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Voleibol Sentado

Uma alta dose de espírito de equipe, habilidade, estratégia e garra é necessária para a prática deste esporte, que é elegível para atletas de ambos os sexos portadores de deficiência física.

É um dos mais dinâmicos e divertidos esportes paralímpicos para o público. A altura da rede e o tamanho da quadra acabam por tornar a competição mais rápida do que o voleibol tradicional. No Voleibol sentado, a quadra tem 10m x 6m e é dividida por uma rede a 1,15m para homens, 1,05m para mulheres.

Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016™, as competições do Voleibol sentado acontecerão no Parque Olímpico do Rio – Hall 3, de 8 a 16 de setembro.

Dentro da quadra

Formados por seis atletas, o objetivo dos times é passar a bola por sobre a rede e fazê-la tocar o chão da quadra adversária. Para isto, os atletas devem sempre manter a pélvis encostada no chão.

A partida tem cinco sets e ganha o time que primeiro vencer três sets. É necessário atingir 25 pontos para ganhar o set, com, ao menos, dois pontos de vantagem. No quinto set, é necessário atingir 15 pontos, com a mesma regra da diferença.

Rebobinando

Em 1956, o Comitê de Esportes da Holanda introduziu um novo jogo chamado Voleibol sentado, uma combinação do sitzball – um jogo de origem alemã – e o voleibol. As competições internacionais começaram em 1967 e, finalmente, em 1978 a Organização Internacional de Esportes para Deficientes (ISOD, na sigla em inglês) aceitou o voleibol sentado em seu programa.

Depois disso, o esporte aumentou em popularidade no mundo, o que culminou com a estreia nos Jogos Paralímpicos de Arnhem 1980. O evento feminino foi adicionado ao programa paralímpico em Atenas 2004.

Voleibol Sentado

Voleibol Sentado

Voleibol Sentado

Voleibol Sentado

Fonte: rio2016.com

Voleibol Sentado

A modalidade surgiu a partir da combinação entre o voleibol convencional e o Sitzbal, esporte alemão que não tem rede e que é praticado por pessoas com dificuldades para se locomover e que, por isso, jogam sentadas.

Até as Paraolimpíadas de Sidney, no ano 2000, o voleibol paraolímpico era dividido entre a categoria sentado e em pé. A partir de Atenas o esporte passou a existir apenas na categoria sentado.

Podem disputar a modalidade atletas amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotor. Entre o vôlei paraolímpico e o convencional há menos diferenças do que possa parecer. Basicamente, a quadra é menor do que a convencional (mede 6 m de largura por 10 m de comprimento, contra 18 m x 9 m) e a altura da rede também é menor, pois os jogadores competem sentados. Outra diferença consiste no fato de o saque poder ser bloqueado.

Voleibol Sentado
Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro
Crédito: Wander Roberto/CPB/Divulgação

É permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os jogadores do outro time. Porém, não se pode obstruir as condições de jogo do oponente. Um atacante pode "queimar" a linha de ataque caso sua bacia não a toque até o atleta bater na bola. Somente se pode perder o contato com o chão para salvar bolas difíceis e, mesmo assim, por pouco tempo.

Cada jogo é decidido numa melhor de cinco sets. Vence cada set o time que marcar 25 pontos. Na rede há duas antenas e a arbitragem também é dividida entre juiz principal, segundo juiz e dois árbitros de linha. Assim como no vôlei convencional, os times são formados por 12 jogadores e entre eles há um capitão e um líbero, que pode entrar e sair do jogo sem a permissão dos árbitros e possui exclusiva função defensiva. Para cada jogada, as equipes podem dar, no máximo, três toques na bola.

No Parapan do RioA seleção brasileira masculina de voleibol sentado derrotou os Estados Unidos por 3 sets a 2 e conquistou o ouro na competição.

Fonte: esporte.hsw.uol.com.br

Voleibol Sentado

Apresentação

Entre os dias 6 e 17 de setembro do ano corrente, a cidade de Pequim sediou a 13ª edição do segundo maior evento esportivo do mundo. Cerca de 4 mil atletas, de 150 países, acompanhados de 2.500 guias participaram dos Jogos. Da mesma forma que nos Jogos Olímpicos, os números do evento impressionam. Cerca de 1, 5 milhão de ingressos foram vendidos, todos eles mais baratos do que os ingressos dos Jogos Olímpicos. Com tudo isso, a prática de atividade física e esportiva para qualquer pessoa é importante, pois promove ganhos na área da saúde, como a melhoria da qualidade de vida, autonomia, a melhoria das condições organo-funcional, melhoria na força, resistência, velocidade, coordenação motora, equilíbrio, possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição; quanto ao âmbito social, fazendo com que haja a socialização com outros grupos, a vivência de situações de sucesso e superação de situações de frustração. Para os portadores de necessidades educativas especiais (PNEEs), a prática de atividade física é ainda mais importante, porque além de auxiliá-los na sua reabilitação, através de exercícios que desenvolvam a sua agilidade, o aprimoramento da coordenação motora para a realização de movimentos do cotidiano (escovar os dentes, etc.), o aumento da sua força muscular, melhorando assim a sua auto-estima, diminuindo a sua idéia de incapaz, valorização do seu eu, evidenciado benefícios tanto na esfera física quanto psíquica. Quanto ao físico, equilíbrio dinâmico ou estático, dissociação de cinturas, de resistência física; enfim, o favorecimento de sua readaptação ou adaptação física global e na esfera psíquica, podemos observar ganhos variados, integração social, redução da agressividade, dentre outros benefícios.

Os PNEEs ao longo do tempo vêm praticando diversos tipos de atividades físicas que em muito dos casos acabam virando um esporte ao qual eles começam a se dedicar cada vez mais. Dentre tantos os esportes o voleibol passou a ser escolhido por alguns para se dedicar. O voleibol não é um esporte simples de se praticar, pelo contrário é considerado por muitos, um dos mais difíceis e complexos de se praticar e até mesmo de se ensinar. De acordo com Bizzocchi (p. 55, 2004) isto acaba ocorrendo porque “o voleibol é um esporte de complexo aprendizado e sua maior dificuldade reside no fato de envolver habilidades não naturais ou construídas. Como todo esporte, é baseado em gestos específicos, também chamados de fundamentos”. As pessoas estão acostumadas desde pequenas a chutar, lançar etc; e se para elas já é complicado imagine para os PNEEs que têm se superar as suas limitações.

As fontes de informações utilizadas para a pesquisa, mostram apenas como o esporte traz benefícios para a vida dos PNEEs, como integrá-los junto com a sociedade fazendo com que eles visem seu bem estar físico e mental. Entre as informações coletadas para o trabalho existe uma lacuna na literatura, até o presente momento, estudos mais profundos sobre a importância e até mesmo a prática do voleibol sentado para os PNEEs.

Sendo assim, o objetivo geral do artigo é realizar um levantamento histórico sobre o voleibol e os PNEEs. E em segundo plano, propor e mostrar como o voleibol pode beneficiar o PNEEs, pois quase não há informações sobre este assunto para auxiliar o profissional de Educação Física que trabalha ou irá trabalhar nesta área. Acreditamos que as próximas análises se torne relevante na medida que, através do levantamento de informações sobre o tema abordado, passa a ser essencial para a elaboração de programas voltados para as necessidades e as expectativas doa PNEEs. Dessa maneira, tem mérito por apresentar uma nova proposta de trabalho para aqueles que atuam com esse público.

Para orientarmos a discussão, julgamos ser de grande valia levantar alguns questões: Qual a importância da prática do voleibol sentado? Como o voleibol sentado auxilia na integração social dos PNEEs? Quais as dificuldades encontradas pelos PNEEs para realizar a prática esportiva? Como o profissional de Educação Física deve elaborar o seu programa de aulas?

Um pouco da História do esporte no mundo

Tudo começou quando o homem primitivo sentiu a necessidade de lutar, fugir ou caçar para sobreviver. Assim o homem à luz da ciência executa os seus movimentos corporais mais básicos e naturais desde que se colocou de pé: corre, salta, arremessa, trepa, empurra, puxa e etc.

Os gregos praticavam os esportes que desenvolviam as qualidades inatas do guerreiro, tal como seja, coragem, ousadia, resistência e confiança em si mesmo. Entre muitos exercícios salienta-se de uma maneira especial: Corridas a pé,1 as quais formavam a base dos exercícios de destreza e agilidade, com o objetivo de aplicá-lo as corridas de touros. Pugilismo, parecido com o box, dos dias atuais, no qual era permitido golpearem-se tanto com os pés, como os punhos. Os atletas já, nessa longínqua época, eram divididos em categorias. Combate de gladiadores, este combate, levado a efeito no próprio local do sacrifício ao culto a Minotauro, em que se sacrificavam vítimas humanas (escravos ou prisioneiros), do qual o vencedor obtinha a liberdade, e o vencido era sacrificado, costume esse encontrado na Grécia primitiva, como herança da civilização cretense, e, mais tarde, em Roma como herança da Grécia, quando a conquistaram. (GRIFI, 1989, p.161)

Roma se desenvolveu numa terra onde já havia duas civilizações magníficas: a dos Etruscos, ao Norte e a dos Gregos, ao Sul. O exercício visava a preparação militar, primeiramente, o soldado era utilizado para defender Roma, mais tarde, na conquista territorial. Tipos de exercícios praticados: marchas, saltos, corridas, arremesso de dardo como caráter militar, arremesso de disco, esgrima, lutas, pugilismo, exercícios eqüestres e natação no Rio Tigre. O remo surgiu no decorrer das guerras púnicas. A marcha e a corrida eram praticadas no Lácio e serviam de base no adestramento do guerreiro. A luta e o pugilismo oriundos dos etruscos deixaram fortes traços na atividade física romana.

Na idade média o homem passou a utilizar o esporte para alcançar “fins étnicos sociais e higiênicos”. Segundo os fins étnicos, os exercícios eram de grande valia, enquanto a formação disciplinar e civil do homem. Fins sociais, enquanto os exercícios fortificavam os corpos, era de principal importância para o caráter militar e assim o jovem poderia ser de grande serventia a pátria. Fins higiênicos, nesse aspecto a Educação Física e a Medicina andaram de mãos dadas, a principal importância para uma boa saúde era ter um corpo bem robusto e o organismo forte (GRIFI, 1989).

A história do esporte mais recente veio através dos EUA com a criação, desenvolvimento e regulamentação de vários esportes, sendo criado instituições e grupos de incentivos. Com a guerra veio a historia do baseball, a primeira turma assalariada foi “cincinnati Red Stocking” que atravessou o país vencendo todos os seus oponentes em 1869. O tennis chegou a América em 1874 e em 1881 foi criada a United States Law Tennis Association. E em 1888, é fundada a “St. Andrew Golf Club of New York” primeira instituição para regulamentar o jogo de golf. Na Y.M.C.A em 1891 foi criado o basquete. O vôlei foi criado em 1895, pelo americano na Y.M.C.A , o primeiro nome deste esporte que viria se tornar um dos maiores do mundo foi minnonette (ACCIOLY, 1989, p. 147-149).

No Brasil as primeiras atividades físicas começaram com os Índios, com a caça e a pesca, a luta e o uso do arco e flecha e do tacape, a canoagem, a marcha e acorrida, a dança, a natação e o mergulho. Os Índios possuíam bastante força e extraordinária resistência a fadiga, que lhes permitiam deslocarem-se a grande distância, transportando de maneira veloz, cargas pesadas em plena selva.

No longo período colonial, as primeiras atividades desportivas imitavam velhos costumes medievais, em algumas festividades públicas, realizavam-se os jogos de argolinhas, as cavalhadas e as touradas2 (RAMOS, 1983, p.291).

Criada na senzala, sobretudo no Rio de Janeiro e na Bahia, surge à capoeira, rixa3 ardilosa e cheia de recursos, impregnada de criatividade e rimo e que nos últimos tempos vem sendo reconhecida como uma luta de enormes recursos (ibidem). No Rio de Janeiro, nos trinta ou quarenta anos que precederam a Proclamação da República, realizavam-se, no mar provas rústicas de natação, patinação e peteca. Nos primeiros anos do século XIX surgem muitos clubes de futebol, como o Fluminense, o América, o Botafogo, o Bangu, etc, mais tarde em uma multiplicidade de atividades os desportos começaram modestamente a ganhar terreno. Nos últimos anos do século XIX, o desporto começou a despertar o interesse da mocidade, e em 1893, a Associação Cristã de Moços implantou novas atividades no Rio de Janeiro e em São Paulo, como o basquete, o vôlei e a ginástica calistênica.

No dicionário Aurélio Ferreira (1985, p.199) temos como seu significado de Esporte: “1- O conjunto dos exercícios físicos praticados com método, individualmente ou em equipe. 2. Qualquer deles. 3. Entretenimento”.

Com base em Gunther Lüschen, Kurt Weis e Jean-Marie Brohm apud Betti (1997) podemos definir esporte como uma ação social institucionalizada, convencionalmente regrada, que se desenvolve, com base lúdica, em forma de competição entre duas ou mais partes oponentes ou contra a natureza, cujo objetivo é, por uma comparação de desempenhos, designar o vencedor ou registrar o recorde, sendo seu resultado determinado pela habilidade e pela estratégia do participante, e é para este gratificante tento intrínseca (prazer, auto-realização, etc) como extrinsecamente.

Segundo Canfield e Reis (1998), as manifestações esportivas (impregnadas de jogo) podem ser distinguidas sob duas vertentes: uma forma lúdica, onde jogar é o elemento fundamental de filiação e realização, e uma forma universalmente mais elaborada, sofisticada, discriminativa, onde se sobressaem os expoentes, os campeões. Campeões estes comparáveis aos grandes gênios da música, da dança, das artes plásticas, do teatro, e que têm, no movimento humano, o meio de expressão. O esporte pode ser encontrado em diversos lugares como: escola, clubes esportivos, ruas, parques, tendo como conseqüências à violência, a mídia especializada, os materiais, as roupas, os equipamentos, envolvendo milhares de pessoas. Deve-se destacar também que o esporte pode ser praticado por diferentes pessoas, com diversas idades, tendo vários objetivos com a sua prática, sejam ele de competição, de lazer ou aprendizagem escolar.

O esporte e a Educação: aspectos convergentes

O esporte é um elemento fundamental na educação do homem desde a Idade Antiga, mesmo com o passar do tempo o esporte ainda influencia muito na moral dos cidadãos.

A expansão do esporte moderno, um dos fenômenos sociais mais significativos dos últimos tempos, impulsionada pelas transformações sociais ocorridas no século XIX, acompanhou toda a evolução tecnológica e dos costumes do século XX e chega ao novo milênio atingindo uma dimensão ímpar pela sua abrangência dos campos político, econômico, cultural e educacional (KORSAKAS, 2002).

A prática esportiva como instrumento educacional visa o desenvolvimento integral das crianças, jovens e adolescentes, capacita o sujeito a lidar com suas necessidades, desejos e expectativas, bem como, com as necessidades, expectativas e desejos dos outros, de forma que o mesmo possa desenvolver as competências técnicas, sociais e comunicativas, essenciais para o seu processo de desenvolvimento individual e social (LISTELLO, 1979). O esporte, como instrumento pedagógico, preciso se integrar às finalidades gerais da educação, de desenvolvimento das individualidades, de formação para a cidadania e de orientação para a prática social. O campo pedagógico do Esporte é um campo aberto para a exploração de novos sentidos e significado, ou seja, permite que sejam explorados pela ação dos educandos envolvidos nas diferentes situações (GALATTI, 2006). Segundo a afirmação de Brotto (2001), o esporte é um fenômeno de natureza educacional, onde este tenta interagir o esporte com a educação, como um meio de sociabilização, favorecendo o desenvolvimento do espírito comunitário. Sendo assim, a educação é representada através do esporte, de acordo com os seguintes itens: o esporte pode cooperar no desenvolvimento da capacidade de ação; o esporte pode ser importante para a atividade motora cotidiana; o esporte contribui para a dimensão social da capacidade de ação; o esporte pode ser importante para a relação com a saúde e o bem estar; o esporte pode oferecer um modelo compreensível da realidade social; o esporte adquire um significado crescente na configuração da vida dos indivíduos; e o esporte oferece inúmeras possibilidades de movimentos significativos, oportunidades de recreação e realizações estéticas.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais, PCNs (BRASIL, 1997) para a Educação Física sugerem como valores dentro do processo educacional, atitudes relacionadas à inclusão, autonomia, cooperação e diversificação. Tais diretrizes podem nos remeter ao esporte, desde que o entendamos enquanto um fenômeno sócio-cultural com caráter educacional. O esporte nos oferece a possibilidade de formar cidadãos conscientes e participativos e viabilizando a idéia dos esportes coletivos, estes proporcionam situações e problemas a serem solucionados por um grupo, tal qual num convívio social além do esporte.

O esporte está inserido na multiplicidade das ações, seja, no jogo informal dos finais de semana, ou na ginástica das academias, ou das caminhadas ecológicas, ou na dança de salão da terceira idade, ou nas brincadeiras nas praças públicas. O esporte tem espaço para receber toda a gente, sem limites etários ou sociais; com objetivos de alto rendimento ou não; atuando com pessoas normais, dentro dos conceitos de saúde, ou com necessidades especiais (GALATTI, 2006, p.19).

O esporte pode manifestar-se na escola, nos clubes, nas academias, nas ruas e em qualquer ambiente da sociedade. Sendo reconhecido como promotor da saúde, da educação e da formação humana. Sua representatividade pode se dar formalmente, como transmissão de conhecimentos sistematizados e regras pré-definidas, ou ainda, informalmente, como bem cultural e prazer de quem o pratica (idem, p. 22-23)

A história dos esportes adaptados

Não se têm relatos sobre os esportes organizados para PNEEs antes do século XX. Pode até ser que alguns desses indivíduos PNEEs, que gostavam muito de esportes usassem a imaginação e começassem a praticar atividades físicas no intuito de serem utilizadas como esporte e com propósitos de terapia para o seu tratamento. (ADAMS et al., 1985).

Segundo os autores, depois da tragédia que foi a Segunda Guerra Mundial, os soldados que voltaram tinham algum tipo de incapacidade (amputados, paraplégicas etc) e foram considerados heróis em seus países, pois antes da guerra eram ditos como um estorvo para a sociedade e muitas vezes para a sua própria família. A partir dessa guerra os PNEE começaram a ser vistos com respeito e considerados membros normais da sociedade.

Após a guerra, o esporte foi visto como fator de integração para os PNEEs sendo introduzido em programas de reabilitação pelo Dr. Ludwing Guttmann no Centro de Reabilitação do Hospital de Stoke Mandeville, em 1944. Ele introduziu as atividades esportivas como parte essencial no tratamento médico para a recuperação das incapacidades geradas por lesões medulares, dizendo que este tratamento irá “auxiliar na restauração e manutenção da atividade mental e autoconfiança” (op.cit. p.39). Depois de estudar exaustivamente o gesto esportivo, Guttmann conseguiu fazer com que a prática de atividade física fosse adaptada ao processo de reabilitação, onde buscou novos caminhos para integrar os PNEEs à sociedade, fazendo com que suas capacidades fossem mais bem desenvolvidas através do esporte. Sarrias (1976) concordava com Dr. Guttmann e ressaltava que o esporte pode ser um agente fisioterapêutico atuando na eficácia e na reabilitação social e psicológica ao PNEE, não devendo ser considerada apenas como uma atividade recreativa.

Em 1948, Guttman introduziu na Europa o primeiro programa organizado de esportes em cadeira de rodas. Os jogos de Mandeville foram fundados para paraplégicos completos e incompletos, onde várias classificações foram feitas de acordo com o grau da deficiência. Hoje em dia estas classificações possuem um padrão para especialistas determinarem onde cada atleta será classificado. Os jogos trouxeram para os PNEE o desenvolvimento da sua autoconfiança, mostrando o benefício na parte psicológica e se tornando assim um grande sucesso.

A partir daí, ocorreram alguns fatos importantes que devem ser levados em consideração como nos expõe os autores Adams et al (1985):

1952 – primeiros jogos internacionais em Mandeville;

Final da década de 50 – inícios da participação da América do Sul nos esportes para PNEE, através da fisioterapeuta Srta. Monica Jones;

1956 – reconhecimento do Dr. Guttmann pelo Comitê Olímpico Internacional;

1957 – primeiros jogos internacionais nos Estados Unidos, organizados por Ben Lipton (diretor de uma escola pública para os PNEE nos EUA);

1958 – surge a National Wheelchair Athletic Association, estabelecendo regras e regulamentos para todos os esportes de cadeira de rodas nos Estados Unidos, com exceção do basquetebol por possuir sua própria associação nacional.

Com a evolução do esporte nos Estados Unidos, fizeram com que conseguissem participar de competições internacionais. O Sr. Lipton conseguiu financiamento junto à cooperação de interesses individuais, organizacionais e de equipes, inclusive dos próprios participantes. Como resultado direto desses esforços financeiros, o Sr. Lipton conseguiu organizar e fundar a Fundação Americana de Esportes em Cadeira de Rodas, onde suas propostas foram: 1) Estimular pessoas deficientes a usar cadeira de rodas e a participar de atividades esportivas, aumentando a participação em esportes e atividades recreativas nos EUA; 2) Estimular o crescimento das relações entre os Estados Unidos e outras nações e; 3- solicitar e angariar fundos para estes propósitos. (ADAMS et al, 1985, p. 40).

Essa fundação possibilitou, em 1960, a entrada dos Estados Unidos em competições internacionais e a aproximação dos jogos olímpicos. Imediatamente após as Olimpíadas de Roma, a cidade recebeu outros atletas internacionais: os atletas de cadeira de rodas de todo o mundo, que foram recebidos pelo Papa e que realizaram uma competição internacional atualmente denominada Paraolimpíadas (Olimpíadas para paraplégicos).

A cada quatro anos as Paraolimpíadas são realizadas na mesma cidade imediatamente após os Jogos Olímpicos. Desde as Paraolimpíadas de Roma, em 1960, até as de Tóquio, a Vila Olímpica sofreu e sofre várias modificações na sua estrutura para suprir as necessidades dos PNEEs.

Em 1967, ocorreu os primeiros Jogos Panamericanos para Paraplégicos, em Winnipeg, no Canadá, onde participaram: Estados Unidos, Canadá, Trinidad-Tobago, Jamaica, México e Argentina. Como resultado desses jogos foi formada uma Associação Canadense de Esporte em Cadeira de Rodas, mais ajudou no desenvolvimento dessa atividade nos Eua. Além disso, “um conselho panamericano (sic) foi organizado com a função de organizar uma competição a cada dois anos em países da América do Norte e do Sul, de modo a desenvolver a participação dos países do continente nos esporte de cadeira de rodas”. (ADAMS et al, 1985, p. 39).

O esporte para os PNEEs possibilita a eles: benefícios da prática regular de atividade física, oportunidade de testar seus limites e potencialidades, prevenir doenças secundárias à sua deficiência e promove integração social. Para MONTANDON (1992) integrar, através do esporte, seria a quebra de determinadas barreiras; proporcionando-lhes autonomia, independência e autoconfiança, necessários para a sua vida em sociedade. Quando não há a prática de esportes, a maioria deles tende a se marginalizar, evitando-se expor. É corrente entre eles a idéia errônea de que a ginástica e o esporte lhes são nefastos ou perigosos, ou, no mínimo, que para eles está fora de cogitação a prática de exercícios físicos.

A escolha de uma modalidade esportiva depende de vários fatores, como: as oportunidades oferecidas aos PNEE; suas preferências esportivas; locais adequados; estímulo e respaldo familiar; profissionais capacitados; dentre outros. As modalidades esportivas para os PNEE baseiam-se na classificação funcional e atualmente há uma grande variedade de modalidades. Dentre elas se destacará nesta pesquisa o voleibol que tem como característica: ser praticado por atletas lesados medulares que participam da modalidade de voleibol sentado e os amputados, que participarão da modalidade em pé.

Os jogos, esportes e atividades físicas adaptadas às necessidades dos PNEEs surgiram ao fim da Segunda Guerra Mundial. Os veteranos tinham mais interesse por esportes, jogos e atividades físicas, em comparação a antes dos seus ferimentos. De acordo com Adams et al (1985), a história se inicia com o interesse pelos programas adaptados que estão crescendo cada vez mais. E de como a terapia junto com a alegria e a recreação, se tornam fundamentais no tratamento dos PNEEs.

No início as primeiras adaptações se deram devido às necessidades encontradas pelos PNEEs, através da imaginação dos mesmos. Com isso, os profissionais e os PNEE envolvidos nos programas de reabilitação, começaram a explorar possibilidades dos esportes, jogos e atividades em relação aos incapacitados.

A participação em esportes e jogos adaptados às suas possibilidades confere ao indivíduo a oportunidade de desenvolver o seu condicionamento físico, de se dedicar à atividade de lazer, de se tornar mais ativo, de aprender habilidades para poder se ocupar nas horas vagas e de colher experiências positivas no grupo e no ambiente social. (idem, p. 218).

Muitas pessoas se perguntam o que é para os PNEE participar destes jogos e esportes adaptados e muitos têm como resposta à satisfação de conseguir suprir as suas necessidades básicas, outros querem apenas atender suas necessidades terapêuticas através da sua reabilitação. Os esportes devem ser regulamentados de modo a atenderem às necessidades do grupo. As regras são modificadas no sentido de diminuir a velocidade do jogo, compensando a diminuição da mobilidade dos participantes. As adaptações ocorridas na estrutura do jogo tornam-se necessárias para livrar os jogadores das restrições impostas pelas regras normais.

De acordo com Adams et al (1985) para conseguir os resultados almejados, torna-se necessário criar uma situação dentro da qual seja possível analisar um jogo simples. Antes de proceder à adaptação, propriamente dita, de jogos e atividades, o orientador do programa é obrigado a analisar quatro fatores que se referem aos participantes em questão. São eles: as condições físicas; o meio de locomoção (marcha independente, cadeira de rodas etc); acuidade visual e; a capacidade de se comunicar e nível intelectual.

Para conseguir uma adaptação em algum jogo ou atividade para PNEE, deve-se levar em consideração alguns critérios, a saber: se a atividade proporcionará a integração em grupo; deve-se ou não utilizar “ajudantes” para a realização das atividades feitas pelos PNEE; utiliza-se ou não algum tipo de equipamento para auxiliá-los durante a atividade; a adequação de algum movimento utilizado especificamente naquele exercício; o estabelecimento de algumas regras adaptadas para melhor entendimento do esporte.

O voleibol: a sua história

O voleibol é considerado um dos esportes de mão mais difícil de ser bem jogado, pois possui particularidades em sua prática como: toque particular na bola; regras que limitam o número de passes; seu campo com pequena dimensão e dividido igualmente por um plano vertical (rede); seu objetivo de jogo (a bola tem que passar a rede e tocar o solo adversário); seu sistema de rotação obrigatório; seu tempo limitado em cada set (25 pontos e 15 pontos no último e decisivo set).

O voleibol é um esporte que exige muita atenção (contínua na bola e nos jogadores, tanto companheiros quanto adversários). Desenvolve rapidez nos gestos e do raciocínio e pelos movimentos que exige. Dependendo do modo como é dado pode ser considerado um jogo ou um esporte.

O voleibol surgiu em 1895, apresentado por William George Morgan na ACM de Holioke, Massachussets. Apresentado como um jogo de rebater chamado de minonette. “A rede de tênis foi elevada a aproximadamente 1,98m (um pouco acima da cabeça de um homem de estatura normal), a câmara da bola de basquetebol serviu de elemento do novo jogo e foram elaboradas dez regras básicas” (BIZZOCCHI, 2004, p.3). Os praticantes solicitaram que a bola fosse trocada, pois o peso da câmara dava lentidão ao jogo. Assim, a empresa A.G. Spalding & Brothers fabricou a pedido de Morgan uma bola especial, com um peso intermediário a da câmara e a da bola de basquete. Após vários testes, chegou-se a um modelo semelhante ao utilizado hoje em dia.

A idéia do Dr. A. T. Halstead de chamar esse novo esporte de volleyball foi aceita, já que a bola permanecia em constante voleio sobre a rede. A partir daí,

[...] o voleibol foi rapidamente difundido pelas ACMs vizinhas. Springfield e Nova Inglaterra incluíram-no no programa de atividades físicas como um novo e interessante jogo recreativo. Em julho do mesmo ano, J. Y. Cameron, da ACM de Buffalo, Nova York, publicou na revista Physical Training um artigo intitulado ‘O original jogo de voleibol (idem, p. 4).

O esporte tomou grande impotência que o governo norte-americano o introduziu nos programas de educação física escolares. Em 1922, ocorre o 1º Campeonato Nacional entre as ACMs, em Nova York. Em 1928, é fundada a Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA), com 22 associações filiadas, promovendo vários torneios. O primeiro periódico exclusivo do voleibol e de alcance internacional foi lançado nos Estados Unidos em 1940 com o nome National Volleyball Review – rebatizado algum tempo depois como International Volleyball Review, incluindo notícias e resultados de jogos de todo o mundo. (BIZZOCCHI, 2004).

Em 20 de abril de 1947, é fundada a Federação Internacional de Volleyball (FIVB), onde teve como seus fundadores: Brasil, França, Itália, Checoslováquia, Estados Unidos, Bélgica, Turquia, Israel, Holanda, Portugal, Romênia, Uruguai, Líbano e Polônia. Só em 1962, que o voleibol foi aceito como esporte olímpico pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), incluindo-o nos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964).

Todas as equipes já empregavam a infiltração como recurso tático. No plano técnico, a manchete era permanentemente utilizada para receber o saque; as técnicas de rolamento foram aperfeiçoadas por Hirofumi Daimatsu, treinador da seleção japonesa feminina, campeã dos Jogos de Tóquio (BIZZOCCHI, 2004, p.8-9).

Existem controvérsias em relação ao surgimento do voleibol no Brasil. Alguns pesquisadores informam que foi em Pernambuco (1915), no Colégio Marista de Recife; enquanto outros dizem que foi na ACM de São Paulo (1916) – sendo que nesta data há registros fotográficos. No início só as ACMs que praticavam, mas com o passar do tempo e com a grande divulgação do esporte, outras instituições passaram a praticar. Em 1942, há a criação da Federação Paulista de Voleibol. Em 1944, ocorre o 1º Campeonato Brasileiro. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) aparece em 9 de agosto de 1954.

Em 1982, nas Olimpíadas de Los Angeles o Brasil consegue chegar a final mais acaba perdendo para os Estados Unidos. Os jogadores que disputaram esta partida ficaram conhecidos como a “Geração de Prata”. Já em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Brasil finalmente consegue conquistar a tão sonhada medalha de ouro, vencendo os holandeses na final. Em 2004, a Seleção Masculina de Voleibol conquista a segunda medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos.

“O vôlei de praia chegou aos Jogos Olímpicos em 1996 e, comprovando a superioridade nos torneios em todo o mundo, o Brasil teve duas duplas na final feminina. Jaqueline e Sandra Pires venceram Mônica e Adriana Samuel” (BIZZOCCHI, 2004, p.25). Continua o autor, “A Confederação Brasileira de Voleibol recebeu da FIVB um prêmio que considerou o Brasil um país com o melhor voleibol do planeta, graças aos resultados conquistados pelas diversas categorias masculinas e femininas” (p.27).

Voleibol para deficiente – Voleibol Sentado

O primeiro clube esportivo para deficientes foi inaugurado na Holanda no final de 1953. Athletics e Sitzball, originários da Alemanha, foram os primeiros esportes. Logo em seguida foi percebido que o Sitzball, que é jogado sentado no chão, era muito passivo e eram necessários esportes mais movimentados.

Em 1956, o Comitê Alemão de Esportes apresentou um novo jogo chamado Voleibol Sentado, uma combinação do Sitzball e do voleibol. Desde então o voleibol sentado tornou-se um dos esportes mais praticados em competições não só de deficientes na Holanda, mas também por competidores de voleibol não deficientes, mas com lesões no tornozelo e joelho.

Ocorreram competições internacionais desde 1967, mas apenas após 1978 a International Sports Organisation for the Disabled (ISOD) aceitou o voleibol sentado no seu programa. Na Paraolimpíada de Toronto, em 1976, o voleibol sentado teve jogos de exibição. Quatro anos depois, este importante esporte coletivo foi incluído no programa de competições dos Jogos Paraolímpicos de Arnhem, Holanda, com a participação de sete seleções.

O primeiro torneio internacional – sob o comando da ISOD – foi realizado em 1979 em Harlem (Holanda). Em 1980, este esporte foi aceito como um esporte paraolímpico com a participação de sete equipes. O desenvolvimento internacional pode ser considerado “barulhento”. Clínicas estão sendo organizadas por todo o mundo, campeonatos mundiais, europeus e ligas regionais são organizadas anualmente.

Desde 1993, ocorrem campeonatos mundiais da modalidade tanto no masculino como no feminino. Até os Jogos Paraolímpicos de Sydney-2000, o voleibol paraolímpico era dividido entre a categoria sentada e em pé. A partir de Atenas, só haverá disputas com atletas sentados, por decisão do Comitê Paraolímpico Internacional-IPC. Esta será a primeira vez em que as mulheres participam da competição. No vôlei Sentado, o Brasil nunca participou de uma Paraolimpíada.

Este se tornou um dos mais importantes esportes em equipe na Paraolimpíadas. Este é um esporte rápido, excitante e procurado por muitos, que pode mostrar as habilidades atléticas dos atletas deficientes.

O voleibol sentado tem o potencial de crescer como um esporte onde os deficientes e não-deficientes podem participar com um alto nível técnico.

Algumas diferenças entre as Regras do Voleibol Sentado e o Voleibol

 

Voleibol Sentado Voleibol
1 – O tamanho quadra de jogo mede 10m x 6m

1A – O tamanho quadra de jogo mede 18m x 9m

2 – As linhas de ataque são desenhadas a 2m de distância do eixo da linha central.

2A – As linhas de ataque são desenhadas a 3m de distância do eixo da linha central.

3 – A rede tem 6.50 a 7.00m de comprimento e 0.80 de largura.

3A – A rede tem. 9,50 a 10.00m de comprimento e 1m de largura.

4 – A altura da rede é de 1.15m para homens e 1.05m para mulheres. As antenas estendem-se 100cm acima do bordo superior da rede.

Voleibol Sentado

4A – A altura da rede é de 2.43 para homens e 2.24 para mulheres. As antenas estendem-se 0.80cm

5 – O equipamento dos jogadores no Voleibol Para-olímpico pode incluir calças compridas. Não é permitido sentar sobre material espesso. Não é necessário ter número nos calções ou calças.

 
6 – Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores incluindo de no máximo 2 jogadores classificados como “inabilidade mínima”, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.

– Os seis jogadores em quadra podem incluir no máximo um jogador com “inabilidade mínima”.

6A – Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.

7- As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus glúteos. Isto significa que a(s) mão(s) e / ou perna(s) dos jogadores podem estender-se na zona de ataque (jogador da linha de fundo no golpe de ataque), na quadra (sacador durante o golpe do saque), ou na zona livre do lado de fora da quadra (qualquer jogador durante o golpe de saque).

7A – As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus pés em contato com o solo.

8 – No momento do(a) sacador(a) golpear a bola, ele/ela deve estar na zona de saque e seus glúteos não devem tocar a quadra (linha final inclusive).

Voleibol Sentado

8A – No momento do(a) sacador(a) golpear a bola no saque ou decolar (para saque em suspensão), o(s) seus pé(s) não devem tocar a quadra (linha de fundo inclusive). Após este golpe, o sacador pode pisar ou aterrissar fora da zona de saque ou dentro da quadra.

9 – Tocar a quadra adversária com pé(s)/pernas é permitido em qualquer momento durante o jogo, desde que o jogador não interfira com a jogada do oponente. O jogador deverá retornar com o(s) pé(s)/pernas diretamente para sua própria quadra.

– Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.

9A – Tocar a quadra adversária com a mão ou pé(s) é permitido desde que alguma parte de suas mãos e pés permaneçam em contato ou diretamente acima da linha central.

– Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.

10 – Aos jogadores da linha de ataque é permitido completar um golpe de ataque do saque ao adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.

10A – Completar um golpe de ataque do saque do adversário é falta, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.

11 – Um jogador de defesa pode realizar qualquer tipo de golpe de ataque de qualquer altura, desde que no momento do golpe os glúteos do jogador não toque ou cruzem sobre a linha de ataque.

11A – Um jogador de defesa pode realizar um golpe de ataque, exceto: a) os seus pés contatem ou ultrapassem a linha de ataque na decolagem e, b) no momento do golpe a bola esteja inteiramente acima do topo da rede.

12 – Jogadores da linha de frente estão permitidos de bloquear o saque adversário.

Voleibol Sentado

12A – Bloquear o saque adversário é uma falta de bloqueio.

13 – O jogador deve ter contato com a quadra com a parte do corpo entre o ombro e os glúteos em todos os momentos quando tocar a bola. É proibido erguer-se, pôr-se de pé ou dar passadas.

Uma pequena perda de contato com a quadra é permitida para jogar a bola, excluindo-se o saque, o bloqueio e golpe de ataque, quando a bola estiver completamente mais alta que o topo da rede.

 
14 – O primeiro árbitro realiza suas funções de pé no solo no poste em uma das extremidades da rede.

Voleibol Sentado

14A – O primeiro árbitro realiza suas funções sentado ou de pé na plataforma de árbitro localizada em uma das extremidades da rede

Sua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima da rede.

 

Integração através do esporte

Dentro da filosofia em que se fundamentam os direitos humanos é evidente que todos devem ter as mesmas oportunidades de aprender e de desenvolver as suas capacidades para assim alcançar a independência social e econômica, bem como poder se integrar à vida comunitária. Para os PNEEs a adaptação é visível e fundamental em suas vidas, levando em consideração o histórico de sua deficiência e também a independência e autonomia como elementos essenciais. Um portador de necessidades educativas especiais deve ser tratado como uma pessoa qualquer, havendo apenas uma diferença no aspecto motor, e nunca como uma pessoa "deficiente", a limitação em uma característica física não atinge a sua totalidade de ser, contida no conceito de “pessoa deficiente”. Todos da sociedade são orientados por regras e padrões de comportamento, e de valores éticos e estéticos, determinado culturalmente, dentro de um padrão de normalidade, sendo este um conceito estritamente corporal. E a inclusão é um modo da sociedade aceitar estes corpos que estão fora do “padrão”, ocorrendo assim à superação e a compreensão dos ditos “normais” para serem aceitos.

Os efeitos sociais e psicológicos, que acompanham alguns deficientes podem criar maiores problemas do que a incapacidade física, quando se lida com o deficiente, deve ser dirigido para as qualidades mais similares àqueles de uma pessoa normal. Freqüentemente a aparência física da pessoa deficiente é notadamente diferente às vezes até bizarra, privando -a das atividades normais da vida. Quanto mais diferente for a sua aparência, maior será a possibilidade de o deficiente físico ser alvo de chacotas, de ser ridicularizado, e ser motivo de pena, uma atitude que servirá para aumentar e perpetuar o mórbido conhecimento de sua diferença.

Considerações finais

A pessoa deficiente é aquela incapaz de assegurar-se por si mesma, total ou parcialmente às necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência congênita ou não em suas capacidades físicas ou mentais. Este conceito de deficiente enfoca os limites e a incapacidade e não as possibilidades do deficiente enquanto pessoa. O trabalho realizado nos centros de reabilitação é voltado para o deficiente e não para a sociedade, trabalhando com reflexo social e não com o social propriamente dito. A instituição se fecha em si mesma. O profissional de Educação Física deve estar preparado para trabalhar em diversas áreas, o que às vezes não acontece por causa da sua especialização técnica em determinados desportos. O que este profissional deve procurar são mais informações científico-pedagógicas através de conhecimentos de autores e até mesmo de profissionais que trabalhem com os PNEE para melhor realizar o seu trabalho nesta área. As tarefas principais do professor de educação física adaptada a promover a auto-aceitação e confiança que permitirão à pessoa deficiente desenvolver habilidades e talentos que compensam a sua deficiência física. Ele deve ser persuadido de que todas as tentativas são válidas (NOVAES, 1986.).

Notas

1 – As corridas a pé, o pugilismo e o combate de gladiadores estão em destaque, porque eram os principais esportes praticados pelos gregos.
2 – Jogos de argolinhas, as cavalhadas e as touradas eram jogos típicos da época colonial.
3 – Tipo de luta.
4 – As informações foram extraídas dos sites: da Associação Desportiva para Deficientes e do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Referências

ACCIOLY, Aluízio Ramos; MARINHO, Inezil Penna: História e organização da educação física e dos desportos. Volume 1. Rio de Janeiro: Cia Brasil Editora, 1956.
ADAMS, R. C et al. Jogos, esportes e exercícios para deficientes físicos. 3ª ed. São Paulo: Manole, 1985.
BETTI, Mauro. A janela de vidro: esporte, televisão e educação física. 1997. 290 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.
BIZZOCCHI, Carlos “Cacá”. O voleibol de alto nível: da iniciação à competição. 2ª ed. Barueri, SP: Manole, 2004.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BROTTO, F.O. Jogos cooperativos, o jogo e o esporte como um exercício de convivência. Santos, Projeto de cooperação, 2001.
CANFIELD, J.; REIS, C. Aprendizagem motora no voleibol. Santa Maria: JTC, 1998.
FERREIRA. Aurélio de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. 1ª ed. 12ª impressão. Revisão de 1997. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira S. A., 1985.
GALATTI, Larissa Rafaela: Fundamentos da pedagogia do esporte no cenário escolar. Moviemnto & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, SP, v.6, nº. 9, jul / dez 2006.
GRIFI, Giampiero: História da Educação Física e do Esporte. Porto Alegre: D.C. Luzzatto Editora, 1989.
KORSAKAS, Paula; Rose, Dante de Junior: Os encontros e desencontros entre esporte e educação: uma discussão filosófico-pedagógica. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Ano 1, número 1, 2002.
LISTELLO, Auguste: Educação pelas atividades físicas, esportivas e de lazer. São Paulo: EPU – Ed da Universidade de São Paulo, 1979.
MONTANDON, Isabel. Educação Física e Esportes nas Escolas de 1º e 2º graus. Vol. 2. Belo Horizonte-Rio de Janeiro: Villa Rica, 1992.
NOVAES, Maria Helena. Psicologia Aplicada à Reabilitação. Rio de Janeiro: Ateneu, 1986.
RAMOS, J. J. Os exercicios fisicos na historia e na arte: do homem primitivo aos nossos dias. São Paulo: IBRASA, 1983. p. 348.

Fonte: efdeportes.com

Voleibol Sentado

Voleibol Sentado

Em 1956, na Holanda, houve a fusão do voleibol convencional e o Sitzbal, esporte alemão que não tem a rede, praticado por pessoas com mobilidade limitada e jogam sentadas, resultando no Voleibol sentado.

Na modalidade podem competir amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora.

Na Paraolimpíada de Toronto (1976), o voleibol sentado teve jogos de exibição. Quatro anos depois, o esporte coletivo foi incluído no programa de competições dos Jogos Paraolímpicos de Arnhem, na Holanda, com a participação de sete seleções.

Desde 1993 existem campeonatos mundiais da modalidade tanto no masculino como no feminino. Até Sydney (2000), o voleibol paraolímpico era dividido entre a categoria sentada e em pé.

A partir de Atenas, por decisão do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) passaram a ocorrer disputas somente com atletas sentados. As mulheres participaram da competição pela primeira vez em Atenas.

O sistema de classificação funcional do voleibol é dividido, portanto, entre amputados e les autres. Para amputados, são nove classes básicas baseadas na localização anatômica do membro amputado (joelho ou cotovelo).

Em les autres são enquadradas pessoas com alguma deficiência locomotora. Atletas pertencentes a categorias de amputados, paralisados cerebrais ou afetados na medula espinhal (paratetra-pólio) podem participar de alguns eventos pela classificação les autres.

Em relação ao convencional a quadra é menor, com 10m x 6m, e a altura da rede é inferior à da modalidade, com cerca de 1,15m do solo no masculino e 1,05m para o feminino.

Fonte: sesisp.org.br

Voleibol Sentado

Voleibol Sentado
Visão geral do jogo

O Voleibol Sentado é um esporte adaptado. Assim como no vôlei convencional, cada time é formado por seis jogadores, que atuam sentados no chão e podem dar até três toques na bola. Como um esporte adaptado, entretanto, ele precisou ser modificado para a integração de todos. Há de se destacar que ele não é, necessariamente, disputado apenas por portadores de deficiência física. Ele pode ser jogado de forma a reunir, em uma mesma partida, atletas com ou sem necessidades especiais. Em competições, claro, ele é disputado apenas por pessoas com deficiência.

Fonte: travinha.com.br

Voleibol Sentado

O Voleibol para atletas com deficiência entrou nos Jogos Paraolímpicos como desporto de "demonstração" para amputados em 1976 em Toronto, Canadá.

Voleibol Sentado

Voleibol Sentado

No voleibol Paraolímpico sentado, a rede tem cerca de 1 metro de altura, e o campo tem 10 x 6 metros, com uma linha de ataque de 2 metros. É permitido aos jogadores bloquear os serviços, mas uma "bochecha" deve estar em contato com o chão, sempre que o atleta faz contato com a bola.

Voleibol em Pé

No voleibol paraolímpico em pé, uma mistura de deficiências podem ser representadas no campo a todo o tempo, para igualar o nível do jogo.Tem quatro jogadores em cada time

Deficiências dos Jogadores

Atletas com as seguintes deficiências podem competir no voleibol paraolímpico sentado ou no voleibol paraolímpico em pé: amputados, lesões na medula espinhal, paralisia cerebral, lesões cerebrais e os que já sofreram acidentes vasculares cerebrais.

Fonte: pt.wikipedia.org

Voleibol Sentado

Apresentação

Entre os dias 6 e 17 de setembro do ano corrente, a cidade de Pequim sediou a 13ª edição do segundo maior evento esportivo do mundo. Cerca de 4 mil atletas, de 150 países, acompanhados de 2.500 guias participaram dos Jogos. Da mesma forma que nos Jogos Olímpicos, os números do evento impressionam. Cerca de 1, 5 milhão de ingressos foram vendidos, todos eles mais baratos do que os ingressos dos Jogos Olímpicos. Com tudo isso, a prática de atividade física e esportiva para qualquer pessoa é importante, pois promove ganhos na área da saúde, como a melhoria da qualidade de vida, autonomia, a melhoria das condições organo-funcional, melhoria na força, resistência, velocidade, coordenação motora, equilíbrio, possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição; quanto ao âmbito social, fazendo com que haja a socialização com outros grupos, a vivência de situações de sucesso e superação de situações de frustração. Para os portadores de necessidades educativas especiais (PNEEs), a prática de atividade física é ainda mais importante, porque além de auxiliá-los na sua reabilitação, através de exercícios que desenvolvam a sua agilidade, o aprimoramento da coordenação motora para a realização de movimentos do cotidiano (escovar os dentes, etc.), o aumento da sua força muscular, melhorando assim a sua auto-estima, diminuindo a sua idéia de incapaz, valorização do seu eu, evidenciado benefícios tanto na esfera física quanto psíquica. Quanto ao físico, equilíbrio dinâmico ou estático, dissociação de cinturas, de resistência física; enfim, o favorecimento de sua readaptação ou adaptação física global e na esfera psíquica, podemos observar ganhos variados, integração social, redução da agressividade, dentre outros benefícios.

Os PNEEs ao longo do tempo vêm praticando diversos tipos de atividades físicas que em muito dos casos acabam virando um esporte ao qual eles começam a se dedicar cada vez mais. Dentre tantos os esportes o voleibol passou a ser escolhido por alguns para se dedicar. O voleibol não é um esporte simples de se praticar, pelo contrário é considerado por muitos, um dos mais difíceis e complexos de se praticar e até mesmo de se ensinar. De acordo com Bizzocchi (p. 55, 2004) isto acaba ocorrendo porque “o voleibol é um esporte de complexo aprendizado e sua maior dificuldade reside no fato de envolver habilidades não naturais ou construídas. Como todo esporte, é baseado em gestos específicos, também chamados de fundamentos”. As pessoas estão acostumadas desde pequenas a chutar, lançar etc; e se para elas já é complicado imagine para os PNEEs que têm se superar as suas limitações.

As fontes de informações utilizadas para a pesquisa, mostram apenas como o esporte traz benefícios para a vida dos PNEEs, como integrá-los junto com a sociedade fazendo com que eles visem seu bem estar físico e mental. Entre as informações coletadas para o trabalho existe uma lacuna na literatura, até o presente momento, estudos mais profundos sobre a importância e até mesmo a prática do voleibol sentado para os PNEEs.

Sendo assim, o objetivo geral do artigo é realizar um levantamento histórico sobre o voleibol e os PNEEs. E em segundo plano, propor e mostrar como o voleibol pode beneficiar o PNEEs, pois quase não há informações sobre este assunto para auxiliar o profissional de Educação Física que trabalha ou irá trabalhar nesta área. Acreditamos que as próximas análises se torne relevante na medida que, através do levantamento de informações sobre o tema abordado, passa a ser essencial para a elaboração de programas voltados para as necessidades e as expectativas doa PNEEs. Dessa maneira, tem mérito por apresentar uma nova proposta de trabalho para aqueles que atuam com esse público.

Para orientarmos a discussão, julgamos ser de grande valia levantar alguns questões: Qual a importância da prática do voleibol sentado? Como o voleibol sentado auxilia na integração social dos PNEEs? Quais as dificuldades encontradas pelos PNEEs para realizar a prática esportiva? Como o profissional de Educação Física deve elaborar o seu programa de aulas?

Um pouco da História do esporte no mundo

Tudo começou quando o homem primitivo sentiu a necessidade de lutar, fugir ou caçar para sobreviver. Assim o homem à luz da ciência executa os seus movimentos corporais mais básicos e naturais desde que se colocou de pé: corre, salta, arremessa, trepa, empurra, puxa e etc.

Os gregos praticavam os esportes que desenvolviam as qualidades inatas do guerreiro, tal como seja, coragem, ousadia, resistência e confiança em si mesmo. Entre muitos exercícios salienta-se de uma maneira especial: Corridas a pé,1 as quais formavam a base dos exercícios de destreza e agilidade, com o objetivo de aplicá-lo as corridas de touros. Pugilismo, parecido com o box, dos dias atuais, no qual era permitido golpearem-se tanto com os pés, como os punhos. Os atletas já, nessa longínqua época, eram divididos em categorias. Combate de gladiadores, este combate, levado a efeito no próprio local do sacrifício ao culto a Minotauro, em que se sacrificavam vítimas humanas (escravos ou prisioneiros), do qual o vencedor obtinha a liberdade, e o vencido era sacrificado, costume esse encontrado na Grécia primitiva, como herança da civilização cretense, e, mais tarde, em Roma como herança da Grécia, quando a conquistaram. (GRIFI, 1989, p.161)

Roma se desenvolveu numa terra onde já havia duas civilizações magníficas: a dos Etruscos, ao Norte e a dos Gregos, ao Sul. O exercício visava a preparação militar, primeiramente, o soldado era utilizado para defender Roma, mais tarde, na conquista territorial. Tipos de exercícios praticados: marchas, saltos, corridas, arremesso de dardo como caráter militar, arremesso de disco, esgrima, lutas, pugilismo, exercícios eqüestres e natação no Rio Tigre. O remo surgiu no decorrer das guerras púnicas. A marcha e a corrida eram praticadas no Lácio e serviam de base no adestramento do guerreiro. A luta e o pugilismo oriundos dos etruscos deixaram fortes traços na atividade física romana.

Na idade média o homem passou a utilizar o esporte para alcançar “fins étnicos sociais e higiênicos”. Segundo os fins étnicos, os exercícios eram de grande valia, enquanto a formação disciplinar e civil do homem. Fins sociais, enquanto os exercícios fortificavam os corpos, era de principal importância para o caráter militar e assim o jovem poderia ser de grande serventia a pátria. Fins higiênicos, nesse aspecto a Educação Física e a Medicina andaram de mãos dadas, a principal importância para uma boa saúde era ter um corpo bem robusto e o organismo forte (GRIFI, 1989).

A história do esporte mais recente veio através dos EUA com a criação, desenvolvimento e regulamentação de vários esportes, sendo criado instituições e grupos de incentivos. Com a guerra veio a historia do baseball, a primeira turma assalariada foi “cincinnati Red Stocking” que atravessou o país vencendo todos os seus oponentes em 1869. O tennis chegou a América em 1874 e em 1881 foi criada a United States Law Tennis Association. E em 1888, é fundada a “St. Andrew Golf Club of New York” primeira instituição para regulamentar o jogo de golf. Na Y.M.C.A em 1891 foi criado o basquete. O vôlei foi criado em 1895, pelo americano na Y.M.C.A , o primeiro nome deste esporte que viria se tornar um dos maiores do mundo foi minnonette (ACCIOLY, 1989, p. 147-149).

No Brasil as primeiras atividades físicas começaram com os Índios, com a caça e a pesca, a luta e o uso do arco e flecha e do tacape, a canoagem, a marcha e acorrida, a dança, a natação e o mergulho. Os Índios possuíam bastante força e extraordinária resistência a fadiga, que lhes permitiam deslocarem-se a grande distância, transportando de maneira veloz, cargas pesadas em plena selva.

No longo período colonial, as primeiras atividades desportivas imitavam velhos costumes medievais, em algumas festividades públicas, realizavam-se os jogos de argolinhas, as cavalhadas e as touradas2 (RAMOS, 1983, p.291).

Criada na senzala, sobretudo no Rio de Janeiro e na Bahia, surge à capoeira, rixa3 ardilosa e cheia de recursos, impregnada de criatividade e rimo e que nos últimos tempos vem sendo reconhecida como uma luta de enormes recursos (ibidem). No Rio de Janeiro, nos trinta ou quarenta anos que precederam a Proclamação da República, realizavam-se, no mar provas rústicas de natação, patinação e peteca. Nos primeiros anos do século XIX surgem muitos clubes de futebol, como o Fluminense, o América, o Botafogo, o Bangu, etc, mais tarde em uma multiplicidade de atividades os desportos começaram modestamente a ganhar terreno. Nos últimos anos do século XIX, o desporto começou a despertar o interesse da mocidade, e em 1893, a Associação Cristã de Moços implantou novas atividades no Rio de Janeiro e em São Paulo, como o basquete, o vôlei e a ginástica calistênica.

No dicionário Aurélio Ferreira (1985, p.199) temos como seu significado de Esporte: “1- O conjunto dos exercícios físicos praticados com método, individualmente ou em equipe. 2. Qualquer deles. 3. Entretenimento”.

Com base em Gunther Lüschen, Kurt Weis e Jean-Marie Brohm apud Betti (1997) podemos definir esporte como uma ação social institucionalizada, convencionalmente regrada, que se desenvolve, com base lúdica, em forma de competição entre duas ou mais partes oponentes ou contra a natureza, cujo objetivo é, por uma comparação de desempenhos, designar o vencedor ou registrar o recorde, sendo seu resultado determinado pela habilidade e pela estratégia do participante, e é para este gratificante tento intrínseca (prazer, auto-realização, etc) como extrinsecamente.

Segundo Canfield e Reis (1998), as manifestações esportivas (impregnadas de jogo) podem ser distinguidas sob duas vertentes: uma forma lúdica, onde jogar é o elemento fundamental de filiação e realização, e uma forma universalmente mais elaborada, sofisticada, discriminativa, onde se sobressaem os expoentes, os campeões. Campeões estes comparáveis aos grandes gênios da música, da dança, das artes plásticas, do teatro, e que têm, no movimento humano, o meio de expressão. O esporte pode ser encontrado em diversos lugares como: escola, clubes esportivos, ruas, parques, tendo como conseqüências à violência, a mídia especializada, os materiais, as roupas, os equipamentos, envolvendo milhares de pessoas. Deve-se destacar também que o esporte pode ser praticado por diferentes pessoas, com diversas idades, tendo vários objetivos com a sua prática, sejam ele de competição, de lazer ou aprendizagem escolar.

O esporte e a Educação: aspectos convergentes

O esporte é um elemento fundamental na educação do homem desde a Idade Antiga, mesmo com o passar do tempo o esporte ainda influencia muito na moral dos cidadãos.

A expansão do esporte moderno, um dos fenômenos sociais mais significativos dos últimos tempos, impulsionada pelas transformações sociais ocorridas no século XIX, acompanhou toda a evolução tecnológica e dos costumes do século XX e chega ao novo milênio atingindo uma dimensão ímpar pela sua abrangência dos campos político, econômico, cultural e educacional (KORSAKAS, 2002).

A prática esportiva como instrumento educacional visa o desenvolvimento integral das crianças, jovens e adolescentes, capacita o sujeito a lidar com suas necessidades, desejos e expectativas, bem como, com as necessidades, expectativas e desejos dos outros, de forma que o mesmo possa desenvolver as competências técnicas, sociais e comunicativas, essenciais para o seu processo de desenvolvimento individual e social (LISTELLO, 1979). O esporte, como instrumento pedagógico, preciso se integrar às finalidades gerais da educação, de desenvolvimento das individualidades, de formação para a cidadania e de orientação para a prática social. O campo pedagógico do Esporte é um campo aberto para a exploração de novos sentidos e significado, ou seja, permite que sejam explorados pela ação dos educandos envolvidos nas diferentes situações (GALATTI, 2006). Segundo a afirmação de Brotto (2001), o esporte é um fenômeno de natureza educacional, onde este tenta interagir o esporte com a educação, como um meio de sociabilização, favorecendo o desenvolvimento do espírito comunitário. Sendo assim, a educação é representada através do esporte, de acordo com os seguintes itens: o esporte pode cooperar no desenvolvimento da capacidade de ação; o esporte pode ser importante para a atividade motora cotidiana; o esporte contribui para a dimensão social da capacidade de ação; o esporte pode ser importante para a relação com a saúde e o bem estar; o esporte pode oferecer um modelo compreensível da realidade social; o esporte adquire um significado crescente na configuração da vida dos indivíduos; e o esporte oferece inúmeras possibilidades de movimentos significativos, oportunidades de recreação e realizações estéticas.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais, PCNs (BRASIL, 1997) para a Educação Física sugerem como valores dentro do processo educacional, atitudes relacionadas à inclusão, autonomia, cooperação e diversificação. Tais diretrizes podem nos remeter ao esporte, desde que o entendamos enquanto um fenômeno sócio-cultural com caráter educacional. O esporte nos oferece a possibilidade de formar cidadãos conscientes e participativos e viabilizando a idéia dos esportes coletivos, estes proporcionam situações e problemas a serem solucionados por um grupo, tal qual num convívio social além do esporte.

O esporte está inserido na multiplicidade das ações, seja, no jogo informal dos finais de semana, ou na ginástica das academias, ou das caminhadas ecológicas, ou na dança de salão da terceira idade, ou nas brincadeiras nas praças públicas. O esporte tem espaço para receber toda a gente, sem limites etários ou sociais; com objetivos de alto rendimento ou não; atuando com pessoas normais, dentro dos conceitos de saúde, ou com necessidades especiais (GALATTI, 2006, p.19).

O esporte pode manifestar-se na escola, nos clubes, nas academias, nas ruas e em qualquer ambiente da sociedade. Sendo reconhecido como promotor da saúde, da educação e da formação humana. Sua representatividade pode se dar formalmente, como transmissão de conhecimentos sistematizados e regras pré-definidas, ou ainda, informalmente, como bem cultural e prazer de quem o pratica (idem, p. 22-23)

A história dos esportes adaptados

Não se têm relatos sobre os esportes organizados para PNEEs antes do século XX. Pode até ser que alguns desses indivíduos PNEEs, que gostavam muito de esportes usassem a imaginação e começassem a praticar atividades físicas no intuito de serem utilizadas como esporte e com propósitos de terapia para o seu tratamento. (ADAMS et al., 1985).

Segundo os autores, depois da tragédia que foi a Segunda Guerra Mundial, os soldados que voltaram tinham algum tipo de incapacidade (amputados, paraplégicas etc) e foram considerados heróis em seus países, pois antes da guerra eram ditos como um estorvo para a sociedade e muitas vezes para a sua própria família. A partir dessa guerra os PNEE começaram a ser vistos com respeito e considerados membros normais da sociedade.

Após a guerra, o esporte foi visto como fator de integração para os PNEEs sendo introduzido em programas de reabilitação pelo Dr. Ludwing Guttmann no Centro de Reabilitação do Hospital de Stoke Mandeville, em 1944. Ele introduziu as atividades esportivas como parte essencial no tratamento médico para a recuperação das incapacidades geradas por lesões medulares, dizendo que este tratamento irá “auxiliar na restauração e manutenção da atividade mental e autoconfiança” (op.cit. p.39). Depois de estudar exaustivamente o gesto esportivo, Guttmann conseguiu fazer com que a prática de atividade física fosse adaptada ao processo de reabilitação, onde buscou novos caminhos para integrar os PNEEs à sociedade, fazendo com que suas capacidades fossem mais bem desenvolvidas através do esporte. Sarrias (1976) concordava com Dr. Guttmann e ressaltava que o esporte pode ser um agente fisioterapêutico atuando na eficácia e na reabilitação social e psicológica ao PNEE, não devendo ser considerada apenas como uma atividade recreativa.

Em 1948, Guttman introduziu na Europa o primeiro programa organizado de esportes em cadeira de rodas. Os jogos de Mandeville foram fundados para paraplégicos completos e incompletos, onde várias classificações foram feitas de acordo com o grau da deficiência. Hoje em dia estas classificações possuem um padrão para especialistas determinarem onde cada atleta será classificado. Os jogos trouxeram para os PNEE o desenvolvimento da sua autoconfiança, mostrando o benefício na parte psicológica e se tornando assim um grande sucesso.

A partir daí, ocorreram alguns fatos importantes que devem ser levados em consideração como nos expõe os autores Adams et al (1985):

1952 – primeiros jogos internacionais em Mandeville;

Final da década de 50 – inícios da participação da América do Sul nos esportes para PNEE, através da fisioterapeuta Srta. Monica Jones;

1956 – reconhecimento do Dr. Guttmann pelo Comitê Olímpico Internacional;

1957 – primeiros jogos internacionais nos Estados Unidos, organizados por Ben Lipton (diretor de uma escola pública para os PNEE nos EUA);

1958 – surge a National Wheelchair Athletic Association, estabelecendo regras e regulamentos para todos os esportes de cadeira de rodas nos Estados Unidos, com exceção do basquetebol por possuir sua própria associação nacional.

Com a evolução do esporte nos Estados Unidos, fizeram com que conseguissem participar de competições internacionais. O Sr. Lipton conseguiu financiamento junto à cooperação de interesses individuais, organizacionais e de equipes, inclusive dos próprios participantes. Como resultado direto desses esforços financeiros, o Sr. Lipton conseguiu organizar e fundar a Fundação Americana de Esportes em Cadeira de Rodas, onde suas propostas foram: 1) Estimular pessoas deficientes a usar cadeira de rodas e a participar de atividades esportivas, aumentando a participação em esportes e atividades recreativas nos EUA; 2) Estimular o crescimento das relações entre os Estados Unidos e outras nações e; 3- solicitar e angariar fundos para estes propósitos. (ADAMS et al, 1985, p. 40).

Essa fundação possibilitou, em 1960, a entrada dos Estados Unidos em competições internacionais e a aproximação dos jogos olímpicos. Imediatamente após as Olimpíadas de Roma, a cidade recebeu outros atletas internacionais: os atletas de cadeira de rodas de todo o mundo, que foram recebidos pelo Papa e que realizaram uma competição internacional atualmente denominada Paraolimpíadas (Olimpíadas para paraplégicos).

A cada quatro anos as Paraolimpíadas são realizadas na mesma cidade imediatamente após os Jogos Olímpicos. Desde as Paraolimpíadas de Roma, em 1960, até as de Tóquio, a Vila Olímpica sofreu e sofre várias modificações na sua estrutura para suprir as necessidades dos PNEEs.

Em 1967, ocorreu os primeiros Jogos Panamericanos para Paraplégicos, em Winnipeg, no Canadá, onde participaram: Estados Unidos, Canadá, Trinidad-Tobago, Jamaica, México e Argentina. Como resultado desses jogos foi formada uma Associação Canadense de Esporte em Cadeira de Rodas, mais ajudou no desenvolvimento dessa atividade nos Eua. Além disso, “um conselho panamericano (sic) foi organizado com a função de organizar uma competição a cada dois anos em países da América do Norte e do Sul, de modo a desenvolver a participação dos países do continente nos esporte de cadeira de rodas”. (ADAMS et al, 1985, p. 39).

O esporte para os PNEEs possibilita a eles: benefícios da prática regular de atividade física, oportunidade de testar seus limites e potencialidades, prevenir doenças secundárias à sua deficiência e promove integração social. Para MONTANDON (1992) integrar, através do esporte, seria a quebra de determinadas barreiras; proporcionando-lhes autonomia, independência e autoconfiança, necessários para a sua vida em sociedade. Quando não há a prática de esportes, a maioria deles tende a se marginalizar, evitando-se expor. É corrente entre eles a idéia errônea de que a ginástica e o esporte lhes são nefastos ou perigosos, ou, no mínimo, que para eles está fora de cogitação a prática de exercícios físicos.

A escolha de uma modalidade esportiva depende de vários fatores, como: as oportunidades oferecidas aos PNEE; suas preferências esportivas; locais adequados; estímulo e respaldo familiar; profissionais capacitados; dentre outros. As modalidades esportivas para os PNEE baseiam-se na classificação funcional e atualmente há uma grande variedade de modalidades. Dentre elas se destacará nesta pesquisa o voleibol que tem como característica: ser praticado por atletas lesados medulares que participam da modalidade de voleibol sentado e os amputados, que participarão da modalidade em pé.

Os jogos, esportes e atividades físicas adaptadas às necessidades dos PNEEs surgiram ao fim da Segunda Guerra Mundial. Os veteranos tinham mais interesse por esportes, jogos e atividades físicas, em comparação a antes dos seus ferimentos. De acordo com Adams et al (1985), a história se inicia com o interesse pelos programas adaptados que estão crescendo cada vez mais. E de como a terapia junto com a alegria e a recreação, se tornam fundamentais no tratamento dos PNEEs.

No início as primeiras adaptações se deram devido às necessidades encontradas pelos PNEEs, através da imaginação dos mesmos. Com isso, os profissionais e os PNEE envolvidos nos programas de reabilitação, começaram a explorar possibilidades dos esportes, jogos e atividades em relação aos incapacitados.

A participação em esportes e jogos adaptados às suas possibilidades confere ao indivíduo a oportunidade de desenvolver o seu condicionamento físico, de se dedicar à atividade de lazer, de se tornar mais ativo, de aprender habilidades para poder se ocupar nas horas vagas e de colher experiências positivas no grupo e no ambiente social. (idem, p. 218).

Muitas pessoas se perguntam o que é para os PNEE participar destes jogos e esportes adaptados e muitos têm como resposta à satisfação de conseguir suprir as suas necessidades básicas, outros querem apenas atender suas necessidades terapêuticas através da sua reabilitação. Os esportes devem ser regulamentados de modo a atenderem às necessidades do grupo. As regras são modificadas no sentido de diminuir a velocidade do jogo, compensando a diminuição da mobilidade dos participantes. As adaptações ocorridas na estrutura do jogo tornam-se necessárias para livrar os jogadores das restrições impostas pelas regras normais.

De acordo com Adams et al (1985) para conseguir os resultados almejados, torna-se necessário criar uma situação dentro da qual seja possível analisar um jogo simples. Antes de proceder à adaptação, propriamente dita, de jogos e atividades, o orientador do programa é obrigado a analisar quatro fatores que se referem aos participantes em questão. São eles: as condições físicas; o meio de locomoção (marcha independente, cadeira de rodas etc); acuidade visual e; a capacidade de se comunicar e nível intelectual.

Para conseguir uma adaptação em algum jogo ou atividade para PNEE, deve-se levar em consideração alguns critérios, a saber: se a atividade proporcionará a integração em grupo; deve-se ou não utilizar “ajudantes” para a realização das atividades feitas pelos PNEE; utiliza-se ou não algum tipo de equipamento para auxiliá-los durante a atividade; a adequação de algum movimento utilizado especificamente naquele exercício; o estabelecimento de algumas regras adaptadas para melhor entendimento do esporte.

O voleibol: a sua história

O voleibol é considerado um dos esportes de mão mais difícil de ser bem jogado, pois possui particularidades em sua prática como: toque particular na bola; regras que limitam o número de passes; seu campo com pequena dimensão e dividido igualmente por um plano vertical (rede); seu objetivo de jogo (a bola tem que passar a rede e tocar o solo adversário); seu sistema de rotação obrigatório; seu tempo limitado em cada set (25 pontos e 15 pontos no último e decisivo set).

O voleibol é um esporte que exige muita atenção (contínua na bola e nos jogadores, tanto companheiros quanto adversários). Desenvolve rapidez nos gestos e do raciocínio e pelos movimentos que exige. Dependendo do modo como é dado pode ser considerado um jogo ou um esporte.

O voleibol surgiu em 1895, apresentado por William George Morgan na ACM de Holioke, Massachussets. Apresentado como um jogo de rebater chamado de minonette. “A rede de tênis foi elevada a aproximadamente 1,98m (um pouco acima da cabeça de um homem de estatura normal), a câmara da bola de basquetebol serviu de elemento do novo jogo e foram elaboradas dez regras básicas” (BIZZOCCHI, 2004, p.3). Os praticantes solicitaram que a bola fosse trocada, pois o peso da câmara dava lentidão ao jogo. Assim, a empresa A.G. Spalding & Brothers fabricou a pedido de Morgan uma bola especial, com um peso intermediário a da câmara e a da bola de basquete. Após vários testes, chegou-se a um modelo semelhante ao utilizado hoje em dia.

A idéia do Dr. A. T. Halstead de chamar esse novo esporte de volleyball foi aceita, já que a bola permanecia em constante voleio sobre a rede. A partir daí,

[...] o voleibol foi rapidamente difundido pelas ACMs vizinhas. Springfield e Nova Inglaterra incluíram-no no programa de atividades físicas como um novo e interessante jogo recreativo. Em julho do mesmo ano, J. Y. Cameron, da ACM de Buffalo, Nova York, publicou na revista Physical Training um artigo intitulado ‘O original jogo de voleibol (idem, p. 4).

O esporte tomou grande impotência que o governo norte-americano o introduziu nos programas de educação física escolares. Em 1922, ocorre o 1º Campeonato Nacional entre as ACMs, em Nova York. Em 1928, é fundada a Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA), com 22 associações filiadas, promovendo vários torneios. O primeiro periódico exclusivo do voleibol e de alcance internacional foi lançado nos Estados Unidos em 1940 com o nome National Volleyball Review – rebatizado algum tempo depois como International Volleyball Review, incluindo notícias e resultados de jogos de todo o mundo. (BIZZOCCHI, 2004).

Em 20 de abril de 1947, é fundada a Federação Internacional de Volleyball (FIVB), onde teve como seus fundadores: Brasil, França, Itália, Checoslováquia, Estados Unidos, Bélgica, Turquia, Israel, Holanda, Portugal, Romênia, Uruguai, Líbano e Polônia. Só em 1962, que o voleibol foi aceito como esporte olímpico pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), incluindo-o nos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964).

Todas as equipes já empregavam a infiltração como recurso tático. No plano técnico, a manchete era permanentemente utilizada para receber o saque; as técnicas de rolamento foram aperfeiçoadas por Hirofumi Daimatsu, treinador da seleção japonesa feminina, campeã dos Jogos de Tóquio (BIZZOCCHI, 2004, p.8-9).

Existem controvérsias em relação ao surgimento do voleibol no Brasil. Alguns pesquisadores informam que foi em Pernambuco (1915), no Colégio Marista de Recife; enquanto outros dizem que foi na ACM de São Paulo (1916) – sendo que nesta data há registros fotográficos. No início só as ACMs que praticavam, mas com o passar do tempo e com a grande divulgação do esporte, outras instituições passaram a praticar. Em 1942, há a criação da Federação Paulista de Voleibol. Em 1944, ocorre o 1º Campeonato Brasileiro. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) aparece em 9 de agosto de 1954.

Em 1982, nas Olimpíadas de Los Angeles o Brasil consegue chegar a final mais acaba perdendo para os Estados Unidos. Os jogadores que disputaram esta partida ficaram conhecidos como a “Geração de Prata”. Já em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Brasil finalmente consegue conquistar a tão sonhada medalha de ouro, vencendo os holandeses na final. Em 2004, a Seleção Masculina de Voleibol conquista a segunda medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos.

“O vôlei de praia chegou aos Jogos Olímpicos em 1996 e, comprovando a superioridade nos torneios em todo o mundo, o Brasil teve duas duplas na final feminina. Jaqueline e Sandra Pires venceram Mônica e Adriana Samuel” (BIZZOCCHI, 2004, p.25). Continua o autor, “A Confederação Brasileira de Voleibol recebeu da FIVB um prêmio que considerou o Brasil um país com o melhor voleibol do planeta, graças aos resultados conquistados pelas diversas categorias masculinas e femininas” (p.27).

Voleibol para deficiente – Voleibol Sentado

O primeiro clube esportivo para deficientes foi inaugurado na Holanda no final de 1953. Athletics e Sitzball, originários da Alemanha, foram os primeiros esportes. Logo em seguida foi percebido que o Sitzball, que é jogado sentado no chão, era muito passivo e eram necessários esportes mais movimentados.

Em 1956, o Comitê Alemão de Esportes apresentou um novo jogo chamado Voleibol Sentado, uma combinação do Sitzball e do voleibol. Desde então o voleibol sentado tornou-se um dos esportes mais praticados em competições não só de deficientes na Holanda, mas também por competidores de voleibol não deficientes, mas com lesões no tornozelo e joelho.

Ocorreram competições internacionais desde 1967, mas apenas após 1978 a International Sports Organisation for the Disabled (ISOD) aceitou o voleibol sentado no seu programa. Na Paraolimpíada de Toronto, em 1976, o voleibol sentado teve jogos de exibição. Quatro anos depois, este importante esporte coletivo foi incluído no programa de competições dos Jogos Paraolímpicos de Arnhem, Holanda, com a participação de sete seleções.

O primeiro torneio internacional – sob o comando da ISOD – foi realizado em 1979 em Harlem (Holanda). Em 1980, este esporte foi aceito como um esporte paraolímpico com a participação de sete equipes. O desenvolvimento internacional pode ser considerado “barulhento”. Clínicas estão sendo organizadas por todo o mundo, campeonatos mundiais, europeus e ligas regionais são organizadas anualmente.

Desde 1993, ocorrem campeonatos mundiais da modalidade tanto no masculino como no feminino. Até os Jogos Paraolímpicos de Sydney-2000, o voleibol paraolímpico era dividido entre a categoria sentada e em pé. A partir de Atenas, só haverá disputas com atletas sentados, por decisão do Comitê Paraolímpico Internacional-IPC. Esta será a primeira vez em que as mulheres participam da competição. No vôlei Sentado, o Brasil nunca participou de uma Paraolimpíada.

Este se tornou um dos mais importantes esportes em equipe na Paraolimpíadas. Este é um esporte rápido, excitante e procurado por muitos, que pode mostrar as habilidades atléticas dos atletas deficientes.

O voleibol sentado tem o potencial de crescer como um esporte onde os deficientes e não-deficientes podem participar com um alto nível técnico.

Algumas diferenças entre as Regras do Voleibol Sentado e o Voleibol

 

Voleibol Sentado Voleibol
1 – O tamanho quadra de jogo mede 10m x 6m

1A – O tamanho quadra de jogo mede 18m x 9m

2 – As linhas de ataque são desenhadas a 2m de distância do eixo da linha central.

2A – As linhas de ataque são desenhadas a 3m de distância do eixo da linha central.

3 – A rede tem 6.50 a 7.00m de comprimento e 0.80 de largura.

3A – A rede tem. 9,50 a 10.00m de comprimento e 1m de largura.

4 – A altura da rede é de 1.15m para homens e 1.05m para mulheres. As antenas estendem-se 100cm acima do bordo superior da rede.

Voleibol Sentado

4A – A altura da rede é de 2.43 para homens e 2.24 para mulheres. As antenas estendem-se 0.80cm

5 – O equipamento dos jogadores no Voleibol Para-olímpico pode incluir calças compridas. Não é permitido sentar sobre material espesso. Não é necessário ter número nos calções ou calças.

 
6 – Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores incluindo de no máximo 2 jogadores classificados como “inabilidade mínima”, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.

– Os seis jogadores em quadra podem incluir no máximo um jogador com “inabilidade mínima”.

6A – Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.

7- As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus glúteos. Isto significa que a(s) mão(s) e / ou perna(s) dos jogadores podem estender-se na zona de ataque (jogador da linha de fundo no golpe de ataque), na quadra (sacador durante o golpe do saque), ou na zona livre do lado de fora da quadra (qualquer jogador durante o golpe de saque).

7A – As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus pés em contato com o solo.

8 – No momento do(a) sacador(a) golpear a bola, ele/ela deve estar na zona de saque e seus glúteos não devem tocar a quadra (linha final inclusive).

Voleibol Sentado

8A – No momento do(a) sacador(a) golpear a bola no saque ou decolar (para saque em suspensão), o(s) seus pé(s) não devem tocar a quadra (linha de fundo inclusive). Após este golpe, o sacador pode pisar ou aterrissar fora da zona de saque ou dentro da quadra.

9 – Tocar a quadra adversária com pé(s)/pernas é permitido em qualquer momento durante o jogo, desde que o jogador não interfira com a jogada do oponente. O jogador deverá retornar com o(s) pé(s)/pernas diretamente para sua própria quadra.

– Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.

9A – Tocar a quadra adversária com a mão ou pé(s) é permitido desde que alguma parte de suas mãos e pés permaneçam em contato ou diretamente acima da linha central.

– Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.

10 – Aos jogadores da linha de ataque é permitido completar um golpe de ataque do saque ao adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.

10A – Completar um golpe de ataque do saque do adversário é falta, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.

11 – Um jogador de defesa pode realizar qualquer tipo de golpe de ataque de qualquer altura, desde que no momento do golpe os glúteos do jogador não toque ou cruzem sobre a linha de ataque.

11A – Um jogador de defesa pode realizar um golpe de ataque, exceto: a) os seus pés contatem ou ultrapassem a linha de ataque na decolagem e, b) no momento do golpe a bola esteja inteiramente acima do topo da rede.

12 – Jogadores da linha de frente estão permitidos de bloquear o saque adversário.

Voleibol Sentado

12A – Bloquear o saque adversário é uma falta de bloqueio.

13 – O jogador deve ter contato com a quadra com a parte do corpo entre o ombro e os glúteos em todos os momentos quando tocar a bola. É proibido erguer-se, pôr-se de pé ou dar passadas.

Uma pequena perda de contato com a quadra é permitida para jogar a bola, excluindo-se o saque, o bloqueio e golpe de ataque, quando a bola estiver completamente mais alta que o topo da rede.

 
14 – O primeiro árbitro realiza suas funções de pé no solo no poste em uma das extremidades da rede.

Voleibol Sentado

14A – O primeiro árbitro realiza suas funções sentado ou de pé na plataforma de árbitro localizada em uma das extremidades da rede

Sua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima da rede.

 

Integração através do esporte

Dentro da filosofia em que se fundamentam os direitos humanos é evidente que todos devem ter as mesmas oportunidades de aprender e de desenvolver as suas capacidades para assim alcançar a independência social e econômica, bem como poder se integrar à vida comunitária. Para os PNEEs a adaptação é visível e fundamental em suas vidas, levando em consideração o histórico de sua deficiência e também a independência e autonomia como elementos essenciais. Um portador de necessidades educativas especiais deve ser tratado como uma pessoa qualquer, havendo apenas uma diferença no aspecto motor, e nunca como uma pessoa "deficiente", a limitação em uma característica física não atinge a sua totalidade de ser, contida no conceito de “pessoa deficiente”. Todos da sociedade são orientados por regras e padrões de comportamento, e de valores éticos e estéticos, determinado culturalmente, dentro de um padrão de normalidade, sendo este um conceito estritamente corporal. E a inclusão é um modo da sociedade aceitar estes corpos que estão fora do “padrão”, ocorrendo assim à superação e a compreensão dos ditos “normais” para serem aceitos.

Os efeitos sociais e psicológicos, que acompanham alguns deficientes podem criar maiores problemas do que a incapacidade física, quando se lida com o deficiente, deve ser dirigido para as qualidades mais similares àqueles de uma pessoa normal. Freqüentemente a aparência física da pessoa deficiente é notadamente diferente às vezes até bizarra, privando -a das atividades normais da vida. Quanto mais diferente for a sua aparência, maior será a possibilidade de o deficiente físico ser alvo de chacotas, de ser ridicularizado, e ser motivo de pena, uma atitude que servirá para aumentar e perpetuar o mórbido conhecimento de sua diferença.

Considerações finais

A pessoa deficiente é aquela incapaz de assegurar-se por si mesma, total ou parcialmente às necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência congênita ou não em suas capacidades físicas ou mentais. Este conceito de deficiente enfoca os limites e a incapacidade e não as possibilidades do deficiente enquanto pessoa. O trabalho realizado nos centros de reabilitação é voltado para o deficiente e não para a sociedade, trabalhando com reflexo social e não com o social propriamente dito. A instituição se fecha em si mesma. O profissional de Educação Física deve estar preparado para trabalhar em diversas áreas, o que às vezes não acontece por causa da sua especialização técnica em determinados desportos. O que este profissional deve procurar são mais informações científico-pedagógicas através de conhecimentos de autores e até mesmo de profissionais que trabalhem com os PNEE para melhor realizar o seu trabalho nesta área. As tarefas principais do professor de educação física adaptada a promover a auto-aceitação e confiança que permitirão à pessoa deficiente desenvolver habilidades e talentos que compensam a sua deficiência física. Ele deve ser persuadido de que todas as tentativas são válidas (NOVAES, 1986.).

Notas

1 – As corridas a pé, o pugilismo e o combate de gladiadores estão em destaque, porque eram os principais esportes praticados pelos gregos.
2 – Jogos de argolinhas, as cavalhadas e as touradas eram jogos típicos da época colonial.
3 – Tipo de luta.
4 – As informações foram extraídas dos sites: da Associação Desportiva para Deficientes e do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Referências

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ADAMS, R. C et al. Jogos, esportes e exercícios para deficientes físicos. 3ª ed. São Paulo: Manole, 1985.
BETTI, Mauro. A janela de vidro: esporte, televisão e educação física. 1997. 290 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.
BIZZOCCHI, Carlos “Cacá”. O voleibol de alto nível: da iniciação à competição. 2ª ed. Barueri, SP: Manole, 2004.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BROTTO, F.O. Jogos cooperativos, o jogo e o esporte como um exercício de convivência. Santos, Projeto de cooperação, 2001.
CANFIELD, J.; REIS, C. Aprendizagem motora no voleibol. Santa Maria: JTC, 1998.
FERREIRA. Aurélio de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. 1ª ed. 12ª impressão. Revisão de 1997. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira S. A., 1985.
GALATTI, Larissa Rafaela: Fundamentos da pedagogia do esporte no cenário escolar. Moviemnto & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, SP, v.6, nº. 9, jul / dez 2006.
GRIFI, Giampiero: História da Educação Física e do Esporte. Porto Alegre: D.C. Luzzatto Editora, 1989.
KORSAKAS, Paula; Rose, Dante de Junior: Os encontros e desencontros entre esporte e educação: uma discussão filosófico-pedagógica. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Ano 1, número 1, 2002.
LISTELLO, Auguste: Educação pelas atividades físicas, esportivas e de lazer. São Paulo: EPU – Ed da Universidade de São Paulo, 1979.
MONTANDON, Isabel. Educação Física e Esportes nas Escolas de 1º e 2º graus. Vol. 2. Belo Horizonte-Rio de Janeiro: Villa Rica, 1992.
NOVAES, Maria Helena. Psicologia Aplicada à Reabilitação. Rio de Janeiro: Ateneu, 1986.
RAMOS, J. J. Os exercicios fisicos na historia e na arte: do homem primitivo aos nossos dias. São Paulo: IBRASA, 1983. p. 348.

Fonte: efdeportes.com

Voleibol Sentado

Voleibol Sentado

Em 1956, na Holanda, houve a fusão do voleibol convencional e o Sitzbal, esporte alemão que não tem a rede, praticado por pessoas com mobilidade limitada e jogam sentadas, resultando no Voleibol sentado.

Na modalidade podem competir amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora.

Na Paraolimpíada de Toronto (1976), o voleibol sentado teve jogos de exibição. Quatro anos depois, o esporte coletivo foi incluído no programa de competições dos Jogos Paraolímpicos de Arnhem, na Holanda, com a participação de sete seleções.

Desde 1993 existem campeonatos mundiais da modalidade tanto no masculino como no feminino. Até Sydney (2000), o voleibol paraolímpico era dividido entre a categoria sentada e em pé.

A partir de Atenas, por decisão do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) passaram a ocorrer disputas somente com atletas sentados. As mulheres participaram da competição pela primeira vez em Atenas.

O sistema de classificação funcional do voleibol é dividido, portanto, entre amputados e les autres. Para amputados, são nove classes básicas baseadas na localização anatômica do membro amputado (joelho ou cotovelo).

Em les autres são enquadradas pessoas com alguma deficiência locomotora. Atletas pertencentes a categorias de amputados, paralisados cerebrais ou afetados na medula espinhal (paratetra-pólio) podem participar de alguns eventos pela classificação les autres.

Em relação ao convencional a quadra é menor, com 10m x 6m, e a altura da rede é inferior à da modalidade, com cerca de 1,15m do solo no masculino e 1,05m para o feminino.

Fonte: sesisp.org.br




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