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Vaginose Bacteriana

Vaginose Bacteriana

Vaginose Bacteriana - Foto Ilustrativa

Durante muitos anos o termo vaginite inespecífica foi usado para designar corrimento vaginal cuja causa não era Trichomonas vaginalis ou Candida spp. Em 1955 Gardner e Dukes definiram clinicamente essa afecção, denominando-a “vaginite por Haemophilus vaginalis”. Desde então es- se microorganismo foi renomeado Gardnerella vaginalis.

Atualmente a vaginite por Haemophilus vaginalis é chamada de vaginose bacteriana (ou vaginose anaeróbica no Reino Unido) por causa da ausência de inflamação no epitélio vaginal. Outros usam o termo bacteriose vaginal, que significa excesso de bactérias no órgão genital feminino. Supõe-se que a vaginose bacteriana resulte de uma interação complexa de muitas espécies de bactérias. Gardner e Dukes acreditavam que a doença fosse causada por G. vaginallis porque observaram que ela estava presente em mulheres sem essa afecção.

Em retrospecto, parece que eles não puderam recuperar a G. vaginalis neste último grupo porque o meio de cultura era inadequado e nas mulheres com vaginose bacteriana o número desses microorganismos é muito maior que nas mulheres sem essa afecção. O uso de técnicas de cultura mais sensíveis mostra que cerca de 50% das mulheres assintomáticas são colonizadas por G. vaginalis.

Epidemiologia

A vaginose bacteriana é a causa mais comum de vaginite mas sua epidemiologia ainda é pouco conhecida. Não é considerada DST, apesar de ser associada com grande número de parceiros e rara em mulheres não sexualmente ativas. O tratamento dos parceiros sexuais não é recomendado porque nenhum estudo documentou que essa conduta diminua a recidiva da vaginose bacteriana. Apesar da associação com DIU e história de tricomoníase, a maioria das pacientes não têm fatores de risco identificáveis para vaginose bacteriana. Sem tratamento a afecção pode ser autolimitante, recidivante ou crônica.

Manifestações Clínicas

Em 1983 o International Working Group on Bacterial Vaginosis estabeleceu critérios clínicos para o diagnóstico de vaginose bacteriana. Muitos casos são assintomáticos e diagnosticados somente em exames de rotina. Algumas dessas pacientes no entanto são apenas aparentemente assintomáticas, porque após o tratamento notam desaparecimento de mau cheiro ou pequeno corrimento vaginal dos quais até então não se tinham dado conta.

Esse achado pode ser atribuído ao fato de que muitas mulheres consideram o mau cheiro vaginal mais um problema de higiene do que um sintoma resultante de infecção. As mulheres portadoras de vaginose bacteriana podem se queixar de corrimento ou mau cheiro vaginal. Nos casos de vaginose bacteriana sem outras infecções genitais, 90% das pacientes se queixam de mau cheiro e 45% de irritação vaginal.

O corrimento, tipicamente leitoso, aderese na parede vaginal. A mucosa do órgão genital feminino e da vulva têm aspecto normal, a falta de inflamação levou ao uso de vaginose em vez de vaginite. O termo vaginose não implica ausência de polimorfonucleares leucócitos na estrutura úmida do órgão genital feminino. Em um terço dos casos há mais de 30 neutrófilos por campo de grande aumento.

O exame da paciente com queixa de corrimento ou mau cheiro vaginal inclui a avaliação segundo critérios para diagnóstico de vaginose bacteriana. O odor da secreção vaginal deve ser testado pelo ato de cheirar o espéculo após sua retirada (“teste de cheirada”); a secreção vaginal normal não tem odor desagradável. Se o teste for negativo executa-se um procedimento mais sensível para detecção de aminas, que consiste na mistura de algumas gotas de secreção vaginal e de hidróxido de potássio (KOH) a 10%, A mistura deve ser cheirada imediatamente para pesquisa de odor craccterístico e transitório de “peixe morto” da vaginose bacteriana. O hidróxido de potássio aumenta o pH, volatizando poliaminas como putrescina, cadaverina e trimetilamina. Muitas mulheres percebem o odor desagradável logo após o coito, porque o sêmen, com pH de 8,0, alcaliniza o fluido vaginal e libera as aminas voláteis.

Tratamento

Sendo a vaginose bacteriana causada por um desequilíbrio no ecossistema vaginal, alguns clínicos têm usado drogas homeopáticas como iogurte, gel de ácido acético, gel de ácido láctico e cremes hormonais. Nenhum desses tratamentos se mostrou mais eficaz que o placebo em estudos cuidadosamente controlados. É possível que a recolonização vaginal com cepas humanas adequadas de lactobacilos possa ser útil em conjunto com o tratamento antimicrobiano, mas até agora nenhuma cepa comercialmente disponível se mostrou benéfica. Numerosos estudos recentes relacionaram a vaginose bacteriana com complicações da gravidez, incluindo parto precoce, prematuridade e infecção de líquido amniótico. A preocupação com efeitos teratogênicos e carcinogênicos potenciais do metronidazol limita seu uso durante a gravidez, mas essa droga é considerada segura para uso no segundo trimestre.

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Vaginose Bacteriana

Corrimento vaginal

Um dos mais comuns e mais irritantes problemas que afeta a saúde da mulher é o corrimento vaginal também chamado de vaginite É uma das causas mais freqüentes de visita ao médico ginecologista. Caracteriza-se por uma irritação vaginal ou um corrimento anormal que pode ou não ter cheiro desagradável. Pode haver também coceira ou ardor na genitália ou vontade mais freqüente de urinar.

Os corrimentos podem ser causados por: infecções vaginais infecções cervicais ou do colo do útero doenças sexualmente transmissíveisO diagnóstico é feito pelo médico ginecologista através da anamnese ( perguntas para a paciente), exame ginecológico e eventualmente exames de papanicolau ou exames de laboratórios. É bom esclarecer que nos casos de corrimentos é o diagnóstico clínico que tem maior valor. Nem sempre exames de laboratório negativos significam ausência de problemas.

Os corrimentos mais comuns são:Candidíase Tricomoníase Vaginose bacteriana

Candidíase ou monilíase vaginal

É um dos mais irritantes corrimentos. Provoca corrimento espesso tipo nata de leite e geralmente é acompanhado de coceira ou irritação intensa.

Candida ou Monília é um fungo e a candidíase é, portanto, uma micose.

A candida aparece quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está diminuída.

Alguns fatores são causadores desta micose: antibióticos gravidez diabetes infecções deficiência imunológica medicamentos como anticoncepcionais e corticóides Eventualmente o parceiro sexual aparece com pequenas manchas vermelhas no órgão genital.

O diagnóstico é clínico, através de exames de laboratório e o papanicolau.

O tratamento é a base de antimicóticos mas deve-se tentar tratar as causas da candidiase para evitar as recidivas.

Trichomonas vaginalis

Trata-se de um corrimento adquirido de forma sexual através de relações ou de contatos íntimos com secreção de uma pessoa contaminada.

O diagnostico é clínico e através de exames microscópicos realizados no próprio consultório médico, exames de laboratório ou pelo Papanicolau.

O tratamento é feito através de antibióticos e quimioterápicos sendo obrigatório o tratamento do parceiro sexual.

Vaginose Bacteriana – Gardnerella vaginalis

É provocado por uma bactéria Gardnerella vaginalis ou por outras bactérias.

Causa um odor desagradável principalmente durante a menstruação e nas relações sexuais.

Não é provado ser uma doença sexualmente transmissível mas mesmo assim o tratamento a base de antibióticos deve ser estendido ao parceiro sexual.

É diagnosticado pelo exame clínico, exames de laboratório e papanicolau.

Pode também ser diagnosticado por um teste químico realizado no próprio consultório médico.

Corrimentos vaginais de outras causas e corrimentos crônicos

Existem diversas outras causas de corrimento:Vaginite atrófica ( por falta de hormônio ) da menopausa Vaginite atrófica ( por falta de hormônio ) do parto e da amamentação Vaginite irritante provocada por camisinha, diafragma, espermaticida, creme lubrificante, absorvente externo e interno Vaginite alérgica provocada por calcinhas de lycra, nylon e outros tecidos sintéticos, roupas apertadas, jeans, meias calça. Cervicites – inflamações do colo do útero. Vulvites – inflamações da parte externa dos genitais ou vulva causados por:Papel higiênico colorido ou perfumado Sabonetes perfumados ou cremosos Shampoos e condicionadores de cabelo Sabão em pó e amaciantes de roupas Detergentes Desodorantes íntimos Uso do chuveirinho como ducha vaginalÉ muito importante que a própria mulher tente descobrir qual a causa de seu corrimento, experimentando tirar os fatores irritantes um a um.

Fonte: www.geocities.com

Vaginose Bacteriana

Vaginose Bacteriana - Foto Ilustrativa

Durante muitos anos o termo vaginite inespecífica foi usado para designar corrimento vaginal cuja causa não era Trichomonas vaginalis ou Candida spp. Em 1955 Gardner e Dukes definiram clinicamente essa afecção, denominando-a “vaginite por Haemophilus vaginalis”. Desde então es- se microorganismo foi renomeado Gardnerella vaginalis.

Atualmente a vaginite por Haemophilus vaginalis é chamada de vaginose bacteriana (ou vaginose anaeróbica no Reino Unido) por causa da ausência de inflamação no epitélio vaginal. Outros usam o termo bacteriose vaginal, que significa excesso de bactérias no órgão genital feminino. Supõe-se que a vaginose bacteriana resulte de uma interação complexa de muitas espécies de bactérias. Gardner e Dukes acreditavam que a doença fosse causada por G. vaginallis porque observaram que ela estava presente em mulheres sem essa afecção.

Em retrospecto, parece que eles não puderam recuperar a G. vaginalis neste último grupo porque o meio de cultura era inadequado e nas mulheres com vaginose bacteriana o número desses microorganismos é muito maior que nas mulheres sem essa afecção. O uso de técnicas de cultura mais sensíveis mostra que cerca de 50% das mulheres assintomáticas são colonizadas por G. vaginalis.

Epidemiologia

A vaginose bacteriana é a causa mais comum de vaginite mas sua epidemiologia ainda é pouco conhecida. Não é considerada DST, apesar de ser associada com grande número de parceiros e rara em mulheres não sexualmente ativas. O tratamento dos parceiros sexuais não é recomendado porque nenhum estudo documentou que essa conduta diminua a recidiva da vaginose bacteriana. Apesar da associação com DIU e história de tricomoníase, a maioria das pacientes não têm fatores de risco identificáveis para vaginose bacteriana. Sem tratamento a afecção pode ser autolimitante, recidivante ou crônica.

Manifestações Clínicas

Em 1983 o International Working Group on Bacterial Vaginosis estabeleceu critérios clínicos para o diagnóstico de vaginose bacteriana. Muitos casos são assintomáticos e diagnosticados somente em exames de rotina. Algumas dessas pacientes no entanto são apenas aparentemente assintomáticas, porque após o tratamento notam desaparecimento de mau cheiro ou pequeno corrimento vaginal dos quais até então não se tinham dado conta.

Esse achado pode ser atribuído ao fato de que muitas mulheres consideram o mau cheiro vaginal mais um problema de higiene do que um sintoma resultante de infecção. As mulheres portadoras de vaginose bacteriana podem se queixar de corrimento ou mau cheiro vaginal. Nos casos de vaginose bacteriana sem outras infecções genitais, 90% das pacientes se queixam de mau cheiro e 45% de irritação vaginal.

O corrimento, tipicamente leitoso, aderese na parede vaginal. A mucosa do órgão genital feminino e da vulva têm aspecto normal, a falta de inflamação levou ao uso de vaginose em vez de vaginite. O termo vaginose não implica ausência de polimorfonucleares leucócitos na estrutura úmida do órgão genital feminino. Em um terço dos casos há mais de 30 neutrófilos por campo de grande aumento.

O exame da paciente com queixa de corrimento ou mau cheiro vaginal inclui a avaliação segundo critérios para diagnóstico de vaginose bacteriana. O odor da secreção vaginal deve ser testado pelo ato de cheirar o espéculo após sua retirada (“teste de cheirada”); a secreção vaginal normal não tem odor desagradável. Se o teste for negativo executa-se um procedimento mais sensível para detecção de aminas, que consiste na mistura de algumas gotas de secreção vaginal e de hidróxido de potássio (KOH) a 10%, A mistura deve ser cheirada imediatamente para pesquisa de odor craccterístico e transitório de “peixe morto” da vaginose bacteriana. O hidróxido de potássio aumenta o pH, volatizando poliaminas como putrescina, cadaverina e trimetilamina. Muitas mulheres percebem o odor desagradável logo após o coito, porque o sêmen, com pH de 8,0, alcaliniza o fluido vaginal e libera as aminas voláteis.

Tratamento

Sendo a vaginose bacteriana causada por um desequilíbrio no ecossistema vaginal, alguns clínicos têm usado drogas homeopáticas como iogurte, gel de ácido acético, gel de ácido láctico e cremes hormonais. Nenhum desses tratamentos se mostrou mais eficaz que o placebo em estudos cuidadosamente controlados. É possível que a recolonização vaginal com cepas humanas adequadas de lactobacilos possa ser útil em conjunto com o tratamento antimicrobiano, mas até agora nenhuma cepa comercialmente disponível se mostrou benéfica. Numerosos estudos recentes relacionaram a vaginose bacteriana com complicações da gravidez, incluindo parto precoce, prematuridade e infecção de líquido amniótico. A preocupação com efeitos teratogênicos e carcinogênicos potenciais do metronidazol limita seu uso durante a gravidez, mas essa droga é considerada segura para uso no segundo trimestre.

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Vaginose Bacteriana

Corrimento vaginal

Um dos mais comuns e mais irritantes problemas que afeta a saúde da mulher é o corrimento vaginal também chamado de vaginite É uma das causas mais freqüentes de visita ao médico ginecologista. Caracteriza-se por uma irritação vaginal ou um corrimento anormal que pode ou não ter cheiro desagradável. Pode haver também coceira ou ardor na genitália ou vontade mais freqüente de urinar.

Os corrimentos podem ser causados por: infecções vaginais infecções cervicais ou do colo do útero doenças sexualmente transmissíveisO diagnóstico é feito pelo médico ginecologista através da anamnese ( perguntas para a paciente), exame ginecológico e eventualmente exames de papanicolau ou exames de laboratórios. É bom esclarecer que nos casos de corrimentos é o diagnóstico clínico que tem maior valor. Nem sempre exames de laboratório negativos significam ausência de problemas.

Os corrimentos mais comuns são:Candidíase Tricomoníase Vaginose bacteriana

Candidíase ou monilíase vaginal

É um dos mais irritantes corrimentos. Provoca corrimento espesso tipo nata de leite e geralmente é acompanhado de coceira ou irritação intensa.

Candida ou Monília é um fungo e a candidíase é, portanto, uma micose.

A candida aparece quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está diminuída.

Alguns fatores são causadores desta micose: antibióticos gravidez diabetes infecções deficiência imunológica medicamentos como anticoncepcionais e corticóides Eventualmente o parceiro sexual aparece com pequenas manchas vermelhas no órgão genital.

O diagnóstico é clínico, através de exames de laboratório e o papanicolau.

O tratamento é a base de antimicóticos mas deve-se tentar tratar as causas da candidiase para evitar as recidivas.

Trichomonas vaginalis

Trata-se de um corrimento adquirido de forma sexual através de relações ou de contatos íntimos com secreção de uma pessoa contaminada.

O diagnostico é clínico e através de exames microscópicos realizados no próprio consultório médico, exames de laboratório ou pelo Papanicolau.

O tratamento é feito através de antibióticos e quimioterápicos sendo obrigatório o tratamento do parceiro sexual.

Vaginose Bacteriana – Gardnerella vaginalis

É provocado por uma bactéria Gardnerella vaginalis ou por outras bactérias.

Causa um odor desagradável principalmente durante a menstruação e nas relações sexuais.

Não é provado ser uma doença sexualmente transmissível mas mesmo assim o tratamento a base de antibióticos deve ser estendido ao parceiro sexual.

É diagnosticado pelo exame clínico, exames de laboratório e papanicolau.

Pode também ser diagnosticado por um teste químico realizado no próprio consultório médico.

Corrimentos vaginais de outras causas e corrimentos crônicos

Existem diversas outras causas de corrimento:Vaginite atrófica ( por falta de hormônio ) da menopausa Vaginite atrófica ( por falta de hormônio ) do parto e da amamentação Vaginite irritante provocada por camisinha, diafragma, espermaticida, creme lubrificante, absorvente externo e interno Vaginite alérgica provocada por calcinhas de lycra, nylon e outros tecidos sintéticos, roupas apertadas, jeans, meias calça. Cervicites – inflamações do colo do útero. Vulvites – inflamações da parte externa dos genitais ou vulva causados por:Papel higiênico colorido ou perfumado Sabonetes perfumados ou cremosos Shampoos e condicionadores de cabelo Sabão em pó e amaciantes de roupas Detergentes Desodorantes íntimos Uso do chuveirinho como ducha vaginalÉ muito importante que a própria mulher tente descobrir qual a causa de seu corrimento, experimentando tirar os fatores irritantes um a um.

Fonte: www.geocities.com

Vaginose Bacteriana

Vaginose Bacteriana - Foto Ilustrativa

Apresenta-se como corrimento branco-amarelado abundante com mau cheiro

Conceito

Usa-se o termo vaginose para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais. Na vaginose, por outro lado, as lesões não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal. A vaginose é causada pela bactéria gardnerella vaginalis, que faz parte da flora normal vaginal, e pode não apresentar sinais ou sintomas. Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo branco-amarelado ou acinzentado, com bolhas em sua superfície e com um cheiro desagradável, assemelhando-se ao de “peixe podre”, principalmente após a relação sexual. A coceira vaginal é relatada por algumas pacientes, mas não é comum.

Sinônimos: Vaginite inespecífica. Vaginose bacteriana.

Agente: Gardnerella vaginalis.

Complicações: Infertilidade. Salpingite. Endometrite. Ruptura prematura de Membranas que envolvem o feto.

Transmissão: Geralmente primária na mulher.

Período de Incubação: De 2 a 21 dias.

Tratamento: Medicamentoso

Prevenção: Camisinha.

Fonte: www.eerp.usp.br

Vaginose Bacteriana

Vaginose Bacteriana - Foto Ilustratva II

É um desequílibrio da flora vaginal, ou seja, da quantidade e tipos de microorganismos que moram no órgão genital feminino causando um predomínio de determinadas bactérias como Gardnerella vaginallis, Bacteróides sp, Mobiluncus sp.

Como se pega?

Pode ser através da relação sexual.

Quais os sintomas?

Quase metade dos casos de vaginose bacteriana são assintomáticos (não apresentam sintomas). Mas podem aparecer alguns sintomas como corrimento vaginal (acinzentado e cremoso), com mau cheiro (depois da relação sexual e durante a menstruação) e dor nas relações sexuais.

Quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

Não dá para se saber ao certo, mas o mais importante é sempre procurar um serviço de saúde para ver como anda a saúde.

Como é o diagnóstico?

É feito com material (corrimento) recolhido do órgão genital feminino.

Como é o tratamento?

Para iniciar o tratamento deve procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será correto e eficiente.

DICA

É importantíssimo ir sempre ao/a médico/a, para ver como anda nossa saúde ! ! !

Fonte: www.adolescencia.org.br

Vaginose Bacteriana

CONCEITO E AGENTES ETIOLÓGICOS

A vaginose bacteriana é caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal normal, devido ao aumento exagerado de bactérias, em especial as anaeróbias (Gardnerella vaginalis, Bacteroides sp, Mobiluncus sp, micoplasmas, peptoestreptococos). Esse aumento é associado a uma ausência ou diminuição acentuada dos lactobacilos acidófilos (que normalmente são os agentes predominantes no órgão genital feminino normal).

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Sinais e sintomas: corrimento vaginal com odor fétido, mais acentuado depois do coito e no período menstrual;corrimento vaginal acinzentado, de aspecto cremoso, algumas vezes bolhoso;dor às relações sexuais (pouco freqüente); eembora o corrimento seja o sintoma mais freqüente, quase a metade das mulheres com vaginose bacteriana são completamente assintomáticas.

DIAGNÓSTICO

Exame a fresco ou esfregaço corado do conteúdo vaginal, que mostra a presença de “células-chave” ou “clue-cells”, que são células epiteliais, recobertas por bactérias aderidas à sua superfície;

pH da secreção vaginal: a medida do pH vaginal é um teste rápido e simples, que produz informações valiosas. É realizado por meio de uma fita de papel indicador de pH, colocada em contato com a parede vaginal, durante um minuto. Deve-se tomar cuidado para não tocar o colo, que possui um pH muito mais básico que o órgão genital feminino e pode provocar distorções na leitura. O valor do pH vaginal normal varia de 4,0 a 4,5. Na vaginose bacteriana é sempre maior que 4,5; e

Teste das aminas: algumas aminas são produzidas pela flora bacteriana vaginal, particularmente pelos germes anaeróbios. Essas aminas podem ser identificadas quando o conteúdo vaginal é misturado com 1 ou 2 gotas de KOH a 10%. Na presença de vaginose bacteriana, ocorre a liberação de aminas com odor fétido, semelhante ao odor de peixe podre.

O diagnóstico da vaginose bacteriana se confirma quando estiverem presentes três dos seguintes critérios, ou apenas os dois últimos:corrimento vaginal homogêneo, geralmente acinzentado e de quantidade variável;pH vaginal maior que 4,5;teste das aminas positivo;presença de “clue cells” no exame bacterioscópico, associada à ausência de lactobacilos.

TRATAMENTO

Metronidazol 500mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou

Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 1 vez ao dia, por 7 dias; ou

Metronidazol 2g, VO, dose única; ou

Tinidazol 2g, VO, dose única; ou

Secnidazol 2g, VO, dose única; ou

Tianfenicol 2,5g/ dia, VO, por 2 dias; ou

Clindamicina 300mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou

Clindamicina creme a 2%, 1 aplicador à noite, por 7 dias

Gestantes

Clindamicina 300 mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias; ou

Metronidazol 250 mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias (somente após completado o primeiro trimestre); ou

Metronidazol 2g, VO dose única (somente após completado o primeiro trimestre); ou

Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias (uso limitado em gestantes, tendo em vista insuficiência de dados quanto ao seu uso nesta população).
Parceiros

Não precisam ser tratados. Alguns autores recomendam tratamento de parceiros apenas para os casos recidivantes.

Observações

Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, “gosto metálico na boca”).

Tratamento tópico é indicado nos casos de alcoolatria.

Portadora do HIV

Pacientes infectadas pelo HIV devem ser tratadas com os esquemas acima referidos.

Fonte: www.aids.gov.br

Vaginose Bacteriana

A Vaginose Bacteriana (VB) é a causa de infecção vaginal de maior prevalência em mulheres em idade reprodutiva e sexualmente ativas. Juntamente com a Candidíase e a Trichomoníase correspondem a 90% dos casos de infecções vaginais, sendo que a Vaginose Bacteriana ocorre em 35-50% dos casos, enquanto a Candidíase ocorre em 20-40% e a Trichomoníase em 10-30%.

A microbiota usual do órgão genital da mulher em idade reprodutiva é composta por Lactobacillus predominantemente (90%), sendo que muitos outros microrganismos podem ser cultivados do órgão genital de mulheres saudáveis: Staphylococcus coagulase negativa, Staphylococcus aureus, Streptococcus viridans, Streptococcus do grupo B, Enterococcus, Corinebacterias, Enterobactérias, Gardnerella vaginalis, Candida albicans, outras leveduras, Micoplasmas, Peptostreptococcus , Bacteróides, entre outros. A composição e a densidade populacional dos microrganismos pode variar de mulher para mulher e, numa mesma mulher, em diferentes condições fisiológicas, como nas diferentes fases do ciclo.

Nas mulheres em fase reprodutiva o estrógeno promove a maturação e diferenciação do epitélio vaginal em células superficiais maduras ricas em glicogênio. Este glicogênio é metabolizado em ácido láctico pelos Lactobacilos, conferindo um pH ácido à uretra ( menor que 4,5 ). O pH ácido e o Peróxido de Hidrogênio (h4O2), que também é produzido pelos Lactobacillus conferem a proteção natural do órgão genital feminino, inibindo o crescimento de organismos como os anaeróbios.

Patogenia

A Vaginose Bacteriana é caracterizada como uma síndrome que resulta de um supercrescimento da flora anaeróbia obrigatória ou facultativa do órgão genital feminino, acarretando mau cheiro, sem inflamação aparente.

Na Vaginose Bacteriana a fisiologia do órgão genital feminino é alterada de maneira quantitativa e qualitativa. Os microrganismos anaeróbios isolados com maior frequência da secreção vaginal de mulheres portadoras de VB são: Gardnerella vaginalis, Bacteróides (Prevotellas), Mobilluncus , Peptostreptococcus e Porphyromonas.

A Gardnerella vaginalis é um bastonete Gram variável, pleomórfico, não capsulado, imóvel e anaeróbio facultativo. Cresce melhor em atmosfera de CO2 por 48 horas a 35 -37 ºC. É sensível ao Metronidazol e quando isolado de cultura pura como no caso de septicemia, deve-se usar ampicilina ou amoxacilina. Sua presença em altas concentrações na VB sugere um papel muito importante nesta síndrome, embora não seja o único agente etiológico.

Os Mobilluncus são bacilos curvos e móveis, anaeróbios estritos, que possuem dois morfotipos: M. mulieris: Gram negativo, 2,9 micra, em sua maioria sensível ao Metronidazol.

M. curtisii: Gram variável, 1,7micra, todos resistentes ao Metronidazol.

Bacteróides, Porphyromonas e cocos anaeróbios: todos estão aumentados na vaginose bacteriana.

O supercrescimento dos microrganismos associados com VB tem várias sequelas: a Gardnerella vaginalis produz ácidos orgânicos (principalmente ácido acético), necessários para a proliferação de anaeróbios. Estes se multiplicam e produzem aminopeptidases, que formarão aminas. As principais delas são: a putrecina, a cadaverina, a trimelamina. Estas aminas elevam o pH vaginal. Especialmente a putrecina e a cadaverina, em presença de pH elevado, rapidamente se volatilizam e ocasionam mal cheiro (cheiro de peixe), que é característico das VB. As aminas e os ácidos são citotóxicos, acarretando esfoliação das células epiteliais e por conseguinte corrimento vaginal com as características células indicadoras ou clue cells.

Anaeróbios vaginais são capazes de inibir a quimiotaxia das células brancas do sangue.

Não se conhece o motivo exato para o supercrescimento da flora anaeróbia, mas existem fatores que podem alterar o ecossistema vaginal como o uso de antibióticos de amplo espectro, alteração do pH vaginal que se segue à ejaculação ou duchas, traumas vaginais, estados em que há diminuição da produção de estrógeno, etc. Estas alterações podem levar à infecções pelos agentes que normalmente compõem a flora normal.

Transmissão

Os mecanismos de transmissão da VB não estão claros. Algumas evidências sugerem que como infecção do trato urinário, é resultado da colonização vaginal por organismos retais. Mesmo assim é uma rara causa de infecção do trato urinário

Outros sugerem transmissão sexual. Num recente estudo o número de parceiros sexuais estava diretamente ligado a ocorrência de VB. Cerca de 90% dos parceiros de mulheres com VB tem colonização uretral por Gardnerella vaginalis, mas não está associado com manifestações clínicas.

Na gravidez VB tem sido associada com parto prematuro, ruptura prematura de membranas e corioamnionite. Gardnerella é um isolado comum do sangue de mulheres com febre pós-parto e febre pós-aborto.

Sinais

São quatro os sinais clínicos da VB: presença de células indicadoras ou clue cell, pH maior que 4,5, odor característico de peixe e corrimento vaginal abundante, esbranquiçado, homogêneo e não aderente.

Estes critérios individualmente apresentam sensibilidade e especificidade variáveis, mas a presença de pelo menos três dos quatro critérios, separam as pacientes com a síndrome daquelas pacientes sadias.

Diagnóstico

Pode ser feito, entre outros, pelo método de coloração ao Gram, pelo Papanicolau ou pelo isolamento bacteriano.

O exame da secreção vaginal através do Gram é mais relevante para o diagnóstico de VB que o isolamento da Gardnerella vaginalis , porque esta bactéria é freqüentemente parte da flora endógena vaginal. O esfregaço corado ao Gram permite uma melhor avaliação da flora vaginal e sua preservação permite sua utilização em exames comparativos posteriores assim como a coloração pelo método de Papanicolau.

Fonte: www.crfmg.org.br

Vaginose Bacteriana

O corrimento genital é queixa muito comum em Ginecologia. É caracterizado pela presença de maior volume de líquido que o necessário à lubrificação da cavidade virtual do órgão genital feminino.

O conteúdo normal do órgão genital feminino provém de complexa mistura de substâncias oriundas, principalmente, da secreção dos epitélios glandulares, da descamação celular do trato genital, de neutrófilos e microrganismos saprófitas e da transudação dos capilares da parede vaginal. Em certas condições fisiológicas, o conteúdo vaginal pode aumentar, como por exemplo na época da ovulação e na fase pré menstrual, durante a excitação sexual, no período neonatal, na puberdade, na gestação e no puerpério.

É muito difícil quantificar a secreção normal do órgão genital feminino. Sob o ponto de vista médico, pode ser um sintoma ou sinal: sintoma quando o volume é tão grande a ponto de ser expelido pelo órgão genital feminino, fazendo com que a paciente perceba a região vulvar permanentemente úmida e suas roupas íntimas molhadas. Sinal, quando apesar do desconhecimento da mulher quanto ao aumento da secreção, simples inspeção podemos observar a saída através da região vulvar de líquidos sem características fisiológicas.

A etiologia do corrimento genital é bastanta variada, sobressaindo-se os agentes de natureza infecciosa.

A infecção pode se originar do crescimento da flora normal do órgão genital feminino (oportunista), assim como da colonização de novos microrganismos introduzidos através do contato sexual e agravada pela promiscuidade.

A importância da infecção genital baixa reside na sua elevada frequência e na comprovação de que muito dos microrganismos envolvidos em sua gênese são, igualmente, responsáveis pelo desenvolvimento da moléstia inflamatória pélvica.

O trato genital possui alguns mecanismos de defesa contra a ascensão de microrganismos. Fatores mecânicos, como tegumento vulvar espesso, pêlos pubianos numerosos, adequada coaptação dos pequenos lábios e perfeita justaposição das paredes vaginais, já oferecem uma barreira inicial contra os agentes infecciosos. O muco endocervical alcalino, bastante proeminente na gestação, constitui um tampão mecânico e bactericida eficaz. Sobreleva-se, entretanto, a autodepuração vaginal, como principal mecanismo contra a infecção. Decorre da presença de lactobacilos (bacilos de Döderlein), que produzem peróxido de hidrogênio e também possuem a capacidade de converter glicogênio em ácido lático. Este, por sua vez, diminui o pH, tornando-o ácido. O mecanismo de autodepuração é indiretamente regulado pelo estrogênio e, portanto, aumenta o substrato para a ação enzimática do lactobacilo.

Analisaremos, a seguir, a vaginose bacteriana, responsável por cerca de 50% das infecções genitais baixas.

Etiologia

Constitui uma infecção polimicrobiana, cuja ocorrência depende do sinergismo entre a Gardnerella vaginalis e as bactérias anaeróbias, particularmente mobiluncus e bacteróides, associada ao decréscimo de lactobacilos. Prefere-se o termo vaginose e não vaginite, pois a resposta inflamatória é discreta.

Quadro Clínico

Corrimento de quantidade variável, homogênio, branco-acinzentado, aderente, bolhoso, com odor fétido que fica mais evidente durante a menstruação e pós-coito, devido ao pH mais elevado do sangue e sêmen. Pouca irrtação vulvar e vaginal, podendo ser caracterizada por ligeiro prurido, disúria e dispareunia discreta.

Diagnóstico

Características clínicas do corrimento; pH vaginal maior que 4,5; Testes das aminas positivo: O teste das aminas consiste na adição de hidróxido de potássio a 10% sobre uma gota de conteúdo vaginal. Nos casos de vaginose, ocorre a liberação de aminas biovoláteis (cadaverina, putrescina e trimetilamina), as quais exalam um odor de peixe cru.

Exame microscópico

Pode ser feito a fresco ou corado pelos métodos de Gram, Papanicolau ou azul brilhante de cresil a 1%, entre outros. As principais alterações citológicas consistem na escassez de lactobacilos e leucócitos, alterações nucleares pouco evidentes e na demonstração das células-chave ou “clue cells”. Estas representam células vaginais ou ectocervicais descamadas, intensamente parasitadas em sua superfície pela Gardnerella, que lhes confere aspecto granuloso característico.

Tratamento

O tratamento visa aliviar os sintomas e restabelecer o equilíbrio da flora vaginal.

Como medidas gerais, preconiza-se a abstinência sexual, a acidificação do meio vaginal e a utilização de duchas vaginais antissépticas com peróxido de hidrogênio a 1,5%. A utilização deste procedimento baseia-se no fato de que tanto a Gardnerella, quanto o Mobiluncus e os bacteróides, são extremamente sensíveis ao oxigênio liberado por este produto. Deve ser evitado o uso simultâneo de peróxido de hidrogênio e nitroimidazólicos, pois estes últimos são mais efetivos contra a G. vaginalis sob condições anaeróbicas. No entanto, o peróxido pode ser utilizado como medida auxiliar após a terapêutica antibiótica.

Quanto à terapêutica medicamentosa, representam os nitro-imidazólicos (metronidazol, ornidazol, minorazol, secnidazol, clotrinazol), utilizados por via sistêmica, as drogas de eleição. Recomendam-se 2,0g em dose única; 2,0g no primeiro e terceiro dias ou 500mg de 12 em 12 horas, por via oral, durante 7 dias. Os índices de cura são superiores a 90%. Prefere-se a via oral graças à sua rápida absorção e elevada biodisponibilidade. Quanto ao parceiro, embora controverso, preferimos tratá-lo apenas quando houver reicidivas.

Os efeitos colaterais mais intensos são gastrointestinais (náuseas e sabor metálico). A interação com álcool decorre da capacidade dos nitroimidazólicos inibirem a enzima álcool-desidrogenase – efeito dissulfiram-like. Potencialização de anticonvulsivantes e anticoagulantes warfarínicos pode ser observada.

Embora efeitos teratogênicos somente tenham sido demonstrados em animais, contra-indica-se seu emprego no primeiro trimestre da gravidez e desaconselha-se no segundo e terceiro trimestre da gravidez, mesmo nas preperações tópicas. Na prenhez, o aumento da vascularização e absorção vaginal promove maior biodisponibilidade dos preperados locais. Como opção terapêutica, usa-se amoxicilina, na dose de 500mg de 8 em 8 horas, por via oral, ou ampicilina, na posologia de 500mg de 6 em 6 horas, por via oral, ambas durante 7 dias.

Comentários

A importância da vaginose não se deve apenas à sua elevada frequência, mas, principalmente ao seu relacionamento com patologias obstétricas, tais como, corioamnionite, trabalho de parto prematuro e endometrite pós-parto.

Além destas entidades, também há relação com endometrites, salpingites (DIPA), infecções pós-operatórias, infecções do trato urinário e, até mesmo, neoplasia cervical intra-epitelial.

Referências Bibliográficas

1. Zamith, R., Baracat, E.C., Nazário, A.C.P., Nicolau, S.M., Corrimento Genital. In: Prado, F.C., Ramos, J., Valle, J.R., Atualização Terapêutica, 18 ed., Liv. E Edit. Artes Médicas, SP, 1997.

2. Halbe, H.W., Corrimento Genital – Etiopatogenia, Diagnóstico e Tratamento. In: Tratado de Ginecologia, 1990.

Cassiana Tami Onishi

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Vaginose Bacteriana

A vaginose bacteriana é uma infecção que ocorre em função de um desequilíbrio na flora do órgão genital feminino causado pela redução das bactérias “protetoras” e aumento das bactérias “estranhas à uretra” (como as bactérias do intestino e as do esperma) por contaminação.

Na maioria dos casos, a contaminação ocorre pelo contato de fezes com o órgão genital feminino, seja pela má higiene ou pelo contato do órgão sexual masculino com o orifício retal e depois com o órgão genital feminino. Esse desequilíbrio deixa o órgão genital feminino “desprotegida”, gerando um ambiente propício para a entrada do vírus HIV, causador da AIDS, e outras doenças sexualmente transmissíveis como a infecção por clamídia e a blenorragia (gonorréia).

A vaginose bacteriana é simples de ser tratada. No entanto, pode trazer implicações mais sérias se não for curada, pois aumenta as chances da mulher desenvolver algum tipo de inflamação pélvica e no colo do útero. Essas inflamações podem levar à infertilidade ou danos graves às trompas de falópio.

Se a mulher estiver grávida, a doença pode provocar parto prematuro ou o bebê poderá nascer com baixo peso. Normalmente, os parceiros não precisam fazer também o tratamento de vaginose bacteriana, mas a doença pode ser transmitida entre parceiras femininas.

SINTOMAS

Mulheres com vaginose bacteriana apresentam corrimento vaginal com odor desagradável, mais acentuado após o coito e no período menstrual. O odor é descrito como “cheiro de peixe” e tem cor branca ou cinza.

O corrimento tem aspecto cremoso e, à vezes, apresenta bolhas como uma espuma. Em alguns casos, a mulher sente ardência ao urinar e coceira ao redor do órgão genital feminino. Pode haver dor durante as relações sexuais.

Entretanto, algumas mulheres podem ter a doença e não apresentar nenhum sintoma.

O diagnóstico da doença pode ser feito durante a consulta ginecológica, por meio do exame de bacterioscopia (um pouco do corrimento é colocado em uma lâmina que é examinada ao microscópio para análise da flora) e medição do pH vaginal (é realizado por meio de uma fita de papel indicador de pH, colocada em contato com a parede vaginal, durante um minuto).

TRATAMENTO

O tratamento de vaginose bacteriana é feito à base de medicamentos anti-microbianos e é essencial para mulheres grávidas. A vaginose bacteriana pode voltar mesmo após o tratamento.

Para saber mais sobre o tratamento da vaginose bacteriana, converse com o seu médico.

PREVENÇÃO

A vaginose bacteriana também está associada ao comportamento sexual da mulher em relação a novos ou múltiplos parceiros sexuais. A doença raramente aparece em mulheres que nunca tiveram relações sexuais.

Alguns cuidados simples ajudam na redução do risco de desequilíbrio do balanço natural do órgão genital feminino e evitam o desenvolvimento da vaginose bacteriana: Use camisinha durante as relações sexuais Evite o uso das “duchinhas” e dos bidês, pois são locais onde há acúmulo de microorganismos em função da má higiene Siga o tratamento prescrito pelo seu médico até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam antes do término da medicação Limpe o órgão genital feminino sempre no sentido da parte da frente para trás Fonte: www.zambon.com.br

Vaginose Bacteriana

Gardnerella vaginalis

É provocado por uma bactéria Gardnerella vaginalis ou por outras bactérias.

Causa um odor desagradável principalmente durante a menstruação e nas relações sexuais.

Não é provado ser uma doença sexualmente transmissível.

Mas o Centers for Disease Control and Prevention nos EUA define que esta doença pode estar relacionada com: Novo parceiro sexual, múltiplos parceiros sexuais.

Segundo o CDC a maneira de evitar esta doença seria: Não ter relações sexuais ou contato sexual, limitar o número de parceiros sexuais próprios, não fazer duchas vaginais sem recomendação médica, e fazer o tratamento completo recomendado pelo médico.

O tratamento é a base de antibióticos e pode ser estendido ao parceiro. No homem não há sintomas da doença.

É diagnosticado pelo exame clínico, exames de laboratório e papanicolau. Pode também ser diagnosticado por um teste químico realizado no próprio consultório médico.

Fonte: www.gineco.com.br

Vaginose Bacteriana

Vaginites

Introdução

Vaginite é a inflamação do órgão genital feminino. Em mulheres na pré-menopausa, as infecções são a causa mais comum. Depois da menopausa, o baixo nível de estrogênios leva freqüentemente à atrofia vaginal (vaginite atrófica – diminuição das glândulas e secura do órgão genital feminino). A vaginite também pode ser o resultado de uma reação alérgica a uma substância química irritante, como um espermicida, duchas ou sabonetes.

Quase toda vaginite infecciosa é causada por uma destas três infecções:

Vaginose Bacteriana é uma mudança no tipo de bactérias que normalmente vivem no órgão genital feminino, é a causa mais comum de secreção vaginal anormal levando a um odor vaginal desagradável. Na vaginose bacteriana, as bactérias normais (Lactobacilos) são substituídas por outras bactérias, incluindo a Prevotella, a Mobiluncus, G. vaginalis e o Mycoplasma hominis. A razão exata para esta mudança é desconhecida. Em mulheres grávidas, a vaginose bacteriana pode aumentar o risco de parto prematuro.

Candidíase vaginal é uma infecção por fungos (micose) que é tipicamente causada pelo fungo Cândida albicans. Ao longo da vida, é provável que 75% das mulheres tenham pelo menos uma Candidíase Vaginal, e até 45% têm duas ou mais. As mulheres tendem a ser mais suscetíveis às infecções vaginais por fungos se seus organismos estiverem sob stress, em uma dieta insuficiente, por falta de sono, por doença, se elas estiverem grávidas, tomando antibióticos ou pílulas de controle de natalidade ou se fazem duchas vaginais muito freqüentes. Mulheres com diabetes ou com o vírus da imunodeficiência humana (o HIV) são mais prováveis de ter infecções fúngicas freqüentes.

Vaginite por Trichomonas, também chamada Tricomoníase, é uma doença sexualmente transmitida (DST) causada por um organismo microscópico unicelular chamado Trichomonas vaginalis. O Trichomonas causa inflamação do órgão genital feminino, do colo do útero e da uretra. Em mulheres grávidas, as infecções pelo Trichomonas podem aumentar também o risco de ruptura prematura das membranas e parto pré-termo.

Quadro Clínico

Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana causa uma secreção vaginal branco-acinzentada anormal com odor fétido.

Candidíase Vaginal

A vaginite por Cândida pode causar os seguintes sintomas:

Coceira ou irritação

Uma secreção com odor de queijo estragado

Desconforto e ardor ao redor da abertura vaginal, especialmente se a urina tem contato com esta área

Dor ou incômodo durante as relações sexuais

Tricomoníase

Em mulheres, os Trichomonas podem viver por muitos anos no órgão genital feminino sem causar qualquer sintoma.

Se os sintomas aparecerem, eles podem incluir:

Uma secreção amarelo-esverdeada com mau cheiro

Dor ou coceira

Irritação e inflamação ao redor da abertura vaginal

Incômodo no abdome inferior

Dor durante as relações sexuais

Desconforto e ardor durante a diurese (urina)

Os sintomas podem ser piores durante o período menstrual.

Diagnóstico

Uma vez você descreva seus sintomas, o médico fará um exame ginecológico completo, incluindo o órgão genital feminino e o colo do útero, para afastar uma inflamação e secreções anormais.

Ele suspeitará de vaginose bacteriana se houver uma camada de secreção branco-acinzentada nas paredes do órgão genital feminino. Pode haver um odor “de peixe” na secreção vaginal, e o pH deverá estar maior que 4.5. Um teste de pH é um teste para acidez que o médico pode fazer com uma amostra da secreção vaginal. Ele também colherá uma amostra deste fluido para ser examinado sob o microscópio.

O médico irá suspeitar de uma vaginite por Cândida se o órgão genital feminino estiver inflamada e houver uma secreção brancacenta e leitosa no interior do órgão genital feminino e ao redor da abertura vaginal. Ele também pode colher uma amostra da secreção vaginal para ser examinada no laboratório sob o microscópio.

Para confirmar uma vaginite por Trichomonas, o médico irá solicitar um exame da secreção no laboratório. Como as pessoas com infecção pelo Trichomonas são mais prováveis de adquirir outras DSTs, o médico também poderá solicitar exames para gonorréia, clamídia, sífilis e HIV.

Prevenção

Como a vaginite por Trichomonas pode ser transmitida durante a atividade sexual, você pode ajudar a prevenir esta infecção:

Não praticar sexo

Praticar sexo somente com parceiro (a) não infectado (a)

Usar preservativos masculinos constantemente durante as relações sexuais, com ou sem espermicida

Para ajudar a prevenir a vaginite, você pode:

Manter a área ao redor seus órgãos genitais limpa e seca.

Evitar sabonetes irritantes, sprays vaginais e duchas higiênicas.

Trocar freqüentemente os absorventes íntimos.

Usar roupas íntimas leves e de algodão e que não pegue umidade. Evite roupas íntimas de fibra sintética.

Depois de nadar, trocar-se depressa, usando uma roupa seca ao invés de ficar com o traje de banho molhado por períodos prolongados.

Tratamento

Em mulheres que não estão grávidas, a vaginose bacteriana pode ser tratada com o antibiótico Metronidazol tanto na forma de óvulos gel como por via oral (Flagyl). A Clindamicina também é bastante efetiva. Por causa da preocupação sobre os possíveis efeitos destes medicamentos no feto em desenvolvimento, o tratamento pode ser diferente para as mulheres grávidas. O tratamento rotineiro do parceiro sexual não é recomendado porque não parece afetar o resultado do tratamento ou a chance de ser infectada novamente.

A Vaginite por Cândida (Candidíase) pode ser tratada com medicamentos antifúngicos administrados diretamente no órgão genital feminino. Estes medicamentos incluem o clotrimazol, o miconazol, a nistatina e o tioconazol. Uma única dose de fluconazol oral também pode ser usada. O tratamento do parceiro normalmente não é recomendado.

As infecções vaginais por Trichomonas são tratadas com metronidazol oral. Para prevenir a re-infecção, o parceiro sexual de uma pessoa infetada para Trichomonas também deve ser tratado. O metronidazol não deve ser usado por mulheres grávidas durante o primeiro trimestre.

Em pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas, o metronidazol pode provocar câimbras, náuseas, vômitos, dores de cabeça e rubores faciais. Para prevenir estes problemas, não beba bebidas alcoólicas enquanto estiver tomando metronidazol e durante pelo menos dois dias depois que as pílulas tenham acabado.

Qual médico procurar?

Procure um ginecologista sempre que você tiver um desconforto vaginal ou uma secreção anormal, especialmente se você está grávida.

Prognóstico

Os medicamentos curam até 90% das infecções vaginais. Se você não melhorar com o primeiro tratamento, seu ginecologista normalmente poderá tratar sua infecção com um programa mais prolongado do mesmo medicamento ou com um medicamento diferente. Se uma infecção por Trichomonas não for curada, freqüentemente o parceiro sexual da mulher infectada não foi tratado e continuou transmitindo o Trichomonas.

Fonte: www.policlin.com.br

Vaginose Bacteriana

Vaginite e vulvite

A vaginite é uma inflamação da mucosa do órgão genital feminino. A vulvite é uma inflamação da vulva (os órgãos genitais femininos externos). A vulvovaginite é uma inflamação da vulva e do órgão genital feminino.

Nessas situações, os tecidos inflamam-se e produz-se uma secreção vaginal. As causas compreendem infecções, substâncias ou objectos irritantes, tumores ou outro tecido anormal, radioterapia, fármacos e alterações hormonais. A higiene pessoal insuficiente pode favorecer o crescimento de bactérias e de fungos, bem como causar irritação. Além disso, as fezes podem passar do intestino para o órgão genital feminino por um trajecto anormal (fístula) e provocar uma vaginite. Durante o tempo em que a mulher é fértil, as alterações hormonais provocam uma secreção anormal aquosa, mucosa ou branca-leitosa, que varia em quantidade e características conforme as diferentes fases do ciclo menstrual. Depois da menopausa, o revestimento interno do órgão genital feminino e dos tecidos da vulva perdem espessura e o fluxo normal diminui devido à falta de estrogénios. Em consequência, o órgão genital feminino e a vulva infectam-se e lesionam-se com maior facilidade.

As recém-nascidas podem ter uma secreção vaginal devido aos estrogénios que provêm da mãe antes de nascer. Em geral, desaparece passadas duas semanas.

Sintomas

O sintoma mais frequente da vaginite é a secreção vaginal anormal. Uma secreção anormal é a que se produz em grandes quantidades, exala um odor forte ou é acompanhada de comichões, queixas ou dor vaginal. Muitas vezes a secreção anormal é mais espessa que a normal e a cor é variável. Por exemplo, pode ter a consistência do requeijão ou pode ser amarelada, esverdeada ou manchada de sangue.

Uma infecção bacteriana do órgão genital feminino tem tendência para produzir uma secreção turva branca, cinzenta ou amarelada com odor repugnante ou semelhante ao do peixe. O cheiro torna-se mais intenso depois do acto sexual ou da lavagem com sabão, pois ambos diminuem a acidez vaginal e, como consequência, favorece-se o desenvolvimento bacteriano. A vulva pode estar irritada ou com uma ligeira comichão.

Uma infecção provocada por Candida (um fungo) provoca uma comichão entre moderada e intensa e ardor na vulva e no órgão genital feminino. A pele torna-se avermelhada e é áspera ao tacto. Do órgão genital feminino sai uma secreção espessa, semelhante ao queijo, que tem tendência para aderir às suas paredes. Os sintomas pioram durante a semana anterior ao ciclo menstrual. Esta infecção tem tendência a reaparecer nas mulheres que sofrem de diabetes mal controlada e nas que estão a tomar antibióticos.

Uma infecção por Trichomonas vaginalis, um protozoário, provoca uma secreção branca, verde-acinzentada ou amarela que pode ser espumosa. A secreção aparece pouco depois da menstruação e pode ter um odor desagradável. É acompanhada de uma comichão muito intensa.

Uma secreção aquosa, sobretudo se contiver sangue, pode ser causada por um cancro do órgão genital feminino, do colo uterino ou do revestimento interno do útero (endométrio). Os pólipos cervicais (colo uterino) podem provocar hemorragia vaginal depois do coito. Se a comichão ou os incómodos vulvares persistirem durante algum tempo, as possibilidades podem ser uma infecção por papilomavírus humano ou um carcinoma in situ (um cancro muito localizado que não invadiu outras áreas e que, em geral, o cirurgião pode extirpar facilmente).

Uma ferida dolorosa na vulva pode ser causada por uma infecção herpética ou por um abcesso, enquanto uma úlcera que não provoca dor pode dever-se a um cancro ou à sífilis. Os piolhos da púbis provocam comichão na zona da vulva (pediculose da púbis).

Diagnóstico

As características da secreção podem sugerir a causa, mas é necessária informação adicional da paciente para fazer o diagnóstico (como, por exemplo, em que momento do ciclo menstrual tem lugar a secreção, se é esporádica ou contínua, como respondeu a tratamentos anteriores e se sofre de comichão, ardor, dor na vulva ou se tem uma ferida vaginal). O médico também pergunta acerca das medidas anticoncepcionais, se há dor depois do acto sexual, se manifestou infecções vaginais anteriormente ou doenças de transmissão sexual e se usa detergentes para a roupa que possam provocar irritação. Certas perguntas podem inquirir se o parceiro sexual apresenta sintomas ou algum membro da família sofre de comichões.

Ao examinar o órgão genital feminino, o médico utiliza uma vareta com ponta de algodão para recolher uma amostra da secreção, que será examinada ao microscópio ou cultivada no laboratório com o fim de identificar os organismos infecciosos. Inspecciona-se o colo uterino (cérvix) e recolhe-se uma amostra de tecido para um teste de Papanicolaou (Pap) (Ver imagem da secção 22, capítulo 231) que pode detectar o cancro cervical. O médico faz também uma exploração bimanual: introduz no órgão genital feminino os dedos indicador e médio de uma mão e, com a outra, pressiona suavemente por fora da zona inferior do abdómen para palpar os órgãos reprodutores. Quando uma mulher tem uma inflamação da vulva durante muito tempo (vulvite crónica) que não responde ao tratamento, habitualmente o médico recolhe uma amostra de tecido para a examinar ao microscópio (biopsia), com o fim de detectar possíveis células cancerosas.

Tratamento

No caso de uma secreção normal, as lavagens frequentes com água podem reduzir a quantidade da mesma. No entanto, uma secreção provocada por uma vaginite requer um tratamento específico, de acordo com a sua causa. Se se tratar de uma infecção, o tratamento consiste na administração de um antibiótico, de um antifúngico ou de um antivírico, conforme o tipo de agente patogénico. Até que o tratamento faça efeito, pode proceder-se também à lavagem da zona com uma mistura de vinagre e água durante pouco tempo para controlar os sintomas. No entanto, a lavagem frequente com ou sem medicamentos não é muito conveniente, pois aumenta o risco de contrair inflamação pélvica. Se os lábios (partes carnosas que rodeiam os orifícios do órgão genital feminino e da uretra) estiverem colados devido a infecções anteriores, a aplicação de estrogénios em forma de creme vaginal, durante 7 a 10 dias, costuma facilitar a sua abertura.

Além de um antibiótico, o tratamento de uma infecção bacteriana pode incluir também geleia de ácido propiónico para que aumente a acidez das secreções vaginais (o que inibe o crescimento das bactérias). Para as infecções de transmissão sexual, ambos os membros do casal são tratados ao mesmo tempo para evitar uma nova infecção.

O adelgaçamento do revestimento interno vaginal depois da menopausa (vaginite atrófica) trata-se com uma terapia substitutiva de estrogénios.

Estes podem ser administrados por via oral, mediante um emplastro cutâneo ou mediante a aplicação tópica, directamente na vulva e no órgão genital feminino.

Os fármacos utilizados para tratar a vulvite dependem da sua causa e são os mesmos que se usam para tratar a vaginite. Outras medidas complementares incluem o uso de roupas largas e absorventes que permitam a circulação do ar, como a roupa interior de algodão, bem como manter a vulva limpa. Dever-se-
-á usar sabão de glicerina, porque muitos dos outros sabões são irritantes. Por vezes, colocar gelo sobre a vulva, um banho de imersão frio ou aplicar compressas frias reduz a dor e a comichão. Os cremes e os unguentos com corticosteróides, como os que contêm hidrocortisona, e os anti-histamínicos por via oral também reduzem a comichão quando esta não é originada por uma infecção. O aciclovir aplicado como creme ou por via oral atenua os sintomas e diminui a duração de uma infecção herpética. Os fármacos analgésicos tomados por via oral podem aliviar a dor.

Se a vulvite crónica se dever a uma higiene pessoal deficiente, o primeiro passo consiste em dar à mulher as instruções apropriadas. Uma infecção bacteriana trata-se com antibióticos. Em certas doenças cutâneas, pelo contrário, como a psoríase, são utilizados cremes que contenham corticosteróides. Deverão deixar de se utilizar todas aquelas substâncias que provoquem uma irritação persistente, como os cremes, os pós de talco e algumas marcas de preservativos.

Fonte: www.manualmerck.net

Vaginose Bacteriana

1) O que significa vaginose bacteriana?

O termo vaginose bacteriana se refere à uma das mais freqüentes infecções genitais da mulher. Ela é assim denominada devido ao crescimento exagerado da flora bacteriana vaginal, com um baixo predomínio das células responsáveis pela resposta inflamatória (leucócitos), diminuição dos Lactobacillus e à ausência de agentes infectantes, como fungos ou outros parasitas.

2) Existe corrimento vaginal normal?

Sim. O corrimento vaginal normal ou fisiológico ocorre diariamente e é constituído de resíduos da mucosa do órgão genital feminino (células da parede vaginal, secreções, muco), bem como por secreções de glândulas encontradas na genitália feminina (glândulas de Skene e de Bartholin). Esse corrimento não possui cheiro, pode ser transparente ou branco, semelhante a muco e se altera dependo da fase do ciclo menstrual em que se encontra a mulher, idade, excitação sexual, estado emocional, temperatura e gravidez.

3) Quais as principais bactérias que constituem a flora vaginal normal?

A flora vaginal da mulher sadia é composta principalmente por lactobacilos.

4) Quais os sintomas da vaginose bacteriana?

A vaginose bacteriana manifesta-se como um corrimento vaginal abundante, de apresentação cíclica ou não, de coloração branca ou acinzentada e com um cheiro semelhante ao de peixe. Esse odor é percebido principalmente após a relação sexual sem o uso de preservativo, tanto pela mulher como por seu parceiro, pois o contato do esperma com a mucosa do órgão genital feminino permite a liberação das substancias responsáveis por esse cheiro.

5) Por que ocorre a vaginose bacteriana?

A vaginose bacteriana é encontrada principalmente em mulheres em idade reprodutiva, o que sugere haver uma possível relação com os hormônios sexuais. Contudo, ainda não existem explicações sobre o surgimento da vaginose bacteriana, pois muitas mulheres apresentam bactérias anaeróbias em sua flora vaginal e não apresentam sintomas de infecção.

6) Quais as principais bactérias encontradas na vaginose bacteriana?

As principais bactérias encontradas em grande número na vaginose bacteriana são a Gardnerella vaginalis (mais prevalente), Bacterióides sp, Mobiluncus, Mycoplasma, Peptoestreptococcus, Prevotella sp, etc.

7) A vaginose bacteriana é transmitida sexualmente?

Ainda não se tem confirmação se a vaginose bacteriana é transmitida sexualmente. Porém, muitas evidências sugerem que não, como o encontro de vaginose bacteriana em mulheres virgens, por exemplo.

8) Existe alguma complicação da vaginose bacteriana na gravidez?

A vaginose bacteriana tem sido relacionada a uma maior possibilidade de ruptura precoce da bolsa d’água, com um trabalho de parto prematuro. Por isso, todas as gestantes que apresentem vaginose bacteriana devem ser tratadas.

9) Qual o tratamento da vaginose bacteriana?

O tratamento da vaginose bacteriana dever ser feito em todas as mulheres com sintomas. O medicamento de escolha é o metronidazol. Em mulheres que têm alergia ou intolerância ao metronidazol, uma outra medicação sugerida é a clindamicina. Nas gestantes é recomendado o uso de metronidazol ou clindamicina após o primeiro trimestre de gravidez. Mas lembre-se, somente seu médico poderá orientar o seu caso específico.

Fonte: www.mantecorp.com

Vaginose Bacteriana

Também conhecida como vaginite não específica, é a mais comum das vaginites. É causada por uma alteração na flora vaginal normal, com diminuição na concentração de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras, principalmente a Gardnerella vaginalis. Por ter uma causa orgânica, não é considerada uma DST.

Sinais e sintomas

Corrimento vaginal, geralmente de cor amarela, branca ou cinza, que apresenta odor desagradável. Algumas mulheres o descrevem como “um odor forte com cheiro de peixe” que aparece, principalmente, após uma relação sexual e durante o período da menstruação. Pode gerar ardência ao urinar e/ou coceira no exterior do órgão genital feminino porém, algumas mulheres podem não apresentar sintoma algum.

Formas de contágio

Está associado a um desequilíbrio do nível de bactérias normalmente presente no órgão genital feminino, causado pela diminuição das bactérias protetoras daquele ambiente. Desenvolve-se quando uma mudança no ambiente do órgão genital feminino causa o aumento do nível de bactérias prejudiciais – como bactérias do intestino, por exemplo.

Pode ser transmitida entre parcerias femininas.

Prevenção

Alguns cuidados básicos podem ajudar a reduzir o risco de desequilíbrio da natureza do órgão genital feminino e evitar o desenvolvimento da vaginose bacteriana:

Usar camisinha durante as relações sexuais
Evitar o uso de duchinhas
Evitar produtos químicos que podem causar irritação e desconforto na região genital

Tratamento

Em geral, feito com Metronidazol. Fazer o tratamento completo, mesmo que os sintomas desapareçam antes do fim. Normalmente, os parceiros (de ambos os sexos) não precisam fazer o tratamento de vaginose bacteriana.

Vaginose não tratada

Na maioria dos casos a vaginose bacteriana não causa grandes complicações.

Mas existem algumas implicações sérias:

Parto prematuro ou recém-nascido com peso abaixo da média

As bactérias que causam a vaginose bacteriana podem infectar o útero e as trompas de falópio. Esta inflamação é conhecida como doença inflamatória pélvica (DIP). A vaginose bacteriana pode aumentar a probabilidade de infecção por DST/aids em casos de exposição ao vírus

Pode aumentar a probabilidade de uma mulher ser infectada por outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorréia.

Fonte: www.pmcg.ms.gov.br

Vaginose Bacteriana

O que é?

O corrimento vem amarelo ou branco-acinzentado, com um cheiro forte de peixe, que piora durante as relações sexuais e na menstruação.

É o nome atual de uma infecção vaginal que até há pouco tempo recebia vários nomes: hemófilus vaginal, infecção vaginal inespecífica, gardnerella vaginal.

A vaginose bacteriana, apesar do nome, não é causada por nenhum micróbio ou bactéria em especial. Ela é um desequilíbrio ecológico do órgão genital feminino, causado pela falta das bactérias “protetoras” e pelo excesso de bactérias “estranhas à uretra” – como as bactérias do intestino e as do esperma. Às vezes ela pode estar associada às relações sexuais primeiro pelo orifício retal e depois pelo órgão genital feminino. Se você for fazer isso, use uma camisinha para a relação retal e troque por outra para a penetração vaginal.

Algumas pessoas acham que a vaginose pode surgir sem transmissão sexual, sendo às vezes uma contaminação, por exemplo, de fezes no órgão genital feminino, pelo uso inadequado do papel higiênico ou do bidê.

Por isso é importante limpar o órgão genital feminino sempre de frente para trás – de trás para a frente é mais cômodo, mas pode levar fezes à uretra. Se usar o bidê, comece lavando a vulva e depois lave o orifício retal.
Muitos acham que o bidê não é uma boa idéia para a higiene feminina, pelo risco de contaminação por fezes que ficam nos buraquinhos do chuveiro fixo do “chão” do bidê, e que o melhor seria usar o chuveirinho móvel, com a mangueirinha.

A vaginose, além de alterar o corrimento, pode provocar algum ardor ou um pouco de coceira no órgão genital feminino. Mas na metade dos casos, a mulher pode ter vaginose sem apresentar qualquer sintoma.

Portanto, em uma consulta ginecológica, deve-se pedir a(o) médica(o) para fazer um exame de bacterioscopia (um pouco do corrimento é colocado em uma lâmina que é examinada ao microscópio para análise da flora).

Embora a vaginose bacteriana seja a infecção vaginal mais comum, hoje sabe-se que quando a mulher a contrai, fica com o órgão genital “desprotegida”, o que facilita a entrada do vírus HIV (em três vezes) e das outras infecções transmitidas pelo sexo.

A vaginose também aumenta as chances de uma doença inflamatória pélvica e de inflamação no colo do útero. Ela também pode levar a problemas na gravidez ou na relação sexual.

Como tratar?

O tratamento médico é feito com medicamentos como o metronidazol. Dica: Como a vaginose acaba com as bactérias que protegem o órgão genital feminino, é possível repor os lactobacilos colocando iogurte natural no fundo do órgão genital feminino, com um aplicador de creme vaginal. Faça isso ao se deitar, pelo período de cinco dias.

Como prevenir?

Não se sabe ao certo se esta é uma doença sexualmente transmissível (DST), mas é importante que o(a) parceiro(a) seja também examinado(a) caso apresente sintomas (coceira, ardor, etc.). O uso da camisinha (masculina ou feminina) é importante para evitar a reinfecção.

Fonte: www.mulheres.org.br

Vaginose Bacteriana

Também conhecida como vaginite não específica, é a mais comum das vaginites. É causada por uma alteração na flora vaginal normal, com diminuição na concentração de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras, principalmente a Gardnerella vaginalis. Por ter uma causa orgânica, não é considerada uma DST.

Sinais e sintomas

Corrimento vaginal, geralmente de cor amarela, branca ou cinza, que apresenta odor desagradável. Algumas mulheres o descrevem como “um odor forte com cheiro de peixe” que aparece, principalmente, após uma relação sexual e durante o período da menstruação. Pode gerar ardência ao urinar e/ou coceira no exterior do órgão genital feminino porém, algumas mulheres podem não apresentar sintoma algum.

Formas de contágio

Está associado a um desequilíbrio do nível de bactérias normalmente presente no órgão genital feminino, causado pela diminuição das bactérias protetoras daquele ambiente. Desenvolve-se quando uma mudança no ambiente do órgão genital feminino causa o aumento do nível de bactérias prejudiciais – como bactérias do intestino, por exemplo.

Pode ser transmitida entre parcerias femininas.

Prevenção

Alguns cuidados básicos podem ajudar a reduzir o risco de desequilíbrio da natureza do órgão genital feminino e evitar o desenvolvimento da vaginose bacteriana: usar camisinha durante as relações sexuais, evitar o uso de duchinhas e evitar produtos químicos que podem causar irritação e desconforto na região genital.

Tratamento

Em geral, feito com Metronidazol. O melhor é sempre fazer o tratamento completo, mesmo que os sintomas desapareçam antes do fim. Normalmente, os parceiros (de ambos os sexos) não precisam fazer o tratamento.

Vaginose não tratada

Na maioria dos casos, a vaginose bacteriana não causa grandes complicações. Mas existem algumas implicações sérias:

Parto prematuro ou recém-nascido com peso abaixo da média;

Infecção do útero e das trompas de falópio. Conhecida como doença inflamatória pélvica (DIP), a vaginose bacteriana pode aumentar a probabilidade de infecção por clamídia, gonorréia e até mesmo AIDS.

Fonte: www.ses.se.gov.br

Vaginose Bacteriana

O que é vaginose?

A vaginose bacteriana (VB) é uma das alterações vaginais mais comuns e se caracteriza pela substituição da flora vaginal normal, onde predominam os lactobacilos, por uma proliferação acentuada de Gardnerella vaginalis e outras bactérias que, na mulher saudável, estão presentes em pequenas quantidades.

Quais são as causas?

A diminuição dos lactobacilos permite a multiplicação exagerada da Gardnerella vaginalis e das outras bactérias que a acompanham, mas ainda não está totalmente claro porque o número de lactobacilos diminui e permite a instalação da VB. Vários fatores podem causar essa redução, como o uso de duchas vaginais, espermicidas e de antibióticos para tratamento de outras infecções.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais freqüentes são corrimento e mau cheiro, mas, em uma parte das mulheres, a VB é assintomática, sendo detectada apenas com exame clínico/laboratorial.

Qual o grupo de pessoas mais atingido?

A vaginose bacteriana atinge mulheres em idade reprodutiva. Apesar de ser mais freqüente em mulheres com vida sexual ativa, não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), pois a Gardnerella vaginalis já está presente no ambiente vaginal e prolifera exageradamente na ausência dos lactobacilos.

Como é feito o diagnóstico?

Durante o exame clínico, quando o ginecologista observa a presença de corrimento, pode medir o ph vaginal (que nas mulheres saudáveis deve ser ácido) e fazer um teste da presença de aminas, pingando um reagente na amostra de material vaginal que provocará a liberação de odor de peixe, característico da VB. Estes três sinais, presença de corrimento, pH maior que 4,5 e liberação do odor são indicativos da vaginose.

Para o diagnóstico definitivo, deve ser coletada uma lâmina com o material vaginal para enviar ao laboratório clínico, na qual o microbiologista vai observar a presença/ausência dos lactobacilos e da Gardnerella vaginalis e a proporção entre eles.

Qual é o tratamento?

O tratamento recomendado pelo Ministério da Saúde é feito com antibiótico metronidazol via oral ou intravaginal. Este tratamento é efetivo, mas a repetição da vaginose em um período de até três meses é muito comum, porque a reconstituição do equilíbrio entre as bactérias que colonizam a mucosa vaginal, principalmente a recuperação dos lactobacilos, nem sempre ocorre.

Há prevenção?

Sim, é possível prevenir a vaginose bacteriana evitando ações que provoquem a diminuição dos lactobacilos, como uso freqüente de antibióticos e duchas vaginais. Além disso, está em estudo a utilização de lactobacilos probióticos, selecionados especialmente para a reconstituição da flora vaginal, que devem atuar inibindo a proliferação da Gardnerella vaginalis evitando a vaginose e outras infecções.

O que o não tratamento pode acarretar à saúde das mulheres?

Além do incômodo da presença de corrimento e mau cheiro, a VB pode provocar conseqüências mais graves, como parto prematuro e aumento do risco de aquisição e transmissão do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

Eliane Melo Brolazo

Fonte: www.idmed.com.br

Vaginose Bacteriana

FARMACOTERAPIA DAS VAGINITES INFECCIOSAS

INTRODUÇÀO

A Vaginite é um problema gineco- lógico responsável por cerca de 50% a 70% das queixas em consul- tas ginecológicas(1). As formas mais comuns de vaginites são: vaginose bacteriana (VB) (30 a 35% dos casos), candidíase vulvovaginal (CV) (20 a 25% dos casos), vaginite por Tricomonas (VT) (10% dos casos) e infecções mistas (15 a 20% dos casos)(2) .Os sintomas vaginais não- especificos de vaginites incluem descarga de secreção aumentada ou alterada, prurido, ar- dor, irritação e odor anormal, disúria e despa- reunia. Infecções de natureza grave podem prolongar-se, apresentando desconforto ino- portuno, afetando o relacionamento sexual e conjugal, levando assim a uma diminuição da qualidade de vida. Além disso se não tratada, a VB pode ocasionar sérias complicações obs- tétricas-ginecológicas tais como parto prema- turo, endometrites pós-parto, doença pélvica inflamatória e celulite vaginal após procedi- mentos invasivos tais como biopsia endometri- al, histerectomia, histerosalpingografia, insta- lação de dispositivo intrauterino e curetagem uterina(3) . A VT também pode estar associada com efeitos adversos na gravidez tais como trabalho de parto prematuro, nascimento com baixo peso e ruptura precoce da membra- na(4)

O aumento do fluxo do muco cervical e fluido va- ginal, ainda que seja o sinto- ma mais freqüentemente re- latado por mulheres com va- ginites, é também uma ocorrência fisioló- gica normal em aproximadamente 10% das pacientes(5) nestes casos estão ausentes outros sinais de infecção. Um volume au- mentado do fluxo pode ser normalmente observado na porção média do ciclo menstrual, após a menstruação e durante a gravidez(5)

Estudos indicam que a infecção vagi- nal ocorre quando há alteração no comple- xo balanço de microorganismos e um deles (ex. Gardnerella vaginalis, Mycoplasma hominis, Mobiluncus sp. ou C andida albi- cans) esta em uma concentração aumenta- da, provocando os sintomas. O uso de anti- bióticos, hormônios, duchas vaginais, in- tercurso sexual, doenças sexualmente transmitidas, estresse, falta de higiene, e troca frequente de parceiros sexuais são fatores que parecem ter um papel rele- vante na quebra do equilíbrio da flora mi- crobiana (4,6).

CANDIDÈASE VULVOVAGINAL (CV)

A CV é responsável por cerca de 20 a 25 % dos corrimentos genitais de origem infecciosa. Sendo que aproximadamente 75% das mulheres irão experimentar pelo menos um episódio de CV durante sua vida, e aproximadamente 45% destas irão ter mais que um episódio (3,6) . Na maioria das vezes, a espécie Candida albicans está envolvida. Contudo, em 15 a 20% dos casos, outras espécies, como a C. glabrata e a C. tropicalis, podem produzir idênticas manifestações clínicas. Infecções por não-albicans podem ser responsáveis por CV recorrentes e re- sistentes a medicamentos. A CV não é usualmente adquirida através do intercurso sexual, no entan- to o exame do parceiro para balanite é indicado em casos de infecção recorrente(3). Pacientes com candidíase queixam-se tipicamente de prurido e ardor vaginal, freqüentemente exacerbados pela micção ou intercurso sexual, alem de queixar-se de corrimento (6).

Aproximadamente 10-20% das mulheres as- sintomáticas, com exame citológico positivo, são colonizadas com espécies de Candida e não ne- cessitam de tratamento. O tratamento deve ser reservado para mulheres sintomáticas (7).

Apesar dos agentes tópicos azólicos per- manecerem como primeira escolha para o trata- mento de candídiase aguda não recorrente, os si- nais e sintomas de CV podem ser efetivamente tratadas tanto com agentes orais quanto com tó- picos (8).. Estudos controle randomizados, não en- contraram evidências de vantagens entre uma de- terminada formulação sobre outra em particular, a redução de sintomas mostraram-se persistentes tanto com os imidalózicos intravaginais quanto com o uso de fluconazol oral e itraconazol oral. O uso de fluconazol oral esta associado a um au- mento da freqüência de náusea de leve intensida- de, cefaléias e dor abdominal (9).

Demostrou-se também não haver diferen- ça significativa na eficácia de regimes de curta duração sobre os de longa duração em CV não complicada (10,11) . A Nistatina intravaginal foi um dos primeiros agentes tópicos em uso, apresenta taxa de cura para CV não-complicada em torno de 70% a 80% , menor do que com os agentes agentes antifúngicos azólicos(3,4,9,10). A menor eficácia e o tempo prolongado de tratamento (14 dias) limita a sua utilização.

A formas orais de Cetoconazol, Flucona- zol e Itraconazol são eficazes na erradicação do fungo do órgão genital feminino e outros reservatórios, no entan- to, devido maior toxicidade, efeitos adversos e interações medicamentosas que as formulações tópicas, devem ser reservadas para CV crônica re- corrente (6). Tanto o Fluconazol como o Itracona- zol permitem o tratamento em dose única e tem apresentado menor efeito hepatotóxico quando comparado ao Cetoconazol, porem devem ser evi- tados em pacientes com doença hepática e em mulheres grávidas. Há evidências de que antifún gicos tópicos possam aliviar os sintomas mais rapida- mente que as formas orais, isto pode ser devido pri- mariamente à ação tópica do veículo medicamentoso (12) .

A erradicação com tratamento de 5-7 dias va- riaram de 57% com Clotrimazol a 89% com M iconazol (13,14,15). A REM UM E-SP (Relação M unicipal de M edica- mentos) contem como antifúngico tópico, M iconazol a 2% creme vaginal.

Tendo em vista que a umidade e a inadequa- da aeração favorecem o desenvolvimento dos fungos, deve-se recomendar às pacientes com CV o uso de roupas não apertadas e arejadas. As roupas intimas devem ser de algodão, evitando-se tecido sintético. Em relação ao regime alimentar, deve-se restringir o consumo de açúcar, lactose e laticínios. Recomenda- se também evitar duchas vaginais e intercurso sexual durante o tratamento (10).

A CV recorrente é definida como 4 ou mais episódios dentro de um período de 12 meses. Os fa- tores causais com freqüência não são identificados, mas fatores presdisponentes podem incluir doenças de base , tais como HIV e diabetes e utilização de quimioterápicos, imunosupressivos, antibióticos ou corticosteróide (3).

A VB é o tipo mais comum de vaginite em mulheres em idade reprodutiva. Esta condição é considerada uma doença polimicrobiana, representada por uma alteração na flora normal do órgão genital feminino, com supercrescimento de bactérias predominantemente anaeróbicas como Gardnerella, Myco- plasma e Mobilincus sp e perda de lactobacilos produtores de hidrogênio. Embora possa ser transmitida se- xualmente não é considerada uma doença venérea (16). As bactérias anaeróbias podem ser encontradas em menos de 1% da flora de mulheres normais. M etade das mulheres com VB são assintomáticas. Ainda que a presença de prurido não seja freqüente, a presença de corrimento é comum. As pacientes queixam-se fre- qüentemente de odor vaginal malcheiroso (cheiro de peixe), especialmente durante a menstruação e após o ato sexual. Vários estudos evidenciam uma associação de VB com seqüelas adversas significativas. M ulhe- res com VB possuem maior risco de doença inflamatória pélvica (DIP), DIP pós-abortamento, infecções pós- operatórias da cúpula vaginal após histerectomia e citologia cervical anormal e parto prematuro (pacientes com histórico de perda fetal, devem ser examinadas para VB)(4) .

A identificação da Vaginose Bacteriana tem como base os seguintes achados(4) :

1-U m odor vaginal de peixe, particularmente notável após o coito, e corrimento vaginal.

2-As secreções vaginais são cinza e revestem finamente as paredes vaginais.

3-O Ph destas secreções é maior que 4,5 (geralmente 4,7 a 5,7).

4-A microscopia das secreções vaginais revela um número aumentado de células indicadoras, e os
leucócitos estão ausentes. Em casos avançados de VB mais de 20% das células epiteliais são indi-
cadoras.

5-A adição de KO H às secreções vaginais ( o teste do cheiro) libera um odor de peixe, semelhante
ao de amina

O tratamento ideal é aquele que iniba os anaeróbios, mas não os lactobacilos vaginais. O metroni- dazol é um antibiótico com excelente atividade contra anaeróbios, mas pequena atividade contra lactoba- cilos, é a droga de escolha para o tratamento da VB. Sendo recomendado metronidazol oral, 500mg duas vezes ao dia por 7 dias ou metronidazol gel 0,75%, um aplicador cheio (5g) duas vezes por dia por 5 dias. U m regime alternativo é: M etronidazol 2g via oral em dose única(17)

Preparados intravaginais de metronidazol ou clindamicina parecem ser tão efetivo quanto o trata- mento oral (17) .

O tratamento do parceiro sexual não é indicado ao menos que a paciente apresente episódios recor- rentes (16) . É importante notar que em aproximadamente um terço das pacientes, a doença poderá reapa- recer dentro de 3 meses, e irá necessitar de tratamento prolongado por 10 a 14 dias. Deve-se lembrar de que pacientes em uso de metronidazol, devem ser alertados a evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, para prevenir as reações tipo dissulfiram.

Ransom (18) e colaboradores compararam M etronidazol oral (500 mg duas vezes/dia por sete dias) e M etronidazol gel intravaginal 0.75% (uma aplicação duas vezes ao dia por cinco dias) em sessenta pacientes e demonstraram bons resultados em ambos os grupos com índices de cura equivalentes (90% de cura no grupo sob regime tópico e 93% no grupo sob regime oral)

A REMUME contem o Metronidazol cps de 250 mg cps e de 400mg e também o Metronidazol gel 0,75%/5g para uso tópico.

VAGINITES POR TRICOMONAS (VT)

É uma doença transmitida predominantemente por via sexual, causada por um parasita protozoário anaeróbio, Trichomononas Vaginalis. Apre- senta corrimento vaginal profuso, fluido amarelo a esverdeado, acompanhado ou não de odor fétido. A taxa de transmissão é alta; 70% dos homens contraem a doença a- pós uma única exposição a uma mulher infectada, o que sugere que a taxa de trans- missão do homem para a mulher seja ainda maior, a tricomoníase com freqüência é acompanhada de vaginose bacteriana (4,19)

Identificação da Vaginite por T richomonas Vaginalis (4)

1-A vaginite por Trichomonas esta associada a um corrimento vaginal profuso, purulento e fétido que pode ser acompanhado por prurido vulvar.

2-As secreções vaginais podem se exteriorizar no órgão genital feminino.

3-Em pacientes com altas concentrações de organismos, pode-se observar um eritema vaginal em pla cas e colpite.

4-O pH das secreções vaginais geralmente é maior que 5,0.

5-A microscopia das secreções revela tricomonas móveis e número aumentado de leucócitos.

6-Pode haver células indicadoras devido á associação comum com VB

O tratamento recomendado é metronidazol 2g em uma única dose para ambos os parceiros. No caso de falha do tratamento na ausência de re-exposição, o paciente deve ser retratado com M e- tronidazol 500mg duas vezes ao dia por 7 dias. O Tinidazol é droga de segunda escolha no tratamento da Tricomoniase (20) e tem sido utilizada para o tratamento de Tricomoniase resistente a M etronidazol (21)

REFERÂNCIAS BIBLIOGRÊFICAS

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4- Piato, S. – Tratado de Ginecologia, 2a Ed., São Paulo, Editora Artes M édicas, 2002, pp. 310-313.
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18-Ransom, SB; M cComish ,JF;G reenberg, R; Tolford, DA. O ral metronidazole vs. M etrogel Vaginal for treating bacterial
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19-Petrin D, et all – Clinical and microbiological aspects Trichomonas vaginalis. Clin. Microbiol.,1998 ;11(2):300.
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21- Sobel JD et all -Tinidazole therapy for metronidazole-resistant vaginal trichomoniasis C lin. Infect. D is 2001; 33:1341

Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br

Vaginose Bacteriana

Vaginose Bacteriana - Foto Ilustrativa

Apresenta-se como corrimento branco-amarelado abundante com mau cheiro

Conceito

Usa-se o termo vaginose para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais. Na vaginose, por outro lado, as lesões não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal. A vaginose é causada pela bactéria gardnerella vaginalis, que faz parte da flora normal vaginal, e pode não apresentar sinais ou sintomas. Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo branco-amarelado ou acinzentado, com bolhas em sua superfície e com um cheiro desagradável, assemelhando-se ao de “peixe podre”, principalmente após a relação sexual. A coceira vaginal é relatada por algumas pacientes, mas não é comum.

Sinônimos: Vaginite inespecífica. Vaginose bacteriana.

Agente: Gardnerella vaginalis.

Complicações: Infertilidade. Salpingite. Endometrite. Ruptura prematura de Membranas que envolvem o feto.

Transmissão: Geralmente primária na mulher.

Período de Incubação: De 2 a 21 dias.

Tratamento: Medicamentoso

Prevenção: Camisinha.

Fonte: www.eerp.usp.br

Vaginose Bacteriana

Vaginose Bacteriana - Foto Ilustratva II

É um desequílibrio da flora vaginal, ou seja, da quantidade e tipos de microorganismos que moram no órgão genital feminino causando um predomínio de determinadas bactérias como Gardnerella vaginallis, Bacteróides sp, Mobiluncus sp.

Como se pega?

Pode ser através da relação sexual.

Quais os sintomas?

Quase metade dos casos de vaginose bacteriana são assintomáticos (não apresentam sintomas). Mas podem aparecer alguns sintomas como corrimento vaginal (acinzentado e cremoso), com mau cheiro (depois da relação sexual e durante a menstruação) e dor nas relações sexuais.

Quanto tempo demora para aparecer os sintomas?

Não dá para se saber ao certo, mas o mais importante é sempre procurar um serviço de saúde para ver como anda a saúde.

Como é o diagnóstico?

É feito com material (corrimento) recolhido do órgão genital feminino.

Como é o tratamento?

Para iniciar o tratamento deve procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será correto e eficiente.

DICA

É importantíssimo ir sempre ao/a médico/a, para ver como anda nossa saúde ! ! !

Fonte: www.adolescencia.org.br




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