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Modalidades do Atletismo

Modalidades do Atletismo

A História do Atletismo

Os acontecimentos desportivos vêm sendo organizados desde há quase três mil anos. O Atletismo é a forma mais antiga de um desporto organizado. Na realidade, trata-se de uma mistura de vários desportos, que engloba as corridas, os saltos e os lançamentos, vem dos tempos de outrora em que correr, saltar e lançar eram encarados como uma aprendizagem vital na caça e na guerra. Nos originários antigos jogos em Olímpia, os corredores usavam elmo e escudo. Nos primeiros jogos de que há registo efectuados na Grécia, em 776 a.C., existiu apenas uma prova, a corrida no estádio. O número de modalidades e a extensão dos jogos foi aumentando gradualmente. Hoje, a corrida, o salto e os lançamentos têm uma posição destacada no mundo do desporto. O atletismo é um desporto de alta competição que continua a dar imenso prazer a quem o pratica.

No início da corrida, os corredores costumavam cavar uns orifícios no chão para terem algo que os impulsionasse no começo da corrida. Hoje, os adeptos dos 100 m , 200 m e 400 m servem-se de blocos de partida, para terem uma base mais sólida que lhes permita fazer força no arranque. Os blocos têm de estar presos à pista e estão providos de bicos pequenos nas arestas para se ter a certeza de que não danificarão a superfície daquela. Os blocos podem estar ligados a um aparelho que detecta se um pé largou o bloco antes do tiro de partida, em menos de 0,1 segundos, o que serve para concluir se algum atleta fez uma partida falsa.

Atletismo

A posição das mãos, ao aviso “ todos aos seus lugares “ devem estar atrás da linha de partida, a formar uma ponte entre o polegar e os restantes dedos

da mão – não se deve apoiar a palma da mão na pista.

Na preparação para a corrida o estado psicológico de um atleta é tão importante como a sua condição física.

Um estádio de atletismo

Um estádio é concebido de modo a que possam ocorrer ao mesmo tempo provas de corrida (ou pista), bem como de saltos e lançamentos (ou campo).

A pista moderna é oval, mede 400 m de perímetro, e possui seis a dez faixas. A superfície da pista é geralmente de plástico ou borracha, o que a torna tanto resistente ao tempo como ao atrito. As modalidades de campo realizam-se no centro da pista, área essa que se designa por centro do campo.

Modalidades

O atletismo engloba várias modalidades, tais como: modalidades de sprints – 100 m, 200 m e 400 m; meio fundo – 800 m, 1500 m, 3000 m, 5000 m e 10000 m; corrida de estafetas; barreiras; triplo salto; salto em comprimento; salto em altura; lançamento do disco; lançamento do dardo; lançamento do peso; salto à vara; as provas combinadas e a maratona.

Corrida de estafetas

Uma das modalidades atléticas mais excitantes é a corrida de estafetas, constituindo, com frequência, o ponto alto das competições importantes, como os Jogos Olímpicos, e sendo, habitualmente, a última das provas. Ao contrário da maioria das outras, esta é uma prova de equipa, em que quatro corredores fazem um determinado trajecto. Cada corredor é escolhido por ter um mérito especial. O mais rápido actua na primeira posição, os mais potentes ocupam a segunda e a última, e o melhor a descrever curvas actua em terceira. O primeiro passa ao segundo um testemunho, e assim sucessivamente. As principais provas são 4×100 m e 4×400 m.

O testemunho é um tubo macio e oco, com cerca de 30 cm de comprimento e 12 cm de perímetro. Pode ser feito de madeira, metal ou plástico, e pesa 50 g apenas. Em geral, os testemunhos têm uma cor viva, para se verem com facilidade. Uma boa passagem do testemunho pode poupar preciosos segundos numa corrida. Na prova dos 4×100 m, o corredor que parte não olha para trás ao receber o testemunho, mas na dos 4×400 m, que é muito fatigante, o corredor que parte olha para trás na passagem do testemunho.

Passagem por cima – Das duas passagens de testemunho, esta é a mais fácil de aprender e a mais segura de utilizar. O corredor da frente mantém o braço baixo, o que facilita a entrega do testemunho.

1- Quando o corredor da frente ouve o de trás gritar-lhe, estica a mão esquerda, com a palma virada para baixo. O polegar e o indicador devem formar um V.

2- O portador do testemunho levanta-o até ao V formado pela mão do corredor da frente. O corredor nº 1 deve agarrar o testemunho pelo seu primeiro quarto, o nº 2 pelo segundo, etc.

3- O portador do testemunho larga-o quando vê que o corredor da frente o agarrou. O testemunho é transportado na mão direita desse corredor e transferido para a mão esquerda do corredor seguinte.

Passagem por baixo – Quando se faz correctamente, esta passagem torna-se a mais rápida. Contudo, é a mais difícil, porque o corredor da frente eleva mais o braço para receber o testemunho.

1- O portador do testemunho agarra a extremidade deste, enquanto o corredor da frente leva a mão direita atrás, com a palma virada para cima.

2- O portador entrega o testemunho baixando-o para a mão esticada do outro. Este deve ter os dedos a formar um V.

3- O corredor da frente pega no testemunho coma mão direita, pronto a passá-lo para a mão esquerda do próximo corredor.

Barreiras

Nos Jogos Olímpicos de 1896, a primeira destas corridas executou-se numa distância de 100 m. Nessas primeiras competições as barreiras eram, na realidade, barreiras para carneiros, pregadas à pista, portanto, muitíssimo pesadas e capazes de magoar gravemente um atleta que derrubasse uma delas. Hoje, esta prova pratica-se em distâncias de 100 m (mulheres), 110 m (homens) e 400 m (homens e mulheres). As barreiras actuais são uma barra de madeira apoiada em dois postes de metal ajustáveis. Não estão presas à pista, mas têm de pesar o suficiente para que seja precisa uma força de 3,6 kg para as derrubar. A altura da barreira varia consoante a idade e o sexo. Abaixo dos 14 anos (A-14) dos rapazes e dos 17 anos (A-17) das raparigas, emprega-se a barreira de 76 cm; os rapazes A-15, as raparigas A-20 e as mulheres mais velhas saltam uma barreira de 84 cm; os rapazes A-17 transpõem uma altura de 91,4 cm, e os homens mais velhos uma de 106,7cm. Quando os atletas estão a saltar barreiras, esforçam-se por executar uma corrida suave e contínua, apenas ligeiramente interrompida cada vez que passam sobre uma barreira, a isso chama-se técnica de barreiras.

Triplo salto

O Triplo Salto é um dos tipos de salto mais complicados e exigentes. As suas origens remontam tão longe quanto os antigos Jogos Olímpicos dos Gregos, quando não existiam quaisquer regras e os atletas podiam dar dois pulos e um salto, ou três passos e um salto. Ainda nos primeiros Jogos Modernos, James Conolly, o vencedor, ganhou com dois pulos e um salto. Hoje as regras obrigam os atletas a “um pulo, um passo e um salto”, enquanto tentam cobrir a maior distância possível. Para esta modalidade os atletas precisam de ser ágeis e ter pernas muito fortes. O ritmo também é importante, já que necessitaram de tornar os voos de cada fase tão iguais quanto possível e devem ter noção da sincronização ao aterrarem.

Pulo, passo e salto.

1- O atleta esforça-se por ganhar velocidade na corrida de balanço, por causa da rapidez e da distância que irão perder cada vez que fizerem a chamada.

2- O pulo de chamada deve ser rápido e enérgico. Batem na tábua de chamada com o pé todo e avançam com essa perna, atirando-a para cima, de forma a que a sua coxa fique paralela à pista.

3- Arremessam a perna esquerda para uma posição horizontal, de maneira a ficar paralela ao chão e lhes impulsionar o joelho direito para trás. Nesta fase de contacto intermédio tentam “cravar” o pé esquerdo no chão, da frente para trás, atirando, assim, o corpo para a frente.

4- Ao caírem, os seus pés devem estar um pouco à frente dos joelhos e das ancas. Serão impulsionados para a frente pelo pé em que caem, “cravado” no chão, bem como pela oscilação do joelho direito.

5- Aproveitando ainda o movimento oscilatório de um só braço, entram na fase do passo. O voo é semelhante ao do pulo. Com as pernas bem afastadas, levantam a perna direita e arremessam-na para a frente.

6- Este passo de contacto intermédio é o mais difícil do triplo salto porque é executado com a perna mais fraca e porque já terão perdido imensa velocidade e ímpeto nas duas chamadas anteriores. Quando, caírem, lançam os braços para a frente preparando, assim, a sua próxima chamada.

7- Partem imediatamente com a perna do contacto intermédio. A chamada do salto é mais elevada do que a do pulo e do passo, e faz um ângulo de 20-24º.

8- Quando levarem o joelho direito ao encontro do esquerdo, pareceram suspensos no ar, por instantes, até dobrarem o corpo para a frente, pronto a aterrar. A este movimento chama-se “salto pairante”.

9- Quando tocarem na areia, projectam os braços para a frente e deixam que os joelhos se dobrem um pouco – impedindo que o corpo caia para trás ao aterrarem.

As medidas de distância do triplo salto, bem como do salto em comprimento, são medidas a partir da tábua de chamada até à marca mais próxima que existir na areia. Por conseguinte, devem sempre tentar cair para a frente, na aterragem e afastarem-se pela frente do buraco. Se caírem ou andarem para trás, o seus saltos serão medidos a partir da distância mais curta.

Salto em comprimento

De todas as provas de salto, o salto em comprimento é talvez o mais natural de executar e o mais simples de aprender. O objectivo é fazer a chamada atrás de uma determinada linha e tentar cobrir a maior distância possível, antes de aterrar na caixa de areia. A modalidade torna-se mais difícil devido às velocidades fantásticas que o corredor tem de alcançar na corrida de balanço, porque isso afecta directamente o comprimento do salto. Os saltadores com mais sucesso nesta modalidade muitas vezes têm a constituição dos sprinters – altos, com pernas compridas e uma boa capacidade de arranque. Nos treinos devem esforçar-se por desenvolver a sua força, um bom sentido rítmico e a capacidade de avaliar distâncias com rigor. Há quatro fases distintas no salto em comprimento: a corrida de balanço, a chamada, o voo e a queda ou aterragem.

1- Batem na tábua de chamada com o pé todo, e depois, avançam rapidamente com a perna livre, lançando-a para cima e para a frente. Estendem a outra perna e conservam o corpo direito enquanto se impulsionam.

2- Durante o voo tentam dar uma ou duas passadas, o que os ajudará a impulsionar o corpo para diante, enquanto estão no ar.

3- Quando se preparam para aterrar juntam as pernas e balançam-nas para a frente. Conservam os pés elevados e fazem oscilar os braços para trás, enquanto o corpo avança.

4- No momento em que tocam com os pés na areia, dobram ligeiramente os joelhos e tentam impulsionar-se para além da marca feita pelos pés.

Salto em altura

Um dos factores mais importantes no salto em altura é o material em que os atletas têm que aterrar. Até princípios da década de 60, caíam sobre areia e, por conseguinte eram forçados a servir-se de uma técnica de salto que lhes garantisse uma queda incólume. O aparecimento de uma área de espuma, permitiu aos atletas concentrarem-se na passagem sobre a fasquia. Tal como o salto em comprimento e o triplo salto, o salto em altura tem quatro fases: corrida de balanço, chamada, passagem da fasquia e queda ou aterragem.

Os dois tipos principais de salto em altura são o Fosbury e a tesoura. O estilo Fosbury foi usado pela primeira vez no México, quando um atleta americano, nos Jogos Olímpicos, em 1968. Em vez de executar o habitual salto em tesoura, Fosbury espantou a multidão ao passar a fasquia de costas e cair sobre estas. Embora seja uma técnica ligeiramente mais difícil de aprender do que a da tesoura, vai permitir um salto muito mais elevado.

1- A corrida de balanço deve consistir em 8 a 10 passadas. As primeiras 4 e 5 serão lineares e vão permitir ganhar velocidade, enquanto as últimas 4 e 5 serão curvilíneas, para os fazer elevar sobre a fasquia.

2- Enquanto se aproximam da fasquia, dão as últimas passadas mais curtas e mais rápidas. Tentam cair sobre os calcanhares, porque isso fará com que consigam baixar as ancas e flectir a perna da chamada, aprontando-se para o salto.

3- O seu pé de chamada deve estar agora a apontar na direcção que pretendem. Mantêm dobrada a perna interior, enquanto fazem avançar a coxa e a levantam.

4- Em consequência da corrida de balanço curvilínea, o seu corpo irá virar-se enquanto saltam, e serão impulsionados sobre a fasquia, de cabeça para a frente.

5- Enquanto passam a fasquia, levantam a cabeça e os ombros, para verem os pés. Mantêm as costas direitas, empurram os ombros para trás e os calcanhares para dentro. Isso irá evitar-lhes que as ancas caiam e irá elevar-lhes as pernas sobre a fasquia. Esforçam-se por cair sobre as costas e os ombros.

Lançamento do disco

O praticante desta modalidade roda em torno de um círculo antes de arremessar um objecto plano e redondo, designado por disco. O disco remonta ao século VIII a.C. Até 1912, o disco era lançado de uma plataforma inclinada. Hoje, os atletas são obrigados a lançá-lo de dentro de um círculo com 2,5 m de diâmetro. Têm de dar uma volta e meia ao círculo, antes de largarem o disco – o que significa que a acção é mais parecida com um arremesso de uma funda do que com um lançamento.

O disco é feito de madeira e contornado por um aro de metal. A parte central pode ser de madeira, metal ou borracha. Para segurar o disco, ele deve estar folgado na palma da mão lançadora, com a beira apoiada nas pontas dos dedos. Podem abrir os dedos a intervalos regulares, ou manter juntos o indicador e o médio. Em ambas as preensões, servem-se do polegar para manterem o disco numa posição firme. Uma das melhores maneiras de aprender a lançar o disco é parado. Isso vai ensinar os elementos básicos da modalidade e também irá auxiliar o treino futuro. Usar esta técnica aumenta gradualmente a velocidade, fazendo girar os braços e o tronco a partir das ancas.

1- Parados, com os pés afastados à mesma largura dos ombros, seguram o disco na mão que lhes der mais jeito. Viram um pouco o corpo, enquanto estendem o braço para trás.

2- Fazem girar o disco para a frente, virando também o corpo, enquanto o fazem.

3- Levam o disco até ao ponto mais alto do seu rodopio. Agora devem ter o peso apoiado no pé esquerdo. Viram-no de frente para a posição em que vão lançar.

4- Voltam à posição de partida e recomeça a sequência. Flectem os joelhos, enquanto giram o corpo e, gradualmente, vão acumulando velocidade.

A Volta

Desde que tenham controlado o balanço, tentam virar-se, enquanto lançam. Começam na parte de trás do círculo, mantendo as pernas flectidas e ligeiramente afastadas, e os braços abertos. Desviam o seu peso para o pé oposto ao braço lançador, e giram nesse pé. Dão uma volta ao corpo, e aterram sobre o outro pé. Quando se virarem de novo para as traseiras do círculo, começam a endireitar o corpo e a levar para a frente o braço lançador, num gesto largo e balanceado. Lançam o disco e atravessam o seu braço direito, em frente do corpo, à altura do peito, levando o pé direito para diante, o que lhes evitará uma queda. Um peso normal tem 7,257 kg, sendo fabricado em aço. O peso para as mulheres tem 4 kg.

Lançamento do dardo

Ao contrário de outras provas de lançamento, esta é praticada com corrida de balanço e não num círculo.

Evoluiu a partir do arremesso de dardos usados pelos nossos antepassados na caça e na guerra, mas as distâncias são agora muito superiores ao que se poderia imaginar, resultando de melhorias na concepção do dardo e na própria técnica de lançamento. De facto, em 1984 o dardo teve de ser novamente desenhado porque estava a cair para lá do campo e sobre a pista – uma distância de mais de 100 metros! O dardo é composto a partir de um cabo de madeira ou metal, com uma ponteira de metal e uma braçadeira de cordão.

No lançamento do dardo são precisas as seguintes etapas:

1- Ganhar velocidade na corrida de balanço. Segurar o dardo alto, com a palma da mão voltada para cima.

2- Nas últimas passadas da corrida, esticar o braço que vai lançar, para que o dardo ficar atrás de si, e também levantar o joelho direito, na última passada. A isso chama-se passada cruzada.

3- Devido à passada cruzada, aterram no pé direito, com o corpo inclinado para trás e as ancas para a frente, posição essa destinada a facilitar o arremesso do dardo, que seguraram alto e atrás de si.

4- Atirar a perna esquerda para a frente, na última passada, com o braço direito e o dardo atrás si. Flectir a perna direita, para as ancas avançarem, e o corpo se arquear ligeiramente. Arremessar para fora o braço esquerdo, para ajudar no equilíbrio.

5- Inclinar para a frente o peito e os ombros, para atirar o dardo. Ver se tem o cotovelo elevado, nesse momento, o que fará com que o dardo voe bem acima do ombro e da cabeça, ajudando a evitar lesões na articulação do cotovelo.

6- Depois de largar o dardo, a sua perna direita continuará a avançar para a próxima passada. Flectir para abrandar a marcha e evitar ultrapassar a linha limite. Permanecer atrás dessa linha até a distância ter sido medida, ou o lançamento será invalidado.

Lançamento do peso

Esta modalidade nasceu nos Jogos das Terras Altas da Escócia provavelmente no século XIV. Os pesos eram pedras grandes, demasiado pesadas para serem atiradas, mas passíveis de serem arremessadas, a partir do ombro, com uma das mãos. Hoje, em vez de uma pedra, usa-se uma bola de metal pesada, chamada peso mas a técnica permanece a mesma. Utiliza-se a base do indicador, do médio e do anelar para aguentar o peso; com o polegar e o mínimo podemos estabilizá-lo. Deve-se segurar o peso debaixo do queixo até ao momento de o arremessar sem nunca tocar a palma da mão. O peso, de bronze ou ferro, varia entre 3,25 kg para raparigas A-13, 7,26 kg para homens e 4 kg para mulheres. No lançamento do peso são necessárias as seguintes etapas:

1- Afastar os pés cerca de 60 cm. Segurar o peso debaixo do queixo, mantendo alto o cotovelo desse braço.

2- Juntar os pés enquanto se salta, ou deslizar para a esquerda.

3- Apoiar-se no pé direito, enquanto se aterra, e avançar com a perna esquerda. Flectir os joelhos e preparar-se para empurrar o peso a partir do ombro.

4- Fazer oscilar a anca direita, para lançar o corpo para a frente. Retirar o peso debaixo do queixo, como preparação para o largar.

5- Tentar impulsionar o peso para cima e em frente, a partir do queixo e tão depressa quanto possível. O peso irá tanto longe quanto mais alto e mais depressa for arremessado.

6- Para seguir o movimento do peso depois do arremesso, avançar com a perna direita e dobrá-la, para evitar passar sobre a barra de madeira em frente do círculo.

Provas combinadas

Duas das provas que mais testam os atletas são o decatlo e o heptatlo que se destinam a descobrir o atleta masculino e feminino que seja polivalente. O decatlo que é para homens consiste em dez provas em dois dias: os 100 e 400 m, o salto em altura, o salto em comprimento, o lançamento do peso, os 1500 m, os 110 m barreiras, o salto à vara, o lançamento do dardo e o lançamento do disco. O primeiro decatlo moderno foi levado a cabo na Alemanha, em 1911, e todas as provas se deram no mesmo dia. Surgiu nas Olimpíadas em 1912, e, tal como actualmente, demorou dois dias. O heptatlo que é para mulheres consiste em sete provas em dois dias também: os 100 m barreiras, o salto em altura, o lançamento do peso, os 200 m, os 800 m, o salto em comprimento e o lançamento do dardo. O heptatlo (para as mulheres), foi introduzido em 1981 para substituir o pentatlo, que abrangia cinco provas. Acrescentou-se-lhe o lançamento do dardo e os 800 metros, para acentuar a força, bem como a velocidade. Em cada conjunto de provas o vencedor é escolhido por um sistema de pontuação, no qual os competidores obtêm pontos pelo tempo, distância e velocidade demonstrados em cada prova. Ganha o atleta com a pontuação mais alta.

Heptatlo

Primeiro Dia

100 metros Barreiras

As provas no heptatlo têm 30 minutos de intervalo entre si. O conjunto de modalidades põe à prova a velocidade, a força, a agilidade e a resistência de uma atleta. O treino para esta primeira prova – os 100 m barreiras – também beneficia os 200 m.

Salto em Altura

Neste salto a técnica e a agilidade são postas à prova. As regras são as mesmas que na modalidade individual, mas as atletas são divididas em grupos com padrões semelhantes. As atletas comem alimentos energéticos ao longo do dia.

Lançamento do Peso

Serve para pôr à prova a força de uma atleta. As distâncias alcançadas no heptatlo são frequentemente mais baixas do que nas provas individuais, porque a atleta é muito mais leve, e aumentar-lhe o peso corporal para esta prova poderia prejudicar a sua actuação nas outras. Nos lançamentos, as atletas dispõem apenas de três tentativas.

200 metros

Esta prova é praticada no fim do primeiro dia, quando a atleta começa a sentir-se cansada. Por isso, é tanto uma prova de resistência como de velocidade.

Segundo Dia

Salto em Comprimento

As atletas só fazem três tentativas neste salto. A velocidade é também vital, para assegurar uma boa corrida de balanço.

Lançamento do Dardo

A capacidade técnica bem como a força do tronco são vitais no arremesso do dardo. Nas provas individuais, as lançadoras do dardo são baixas e leves. A maior parte das atletas do heptatlo são constituição semelhante e, muitas vezes, conseguem pontuar bastante nesta prova.

800 metros

O segredo é mais a resistência do que a velocidade. Nesta fase, a atleta devia concentrar-se na marcação dos pontos de que necessita para estabelecer o resultado final e devia ter por objectivo regular a sua passada.

Decatlo

Primeiro Dia

100 metros

Esta é a primeira prova do primeiro dia. Nas modalidades de pista, permite-se aos atletas três falsas partidas, em contraste com as duas habituais.

Salto em Comprimento

Depois da velocidade dos 100 m, este salto põe à prova a capacidade técnica do atleta. Os atletas que praticam provas combinadas devem iniciar cada uma delas, ou serão desqualificados. No entanto, se não completarem a prova por falha de um salto, por exemplo, nesse caso não marcaram pontos, o que pode ser desastroso para o resultado final.

Lançamento do Peso

Como no heptatlo, um físico avultado pode beneficiar esta e outras provas de arremesso, mas talvez façam abrandar o atleta do decatlo nas corridas de velocidade e nos 1500 metros.

Salto em Altura

Os atletas praticantes de provas combinadas têm de aproveitar ao máximo o seu tempo de treino, e, muitas vezes, treinarem ao mesmo tempo o salto em comprimento, o salto em altura e o salto com vara.

400 metros

É importante beber durante o dia, principalmente em climas quentes e depois de provas de esforço, como os 400 m. Esta é a que encerra o primeiro dia, e os atletas terão de pensar em descansar antes das provas do dia seguinte.

Segundo Dia

110 metros

As pontuações do segundo dia são frequentemente mais baixas, visto os atletas poderem ter os músculos rígidos e estar cansados depois da véspera.

Lançamento do Disco

É uma prova difícil porque exige um equilíbrio e coordenação perfeitos, e uma técnica mais apurada do que outras provas de arremesso.

Salto com Vara

Os saltadores devem ser rápidos, fortes e maleáveis, para executarem todos os movimentos exigidos ao catapultar-se sobre a barra apoiando-se numa vara de fibra de vidro.

Lançamento do Dardo

Nesta altura da competição, o atleta do decatlo estará cansado, e deverá concentrar-se em arremessar o dardo com rigor para ter a certeza de que marca pontos. No seu primeiro arremesso “válido”, deve ter por alvo o meio da área de aterragem. O segundo e o terceiro arremessos podem ser usados, depois, para melhorar a distância atingida.

1500 metros

A última e a mais difícil de todas as provas. Como nos 800 m femininos, a táctica é mais importante que a velocidade.

Olimpíadas dos Deficientes

Nestas competem atletas com vários tipos de deficiências. Tal como os Jogos convencionais, as Olimpíadas dos deficientes têm lugar de quatro em quatro anos e, sempre que possível, no mesmo país que os Jogos Olímpicos.

As primeiras Olimpíadas deste tipo, completas, foram em Roma, no ano de 1960 e, desde 1976, também tem havido as Olimpíadas de Deficientes de Inverno, que incluem bicicleta e judo.

Maratona

A maratona é uma corrida de longa distância cujo trajecto é de cerca de 42 km, o que exige um esforço extraordinário do atleta.

Tem sido corrida nos Jogos Olímpicos desde 1896. Foi assim chamada devido à corrida efectuada por um soldado grego, desde a cidade de Maratona até Atenas para trazer notícias da vitória dos Gregos sobre os Persas.

Atletas portugueses

Carlos Lopes

Nos 5000 m foi campeão nacional absoluto em 1968 e 1983, tendo batido por nove vezes o recorde nacional.

Nos 10.000 m tornou-se campeão nacional em 1970 e em 1978, tendo superado o recorde nacional por oito vezes. Em 1976, em Montreal, conquistou nesta modalidade uma medalha olímpica, classificando-se no segundo lugar.

Em corta-mato foi campeão nacional 10 vezes, vice-campeão mundial em 1977 e 1983 e campeão mundial em 1976, 1984 e 1985.

Em 1976 foi campeão nacional dos 3000 m obstáculos.

Na maratona, em 1982 e 1984 venceu a corrida de S. Silvestre (Brasil) e em Roterdão tornou-se recordista mundial.

Em 1984 sagrou-se campeão olímpico em Los Angeles, obtendo para Portugal a sua primeira medalha de ouro alcançada em Jogos Olímpicos.

Rosa Mota

Nos 1500 m em 1974 e 1975 sagrou-se campeã nacional, tendo sido recordista nacional por cinco vezes.

Nos 300 m em 1974 e 1975 alcançou o título nacional e bateu o recorde nacional por sete vezes.

Nos 500 m foi campeã nacional em 1981.

No corta-mato venceu em: 1975, 1976, 1977, 1978,1981, 1982 e 1984.

Na maratona, na corrida de S. Silvestre (Brasil) alcançou a vitória de 1981 a 1986. Em 1982 em Atenas ganhou a primeira medalha de ouro para Portugal, de uma modalidade olímpica e em 1984 obteve o terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Foi também medalha de ouro em Estugarda, nos Campeonatos Europeus de Atletismo, em 1986. No ano a seguir venceu o campeonato mundial da maratona e em 1988 ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul.

Outros

Outros nomes se têm destacado no atletismo português: Domingos Castro, Albertina Dias, Aurora Cunha, Paulo Guerra, Fernanda Ribeiro e muitos outros.

Fernanda Ribeiro nos últimos Jogos Olímpicos foi medalha de ouro na maratona. Já no decorrer deste mês de Fevereiro conquistou o seu segundo título nacional consecutivo de corta-mato

Fonte: www.esec-tomas-cabreira.rcts.pt

Modalidades do Atletismo

Barreiras

Nos Jogos Olímpicos de 1896, a primeira destas corridas executou-se numa distância de 100 m. Nessas primeiras competições as barreiras eram, na realidade, barreiras para carneiros, pregadas à pista, portanto, muitíssimo pesadas e capazes de magoar gravemente um atleta que derrubasse uma delas. Hoje, esta prova pratica-se em distâncias de 100 m (mulheres), 110 m (homens) e 400 m (homens e mulheres). As barreiras actuais são uma barra de madeira apoiada em dois postes de metal ajustáveis.

Não estão presas à pista, mas têm de pesar o suficiente para que seja precisa uma força de 3,6 kg para as derrubar. A altura da barreira varia consoante a idade e o sexo. Abaixo dos 14 anos (A-14) dos rapazes e dos 17 anos (A-17) das raparigas, emprega-se a barreira de 76 cm; os rapazes A-15, as raparigas A-20 e as mulheres mais velhas saltam uma barreira de 84 cm; os rapazes A-17 transpõem uma altura de 91,4 cm, e os homens mais velhos uma de 106,7cm. Quando os atletas estão a saltar barreiras, esforçam-se por executar uma corrida suave e contínua, apenas ligeiramente interrompida cada vez que passam sobre uma barreira, a isso chama-se técnica de barreiras.

Modalidades do Atletismo

Fonte: Sempre Correr

Atletismo

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Regras Oficiais do Atletismo

Modalidades do Atletismo

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Figura 5: Velocidades horizontais

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 Figura 6: Alterações nas velocidades horizontais

 

FATORES QUE INFLUENCIAM AS ALTERAÇÕES NA VELOCIDADE HORIZONTAL

A habilidade de um barreirista modificar a velocidade horizontal durante cada um dos quatro apoios é influenciada pelos seguintes fatores:

Variações na velocidade vertical durante a fase de apoio da passada (principalmente na passada de transposição);Velocidade vertical inicial no início da passada (no instante do primeiro contato com o solo); ePosições e movimentos dos braços e pernas.A PASSADA DE TRANSPOSIÇÃO

A passada de transposição pode ser melhor entendida considerando o fator 1). A alteração da velocidade vertical durante a transposição da barreira é de certa maneira similar ao salto em distância e à passada de velocidade. Todavia, também há diferenças. A Figura 7 resume tais similaridades e diferenças.

Velocistas em velocidade máxima mudam de uma velocidade vertical descendente (negativa) de -0,8 m/s na aterrissagem para 0,6 m/s na impulsão, uma alteração total de 1,4 m/s. Embora para o velocista alguma velocidade horizontal seja perdida no início da fase de apoio, ela é recuperada na final dessa fase, e a perda líquida é irrisória (Payne).

Durante o salto em distância, as mudanças em velocidade vertical são muito maiores que na velocidade: 3,8 m/s. O saltador inicia a impulsão cm menos velocidade vertical descendente que o velocista (0,6 m/s), mas gera muito mais velocidade ascendente. A perda típica de velocidade horizontal de saltadores de elite é -1,5 m/s (Hay).

Há algumas semelhanças entre a impulsão do salto em distância e a impulsão para a transposição da barreira. A fim de transpor a barreira de maneira adequada, deve ser produzida mais velocidade vertical do que na velocidade, mas menos do que no salto em distância. As mudanças líquidas em velocidade vertical nas barreiras são: 2,2 m/s (masculino) e 1,8 m/s (feminino). As menores alterações vistas entre os barreiristas resultam em menores perdas de velocidade horizontal que no salto em distância. Os homens perdem em média -0,6 m/s, e as mulheres -0,4 m/s.

Embora o salto em distância e as corridas com barreiras sejam provas diferentes, elas demonstram as relações entre a mudança em velocidade vertical e a resultante alteração na velocidade horizontal. Uma prova que requeira mudanças na velocidade vertical diferentes daquelas vistas na corrida de velocidade, especialmente aquelas que requerem grandes velocidades ascendentes, resultam em perdas de velocidade horizontal.

Grandes alterações na velocidade vertical, do tipo daquelas vistas no salto em distância e nas corridas com barreiras, são negativas para a manutenção da velocidade horizontal. Alterações mínimas na velocidade vertical, que permitam aos barreiristas do sexo masculino passar as barreiras tão baixo quanto possível, ajudarão a manter a velocidade horizontal durante a fase aérea da passada de transposição. Todavia, a maioria das mulheres, com exceção das mais baixas, não devem tentar fazer passagens tão rasantes, porque essa técnica alteraria drasticamente a amplitude da passada de transposição.

A distância percorrida durante a fase aérea da passada de transposição é praticamente a mesma para todos os níveis de habilidade de barreiristas do sexo masculino capazes de fazer três passadas entre as barreiras, aproximadamente 3,5m. Um barreirista de elite capaz de correr próximo da marcados 13.0 segundos tem uma velocidade horizontal de 8,6 m/s durante a transposição da barreira, e pode percorrer 3,5m em 0,41 segundo. O que aconteceria com um barreirista de 14.o segundos? Ele teria uma velocidade de 8,1 m/s durante a transposição da barreira, e precisará de 0,43 segundos para percorrer os 3,5 metros. Um atleta de 15.0 segundos terá uma velocidade horizontal de 7,5 m/s durante a transposição da barreira, e precisará de 0,47 segundos para percorrer a mesma distância. Finalmente, consideremos um barreirista de 16.0 segundos. Agora, a velocidade horizontal é de 7,0 m/s durante a transposição da barreira, requerendo 0,50 segundo de fase aérea.

Esse tempo aérea adicional pode ser obtido apenas se a velocidade vertical ascendente for aumentada no instante da impulsão, se houver uma grande mudança na velocidade vertical, e consequentemente uma grande perda de velocidade horizontal. Pode ser possível fazer um velocista lento passar rasante sobre a barreira, mas o resultado será uma trajetória aérea encurtada sobre a barreira, e uma maior distância deverá ser coberta pelas três passadas intermediárias. Isso pode tornar impossível chegar à próxima barreira em três passadas. Mais velocidade vertical na impulsão resulta em mais velocidade descendente a ser vencida durante as passadas de aterrissagem e de recuperação. Barreiristas velozes são capazes de efetuar passagens rasantes, porque eles são rápidos.

 

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Figura 7: Velocidades e suas alterações durante a passada de transposição e outras atividades relacionadas

 

A PASSADA DE ATERRISSAGEM

Recordem que o centro de massa continua a descer ao longo de toda a passada de aterrissagem. As mudanças na velocidade durante essa passada são mostradas na figura 8. A incapacidade de recuperar uma quantidade significante de velocidade horizontal durante a passada de aterrissagem está relacionada principalmente com os movimentos dos membros sobre a barreira, principalmente da perna de passagem. Os barreiristas aterrissam com o centro de massa alto, com a perna de apoio estendida, ligeiramente atrás do centro de massa, e a perna de passagem à frente do corpo (figura 9). Embora as alterações na velocidade vertical sejam pequenas, mesmo em comparação com a passada da velocidade, os movimentos dos membros inferiores necessários para a transposição da barreira interferem com a recuperação da velocidade horizontal.

Uma vez que a fase de apoio da passada de aterrissagem provoca mínimas mudanças na velocidade vertical e virtualmente nenhuma alteração na velocidade horizontal, parece que ela não serviu a nenhum propósito útil. No entanto, se o centro de massa continuasse “caindo” de sua altura máxima sobre a barreira até sua altura no início da passada de recuperação, haveria uma velocidade descendente de – 2,32 m/s para os homens e -2,03 m/s para as mulheres para ser vencida.

Os valores observados no início da passada de recuperação são -1,54 m/s e -1,24 m/s para homens e mulheres, respectivamente. A passada de aterrissagem tem o objetivo de reduzir a velocidade vertical descendente no início da passada de recuperação em cerca de 0,8 m/s, permitindo então um aumento da velocidade horizontal.

Barreiristas novatos, em seus esforços para realizar três passadas entre as barreiras, podem tentar estender a amplitude da fase aérea da passada de aterrissagem. Aumentar a amplitude da passada de aterrissagem faz com que o barreirista assuma uma posição com o centro de massa muito baixo no início da passada de recuperação, com uma grande velocidade vertical descendente, e com isso reduz drasticamente a efetividade da passada de recuperação. Todo o esforço durante essa passada será dirigido para vencer a velocidade vertical, restando pouco a fazer para recuperar a velocidade horizontal perdida.

A noção de voltar ao solo tão rápido quanto possível após a transposição da barreira não tem o objetivo de recuperar a velocidade horizontal perdida, mas sim o de interromper parcialmente a queda do centro de massa. Se os barreiristas não fizerem isso, mais velocidade descendente será acumulada, o que dificultará a recuperação da velocidade horizontal durante a passada de recuperação.

A habilidade do barreirista descer sua perna de ataque rapidamente durante a transposição é crítica para iniciar a interrupção da queda do centro de massa o mais cedo possível. A maneira mais efetiva de antecipar o contato com o solo é manter a perna de ataque estendida e perpendicular ao solo, e o tornozelo em flexão plantar no momento do apoio.

Em resumo, a passada de aterrissagem interrompe parcialmente a queda do centro de massa, o que reduz a quantidade de velocidade descendente a ser vencida na próxima fase de apoio.

Uma vez que a velocidade horizontal se altera de maneira mínima durante toda a passada de aterrissagem, observa-se nela e na fase aérea da passada de transposição uma velocidade semelhante. Quando somamos os tempos relativos mostrados na figura 3 para a fase aérea da passada de transposição e as duas fases da passagem de aterrissagem (32,0% + 8,7% + 6,8%), verificamos que a velocidade horizontal é reduzida pela passada de transposição durante quase a metade do ciclo de quatro passadas. Esse fato torna a as perdas de velocidade horizontal antes da transposição da barreira ainda mais significante.

 

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Figura 8: Velocidades e suas alterações durante a passada de aterrissagem

 

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Figura 9

A PASSADA DE RECUPERAÇÃO

As alterações na velocidade são mostradas na Figura 10. A alteração na velocidade vertical durante a passada de recuperação não é muito menor que na passada de transposição. Todavia, durante a passada de transposição perde-se velocidade horizontal, enquanto na passada de recuperação essa velocidade é aumentada. Como os barreiristas recuperam velocidade horizontal na passada de recuperação, se a variação na velocidade vertical é tão grande quanto na passada de transposição? Algo deve ser diferente.

O primeiro fator responsável pelo ganho de velocidade horizontal durante a passada de recuperação é a posição das pernas, que é similar àquela da corrida normal. Isso torna a passada de recuperação mais efetiva que a passada de transposição para gerar aumento de velocidade horizontal. Além disso, a velocidade horizontal foi reduzida durante a transposição da barreira, o que facilita a aplicação de força para trás sobre o solo.

O terceiro e mais importante fator está relacionado à natureza da variação na velocidade vertical. Durante a fase de apoio da passada de transposição, a velocidade vertical se altera, de um pequeno valor negativo a um grande valor positivo (de -0,4 m/s a + 1,8 m/s para os homens; de -0,4 m/s a +1,5 m/s para as mulheres). Durante a passada de recuperação as condições se revertem, mudando de um grande valor negativo para um pequeno valor positivo.

A fim de produzir grandes velocidades verticais, necessárias para a transposição da barreira, os músculos da perna de apoio devem estar em condições concêntricas a maior parte do tempo. Para vencer a grande velocidade vertical negativa (para baixo), durante a maior parte da fase de apoio da passada de recuperação os músculos devem estar em condições excêntricas (tentando encurtar, enquanto comprimento das fibras aumenta). Pesquisas feitas por Cavagna e outros têm mostrado que músculos em ação excêntrica exercem forças muito maiores que em ações concêntricas. Essas pesquisas também mostram que músculos previamente submetidos a condições excêntricas geram forças maiores durante ações concêntricas que se sigam imediatamente..

Em resumo, devido a essas propriedades contráteis dos músculo sob diferentes condições iniciais, uma grande variação na velocidade vertical é associada com um ganho de velocidade horizontal.

 

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Figura 10: Velocidades e suas alterações durante a passada de recuperação

 

A PASSADA PREPARATÓRIA

As alterações de velocidade nessa passada são mostradas na Figura 11. Em termos de velocidade vertical, o início da fase de apoio da passada preparatório é muito semelhante a uma passada de corridas de velocidade. A velocidade vertical no momento da impulsão foi ligeiramente menor que a do velocista. Devido a essas condições favoráveis no que diz respeito às variações na velocidade vertical, seria de se esperar uma grande variação na velocidade horizontal, mas os ganhos observados são muito pequenos.

Barreiristas são bons velocistas, e baseado em dados de Matthews, homens e mulheres são capazes de atingir velocidades máximas de 10,5 m/s e 9,5 m/s, respectivamente. No início da passada preparatória, as velocidades horizontais de homens e mulheres são 9,00 m/s e 8,69 m/s. Os homens em média poderiam aumentar a velocidade horizontal em 1,5 m/s, e as mulheres em 0,8 m/s.

Um modelo matemático das provas de velocidade (Dapena e Feltner) prediz um aumento entre 0,2 e 0,3 m/s em uma única passada quando se corre a essas velocidades. Um número maior de passadas é necessário para que se atinja a velocidade máxima, algo que não está à disposição dos barreiristas, pois a próxima passada será uma outra passada de transposição. Ainda assim, os barreiristas não são capazes de produzir os aumentos esperados em velocidade para essa passada. Por quê?

Embora as velocidades verticais na passada preparatória sejam muito similares às da passada da corrida de velocidade, a fase aérea é mais curta. Ela é encurtada pela ação prematura da perna livre, que é trazida para baixo mais cedo. Esse balanço menos ativo da perna livre provavelmente interfere na capacidade de gerar velocidade horizontal durante a passada preparatória.

Embora a curta duração da fase aérea na passada preparatória reduza a possibilidade de ganho em velocidade horizontal, essa técnica tem um propósito útil: ela reduz a velocidade vertical no início da passada de transposição para -0,35 m/s e -0,42 m/s para homens e mulheres, respectivamente. Lembre-se que em uma passada do velocista, esses valores são de -0,8 m/s. A velocidade negativa inferior à esperada no início da passada de transposição minimiza as alterações na velocidade vertical que seriam necessárias para a transposição da barreira. Como resultado, as perdas em velocidade horizontal são minimizadas durante o longo período da fase aérea da passada de transposição.

Em resumo, a passada preparatória fornece as bases para uma transposição efetiva, mas como resultado não pode ajudar a gerar muita velocidade horizontal.

 

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Figura 11: Velocidades e suas alterações durante a passada preparatória

 

CONCLUSÕES

Cada uma das quatro passadas que formam um ciclo nas provas com barreiras têm um objetivo específico. Os efeitos latentes da transposição da barreira e da preparação para a próxima passagem alteram cada passada entre as barreiras, tornando impossível reproduzir em qualquer uma delas as características de uma passada típica das corridas de velocidade. A passada preparatória permite a transposição da barreira com mínimas perdas de velocidade horizontal, reduzindo as alterações na velocidade vertical durante a fase de apoio da passada de transposição. A passada de aterrissagem interrompe a queda do centro de massa, de maneira que velocidade horizontal possa ser recuperada durante a passada de recuperação.

Fonte: www.mmatletismo.com.br

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História da Corrida com Barreiras

Há cerca de 100 anos os estudantes universitários britânicos, já não se contentavam em medir as suas forças na corrida de velocidade sobre superfícies planas, preferindo, pelo contrário, transpor obstáculos montados para o efeito, neste caso saltando mais do que correndo. Os obstáculos utilizados tinham na altura de três pés e meio (1,06 metros)e provinham de cercas utilizadas na criação de gado ovino.

A ideia nasceu por volta de 1850,mais precisamente numa tarde de Outono daquele longínquo ano, junto dos estudantes da universidade de Oxford. Nessa época o desporto hípico tinha bastante popularidade nos colégios ingleses, assim tal como vinha sendo hábito, disputara-se pela manhã uma clássica de «steeple chase» pelos alunos da referida universidade, durante a qual vários acidentes tinham acontecido, repetição, aliás, do que se verificava sempre: vários cavaleiros e cavalos no chão, alguns deles com ferimentos graves, sendo raros os que chegavam ao fim sem conhecerem a lama do percurso.

Como sempre depois da prova, dirigiam-se a uma estalagem para festejarem os vencedores. É aí que um dos estudantes, Halifax Wyatt, do colégio D`Exeter, após ter ingerido alguns cálices de vinho do Porto (conforme descrição in «La fabuleuse Histoire de l´athlétisme» de Robert Parienté)- e já com uma certa alegria, exclamou aos colegas:«Para o ano já não me apanham em cima daquelas bestas, prefiro correr a pé um percurso de duas milhas com obstáculos».

A ideia contagiou o colégio. E alguns dias mais tarde, perto de Oxford, no campo de Binsley, realizou-se uma grande jornada de «Steeple-chase» pedestre. Várias corridas tiveram lugar, mas a principal, na distância de duas milhas, compreendia 24 barreiras-sebes, num traçado através de campos quase impraticáveis, inundados de lama e muito semelhantes aos que normalmente eram destinados às corrida de cavalos.

Corrida com Barreiras

24 atletas apresentaram-se à partida naquela tarde de Novembro, animados por outros estudantes vindos de outras escolas, tudo envolvido num ambiente festivo em que os participantes, com sapatos de cricket e calças de flanela pelo joelho, teriam certamente muitas dúvidas quanto ao desenrolar de tão inédita competição.

Depois de uma partida muito rápida Aitken, um dos jovens promotores desta aventura perigosa, tomou o comando do pelotão, no entanto foi alcançado por outro jovem e a final foi disputada ao sprint perante um lençol de lama, saindo vencedor o representante do colégio de Exeter.

Em 1879, a prova de obstáculos é inscrita oficialmente nos campeonatos da "Amateur Athletics Association"

A prova de obstáculos continuou,assim, ao longo de duas décadas,a ser reservada a atletas de pernas sólidas, destemidos, com tendões de aço e amantes de esforços duros e diferentes.

Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900, são inscritos os 2500 e 4000 metros barreiras.
Curiosamente, a altura da cerca tem sido mantida nos jogos olímpicos da era moderna. Ocasionalmente, era a barreira de então apenas de uma jarda e esta é também ainda a medida empregada nos nossos dias (nos 400m barreiras). Considerando os intervalos de dez jardas (9,14 metros) entre as barreiras utilizadas no século passado bem como a primeira distância de 120 jardas (109,98 metros), torna-se difícil de verificar que desde há cem anos quase nada se modificou. Esta circunstância preocupa, certamente os responsáveis pelo atletismo internacional.

Na Alemanha, em 1882, verificou-se pela primeira vez, uma corrida masculina de 150 metros, a qual foi promovida por um clube de Hamburgo,tendo lugar no hipódromo de Altona, efectuada sob as sebes naturais do hipódromo.
A evolução da corrida das barreiras de então até ao célebre recorde mundial de 13,0 segundos do francês Guy Drut em 22 de Agosto de 1975, no Estádio Olímpico de Berlim, durou cerca de um século.

Fonte: www.omundodacorrida.com

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As disciplinas oficiais de lançamento envolvem o arremesso do peso,o lançamento de martelo, o lançamento de disco e dardo. O arremesso(BR)/lançamento (PT) de peso consiste no arremesso de uma esfera metálica que pesa 7.26 kg para os homens (adultos) e 4 kg para as mulheres.

O martelo é similiar a essa esfera, mas possui um cabo, o que permite imprimir movimento linear à esfera e assim atingir uma distância maior. Já o disco é um pouco mais leve, pesando 1 kg para as mulheres e 2 kg para os homens. E o dardo pesa 600 gramas para as mulheres e 800 gramas para os homens.

Os lançamentos são executados dentro de áreas limitadas, um círculo demarcado no solo para o arremesso/lançamento de peso, de martelo e disco, e antes de uma linha demarcada no solo para o lançamento do dardo. A partir dessas marcas é que é contada a distância dos lançamentos.

Normalmente as competições envolvem várias tentativas por parte dos atletas, que aproveitam as melhores marcas obtidas nessas tentativas. As provas de lançamento são normalmente praticadas no espaço interior à pista das corridas.

A origem desta prova parece ser também irlandesa, pois nos Jogos Tailteanos, no início da Era de Cristo, os celtas disputavam uma prova de arremesso de pedra que pelas descrições se assemelhavam à prova atual. Alias, é interessante notar que na Península Ibérica, nas províncias onde ainda se encontram concentrações humanas etnicamente celtas, Galiza na Espanha e Trás-os-Montes em Portugal, ainda se disputa uma competição chamada de “arremesso do calhau”, que se assemelha ao nosso moderno arremesso do peso.

De qualquer forma, a codificação da prova, tal como ela é hoje, é totalmente britânica, inclusive o peso do implemento, 7,256kg, correspondente a 16 libras inglesas, que era precisamente o que pesavam os projéteis dos famosos canhões britânicos do início do século XIX. As primeiras marcas registradas pertencem ao inglês H. Williams, que em Londres, em 28 de maio de 1860, lançou o peso a 10,91m, e o da Era IAAF ao americano Ralph Rose, que em 21 de agosto de 1909 arremessou 15,54m em São Francisco. William Parry O’ Brien revolucionou esta prova, criando um novo estilo, no qual o atleta começa o movimento de costas para o local do arremesso. Parry O’ Brien venceu os Jogos Olímpicos de Helsinque e Melbourne, ganhou a prata em Roma e ainda se classificou em 4º lugar em Tóquio 12 anos depois de iniciar a sua carreira olímpica. Foi também o primeiro atleta a vencer mais de 100 competições consecutivas. No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta E. Engelke, vencedor do I Campeonato Brasileiro em 1925, com a marca de 11.81 m.

Fonte: www.fatdf.org.br

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SALTO

ALTURA

Este evento não figura nos Jogos Antigos, mas foi comumente praticado pelos Celtas. A primeira competição foi organizada na Inglaterra, em 1940, e regimentada em 1965, onde cada competidor possuía três saltos em cada altura e a barra não poderia ser aumentada no caso do competidor derrubá-la. A altura de seis pés (1,83m) foi utilizada pela primeira vez por Marshall Brooks (Grã-Bretanha), em 1874, usando a técnica de um pé primeiro. As “tesouras” foram usadas pela primeira vez por William Page (EUA) em 1874, e prontamente acompanhadas pelo atalho oriental, desenvolvido por Michael Sweeney (EUA). George Horine foi a primeira pessoa a saltar 2,00m usando o girar oriental.

Até 1936, as regras diziam que a barra transversal tinha que ser ultrapassada com um primeiro pé primeiro. Em 1941, Lester Steers (EUA) iniciou o estilo de cabeça, justificando os seus 2,11m. Além disso, mudanças nas regras limitaram a espessura permitida das solas dos tênis dos saltadores. Em 1968, Dick Fosbury (EUA) inventou o “flop”, um salto atrasado acompanhado de uma corrida muito rápida e somente possível por causa da introdução de aterrissagem no colchão. Esse estilo passou a ser usado por todos os grandes saltadores desde 1978. Javier Sotomayor (Cuba) é o atual recordista mundial com a marca de 2,45m. O recorde atual é 49cm maior que o primeiro registrado por ele. A primeira competição feminina de Salto em Altura ocorreu em 1895, nos Estados Unidos. O evento estreou nas Olimpíadas de 1928, e, o primeiro recorde foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1932. As mulheres também usam vários estilos para saltar.

DISTÂNCIA

Há muito tempo faz parte das competições esportivas. Figurou nos Jogos de 708 AC como parte do Pentatlo. O evento moderno foi regularizado na Inglaterra e nos Estados Unidos em 1860: o levantar-vôo tinha que ser feito 20cm afastado da tábua dentro da marca de saibro. Até a década de 1920, a técnica foi considerada rudimentária, com as pernas dobradas embaixo do corpo imediatamente após o levantar-vôo, então estende-se e subseqüentemente põe as pernas abaixo do corpo novamente para a aterrissagem. Entre 1922 e 1927, William De Hart Hubbard (EUA), o primeiro campeão Olímpico negro e retentor do recorde mundial, introduziu adiante, com Robert Legendre (EUA), um movimento das pernas no ar. Variações disso e a mais simples técnica de “flutuar” são usadas até hoje. A primeira competição de salto em distância feminina aconteceu nos Estados Unidos em 1895. O primeiro recorde mundial feminino foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1928, enquanto o evento estreou nos Jogos Olímpicos somente em 1948, na Inglaterra.

TRIPLO

Os Celtas inventaram um estilo de três saltos numa ação contínua e isso foi regularizado até o fim do século XIX, primeiro pelos Irlandeses e depois pelos Americanos. Originalmente um vôo-vôo-salto, sendo primeiramente dois vôos com um mesmo pé, o Salto Triplo começou, depois de 1900, com a técnica vôo-passo-salto. Recordes femininos nas competições em ambiente fechado nos Estados Unidos datam de 1899, e, ainda que não tivesse reconhecimento oficial, o evento foi praticado regularmente, particularmente nos Estados Unidos, Rússia e China. O primeiro recorde mundial foi homologado em 1990 pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), e estreou em 1993 no Campeonato Mundial da IAAF de 1993.

VARA

Foi conhecido pelos velhos Gregos através de saltos por cima dos touros. Os Celtas usaram a vara, mas para competição em extensão. Esse evento iniciou uma competição vertical na Alemanha em torno de 1775, durante as competições de ginástica. Em 1889, os Americanos alteraram o movimento das mãos ao longo da vara e inventaram a técnica de reverter as pernas para cima. Em 1900, os bambús foram usados pela primeira vez, remanescendo o uso até 1942, e recebendo o encaixe onde a vara passou a ser introduzida. Em 1957, Bob Gutowski usou uma vara de alumínio para fazer o recorde mundial com a marca de 4,78m, o qual foi quebrado novamente em 1957 por Don Bragg (EUA), que usou uma vara de aço para chegar aos 4,80m. Neste período também houve introdução de colchões de aterrissagem, que aumentaram a segurança dos competidores. A vara de fibra de vidro, que permitiu maior flexão e revolucionou a técnica de saltar. O primeiro recorde mundial usando esse material foi marcado em 1961. Ainda que as performances femininas sejam registradas desde 1911, o evento foi levado a sério – com os Chineses na vanguarda – somente nos últimos anos. A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) passou a ratificar o recorde mundial feminino em 1995 e o primeiro campeonato internacional foi o Campeonato Europeu Indoor em 1996. O evento tem participação garantida nos próximos Campeonatos Mundiais Indoor.

VELOCIDADE

São assim chamadas todas as provas em distância até 400m., inclusive. Podem ser realizadas em pistas com obstáculos ou em pistas livres (corridas rasas). Exigem maior explosão que fôlego.

MEIO-FUNDO

Abrangem as de 800 e 1500m. rasos. Técnica e capacidade de recuperação do fôlego são itens indispensáveis ao bom corredor. FUNDO Nas suas três modalidades – 5000, 10000 e 42195 m. – a resistência do corredor é fator essencial. A corrida de 42195 m. é a Maratona, que foi instituída nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna.

OBSTÁCULOS

De influência hípica, esta prova foi introduzida nos Jogos Olímpicos de 1900, em Paris. A distância atual desta corrida é de 3.000m – masculino e feminino – , e inclui 4 obstáculos secos e 1 obstáculo do fosso à cada volta da pista. Este último é o mais espetacular, de vez que o competidor deve trasnpor o obstáculo e saltar o fosso de 3,66m de comprimento.

BARREIRAS

São as realizadas em pistas com barreiras, nas distâncias de 100, 110 e 400 metros. Os atletas devem dominar técnica especial para manter o equilíbrio e o ritmo, ao combinar a ação de correr com a de saltar

REVEZAMENTO

São as corridas entre equipes de quatro atletas que devem cumprir, cada um deles, uma quarta parte do percurso. Ao término de sua parte, o atleta deve passar um bastão ao companheiro que lhe sucede. Há dois tipos de revezamento: o de 4 x 100 m., e o de 4 x 400 m. O momento da passagem do bastão é indicado por marcas na pista. O êxito dependerá de dois fatores principais: precisão na saída e na passagem do bastão.

CROSS-COUNTRY

Iniciou na Grã-Bretanha. O primeiro Campeonato Inglês aconteceu em 1876. As competições internacionais começaram em 1898 com uma disputa entre Inglaterra e França, enquanto em 1903 o Campeonato Internacional foi inaugurado. Este foi se desenvolvendo ao passar dos anos, particularmente até 1973, onde, sob jurisdição da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), foi renomeado para Campeonato Mundial de Cross Country. O evento tem sido, nos últimos anos, dominado pelos corredores Africanos. A Etiópia venceu a corrida masculina de 1981 a 1985 e Quênia vem triunfando até então. As Quenianas venceram 5 dos 6 campeonatos mundiais femininos disputados entre 1991 e 1996.

LANÇAMENTO DARDO

Consiste numa haste metálica. Nas provas masculinas, seu peso total não pode exceder 800 g e o seu comprimento varia de 2,60 a 2,70 m. Seu diâmetro varia de 2,5 a 3 cm. Para as provas femininas, o peso total é 600 g, o comprimento varia de 2,20 a 2,30 m. e o diâmetro varia de 2 a 2,25 cm. O lançamento é feito de uma pista, onde o lançador corre cerca de quinze passadas.

DISCO

Os antigos Gregos descobriram este evento antes de qualquer outro. Eles usaram discos de pedra e depois de bronze com 2 e 6kg de peso e 21 e 34cm de diâmetro. Essa prova estreou nos Jogos Antigos em 708 AC. Em 1896, o disco foi incluído nos Jogos Olímpicos de Atenas. Os discos foram feitos em um suporte que media 60cm por 70cm. Na mesma época, os Suecos lançavam os discos de um quadrado de 2,5m. Em 1897, nos Estados Unidos, o evento transferido um círculo de diâmetro de 7 pés (2,13m), aumentado para 2,50m em 1908. O disco foi padronizado em 1907 para 2kg de peso e 22cm de diâmetro. Do lançamento estático de 1900, os estilos se desenvolveram através dos Nórdicos, que faziam movimentos rotacionais antes do arremesso. Em competições, esse estilo introduzido por Clarence Houser (EUA) em 1926, girando antes de cada lançamento. Nas competições eram usadas as duas mãos para o lançamento, mas, após a década de 1920, regulamentou-se o uso de uma mão apenas. Em 1954, o giro antes do lançamento foi introduzido oficialmente, o que possibilitou o aumento a velocidade de rotação. Os primeiro recordes femininos, com o disco pesando 1,25kg, aconteceram em 1914, nos EUA. Nesse mesmo ano, houveram competições em todo o mundo, mas com o disco pesando 1,5kg. O disco padrão de 1kg foi adotado nos Jogos Olímpicos de 1928, enquanto o primeiro recorde mundial foi ratificado em 1936 pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

MARTELO

Este evento, nascido de antigas tradições, inicialmente teve como estilo a corrida livre, no qual havia um martelo pesado (um ferro junto com uma bola de ferro fundido). Em seguida, foi introduzido o peso com diâmetro de 7 pés (2,13 m). Em 1887, o peso do martelo foi fixado em 7,26 kg com um arame entre 1,175m à 1,215m de comprimento. O estilo de lançamento lateral, mais freqüentemente usado, envolve três (ou quatro) rotações, iniciando o procedimento com a seqüência calcanhar-ponta do pé-calcanhar. A utilização de uma base concreta para martelo e o uso do tungstênio como material básico do mesmo aumentaram a velocidade de rotação. Em conseqüência disso, reduziu-se o diâmetro do mesmo (hoje o mínimo é 110mm), auxiliando no aumento da distância dos arremessos nos anos 50. A primeira competição feminina foi em 1931, na Espanha, mas, foi somente em 1982 que alguém lançou à distância de 40m. O martelo usado nas competições atuais pesa 4 kg, e, a Federação Internacional de Atletismo começou a homologar os recordes mundiais femininos em 1995 .

Arremesso de Peso

No século XVI, o rei Henry VIII celebrou as suas façanhas nas competições da corte com os lançamentos de peso e martelo, e, no século XVII, soldados Ingleses organizaram as competições de lançamento de bala de canhão. As regras da competição foram estabelecidas pela primeira vez em 1860, quando o lançamento tinha que ser feito de um quadrado com lados de 7 pés (2,13m). Isso foi alterado em 1906 por um círculo de 7 pés de diâmetro. O peso do chumbo foi fixado em 16 libras (7,257 kg). Os lançamentos com braço inclinado foram banidos para iniciar então uma nova técnica, arriscada, mas eficiente, onde colocava-se o chumbo no pescoço antes de lançar. A ação do passo lateral no círculo foi inventada nos Estados Unidos em 1876. Em 1951, Parry O’Brien (EUA) aperfeiçoou a nova técnica. Para uma posição inicial, olhando para trás do círculo, O’Brien girou 180 graus para mover-se na transversal do círculo antes de soltar o chumbo. Isto o ajudou a quebrar a marca dos 18m (e subseqüentemente os 19m). In 1976, Alexander Barychnikov criou a técnica rotacional, similar à usada no arremesso de disco, a qual se tornou cada vez mais popular. A competição feminina de lançamento de peso, onde o chumbo possui 4 kg, foi disputada pela primeira vez na França, em 1917. O primeiro recorde mundial foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1934, com o evento estreando em 1948 nos Jogos Olímpicos. Até 1927, as competições femininas também usavam chumbos pesando 5kg.

Marcha Atlética

A tradição surgiu nos séculos XII e XIII com o Inglês lacaio, que alternava corrida e caminhada como acompanhante de seus mestres treinadores em longas jornadas, o qual inspirou as primeiras competições de caminhadas realizadas entre 1775 e 1800, na Inglaterra. Essas competições duraram mais de 6 dias, posteriormente 24 horas, etc. Em 1886, a Marcha Atlética de 7 milhas foi introduzida nos campeonatos Britânicos. Em 1908, a marcha foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Londres com 3500m e corrida de 10 milhas. Somente a corrida de 10 milhas foi mantida em 1912. Duas corridas estiveram novamente presentes nas Olimpíadas de 1920: 3km e 20km. Em 1924, somente a corrida de 10km foi mantida, entretanto, em virtude do grande número de irregularidades encontradas, todos os eventos de marcha foram eliminados dos jogos seguintes, em 1928. A marcha Olímpica foi reintroduzida em 1932 com a distância superior a 50km e em 1948, com os 10 e 20km. Em 1952, as distâncias Olímpicas masculinas foram os 20 e 50km. A marcha feminina teve o seu primeiro recorde homologado em 1932, na República Tcheca. As competições de 10km foram introduzidas em 1991 no Campeonato Mundial da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), e, nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, na Espanha.

Heptatlo

O primeiro evento combinado para mulheres foi o Pentatlo, sendo a sua primeira competição na Alemanha, em 1928. Este compreendia as unidades lançamento de peso, salto em distância, 100m rasos, salto em altura e lançamento de dardo. Eram disputados em dois dias e julgados usando a tabela alemã de pontuação. Essas tabelas foram modificadas em 1933, 1954 e 1971. O Pentatlo recebeu novas provas, e, nos Jogos Olímpicos de 1964 foi nomeado como Heptatlo (1º dia: 100m com barreiras, lançamento de peso, salto em altura e 200m rasos; 2º dia: salto em distância, lançamento de dardo e 800m rasos) pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1981. Este evento faz parte das Olimpíadas desde 1984.

O Compreende 10 unidades: corridas rasas de 100 metros, 400 metros e 1.500 metros, corrida com barreiras de 110 m; lançamento de disco, peso e dardo; salto em altura, extensão e com vara. Faz parte do programa dos Jogos Olímpicos desde 1912. .

Fonte: www.nosamamosatletismo.net

MODALIDADES do Atletismo

Se somarmos todas as medalhas que o Brasil conquistou em Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos, o esporte que mais trouxe medalhas para o Brasil foi o Atletismo.

Dentre atletas bem-sucedidos, como o bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, Nélson Prudêncio, Robson Caetano e Maria Zeferina, encontramos outros atletas que não contam com qualquer tipo de apoio, o que faz o esporte não evoluir o quanto poderia e deveria.

Modalidades do Atletismo

Conheça as principais modalidades do atletismo:

SALTO

Altura: praticado primeiramente pelos celtas, teve sua primeira competição na Inglaterra por volta de 1940 e regimentada em 1965. primeira competição feminina de Salto em Altura ocorreu em 1895, nos Estados Unidos. O evento estreou nas Olimpíadas de 1928, e, o primeiro recorde foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1932.

Distância: há muito tempo faz parte das competições. O evento moderno foi regularizado na Inglaterra e nos Estados Unidos em 1860: o levantar-vôo tinha que ser feito 20cm afastado da tábua dentro da marca de saibro. Até a década de 1920, a técnica foi considerada rudimentária, com as pernas dobradas embaixo do corpo imediatamente após o levantar-vôo, então estende-se e subseqüentemente põe as pernas abaixo do corpo novamente para a aterrissagem.

Triplo: Originalmente um vôo-vôo-salto, sendo primeiramente dois vôos com um mesmo pé, o Salto Triplo começou, depois de 1900, com a técnica vôo-passo-salto. Vara: diz-se que sua origem vem dos velhos gregos que saltavam por cima dos touros. Os Celtas usaram a vara, mas para competição em extensão.

PISTA

Modalidades do Atletismo

Velocidade

São as provas em distância até 400m, sendo realizadas em pistas livres (corridas rasas) ou com obstáculos.

Meio-fundo

São as provas realizadas em pistas de 800 e 1500m rasos. Para o atleta, técnica e capacidade de recuperação do fôlego são fundamentais.

Obstáculos

Tem como origem as corridas de cavalo e está nas Olimpíadas desde 1900. A distância é de 3.000 metros e inclui 4 obstáculos secos e 1 do fosso de 3,66m de comprimento por volta.

Barreiras

Distâncias de 100, 110 e 400 metros, com barreiras variáveis.

Revezamento

Formam-se equipes de quatro atletas que cumprem, cada um, um quarto do percurso, passando o bastão para o companheiro que o sucede. Existem dois tipos de revezamento: o de 4x100m e o de 4x400m.

LANÇAMENTO

Dardo: é uma haste metálica que não pode passar de 800g nas provas masculinas e 600g nas femininas.

Disco: é o precursor de todos os eventos. Os gregos utilizavam discos de pedra e depois de bronze com 2 e 6 kg. Em 1896, o disco foi incluído nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Martelo: inicialmente teve como estilo a corrida livre, juntamente com um martelo pesado. O martelo usado nas competições atuais pesa 4 kg, e, a Federação Internacional de Atletismo começou a homologar os recordes mundiais femininos em 1995 .

ARREMESSO DE PESO

No século XVI, o rei Henry VIII celebrou as suas façanhas nas competições da corte com os lançamentos de peso e martelo, e, no século XVII, soldados Ingleses organizaram as competições de lançamento de bala de canhão. As regras da competição foram estabelecidas pela primeira vez em 1860, quando o lançamento tinha que ser feito de um quadrado com lados de 7 pés (2,13m). Isso foi alterado em 1906 por um círculo de 7 pés de diâmetro. O peso do chumbo foi fixado em 16 libras (7,257 kg). Os lançamentos com braço inclinado foram banidos para iniciar então uma nova técnica, arriscada, mas eficiente, onde colocava-se o chumbo no pescoço antes de lançar.

MARCHA ATLÉTICA

A tradição surgiu nos séculos XII e XIII com o Inglês lacaio, que alternava corrida e caminhada como acompanhante de seus mestres treinadores em longas jornadas, o qual inspirou as primeiras competições de caminhadas realizadas entre 1775 e 1800, na Inglaterra. Essas competições duraram mais de 6 dias, posteriormente 24 horas, etc. Em 1886, a Marcha Atlética de 7 milhas foi introduzida nos campeonatos Britânicos. Em 1908, a marcha foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Londres com 3500m e corrida de 10 milhas.

Fonte: www2.uol.com.br

Modalidades do Atletismo

Arremessos

1. Dardo

O dardo consiste numa haste de madeira com extremidade metálica; nas provas masculinas, seu peso total não pode exceder 800 g e o seu comprimento varia de 2,60 a 2,70 m. Seu diâmetro varia de 2,5 a 3 cm. Para as provas femininas, o peso total é 600 g, o comprimento varia de 2,20 a 2,30 m. e o diâmetro varia de 2 a 2,25 cm. O lançamento é feito de uma pista, onde o arremessador corre cerca de quinze passadas.

2. Disco

Os antigos Gregos descobriram este evento antes de qualquer outro. Eles usaram discos de pedra e depois de bronze com 2 e 6kg de peso e 21 e 34cm de diâmetro. Essa prova estreou nos Jogos Antigos em 708 AC. Em 1896, o disco foi incluído nos Jogos Olímpicos de Atenas. Os discos foram feitos em um suporte que media 60cm por 70cm. Na mesma época, os Suecos arremessavam os discos de um quadrado de 2,5m. Em 1897, nos Estados Unidos, o evento transferido um círculo de diâmetro de 7 pés (2,13m), aumentado para 2,50m em 1908. O disco foi padronizado em 1907 para 2kg de peso e 22cm de diâmetro. Do arremesso estático de 1900, os estilos se desenvolveram através dos Nórdicos, que faziam movimentos rotacionais antes do arremesso. Em competições, esse estilo introduzido por Clarence Houser (EUA) em 1926, girando antes de cada arremesso. Nas competições eram usadas as duas mãos para o arremesso, mas, após a década de 1920, regulamentou-se o uso de uma mão apenas.

Em 1954, o giro antes do arremesso foi introduzido oficialmente, o que possibilitou o aumento a velocidade de rotação. Os primeiro recordes femininos, com o disco pesando 1,25kg, aconteceram em 1914, nos EUA. Nesse mesmo ano, houveram competições em todo o mundo, mas com o disco pesando 1,5kg. O disco padrão de 1kg foi adotado nos Jogos Olímpicos de 1928, enquanto o primeiro recorde mundial foi ratificado em 1936 pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

3. Martelo

Este evento, nascido de antigas tradições, inicialmente teve como estilo a corrida livre, no qual havia um martelo pesado (um ferro junto com uma bola de ferro fundido). Em seguida, foi introduzido o peso com diâmetro de 7 pés (2,13 m). Em 1887, o peso do martelo foi fixado em 7,26 kg com um arame entre 1,175m à 1,215m de comprimento. O estilo de lançamento lateral, mais freqüentemente usado, envolve três (ou quatro) rotações, iniciando o procedimento com a seqüência calcanhar-ponta do pé-calcanhar.

A utilização de uma base concreta para martelo e o uso do tungstênio como material básico do mesmo aumentaram a velocidade de rotação. Em conseqüência disso, reduziu-se o diâmetro do mesmo (hoje o mínimo é 110mm), auxiliando no aumento da distância dos arremessos nos anos 50. A primeira competição feminina foi em 1931, na Espanha, mas, foi somente em 1982 que alguém arremessou distância de 40m. O martelo usado nas competições atuais pesa 4 kg, e, a Federação Internacional de Atletismo começou a homologar dos recordes mundiais femininos em 1995.

4. Peso

No século XVI, o rei Henry VIII celebrou as suas façanhas nas competições da corte com os arremessos de peso e martelo, e, no século XVII, soldados Ingleses organizaram as competições de arremesso de bala de canhão. As regras da competição foram estabelecidas pela primeira vez em 1860, quando o arremesso tinha que ser feito de um quadrado com lados de 7 pés (2,13m). Isso foi alterado em 1906 por um círculo de 7 pés de diâmetro. O peso do chumbo foi fixado em 16 libras (7,257 kg). Os arremessos com braço inclinado foram banidos para iniciar então uma nova técnica, arriscada, mas eficiente, onde colocava-se o chumbo no pescoço antes de arremessar.

A ação do passo lateral no círculo foi inventada nos Estados Unidos em 1876. Em 1951, Parry O’Brien (EUA) aperfeiçoou a nova técnica. Para uma posição inicial, olhando para trás do círculo, O’Brien girou 180 graus para mover-se na transversal do círculo antes de soltar o chumbo. Isto o ajudou a quebrar a marca dos 18m (e subseqüentemente os 19m). In 1976, Alexander Barychnikov criou a técnica rotacional, similar à usada no arremesso de disco, a qual se tornou cada vez mais popular. A competição feminina de arremesso de peso, onde o chumbo possui 4 kg, foi disputada pela primeira vez na França, em 1917. O primeiro recorde mundial foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1934, com o evento estreando em 1948 nos Jogos Olímpicos. Até 1927, as competições femininas também usavam chumbos pesando 5kg.

Corrida

1. Velocidade

São assim chamadas todas as provas em distância até 400m., inclusive. Podem ser realizadas em pistas com obstáculos ou em pistas livres (corridas rasas). Exigem maior explosão que fôlego.

2. Meio-Fundo

Abrangem as de 800 e 1500m. rasos. Técnica e capacidade de recuperação do fôlego são itens indispensáveis ao bom corredor.

3. Fundo

Nas suas três modalidades – 5000, 10000 e 42.195 m. – a resistência do corredor é fator essencial. A corrida de 42.195m,a Maratona, que foi instituída nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna.

4. Obstáculos

São as realizadas em pistas com barreiras, nas distâncias de 100, 110, 400 e 3000 m. Os atletas devem dominar técnica especial para manter o equilíbrio e o ritmo, ao combinar a ação de correr com a de saltar.

5. Revezamento

São as corridas entre equipes de quatro atletas que devem cumprir, cada um deles, uma quarta parte do percurso. Ao término de sua parte, o atleta deve passar um bastão ao companheiro que lhe sucede. Há dois tipos de revezamento: o de 4 x 100 m., e o de 4 x 400 m. O momento da passagem do bastão é indicado por marcas na pista. O êxito dependerá de dois fatores principais: precisão na saída e na passagem do bastão.

6. Cross-Coutry

O Cross-Country iniciou na Grã-Bretanha. O primeiro Campeonato Inglês aconteceu em 1876. As competições internacionais começaram em 1898 com uma disputa entre Inglaterra e França, enquanto em 1903 o Campeonato Internacional foi inaugurado. Este foi se desenvolvendo ao passar dos anos, particularmente até 1973, onde, sob jurisdição da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), foi renomeado para Campeonato Mundial de Cross Country. O evento tem sido, nos últimos anos, dominado pelos corredores Africanos. A Etiópia venceu a corrida masculina de 1981 a 1985 e Quênia vem triunfando até então. As Quenianas venceram 5 dos 6 campeonatos mundiais femininos disputados entre 1991 e 1996.

Decatlo

Compreende 10 modalidades: corridas rasas de 100, 400 e 1500 m.; corrida com barreiras de 110 m; arremesso de peso, lançamento peso e dardo; salto em altura, salto em distância e salto com vara. Faz parte do programa dos Jogos Olímpicos desde 1912.

Heptatlo

O primeiro evento combinado para mulheres foi o Pentatlo, sendo a sua primeira competição na Alemanha, em 1928. Este compreendia os eventos: Arremesso de Peso, Salto em Distância, 100m rasos, Salto em Altura e Arremesso de Dardo. Eram disputados em dois dias e julgados usando a tabela alemã de pontuação. Essas tabelas foram modificadas em 1933, 1954 e 1971. O Pentatlo recebeu novas provas, e, nos Jogos Olímpicos de 1964 foi nomeado como Heptatlo (1º dia: 100m com barreiras, Arremesso de Peso, Salto em Altura e 200m rasos; 2º dia: Salto em Distância, Arremesso de Dardo e 800m rasos) pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1981. Este evento faz parte das Olimpíadas desde 1984.

Marcha Atlética

A tradição surgiu nos séculos XII e XIII com o Inglês lacaio, que alternava corrida e caminhada como acompanhante de seus mestres treinadores em longas jornadas, o qual inspirou as primeiras competições de caminhadas realizadas entre 1775 e 1800, na Inglaterra. Essas competições duraram mais de 6 dias, posteriormente 24 horas, etc. Em 1886, a Marcha Atlética de 7 milhas foi introduzida nos campeonatos Britânicos. Em 1908, a marcha foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Londres com 3500m e corrida de 10 milhas. Somente a corrida de 10 milhas foi mantida em 1912. Duas corridas estiveram novamente presentes nas Olimpíadas de 1920: 3km e 20km. Em 1924, somente a corrida de 10km foi mantida, entretanto, em virtude do grande número de irregularidades encontradas, todos os eventos de marcha foram eliminados dos jogos seguintes, em 1928.

A marcha Olímpica foi reintroduzida em 1932 com a distância superior a 50km e em 1948, com os 10 e 20km. Em 1952, as distâncias Olímpicas masculinas foram os 20 e 50km. A marcha feminina teve o seu primeiro recorde homologado em 1932, na República Tcheca. As competições de 10km foram introduzidas em 1991 no Campeonato Mundial da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), e, nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, na Espanha.

Saltos

1. Altura

Este evento não figura nos Jogos Antigos, mas foi comumente praticado pelos Celtas. A primeira competição foi organizada na Inglaterra, em 1940, e regimentada em 1965, onde cada competidor possuía três saltos em cada altura e a barra não poderia ser aumentada no caso do competidor derrubá-la. A altura de seis pés (1,83m) foi utilizada pela primeira vez por Marshall Brooks (Grã-Bretanha), em 1874, usando a técnica de um pé primeiro. As “tesouras” foram usadas pela primeira vez por William Page (EUA) em 1874, e prontamente acompanhadas pelo atalho oriental, desenvolvido por Michael Sweeney (EUA). George Horine foi a primeira pessoa a saltar 2,00m usando o girar oriental. Até 1936, as regras diziam que a viga tinha que ser ultrapassada com um primeiro pé primeiro.

Em 1941, Lester Steers (EUA) iniciou o estilo de cabeça, justificando os seus 2,11m. Além disso, mudanças nas regras limitaram a espessura permitida das solas dos tênis dos saltadores.

Em 1968, Dick Fosbury (EUA) inventou o “flop”, um salto atrasado acompanhado de uma corrida muito rápida e somente possível por causa da introdução de almofadas de aterrissagem no colchão. Esse estilo passou a ser usado por todos os grandes saltadores desde 1978. Javier Sotomayor (Cuba) é o atual recordista mundial com a marca de 2,45m. O recorde atual é 49cm maior que o primeiro registrado por ele. A primeira competição feminina de Salto em Altura ocorreu em 1895, nos Estados Unidos. O evento estreou nas Olimpíadas de 1928, e, o primeiro recorde foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1932. As mulheres também usam vários estilos para saltar.

2. Distância

O Salto em Distância há muito tempo faz parte das competições esportivas. Figurou nos Jogos de 708 AC como parte do Pentatlo: o saltador pegava na sua decolagem um pequeno lastro em casa passagem, no qual mostrava grande impulso. O evento moderno foi regularizado na Inglaterra e nos Estados Unidos em 1860: o levantar-vôo tinha que ser feito 20cm afastado da tábua dentro da marca de saibro.

Até a década de 1920, a técnica foi considerada rudimentária, com as pernas dobradas embaixo do corpo imediatamente após o levantar-vôo, então estende-se e subseqüentemente põe as pernas abaixo do corpo novamente para a aterrissagem. Entre 1922 e 1927, William De Hart Hubbard (EUA), o primeiro campeão Olímpico negro e retentor do recorde mundial, introduziu adiante, com Robert Legendre (EUA), um movimento das pernas no ar. Variações disso e a mais simples técnica de “flutuar” são usadas até hoje. A primeira competição de salto em distância feminina aconteceu nos Estados Unidos em 1895.

O primeiro recorde mundial feminino foi homologado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em 1928, enquanto o evento estreou nos Jogos Olímpicos somente em 1948, na Inglaterra.

3. Triplo

Os Celtas inventaram um estilo de três saltos numa ação contínua e isso foi regularizado até o fim do século XIX, primeiro pelos Irlandeses e depois pelos Americanos. Originalmente um vôo-vôo-salto, sendo primeiramente dois vôos com um mesmo pé, o Salto Triplo começou, depois de 1900, com a técnica vôo-passo-salto. Recordes femininos nas competições em ambiente fechado nos Estados Unidos datam de 1899, e, ainda que não tivesse reconhecimento oficial, o evento foi praticado regularmente, particularmente nos Estados Unidos, Rússia e China.

O primeiro recorde mundial foi homologado em 1990 pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), e estreou em 1993 no Campeonato Mundial da IAAF de 1993.

4. Vara

O Salto com Vara foi conhecido pelos velhos Gregos através de saltos por cima dos touros. Os Celtas usaram a vara, mas para competição em extensão. Esse evento iniciou uma competição vertical na Alemanha em torno de 1775, durante as competições de ginástica. As varas maciças foram feitas de cinzas e os atletas aumentaram as suas marcas com os saltos. Em 1889, os Americanos alteraram o movimento das mãos ao longo da vara e inventaram a técnica de reverter as pernas para cima. Em 1900, os bambús foram usados pela primeira vez, remanescendo o uso até 1942, e recebendo a “caixa” onde a vara passou a ser introduzida.

Em 1957, Bob Gutowski usou uma vara de alumínio para fazer o recorde mundial com a marca de 4,78m, o qual foi quebrado novamente em 1957 por Don Bragg (EUA), que usou uma vara de aço para chegar aos 4,80m. Neste período também houve introdução de colchões de aterrissagem, que aumentaram a segurança dos competidores.

A vara de fibra de vidro, que permitiu maior flexão e revolucionou a técnica de saltar. O primeiro recorde mundial usando esse material foi marcado em 1961. Ainda que as performances femininas sejam registradas desde 1911, o evento foi levado a sério – com os Chineses na vanguarda – somente nos últimos anos. A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) passou a ratificar o recorde mundial feminino em 1995 e o primeiro campeonato internacional foi o Campeonato Europeu Indoor em 1996. A vencedora foi Vala Flosadottir (17) da Islândia, com a marca de 4,16m. O evento tem participação garantida nos próximos Campeonatos Mundiais Indoor.

Fonte: www.cfjl.com.br

Modalidades do Atletismo

110 metros com barreiras é uma modalidade olímpica de atletismo que consiste na disputa de uma corrida nessa distância com a presença de vários obstáculos ao longo do percurso. A prova é disputada apenas por homens e o seu equivalente feminino são os 100 metros com barreiras. Esta prova também faz parte do decatlo.

Os mais rápidos a fazê-la rondam os 13 segundos. O recorde mundial pertence actualmente a Dayron Robles de Cuba, com 12,87 segundos, conseguidos no Grand Prix de Atletismo de Ostrava, na República Tcheca, em junho de 2008.

Regras

O percurso de 110 metros é disputado numa linha reta e contém 10 barreiras com 110 cm de altura. Os obstáculos são desenhados de forma a caírem para a frente, para não provocarem lesões se derrubados pelo atleta. A primeira barreira é colocada a 13,72 m (15 jardas) da linha de partida. As restantes 9 são dispostas em intervalos de 9,14 m (10 jardas). O percurso final até à meta é livre de barreiras e mede 14,1 metros.

Os atletas não são desqualificados se derrubarem as barreiras, a menos que o façam de propósito.

A forma mais coreta de praticar corida de bareiras: A corrida de barreiras, nas distâncias de 60 m, 80m ou 110, é considerada uma corrida de velocidade com obstáculos, os quais devem ser passado com segurança e rapidez com passadas regulares e sem diminuição de ritmo. Por isso, é essencial ter força de vontade e coragem; executar com rapidez e coordenação a passagem das barreiras; e dosear o esforço e o ritmo da corrida.

A corrida de barreiras é constituída por 5 fases distintas:

1.Partida e aproximação á 1º barreira Componentes criticas Até á primeira barreira o atleta tem de adquirir uma velocidade em que o comprimento da passada aumenta progressivamente até ao último passo, o qual será mais corto que o anterior

2. Impulsão Componentes criticas

Pé de perna de implosão deve apoiar-se no eixo da corrida, ao mesmo tempo, a outra perna efectua o ataque á barreira – perna de ataque para a frente e para cima, flectida; O tronco inclina-se para ficar no prolongamento da perna de implosão, a cintura e os ombros devem estar no sentido da corrida; -a perna de implosão ó deixa o contacto com o solo depois da sua extensão.

3.Transposição Componentes criticas Flexão de tronco sobre a perna de ataque, com ajuda do braço do lado oposto desta; -a perna de ataque deve passar a barreira semifletida para a frente e para baixo; -a perna de implosão na passagem da barreira deve flectir lateralmente (abdução) e o braço do mesmo lado deve ser lavado um pouco á frente do tronco flectido; -Na fase final, a perna de ataque alonga-se para a frente e para baixo, naturalmente, facilitando a acção do corpo para o movimento da perna de passagem

4.Corrida entre barreir ?????as Componentes criticas O ritmo intermédio é de grande importância. O número de apoios deve permitir a passagem das barreiras sem modificar o ritmo e com uma regularidade precisa.

5. Corrida terminal Componentes criticas

Na fase final da corrida (após a última barreira) o atleta acelera em direcção à meta com passadas vigorosas nada entereça

História

As primeiras corridas masculinas com barreiras apareceram em Inglaterra por volta de 1830. A primeira tentativa de uniformização do estilo e dimensões das barreiras, e distância do percurso, surgiram em 1864, nos campeonatos da Universidade de Oxford. O design actual das barreiras, em forma de "L", surgiu em 1935. Foi também neste ano que se aboliu a regra da desqualificação, no caso da corrida implicar mais de três barreiras derrubadas. Até 1935, um recorde mundial não era ractificado se uma ou mais barreiras fossem derrubadas na corrida.

O estilo de corrida actual, com três passadas entre barreira, foi introduzido por Alvin Kraenzlein, o campeão olímpico dos Jogos de 1900.

A prova esteve presente em todas as edições dos Jogos Olímpicos da era moderna. O primeiro campeão olímpico foi o estadunidense Thomas Curtis. Em 1900 e 1904 houve também uma prova de 200 metros barreiras.

Fonte: pt.wikipedia.org

Modalidades do Atletismo




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