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Sistema Reprodutor Feminino

Fisiologia do Sistema Reprodutor

Formado pelas seguintes estruturas: Cretal genital, útero, 2 tubas uterinas e 2 ovários, ligados ao útero, de cada lado, através de ligamentos ovarianos.

Externamente, ao redor da abertura da genitália, temos 2 lábios de cada lado e, anteriormente, um pequeno tecido erétil chamado órgão genital feminino. Esta região externa é conhecida como vulva.

Sistema Reprodutor Feminino

A função do aparelho reprodutor feminino é receber os gametas masculinos durante o ato sexual, propiciar as condições favoráveis à fecundação, isto é, a união de um espermatozóide com um óvulo (gameta feminino) formando um zigoto e, ocorrendo de fato uma fecundação, possibilitar, durante vários meses, o desenvolvimento do embrião e do feto até que este novo ser esteja em condições de viver fora do corpo de sua mãe. Ainda assim, mesmo após o nascimento, durante vários meses, a alimentação básica da criança depende de nutrientes produzidos por sua própria mãe (leite materno). O desenvolvimento das mamas, para que a produção de leite seja possível, também depende de hormônios produzidos pelas gônadas femininas.

OVÁRIOS

Os dois ovários apresentam em seu estroma desde o nascimento, aproximadamente, 300.000 folículos imaturos denominados folículos primários. Cada folículo primário apresenta, em seu interior, um óvulo ainda imaturo denominado oócito primário.

A partir da puberdade, sob influência de hormônios hipofisários (FSH), a cada mês, aproximadamente, alguns (apenas alguns) dos centenas de milhares de folículos passam por modificações suscessivas a cada dia, passando por diversas fases: folículos primários – folículos em crescimento – folículos veliculares – folículos maturos.

Sistema Reprodutor Feminino

Os folículos, durante o crescimento, produzem uma considerável quantidade do hormônio estrogênio.

Após alguns dias de constante crescimento os diversos folículos atingem um grau máximo de desenvolvimento e passam a ser denominados folículos maturos.

Supostamente devido a uma alta quantidade de estrogênio produzido pelos diversos folículos maturos, a adenohipófise passa a secretar, subitamente, uma grande quantidade do hormônio LH (Hormônio Luteinizante). Este fenômeno, de aumento súbito na secreção do LH é conhecido como "pulso do LH".

O pulso do LH é um dos mais importantes fatores responsáveis pela ovulação: Um dos diversos folículos maturos encontrados nos ovários, de repente, sob influência da alta concentração de LH, rompe-se e libera o óvulo para fora do ovário. A partir deste momento, todos os demais folículos maturos passam, imediatamente, a entrar num processo de degeneração, deixando de produzir estrogênio. Os folículos, degenerando-se, transformam-se em tecido fibroso e gorduroso denominado corpo albicans. Já o folículo que ovulou, sob influência do LH, não se degenera imediatamente. Durante aproximadamente 2 semanas sobrevive na forma de um corpo amarelado conhecido como corpo lúteo. Durante estas 2 semanas, na forma de corpo lúteo, produz grande quantidade de estrogênio e progesterona.

Passado este período, com a queda constante do LH, também se degenera transformando-se em corpo albicans.

Com a degeneração do corpo lúteo caem significativamente os níveis dos hormônio estrogênio e progesterona, que estavam sendo produzidos pelo mesmo. A queda dos níveis destes 2 hormônios faz com que a hipófise novamente passe a secretar quantidades crescentes de FSH. O FSH promove, então, nos ovários o desenvolvimento de novos folículos até então primários. Estes novos folículos passam a crescer a cada dia, produzindo novamente estrogênio e, tudo o que foi descrito nos parágrafos anteriores, passa a acontecer novamente.

Estes eventos repetem-se aproximadamente a cada 28 dias durante toda a vida fértil da mulher. A cada ciclo temos uma fase onde diversos folículos se desenvolvem, produzindo estrogênio. Ao final desta fase ocorre uma ovulação. A partir da ovulação entramos numa outra fase onde predomina a existência de um corpo lúteo, que produz estrogênio + progesterona.

A cada ovulação, um óvulo (ainda na fase de oócito secundário) ao ser expulso do ovário, com muita probabilidade, acaba se aderindo a uma das fímbrias que se encontram na extremidade de cada uma das tubas uterinas. Aos poucos o óvulo vai se deslocando para o interior da tuba e, desta, em direção à cavidade uterina.

Não ocorrendo a fecundação (o que geralmente ocorre), o óvulo morre antes de atingir a cavidade uterina e o que resta do mesmo é expelido durante o fluxo menstrual seguinte.

CICLO ENDOMETRIAL

As alterações cíclicas hormonais descritas acima produzem alterações bastante significativas no tecido que reveste internamente a cavidade uterina (endométrio):

Durante a fase de desenvolvimento e crescimento dos diversos folículos ovarianos, a cada ciclo, o estrogênio secretado por tais folículos em crescimento estimula a ocorrência de uma proliferação celular por todo o endométrio. As células endometriais se proliferam, o endométrio torna-se mais expesso, os vasos sanguíneos dilatam-se proporcionando um maior fluxo sanguíneo, as glândulas endometriais desenvolvem-se tornando-se mais longas e tortuosas. Esta fase dura aproximadamente 11 dias e é conhecida como fase proliferativa.

Passada a ovulação, entramos numa outra fase, caracterizada pela intensa atividade secretória das glândulas endometriais. A secreção é estimulada pelos altos níveis de progesterona, além de estrogênio, ambos sendo secretados pelo corpo lúteo. Esta fase dura aproximadamente 12 dias e é conhecida como fase secretória.

Como o corpo lúteo também se degenera, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona caem provocando uma degeneração no endométrio: os vasos sanguíneos se tornam espásticos, o fluxo sanguíneo se reduz acentuadamente, as células endometriais descamam-se, as glândulas endometriais deixam de secretar e um sangramento constante ocorre fazendo-se fluir através do cretal genital. Tal fase, que dura aproximadamente 5 dias, é conhecida como fase menstrual.

ESTROGÊNIO E PROGESTERONA

A partir da puberdade e durante toda a vida fértil da mulher, enquanto folículos se desenvolvem, a cada ciclo, em seus ovários verificamos uma significativa produção de estrogênio. Cada vez que se forma um corpo lúteo, também a cada ciclo, além de estrogênio ocorre também produção de progesterona. Estes dois hormônios são muito importantes no desenvolvimento e no adequado funcionamento do Sistema Reprodutor Feminino.

O estrogênio, a partir da puberdade, é o grande responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários femininos: Os ossos longos crescem rapidamente até aos 16 anos, quando perdem a capacidade de crescimento pela calcificação dos discos epifisários; os ossos da pelve também crescem, alargando o cretal pélvico; pêlos pubianos aparecem; a vulva se desenvolve e passa a apresentar os grandes e pequenos lábios genitais; a parede genital se torna mais resistente; o pH do aparelho genital se torna mais ácido devido ao desenvolvimento de bactérias saprófitas que passarão a habitar esta cavidade; aumenta o volume da genitália, do útero e das tubas uterinas; as mamas se desenvolvem e, em seu interior, acumulam-se tecido gorduroso e fibroso, além de se desenvolverem células produtoras de leite agrupadas em alvéolos, com ductos dirigidos em direção ao mamilo. A cada ciclo, durante a vida reprodutiva da mulher, as oscilações de estrogênio também causam modificações significativas no endométrio, como as descritas acima.

A progesterona, cada vez que é secretada, promove uma intensa atividade secretória no endométrio, preparando-o a receber um óvulo fecundado para se implantar no mesmo. A secreção endometrial é rica em carboidratos, aminoácidos, gordura e diversos minerais, importantes para a nutrição embrionária durante a fase inicial da gravidez.

Fonte: mclocosta.sites.uol.com.br

Sistema Reprodutor Feminino

O Sistema reprodutor feminino consiste nos ovários e tubas uterinas ( ovidutos ) bilateriais , um útero normalmente bicórneo , cérvix , órgão genital feminino, vestíbulo , vulva e glândulas associadas .Ele está vinculado à produção e transporte de óvulos , ao transporte dos espermatozóides à fertilização e à acomodação do concepto até o nascimento.

TUBA UTERINA ( OVIDUTO )

As tubas uterinas são estruturas tortuosas bilaterais que se estendem da região do ovário para os cornos uterinos e transportam ovos e espermatozóides.

Três segmentos da tuba uterina podem ser distinguidas:

1 ) o infundíbulo , um grande orifício no formato de um funil;

2 ) ampola , um segmento de parede delgada que se estende caudalmente do infundíbulo;

3 ) o istmo , um segmento muscular unido ao útero.

Estrutura histológica:

O epitélio é simples cilíndrico , ou pseudoestratificado cilíndrico , com cílios móveis na maioria das células .Ambos os tipos de células possuem microvilos.

Atividades secretoras estão evidentes apenas nas células não –ciliadas.

Histofifiologia:

O infundíbulo capta os ovócitos liberados do ovário .O infundíbulo possui projeções digitiformes denominadas fímbrias .A ampola é o local da fertilização .Os óvulos fertilizados são transportados da ampola para o útero por leves contrações musculares peristálticas e pelos cílios da tuba uterina , que batem no sentido do útero .Os ovos necessitam de aproximadamente quatro ou cindo dias para atravessar o istmo .Este período independe do comprimento do istmo e da duração da gravidez entre as espécies .

A passagem dos espermatozóides para a ampola é explicada pelas contrações musculares das paredes uterinas e tubárias .Pela motilidade própria dos espermatozóides .

ÚTERO

O Útero é o local de implantação do concepto .Ele sofre uma seqüência definida de alterações durante o ciclo estral e reprodutivo .Na maioria das espécies consiste em cornos bilaterais ligados às tubas uterinas , e um corpo e um colo ou cérvix , que unem à órgão genital feminino.

Nos primatas todo o útero é um único tubo , denominado útero simples.

Estrutura histológica:

A parede uterina é constituída de tr6es camadas:

1 ) a mucosa ou endométrio,

2 ) a muscular ou miométrio , e

3 ) a serosa ou perimétrio.

Endométrio: O epitélio superficial é simples cilíndrico na égua e na cadela . Ele é pseudoestratificado cilíndrico e ou simples cilíndrico na porca e nos ruminantes.

Glândulas simples , tubulares ramificadas espiraladas , revestidas de epitélio simples cilíndrico ciliado e não-ciliado , estão presentes em todo endométrio exceto nas áreas das carúnculas dos ruminantes ( onde as membranas embrionárias se fixam durante a prenhez ). As células de revestimento são contínuas com o epitélio das gl6andulas uterinas.

Miométrio: O miométrio consiste numa espessa camada circular interna e uma camada longitudinal externa de células musculares lisas que aumentam de número e tamanho durante a gravidez.

Perimétrio: O perimétrio consiste em tecido conjuntivo frouxo coberto pelo mesotélio peritoneal .Células musculares lisas ocorrem no perimétrio .Numerosos vasos sangüíneos e fibras nervosas estão presentes nesta camada.

Órgão Genital Feminino: É um tubo muscular que se estende do colo ( cérvix ) ao vestíbulo . É uma via puramente reprodutora .

VESTÍBULO E VULVA

O vestíbulo é demarcado da parte caudal da orgão genital feminino por uma prega rudimentar , o hímen . A parede do vestíbulo contém os orifícios da uretra , as glandulas vestibulares maiores e menores.

O clitóris está localizado na região caudal extrema do vestíbulo.

A vulva é formada pelos lábios externos . São cobertos por pele ricamente suprida de glândulas.

Relação da Metrorragia à menstruação nos primatas.

A menstruação nos primatas é um fenômeno inteiramente diferente do sangramento uterino observado nas espécies bovina e canina . A hemorragia uterina na vaca e na cadela ocorre durante uma fase regenerativa do endométrio no estro , quando níveis relativamente altos de estrogênio estão presentes.A fase regenerativa continua após a ovulação sob o estímulo da progesterona , que prepara o útero para a gestação .

A menstruação , por outro lado, ocorre durante uma fase degenerativa do endométrio , precipitada pela retirada dos estrogênios e , mais importante , da progesterona após a involução do corpo lúteo.

OVÁRIOS

Os ovários são estruturas pares. O ovário tem funções endócrinas e exócrinas . A primeira função envolve a produção de estrógenos e progesterona e a outra está relacionado com os gametas femininos ou ovários.

Os ovários na maioria dos animais , com exceção da égua , são formados por duas zonas diferentes: o córtex ou zona parenquimatosa e a medula ou zona vascular .Na égua o córtex e a medula estão invertidos.

O córtex contém numerosos folículos em vários estágios de desenvolvimento , corpos lúteos e elementos do estroma.

A medula se caracteriza pela presença dos grandes vasos sangüíneos , linfáticos e nervos .É um tecido conjuntivo frouxo rico em fibras elásticas e fibras reticulares.

Ciclo Ovariano: O ovário sofre alterações cíclicas influenciadas pelos efeitos dos hormônios tróficos secretados pela adeno-hipófise .

A atividade da adeno –hipófise , como no macho , é regulada pelos fatores liberadores hipotalâmicos – fator liberador do hormônio luteinizante ( LRF ) e o fator de liberação hormônio folículo estimulante ( FRF).

A liberação do FSH e do LH pela adeno-hipófise é o regulador específico da atividade ovariana . O FSH estimula o crescimento e a maturação dos folículos ovarianos . da mesma forma que é responsável pela secreção de estrógeno por estas estruturas .A ruptura do folículo ovariano a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo ocorrem sob a influência do LH.

As influências combinadas do FSH e do LH regulam a atividade cíclica do ovário.

As atividades cíclicas são: Desenvolvimento dos folículos , ovulação , formação do corpo lúteo , degeneração dos folículos e degeneração do corpo lúteo.

Desenvolvimento Folicular: Um folículo ovariano é uma agregação esférica de células que contém o gameta em desenvolvimento .O crescimento e o desenvolvimento dos folículos é acompanhado por alterações noas gametas associados. A continuidade cíclica do desenvolvimento folicular se caracteriza através da identificação dos folículos específicos – folículo primordial , folículo primário , folículo secundário , folículo maduro .O crescimento folicular e a maturação ocorrem sob a influência das gonadotrofinas da adeno-hipófise.

O Folículo primordial caracteriza-se por apresentar uma camada simples de células pavimentosas que circundam o ovócito primário .A ativação do folículo primordial resulta num folículo primário .Esta ativação envolve alterações no ovócito primário , nas células foliculares e de outrosa elementos do estroma .A acumulação de grãos de vitelo é observada no ovócito primário .As células foliculares se tornam cúbicas .O folículo primário ainda contém o ovócito primário .

O folículo secundário é identificado pelo aumento da população das células foliculares associados ao ovócito primário e pelo desenvolvimento de uma zona pelúcida entre o ovócito primário e as células foliculares .

As células foliculares são mitoticamente ativas constituindo agora a corona radiata .Elas são separadas do ovócito primário pela zona pelúcia , um material amorfo.

As células do estroma se diferenciam em duas camadas a teca folicular interna e a teca folicular externa . As células tecais são separadas das células da granulosa por uma membrana basal .A teca interna é formada por células epiteliais grandes e por uma intensa rede vascular . A teca externa é uma camada de células fibroblásticas.

O desenvolvimento de um folículo terciário ou vesicular resulta da atividade secretora das células granulosas .Pequenos espaços entre as células granulosas , repletos de fluído , se tornam aparentes durante o desenvolvimento antral . Essas pequenas lacunas ou fendas intercelulares, preenchida por líquido folicular , confluem e formam o antro folicular.Estes eventos são acompanhados pelo crescimento contínuo do folículo .Ligando as células da granulosa as células da corona radiata encontra-se um amontoado celular o cumulus oophorus. As células da corona radiata possuem prolongamentos citoplasmáticos que penetram na zona pelúcida e que entram em contato com os microvilos do ovócito . Apesar das alterações associadas às células tecais e granulosas durante o desenvolvimento , um folículo vesicular ainda contém um ovócito primário.

Os folículos pré- ovulatórios também são chamados folículos maduros ou folículos de Graaf. Eles são estruturas muito grande.

Ovulação: A ovulação é a ruptura do folículo e a liberação do ovócito . O líquido folicular liberado na ovulação provavelmente auxilia o transporte do ovócito da superfície do ovário para o infundíbulo.

Depois da ovulação , o ovócito permanece envolvido pela zona pelúcida e pela corona radiata . A corona radiata é formada por várias camadas celulares intimamente associadas ao ovócito , as quais compreendem as zonas mais internas do cumulus oophurus .O ovócito e suas células associadas podem Ter massa suficiente para sua captura pela fimbria .Na vaca contudo , a corona radiata é perdida no momento da ovulação .Em outras espécies , a corona radiata permanece intacta até que os espermatozóides estejam presentes.

Atresia Folicular

Nem todos os folículos em desenvolvimento chegam a ovulação.Muitos folículos sofrem atresia folicular (degeneração ) . A degeneração dos folículos pode ocorrer a qualquer momento de sua sequência de desenvolvimento . Os folículos com ovócitos múltiplos são comuns e estão destinados a se tornar atrésicos.

A atresia folicular , durante os estágios avançados do desenvolvimento folicular resulta na degeneração que é seguida pela formação de uma cicatriz , o corpo atrésico. O processo degenerativo inclui o ovócito e as células associadas. O ovócito se liquefaz , a zona pelúcida se espessa e pregueia . As células associadas degeneram . As paredes do folículo entram em colápso.

Corpo lúteo: Depois da ruptura da parede ovariana e dos elementos associados ao folículo , ovócito é ejetado para o interior do oviduto. As regiões remanescentes do folículo não degeneram , mas sofrem alterações pronunciadas que conduzem a formação do corpo lúteo. As células da granulosa proliferam , se hipertrofiam e são transformadas em células granulosas luteínicas . Na égua , vaca , cadela e na mulher , a acumulação de um pigmento lipídico amarelado ( luteína ) e de outros lipídios marca a transição para as células granulosas luteínicas.

As células da teca folicular interna também são convertidas em células produtoras de lipídios , as células teca-luteínicas .Essas células são menores que as células granulosas – luteínicas . O processo pelo qual as células granulosas e tecais são convertidas em células luteínicas é chamado luteinização.

A estrutura resultante é denominada corpo lúteo ( corpo amarelo ) , esteja a luteína presente ou ausente . Se a fertilização não ocorre , o corpo lúteo cíclico lentamente degenera ( corpo lúteo regressivo ) e á substituído pelo tecido conjuntivo . Portanto o corpo lúteo é convertido em corpo albicans.

Se a fertilização ocorrer o corpo lúteo gravídico perdura , parmanecendo ativo por um período de tempo variável durante a prenhez.

Em algumas espécies o corpo lúteo gravídico é necessário durante toda a prenhez. Em outras , ele pode ser removido em épocas variáveis.

Fonte: www.pucrs.campus2.br

 

Sistema Reprodutor Feminino

O Sistema Reprodutor Feminino inclui: os ovários, onde amadurecem os óvulos; as tubas uterinas, que transportam e protegem os óvulos; o útero, que provê um meio adequado para o desenvolvimento do embrião, e a genitália, que serve como receptáculo dos espermatozóides, e os órgãos externos.

Ovários

Os ovários, gônadas femininas são responsáveis pela produção dos óvulos e esteroidogênese. Apresenta uma camada externa, o córtex que envolve a medula central. No nascimento, o córtex de cada ovário contém centenas de milhares de óvulos imaturos em pequenas esferas individuais compostas de uma única camada de células. Cada uma dessas estruturas é um folículo primário, e as células envoltórias constituem as células foliculares. A maioria desses folículos permanece como folículos primários até a puberdade.

Tubas Uterinas

As tubas uterinas são formações tubulares que transportam o óvulo em direção ao útero. Cada tuba estende-se desde o polo distal do ovário, através da borda superior do ligamento largo até a borda supero-lateral do útero.

A tuba uterina divide-se anatomicamente em quatro regiões: infundíbulo, ampola, istmo, intramural. A porção do ligamento largo que ancora cada tuba é chamada mesosalpinge. A porção medial da tuba uterina, de calibre menor, é chamada istmo. A extremidade distal de cada tuba é chamada infundíbulo, e se abre na cavidade abdominopélvica, muito perto do ovário. O infundíbulo tem prolongamentos digitiformes, denominadas fimbrias, que envolvem grande parte da superfície do ovário. A porção adjacente é a ampola. A fertilização geralmente ocorre na ampola. Acredita-se que os movimentos das fímbrias e de seus cílios produzem uma corrente de fluido peritoneal que entra na tuba uterina e assim carrega o óvulo liberado do folículo para a tuba.

Útero

O útero é um órgão ímpar, oco, com a forma de uma pêra, que recebe as tubas uterinas nos seus ângulos superiores e se continua para baixo pela genitália. A porção superior do útero é chamada corpo, abaixo é chamado óstio, e a porção inferior é denominada colo uterino. A região em forma de cúpula do corpo uterino acima e entre os pontos de entrada das tubas uterinas é chamada fundo. A cavidade do útero é revestida por um epitélio de células cilíndricas ciliadas denominado endométrio. O endométrio consiste de uma camada funcional sobre acentuadas alterações no desenvolvimento durante o ciclo menstrual.

Genitália

É o cretal que se estende do vestíbulo até o colo uterino. Está em relação com a bexiga e a uretra anteriormente, e com o reto, posteriormente. A mucosa genital prolifera durante o ciclo menstrual de maneira semelhante às mudanças endometriais ocorridas no útero. Contém numerosas pregas transversais ou rugas genitais.

Perto da entrada genital, a mucosa usualmente forma uma prega vascular chamada hímen. O hímen bloqueia parcialmente a entrada genital, mas em alguns casos fecha completamente o orifício.

Órgãos Genitais Femininos Externos

Os órgãos genitais externos femininos são conhecidos como vulva. Sob a influência de estrógenos, há uma tendência na mulher de se depositar tecido adiposo à frente da sínfise púbica. Esta deposição produz uma elevação chamada monte do púbis. Duas dobras arredondadas – os lábios maiores – estendem-se para trás do monte do púbis. A superfície interna é lisa e úmida em decorrência da presença de numerosas glândulas sebáceas.

Os lábios menores são duas dobras menores localizadas medialmente aos lábios maiores. Anteriormente, rodeiam o clitóride. Os lábios menores são altamente vascularizados. Eles circundam um espaço, o vestíbulo, onde se abrem a genitália e a uretra. Diversas glândulas abrem-se no vestíbulo deixando suas paredes úmidas, facilitando o intercurso sexual. O clitórideé uma pequena estrutura alongada localizada na junção anterior dos lábios menores. É homólogo à porção dorsal do falo e, como este, é formado de tecido erétil. O clitórideé muito sensível ao toque, torna-se ingurgitado de sangue e rígido quando estimulado, contribuindo para o estímulo sexual da mulher.

Glândulas Mamárias

Cada glândula mamária é uma elevação hemisférica coberta de pele localizada superficialmente aos músculos peitorais maiores. Logo abaixo do centro de cada glândula mamária há um mamilo saliente rodeado por uma aréola circular. A aréola apresenta muitas pequenas elevações devidas à presença de numerosas glândulas sebáceas grandes chamadas glândulas areolares. Estas produzem uma secreção serosa com a função de prevenir as rachaduras do mamilo durante a amamentação.

Internamente, a periferia de cada glândula mamária é constituída de tecido adiposo mantido por um estroma conjuntivo. Centralmente, há de 15 a 20 lobos, cada um deles consistindo numa glândula tubuloalveolar composta separada. Cada lobo é drenado por um ducto lactífero, que se abre no mamilo. Logo antes de alcançar o mamilo, cada ducto lactífero expande-se em pequenos reservatórios de leite chamados cada um de seio lactífero.

As glândulas mamárias começam seu desenvolvimento após a puberdade, quando ficam expostas às estimulações cíclicas por estrógeno e progesterona. Aumentam em tamanho durante a gravidez e alcançam seu tamanho máximo durante a amamentação.

Quando se trata de saúde todo cuidado é pouco. As pessoas costumam dar muita atenção àparte externa de seu corpo esquecendo-se de que a parte interna é o que mantém a parteexterna com beleza. Cuidar da saúde envolve muito mais do que tomar as medidas práticasquando surge algum problema, mas prevenir antes que eles surjam é muito mais sensato elucrativo do que arcar com as despesas de um tratamento depois. Quer um exemplo? Algumasmulheres não tem tanto cuidado assim com seu corpo, especialmente com as partes íntimas.As coisas que se usa para a higienização do aparelho genital feminino nãodevem sermisturadas. Muitas mulheres tem mania de ao tomar banho lavas as partes íntimas com osabonete que todos tomam banho. Não pode! Outras ainda tem a mania de deixar apenasuma toalha para todos na casa se enxugar, de forma coletiva. Imagina a quantidade de bactérias que não tem nessa toalha, ou no sabonete? Aliás, sabonete após o quinto uso estácontaminado. A quantidade de fungos e bactérias que podem entrar no aparelho genital émuito grande, e os estragos que elas podem fazer também. É importante salientar que anecessidade de cuidados é muito grande. Algumas mulheres costumam usar calcinhas que nãosão de algodão. Isso causa ainda mais fungos, e dá mais alergias e mais problemas. O uso deabsorventes diários seria desnecessário se você cuidasse de forma adequada dessa parte deseu corpo, pois se isso fosse feito não haveria os famosos corrimentos e assim, não haveria anecessidade de usar essas coisas que aumentam o calor na região, tornando-se um excelenteatrativo para bactérias. Além dessas coisas simples do dia-a-dia, prestar atenção nas relações sexuais principalmente quando seu parceiro não é fixo é muito importante. Muitas doençassexualmente transmissíveis embora tenham cura ou tratamento deixam a mulher muitoincomodada, por coceira ou dores, coisas que são desnecessárias se tomar cuidados eprecauções. Por isso, analise qual é o seu conceito sobre a sua saúde íntima e se perceber queela merece mais atenção de sua parte, procure um médico e peça a ele as orientações maiscorretas para tomar os cuidados certos com a sua higiene íntima.

Fonte: pt.scribd.com

Sistema Reprodutor Feminino

O aparelho reprodutor feminino compõe-se de órgãos genitais externos composta pelos pequenos e grandes lábios e pelo clitóris, que em conjunto formam a vulva.

Os órgãos reprodutores femininos internos são os ovários, as trompas de Falópio, o útero e a genitália.

Sistema Reprodutor Feminino

Ovários

Os dois ovários da mulher estão situados na região das virilhas, um em cada lado do corpo. Tem forma de uma pequena azeitona, com 3 cm de comprimento e apresentam em sua porção mais externa (córtex ovariano), as células que darão origem aos óvulos.

Ovulogênese

É o processo de formação dos óvulos, inicia-se ainda antes do nascimento, em torno do terceiro mês de vida uterina. As células precursoras dos óvulos multiplicam durante a fase fetal feminina. Em seguida, param de se dividir e crescem, transformando-se em ovócitos primários. Ao nascer, a mulher tem cerca de 400 mil ovócitos primários.

Folículos Ovarianos

As células germinais femininas transformam-se em óvulos na maturidade. Os grupos de células ováricas, que rodeiam cada óvulo, diferenciam-se em células foliculares, secretando nutrientes para o óvulo. Durante a época da reprodução, conforme o óvulo se prepara para ser liberado, o tecido circundante torna-se menos compacto e enche-se de líquido, ao mesmo tempo em que aflora à superfície do ovário. Esta massa de tecido, líquido e óvulo recebe o nome de folículo De Graaf. A mulher tem apenas um único folículo De Graaf em um ovário em cada ciclo menstrual. Quando o folículo De Graaf alcança a maturidade, ele libera o óvulo, processo chamado de ovulação. O óvulo está então preparado para a fecundação.

Ovulação

Na verdade, o óvulo é o ovócito secundário, cuja meiose somente irá ocorrer se acontecer a fecundação. Caso contrário, o ovócito degenerará em 24h após sua liberação.

Trompas de Falópio

Ou ovidutos, são dois tubos curvos ligados ao útero. A extremidade livre de cada trompa, alargada e franjada, situa-se junto a cada um dos ovários. O interior dos ovidutos é revestido por células ciliadas que suga o óvulo, juntamente com o líquido presente na cavidade abdominal. No interior da trompa, o óvulo se desloca até a cavidade uterina, impulsionado pelos batimentos ciliares.

Útero

É um órgão musculoso e oco, do tamanho aproximadamente igual a uma pêra. Em uma mulher que nunca engravidou, o útero tem aproximadamente 7,5 cm de comprimento por 5 cm de largura. Os arranjos dos músculos da parede uterina permite grande expansão do órgão durante a gravidez (o bebe pode atingir mais de 4 kg). A porção superior do útero é larga e está conectada as trompas. Sua porção inferior (o colo uterino) é estreita e se comunica com a genitália.

O interior do útero é revestido por um tecido ricamente vascularizado (o endométrio). A partir da puberdade, todos os meses, o endométrio fica mais espesso e rico em vasos sanguíneos, como preparação para uma possível gravidez. Deixando de ocorrer por volta dos 50 anos, com a chegada da menopausa. Se a gravidez não ocorrer, o endométrio que se desenvolveu é eliminado através da menstruação junto ao sangue.

Genitália

É um cretal musculoso que se abre para o exterior, na genitália externa. Até a primeira relação sexual, a entrada genital é parcialmente recoberta por uma fina membrana, o hímen, de função ainda desconhecida.

O orgão genital é revestido por uma membrana mucosa, cujas células liberam glicogênio. Bactérias presentes na mucosa genital fermentam o glicogênio, produzindo ácido lático que confere ao meio genital um pH ácido, que impede a proliferação da maioria dos microorganismo patogênicos. Durante a excitação sexual, a parede da genitália se dilata e se recobre de substâncias lubrificantes produzidas pelas glândulas de Bartolin, facilitando a penetração do falo.

Genitália feminina externa

Denominada vulva, compõem-se pelos grandes lábios, que envolvem duas pregas menores e mais delicadas, os pequenos lábios, que protegem a abertura genital.

Um pouco a frente da abertura do aparelho genital, abre-se a uretra, independente do sistema reprodutor.

O clitóris é um órgão de grande sensibilidade, com 1 a 2 cm de comprimento, correspondente a glande do falo. Localiza-se na região anterior a vulva e é constituído de tecido esponjoso, que se intumesce durante a excitação sexual.

Mamas

Produzem leite que alimenta o recém-nascido. O leite é produzido pelas glândulas mamárias (conjunto de pequenas bolsas de células secretoras conectadas entre si por meio de dutos). Existem cerca de 15 a 20 conjuntos glandulares em cada seio e seus dutos se abrem nos mamilos, por onde o leite é expelido.

Fonte: www.webciencia.com

 

Os órgãos reprodutores externos femininos (órgãos genitais) têm duas funções: permitir a entrada do esperma no corpo e proteger os órgãos genitais internos dos agentes infecciosos. Devido ao fato de o aparelho genital feminino ter um orifício que o faz comunicar com o exterior, os microrganismos que provocam doenças (patogénicos) podem entrar e causar infecções ginecológicas. Estes agentes patogénicos transmitem-se, em geral, durante o ato sexual.

Os órgãos genitais internos formam um aparelho que se inicia nos ovários, responsáveis pela libertação dos óvulos, e que continua pelas trompas de Falópio (ovidutos), onde tem lugar a fertilização de um óvulo. Segue-se o útero, onde o embrião se converte em feto e acaba no cretal cervical que permite o nascimento de um bebé completamente desenvolvido. O esperma pode percorrer todo o aparelho em direcção ascendente, para os ovários, e os óvulos em sentido contrário.

Órgãos genitais externos

Sistema Reprodutor Feminino

Os órgãos genitais externos (vulva) são ladeados pelos grandes lábios, que são bastante volumosos, carnudos e comparáveis ao escroto nos homens. Os grandes lábios contêm glândulas sudoríparas e sebáceas (que segregam óleo). Depois da puberdade, cobrem-se de pêlos. Os pequenos lábios podem ser muito pequenos ou ter até 6 cm de largura. Estão localizados nos grandes lábios e rodeiam os orifícios da genitália e da uretra.

O orifício do orgão genital denomina-se intróito e a zona com forma de meia-lua que se encontra por trás desse orifício é conhecida como forquilha vulvar.

Através de canais minúsculos que estão situados junto ao intróito, as glândulas de Bartholin quando são estimuladas segregam um fluxo (muco) que lubrifica o orgão genital durante o coito. A uretra, que transporta a urina da bexiga até ao exterior, tem o seu orifício de saída à frente do aparelho reprodutor.

Os dois pequenos lábios têm o seu ponto de encontro no clitóride, uma pequena e sensível protuberância análoga ao pénis no homem, que é revestida por uma camada de pele (o prepúcio) semelhante à pele que se encontra na extremidade do membro masculino. Tal como este, o clitóride é muito sensível à estimulação e pode ter erecção.

Os grandes lábios encontram-se na parte inferior, no períneo, numa zona fibromuscular localizada entre o sistema reprodutor feminino e o orifício retal. A pele (epiderme) que cobre o períneo e os grandes lábios é semelhante à do resto do corpo (grossa, seca e pode descamar-se). O revestimento dos pequenos lábios e do aparelho reprodutor feminino, pelo contrário, é uma membrana mucosa. Apesar de as suas camadas internas serem de estrutura semelhante à epiderme, a sua superfície mantém-se húmida graças ao líquido dos vasos sanguíneos das camadas mais profundas que atravessa o tecido. A sua grande quantidade de vasos sanguíneos dá-lhe uma cor rosada.

O orifício genital é rodeado pelo hímen. Na mulher virgem, o hímen pode cobrir por completo o orifício, mas normalmente rodeia-o como um anel adaptado.

Como o grau de adaptação varia entre as mulheres, o hímen pode romper-se na primeira tentativa de manter uma relação sexual ou pode ser tão mole e flexível que não se verifica qualquer rompimento. Numa mulher que não é virgem, o hímen é como um pequeno apêndice de tecido que rodeia o orifício genitall.

Órgãos genitais internos

Sistema Reprodutor Feminino

As paredes anterior e posterior do sistema reprodutor feminino normalmente tocam-se entre si, para que não fique espaço na genitália, excepto quando se dilata (por exemplo, durante um exame ginecológico ou numa relação sexual). Na mulher adulta, a cavidade do aparelho reprodutor tem um comprimento de 9 cm a 12 cm.

O terço inferior da genitália é rodeado de músculos que controlam o seu diâmetro, enquanto os dois terços superiores se unem por cima destes músculos e podem distender-se com facilidade. O cérvix (a boca e o colo do útero) encontra-se na parte superior da genitália. Durante os anos férteis da mulher, o revestimento mucoso da genitália tem um aspecto rugoso, mas antes da puberdade e depois da menopausa (se não se tomarem estrogénios) a mucosa é lisa.

O útero é um órgão com forma de pêra situado na parte superior da genitália, entre a bexiga urinária pela frente e o reto por trás, e é suportado por seis ligamentos.

O útero divide-se em duas partes: o colo uterino ou cérvix e o corpo principal (o corpus). O colo uterino, a parte inferior do útero, abre-se dentro da genitália.

O útero normalmente está um pouco dobrado para a frente, na zona onde o colo se une ao corpo. Durante os anos férteis, o corpo é duas vezes mais comprido do que o colo uterino. O corpo é um órgão com musculatura abundante que aumenta para alojar o feto. As suas paredes musculares contraem-se durante o parto para empurrar o bebé para fora pelo colo uterino fibroso e pela genitália.

O colo uterino contém um cretal que permite a entrada do esperma no útero e a saída da secreção menstrual para o exterior. Excepto durante o período menstrual ou na ovulação, o colo uterino é geralmente uma boa barreira contra as bactérias. O cretal do colo uterino é demasiado estreito para que o feto o atravesse durante a gravidez, mas durante o parto dilata-se para que seja possível a saída do feto. Durante um exame pélvico, o médico pode observar a porção de cérvix que sobressai e que entra no extremo superior da genitália. Tal como a genitália, esta parte do colo uterino é revestida pela mucosa, embora esta seja do tipo liso.

O cretal do colo uterino é revestido por glândulas que segregam um muco espesso e impenetrável para o esperma, justamente até ao momento em que os ovários libertam um óvulo (ovulação). Durante a ovulação, a consistência do muco altera-se para que o esperma possa atravessá-lo e fertilizar o óvulo. Ao mesmo tempo, o muco que estas glândulas do colo uterino segregam tem a capacidade de manter o esperma vivo durante 2 ou 3 dias. Mais tarde, este esperma pode deslocar-se para cima e, atravessando o corpo do útero, entrar nas trompas de Falópio para fertilizar o óvulo.

Em consequência, o coito ocorrido 1 ou 2 dias antes da ovulação, pode acabar numa gravidez. Devido ao fato de algumas mulheres não ovularem de forma regular, a gravidez pode dar-se em momentos diferentes após o último período menstrual.

O revestimento interior do corpo do útero (endométrio) torna-se mais volumoso todos os meses depois do período menstrual (menstruação).

Se a mulher não ficar grávida durante esse ciclo, a maior parte do endométrio solta-se e origina uma hemorragia, que constitui o período menstrual.

As trompas de Falópio têm um comprimento de 6 cm a 9 cm, desde as extremidades superiores do útero até aos ovários. A extremidade de cada trompa dilata-se e adopta a forma de funil, formando um orifício com maior diâmetro, para facilitar a queda do óvulo no seu interior, quando este é libertado pelo ovário.

Os ovários não estão unidos às trompas de Falópio, mas encontram-se suspensos muito perto delas graças a um ligamento. Os ovários, de cor pérola, têm uma forma oblonga e são um pouco mais pequenos que um ovo cozido.

Os cílios (prolongamentos das células, semelhantes a pêlos que se movem em vaivém) que revestem as trompas de Falópio e os músculos das suas paredes impulsionam o óvulo para baixo através destes tubos.

Quando um óvulo encontra um espermatozóide na trompa de Falópio e é fertilizado por este, começa a dividir-se. Durante um período de 4 dias, o minúsculo embrião continua a dividir-se enquanto se desloca lentamente para baixo, pela trompa, até chegar ao útero. O embrião adere à parede uterina, onde se fixa. Este processo denomina-se implantação ou nidação.

Cada feto feminino conta com 6 ou 7 milhões de oócitos (células ovulares em desenvolvimento) às 20 semanas de gestação e nasce com cerca de dois milhões de oócitos. Na puberdade, ficam apenas entre 300 000 e 400 000 para amadurecerem e converterem-se em óvulos. Os milhares de oócitos que não completam o processo de maturação degeneram de forma gradual e, após a menopausa, não fica nenhum.

Métodos de diagnóstico em ginecologia

Teste de Papanicolaou (Pap)

Por meio de uma raspagem, extraem-se células do colo uterino para investigar a presença de um possível cancro. Em geral, recomenda-se que as mulheres façam este teste uma vez por ano, a partir da primeira relação sexual ou ao fazer 18 anos. O método é seguro e só requer alguns segundos.

Colposcopia

Utiliza-se uma lente de aumentar binocular de graduação dez para inspeccionar o colo uterino em busca de sinais de cancro, em geral como consequência de um resultado anormal no Pap. A colposcopia é indolor, não precisa de anestesia e faz-se em poucos minutos.

Biopsia

A biopsia do colo uterino e do aparelho reprodutor faz-se recorrendo à colposcopia para que se possam extrair amostras de tecido da zona mais anormal. A biopsia de uma área pequena da vulva faz-se na consulta, sem usar anestésico local. Para a biopsia do colo uterino normalmente não é necessário usar anestesia.

No caso de se suspeitar da presença de cancro, extrai-se menos de 6 mm de tecido para se examinar ao microscópio.

Raspagem endocervical

Insere-se um pequeno instrumento no cretal do colo uterino para raspar tecido, que será examinado ao microscópio por um anatomopatologista. Este processo leva-se a cabo durante a colposcopia.

Conização do colo uterino (biopsia em cone)

Extrai-se do colo uterino uma porção de tecido em forma de cone, com entre 1,25 cm e 2,5 cm de comprimento por 2 cm de largura. O corte faz-se com laser, eletrocauterização (calor) ou um bisturi. É necessária anestesia. Por vezes, a conização faz-se depois de se terem obtido resultados anormais na biopsia, para facilitar o diagnóstico ou extirpar a zona anormal.

Biopsia endometrial

Insere-se um pequeno cateter, de metal ou de plástico, através do colo uterino na cavidade uterina. Move-se para trás, para a frente e em círculo, aplicando sucção na sua extremidade externa, para soltar e colher tecido do revestimento do útero (endométrio). O tecido é enviado para um laboratório, geralmente para determinar a causa de uma hemorragia anormal. A biopsia do endométrio pode ser feita na consulta. Não precisa de anestesia e provoca queixas semelhantes às dores menstruais.

Histerectomia

Insere-se no útero, pelo colo uterino, um cateter fino com cerca de 8 mm de diâmetro. O tubo contém fibras ópticas que transmitem luz para poder visualizar a cavidade e pode incluir um instrumento de biopsia ou de eletrocauterização (coagulação pelo calor). Em geral detecta-se a causa da hemorragia anormal ou outras anomalias e colhem-se amostras para fazer uma biopsia, a sutura ou a extirpação. Este procedimento é levado a cabo na consulta ou num hospital, juntamente com a dilatação e a raspagem.

Dilatação e raspagem (D e R)

O colo uterino dilata-se (distende-se até abri-lo) com varetas de metal para inserir um instrumento com forma de colher (cureta) e desse modo raspa-se o revestimento do útero. Este procedimento é utilizado para diagnosticar anomalias no endométrio sugeridas pelos resultados de uma biopsia ou pelo tratamento de um aborto espontâneo incompleto. Para os abortos incompletos, a cureta que se utiliza é um tubo de plástico no qual se produz sucção na extremidade externa. D e R costumam fazer-se num hospital com anestesia geral.

Histerosalpingografia

Faz-se uma radiografia depois da injecção de um contraste através do colo uterino para delimitar a cavidade uterina e as trompas de Falópio, em geral como parte de um exame para descobrir causas de esterilidade. O estudo é feito no consultório médico e pode provocar mal-estar, como cãibras. Por isso, é administrado um sedativo.

Ecografia

São aplicados ultra-sons (ondas sonoras a uma frequência demasiado alta para serem ouvidas) através da parede abdominal ou da genitália. O perfil do seu reflexo fora das estruturas internas é observado num monitor para confirmar a condição e o tamanho de um feto e para contribuir para o diagnóstico de anomalias fetais, gravidez múltipla, gravidez tubária, tumores, quistos ou outras anomalias nos órgãos pélvicos. A utilização de ultra-sons não provoca dor. Também é utilizada na amniocentese e noutros processos de colheita de amostras.

Laparoscopia

Insere-se um cateter de visualização fino, que contém fibras ópticas, na cavidade abdominal através de uma incisão feita na parte inferior do umbigo. É utilizado dióxido de carbono para insuflar o abdómen, para visualizar com clareza os órgãos do mesmo e da pélvis. Em geral, a laparoscopia é utilizada para determinar a causa da dor pélvica, da esterilidade e doutros problemas ginecológicos. O laparoscópio pode ser utilizado com outros instrumentos para efetuar biopsias, procedimentos de esterilização e diferentes intervenções cirúrgicas; também pode ajudar a obter óvulos para a fecundação in vitro. Esta operação faz-se num hospital e requer anestesia; em procedimentos limitados, é administrado um anestésico local, mas a anestesia geral é usada com muito mais frequência.

Culdocentese

Insere-se uma agulha pela parede da genitália, mesmo por trás do colo uterino, até chegar à cavidade pélvica, em geral para detectar hemorragias quando se suspeita que existe uma gravidez ectópica (uma gravidez fora do útero). A culdocentese costuma fazer-se no serviço de urgência sem utilizar anestesia.

Exame ginecológico

Em primeiro lugar, a mulher deverá escolher um médico com quem possa falar abertamente sobre certos temas delicados, como o sexo, o controlo de natalidade e a gravidez. O ginecologista deve estar preparado para abordar problemas familiares, como o abuso físico e emocional e o consumo de drogas. Toda a informação que recolha terá carácter confidencial. Em certos países existem leis que exigem o consentimento dos pais para tratar os menores (em geral com menos de 18 anos). Durante uma consulta de ginecologia, o médico (ginecologista, internista, pediatra ou médico de família), a enfermeira ou a parteira devem estar preparados para responder a perguntas sobre as funções sexuais e reprodutivas, incluindo as que se referem à atividade sexual com garantias de segurança.

História clínica ginecológica

A avaliação ginecológica começa com uma série de perguntas (história clínica ginecológica) que, em geral, se centram no motivo da consulta. Uma história clínica ginecológica completa inclui perguntas acerca da idade de início da menstruação (menarca), a sua frequência, regularidade, duração e quantidade de fluxo, bem como as datas dos últimos períodos menstruais. Também costumam ser feitas perguntas acerca de uma hemorragia anormal, excessiva ou escassa, ou períodos de menstruação anormal. Também é possível indagar sobre a atividade sexual, para determinar a presença de infecções ginecológicas, lesões e a possibilidade de uma gravidez.

Pergunta-se à paciente se usa ou deseja usar métodos para o controlo de natalidade e se lhe interessa ser aconselhada ou informada. Regista-se o número de gravidezes, as datas em que aconteceram, o resultado e as complicações que surgiram. O médico pergunta à consulente se tem dores durante a menstruação, durante o coito ou noutras circunstâncias, com que intensidade surgem e como consegue acalmá-las. Também incide nas questões relacionadas com os problemas das mamas (dor espontânea, massas, dor ao toque, vermelhidão e secreção pelos mamilos). Por último, averigua se faz o auto-exame às mamas, com que frequência e se precisa de instruções para conhecer a sua técnica.

Sistema Reprodutor Feminino

A partir da recapitulação do historial das doenças ginecológicas, obtém-se uma história médica e cirúrgica completa que inclui problemas de saúde que não são estritamente ginecológicos. É necessário conhecer todos os fármacos que a mulher consome, incluindo medicamentos receitados ou de venda livre, bem como drogas, tabaco e álcool, pois muitos deles afetam a função ginecológica e a saúde em geral. As perguntas relacionadas com o abuso mental, físico ou sexual, no presente ou no passado, são de extrema importância.

Algumas perguntas centram-se em aspectos relacionados com a urina, para descobrir se a mulher apresenta alguma infecção ou se sofre de incontinência, ou seja, perda involuntária de urina.

Exame ginecológico

Algumas mulheres sentem-se incomodadas perante um exame ginecológico. Tal circunstância deve ser previamente comunicada ao médico para que este possa despender mais tempo e certificar-se de que responde a todas as perguntas.

Normalmente, pede-se à mulher que urine antes do exame físico e que recolha uma amostra para a sua avaliação no laboratório. O exame mamário pode ser feito antes ou depois do exame pélvico.

Com a mulher sentada, o médico examina as mamas para descobrir irregularidades, retrações ou aderências da pele, massas e secreção de qualquer tipo. Em seguida, ainda sentada ou deitada, com a mão na cintura ou sobre a cabeça, o médico palpa cada mama com a mão aberta e examina cada axila em busca de gânglios linfáticos aumentados de tamanho. O médico também explora o pescoço e a glândula tiróide em busca de saliências e de anomalias.

O médico palpa suavemente toda a zona entre as costelas e a pélvis (o abdómen) em busca de saliências ou de anomalias no tamanho dos órgãos, em especial o fígado e o baço. Apesar de a mulher poder sentir certo mal-estar quando o médico faz uma palpação profunda, o exame não deverá provocar dor.

O fato de bater com os dedos (percussão), enquanto se ouve a diferença entre as áreas que soam a oco e as que emitem um som mais apagado, ajuda a avaliar o tamanho do fígado e do baço. Para poder identificar anomalias que não estão ao alcance da palpação, ouve-se com um fonendoscópio a atividade do intestino e os ruídos anormais que o sangue possa fazer ao circular pelos vasos sanguíneos estreitos.

Durante o exame pélvico, a mulher deita-se de barriga para cima, com as ancas e os joelhos fletidos e as nádegas colocadas na ponta da marquesa. A maioria das marquesas têm estribos para os calcanhares ou para os joelhos, que ajudam a manter essa posição. Se a paciente desejar, pode observar o exame enquanto está a decorrer, mediante a colocação de espelhos. Também se pode proporcionar-lhe todo o tipo de explicações e de diagramas. Para facilitar este diálogo, é recomendável comunicar ao médico, antecipadamente, o desejo de ter essa informação. Em seguida faz-se uma inspecção visual da zona dos órgãos genitais externos e presta-se atenção à distribuição do pêlo e qualquer outra anomalia, alterações da coloração, fluxo ou inflamação. Este exame pode confirmar que tudo está bem ou indicar, pelo contrário, perturbações hormonais, cancro, infecções, lesões ou abusos físicos.

Utilizando luvas, o médico abre os lábios para examinar o orifício do orgão genital. Com um espéculo (um instrumento metálico ou de plástico que separa as paredes do orgão genital), à temperatura adequada e lubrificado com água, são examinadas as áreas mais profundas do orgão genital e do colo uterino. Este último é explorado com cuidado para detectar sinais de irritação ou de cancro. Para fazer um teste de Papanicolaou (Pap), raspam-se células da superfície do cérvix uterino com um pequeno utensílio de madeira, muito semelhante a uma espátula, com o fim de obter células. Em seguida, pode ser utilizado uma pequena escova para recolher uma amostra de células do colo uterino. A paciente sente qualquer coisa, mas estes procedimentos não provocam dor. As células extraídas com a escova ou com a espátula de madeira são colocadas sobre uma lâmina que é borrifada com uma substância fixadora e enviada para o laboratório, onde é examinada ao microscópio em busca de sinais de cancro cervical.

O Pap, o melhor método para detectar o cancro cervical, identifica entre 80 % e 85 % dos referidos cancros, inclusivamente nas suas primeiras fases. O teste é mais rigoroso se a mulher não se lavar nem usar qualquer medicamento pela via do aparelho genital, pelo menos durante as 24 horas antecedentes.

Se o médico suspeitar que existem outros problemas, podem ser feitos outros testes. Por exemplo, se existirem indícios de uma infecção, raspa-se o orgão genital e o colo uterino com uma zaragatoa e obtém-se uma pequena quantidade de secreção genital para cultura e análise microscópica no laboratório.

Nesta primeira fase, são analisadas a força e a resistência da parede genital com o objetivo de detectar qualquer protraimento da bexiga na parte frontal da sua parede (cistocele), um protraimento do reto na parte posterior (retocele) ou um protraimento do intestino no vértice superior do orgão genital(enterocele).

Depois de tirar o espéculo, o médico faz uma exploração bimanual, ou seja, introduz os dedos indicador e médio de uma mão na genitália e coloca os dedos da outra sobre a parte inferior do abdómen, acima do osso púbico. Nesta posição, o útero é palpado como uma estrutura com forma de pêra, lisa e consistente, e, além disso, é possível determinar a sua posição, o seu tamanho, alteração da sua consistência e se é dolorosa a sua palpação. Depois, tenta-se palpar os ovários movendo a mão sobre o abdómen para os lados e pressionando um pouco mais. Como os ovários são pequenos e muito mais difíceis de sentir que o útero, é necessária maior pressão. A mulher pode ter uma sensação um pouco desagradável. O médico determina o tamanho dos ovários e se a zona é dolorosa.

Também procura irregularidades ou áreas dolorosas dentro do orgão genital.

Finalmente, o médico coloca o dedo indicador dentro da genitália e o dedo médio dentro do reto para fazer um exame retovaginal. Desta forma, é examinada a parede posterior do orgão genital para detectar massas ou espessamentos. Além disso, é examinado o reto, em busca de hemorróidas, fissuras, pólipos e massas, e são analisadas as fezes, com o fim de descobrir a existência de sangue não perceptível à vista desarmada (oculto). Também é possível entregar à mulher um dispositivo para que, em casa, confirme várias vezes se não existe sangue oculto nas suas fezes.

Sistema Reprodutor Feminino

Às vezes, é necessário fazer testes mais complexos. Para examinar os órgãos genitais internos, empregam-se várias técnicas, incluindo instrumentos que utilizam tecnologia de fibra óptica. As fibras ópticas são bandas finas e flexíveis, feitas de plástico ou de vidro, que transmitem luz. Com um cabo de fibra óptica, ligado a um tubo de visualização ou laparoscópio, é possível examinar o útero, a trompa de Falópio ou os ovários, sem necessidade de fazer uma grande incisão. O laparoscópio também facilita a prática de operações cirúrgicas no aparelho genital.

Fonte: www.manualmerck.net

 

Durante a ejaculação os espermatozóides são propelidos ao longo dos vasos deferentes e uretra e são misturados com secreções provenientes das vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais. Até 100 millhões de espermatozóides são depositados na genitália mas apenas algumas centenas atingirão as tubas uterinas, onde podem manter a sua capacidade fertilizante por até 3 dias.

Capacitação: etapa final da maturação do espermatozóide.

Consiste de alterações na região do acrossoma preparando-o para penetrar na zona pelúcida, uma camada de glicoproteínas que recobre o ovócito.

Ocorre dentro do aparelho genital feminino e requer contato com secreções do oviduto. Na fertilização in vitro os espermatozóides são artificialmente capacitados.

Aparelho Reprodutor Feminino

Sistema Reprodutor Feminino

Constituído por um par de ovários e ovidutos, o útero e a genitália.

Ovários

Sistema Reprodutor Feminino

Localizados dentro da pelvis, com cerca de 3 cm de comprimento cada.

É o local onde ocorre a foliculogênese.

Ovidutos (tubas uterinas)

Apresenta epitélio cilíndrico simples com dois tipos de células:

Células secretoras

Fornecem ambiente nutritivo e protetor para a manutenção dos espermatozóides na sua rota de migração para alcançarem o ovócito secundário. Os produtos desta secreção facilitam a capacitação dos espermatozóides

Células ciliadas

Os cílios destas células batem uniformemente em direção ao útero. Como resultado, o ovo fertilizado, espermatozóide e o líquido viscoso produzido pelas células secretoras são impulsionados em direção ao útero.

Útero Cerca de 7 cm de comprimento. Constituído por corpo, fundo e cervix.

A parede do corpo e o fundo do útero é composta por endométrio, miométrio e adventícia.

O endométrio constitui-se de 2 camadas: a camada funcional (desprendida durante a menstruação) e uma camada mais profunda chamada basal, cujas glândulas e elementos do tecido conjuntivo proliferam e assim regeneram a camada functional a cada ciclo menstrual.

Sistema Reprodutor Feminino

Ovogênese

Seqüência de eventos através dos quais as células germinativas primitivas, denominadas ovogônias se transformam em ovócitos maduros. Tem início antes do nascimento e termina após a maturação sexual.

Após o nascimento as ovogônias já se diferenciaram em ovócitos primários (cuja meiose está interrompida em prófase I), que são envolvidos por uma camada única de células epiteliais achatadas constituindo o folículo primordial.

Na puberdade, o ovócito cresce e as células foliculares tornam-se cubóides e depois colunares formando o folículo primário. O ovócito passa a ser envolvido por uma camada de glicoproteínas chamado zona pelúcida. Quando adquire mais uma camada de células foliculares passa a se chamar folículo secundário ou em maturação.

Sistema Reprodutor Feminino

A ovulação começa no início da puberdade, geralmente com a maturação de um folículo por mês. A longa duração da primeira divisão meiótica, até 45 anos, pode ser responsável pela freqüência relativamente alta de erros na meiose. A primeira divisão meiótica se completa um pouco antes da ovulação, com a maturação do folículo – a divisão de citoplasma é desigual.

A seguda divisão meiótica para em metáfase II

Sistema Reprodutor Feminino

Fazer uma comparação entre gametas feminino e masculino

Sistema Reprodutor Feminino

Ciclos reprodutivos da mulher

Ciclos mensais que se iniciam na puberdade e ocorrem durante toda a vida reprodutiva. Depende de hormônios provenientes do hipotálamo, hipófise e ovários.

GnRH- hormônio liberador de gonadotrofina – hipotálamo

FSH- hormônio folículo estimulante – hipófise – estrógeno

LH- hormônio luteinizante – hipófise – progesterona

Ciclo Ovariano

Desenvolvimento dos folículos, ovulação e formação do corpo lúteo

Induzido pelo FSH eLH

Desenvolvimento dos folículos

Crescimento e diferenciação do ovócito primário

Proliferação das células foliculares

Formação da zona pelúcida

Formação da teca follicular

Ovulação

Ocorre no meio do ciclo reprodutivo, de 12 a 24 h depois do pico de LH. Sob influência deste hormônio, forma-se o corpo lúteo, que será responsável pela secreção de progesterona.

Sistema Reprodutor Feminino
Sistema Reprodutor Feminino

Sistema Reprodutor Feminino

Para que haja a gravidez natural, o homem deve ejacular na genitália da mulher. Os espermatozóides entram na cavidade uterina através do colo do útero e cretal cervical. Dentro do útero, os espermatozóides continuam até chegarem às trompas (aleatoriamente eles se dividem e metade acaba entrando para a trompa direita e a outra metade para a trompa esquerda).

Durante esse processo, o ovário também funciona e, por volta do décimo quarto dia do ciclo menstrual, ocorre o fenômeno da ovulação, ou seja, um dos ovários “libera” um óvulo. Esse óvulo é captado pela trompa e fertilizado pelo espermatozóide dentro da trompa que o captou. Dessa maneira, “nasce” um pré-embrião.

Com a ajuda da musculatura das trompas, esse pré-embrião é conduzido até a cavidade uterina (endométrio) na qual irá se desenvolver até virar um feto. O processo de fecundação descrito está bem representado na figura abaixo.

Sistema Reprodutor Feminino

Fonte: rbp.fmrp.usp.br

 

Sistema Reprodutor Feminino

O Sistema Reprodutor Feminino é constituído por dois ovários, duas tubas uterinas (trompas de Falópio), um útero, um cretal genital, uma vulva. Ele está localizado no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora.

A genitália é um cretal de 8 a 10 cm de comprimento, de paredes elásticas, que liga o colo do útero aos genitais externos. Contém de cada lado de sua abertura, porém internamente, duas glândulas denominadas glândulas de Bartholin, que secretam um muco lubrificante.

A entrada do aparelho genital é protegida por uma membrana circular – o hímen – que fecha parcialmente o orifício vulvo-genital e é quase sempre perfurado no centro, podendo ter formas diversas. Geralmente, essa membrana se rompe nas primeiras relações sexuais.

A genitália é o local onde o falo deposita os espermatozóides na relação sexual. Além de possibilitar a penetração do falo, possibilita a expulsão da menstruação e, na hora do parto, a saída do bebê.

A genitália externa ou vulva é delimitada e protegida por duas pregas cutâneo-mucosas intensamente irrigadas e inervadas – os grandes lábios. Na mulher reprodutivamente madura, os grandes lábios são recobertos por pêlos pubianos. Mais internamente, outra prega cutâneo-mucosa envolve a abertura da genitália – os pequenos lábios – que protegem a abertura da uretra e da genitália. Na vulva também está o clitóris, formado por tecido esponjoso erétil, homólogo ao falo do homem.

Sistema Reprodutor Feminino

Ovários: são as gônadas femininas. Produzem estrógeno e progesterona, hormônios sexuais femininos que serão vistos mais adiante.

Sistema Reprodutor Feminino

No final do desenvolvimento embrionário de uma menina, ela já tem todas as células que irão transformar-se em gametas nos seus dois ovários. Estas células – os ovócitos primários – encontram-se dentro de estruturas denominadas folículos de Graaf ou folículos ovarianos. A partir da adolescência, sob ação hormonal, os folículos ovarianos começam a crescer e a desenvolver. Os folículos em desenvolvimento secretam o hormônio estrógeno.

Mensalmente, apenas um folículo geralmente completa o desenvolvimento e a maturação, rompendo-se e liberando o ovócito secundário (gaemta feminino): fenômeno conhecido como ovulação.

Após seu rompimento, a massa celular resultante transforma-se em corpo lúteo ou amarelo, que passa a secretar os hormônios progesterona e estrógeno. Com o tempo, o corpo lúteo regride e converte-se em corpo albicans ou corpo branco, uma pequena cicatriz fibrosa que irá permanecer no ovário.

O gameta feminino liberado na superfície de um dos ovários é recolhido por finas terminações das tubas uterinas – as fímbrias.

Tubas uterinas, ovidutos ou trompas de Falópio: são dois ductos que unem o ovário ao útero. Seu epitélio de revestimento é formados por células ciliadas.

Os batimentos dos cílios microscópicos e os movimentos peristálticos das tubas uterinas impelem o gameta feminino até o útero.

Tuba Uterina:

Sistema Reprodutor Feminino
Função: Transporte do óvulo do ovário para o útero

Útero: órgão oco situado na cavidade pélvica anteriormente à bexiga e posteriormente ao reto, de parede muscular espessa (miométrio) e com formato de pêra invertida. É revestido internamente por um tecido vascularizado rico em glândulas – o endométrio.

ATO SEXUAL FEMININO

Ereção e Lubrificação

Sistema Reprodutor Feminino

Localizadas ao redor da abertura da genitália, existem massas de tecido erétil, iguais ao aparelho genital masculino. A excitação da mulher (psíquica e física) causa impulsos parassimpáticos que passam da medula espinhal caudal a esse tecido, fazendo-o ingurgitar-se, o que origina uma abertura estreita, porém flexível do cretal genitall.

Os impulsos parassimpáticos também fazem com que as glândulas de Bartholin, localizadas em ambos os lados da genitalia, secretem grande quantidade de muco (principal responsável pela lubrificação que facilita os movimentos do falo no orgão genital feminino).

Orgasmo

Quando o grau de estimulação sexual (maior na área do clitóris) atinge intensidade suficiente, o útero e as tubas uterinas iniciam contrações peristálticas rítmicas, em direção à cavidade abdominal (orgasmo). Acredita-se que as contrações peristálticas impulsionem o sêmen para as tubas uterinas.

Sistema Reprodutor Feminino

Virgindade, Tabus, mitos e verdades

Sistema Reprodutor Feminino

Primeiramente, o que é virgindade? Quem sabe? A princípio virgindade era um tabu, nada mais que um tabu que pregava que a mulher deveria se entregar imaculada ao marido, ou seja, casar sem nunca ter tido algum tipo de relação sexual.

De uns tempos pra cá, a virgindade continua sendo um tabu. A mulher é virgem enquanto nunca tiver tido um relacionamento sexual. Entretanto, hoje em dia, para permanecer virgem, a mulher procura formas alternativas de relação.

Percebemos, então, que a virgem, hoje, é aquela que mantém o hímen imaculado, intacto, inteiro. Esquece-se, no entanto, que existem outras formas de se romper o hímen que não o sexo. Como exemplo, sabemos que certos tipos de hímen podem se romper com o uso de absorventes internos. E ainda, é possível que o hímen não se rompa durante uma relação sexual em que haja, de fato, penetração. Quer dizer que nesses casos, a mulher deixa de ser ou continua sendo virgem, respectivamente? Não mesmo! Conceito de virgindade é quase que subjetivo. Virgens deveriam ser aquelas pessoas, mulheres ou homens que nunca tiveram qualquer tipo de relacionamento sexual íntimo com outra pessoa. Mesmo assim caberia ao bom senso discernir o que é um relacionamento sexual íntimo, para que não se pense que "amassos" ou mesmo que a masturbação mútua tira a virgindade.

É surpreendente constatar que uma película tão fina, com 3 milímetros de espessura, tenha tamanho peso simbólico. Antigamente, a virgindade era um sinal obrigatório de dignidade para a mulher solteira. Hoje, pode parecer uma marca anacrônica, face à liberação sexual (nem sempre consciente) dos jovens. Na realidade, o hímen tem função muito mais importante do que atender a expectativas sociais. Localizado na entrada da genitália, tem o papel é protegê-la, uma vez que na infância a menina não produz hormônios suficientes para se defender de possíveis infecções.

Esperamos que este conceito de virgindade caia em desuso, pois ele não passa de um rótulo.

Gravidez na Adolescencia e Agora?

Sistema Reprodutor Feminino

A gravidez na adolescência é, quase sempre uma gravidez não planejada e, por isso, indesejada. Desde 1970, a incidência de casos tem aumentado significativamente, ao mesmo tempo em que tem diminuído a média de idade das adolescentes grávidas. Na maioria das vezes a gravidez na adolescência ocorre entre a primeira e a quinta relação sexual e elas procuram o serviço de saúde entre o terceiro e quarto mês de gravidez.

O parto normal é a primeira causa de internação de brasileiras entre 10 e 14 anos de idade nos hospitais que têm convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde) em todos os Estados brasileiros. Do total de internações de meninas e jovens, de l0 a 14 anos, 16% foram relativas a partos normais ou cesarianas.

Quando a gravidez se dá antes dos dezesseis anos as complicações ocorrem com maior freqüência. A imaturidade física, funcional e emocional da jovem predispõe ao surgimento de complicações como o aborto espontâneo, parto prematuro, maior incidência de cesárea, ruptura dos tecidos da genitália durante o parto, dificuldades na amamentação e depressão. Por tudo isso, a maternidade deve ser encarada como um momento sério e que necessita de grande responsabilidade dos jovens.

E como explicar esse aumento de incidência de gravidez, numa época em que nossos adolescentes estão mais bem informados sobre o uso de camisinha na prevenção de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e métodos anticoncepcionais?

Provavelmente o não uso de camisinha deve-se a fatores, como:

Abuso de álcool e outras drogas psicoativas è sexo inseguro;

Namoro firme: se for pedido o uso de camisinha o(a) parceiro(a) pode desconfiar de infidelidade;

Paixão: imagem falsa de segurança negando os riscos inerentes ao não uso de preservativos;

Apelo erótico dos meios de comunicação: propaga-se sexo como algo não planejado e comum e, na maioria das vezes, ninguém se infecta nem adoece;

Pensamento machista de que AIDS ainda só é transmitida através de relações homossexuais ou drogas injetáveis.

A sua primeira relação sexual foi a de seu(ua) parceiro(a)  também?  Se não foi, não adianta eliminar o uso de camisinha por métodos anticoncepcionais hormonais (pílulas anticoncepcionais), pois nenhum dos dois estará seguro de não ser portador de alguma DST (a menos que realize exames e freqüente o médico especializado regularmente – urologista, para homens e ginecologista, para mulheres). E se um dos dois nasceu portador do vírus da AIDS e não teve coragem de comentar (ou nem sabe)? Vale a pena se expor?

Esse pensamento de que “só acontece com os outros” pode colocar qualquer um em uma grande encrenca, não acha?

Que tal incorporar a conscientização e praticar, usando camisinha?

Fonte: www.afh.bio.br

 

Órgãos sexuais externos

Sistema Reprodutor Feminino

Sistema Reprodutor Feminino

Órgãos sexuais internos

Sistema Reprodutor Feminino

Lubrificação

Sistema Reprodutor Feminino

Durante a fase de excitação sexual há um acúmulo de sangue nos órgãos genitais e se inicia a lubrificação através da transudação de gotículas de líquido pela parede da mesma. Há uma lubrificação também a partir das secreções do colo do útero e uma lubrificação adicional através das glândulas de Bartholin.

Veja que a lubrificação é correspondente à ereção no homem.

Orgasmo Feminino

A resposta sexual humana (feminina)

A resposta sexual feminina foi descrita pela primeira vez por Masters e Johnson em 1966.

Propuseram um modelo onde havia a fase de excitação, uma fase de "plateaux" com intensa excitação, uma fase de orgasmo e uma fase de resolução, quando os órgãos genitais voltariam ao normal. Classificaram vários tipos de respostas, o orgasmo múltiplo (linha amarela), orgasmo simples (linha azul) e resposta sem orgasmo (linha magenta).

Fase de orgasmo

Sistema Reprodutor Feminino
Adaptado de Masters WH, Johnson VE. Human Sexual Response, 1966

Fonte: www.gineco.com.br

 

 

Fonte: www.abdelmassih.com.br

Sistema Reprodutor Feminino

O Sistema Reprodutor Feminino é formado pela genitália, útero e anexos. A genitália é o órgão feminino responsável pela cópula e prazer, possuindo parede elástica e lubrificada. Em sua porção mais interna o cretal genital termina no útero, na parte que fica em íntimo contato com a genitália e é conhecida como colo do útero.

Este colo uterino possui um pequeno orifício por onde os espermatozóides entram durante o ato sexual, atingindo o endométrio. O ciclo menstrual se inicia geralmente todo mês (a cada 28 dias) e dura de 3 a 8 dias. Aproximadamente no meio do ciclo o endométrio está preparado para receber o espermatozóide e aderir o embrião a sua parede.

O útero é uma câmara muscular, muito distensível e vascularizada que apresenta em sua porção superior duas trompas que formam caminhos até os ovários. Os ovários são os órgãos responsáveis pela guarda e maturação dos óvulos, e também pela produção de hormônios responsáveis pela feminilização e preparo para a gravidez.

Sistema Reprodutor Feminino

Constituição do Sistema Reprodutor Feminino

O Sistema Reprodutor Feminino é constituido por duas gónodas – os óvarios – , pelas vias genitais – as tubas uterinas, o útero e a genitália – e pelo rgão sexual externo – a vulva.

Gónadas

Os ovários são dois orgãos cuja função é produzir os gâmetas femininos – ovócitos II – e as hormônios sexuais – estrogénos e progesterona. Têm forma e o tamanho de uma pequena amêndoa e estão situados no abdómen.

Cada óvario está envolvido por uma parede e no seu interior distinguem-se a zona medular, mais interna e profundamente irrigada por muitos vasos sanguíneos, e a zona cortical, mais exterior e com diversos tipos de formações esféricas – os folículos.

A partir da puberdade esta região apresenta grandes alterações: os vários folículos entram em diferentes fases de desenvolvimento, o que lhes confere diferentes aspectos, e surgem formações globosas amarelas – corpos amarelos, denominados corpo lúteo.

Vias genitais

São canais por onde os gâmetas se deslocam e que, caso exista fecundação, o ovo ou zigoto percorre até se implantar no útero. As trompas de Falópio têm cerca de 10 cm de comprimento e envolvem o ovário através de uma das extremidades, mais larga e com inúmeras franjas – o pavilhão da trompa.

A outra extremidade abre-se no útero. Este é um órgão musculoso coberto por uma mucosa – o endométrio. O útero comunica através de uma abertura estreita – colo do útero – com a genitália, uma conduta larga que comunica com o exterior.

orgão sexual externo

A vulva é o orgão que permite: – o ato sexual; – em caso de gravidez, a saída do bebé durante o parto.

Gâmetas femininos

As células sexuais femininas são os ovócitos, que possuem uma forma esférica e são maiores que os espermatozóides, tendo cerca de 0,1 mm de diâmetro.

As células dos folículos que os envolvem dão-lhe um aspecto radiado característico quando saem do óvario. Possuem informação das características da mãe, que transmitem para o novo ser.

Fonte: pt.wikipedia.org




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