esquerdo.

Furacão
Uma casa à beira mar destruida em North Carolina pelo Hurricane Floyd em Setembro de 1999.

Furacões também produzem tornados que ocorrem em trovoadas embutidas nos bandos de chuvas e na parede do olho. A topografia da superfície influencia as trovoadas quando um furacão atinge a terra e começa a decair. Por causa da fricção, os ventos na superfície morrem mais rápido do que os ventos no alto. Este produz uma forte cisalhamento vertical de vento que permite o desenvolvimento de tornados, especialmente no lado direito de um furacão no Hemisfério Norte (com respeito ao movimento para frente) e no lado esquerdo no Hemisfério Sul.

Furacões que afetam os Estados Unidos tendem produzir tornados. Furacão Carla em 1961 teve o recorde de 26 tornados até Furacão Beulah que produziu 115 tornados confirmados no Texas em 1967.

Danos de Enchentes

As chuvas torrenciais que acompanham a maioria de furacões podem causar enchentes destrutivas. Considerando que os efeitos das marés meteorológica e ventos fortes são concentrados nas áreas costeiras, chuvas pesadas podem afetar localidades centenas de quilômetros fora da costa por vários dias depois dos ventos da tempestade terem diminuído em intensidade.

Um exemplo desta destruição foi Furacão Camile em 1969. Embora esta tempestade seja a mais famosa por causa da maré meteorológica excepcional e a devastação nas áreas costeiras, a maioria de fatalidades associadas à esta tempestade ocorreu 2 dias depois de atingir a terra nas Blue Ridge Mountains de Virginia nos EUA. Muitos locais nesta região experimentaram 25 centímetros de chuva e enchentes severas matando mais de 150 pessoas.

Previsões de Furacões

Muitas ferramentas diferentes fornecem os dados que são usados para detectar e seguir furacões. Estas informações são usadas para desenvolver previsões e emitir alertas e avisos, mas nem sempre é este o caso.

Antes da era de satélites meteorológico, era difícil advertir as populações no caminho dos furacões quanto a sua aproximação. Um local somente poucos dias (cem quilômetros) fora de um furacão pode experimentar céu claro com ausência de ventos. No dia 18 de Setembro de 1900, um furacão em Galveston, Texas nos EUA, matou 6000 pessoas nesta cidade e 2000 mais em outras localidades. A intensidade da tempestade sem alerta surpreendeu a população e tornou-se o pior desastre natural na história dos Estados Unidos.

No dia 18 de Setembro de 1826, um furacão aproximou-se de Miami, Flórida. A população estava preparada para os ventos fortes e a maré meteorológica.

Miami experimentou chuvas torrenciais, enchentes e ventos com rajadas mais de 160 km/h. Mas de repente, o céu aclarou e os ventos dissiparam-se. Pessoas saíram das casas para inspecionar os danos e alguns até foram para seus empregos. Muitos dos jovens foram a praia para aproveitar as grandes ondas. A calma durou menos de uma hora quando as nuvens ominosas aproximaram-se rapidamente vindo do sul. As pessoas não sabiam que estavam no olho da tempestade.

Os ventos fortes retornaram e centenas de pessoas morreram afogadas quando a Praia de Miami desapareceu embaixo da maré elevada.

Felizmente, agora os perigos dos furacões são bem conhecidos. Sistemas de alerta reduziram muito as fatalidades atribuídas aos furacões. As populações também aumentaram ao longo das áreas costeiras, causando um aumento astronômico nos danos de propriedades por causa dos furacões. Esta situação pode causar um desastre maior porque a evacuação em grande número de pessoas pode requerer alertas com mais tempo do que o disponível neste momento.

Satélites Meteorológicos

Porque os furacões formam-se em vastas regiões oceânicas tropicais e subtropicais, observações convencionais são limitadas. Satélites são as ferramentas principais para os dados meteorológicos necessários nestas áreas. Satélites podem detectar e seguir tempestades antes do desenvolvimento da circulação ciclônica. As imagens de satélites infra-vermelhas são muito proveitosas para determinar as regiões de precipitação dentro de uma ciclone tropical. Todas as nuvens aparecem em branco em uma imagem visível, mas em uma imagem infra-vermelha, nuvens altas e mais grossas (fria) que podem produzir precipitação aparecem em branco e nuvens baixas e mais finas (quente) que podem produzir somente garoa aparecem mais escuras.

Furacão
Furacão Fran aproximando-se de North Carolina nos Estados Unidos em Setembro de 1996. Fran foi um furacão de categoría 3.

GOES-8 é um satélite geo-estacionário posicionado numa longitude de 75° oeste que monitora desenvolvimentos dos furacões do Atlântico Norte 24 horas ao dia. O outro satélite geo-estacionário é GOES-9 posicionado numa longitude de 135° oeste que monitora o Pacífico Norte.

Satélites são ferramentas remotas e não é raro encontrar erros de até dezenas de quilômetros nas estimativas das velocidades de ventos e posições da tempestades. Também não é possivel determinar com precisão as distribuições de ventos na superfície ou os detalhes nas estruturas caracteristicas. Uma combinação de sistemas de observação é necessária para prover os dados para as previsões e avisos exatos.

Reconhecimentos de Aeronaves

Reconhecimentos de aeronaves é uma outra fonte de informação mais importante de furacões. Os primeiros vôos experimentais dentro de furacões foram nos 1940′s. Agora, as aeronaves e as ferramentas usadas são mais sofisticadas. Estas aeronaves podem voar diretamente dentro de uma tempestade e medir detalhes da sua posição e condições do desenvolvimento. A transmissão dos dados podem ser diretamente da aeronave no meio da tempestade para o centro de previsão aonde dados de várias fontes são coletadas e analisadas.

Furacão
Um Lockheed-Martin WC-130 usado pelo Hurricane Hunters dentro do Furacão Lenny em 1999.

Nos Estados Unidos, O Esquadrão 53° do Reconhecimento de Tempo de Reserva da Força Aérea, também chamado de "Hurricane Hunters," continua voando dentro de furacões e tempestades tropicais desde 1944. Quando condições favoráveis para o desenvolvimento do furacões são observadas, pelas observações na superfície ou satélites meteorológicos, O National Hurricane Center (Centro Nacional de Furacões) em Miami, Flórida, alerta os Hurricanes Hunters. Eles devem determinar o local exato, movimento, intensidade, e tamanho da tempestade e transmitir os dados para o Centro National de Furacões via satélite.

Assim que a tempestade aumenta em intensidade, as aeronaves voam mais alto (1500-3000 metros) para coletar os dados mais significantes. Eles voam em um padrão semelhante a um "X," atingindo cada extremidade da tempestade para traçar os ventos destrutivos e passa pelo olho a cada duas horas.

Todos os dados recebidos pelo Centro Nacional de Furacões estão disponíveis gratuitamente para os membros nacionais do World Meteorological Organization (Organização Meteorológica Mundial).

Radar e Bóias de Dados

Radar é uma outra ferramenta de observações e estudos de furacões. Um sistema de radar cobre o Golfo de México inteiro e as regiões costeiras do Atlântico por causa dos furacões numerosos que afetam os Estados Unidos. Este sistema fornece a cobertura contínua de tempestades tropicais dentro de 240 quilômetros da costa. Os detalhes revelados pelo radar ajudam a aperfeiçoar os alertas de furacões assim que as tempestades aproximam-se da terra. Atualmente, sistemas de radar de doppler fornecem informações adicionais dos campos de ventos e contribuem para as previsões de chuva e alertas de enchentes mais exatas. Radar de doppler também aperfeiçoa a detecção dos tornados produzidos por furacões.

Furacão
Imagem de radar de Furacão Georges diretamente sobre San Juan na Caribe no dia 22 de Setembro, 1998.

Bóias de dados são ferramentas remotas flutuantes posicionadas em locais fixos ao longo do Golfo de México e a Costa Leste dos Estados Unidos. Dados fornecidos por estas unidades tornaram-se em uma parte segura e rotineira da análise do tempo e também um elemento importante do sistema de alertas de furacões. As bóias são os únicos meios de fazer medidas diretas quase contínuas das condições de superfície sobre áreas do oceano.

Alertas e Avisos de Furacões

Meteorologistas tentaram prever os movimentos e intensidade de um furacão usando dados das várias ferramentas de observação juntamente com modelos de computadores sofisticados. O objetivo deles é emitir alertas e avisos pontualmente.

Um alerta de furacão é um anuncio destinado às áreas costeiras que o furacão possa ameaçar dentro de 36 horas. Um aviso de furacão é emitido quando existem a possibilidade de um furacão com ventos constantes de 119 km/h ou mais numa área costeira dentro de 24 horas ou menos. Um aviso de furacão pode permanecer em efeito quando águas altas perigosas e ondas excepcionalmente altas continuam, mesmo que os ventos possam ser menor do que a força de um furacão.

Furacão
Evacuação em North Carolina nos EUA em antecipação de Hurricane Floyd no dia 16 de Setembro, 1999.

Os fatores de importância especial no processo de decisões para alertas e avisos são tempo suficiente para proteger a população, e em menos importância, para proteger as propriedades. Também meteorologistas deve tentar evitar excesso de avisos. Avisos emitidos 24 horas antes de um furacão atingir a terra cobre áreas numa média de 560 quilômetros no comprimento. Normalmente, o caminho de danos de um furacão abrangem em volta de um terço (180 quilômetros) da área alertada, assim dois terços (360 quilômetros) são "alertados em excesso." Estes excessos são caros e também resultam em uma descredulidade nos avisos. Por estas razões, a decisão para emitir um aviso representa uma balança delicada entre a necessidade de proteger a população e o desejo de minimizar o grau de excesso.

Embora que muitas melhorias nas ferramentas de observação e técnicas de previsões tenham ocorrido recentemente, destruição de propriedades e o potencial de fatalidades continuam crescendo. Previsões melhoram, mas não tão rápido quanto o aumento das populações nas áreas sujeitas à furacões, resultando assim a necessidade para mais tempo para preparação antes dos furacões.

Fonte: www.brasgreco.com

Furacão

Furacão
Furacão Ivan (Categoria 5). Imagem GOES-VIS (13/09/2004)

Os satélites meteorológicos fornecem uma grande quantidade de material de valor único para quem precisa de informações sobre a intensidade, posição e movimentos dos ciclones tropicais. Estas informações são utilizadas para previsão, análise e fornecem avisos importantes sobre ciclones tropicais em volta do mundo

Ciclones tropicais: Definição

Tratam-se de tempestades que se originam em latitudes tropicais; incluem depressões, tempestades tropicais, furacões, tufões, e ciclones. Estes vários tipos de tempestades são similares; sua principal diferença é ONDE se formam. FURACÕES (em inglês hurricane) são ciclones tropicais que ocorrem no Oceano Atlântico e a leste do oceano Pacífico Central. CICLONES é o termo mais específico que é freqüentemente utilizado para descrever ciclones tropicais que se formam no Oceano Índico e próximo da Autrália. Embora vamos falar mais especificamente de furacões (ciclones tropicais com ventos sustentados de pelo menos 120km/h) os conceitos podem ser igualmente aplicados para tufões ou ciclones.

A estação dos furacões

Os ciclones tropicais são mais prováveis de ocorrer em tempos específicos durante o ano. Por exemplo, na América do Norte, a estação dos furacões começa oficialmente entre 1 de Junho a 30 de Novembro. Contudo, a maioria dos furacões ocorre durante Agosto, Setembro, e Outubro, quando as águas dos oceanos tiveram tempo suficiente para aquecer. Os furacões que atingem os Estados Unidos são usualmente originários do Oceano Atlântico, do Mar do Caribe e do Golfo do México (entre 10oN a 30oN).

Muitos furacões também se formam no Oceano Pacífico para fora da costa oeste da América do Norte e se movem para oeste em direção ao Pacífico central, embora muitas dessas tempestades podem fazer um círculo para trás e atingir a costa noroeste do México. Durante a estação de furacões, a região real de formação se move, estando ligeiramente a norte no começo da estação que no final da mesma. A estação de furacões no Oceano Pacífico central e leste, a estação de tufões no Pacífico oeste e a estação de ciclones no Oceano Índico e próximo da Austrália são ligeiramente diferentes.

A estrutura de um furacão

Um ciclone tropical é definido como um vórtice atmosférico com rotação ciclônica (horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte) que varia de algumas centenas de kms até ~ 3.2 mil kms. Estão associados com um centro de baixa pressão e nuvens convectivas que estão organizadas em bandas espirais, com uma massa de nuvens convectivas sustentada no ou próxima ao centro. De forma diferente dos sistemas de latitudes médias, furacões e outros ciclones tropicais são tempestades sem frentes associadas. Mas como outras tempestades, são caracterizadas por uma baixa pressão central e ventos que sopram ciclonicamente em volta daquele centro.

As pressões mais baixas no centro de um furacão tipicamente variam entre 920 a 980hPa. Furacões normalmente tem um olho na região central onde ar úmido está afundando em direção à terra. O olho pode chegar a 50km em diâmetro; desenvolve-se conforme o vento aumenta e espirala em torno do centro da baixa pressão. O olho de um furacão pode ser livre de nuvens ou ter uma cobertura de nuvens (conhecida como ‘cobertura de nuvens central densa – central dense overcast’) que produz muito menos chuva que as regiões ao redor. O tempo dentro do olho de um furacão pode ser calmo e agradável, freqüentemente fazendo com que as pessoas se enganem e acreditem que a tempestade já passou. Em muitos casos, as pessoas deixam seus abrigos durante a passagem do olho, pensando que a tempestade acabou, apenas para serem ‘cumprimentadas’ pela outra metade da tempestade. As abaixo mostram o olho do furacão Ivan (categoria 5) que atingiu os Estados Unidos em 2004 e os detalhes do olho do furacão Emily. Notem como o olho é relativamente livre de nuvens mas circundado por uma parede de nuvens bastante espessas.

O ar flui dentro da base de um furacão e espirala em torno do olho da tempestade. Vapor de água no ar condensa, e uma espessa banda de nuvens se forma.

Estas bandas são vistas como braços de nuvens que espiralam em torno da porção central da tempestade. Consistem de nuvens muito espessas e tempestades que podem ser muito violentas e trazer chuva muito pesada, ventos fortes e ocasionalmente tornados. Bandas de nuvens densas e linhas de tempestade podem ser claramente vistas nas Figuras abaixo, especialmente na parte sudeste e norte do furacão. Também associadas com um furacão estão as ‘marés de tempestade (storm surge)’, que significam um aumento no nível da água nas regiões costeiras devido ao efeito combinado de ventos, ondas e pressão reduzida no centro da tempestade. Estas marés e os alagamentos associados constituem-se nos mais perigosos e mortais efeitos de um furacão.

As velocidades do vento variam dentro de um furacão, atingindo um máximo logo fora do olho, em uma estrutura chamada de ‘parede do olho (eye wall)’.

A parede do olho contém as chuvas mais pesadas também. Um furacão típico pode apenas ter 500km de diâmetro. Contudo, podem apresentar ventos que se aproximam de 320km/h, embora atingem mais tipicamente 160km/h., o que é forte o suficiente para arrancar telhados de edifícios e causar considerável estrago. Lembre-se que essas velocidades são ventos sustentados (isto é, constantes por um longo tempo)! As Figuras abaixo mostram a estrutura vertical dos ventos em um furacão. A Fig. 3 mostra o exemplo do furacão Mitchel enquanto a Fig. 4 mostra uma média obtida para diversos furacões (veja legendas nas respectivas figuras). Se um furacão fosse simétrico e se não estivesse movendo, as velocidades dos ventos seriam aproximadamente consistentes nos dois lados do olho. Mas porque os furacões se movem, os ventos no lado direito do caminho do movimento tendem a ser mais fortes. Os ventos no lado esquerdo do olho tendem a ser mais fracos. Isto é porque os ventos são um resultado da combinação da velocidade de rotação e da velocidade na qual o furacão viaja.

Para pensar: Supondo um furacão no Atlântico Sul que fosse atingir o Brasil, haveria alguma modificação no lado do olho com maior intensidade de ventos em relação ao observado no HN?

Furacão
Furacão Ivan 13/09/2004, 20:00z

Furacão
"Close-up" no olho do furacão Emily.

A estrutura da temperatura de um furacão é tal que o olho é mais quente que as regiões vizinhas em vários graus. Esta diferença em temperatura é uma característica muito importante no estudo da intensidade de um furacão, uma vez que tipicamente, quanto maior o gradiente de temperatura, mais intensa é a tempestade. Meteorologistas usam a curva de realce chamada de BD para observar o gradiente de temperatura nos topos das nuvens que circundam o olho das tempestades. Usando a curva de realce BD os topos mais frios aparecem em branco nas imagens e devem ser as regiões onde a tempestade é mais forte. Quanto maior o gradiente de temperatura entre o olho e a parede mais fria, mais violenta é a tempestade. Exemplo de uma imagem Infravermelho realçada (com cores) encontra-se na Fig. 5.

Furacão

O cliclo de vida de um furacão

O desenvolvimento de um ciclone tropical ocorrerá apenas quando condições muito específicas existirem. Um furacão origina-se como um distúrbio tropical com ventos relativamente fracos, uma fraca área de pressão baixa, nebulosidade extensa e alguma precipitação. Muitos destes distúrbios existem em qualquer dado tempo nos trópicos, mas muito poucos evoluem para furacões uma vez que as condições requeridas para tal são muito específicas (veja Tabela.1). A principal fonte de energia é um ar quente e úmido sobre o oceano; portanto, requer oceanos com temperaturas quentes para se desenvolver. O ar sobre o oceano precisa também estar muito quente e úmido. Conforme o ar sobe através da tempestade, o vapor se condensa em água líquida. Cada gota de água que se condensa libera uma certa quantidade de energia, conhecida como calor latente, o qual é o principal combustível de um furacão. Se uma tempestade em desenvolvimento encontra águas mais frias ou terra, esta fonte de energia é perdida e a tempestade irá enfraquecer.

Para um furacão se formar, os ventos em todas as altitudes precisam estar na mesma direção.

O CISALHAMENTO DO VENTO refere-se à condição na qual a direção do vento e a velocidade mudam dentro dos 15km inferiores da atmosfera. Quando o cisalhamento do vento está presente, a tempestade freqüentemente não consegue se formar como um sistema organizado. Ocasionalmente, quando todas as condições requeridas estão presentes, um distúrbio tropical se desenvolve em uma depressão tropical, um sistema fechado de baixa-pressão. Conforme a pressão cai, os ventos em torno da baixa-pressão aumentam, mas permanecem menores que 60km/h. Para uma depressão atingir um estágio de tempestade tropical, uma rotação distinta precisa existir em torno da área central da baixa-pressão e os ventos precisam atingir velocidades entre 60 e 120km/h. Neste ponto, uma tempestade tropical recebe um nome. Para atingir um estágio de furacão precisa ter uma rotação pronunciada em torno do centro da baixa pressão e velocidades dos ventos de pelo menos 120km/h. Uma vez que a tempestade se transforma em um furacão, pode durar por vários dias; contudo, conforme fica mais velha encontra terra ou águas oceânicas frias e perde sua fonte de energia, e começa a enfraquecer. Pode então retornar ao grau de depressão tropical e, eventualmente, morrer, tornando-se uma área de fortes chuvas.

CONDIÇÕES PRECURSORAS DO DESENVOLVIMENTO DE UM CICLONE TROPICAL

Temperaturas oceânicas de 27oC ou mais quentes

Ar úmido e muito quente

Pouco cisalhamento vertical nos primeiros 15 km

Furacão
Perfil Vertical do vento no furacão Mitch em mph (conversão 1mph = 1.852 km/h e 1ft = 0.303m);

Furacão
Perfil vertical médio da velocidade do vento de várias tempestades. Tratam-se de velocidades do vento relativas ao que foi observado em 700hPa (que está aproximadamente em 3000m). A curva azul mostra a velocidade na parte mais externa do vórtice (124 furacões avaliados) enquanto a curva vermelha mostra a velocidade no olho do furacão (215 furacões analisados).

Furacão
Imagem Infravermelho realçada do Furacão Floyd. Em vermelho estão os topos mais frios.

Observando-se o desenvolvimento e estimando a intensidade de um furacão

Em meteorologia por satélite, o desenvolvimento de um ciclone tropical é analisado estudando-se o padrão de nuvens e determinando como estes mudam com o tempo. Observações repetidas de um ciclone tropical fornecem informações da intensidade e do estágio de crescimento e decaimento de uma tempestade. A Fig. 6 mostra um modelo de desenvolvimento de um ciclone tropical, conforme observado por satélite. Este método de análise de intensidade está baseado no grau de espiralamento das bandas de nuvens. Os diagramas no topo do gráfico ilustram as mudanças dia-a-dia na forma das bandas da nuvem para cada fase típica da tempestade. O eixo vertical do gráfico mostra o "Tropical-number (T-number)" do ciclone. Este número é indicativo da intensidade da tempestade. Normalmente, um ciclone exibirá uma taxa de crescimento de 1 T-number por dia. A linha reta representa a mudança de intensidade e a taxa de crescimento típico de um furacão.

Furacão
Esquematização da evolução de uma tempestade tropical desde o estágio pré-tempestade ao de furacão, conforme seria visto por satélite.
No canto esquerdo da figura estão indicadas as pressões no centro e as velocidades dos ventos mínimas para cada estágio.
A linha ondulada superposta ao gráfico representa o grau de variabilidade esperado da intensidade dia-a-dia

Este gráfico pode ser usado como um modelo conceitual para a estimativa da intensidade do furacão e a taxa de desenvolvimento do mesmo. Quando um ciclone observado mostra o mesmo crescimento diário na banda espiral como o diagrama mostra, a tempestade está se desenvolvendo a uma taxa de crescimento considerada típica. Se a banda curvada da espiral desenvolve-se mais rapidamente ou mais lentamente, a taxa de crescimento é considerada como rápida ou lenta, respectivamente.

A pressão central associada e as velocidades dos ventos são observadas abaixo de cada T-number. O estágio inicial do desenvolvimento do ciclone tropical é primeiramente reconhecido quando as linhas de nuvens curvam e as bandas de nuvens definem um centro de um sistema de nuvem próximo ou dentro de uma camada de nuvem profunda. Este estágio refere-se ao estágio T1. O estágio T2 deve aparecer aproximadamente 24 horas depois. Quando as bandas espirais curvam-se pela metade em torno do centro do distúrbio, o estágio de uma tempestade tropical fraca (T2.5) é atingido. O estágio mínimo de furacão (T4) é observado quando a banda de nuvens envolve completamente o centro. Uma vez que o olho é observado (T4.5), a continuação da intensificação está indicada por um aumento da definição do olho, aumento da cobertura de nuvens (mais uniforme ), ou o envolvimento do olho na cobertura densa de nuvens.

Enquanto as condições permanecerem favoráveis, um ciclone tropical deve atingir sua máxima intensidade quatro a seis dias após o estágio T1 ser observado.

Este período de tempo varia de acordo com a direção em que o furacão está viajando. Para tempestades que viajam para norte (lembre-se que estamos falando dos furacões do Hemisfério Norte – na realidade, o movimento no Hemisfério sul seria para Sul, em direção as mais altas latitudes), a intensidade máxima é esperada em quatro dias (isto é válido para os furacões que atingem a região do Caribe). Um movimento de tempestade para noroeste (sudoeste no HS) é esperado atingir um máximo de intensidade em 5 dias, enquanto uma tempestade que se move para oeste é esperada atingir um máximo em 6 dias. Um furacão atingirá seu estágio de decaimento quando mover-se para fora da região onde temperaturas oceânicas são quentes o suficiente ou quando mover-se sobre a terra.

Furacão

Movimento e traçado dos furacões

Monitorar e prever o movimento dos furacões é extremamente importante uma vez que furacões são muito destrutivos e podem matar muitas pessoas. Enchentes, ventos fortes, ondas oceânicas e tornados podem ser todos parte das forças destrutivas associadas a um furacão. Estudar o movimento de um furacão permite que áreas costeiras e navios no par sejam avisados em tempo para se prepararem para uma tempestade. A precisão desse monitoramento também é muito importante. Se as tempestades não são previstas de forma correta, pessoas podem ser pegas de surpresa. Se repetidos avisos de alerta de um furacão forem falsos ou imprecisos, os mesmos não serão mais tomados com seriedade pelas pessoas e estas passarão a ignorá-los.

Após seu estágio inicial de desenvolvimento, um furacão mostra tipicamente seu primeiro movimento para oeste guiado pelos ventos alíseos. Os efeitos combinados de ventos predominantes e de Coriolis farão com que a tempestade comece a tomar uma direção para norte ou nordeste (sul ou sudeste no HS).

Este caminho é bastante típico para os furacões no Hemisfério Norte, mas muitas tempestades não seguem esta trajetória clássica. Algumas movem erraticamente, algumas fazem um giro (‘loop’) e algumas movem-se em direções não-usuais.

O uso de imagens de satélite, o traçado da posição de uma tempestade é aproximadamente direto quando um olho está presente. Quando o olho não pode ser discernível, é muito mais difícil localizar o centro da circulação porque esta se encontra provavelmente coberta por nuvens altas e de nível médio. Uma vez que a posição da tempestade está determinada, é feita uma carta de traçado do furacão, onde a data e o tempo da observação é anotado. A direção e velocidade do movimento do furacão podem ser freqüentemente estimadas em posições futuras aproximadamente previstas simplesmente pela extrapolação do caminho prévio.

Estudo de caso

Dois estudos de caso serão discutidos aqui, o do furacão Andrew que devastou a Flórida em 1992 e o ciclone com características de furacão denominado Catarina que atingiu o Brasil em Maio de 2004.

Um dos maiores furacões que atingiu os Estados Unidos foi o Andrew. Este furacão devastou a Flórida e a costa do Golfo da Luisiana. As seqüências de imagens mostradas indicam os estágios observados do Andrew.

Fig. 8 Estágio de Tempestade tropical (T3.5) indo para oeste-noroeste. A pressão central era de 1007mb e os ventos máximos sustentados eram de 60kt (nós) com rajadas de até 60kt. A tempestade tinha rotação pronunciada mas as nuvens não estavam totalmente fechadas e as bandas de nuvens eram estreitas. Imagem 21/08/92 1801UTC

OBS: CONVERSÃO 1 kt (NÓ) = 1.852 km/H (QUASE 1 PARA 2)

Furacão
Andrew 22/08/92, 1831UTC. Neste ponto, tornou-se oficialmente um furacão por 9 horas (estágio T4). A espiral de nuvens indicava a circulação fechada e o olho começou a desenvolver. Pressão 974mb; max. Ventos sustentados: 85kt e rajadas: 105kt. Movimento para oeste.

Furacão
Nas próximas horas, Andrew continuou a se fortaleceu a uma taxa de 1-T por dia. Nesse ponto se aproxima das Bahamas. As espirais de nuvens aumentaram e o olho estava muito bem definido, indicando o estágio T5.5. Pressão central 930mb, ventos 115kt com rajadas de até 140kt, indo para a Flórida. 23/08/1992, 1401UTC (VIS)

Antes de atingir a Flórida, o Andrew atingiu sua pressão mais baixa de 922mb (T6.5) no dia 23/08 às 18:00 UTC. Andrew causou muita destruição em uma vasta área. Quando passou por terra enfraqueceu consideravelmente.

Andrew já passou a Flórida e move-se para Noroeste. A pressão nesse ponto foi de 940mb. De volta às águas quentes do Caribe, o Andrew se intensificou. Ventos sustentados = 120kt, com rajadas de 145kt.

Andrew se intensifica, forma novamente um olho e no dia 25 de agosto a pressão central era de ~ 940mb (T5.5). O olho tornou-se bastante desenvolvido novamente e um alto grau de espiralamento foi observado. O Andrew atingiu o continente (chamado em inglês de "landfall") na costa da Lousiana. Após esse estágio se enfraquece e no dia 26 de agosto a pressão sobe para 995 mb e os ventos caem para 45kt. Agora pode ser caracterizado como um tempestade tropical. No dia 27, tornou-se uma grande massa de nuvens e precipitação mas já bem enfraquecido que se incorporou a um sistema frontal (mostrado no CD).

A Figura abaixo mostra outro exemplo de um furacão categoria 5 que atingiu a costa do Alabama. Este momento caracteriza o chamado "landfall" quando o olho atinge a costa.

Furacão
"Landfall" do furacão IVAN , 16/09/2004, 0645UTC (IV)

A Figura abaixo mostra uma seqüência de imagens infravermelho do GOES do furacão Roxane que atingiu a Península de Yucatan. Embora não tenha sido fornecida uma escala que converta temperatura para cores, notem como variam as estruturas dos topos das nuvens (cor amarela) com o tempo, as quais estão associadas com a porção mais severa da tempestade.

Furacão
Exemplo de imagens no IV do furacão Roxane.

Fonte: www.icess.ucsb.edu

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Andrew – O Famoso Furacão

Certamente, um dos mais conhecidos dos furacões, foi esse Categoria 4, Andrew, que tocou terra na Flórida em 1992. Não foi o mais forte nem o mais mortal, mas foi o que maior prejuízo procou na história de desastres naturais, nos EUA.

Ele tocou terra na Categoria 4 com ventos constantes de 232 Km/h, próximo a Baía de Biscayne. Causou danos de 26 bilhões de dólares e provocou um dos maiores desastres naturais dos EUA. Tocou terra alguns dias depois, sobre a Louisiana, já com furacão Categoria 3. Apesar do prejuízo recorde absoluto, ele só provocou 23 mortes diretas e outras 38 indiretas nos EUA, graças ao grande trabalho de monitoramento da tormenta, desde que ele se formou no meio do Atlântico Norte.

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Como se Formam Furacões

Para a formação de um furacão, uma onda tropical deve encontrar as seguintes características sobre o oceano:

1- Temperatura da superfície do mar (TSM) superior a 26.5 graus C. O processo de evaporação, a esta temperatura, tende a ser rápido. O vapor se condensa a medida que ascende e onde encontra ar mais frio na atmosfera. Ocorre a liberação, então, da energia necessária para a formação de ventos e chuvas.

2- Então, outra necessidade básica para a formação de um furacão é a disponibilidade rápida de umidade, que provém do processo de evaporação sobre os oceanos,

3- Os ventos têm que estar favoráveis também. O ar sobe em forma de espiral a medida que o processo de evaporação acontece. Nos altos níveis da atmosera, os ventos devem estar fracos para se manter a estrutura vertical do furacão. Os ventos nesses níveis devem estar soprando da mesma direção que os ventos próximos à superfície.

4- Sendo um sistema de grande escala, a rotação da Terra produz o movimento circular de um furacão.

5- Em termos físicos, um furacão é uma grande máquina de calor, que converte parte da energia dos oceanos e da atmosfera tropical em ventos e ondas. Para a felicidade dos habitantes dos trópicos, esses monstros não são máquinas perfeitas. Apenas uma pequena parte da energia disponível é convertida em ventos e ondas.

Definições e Curiosidades

A origem dos furacões, no Pacífico e Atlântico Norte está em ondas tropicais que se deslocam, próximas à superfície, em direção oeste, provenientes da costa da África.

Furacões e outros de sua classe são os únicos sistemas meteorológicos que recebem nomes próprios como Hugo, Geoges, Andrew, etc. Cada um com sua rota definida e características vitais, como em seres humanos.

Furacões podem facilmente devastar toda uma ilha, um arquipélago ou mesmo um país.

A quantidade de energia envolvida em um furacão de grande porte, supera em muito a explosão de várias bombas atômicas.

Um furacão no Pacífico Norte, a oeste da Linha Internacional da Data, é chamado de Tufão. Mantém as mesmas características físicas, no entanto.

Todos os furacões evoluem de ciclones tropicais e não de ciclones extratropicais.

Um Ciclone Extratropical é também um sistema de larga-escala, que gira em torno de um centro de baixa pressão, próximo à superfície mas tem origem nos subtrópicos. Podem se desenvolver sobre terra, tem características frias por detrás de sua passagem e a ele estão associados sistemas frontais frios e quentes. É muito mais extenso que os ciclone tropical, da ordem de 1120 a 1600 km. Gira no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio no HN.

Um Ciclone Tropical é um sistema de grande escala, que gira no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio no HN, com um centro quente, que se desenvolve sobre o oceano. É classificado conforme sua intensidade.

Para chegar a um Furacão, uma Onda Tropical (distúrbio que se desloca de leste a oeste, pelo Atlântico Tropical Norte), deve dar origem a um Distúrbio Tropical depois um Ciclone Tropical, Depressão Tropical, Tormenta Tropical e finalmente um Furacão.

Distúrbio Tropical é uma área com tormentas que permanece ativo sobre um mesmo ponto por mais de 24 horas. Estão associados ventos fortes com rajadas e chuva intensa.

Depressão Tropical é um Ciclone Tropical com vento máximo constante de 62 km/h. O vento é medido sempre próximo à superfície.

Tormenta Tropical é um ciclone com ventos médios entre 63 e 117 km/h.

Furacão é um Ciclone Tropical com ventos, próximos à superfície, superiores a 118 km/h. Pode ter uma extensão vertical de 400 a 800 km e atingir até 20 km de altura.

Se pensarmos em termos de larga escala, os furacões são uma das maneiras que a Terra encontrou, para balancear calor entre trópicos e regiões mais frias, de latitudes médias. Eles deslocam quantidade de calor dos trópicos para essas latitudes mais próximas aos polos.

Além dos Furacões, as Tormentas e as Depressões Tropicais também recebem nomes.

Um dos primeiros furacões mais violentos desse século foi o New England de 1938. Atingiu a costa leste dos EUA.

O furacão Camille de 1969 foi um dos únicos dois furacões de Categoria 5, que atingiram a costa dos EUA. Os ventos chegaram a 250 km/h. Inundou áreas na Vírginia e mais de 200 pessoas morreram.

O furacão mais intenso, no Caribe, foi o Gilbert, em 1988. Os ventos chegaram a mais de 300 km/h, que o coloca como um super furacão de Categoria 5. Cerca de 6000 pessoas morreram e os prejuízos passaram dos 25 milhões de dólares.

A maior incidência de furacões não está no Pacífico ou no Atlântico Norte Tropical e sim no Pacífico Oeste, ao norte da Oceania, entre o Japão e as Filipinas. Cerca de 30% dos eventos registrados no ano, ocorrem nessa área.

Andrew foi sem dúvida o mais poderoso, em termos de danos, de todo o século 20. Foi em 1992 e os prejuízos passaram de 30 bilhões de dólares. Ele se deslocou quase 30 km dentro continente, nos EUA.

Como um furacão sobrevive da energia retirada da superfície do mar, ele enfraquece sobre terra. Somente 10% dos casos de furacões ou tormentas, chegam a tocar terra. Desse percentual, poucos sobrevivem mais de 24 horas, sobre o continente. A trajetória esperada, de um furacão que toca terra, é o retorno ao oceano.

Na costa da América do Sul, incluindo o Brasil, não se observam extensas áreas com temperaturas acima de 26.5 graus Celsius, embora existam pequenos núcleos, em determinadas épocas do verão e em determinados anos. Esse é o principal motivo do porque da inexistência de furacões no Brasil.

Devido a um único furacão, o maior número de mortes se deu em 1780, na Martinica. Morreram cerca de 20 mil pessoas em virtude de um furacão sem nome.

Recentemente o furacão Mitch, em 1998, matou cerca de 10 mil pessoas na América Central.

O olho do furacão é uma região relativamente calma, com cerca de 48 km de diâmetro. Ele é cercado por gigantescas paredes de cumulus e cumulonimbus qu podem atingir até 20 km de altura.

A parte mais poderosa de um furacão, onde os ventos giram com maior velocidade, próximo à superfície. Gigantesca coluna de tempestades muito destrutivas.

Escala Saffir – Simpsom

Categoria Danos Velocidade do vento em Km/h Ondas na Costa Pressão no Olho do Furacão (milibar) Exemplo
1 Mínimos 118-152 1.3-1.7 m menor ou igual a 980 Agnes – 1972
2 Moderados 153-178 2.0-2.6 m 965-979 David – 1979
3 Extensos 179-210 3.0-4.0 m 945-964 Hilda 1955
4 Extremos 211-250 4.3-6.0 m 920-944 Andrew – 1992
5 Catástrofe maior que 250 maiores que 6 m menor que 920 Camille – 1969

Furacões Monstros (Categoria 5)

Os maiores da História. Alguns chegaram a tocar terra enquanto estavam na Categoria 5, como o caso do famoso Gilbert, no México, em 1988 que matou milhares de pessoas.

O último grande furacão Categoria 5, Mitch, formou-se em outubro de 1998 e atingiu Honduras e Nicarágua com chuvas impressionantes, que causaram a morte de 10 mil pessoas devido às enchentes e deslizamentos, além de inundações costeiras.

Nome Velocidade máxima dos ventos quando tocou terra Data Onde tocou terra como Categoria 5
Sem nome 256 Km/h set 13, 1928 Porto Rico
Sem nome 256 Km/h set 5, 1932 Bahamas
Sem nome 256 Km/h set 3, 1935 EUA/Flórida (Keys)
Sem nome 256 Km/h set 19, 1938
Sem nome 256 Km/h set 16, 1947 Bahamas
Dog 296 Km/h set 6, 1950
Easy 256 Km/h set 7, 1951
Janet 280 Km/h set 28, 1955 México
Cleo 256 Km/h ago 16, 1958
Donna 256 Km/h set 4, 1960
Ethel 256 Km/h set 15, 1960
Carla 280 Km/h set 11, 1961
Hattie 256 Km/h out 30, 1961
Beulah 256 Km/h set 20, 1967
Camille 304 Km/h ago 17, 1969 EUA/Mississipi
Edith 256 Km/h set 9, 1971 Nicarágua
Anita 280 Km/h set 2, 1977
David 280 Km/h ago 30, 1979
Allen 304 Km/h ago 7, 1980
Gilbert 296 Km/h set 14, 1988 México
Hugo 256 Km/h set 15, 1989
Mitch 288 Km/h out 26, 1998

Furacão

Lista de Nomes dos Furacões do Atlântico Norte

1999 2000 2001 2002 2003 2004
Arlene Alberto Allison Arthur Ana Alex
Bret Beryl Barry Bertha Bill Bonnie
Cindy Chris Chantal Cristobal Claudette Charley
Dennis Debby Dean Dolly Danny Danielle
Emily Ernesto Erin Edouard Erika Earl
Floyd Florence Felix Fay Fabian Frances
Gert Gordon Gabrielle Gustav Grace Gaston
Harvey Helene Humberto Hanna Henri Hermine
Irene Isaac Iris Isidore Isabel Ivan
Jose Joyce Jerry Josephine Juan Jeanne
Katrina Keith Karen Kyle Kate Karl
Lenny Leslie Lorenzo Lili Larry Lisa
Maria Michael Michelle Marco Mindy Matthew
Nate Nadine Noel Nana Nicholas Nicole
Ophelia Oscar Olga Omar Odette Otto
Philippe Patty Pablo Paloma Peter Paula
Rita Rafael Rebekah Rene Rose Richard
Stan Sandy Sebastien Sally Sam Shary
Tammy Tony Tanya Teddy Teresa Tomas
Vince Valerie Van Vicky Victor Virginie
Wilma William Wendy Wilfred Wanda Walter

Lista de Nomes dos Furacões do Pacífico Norte

1999 2000 2001 2002 2003 2004
Adrian Aletta Adolph Alma Andres Agatha
Beatriz Bud Barbara Boris Blanca Blas
Calvin Carlotta Cosme Cristina Carlos Celia
Dora Daniel Dalila Douglas Dolores Darby
Eugene Emilia Erick Elida Enrique Estelle
Fernanda Fabio Flossie Fausto Felicia Frank
Greg Gilma Gil Genevieve Guillermo Georgette
Hilary Hector Henriette Hernan Hilda Howard
Irwin Ileana Israel Iselle Ignacio Isis
Jova John Juliette Julio Jimena Javier
Kenneth Kristy Kiko Kenna Kevin Kay
Lidia Lane Lorena Lowell Linda Lester
Max Miriam Manuel Marie Marty Madelime
Norma Norman Narda Norbert Nora Newton
Otis Olivia Octave Odile Olaf Orlene
Pilar Paul Priscilla Polo Patricia Paine
Ramon Rosa Raymond Rachel Rick Roslyn
Selma Sergio Sonia Simon Sandra Seymour
Todd Tara Tico Trudy Terry Tina
Veronica Vicente Velma Vance Vivian Virgil
Wiley Willa Wallis Winnie Waldo Winifred
Xina Xavier Xina Xavier Xina Xavier
York Yolanda York Yolanda York Yolanda
Zelda Zeke Zelda Zeke Zelda Zeke

Mortes e Prejuízos

A maioria dos danos causados por furacões, nos EUA, são devido a furacões maiores de categoria 3, 4 ou 5, como o Andrew, Hugo ou Camille. De 1949 até 1990 foram somadas 126 tormentas, depressões ou furacões que atingiram os EUA. Desses, apenas 25 foram categoria 3 ou maior. Eles representaram, no entanto, prejuízos da ordem de 56 bilhões de dólares de um total de 74 bilhões.

Mas, com a ajuda da tecnologia, como o monitoramento dos ciclones tropicais, desde que eles se formam no meio do oceano, através de satélites, o número de vítimas devido a furacões tem caído, embora nãose possa dizer o mesmo dos prejuízos.

Estados Unidos – Décadas Mortes por furacões Prejuízos em bilhões de Dólares
1900-1909 8100 não disponível
1910-1919 1050 não disponível
1920-1929 2130 1.5
1930-1939 1050 4
1940-1949 220 3.9
1950-1959 750 10.5
1960-1969 570 16.5
1970-1979 226 17
1980-1989 161 15

Mortes por Furacões nos Estados Unidos

Mortes causadas por furacões nos Estados Unidos entre 1900 e 1996

Posição Furacão e/ou Local Ano Categoria Mortes
1 Texas (Galveston) 1900 4 8000
2 Flórida (Lake Okeechobee) 1928 4 1836
3 Flórida (Keys)/Sul do Texas 1919 4 600
4 Nova Inglaterra 1938 3 600
5 Flórida (Keys) 1935 5 408
6 AUDREY (Sudoeste da Lousiana/Norte do Texas) 1957 4 390
7 Nordeste dos EUA. 1944 3 390
8 Louisiana (Grand Isle) 1909 4 350
9 Louisiana (New Orleans) 1915 4 275
10 Texas (Galveston) 1915 4 275
11 CAMILLE (Mississipi/Louisiana) 1969 5 256
12 Flórida (Miami)/MS/Alabama/Pensacola. 1926 4 243
13 DIANE (Nordeste dos EUA) 1955 1 184
14 Sudeste da Flórida 1906 2 164
15 Mississipi/Alabama/Pensacola 1906 3 134
16 AGNES (Nordeste dos EUA) 1972 1 122
17 HAZEL (South Carolina/North Carolina) 1954 4 95
18 BETSY (Sudeste da Flórida/Sudeste da Louisiana) 1965 3 75
19 CAROL (Nordeste dos EUA)) 1954 3 60
20 Sudeste da Flórida/Louisiana//Mississipi 1947 4 51
21 DONNA (Flórida/Leste dos EUA.) 1960 4 50
22 Georgia/South Carolina/North Carolina 1940 2 50
23 CARLA (Texas) 1961 4 46
24 Texas (Velasco) 1909 3 41
25 Texas (Freeport) 1932 4 40
26 Sul do Texas 1933 3 40
27 HILDA (Louisiana) 1964 3 38
28 Sudoeste da Louisiana 1918 3 34
29 Sudoeste da Flórida 1910 3 30
30 ALBERTO (Noroeste da Flórida/Georgia/Alabama) 1994 Tormenta
Tropical
30

O Porquê do Nome dos Furacões

Antes de 1950 os meteorologistas usavam números para identificar tempestades tropicais. Em 1953, todas as tempestades tropicais observadas, passaram a receber nomes femininos, em ordem alfabética. Em 1979, foram incluídos os nomes masculinos. A OMM, Organização Meteorológica Mundial levou em consideração, então, nomes que possam ser bem compreendidos em inglês, espanhol e Francês. Essas regras valem para o Atlântico e o Pacífico Norte. Os furacões e Tufões reportados a oeste do Pacífico, no Índico, além da Oceania têm suas próprias regras de classificação.

Os nomes dos Furacões, tanto do Pacífico como do Atlântico Norte são pré-determinados. A cada seis anos repete-se a lista. Ou seja, os nomes adotados em 1996, por exemplo, serão reutilizados em 2002. Muitos nomes, no entanto, têm sido retirados dessa lista. Quando um grande furacão produz grandes danos, catastróficos, seu nome é retirado da lista e substituído por outro de mesma letra inicial.

Alguns furacões que foram retirados são: Alícia – 1983, Allen – 1980, Andrew – 1992, Bob – 1997, David – 1979, Elena – 1985, Frederick – 1979, Gilbert – 1985, Gloria – 1985, Hugo – 1989, Joan – 1988, Klaus – 1996.

Nem todos os nomes são utilizados em um ano. Dependendo da temporada, podemos ter menos que os 21 nomes, pré-determinados para a lista do Atlântico Norte, por exemplo. Nesse caso, os nomes restantes não são utilizados e a próxima temporada se inicia com o primeiro nome daquele ano.

Previsão e Monitoramento de Furacões

A tecnologia avança rápido na área de previsão e monitoramento de furacões.

Não só os satélites meteorológicos, alguns de alta resolução, são utilizados mas também: radares, quando os sistemas estão próximo ao continente; aviões que podem sobrevoar o olho do furacão e através de monitoramento local, determinar, pressão, velocidade e deslocamento do sistema. Conta-se, também, com modelos numéricos de previsão de trajetória e número de eventos por temporada, que têm avançado bastante na última década. Toda essa tecnologia, especialmente a utilizada para os furacões que ocorrem no Atântico e Pacífico Norte, ajudam na prevenção a futuros desastres mas não podem, ainda, mudar o rumo e atuação de um furacão.

Para o Atlântico e o Pacífico Norte Tropical, o Centro Nacional de Furacões dos EUA – NHC, na Flórida, trabalha com vários estágios de alertas, quando da aproximação de um furacão. Todos esses alertas são emitidos a tomadores de decisão ao longo dos EUA, México, Caribe e América Central.

Tipos de Avisos emitidos sobre os Furacões ou Tempestades Tropicais

Advertência É uma mensagem de alerta que contém localização, intensidade e deslocamento observado e previsto de um ciclone tropical qualquer. Pode conter também, precauções e possíveis áreas de impacto.
Alerta de Tempestade Tropical (watch) Ventos entre 72.2 e 135.2 Km/h. A tempestade pode tocar terra em 36 horas.
Aviso de Tempestade Tropical (warning) Ventos entre 72.2 e 135.2 Km/h. A tempestade pode tocar terra em 24 horas ou menos
Alerta de furacão (watch) Um furacão foi observado e classificado como, independente da categoria e está próximo da costa a no máximo 36 horas.
Aviso de Furacão (warning) Ventos acima de 137 Km/h são observados devido a um furacão, próximo a uma área costeira qualquer. Esse pode chegar em menos de 24 horas. Aviso por maré alta e possívies inundações costerias, também podem ser emitidos.

Fonte: www.infotempo.com

Furacão

Em meteorologia, um furacão é um tipo de sistema de baixa-pressão que geralmente se forma nas regiões tropicais. Enquanto alguns em áreas povoadas, são considerados como furacões altamente destrutivos, nos trópicos é uma parte importante do sistema de circulação atmosférico que move calor da região equatorial para as latitudes mais altas.

O vocábulo Furacão tem origem no nome do deus Huracan, na maioria das línguas faladas na península do Iucatã na América Central, principalmente pelos Maias. Segundo a mitologia Maia o deus Huracan se incumbia da constante tarefa de destruir e reconstruir a natureza e por esta razão, possivelmente, foi associado s tormentas e tempestades. Os conquistadores espanhóis cooptaram a palavra para designar grandes tempestades e assim a transmitiram para outros idiomas.

Furacão
Furacão Catarina, no sul do Brasil

Classificação e terminologia

Furacões são classificados em três grupos principais: depressões tropicais, tempestades tropicais, e um terceiro grupo cujo nome depende da região.

Uma depressão tropical é um sistema organizado de nuvens e temporais com uma circulação de superfície definida sustentando ventos de menos de 17 metros por segundo (33 laços, 38 mph, ou 62 km/h). Não tem nenhum olho, e não tem a forma espiral de tempestades tipicamente poderosas.

Uma tempestade tropical é um sistema organizado de tempestades fortes com uma circulação de superfície definida sustentando ventos entre 17 e 33 metros por segundo (34 a 63 laços, 39 a 73 mph, ou 62 a 117 km/h). Neste momento, a forma ciclônica distintiva começa a desenvolver, entretanto um olho normalmente não é presente.

Os furacões são categorizados em escala de 01 a 05 de acordo com a força dos ventos denominada Escala de Furacões Saffir-Simpson. Um furacão categoria 01 tem as mais baixas velocidades do vento, enquanto um de categoria 5 tem a mais forte velocidade do vento. Estes são condições relativas, porque as tempestades de categoria menor às vezes podem infligir maior dano que categoria mais alta dependendo do local onde acontece o fenômeno. De fato, tempestades tropicais também podem produzir danos significantes e perda de vida, principalmente devido as inundações.

A definição de ventos contínuos recomendada pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) é de uma média de dez minutos. Esta definição é adotada pela maioria dos países.

Porém, alguns países usam definições diferentes: por exemplo, os Estados Unidos definem ventos contínuos baseado em um 1 minuto média de vento medido a aproximadamente 10 metros (33 ft) sobre a superfície.

Também há uma versão polar ao furacão, chamado de ciclone ártico.

Furacão
Katrina se aproxima de Nova Orleans

Furacão
O olho do furacão Katrina

Estrutura

Um furacão forte consiste nos seguintes componentes:

Depressão

Todos os furacões giram ao redor de uma área de baixa pressão atmosférica perto da superfície da terra. As pressões registradas aos centros dos furacões estão entre as mais baixas e isso aconteça na superfície da Terra ao nível de mar.

Centro Morno

São características dos furacões e são determinados pelo lançamento de grandes quantidades de calor oculto na condensação com ar úmido levado acima e seu vapor de água sendo condensado. Este calor é distribuído verticalmente, ao redor do centro da tempestade. Assim, em qualquer altitude, o ambiente dentro do ciclone está mais morno que seus ambientes exteriores.

Centro Denso Nublado (CDO em inglês)

É uma proteção densa de faixas de chuva e atividades de tempestades que cercam a parte central baixa. Furacões com CDO simétrico tendem a ser forte e bem desenvolvido.

Olho

Um forte furacão terá uma área de ar no centro da circulação. No olho normalmente está tranqüilo e livre de nuvens (porém, o mar pode ser extremamente violento). Na superfície é que estão as temperaturas mais frias e a níveis superiores mais O olho normalmente é em forma circular, e pode variar em tamanho de 8 km para 200 km (5 milhas para 125 milhas) em diâmetro. Em furacões mais fracos, o CDO cobre o centro de circulação e resulta em nenhum olho visível.

Olho D’água

É uma faixa circular de intensa transmissão de ventos que cercam o olho imediatamente. É às condições mais severas de um furacão.

Fluxo Externo

Os níveis superiores de um furacão caracterizam ventos formados longe do centro da tempestade com uma rotação de inversa ao furacão. Ventos à superfície são fortemente ciclônicos, se enfraquecem com a altura, e eventualmente se invertem. É uma característica peculiar dos furacões.

Observações

Intensos furacões são um desafio para observação particular. Como eles são um fenômeno oceânico perigoso, estações de monitoramento de tempo estão raramente disponíveis no local da própria tempestade, a menos que esteja em uma ilha ou uma área litoral, ou um navio que é pego na tempestade. Até mesmo nestes casos, só será possível observar na periferia do furacão onde condições são menos catastróficas.

O ciclone também pode ser monitorado através de radar, e por satélites do tempo que usam luz visível e infravermelha.

Um ciclone, considerando-se a etimologia da palavra, é qualquer fenômeno de movimento atmosférico rotatório no sentido horário. Na meteorologia os movimentos no sentido anti-horário são denominados anti-ciclones. Como exemplo de ciclones podemos citar os tornados, os furacões, os tufões e outros movimentos que ocorrem quando do encontro de ventos contrários.

Apesar do ciclone ser constantemente confundido com furacão pela mídia, a meteorologia diferencia o ciclone (extra tropical) do furacão. Um furacão tem núcleo quente e se forma sobre águas quentes, em geral acima de 26 graus Celsius. Um ciclone extra tropical em geral é um fenômeno de latitudes médias e altas que se propaga até latitudes tropicais, associado comumente a frentes frias e ondas baroclínicas em altos níveis da troposfera.

O furacão da América é chamado de tufão na Ásia.

Furacão

Furacão

Estudo confirma que aquecimento cria furacões mais fortes

Um aumento das temperaturas dos mares é a principal contribuição para a formação de furacões mais fortes desde 1970, confirma um novo estudo. Enquanto a questão sobre qual papel os homens têm nisso ainda é um assunto para debate intenso, a maioria dos cientistas concorda que tempestades mais fortes serão o modelo nas futuras temporadas de furacões. O estudo foi detalhado na edição de 17 de março de 2006 da revista "Science".

Na década de 70, a média de furacões nas categorias 4 e 5 era de 10 por ano. Desde os anos 90, o número praticamente dobrou, chegando a cerca de 18 ao ano.

Furacões da categoria 4 carregam ventos entre 209 e 248 quilômetros por hora. Os de categoria 5, como o Katrina, tem ventos de 250 quilômetros por hora ou mais. O Wilma, em 2005, estabeleceu um recorde com ventos de 280 quilômetros por hora.

Enquanto alguns cientistas acreditam que esta tendência é apenas parte dos ciclos naturas do mar e da atmosfera, outros argumentam que a elevação das temperaturas da superfície do mar é um efeito colateral do aquecimento global.

De acordo com este cenário, temperaturas mais altas aquecem a superfície dos mares, aumentando a evaporação e colocam mais vapor d’água na atmosfera. Isto fornece combustível adicional para tempestades.

Os pesquisadores usaram modelos estatísticos e técnicas baseados em matemática chamados de teoria da informação para determinar fatores que contribuem para o aumento da força dos furacões de 1970 a 2004 em seis oceanos, incluindo o Atlântico Norte, Pacífico e Índico.

Quatro fatores são conhecidos por afetar a intensidade do furacão: a umidade de parte da atmosfera entre a superfície da Terra até cerca de 9,5 quilômetros, mudança na direção de ventos pode acelerar a formação de tempestades, aumento da temperatura da superfície do mar, modelos de circulação de ar em larga escala. Destes fatores, somente o aumento da temperatura da superfície do mar influencia a intensidade dos furacões a longo prazo. Os outros fatores afetam a atividade de furacões somente a curto prazo.

Fonte: www.starnews2001.com.br

Furacão

O furacão é uma poderosa tempestade que produz ventos extremamente rápidos. Na realidade, o furacão é um ciclone (uma depressão) de forte intensidade.

Quando o furacão alcança o continente, ele provoca chuvas torrenciais de grande intensidade num curto intervalo de tempo.

Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva.

No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.

Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30 km/h.

Ciclone

É uma tempestade violenta que ocorre em que se formam em águas tropicais e quentes e a pode chegar a uma velocidade de120km/h , sistema de área de baixa pressão atmosférica em seu centro os ventos sopram para dentro desse centro com circulação fechada formando o famoso olho do ciclone, no hemisfério Norte, os ventos giram no sentido anti-horário; no Sul, no sentido horário.

Ciclone Extratropical

Sistema de área de baixa pressão atmosférica em seu centro. Também chamado de tempestade extratropical, pode chegar a 12km/h , ele é geralmente considerado um ciclone migratório encontrado nas médias e altas latitudes.

Ciclone Tropical

Sistema de área de baixa pressão atmosférica. Além de se desenvolver sobre as águas tropicais devido ás altas temperaturas e umidade, ele se movimenta de forma circular organizada. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície, o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical, depressão tropical, tempestade tropical, furacão ou tufão. Na foto, o ciclone tropical Fay, de 2004, sobre a costa noroeste da Austrália.

CONDIÇÕES PRECURSORAS DO DESENVOLVIMENTO DE UM CICLONE TROPICAL

Temperaturas oceânicas de 27oC ou mais quentes

Ar úmido e muito quente

Pouco cisalhamento vertical nos primeiros 15 km.

Fonte: www.webartigos.com




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