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Corpo Humano

Músculos

São responsáveis pelos movimentos do corpo. São constituídos por células alongadas (denominadas de fibras musculares) caracterizadas pela presença de grande quantidade de filamentos citoplasmáticos específicos. As células musculares apresentam grande desenvolvimento da função contratilidade e, em menor grau da condutibilidade. Esta especialização envolve alongamento das células, no sentido do eixo da contração, razão pela qual são comumente ditas fibras musculares.

Por serem altamente especializadas, seus componentes recebem denominações específicas:

Membrana citoplasmática = sarcolema

Citoplasma = sarcoplasma

Fibras contráteis citoplamáticas = miofibrilas

Retículo endoplasmático = retículo sarcoplasmático

Mitocôndrias = sarcossoma.

ORIGEM EMBRIOLÓGICA As células musculares têm origem mesodérmica e sua diferenciação ocorre devido a um processo de alongamento gradativo com simultânea síntese de proteínas filamentosas.

CARACTERÍSTICAS AO ESTUDO HISTOLÓGICO Em cortes histológicos, costumeiramente corados com Hematoxilina e Eosina (HE), os tecidos musculares destacam-se como campos eosinofílicos brilhantes de células intimamente aglomeradas.

Cortadas longitudinalmente a seus eixos maiores: são longos bastões ou fusos;

Cortadas transversalmente: apresentam-se circulares

O seccionamento ao acaso, mais comum, normalmente cortes oblíquos: produz diversos perfis de natureza elíptica.

IV. DIFERENÇAS ENTRE FIBRA MUSCULAR E FIBRA DO TECIDO CONJUNTIVO

A principal diferença é o fato da fibra muscular ser uma célula, enquanto a fibra do tecido conjuntivo ser uma estrutura protéica constituída, normalmente, por um tipo principal de proteína.

CLASSIFICAÇÃO De acordo com as características morfológicas e funcionais distinguimos nos mamíferos três tipos de tecido muscular: MUSCULAR ESTRIADO OU ESQUELÉTICO; MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO e MUSCULAR LISO.

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO OU ESQUELÉTICO O tecido muscular esquelético é formado por células alongadas, de forma cilíndrica, multinucleadas (sincício – cada célula possui muitos núcleos, a maioria dos quais está localizado perifericamente dentro da célula), variam de 10 a 120 micrômetros (mm) de diâmetro, e muitas vezes estendem-se em todo o comprimento de um músculo (40 cm). O nome estriado deriva do aspecto de estriações transversais observadas ao microscópio óptico. Também recebe o nome de músculo esquelético porque está geralmente inserido em ossos e é responsável pelos movimentos articulares.

As células do tecido muscular recebem a denominação específica de fibra, apresentam vários núcleos periféricos e o seu citoplasma apresenta-se preenchido por fibrilas paralelas, são as miofibrilas.

As fibras musculares são envolvidas por uma membrana de tecido conjuntivo que é denominada de endomísio. As fibras se agrupam em feixes que são envolvidas pelo perimísio formando os fascículos, e estes agrupados formam o músculo, que também é envolvido por uma membrana de tecido conjuntivo denominada de epimísio. O tecido conjuntivo desempenha importantes papéis na estrutura do músculo estriado, primeiro por manter as fibras unidas, permitindo que a força de contração gerada por cada fibra atue sobre o músculo inteiro; segundo por permitir que a força de contração do músculo atue sobre outras estruturas como tendões, ligamentos, aponeuroses, periósteo, etc.

A contração das fibras musculares estriadas é voluntária e rápida.

Estrutura microscópica das células musculares Filamentos contráteis (miofibrilas) Essas estruturas são cilíndricas, apresentam um diâmetro de 1 a 2 mm e correm longitudinalmente à fibra muscular, preenchendo quase completamente o seu interior. Ao microscópio óptico aparecem com estriações transversais pela alternância de faixas claras e escuras.

As miofibrilas são compostas por filamentos protéicos (miofilamentos). São nas miofibrilas que encontramos as unidades contráteis do músculo (os sarcômeros) que são estruturas localizadas entre duas linhas Z consecutivas.

Analisando a ultra-estrutura de um sarcômero veremos que este é formado basicamente por proteínas que se arranjam em filamentos de forma simétrica e paralela. Notam-se filamentos mais finos (formado por actina, tropomiosina e troponina) e filamentos mais grossos (formado por miosina).

Entre duas linhas Z consecutivas temos um sarcômero, este apresenta discos ou regiões ou faixas anisotrópicas (faixas A) e isotrópicas (faixas I). Em um sarcômero em repouso encontra-se miofilamentos de actina (os mais finos) com suas extremidades ligadas às linhas Z e as outra livres, enquanto que os miofilamentos de miosina se encontram “livres”. As faixas I são aquelas que só se encontram miofilamentos de actina e nas faixas A encontram-se tanto miofilamentos de miosina como de actina. No entanto, nessa faixa A há uma linha clara, é a linha H, que é justamente formada por miosina. Esta some no momento da contração da miofibrila, uma vez que haverá uma interdigitação dos miofilamentos de actina.

Retículo sarcoplasmático O retículo sarcoplasmático regula especificamente o fluxo de íons de cálcio. O retículo sarcoplasmático consiste de uma rede de cisternas do retículo endoplasmático liso, que envolve grupos de miofilamenos separando-os em feixes cilíndricos. Quando a membrana do retículo sarcoplasmático é despolarizada pelo estímulo nervoso os íons de cálcio concentrados nas cisternas do retículo sarcoplasmático são liberados passivamente e atingem os filamentos finos e grossos da vizinhança, ligando-se à troponina e permitindo a formação de pontes entre a actina e a miosina. Quando cessa a despolarização, o retículo sarcoplasmático por processo ativo transporta novamente o cálcio para dentro das cisternas, o que interrompe a atividade contrátil.

Túbulos transversais (Sistema T) O sistema T é responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular esquelética. Ele é constituído por uma rede complexa de invaginações tubulares do sarcolema, cujos ramos vão envolver ambas as junções A-I de cada sarcômero.

Em cada lado de cada túbulo T existe uma expansão ou cisterna terminal do retículo sarcoplasmático (Túbulos L). Este complexo especializado formado de um túbulo T e duas expansões do retículo sarcoplasmático, é conhecido como tríade.

Inervação A contração normal das fibras esqueléticas é comandada por nervos motores. Estes nervos ramificam-se dentro do tecido conjuntivo do perimísio, onde cada nervo origina numerosas terminações.

A placa motora ou junção mioneural é o local no qual o nervo se insere numa depressão da superfície da fibra muscular, aqui o nervo perde a bainha de mielina e o axônio é recoberto por uma delgada camada de citoplasma das células de Schwann. O terminal axônico apresenta numerosas mitocôndrias e vesículas sinápticas. Estas contêm o neurotransmissor acetilcolina.

Quando uma fibra do nervo motor dispara (impulso nervoso), o terminal axônico libera acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica e da placa motora e vai se prender a receptores específicos situados no sarcolema das dobras juncionais. A ligação com o neurotransmissor faz o sarcolema ficar mais permeável ao sódio, o que resulta numa desporalização da membrana.

A repolarização iniciada na placa motora propaga-se ao longo da membrana da fibra muscular e penetra na profundidade da fibra através do sistema de túbulos transversais (T). Em cada tríade o sinal despolarizador passa para o retículo sarcoplasmático e resulta na liberação de cálcio, que inicia o ciclo da contração. Quando a despolarização temina o cálcio é transportado ativamente de volta paras as cisternas do retículo sarcoplasmático e o músculo relaxa.

O excesso de acetilcolina é hidrolisado pela colinesterase presente no interior da fenda sináptica.

Uma fibra nervosa pode inervar uma única fibra muscular ou então se ramificar e inervar 160 ou mais fibra musculares.

O número de unidades motoras acionadas e o tamanho de cada unidade controlam a intensidade da contração do músculo.

O tamanho das unidades motoras em determinado músculo tem relação com a delicadeza de movimentos requerida pelo músculo.

Outros componentes do sarcoplasma No sarcoplasma encontramos glicogênio em abundância depositado sob a forma de granulação grossa. Funciona com depósito de energia, que é mobilizada durante a contração muscular.

Outro componente do sarcoplasma é a mioglobina, pigmento análogo à hemoglobina. Principal responsável pela cor vermelho-escuro que alguns músculos apresentam. A mioglobina serve de depósito de oxigênio e existe em grande quantidade em animais que normalmente mergulham, como focas e baleias.

Sistema de produção de energia A célula muscular esquelética é altamente adaptada para a produção de trabalho mecânico descontínuo, usando energia química. Essa energia é acumulada principalmente no ATP e FOSFOCREATINA que são armazenados na célula. Entretanto o glicogênio também pode ser usado como fonte de energia química. Uma pequena parte da sua energia é liberada durante a glicólise, mas a maior parte da energia é produzida durante a oxidação fosforilativa, nas mitocôndrias. Esse processo utiliza o oxigênio do snague ou o oxigênio ligado à mioglobina.

Nos mamíferos, os músculos em repouso utilizam principalmente os ácidos graxos e acetoacetatos circulantes como fonte energética. Quando em grande atividade, metabolizam a glicose, que passa a ser principal fonte de energia.

Histiogênese A histiogênese do músculo esquelético é diferente da dos outros tipos de músculo. Estudo dos embriões jovens indicam que os primeiros mioblastos do músculo esquelético surgem de uma região específica da cada somito mesodérmico, o miótomo. Daqui, as células destacam-se da massa epitelial e migram para o local futuro músculo. Como a cabeça não possui somitos, os músculos esquléticos dessa região parecem surgir diretamente do mesênquima que migra para o interior da área, ou o neuretoderma.

No início da vida pós-natal do mamífero, o número total eventual de fibras musculares em qualquer músculo bruto é estabelecido e permanece relativamente constante dali em diante.

As fibras dos músculos esqueléticos danificados podem regenerar-se em qualquer estágio da vida, mas, como os demais tecidos musculares, a maior parte do reparo é na forma de tecido conjuntivo.

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO Esse músculo é constituído por células alongadas que se anastomosam irregularmente. Também apresentam estriações transversais, mas são facilmente diferenciadas das dos músculos esqueléticos por só apresentarem um ou dois núcleos centrais. Um aspecto importante dessa musculatura é o fato de entre as suas células existir linhas transversais fortemente coráveis que aparecem em intervalos irregulares, são os discos intercalares. São junções que aparecem como linhas retas ou exibem um aspecto em escada. Nesses discos encontram-se três especializações juncionais:

A zônula de adesão que serve para ancorar os filamentos de actina dos sarcômeros terminais; os desmossomas que unem as células musculares impedindo que elas se separem sob a atividade contrátil constante do coração e as junções do tipo GAP que se situam nas partes laterais dos discos e são responsáveis pela continuidade iônica entre as células musculares vizinhas.

Apesar de estriado a contração é involuntária e rápida.

Estrutura e função das proteínas contráteis da fibra muscular cardíaca A estrutura e a função das proteínas contráteis das células musculares cardíacas são praticamente as mesmas do músculo esquelético. No entanto, o sistema T e o retículo sarcoplasmático não são tão bem organizados como no músculo esquelético. As tríades não são tão freqüentes, sendo característico a presença de díades, constituídas por um túbulo T e uma cisterna do retículo sarcoplasmático.

Além de grandes depósitos de glicogênio e de grânulos de lipofuscina, o sarcoplasma cardíaco contém muitas mitocôndrias localizadas próximo a cada pólo do núcleo e também intercaladas entre os miofilamentos.

Nervos e sistema gerador e condutor do impulso no coração Logo abaixo da camada interna de tecido conjuntivo que reveste o coração, encontramos uma rede de células musculares cardíacas modificadas, acoladas à parede muscular do órgão: elas têm importante papel na geração e condução do estímulo cardíaco, de tal modo que as contrações dos átrios e ventrículos ocorrem em determinada seqüência. São as fibras de Purkinje.

Não existem no coração terminações nervosas comparáveis à placa motora do músculo esquelético, no entanto o coração recebe nervos tanto do sistema simpático como do parassimpático, que formam plexos na base do coração.

As células musculares cardíacas são capazes de autoestimulação, independentemente do impulso nervoso.

O sistema nervoso exerce no coração uma ação reguladora, adaptando o ritmo cardíaco às necessidades do organismo como um todo.

Histiogênese do músculo cardíaco Todo o tecido muscular, exceto possivelmente o da cabeça, surge do mesoderma.

O músculo cardíaco, o primeiro a diferenciar-se, é uma modificação direta da camada mesodérmica epitelial da esplancnopleura.

Em sua maior parte, a capacidade do músculo cardíaco para se dividir é perdida em algum momento durante o período de crescimento inicial. O aumento da parede cardíaca durante as insuficiências cardíacas de qualquer causa é essencialmente um aumento das células do músculo cardíaco existente (hipertrofia), em vez do aumento do número de células (hiperplasia).

A reparação de cortes no tecido muscular cardíaco é feita pela proliferação de tecido conjuntivo.

C. TECIDO MUSCULAR LISO O tecido muscular liso é formado por células longas fusiformes, que podem medir de 5 a 10 mm de diâmetro por 80 a 200 mm de comprimento. Estas células geralmente estão dispostas em camadas, sobretudo nas paredes de órgãos ocos, como tubo digestivo, vasos sanguíneos, etc. Também podem ser encontrados no tecido conjuntivo de certos órgãos como próstata e vesículas seminais e no tecido subcutâneo de certas regiões como o escroto e os mamilos. Podem agrupar-se formando pequenos músculos individualizados (é o caso do músculo eretor dos pêlos), ou então constituindo a maior parte de um órgão, como no útero.

Suas células apresentam apenas um núcleo central e são revestidas e mantidas juntas por uma rede muito delicada de fibras reticulares. Também encontramos no músculo liso vasos e nervos que penetram e se ramificam entre as células.

Em corte transversal o seu aspecto é de um aglomerado de estruturas circulares ou poligonais que podem ocasionalmente apresentar um núcleo central.

Em corte longitudinal percebe-se uma camada de células fusiformes paralelas.

A contração da célula muscular lisa é involuntária e normalmente é lenta.

Estrutura da célula muscular lisa A célula muscular lisa também é revestida externamente por uma camada de glicoproteína amorfa (glicocálix). Seu plasmalema apresenta, como característica, uma grande quantidade de vesículas de pinocitose em diferentes estágios de formação. Freqüentemente os plasmalemas de duas células adjacentes se aproximam muito formando uniões estreitas, do tipo zônula de oclusão e GAP. Essas estruturas não só participam da transmissão do impulso nervoso de célula para célula, como também mantêm a união entre as células.

Existe um núcleo longo e central por célula. Podemos observar, numa zona justanuclear do sarcoplasma, algumas mitocôndrias, elementos do retículo sarcoplasmático granular e grânulos de glicogênio. Também se encontra presente o aparelho de Golgi, pouco desenvolvido.

A célula muscular lisa apresenta feixes de miofilamentos que se cruzam em todas as direções, formando uma trama tridimensional, não demonstrando, os miofilamentos de actina e miosina, a mesma organização paracristalina encontrada nas fibras estriadas.

No músculo liso é possível uma sobreposição dos filamentos grossos e finos por maior extensão, o que permite grau maior de contração.

Além dos filamentos de actina e de miosina, a célula muscular lisa exibe uma trama de filamentos intermediários que constituem uma espécie de matriz, participando do citoesqueleto.

As células musculares lisas não possuem sistema T e seu retículo sarcoplasmático (regulador do fluxo de cálcio) é extremamente reduzido. As vesículas de pinocitose são numerosas e desempenham um papel importante na entrada e saída do íon cálcio.

Demonstrou-se recentemente que a célula muscular lisa, além de sua capacidade contrátil, pode também sintetizar colágeno do tipo III, fibras elásticas e proteoglicanas.

Existem terminações nervosas no músculo liso, mas o grau de controle ca contração muscular pelo sistema nervoso varia.

O músculo liso recebe fibras do sistema nervoso simpático e do parassimpático e não exibe as junções neuromusculares elaboradas que ocorrem apenas no músculo esquelético.

Histiogênese Formado a partir do mesoderma, o tecido muscular liso repara-se por si mesmo com formação de cicatrizes semelhantes ao do músculo cardíaco. Os animais adultos mantêm a capacidade de converterem capilares em artérias musculares quando os caminhos normais do fluxo sanguíneo distributivo são interrompidos, provavelmente por diferenciação das células perivasculares primitivas em células musculares lisas.

Fonte: www.cstr.ufcg.edu.br

Músculos

Estrutura dos Músculos


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Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo, o perimísio, que manda septos para o interior do músculo, septos dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas. O músculo fica assim dividido em feixes (primários, secundários, terciá- rios). O revestimento dos feixes menores (primários), chamado endomísio, manda para o interior do músculo membranas delgadíssimas que envolvem cada uma das fibras musculares.

A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou prismática, longa, de 3 a 12 centímetros; o seu diâmetro é infinitamente menor, variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro). A fibra muscular tem o aspecto de um filamento fusiforme. No seu interior notam-se muitos núcleos (quando geralmente a célula tem um só núcleo) de modo que se tem a idéia de ser a fibra constituída por várias células que perderam os seus limites, fundindo-se umas com as outras. O citoplasma da fibra (isto é, toda a restante parte da fibra, com exclusão do núcleo) aparece estriado transversalmente de faixas alternadamente claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são por isso chamados músculos estriados.


Fibra Muscular Estriada

A estriação não existe, ao contrário, nos músculos viscerais, que se chamam, portanto, músculos lisos. Ao longo dos septos que dividem os feixes de fibras, ramificam-se arteríolas e vênulas, enquanto ao longo da membranazinha que envolve cada uma das fibras se expandem os capilares que formam uma rede de malhas retangulares. Ao longo dos mesmos septos caminham ramificações nervosas motoras e sensitivas que penetram depois nas fibras; os filamentos motores trazem à fibra o estímulo para que esta se contraia; os filamentos sensitivos, ao contrário, recolhem informações sobre o estado do músculo, sobre o seu grau de contração, e as transmitem ao cérebro. Os músculos esqueléticos, em suma, são órgãos muito vascularizados e muito inervad


Secção Músculo Liso

Os músculos viscerais são também constituídos de fibras fusiformes, mas muito mais curtas do que as fibras musculares esqueléticas: têm, na verdade, um tamanho que varia de 30 a 450 mícrons. Têm, além disso, um só núcleo e são privadas de estrias. Estes músculos se chamam, portanto, fibras lisas e não são comandados pela vontade. As fibras lisas recebem, também, vasos e nervos motores provenientes do sistema simpático.


1 – Membrana Conjuntiva
2 – Septo
3 – Loja Muscular
4 – Vasos Sanguíneos
5 – Nervos
6 – Feixes de Fibras Musculares
7 - Artérias Nutritivas
8 – Nervos Sensitivos
9 – Nervo Motor

Estrutura e função do músculo esqueletico A maior parte do corpo humano é formada por músculos esqueléticos, constituindo desta forma cerca de 40 ? 50 % do peso corporal total. Uma das funções mais importantes do músculo esquelético é a capacidade de locomoção e respiração.

Três funções do músculo esquelético são importantes:

1 Geração de força para a locomoção e para respiração

2 Geração de força para sustentação postural

3 Produção de calor durante períodos de exposição ao frio.

Por meio dos tendões os músculos esqueléticos se fixam aos ossos, os músculos esqueléticos se fixam em duas extremidades em uma denominada origem na qual o músculo se une ao osso e não se move, enquanto a outra extremidade esta fixada a um osso (inserção) que se move durante a contração muscular.

O simples fato de piscar a uma corrida em uma maratona depende do funcionamento correto do músculo esquelético, desta forma qualquer atividade física só pode existir por meio da força muscular.

É importante que clínicos, professores de Educação Física e técnicos tenham um bom conhecimento do sistema muscular, para que os mesmos possam planejar adequadamente e conduzir os programas destinados a aumentar a força muscular, a endurance e a flexibilidade, uma vez que os músculos esqueléticos desempenham o papel no esporte o conhecimento aprofundado de suas estruturas tanto microscópica quanto macroscópica é muito importante pois através delas se pode compreender melhor o funcionamento do músculo, como ele se contrai, porque ele se fadiga.

Esse entendimento é importante uma vez que através dele pode se planejar programas de treinamento de força cientificamente justificados.

IRRIGAÇÃO A irrigação dos músculos é feita ricamente por vasos sanguineos, um complexo de artérias e veias penetram no músculo e saem dele juntamente com os tecidos conjuntivos, dispondo se paralelamente a cada fibra muscular, eles se ramificam repetidamente em numerosas arteríolas capilares e vênulas, formando extensas redes dentro e ao redor do endomísio, por meio deste sistema cada fibra recebe um bom suprimento sanguíneo recém oxigenado proveniente do sistema arterial, processando ao mesmo tempo a remoção dos produtos nocivos tipo dióxido de carbono através do sistema venoso.

A quantidade de sangue que um músculo necessita depende do seu estado de atividade.

No exercício no qual utiliza ? se de uma captação de oxigênio de aproximadamente 4,0L/ min, o consumo de oxigênio aumenta quase 70 vezes chegando a 11 ml por 100g por minuto a fim de que essa demanda de oxigênio seja atendida grande quantidade de sangue são transportadas pelo leito vascular através dos tecidos ativos. Em atividades rítmicas como ciclismo, corrida, o fluxo sanguíneo flutua diminuindo durante a fase de contração dos músculos e aumentando durante a fase de relaxamento dos músculos, o que proporciona uma ordenha facilitadora do fluxo sanguíneo através dos músculos e ajuda a impulsionar o sangue de volta ao coração.

Um músculo ao gerar aproximadamente 60% de sua capacidade geradora de força, o fluxo sanguíneo local é ocluído em virtude da pressão intramuscular elevada. Quando isso ocorre, a energia para o esforço contínuo com uma produção de força quase máxima é gerada pelos fosfatos de alta energia intramusculares e através das reações aeróbicas da glicose.

INERVAÇÃO Os nervos responsáveis pela inervação de um músculo contêm fibras tanto motoras quanto sensitivas e em geral penetram no músculo juntamente com os vasos sanguíneos. Ramificam ? se e alcançam todas as fibras musculares. Os nervos motores que são estimulados induzem o músculo a se contrair, eles tem sua origem no sistema nervoso central (medula espinhal e cérebro). O ponto onde um nervo motor (axônio) termina sobre uma fibra muscular é conhecido como junção neuromuscular ou placa motora terminal. Os nervos motores que penetram no músculo constituem cerca de 60%. Os nervos sensitivos são o restante com 40%, conduzindo informações sobre dor e orientação à cerca das áreas corporais dos órgãos sensoriais musculares ao sistema nervoso central.

COMPOSIÇÃO ESTRUTURAL DO MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO

A composição do músculo esquelético é feita por diferentes tipos de tecidos tais como células musculares, os tecidos nervos, o sangue e vários tecidos conjuntivos.

A célula muscular é conhecida como fibra muscular, as fibras musculares são envolvidas por um tecido conjuntivo denominado ENDOMÍSIO, uma grande quantidade de células (fibras) musculares estão agrupadas e formam feixes musculares ou fascículos, a camada de tecido conjuntivo que envolve cada fascículo é denominada de PERIMISIO.

A fáscia que envolve todo o músculo, mantendo ? o unido é chamada de EPIMÍSIO.

O afunilamento do epimísio em sua extremidade distal, com a união das bainhas do tecido intramuscular forma o denso e resistente tecido conjuntivo dos tendões.

Os tendões unem as extremidades do músculo à cobertura mais externa do esqueleto (periósteo). Disposto entre as fibras colágenas e os tecidos do tendão há um entrelaçamento o qual forma uma poderosa conexão entre o músculo e o osso cuja separação é extremamente difícil, exceto durante um estresse intenso, quando então pode ser seccionada ou literalmente arrancada do osso.

As fibras musculares não estão em contato direto com o músculo, assim a sobrecarga é suportada inteiramente pelas inserções direta de fibras musculares no osso caso não existisse os tendões provocaria um dano considerável a cada contração muscular. Além dos tendões serem mais rígidos que os músculos eles também são formados por fibras ?sem vida?, são metabolicamente inativas em comparação com o tecido muscular. Um tendão por ser mantido mais resistente que o músculo, mesmo que ele seja pequeno é ela que consegue suportar uma grande tensão gerada por um músculo relativamente grande.

ESTRUTURA DA FIBRA MUSCULAR ESQUELÉTICA Após o detalhamento das camadas de tecidos que envolvem o músculo esquelético, pode se compreender melhor agora como as fibras musculares estão contidas no músculo. De acordo com POWERS E HOWLEY (2000), cada fibra muscular é um cilindro fino e alongado que possuem o comprimento do músculo.

Para WILMORE E CASHIL (2000), o diâmetro da fibra muscular varia de 10 a 80 micrometros (mm). A fibra muscular é envolvida por uma membrana plasmática chamada de sarcolema. Segundo McARDLE, (1998); ela é fina e elástica e envolve o conteúdo celular da fibra, sua constituição é de membrana plasmática de plasmalena e uma membrana basal.

A membrana plasmática é definida como sendo uma estrutura lipidica de duas camadas cuja principal função é conduzir a onda eletroquímica de despolarização sobre a superfície da fibra muscular, durante o processo de despolarização essa membrana possui capacidade de isolar uma fibra das outras. A membrana basal é composta por proteínas e filamentos de fibras colágenas que permitem a fusão dessa fibra com as fibras colágenas existentes na cobertura externa do tendão.

Colocando ? se entre a membrana plasmática e a membrana basal, existe a célula satélite, que são importantes no crescimento celular regenerativo e na recuperação após a lesão.

O protoplasma aquoso da fibra muscular ou sarcoplasma (também denominado citoplasma), é uma substância gelatinosa que preenche os espaços entre as miofibrilas. O sarcoplasma contém proteínas celulares, organelas miofibrilas, minerais, glicogênio, gorduras dissolvidas, os núcleos (aproximadamente 250 por milímetro de comprimento da fibra), mitocôndria e outras organelas especializadas.

O sarcoplasma difere do citoplasma de outras células pelo fato de nele conter, grande quantidade de glicogênio armazenada, bem como a mioglobina, que é um composto similar à hemoglobina, que liga o oxigênio.

Ainda no interior da fibra muscular encontramos uma rede de canais membranosos (ou rede longitudinal de túbulos), chamada de retículo sarcoplasmático, os canais membranosos tem um trajeto paralelo ao das miofibrilas e formam alças em torno delas. O retículo sarcoplasmático funciona como armazenamento de cálcio o qual é importante na contração muscular.

Os túbulos longitudinais terminam em ambas as extremidades dentro de vesículas às vezes denominadas vesículas externas ou cisternas. Onde fica armazenado o íon Cálcio (Ca ++), ai esta localizado as vesículas externas, ao longo de toda a extensão das miofibrilas este padrão se repete. Uma outra rede de túbulos denominada de túbulos transversos (túbulos T), as vesículas externas de um padrão são separadas daquelas de outro padrão.

Os túbulos T mesmo estando associados funcionalmente ao retículo sarcoplasmático, estão separados dele anatomicamente. Representam extensões ou invaginações da membrana da célula muscular que constituí o sarcolema. As duas vesículas externas e o túbulo T que as separa são conhecidas como tríade.

Não se sabe ao certo qual a função especifica do Reticulo sarcoplasmático e dos túbulos T, mas sabe se que a tríade é importante na contração muscular. A função dos túbulos T é a propagação do impulso nervoso do sarcolema até as porções mais profundas da fibra. As vesículas externas do reticulo guardam grande quantidade de cálcio.

TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR Um músculo relaxado pode ser estendido até certo comprimento, quando então oferece resistência ao aumento do comprimento. Esta resistência caracteriza a existência de um componente elástico no músculo em repouso. No entanto, quando um músculo é estimulado tetanicamente não se permitindo a mudança de comprimento (contração isométrica), observa-se à situação de tensão máxima.

A tensão varia muito conforme o estado do músculo (relaxado, pouco contraído, muito contraído, contração máxima). No caso de um músculo contraído ao máximo, a velocidade de contração é zero [peso infinito]. Quando diminuímos o peso aplicado ao músculo, existirá um peso no qual a velocidade de contração pode ser observada (mas ainda é mínima e constante). Se o peso for diminuído gradativamente (diminuindo assim a tensão exercida pelo músculo), a velocidade de contração irá aumentando proporcionalmente (peso próximo de zero implica em velocidade de contração máxima).

Na contração isomérica (ou estática), não há alteração do comprimento do músculo, existe a liberação de calor de manutenção. Esta quantidade de calor é proporcional ao tamanho do músculo e corresponde à energia necessária para manter a tensão. Apresenta uma força capaz de ser desenvolvida durante uma tensão muscular voluntária estática. E o desenvolvimento da força ocorre sem movimento articular aparente. É o tipo de contração sem movimento visível articular (embora existam encurtamentos de fibras).A contração isotônica (ou dinâmica) é aquela em que a velocidade é diferente de zero e a tensão é constante.

A produção de calor por um músculo em contração isotônica é proporcional à mudança de comprimento do músculo e não depende da velocidade de contração ou do peso que foi levantado. Os elementos contráteis do músculo são contraídos

.A contração autotônica representa uma combinação das solicitações isométrica com isotônica.Na contração muscular isotônica observa-se uma diminuição no comprimento do sarcômero e os filamentos tendem a se encontrar no centro da banda H. Neste ponto, existe tensão máxima e não há como deslizar mais os filamentos, atingindo uma situação isométrica. No caso da contração isométrica [tetânica], onde não observa diminuição do comprimento do músculo, a energia liberada pelo ATP não pode ser transformada em trabalho devido à incapacidade de deslizar mais os filamentos sobre os outros e há produção de calor, mas não de trabalho. A tensão seria então determinada pelas pontes.

TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES PRESENTES NO MÚSCULO ESQUELÉTICO

A fim de desempenhar mais eficientemente as várias funções que o nosso corpo exige, existem três tipos diferentes de fibra muscular. Alguns pesquisadores descreveram mais tipos de fibras musculares, mas para a finalidade deste texto somente as três principais serão discutidas. Cada tipo de fibra possui uma finalidade, sendo a maioria dos músculos uma mistura dos três tipos de fibras, com proporções maiores ou menores de um tipo de fibra muscular.

Fibras do tipo Apresenta uma coloração vermelha escura, devido à alta concentração de mioglobina (hemoglobina muscular que armazena oxigênio) e mitocôndrias.

É designada de fibra de contração lenta ou oxidativa lenta. Apresentam as latências demoradas, estando adaptadas para contrações lentas, prolongadas e de sustentação postural. Possuem um pequeno diâmetro.

Fibras do tipo II

(Esse grupo é subdividido em Fibras IIA e IIB)

Fibras do tipo IIA De coloração pálida devido a pouca concentração de mioglobinas. Também são chamadas de fibras de contração rápida ou glicolíticas rápidas, possuem um diâmetro maior do que as fibras do tipo I.

As fibras II A desenvolvem uma força de contração maior e completam uma contração muscular única em menor tempo que as fibras do tipo I, no entanto as fibras do tipo IIA fatigam mais rapidamente do que as do tipo I. – Fibras do tipo IIB O terceiro tipo de fibra é a IIB.

É designada de oxidativo rápido-glicolítico e é intermediário em características tais como cor, número de mitocôndrias e hemoglobinas, tamanho, velocidade de contração e velocidade de fadiga.

Os músculos do tronco e membros humanos contém várias proporções dos três tipos de fibras musculares. Alem disso alguns investigadores sugerem que as proporções de fibras musculares de contração rápida e de contração lenta em um músculo em particular variam de um indivíduo para indivíduo.

A quantidade de fibras do tipo um é maior em um corredor de maratona do que um velocista de 100 metros rasos. Sóleo, gastrocnêmio, bíceps braquial, esternocleidomastóideo, tríceps braquial e orbicular do olho, são respectivamente os músculos com maior proporção de fibras do tipo I.

Cada tipo de atleta, de diferentes modalidades e distâncias, possui a sua proporção ideal dos tipos de fibras musculares para exercer tal modalidade. O treinamento condiciona as fibras e ajudam a alterar a proporção delas caso seja esse o objetivo.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Sistema Muscular

 

Músculos

Os músculos são estruturas anatômicas caracterizadas pela contração (são capazes de diminuir seu comprimento) como resposta a diversos tipos de estímulos. As contrações movimentam partes do corpo, inclusive órgãos internos; músculos dão forma ao corpo; músculos produzem calor.

Três tipos de músculos

Músculo liso

Suas células são fusiformes, pequenas; sem estriações e com núcleo único e central. Encontrados nas paredes das vísceras ocas e dos vasos sangüíneos; na íris e no corpo ciliar do bulbo do olho e nos folículos pilosos. Sua contração é fraca, lenta e involuntária

Músculo cardíaco

Células com ramificações, confluências e estrias transversais, unidas nos extremos por junções complexas (discos intercalares) e com núcleo único e central. Constitui o miocárdio. Sua contração é rítmica, forte, contínua e rápida; atua bombeando o sangue do coração; também é involuntária

Músculo esquelético

Suas células são cilíndricas, grandes, longas, sem ramificações e com estrias trans-versais e núcleos múltiplos. Formam os músculos fixados ao esqueleto, às fáscias dos membros, da parede do tronco, da cabeça e do pescoço. Sua contração é forte, rápida, intermitente; atua primaria-mente para produzir movimentos ou para resistir à gravidade.

Músculos esqueléticos

Os músculos esqueléticos típicos são formados por:

Parte média

Ventre muscular, carnoso e vermelho; é a parte contrátil do músculo; não se prende, para que possa contrair-se livremente

Extremidades

Ssão esbranquiçadas e brilhantes, muito resistentes e praticamente inextensíveis; constituídas por tecido conjuntivo denso, rico em fibras colágenas; em geral se prendem a duas áreas do corpo, comumente no esqueleto. Extremidades cilindróides ou em forma de fita são chamadas de tendões; quando são laminares, recebem a denominação de aponeuroses

As duas áreas do corpo em que as extremidades se prendem são chamadas de origem e inserção. Origem é a parte do corpo que permanece fixa durante a contração do ventre muscular, enquanto a inserção é a parte do corpo que se move durante a contração do ventre muscular. Os conceitos de origem e inserção são dinâmicos, dependendo de que peça se move e de qual permanece fixa.

Estes conceitos são genéricos e admitem exceções, pois tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto; às vezes se prendem na derme, nas mucosas ou em um órgão. Também em muitos músculos, as fibras dos tendões têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente no osso ou a outro músculo e em uns poucos músculos, aparecem tendões interpostos a ventres de um mesmo músculo, tendões estes que não servem para fixação no esqueleto.

Os tendões são compostos de fibras colágenas onduladas e dispostas em paralelo, entremeadas por fibras de elastina e reticulina, que proporcionam volume ao conjunto. Todas essas estruturas estão suspensas em um substrato gelatinoso que reduz a fricção entre os componentes das fibras.

Quando o tendão é submetido à tensão, as fibras onduladas paralelas alongam-se na direção da força de tensão. Quando a carga é interrompida, as fibras elásticas ajudam a reorientar a configuração das fibras onduladas de colágeno e, desde que a força tencionadora não tenha excedido o limite da resistência mecânica do tendão, este voltará à sua situação normal de repouso, sem sofrer lesões.

Os tendões e os ligamentos são estruturas adaptadas para exercer a função de transmitir as cargas do músculo para o osso (tendão) ou de osso para osso (ligamento). A função principal de ambos é modular a transmissão das forças, de maneira que não haja concentração brusca de cargas entre os vários componentes do sistema músculo-esquelético. Essa função é extremamente importante porque, nos locais em que as cargas se concentram ocorrem lesões que podem ser agudas ou cumulativas.

Os tendões, as cápsulas articulares e os ligamentos possuem sensores proprioceptivos e nociceptivos que informam o cérebro sobre a posição dos segmentos corpóreos no espaço e sobre as condições ambientais locais, que possam representar perigo de lesão tissular.

O mecanismo de retroalimentação neural existente na cápsula articular, nos ligamentos e nos tendões protege os estabilizadores estáticos e prove estabilização dinâmica adicional (unidade miotendínea), impedindo que haja deslocamentos que excedam os limites mecânicos dos estabilizadores estáticos. Ele exerce também o importante papel de informar o cérebro sobre a configuração química e a situação estrutural dos feixes de colágeno que confere as propriedades físicas do tendão, principalmente sua resistência às tensões, e o comportamento viscoelástico que apresentam.

Tal como todos os outros sistemas biológicos, as propriedades físicas e químicas dos tendões e ligamentos variam com diversos fatores como a idade, o sexo, a temperatura, a presença de fatores hormonais, atividade, etc.

A idade influi na velocidade da regeneração dos tecidos gastos e na qualidade da reparação tissular; as variações hormonais, como as relacionadas com gravidez e menopausa, interferem com as propriedades biofísicas do tecido conjuntivo do sexo feminino; a atividade física desempenha um importante papel na manutenção da homeostase do sistema músculo-esquelético, seja garantindo a normalidade de músculos e tendões – quando essas estruturas são usadas dentro dos limites funcionais de cada indivíduo, seja produzindo lesões, que se instalam quando os limites pessoais de reserva funcional são ultrapassados.

A fáscia muscular é uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo, com as funções de bainha elástica de contenção e de facilitar o deslizamento dos músculos entre si. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo, dependendo de sua função. Às vezes a fáscia muscular é muito espessada e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto.

Em algumas regiões do corpo as fáscias musculares vão além de serem somente envoltórios musculares. Assim, nos membros, além de cada músculo ser envolvido por sua fáscia, todo o conjunto muscular também é envolto por uma fáscia mais espessa, da qual partem prolongamentos que vão se fixar nos ossos, separando grupos musculares. Estes prolongamentos são chamados de septos intermusculares. A fáscia muscular que envolve os músculos da parede abdominal apresenta setores ocupados por músculos e setores desocupados.

Classificação morfológica dos músculos esqueléticos

Os músculos são classificados de várias formas. As mais comumente empregadas são as que o fazem em relação à forma do músculo e ao arranjo de suas fibras e às extremidades e ao ventre muscular

A função do músculo condiciona sua forma e arranjo de suas fibras. como as funções dos músculos são múltiplas e variadas, também o são sua morfologia e arranjo de suas fibras. De um modo geral e amplo, os músculos têm as fibras dispostas paralelas ou oblíquas à direção de tração exercida pelo músculo.

A disposição paralela das fibras pode ser encontrada tanto nos músculos longos (predomina o comprimento) quanto nos músculos largos (comprimento e largura se equivalem). Nos músculos longos é muito comum notar-se uma convergência das fibras musculares em direção aos tendões de origem e inserção, de tal modo que na parte média o músculo tem maior diâmetro que nas extremidades e por seu aspecto característico é denominado fusiforme. Músculos fusiformes são muito freqüentes nos membros. Nos músculos largos, as fibras podem convergir para um tendão em uma das extremidades, tomando o aspecto de leque.

A disposição oblíqua das fibras ocorre nos músculos penados (lembrando as barbas de uma pena). Se os feixes musculares se prendem numa só borda do tendão fala-se em músculo unipenado, se os feixes se prendem nas duas bordas do tendão, será bipenado. Se os feixes se dispõem em todas as direções é um músculo multipenado.

Quando os músculos se originam por mais de um tendão, diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. São então classificados como músculos bíceps, tríceps ou quadríceps, conforme apresentam 2, 3 ou 4 cabeças de origem. Exemplos clássicos são encontrados na musculatura dos membros e a nomenclatura acompanha a classificação: m. bíceps braquial, m. tríceps da perna, m. quadríceps da coxa.

Do mesmo modo, os músculos podem inserir-se por mais de um tendão. Quando há dois tendões, são bicaudados; três ou mais, policaudados.

Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular, com tendões intermediários situados entre eles. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres e poligástricos os que apresentam maior número de ventres.

Classificação funcional dos músculos esqueléticos

Os músculos podem ser classificados segundo a ação que realizam:

Músculo agonista

É o agente principal na execução de um movimento. São divididos em motores primários (os que participam mais intensamente da execução do movimento) e secundários

Músculo antagonista

É aquele que se opõe ao trabalho de um agonista

Músculo sinergista

Aquele que atua no sentido de eliminar algum movimento indesejado que poderia ser produzido pelo agonista

Músculo fixador

Fixam um segmento do corpo para permitir um apoio básico nos movimentos executados por outros músculos. Para muitos é uma subcategoria dos sinergistas

Importante

Estes conceitos são dinâmicos, ou seja, um músculo que em determinado momento é agonista em outro pode ser antagonista ou fixador ou sinergista.

Mecânica muscular

A contração do ventre muscular vai produzir um trabalho mecânico, em geral representado pelo deslocamento de um segmento do corpo. Ao contrair-se o ventre muscular, há um encurtamento do comprimento do músculo e conseqüente deslocamento da peça esquelética.

O trabalho realizado por um músculo depende da potência do músculo e da amplitude de contração do mesmo. A amplitude de contração depende do comprimento das fibras musculares. Assim, um músculo longo tem o mais alto grau de encurtamento. A potência (ou força) é função do número de fibras que se contraem e número de fibras contido em uma secção transversal do músculo, o que é medido em ângulo reto com o eixo maior dos fascículos musculares e não com o eixo maior do músculo como um todo. Assim, o que um músculo penado perde em amplitude de contração, ganha em força.

Como foi anteriormente dito, o trabalho do músculo se manifesta pelo deslocamento de um (ou mais) osso(s). Os músculos agem sobre os ossos como potências sobre braços de alavancas. No caso da musculatura cardíaca e dos músculos lisos, geralmente situadas nas paredes de vísceras ocas ou tubulares, também se produz um trabalho: a contração da musculatura destes órgãos reduz seu volume ou seu diâmetro e desta forma vai expelir ou impulsionar seu conteúdo.

A célula muscular obedece a chamada lei do tudo ou nada, ou seja, ou está completamente contraída ou está totalmente relaxada. Assim, a quantidade de fibras musculares que vai estar envolvida com o trabalho de um músculo, ao mesmo tempo, vai depender de quantas unidades motoras ele possua. Denomina-se unidade motora ao conjunto de fibras de um músculo supridas pelo mesmo neurônio. Um músculo com poucas unidades motoras é um músculo de movimentos mais grosseiros, enquanto aquele que possui muitas unidades motoras é capaz de movimentos de alta precisão e delicadeza.

Ezequiel Rubinstein
Márcio A. Cardoso

Fonte: www.icb.ufmg.br

Músculos

Distúrbios Musculoesqueléticos

O osso é um tecido orgânico que muda constantemente e que desempenha várias funções. O esqueleto é o conjunto de todos os ossos do corpo. O sistema musculoesquelético é formado pelo esqueleto, pelos músculos, tendões, ligamentos e outros componentes das articulações. O esqueleto provê força, estabilidade e uma base de sustentação para que os músculos trabalhem e produzam o movimento. Os ossos também servem de escudos para proteger os delicados órgãos internos.

Os ossos possuem duas formas principais: plana (como as placas do crânio e as vértebras) e longa (como os ossos das pernas e dos braços). Entretanto, a sua estrutura interna é basicamente a mesma. A parte rígida externa é composta, em sua maioria, por proteínas como o colágeno, e por uma substância denominada hidroxiapatita. Composta principalmente de cálcio e outros minerais, a hidroxiapatita armazena grande parte do cálcio do corpo e é, em grande parte, responsável pela resistência dos ossos. A medula óssea localizada no centro de cada osso é mais mole e menos densa que o restante do osso e contém células especializadas que produzem células sangüíneas.

Vasos sangüíneos passam através dos ossos e nervos os circundam. As articulações representam o ponto de união de um ou mais ossos e a sua configuração determina o grau e a direção do possível movimento. Algumas articulações, como aquelas que se encontram entre os ossos planos do crânio (denominadas suturas) não apresentam movimento. Outras permitem uma amplitude de movimento. Por exemplo, a articulação do ombro, a qual é do tipo “bola e soquete”, permite a rotação interna e a rotação externa, além dos movimentos do membro superior para frente, para trás e para os lados.

As articulações do tipo dobradiça (gínglimos) dos cotovelos e dedos das mãos e dos pés permitem apenas os movimentos de flexão e extensão. Outros componentes das articulações proporcionam estabilidade e reduzem o risco de lesões resultantes do uso constante. As extremidades de uma articulação são recobertas por cartilagem – um tecido liso, resistente e protetor que atua como amortecedor de choques e redutor do atrito. As articulações também possuem um revestimento (membrana sinovial) que as envolve, formando uma cápsula articular. As células do tecido sinovial produzem um líquido transparente (líquido sinovial) que preenche a cápsula, reduzindo ainda mais o atrito e facilitando o movimento. Os músculos são feixes de fibras que apresentam a propriedade de contração.

Os músculos esqueléticos, responsáveis pela postura e pelos movimentos, estão unidos aos ossos e dispostos em grupos opostos em torno das articulações. Por exemplo, os músculos que flexionam o cotovelo (bíceps braquial) sofrem a oposição de músculos que estendem o cotovelo (tríceps braquial). Os tendões são cordões resistentes de tecido conjuntivo que inserem cada extremidade de um músculo ao osso. Os ligamentos são tecidos semelhantes aos tendões que circundam as articulações e conectam um osso a outro. Os ligamentos ajudam no reforço e estabilização das articulações, permitindo os movimentos somente em determinadas direções.

As bursas são sacos repletos de líquido que provêem um amortecimento extra, geralmente entre estruturas adjacentes, as quais, de outra forma, poderiam produzir atrito entre si e, conseqüentemente, acarretar desgaste e laceração, por exemplo, entre um osso e um ligamento. Os componentes de uma articulação trabalham em conjunto para facilitar um movimento equilibrado e que não cause dano. Por exemplo, quando o joelho é flexionado para montar um degrau, os músculos posteriores da coxa contraem-se e encurtam, tracionando a perna para trás e flexionando o joelho.

Ao mesmo tempo, o músculo quadríceps femoral, localizado na parte anterior da coxa relaxa, permitindo a flexão do joelho. No interior da articulação do joelho, a cartilagem e o líquido sinovial minimizam o atrito. Cinco ligamentos em torno da articulação ajudam a manter os ossos alinhados adequadamente. As bursas servem como amortecedores entre estruturas como, por exemplo, a tíbia e o tendão que se insere na patela (tendão patelar).

Distúrbios Musculoesqueléticos

Dentro do Joelho

A estrutura do joelho garante sua proteção. Ele encontra-se totalmente envolvido por uma cápsula articular flexível o suficiente para permitir os movimentos, mas também forte o suficiente para manter a articulação unida.

A cápsula é revestida pelo tecido sinovial, o qual secreta o líquido sinovial que lubrifica a articulação. A cartilagem resistente ao uso e que reveste as extremidades do fêmur (osso da coxa) e da tíbia (osso da perna) ajuda a reduzir o atrito durante os movimentos.

Coxins cartilaginosos (meniscos) atuam como amortecedores entre os dois ossos e ajudam a distribuir o peso do corpo na articulação. As bursas (bolsas repletas de líquido) fornecem proteção quando a pele ou os tendões movem-se sobre os ossos. Os ligamentos laterais e posteriores do joelho reforçam a cápsula articular, aumentando a estabilidade. A patela (rótula) protege a parte frontal da articulação.


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Os distúrbios do sistema musculoesquelético são causas importantes de dor crônica e de incapacidade física. Embora os componentes desse sistema possam apresentar um bom desempenho com o uso, eles podem sofrer desgaste, lesões ou inflamações. As lesões ósseas, musculares e articulares são muito freqüentes e com gravidade variável, desde um estiramento muscular leve a uma distensão ligamentar, de uma luxação articular a uma fratura. Embora essas lesões geralmente sejam dolorosas e possam acarretar complicações a longo prazo, quase todas curam completamente.

A inflamação é uma resposta natural à irritação ou à lesão tissular. Ela produz aumento de volume, rubor, calor e limitação funcional. A inflamação de uma articulação é denominada artrite e a de um tendão é denominada tendinite. A inflamação pode ser limitada a uma pequena área do corpo (localizada), como apenas em uma articulação ou em um tendão lesado, ou pode ser disseminada, como ocorre em determinadas doenças inflamatórias (p.ex., artrite reumatóide).

A inflamação pode tornar-se crônica e persistente, algumas vezes em decorrência do movimento contínuo e de sobrecargas mecânicas e, outras vezes, por causa de reações imunes, infecções ou depósitos de materiais anormais. Infecções de ossos e articulações podem fazer o indivíduo ficar inválido. O tratamento imediato pode impedir danos permanentes às articulações. Tumores benignos e cânceres às vezes têm origem nos ossos, e às vezes alastram-se até os ossos a partir de outros locais do corpo. Desequilíbrios metabólicos ou hormonais também podem afetar os ossos e as articulações.

Um exemplo é a osteoporose, uma rarefação dos ossos resultante da perda excessiva de minerais nos ossos. Outro exemplo é a gota, em que cristais formam-se nas articulações de indivíduos suscetíveis, que apresentam um nível anormalmente elevado de ácido úrico no sangue. Os exames laboratoriais podem fornecer informações úteis relativas a alguns distúrbios musculoesqueléticos, mas essas informações em geral não são suficientes para o diagnóstico. Radiografias são efetuadas para avaliar áreas de dor óssea, porque freqüentemente esse procedimento detecta fraturas, tumores, lesões, infecções e deformidades.

Tomografia computadorizada (TC) e imagens por ressonância magnética (IRM) podem ser solicitadas para a determinação da extensão e da localização exata de uma lesão. A imagem por ressonância magnética é especialmente válida para a obtenção de imagens de tecidos como músculos, ligamentos e tendões. Uma amostra de líquido articular pode ser examinada para identificar as bactérias causadoras de uma infecção ou para examinar os cristais que confirmam um diagnóstico de gota ou pseudogota.

O médico remove o líquido através de uma agulha – um procedimento geralmente rápido, fácil e quase indolor, efetuado no consultório. O tratamento depende do tipo de distúrbio musculoesquelético. Freqüentemente as lesões são tratadas com repouso, compressas quentes ou frias, analgésicos e imobilização com talas ou bandagens. Doenças que afetam simultaneamente várias articulações são em geral tratadas com drogas para reduzir a inflamação e suprimir a resposta imunológica do organismo; contudo as articulações mais cronicamente lesadas não podem ser curadas apenas por drogas.

Algumas articulações gravemente lesadas podem ser substituídas por juntas artificiais. Com freqüência, o tratamento exige os esforços combinados de médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Fonte: www.msd-brazil.com

Músculos


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Membro Superior: Nervos, Músculos e Funções


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Plexo Braquial

Troncos e Fascículos

Observamos que o ramo ventral da C5, une-se ao ramo ventral de C6, formando o Tronco Superior. O ramo ventral de C7 não se une a nenhum outro e origina sozinho o Tronco Médio. Ocorre com C8 e T1 o mesmo que C5 e C6, seus ramos ventrais vão se unir e formar o Tronco Inferior.

Cada um dos troncos emite um Ramo Posterior que vão se unir e formar o Fascículo Posterior. O Tronco Superior e o Tronco Médio emitem Ramos Anteriores, que vão unir-se e originar o Fascículo Lateral. A continuação do Tronco Inferior origina o Fascículo Medial. Observar que do Tronco Superior originam-se também nervos colaterais, o Nervo do Músculo Subclávio e o Nervo Supraescapular.

Nervos


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O Fascículo Lateral origina o Nervo Peitoral Lateral e emite uma Fibra Lateral para formar o Nervo Mediano. A continuação do Fascículo Lateral forma o Nervo Músculo Cutâneo.

O Fascículo Posterior origina quatro nervos: Radial, Axilar, Subescapular e Toracodorsal.

O Fascículo Medial emite uma Fibra Medial para formar o Nervo Mediano. A continuação do Fascículo Medial forma o Nervo Ulnar e também os Nervos Peitoral Medial, Cutâneo Medial do Braço e Cutâneo Medial do Antebraço.

Dos Ramos ventrais de C5, C6 e C7 parte o Nervo Toráxico longo.

Movimentos da Cabeça

Movimento

Flexão

Esternocleidomastóideos, agindo em conjunto (quando só um atua, ocorre flexão lateral da cabeça); Longo da cabeça; Reto anterior da cabeça; Reto lateral da cabeça.

Extensão

Eretor da espinha; músculos sub-ocipitais (Reto posterior maior da cabeça, Reto posterior menor da cabeça, Obliquo superior, Obliquo inferior); Esplênios e Semi-espinhais

Músculos Supra e Infra Hióideos

Músculos

Infra-hióideos

Esterno-hióideo, Omo-hióideo, Esternotireóideo e Tiro-hióideo.

Supra-hióideos

Músculo digástrico, estilo-hióideo, milo-hióideo e Gênio-hióideo.

FunçõesAgem como um grupo para abaixar a laringe, o osso hióide e o assoalho da boca.

Os músculos disgátricos, estilo-hióideo e milo-hióideo elevam o hióide e com ele a laringe durante a fase involuntária da deglutição.

Em conjunto, os músculos supra e infra hióideos mantêm o osso hióide, propiciando uma base firme para movimentos da lingua. Possuem fundamental importância durante a deglutição.


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Fonte: fto-ufmg.br

Músculos

Cada parte do nosso organismo tem a sua particularidade com a sua função específica para o desempenho perfeito do conjunto. Os músculos estão presentes no corpo inteiro fazendo a ligação do sistema nervoso com os ossos para assim capacitar os seres humanos nos movimentos.

Todos os movimentos, do piscar de olhos à corrida depedem do funcionamento muscular esquelético. A atividade física somente pode ser conseguida por meio da força muscular.

Como qualquer outra parte do corpo se não levarmos a sério a funcionalidade dessas cartilagens e tecidos musculares é possível se deparar com lesões ou inflamações de variados níveis.

Conheça um pouco mais sobre os músculos do seu corpo.

Qual a função dos músculos?

Os músculos têm grande participação quando se trata de movimento, pois eles se “comunicam” com os ossos para executar uma ação, contraindo ou relaxando através de estímulos do sistema nervoso central.

Quais os principais músculos do corpo?

Existem mais de 600 músculos espalhados pelo corpo humano, desses podemos citar 03 tipos:

Músculo esquelético

É estriado, movimenta os ossos e é de controle voluntário. Existem em maior quantidade e está presente nos bíceps, peitoral, etc;

Músculo cardíaco

Tem estrias, bombeia o sangue por todo o corpo e é involuntário, está presente no coração;

Músculo liso

É involuntário. Como o próprio nome diz é liso, está presente na parede dos vasos sanguíneos e trato digestivo;

O músculo esquelético dispõe de fibras, distribuídas no mesmo agrupamento muscular podendo chegar a mais de 1 milhão de fibras musculares em cada agrupamento, por exemplo no músculo gastrocnemio.

A fibra e a célula muscular não são visíveis a olho nu e cada fibra muscular é fixada ao osso através do tendão com um nervo motor simples formando uma unidade motora, que quando estimulada por um impulso nervoso do cérebro ou da medula espinhal, provoca uma contração muscular.

Existem 03 tipos de fibras musculares:

1 – Fibras musculares Tipo I (Lenta)

Fibras vermelhas de contração lenta resistente à fadiga: são os músculos posturais (pescoço e costas), tem suprimento de sangue e carrega oxigênio para o tecido muscular. Os maratonistas tem mais fibras desse tipo.

2a – Fibras musculares Tipo IIa (Rápida)

Fibras brancas de contração rápida fatigável: age rapidamente, tem poucos vasos sanguíneos e muitas células que são altamente hidratadas. O velocista de 100 metros tem mais desse tipo de fibra.

2b- Fibras musculares Tipo IIb (Rápida)

Fibras vermelhas de contração rápida resistente à fadiga: semelhante à anterior, porém age mais rapidamente. Ativadas quando a intensidade do exercício aumenta muito, e as fibras do Tipo IIa não conseguem manter a intensidade sozinhas. É o caso dos músculos das pernas.

3 – Fibras musculares Tipo IIc

É uma fibra rara de 1 a 3% do músculo provavelmente participa da reinervação do músculo.

O que vai determinar se o indivíduo tem mais fibras Tipo I ou Tipo II (a e b) é a herança genética e o treinamento específico para cada modalidade esportiva de uma maneira geral. Terão mais fibras Tipo I, praticamente as modalidades de intensidade leve a moderada e de longa duração, e Tipo II (a e b) atividades de alta intensidade e curta duração. Porém sempre existirão todos os tipos de fibras em um mesmo agrupamento muscular de qualquer indivíduo, variando apenas a proporção de cada tipo.

Qual a classificação dos músculos?

Os músculos podem se classificar quanto ao movimento muscular e quanto a ação muscular.

Movimento Muscular

Agonistas – motores primários
Antagonistas - oponentes
Sinergistas - auxiliares

Ação Muscular

Concêntrica - há encurtamento do músculo
Estática - músculo atua, mas sem alteral o ângulo articular
Excêntrica - músculo se alonga

O músculo perde elasticidade?

Sim. Eles perdem a elasticidade com o passar do tempo. É o caso, por exemplo, das rugas.

Como dito anteriormente os músculos tem algumas fibras, através delas é que eles têm a capacidade de estender, alongar e contrair para realizar um movimento. Essa é a elasticidade que permite que eles aumentem de tamanho e voltem ao inicial.

E a fadiga muscular?

A fadiga muscular se dá quando o músculo não é mais capaz de suportar um nível de força muito alto.

Cada parte do nosso organismo tem uma determinada função e se por algum motivo algo estiver agindo ao contrário, a saúde está em risco! Estudos comprovam que o excesso de cálcio causa a fadiga, por que ele vaza para dentro das células musculares e prejudica as fibras.

Pode ser causada tanto pela depleção de energéticos, falta de suprimentos energético adequado aquela atividade ou pelo acúmulo do H+ do ácido lático, diminuindo o PH celular, consequentemente diminuindo os processos celulares que produzem energia e contração muscular.

Fadiga significa cansaço, e é gerada por um esforço repetitivo de exercícios que exige mais do que se pode agüentar.

Para evitar, não faça movimentos bruscos e não tente ir além da sua flexibilidade.

Como posso relaxar meus músculos e por que?

É muito simples. O relaxamento deve ser contínuo, fazendo exercícios básicos e práticos, como levantar os braços inspirando e expirando o ar, abrir e fechar as mãos, alongar o pescoço, massagear os ombros, etc.

É importe o relaxamento muscular porque há extremos, ou o corpo fica na mesma posição por muito tempo ou tenso, e nessas situações exageradas que aumentam a contração muscular o que causa ainda mais dor. O ideal é diminuir esse nível de tensão e alongar os músculos, uma boa espichada fará bem para a sua saúde!

A produção de força pode ser maximizada se o músculo for alongado 20% antes da ação, assim a quantidade de energia armazenada e ligações musculares são ideais.

Tenha sempre cuidado com o alongamento, pois o exercício exagerado e muito doloroso pode se traduzir em lesão muscular, diminuindo o desempenho. O ideal é praticar seguindo a orientação de um médico desportista.

Qual especialidade medica cuida dos músculos?

A Ortopedia e a Fisioterapia são as especialidades que cuidam da saúde muscular.

A Ortopedia trata especificamente de doenças relacionadas com os músculos, ligamentos, articulações e também os ossos. Normalmente as pessoas chegam ao consultório médico reclamando, por exemplo, de uma dorzinha no joelho, a análise médica pode concluir: inflamações, deslocamentos, distensões ou até rupturas.

Os atletas são os que mais sofrem com lesões, torções e desgastes causados pelo esforço repetitivo de exercícios porque os músculos esticam acima da sua capacidade normal e provoca um desequilíbrio na articulação.

A notícia boa é que a maioria dessas complicações tem um tratamento eficaz, através do avanço da tecnologia os exames apontam o problema com exatidão, assegurando ao médico ortopedista a forma de tratamento e reabilitação.

O acompanhamento por um fisioterapeuta ou um educador físico completa o tratamento, tendo como objetivo o fortalecimento dos músculos mantendo-os alinhado com toda a estrutura do corpo.

Tendinite é um problema muscular?

Sim. A tendinite é uma inflamação no tendão. Os sintomas são inchaço, dor e aumento da temperatura no local. Não confunda tendinite ou artrite, a artrite é uma inflamação mais séria que afeta toda a articulação.

O que é hipertrofia muscular?

A hispertrofia muscular pode ser de 2 tipos

Transitória

Aumento do volume do músculo que ocorre durante uma sessão simples de exercício, acúmulo de líquido intracelular.

Crônica: Aumento do tamanho do músculo com treinamento de força de longa duração, existem alterações estruturais reais nos músculos.

O que é dor muscular aguda

A pessoa sente a dor muscular aguda durante e após o exercício. Pode ser resultado do acúmulo de metabolitos com o H+ (ácido) e edema tecidual.

A dor muscular de início retardado e a lesão aparece 1 ou 2 dias após a sessão de exercícios e pode ser de grau leve ou grave dependendo dos movimentos.

Sempre é importante o auxílio de um médico desportista para prática de esportes tanto na prevenção de lesões quanto no acompanhamento, orientação e tratamento multidisciplinar.

Aumentar a massa muscular diminui o risco de obesidade?

Sim. Quanto mais massa muscular uma pessoa adquire com treinamento, maior será o gasto calórico para mantê-la e consequentemente menor o risco de obesidade dentro de parâmetros de ingestão alimentar balanceados.

Quais os tipos de tratamentos musculares?

Os tipos de tratamentos musculares mais conhecidos são: alongamento e relaxamento por meio da reabilitação e da fisioterapia.

É natural que uma pessoa que não se movimenta muito seja considerada uma sedentária, isso faz com que os músculos fiquem contraídos e podem até atrofiar.

O tratamento irá restaurar os movimentos para obter o fortalecimento muscular e deixá-los mais resistentes.

Quais cuidados devo ter com meus músculos?

Devemos cuidar dos músculos é exercitá-los de maneira que o seu corpo ganhe resistência e possa proporcionar melhor funcionamento de outras partes, como a coluna. As articulações e ligamentos também agradecem.

O alongamento antes de qualquer exercício é fundamental, para que o trabalho de todos os grupos musculares com cargas e repetições apropriadas se torne menos cansativos.

Neste caso uma alimentação rica em proteínas (leite, ovos, soja, iogurte, carnes no geral, etc), vitaminas, glicídios, lipídios e água são essenciais para o fortalecimento muscular.

Preciso de acompanhamento nos exercícios?

Com certeza você já assistiu uma partida de futebol ou já ouviu um comentário num canal de esportes dizendo que o jogador sofreu uma distensão muscular. Essa distensão é o estiramento em excesso do tecido.

Quando estamos lidando com a saúde do nosso corpo é indispensável o acompanhamento médico de um especialista muscular para nos prevenir de todas as formas evitando possíveis lesões.

Fonte: www.steticlin.com.br

Músculos

Todos os três tipos musculares têm as seguintes características

Podem contrair-se e encurtar, tornando-se mais tensos e duros, em resposta a um estímulo vindo do sistema nervoso

Podem ser distendidos, aumentando o seu comprimento

Podem retornar à forma e ao tamanho originais.

A propriedade do tecido muscular de se contrair chama-se contratilidade e a propriedade de poder ser distendido recebe o nome de elasticidade.

Histologicamente, podemos classificar os músculos em três categorias:

Músculos esqueléticos

Possuem uma oloração mais avermelhada. São também chamados de músculos estriados (fibrocélulas estriadas), já que apresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo. A maioria dos músculos está presa ao esqueleto, junto a articulações, abrindo-se e fechando-as.

Nas articulações, esses músculos são presos a ossos por meio de tendões, que são cordões de tecido conjuntivo. Quando os tendões são chatos e largos, e não possuem a forma de cordão, recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses).

Constituem aquilo que vulgarmente se chama a “carne”. Tais células caracterizam-se por serem bastante compridas e polinucleadas, com núcleos localizados sob o sarcolema. Geralmente, estão cercadas de tecido conjuntivo, que une umas as outras e transmitem a força produzida pelos músculos aos ossos, ligamentos e outros órgãos executores de movimento.

O músculo esquelético integral, como o bíceps, que é observável e palpável, consiste de vários tipos de tecido. Cada músculo compreende fibras ou células musculares longas, delgadas, cilíndricas que se estendem por todo o seu comprimento. Assim, essas células podem ser muito mais longas. Cada célula ou fibra muscular multinucleada é conectada às células musculares paralelas e circundada por uma camada de tecido conjuntivo denominada endomísio. Tais fibras são, então, agrupadas em feixes mantidos juntos por outra camada de tecido conjuntivo, denominada perimísio.

Esse grupo revestido ou feixe de fibras é denominado um fascículo. Os grupos de fascículos, feixe de fibras, cada qual com vasos sangüíneos e tecido nervoso associados, são mantidos bem unidos por outra camada de tecido conjuntivo denominada epimísio. Os facículos circundados por epimísio, que percorrem todo o comprimento do músculo esquelético, são então completamente circundados por um tecido conjuntivo importante denominado fáscia. A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, denso e forte que recobre todo o músculo e, então, estende-se além do músculo em si, para se tornar o tendão fibroso.

A fáscia é a fusão de todas as três camadas internas de tecido conjuntivo do músculo esquelético. A fáscia separa os músculos uns dos outros, permite o movimento sem atrito e forma o tendão como o qual o músculo é conectado ao osso. Isoladamente, cada uma das fibras é uma célula alongada. Cada uma dessas fibras musculares esqueléticas é formada por fibras menores chamadas miofibrilas, que são constituídas por dois tipos de filamento: os delgados e os grossos. Na realidade, os músculos esqueléticos estão dispostos em camadas que vão das mais superficiais às mais profundas e em direções variáveis. Quando o músculo está relaxado, os filamentos delgados e grossos presentes estão apenas ligeiramente sobrepostos.

Com a contração muscular, os filamentos grossos se interpõem acentuadamente sobre os delgados. esse mecanismo encurta as miofibrilas e, conseqüentemente, toda a célula muscular. Portanto, quanto mais curtas as células musculares estiverem, maior será a intensidade da contração do músculo como um todo. O papel dessas células nervosas é transmitir estímulos para a contração da fibra muscular através de impulsos nervosos. Chama-se sinapse ou junção neuromuscular o espaço de comunicação entre esses dois tipos de célula. Também possui três propriedades principais: a elasticidade (distensão), a contratilidade (contração) e a tonicidade (tônus). A contração muscular esquelética acontece quando há uma interação das proteínas contráteis de actina e miosina, que ocorre na presença de íons de cálcio intracelulares e energia.

A disponibilidade de energia para a contração vem por meio da hidrólise de ATP, e o cálcio é liberado pelo retículo sarcoplasmático(RS) quando estimulado pela despolarização. A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central a uma contração muscular esquelética distante é denominada acoplamento excitação-contração. A função do cálcio no músculo esquelético é expor um sítio de ligação da miosina na proteína actina. A contração muscular pára através do impulso nervoso na placa motora terminal ou junção neuromuscular. Quando o impulso é interrompido, o sinal para liberar o cálcio é removido e não mais liberado.

Existe a LEI DO TUDO OU NADA, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo.

Músculo estriado cardíaco

Um coração humano onde existem fibras musculares diferenciadasÉ o mais nobre de todos os músculos, se analisado histologicamente tem característica de músculo esquelético, mas funcionalmente tem característica de músculo liso assim como o esquelético, apresenta fibrocélulas bastante compridas. É também chamado de miocárdio, é o que constitui a parede do coração. Apesar de ser estriado,possui movimentos involuntários. Este músculo se contrai e relaxa sem parar.

Entretanto, elas são mononucleadas ou binucleadas, com núcleos localizados mais para o centro da célula. Também possuem discos intercalares, que são linhas de junção entre uma célula e outra, que aparecem mais coradas que as estrias transversais. No tecido cardíaco, têm bastante importância as fibras de Purkinje, células responsáveis pela distribuição do impulso elétrico que gera a contração muscular às diversas fibrocélulas cardíacas.

Músculos viscerais

(coloração esbranquiçada), também chamados de músculos lisos que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhes determinados movimentos (contrações). Estes músculos têm estrutura “lisa” e funcionam independentemente da nossa vontade. A maneira com que se dispõe de suas fibras é bem diferente da musculatura estriada. São involuntários e, em geral são longos e lentos. Os músculos lisos não apresentam estrias. Suas células têm o formato de fuso e constituem parede de órgãos internos, como o estômago, o intestino, etc. Como exemplo, podemos citar os movimentos do tubo digestivo – movimentos peristálticos – e o aumento e a diminuição da pupila.

Problemas Musculares

Muitos problemas musculares se deve ao esforço excessivo ou movimentações bruscas. Os mais comuns são: cãimbras, cansaço muscular, distensões e rupturas. Em geral, tais problemas acontecem durante a prática esportiva. A cãimbra é causada por contrações repentinas e involuntárias do músculo. Como as outras células, as fibras musculares produzem energia por meio de reações de combustão. Devido a intensa atividade para proporcionar movimento e calor ao corpo, as fibras musculares precisam gerar grande quantidade de energia (glicose, gorduras e oxigênio). Caso o oxigênio seja insufiente, o organismo produz uma substância denominada ácido lático. Dentro das fibras musculares, o ácido lático impede a renovação da energia necessária para a contração do músculo (cansaço muscular). A cãimbra é uma contração brusca, espasmódica da musculatura acompanhada de dor intensa. Importante salientar que não é apenas a contração prolongada dos músculos que pode provocar dor. O estiramento excessivo (distensão muscular) também é seguido de intensa dor. Contrações musculares bruscas podem afestar os tendões, resultando, em certos casos, no rompimento da articulação. Quando isso acontece, dizemos que ocorreu uma ruptura de tendão.

Contrações musculares

Existem dois tipos de contrações musculares: contração isotônica e contração isométrica.

A contração isotônica refere-se a uma contração em que um músculo encurta enquanto exerce uma força constante que corresponde à carga que está sendo erguida pelo músculo. Divide-se em concêntrica e excêntrica. Na concêntrica a contração vence a resistência e há o encurtamento muscular e na excêntrica a resistência vence a contração havendo o alongamento muscular.

Ex: A corrida é concêntrica pois o velocista vence a barreira do ar Ex: Queda de braço é excêntrica pois a resistência está em seu oponente.

A contração isométrica refere-se a uma contração em que o comprimento externo do músculo não se altera, pois a força gerada pelo músculo é insuficiente para mover a carga à qual está fixado.

No corpo, a maioria das contrações é uma combinação de ambas contrações.

Nutrição para os músculos

O leite é uma fonte de proteína animal.A carne, o leite e os ovos constituem as fontes básicas de proteína animal, sobretudo pelo seu valor biológico. Caracterizam o nível de consumo de proteínas de origem animal, em especial as da carne, como elemento indicativo do desenvolvimento socioeconômico de um povo ou nação. Porém, é sempre bom lembrar que não existe alimento que contenha todos os nutrientes, em quantidade e qualidade necessárias à manutenção da saúde e das atividades diárias.

Desta forma, os profissionais da área de alimentação e saúde recomendam que a dieta seja composta de alimentos pertencentes a vários grupos (carnes, leite e derivados, frutas, vegetais e cereais). A carne é comumente definida como sendo constituída pela constituição de tecidos animais – via de regra o tecido muscular – utilizados como alimento (Pardi et al., 2001). Em nosso meio, para conceito assim mais amplo, é freqüentemente empregado o termo no plural, então carnes, envolvendo ainda as vísceras. São incluídos nesta definição não apenas os produtos em natureza, como também estes mesmos itens processados. Em termos gerais, as carnes podem ser subdivididas em carnes “vermelhas” e carnes “brancas”. Dentre as primeiras, são mais consumidas no País as de bovinos, suínos, ovinos e caprinos. O búfalo, dada a sua adaptação à Região Norte e por força de sua produtividade em outras regiões, vem ganhando terreno no consumo nacional (Pardi et al., 2001). Já a carne de coelhos vai, aos poucos, se incorporando aos hábitos da população brasileira.

As carnes chamadas “brancas” são as provenientes das aves domésticas, com mais freqüência as de galinhas, frangos e perus. Contudo, especialistas distinguem nas aves dois tipos de músculos: os do peito, efetivamente brancos, e os da coxa, com predominância de fibras vermelhas. O pescado constitui também discreta fonte de proteína animal em nosso meio em termos de quantidade consumida, uma vez que a população brasileira, apesar do vasto litoral e da grande malha fluvial, não tem o hábito de se alimentar constantemente de peixes. A carne, em sentido amplo, pode ser considerada como um alimento nobre para o homem, pois serve para a produção de energia, de novos tecidos orgânicos e para a regulação dos processos fisiológicos, respectivamente, a partir das gorduras, proteínas e vitaminas constituintes dos cortes cárneos. Contudo, o grande mérito nutricional da carne são a quantidade e a qualidade dos aminoácidos constituintes dos músculos, dos ácidos graxos essenciais e das vitaminas do complexo B presentes, tendo também importância o teor de ferro.

Fonte: www.biomania.com.br

Músculos

É difícil imaginar um movimento sequer em nosso corpo que não tenha participação de músculos.

Movimentos em nosso esqueleto, manutenção do corpo em posição ereta, movimentos do globo ocular, dilatação ou constrição da pupila nos olhos, focalização da imagem na retina, grau de dilatação ou constrição dos vasos sanguíneos, movimentos do tubo digestório, etc. Em todos estes casos ocorre uma importante participação dos músculos.

Uma importante característica do tecido muscular é a capacidade de alterar o seu comprimento durante o trabalho.

Podemos dividir, sob o ponto de vista histológico, os músculos em 2 grupos:

estriados - apresentam estriações em suas fibras

lisos - não apresentam estriações em suas fibras

Os músculos estriados, por sua vez, podem ser fisiologicamente subdivididos em 2 grupos:

Esquelético Geralmente inserem-se em ossos do esqueleto e são grandes responsáveis pela movimentação dos mesmos.

Cardíaco Apesar de ser estriado apresenta características histo-fisiológicas bastante distintas quando comparado aos músculos esqueléticos.

Os músculos lisos também, quanto às suas características histo-fisiologicas, podem ser subdivididos em 2 grupos:

multiunitários

viscerais

MÚSCULOS ESQUELÉTICOS Um típico músculo esquelético é formado por numerosos conjuntos de fibras contráteis denominados fascículos.

Cada fascículo é constituído, por sua vez, por numerosas fibras.

A fibra apresenta uma resistente membrana que separa o seu meio interno do externo, denominada sarcolema. No interior da fibra se encontra um líquido intracelular denominado sarcoplasma. Submersos no sarcoplasma encontram-se numerosas unidades menores denominadas miofibrilas. No interior das miofibrilas encontram-se milhares de delgados filamentos protéicos: Actina e Miosina.

Vejamos, a seguir, de que forma ocorre o processo contrátil num músculo esquelético:

Os filamentos de Actina e Miosina estão dispostos entre sí de modo organizado, de tal forma que, durante o estado de excitação da fibra, deslizam-se uns sobre os outros. Tal deslizamento força um encurtamento das miofibrilas que estão no interior de uma fibra o que, consequentemente, faz com que a fibra inteira acabe também se encurtando.

Quanto maior é o número de fibras que se contraem simultaneamente durante um trabalho muscular, maior será a força de contração do mesmo.

Mas, afinal de contas, o que provoca tal deslizamento de filamentos protéicos?

Um elemento muito importante que se encontra no interior das fibras musculares e que desempenha um papel muito importante no processo contrátil é o íon cálcio. Uma grande quantidade de íons calcio se armazena no interior de enormes e numerosos retículos sarcoplasmáticos, que se encontram distribuídos no interior das fibras. A permeabilidade ao cálcio na membrana de tais retículos é normalmente pequena e, além disso, existem potentes bombas de cálcio que, ativamente, transportam os tais íons do exterior para o interior dos retículos. Por isso encontramos uma grande concentração de íons cálcio no interior dos retículos sarcoplasmáticos.

Mas acontece que, ao receber um estímulo em sua placa motora, a fibra muscular se excita e, durante todo o tempo em que a mesma permanece excitada, um grande aumento na permeabilidade aos íons cálcio se verifica na membrana dos retículos sarcoplasmáticos que se encontram em seu interior. Devido ao aumento na permeabilidade aos íons cálcio, um grande fluxo destes íons se verifica do interior para o exterior do retículo sarcoplasmático.

Os íons cálcio, então, liberados em grande número para fora dos retículos sarcoplasmáticos, ligam-se quimicamente nas diversas moléculas de troponina, presentes nos delgados filamentos de actina. Isso provoca o deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina, tracionados pelas pontes cruzadas destes últimos, que se engatam quimicamente em determinados pontos (pontos ativos) dos filamentos de actina e os tracionam mecanicamente, como num mecanismo de roda denteada na corrente de uma bicicleta ou numa catraca ou mesmo numa cremalheira.

O processo descrito acima perdura enquanto a fibra muscular se mantém excitada. A mesma se mantém excitada enquanto continua recebendo estímulos químicos através de sua placa motora.

A estimulação química na placa motora se faz através da liberação de acetil-colina pela terminação nervosa motora, enquanto os potenciais de ação ocorrem e se propagam à terminação nervosa. Uma vez cessada a excitação da fibra nervosa motora, os potenciais de ação através da mesma também cessam e, consequentemente, a excitação da fibra muscular também cessa. Imediatamente a permeabilidade aos íons cálcio na membrana dos diversos retículos sarcoplasmáticos se reduz, retornando ao normal.

Rapidamente, então, a quantidade de íons cálcio no exterior dos retículos sarcoplasmáticos também diminui bastante e, consequentemente, a força contrátil se desfaz, devido ao desligamento dos íons cálcio que se encontravam nos filamentos de actina. A fibra muscular, então, se relaxa.

FATORES QUE DETERMINAM A FORÇA DE CONTRAÇÃO DE UM MÚSCULO ESQUELÉTICO DURANTE SEU TRABALHO:

Quanto maior é o número de fibras musculares utilizadas ao mesmo tempo, num mesmo músculo, durante uma contração do mesmo, maior será a sua força contrátil.

Num típico músculo esquelético, formado com até milhares de fibras, muitas vezes um grande número de fibras são utilizadas simultaneamente durante um trabalho de contração.

Embora cada fibra seja individual, isto é, uma vez excitada se contrai mas não passa a excitação para outra fibra qualquer, mesmo que essa outra fibra se encontre muito próxima, normalmente, um grande número de fibras num mesmo músculo são excitadas simuntaneamente.

Existem numerosas fibras que seriam inervadas, embora individualmente, por terminações de ramificações axônicas de uma mesma fibra nervosa motora. Um conjunto de fibras musculares inervadas por ramificações de uma mesma fibra nervosa motora forma aquilo que chamamos de Unidade Motora. Existem numerosas unidades motoras num mesmo músculo, de diversos tamanhos. As maiores, formadas por um grande número de fibras musculares (centenas), geralmente são inervadas por fibras nervosas motoras mais calibrosas, de baixa excitabilidade.

São, portanto, mais dificilmente exitáveis e necessitam de grandes estímulos para que possam se contrair. Já as unidades motoras menores, formadas por um baixo número de fibras musculares (algumas dezenas) são, geralmente, inervadas por fibras nervosas motoras menos calibrosas e mais excitáveis. São, portanto, muito mais facilmente excitáveis e não exigindo grande intensidade de estímulos para que suas contrações ocorram.

De acordo com as afirmações descritas acima, pode-se concluir que, na medida em que se aumentam a intensidade dos estímulos numa determinada área motora do sistema nervoso central responsável pela contração de um determinado músculo esquelético, mais intensas seriam suas contrações, pois um número cada vez maior de unidades motoras naquele músculo seriam utilizados. A isto chamamos Somação de Unidades Motoras.

Outro fator importante que interfere na força de contração de um determinado músculo esquelético, é a frequência dos potenciais de ação que se dirigem às terminações axônicas que se ligam às suas placas motoras. Quanto maior a frequência de tais impulsos nervosos, maior será a quantidade de mediadores químicos (acetil-colina) siberados na placa motora muscular e, com isso, maior será a estimulação da mesma.

Além disso, as repetidas e rápidas contrações musculares se somam umas às outras e, numa alta frequência, vão aumentando o estado contrátil das fibras musculares. Portanto, na medida em que aumentamos a frequência dos estímulos em um conjunto de fibras nervosas motoras que se dirigem a um músculo esquelético, mais intensas serão as contrações do mesmo devido ao que chamamos de Somação de Ondas.

Músculos Lisos Suas fibras não apresentam as estriações quando observadas na microscopia e são, portanto, lisas.

São responsáveis por diversos movimentos que ocorrem, a quase todo momento, nas mais diversas estruturas presentes em nosso corpo, como:

dilatação ou constrição pupilar

focalização da imagem na retina (através do controle do espessamento do cristalino, no globo ocular)

grau de constrição dos diversos vasos sanguíneos

contração de diversas vesículas

movimentos do tubo digestório

movimentos de ureteres

bexiga

útero

eriçamento de pelos

etc.

Como podemos notar, são os mais variados segmentos, órgãos ou aparelhos em nosso corpo que apresentam movimentos através dos músculos lisos.

Embora suas fibras não apresentem estriações, o processo contrátil é, de certa forma, um tanto semelhante ao verificado nas fibras estriadas: Ocorre, durante a contração, um deslizamento de filamentos de actina sobre os de miosina.

Mas, obviamente, existem diversas diferenças, tanto histológicas como fisiológicas, que merecem alguma descrição:

Dimensões das fibras Tanto em largura como em comprimento, as fibras musculares lisas são bem menores em comparação com as estriadas.

Quantidade de filamentos protéicos O número de filamentos de actina e miosina é bastante inferior ao encontrado nas fibras estriadas.

Força de contração Devido ao menor número de filamentos protéicos, a força de contração é bem menor do que a das fibras estriadas.

As contrações são também bem mais lentas e com tempo mais prolongado, pois na maioria das fibras lisas não existem retículos sarcoplasmáticos e, quando presentes, estes são pequenos e rudimentares.

A maioria dos íons cálcio necessários para desencadear o processo contrátil entra nas fibras através de sua membrana, provenientes do líquido extra celular. Tanto a entrada do cálcio (por difusão simples) quanto a saída de cálcio (por transporte ativo) são lentas.

Consumo energético Como há um pequeno número de filamentos protéicos, o consumo energético é também pequeno quando comparado àquele verificado na fibra estriada.

Estimulação do músculo Os estímulos nas membranas das fibras para que ocorram as contrações não são provenientes de fibras nervosas motoras, como acontecem nos músculos esqueléticos. Não existem sequer placas motoras nas suas membranas. A estimulação nervosa é feita por fibras pertencentes ao sistema nervoso autônomo, que liberam os mediadores químicos (nor-adrenalina e/ou acetil colina) nas proximidades das fibras, provocando a excitação ou inibição da mesmas, dependendo da substância química liberada. Há fibras que se excitam com a nor-adrenalina e se inibem com a acetil colina, enquanto que outras fibras fazem o contrário.

Como a estimulação nervosa é feita por fibras pertencentes ao sistema nervoso autônomo, as contrações independem da nossa vontade e consciência.

Nem todos os músculos lisos são excitados ou inibidos apenas por fibras nervosas, pois muitos músculos lisos contraem-se ou relaxam-se principalmente em decorrência de estímulos ou inibições não neurais, como:

Hormônios Ocitocina Contrai músculo liso uterino e células mio-epiteliais, presentes nas mamas; progesterona – inibe as contrações uterinas durante a gestação.

Gases Gas carbônico Relaxa músculo liso da parede de vasos sanguíneos enquanto que o oxigênio faz o contrário.

ácido lático: relaxa músculo liso da parede de vasos sanguíneos.

adenosina: relaxa músculo liso da parede de vasos sanguíneos.

angiotensina: contrai músculo liso da parede de vasos sanguíneos

Tipos de músculos lisos De acordo com certas características histológicas e funcionais, podemos dividir em 2 tipos os diversos músculos lisos que possuímos:

Multi-unitários Suas fibras são mais independentes umas das outras, não formando sincício funcional. São, geralmente, mais excitadas por estímulos neurais, como acetil colina ou adrenalina. Ex.: músculos pilo-eretores, músculos ciliares, íris.

Viscerais Existem em maior número, presentes em todas as visceras, parede de vasos sanguíneos, vesículas, ureteres, etc. Suas fibras estão dispostas de forma mais organisada, paralelas, juntando-se e separando-se umas das outras e, com isso, formando sincício entre as mesmas. São, geralmente, mais excitadas ou inibidas por estímulos não neurais, como hormônios, oxigênio, gás carbônico, ácido lático, etc.

Fonte: www.geocities.com

Músculos

Os músculos esqueléticos constituem-se de milhares de fibras contráteis, individuais e cilíndricas chamadas fibras musculares. Estas fibras são células longas, finas e multinucleadas, possuindo uma membrana chamada sarcolema.
Recobrindo o sarcolema há uma bainha de tecido conjuntivo que se chama endomísio que dá à fibra muscular consistência e proteção.

Dentro do sarcolema existe um protoplasma aquoso especializado, denominado sarcoplasma, que contém proteínas contráteis, enzimas, substratos alimentares, núcleos e organelas especializadas. Há ainda uma rede de túbulos entrelaçados e vesículas designada retículo sarcoplasmático.

As fibras musculares se agrupam em conjuntos de até 150, formando feixes ou fascículos, mantidas juntas por outro envoltório de tecido conjuntivo conhecido como perimísio.

Os fascículos se reúnem formando cada um dos 430 músculos esqueléticos voluntários do corpo humano e que são recobertos por uma fáscia de tecido conjuntivo chamada epimísio.

Nas extremidades proximais e distais do músculo, progressivamente, esta rede intramuscular de tecido conjuntivo vai envolvendo cada vez menos músculo, se afunilando, até se fundir no tecido dos tendões. São estes que vão se inserir no invólucro externo do osso, o periósteo.

Paralelamente à fibra muscular, correm artérias e veias que ao redor, ou dentro do endomísio, garantem a irrigação sangüínea. Sedentários possuem 3 a 4 capilares por fibra muscular, ao passo que nos atletas esta proporção sobe para 5 a 7:1.

Quando o músculo se contrai além de 60% de sua capacidade máxima, o fluxo sangüíneo é diminuído devido à pressão intramuscular. Se a contração é estática máxima, ele é totalmente ocluído.

As fibras musculares se constituem de miofibrilas ou fibrilas que se encontram no sarcoplasma juntamente com os outros constituintes citados.

As miofibrilas são formadas por miofilamentos ou filamentos constituídos por proteínas, basicamente a actina e a miosina, além de tropomiosina, troponina, etc.

As miofibrilas são divididas pelas linhas Z em sarcômeros, que são as unidades contráteis do músculo. As linhas Z aderem ao sarcolema, dando estabilidade ao conjunto e mantendo os filamentos de actina alinhados. Como o sarcolema se prende ai envoltório conjuntivo do músculo (endomísio, perimísio e epimísio) o encurtamento do sarcômero provocará tração nas extremidades do músculo.

A banda I que se prende à estrutura anterior, aparece no microscópio como uma região clara, e é formada exclusivamente de actina. Já a faixa A, mais escura, engloba a região do sarcômero onde estão os filamentos espessos de miosina, troponina e tropomiosina em combinação com a actina ou não.

Circundando as miofibrilas há o retículo sarcoplasmático. Parte deste retículo, os túbulos transversos (ou túbulos T) são anatomicamente separados dele, pois representam invaginações do sarcolema. Associadas aos túbulos T (que se dispõem sobre a linha Z) estão as vesículas externas, ou cisternas de cálcio, formando as tríades.

Ligando duas tríades, com suas extremidades dentro das cisternas, estão os túbulos longitudinais.

O retículo sarcoplasmático terá destacada participação no mecanismo de contração muscular, que ocorrerá com a chegada do estímulo nervoso ao músculo.

No homem existem cerca de 250 milhões de fibras musculares e apenas 420 mil nervos motores; isto obriga cada nervo a se ramificar para que cada fibra estriada receba sua inervação.

De acordo com o tipo de movimento de cada músculo um neurônio inerva aproximadamente 3 mil fibras, ao passo que nos delicados músculos oculares esta proporção cai para 1:10.

Fonte: www.webvestibular.com.br

Músculos

Tecidos musculares

O tecido muscular é constituído por células alongadas, altamente especializadas e de capacidade contrátil denominadas fibras musculares. A capacidade de contraçãodas fibras é que proporciona os movimentosa dos membros, vas vísceras e de outras estruturas do organismo.

As células (fibras) musculares têm nomes específicos para as suas estruturas. Assim, a membrana plasmática é denominada sarcolema, enquanto o citoplasma é chamado de sarcoplasma.

Tipos de tecido muscular Existem três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.

Tecido muscular liso. É constituído por fibras fusiformes dotadas de um núcleo alongado e central. Essas fibras, de contração lenta e involuntária, ocorrem organizando: os músculos eretores do pêlo (na pele); a musculatura do tupo digestivo (esôfago, estômago e intestino), da bexiga, do útero e dos vasos sanguíneos.

Tecido muscular estriado esquelético. Tem fibras cilíndricas, com centenas de núcleos periféricos. Essas fibras organizam os músculos esqueléticos, assim denominados por se acharem inseridos no arcabouço esquelético através dos tendões. A contração desse tipo é rápida e voluntária, como acontece com o bíceps e o tríceps, músculos do braço.

Tecido muscular estriado cardíaco. De contração rápida e involuntária, esse tecido muscular constitui-se de fibras com um ou dois núcleos centrais. Essas fibras organizam o músculo do coração (miocárdio). Entre uma fibra e outra verifica-se a presença de discos intercalares, membranas que promovem a separação entre as células.

a) Estrutura do músculo estriado A fibra muscular estriada é envolvida por uma bainha de tecido conjuntivo denominada endomísio. Um aglomerado de fibras forma um feixe muscular. Cada feixe acha-se envolvido por outra bainha de tecido conjuntivo chamado perimísio. O conjunto de feixes constitui o músculo, que, também, se acha envolvido por uma bainha conjuntiva denominada epimisio

Mecanismo contrátil As fibras musculares são dotadas de inúmeroas miofibras contráteis constituídas basicamente por dois tipos de proteínas: actina e miosina.

Na musculatura lisa, as miofibrilas são muito finas e não se organizam em feixes, de maineira que são dificilmente observadas. Assim, o sarcoplasma apresenta-se com aspecto homogêneo, sem estrias. è por isso que as fibras desse músculo são denominadas lisas.

Na musculatura estriada, as miofibrilas organizam-se em feixes, delimitando um intercalamento de faixas claras e escuras, o que confere à fibra um aspecto estriado. Descrevemos a seguir a estrutura de uma fibra muscular estriada. Acompanhe a descrição pelo esquema da figura 3.5

A fibra estriada é constituída por inúmeros miofribilas contráteis, entre as quais pode-se observar a presença de inumerosas mitocôndrias.

Cada miofribila apresenta faixas claras e escuras, de maneira alternada. as faixas claras (faixas I) apresentam no seu centro uma estria mais escura (estria Z). As faixas escuras (faixas A) são maiores e apresentam na região central uma zona mais clara (estria H).

O conteúdo existente entre duas estrias Z é denominada sarcômero. Inseridos na estria Z, encontram-se filamentos delicados contituídos da proteína actina. Esses filamentos terminam ao redor da estria H. Intercalados aos filamentos de actina estão os filamentos grossos, constituídos da proteína miosina.

Na faixa A existem filamentos de actina e miosina, determinando uma faixa mais densa, o que justifica a coloração escura, quando se observa a fibra ao microscópio óptico. Na estria H, um pouco mais clara, não existe actina.

A faixa I é constituída apenas pelos filamentos finos de actina, daí sua coloração clara (é uma região pouco densa). A estria Z é uma região de condensação de proteínas.

Quando a fibra muscular se contrai, os filamentos finos de actina deslizam sobre os filamentos grossos de miosina. Dessa maneira, a faixa I diminui (podendo até desaparecer); a estria H também diminui e pode desaparecer, embora a faixa A não se altere. É evidente que, na fibra contraída, as estrias Z se aproximam, o que determina o encurtamento do sarcômero. Como o sarcômero é a menor porção da fibra capaz de sofrer contração (encurtamento), é considerado a unidade contrátil da fibra muscular.

O mecanismo de deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina é conhecido como Teoria dos Filamentos Interdigitados Deslizantes.

a) A energia para a contração muscular Sabemos que os músculos armazenam glicogênio. Através do mecanismo respiratório, as moléculas de glicose prevenientes do glicogênio liberam energia para a síntese de ATP. A energia liberada pelo ATP permite o deslizamento da actina sobre a contração muscular.

O estoque de Atp nas fibras musculares é, porém, limitado. Quando a atividade muscular é intensa, esse estoque é rapidamente consumido e, nessas condições, a energia oriunda do mecanismo respiratório não consegue, normalmente, restaurar as moléculas de ATP.

Ocorre, no entanto, que a fibra muscular contém grandes quantidades de uma substância orgânica denominada creatina, capaz de ser fosforilada e amarzenar fosfatos de alta energia para o ADP, permitindo a rápid formação ne novas moléculas de ATP. Quando o músculo se encontra em repouso, o mecanismo respiratório fornece energia, permitindo a formação de novas moléculas de creatina-fosfato.

Considerando o mecanismo contrátil, podemos concluir as seguintes funções para as substâncias citadas abaixo:

Glicogênio

Fonte primária de energia para a contração

ATP

Fonte imediata de energia para a contração

Creatina-fosfato

Reservatório de energia química para a contração.

Fonte: aafronio.vilabol.uol.com.br

Músculos

Os músculos são estruturas que movem os segmentos do corpo por encurtamento da distância que existe entre suas extremidades fixadas, ou seja, por contração – Dângelo e Fattini,1988.

Lista dos Músculos Principais do Corpo Humano

Trapézio É o mais superficial dos músculos da região posterior do tórax, tem a forma de um trapezóide. Ele eleva , abaixa , retrai e faz a rotação da escápula. Recobre músculos adjacentes como o Levantador da escápula e Rombóides maior e menor (o levantador da escápula, eleva a escápula e os rombóides fazem a retração da mesma).

Grande Dorsal É um músculo de grandes dimensões, triangular, que recobre inferiormente a parede póstero-lateral do tórax. Ele produz a extensão, adução e rotação medial do ombro;

Glúteo Máximo É um músculo volumoso, situado superficialmente na região glútea. Cobre os músculos Glúteo Médio e Mínimo (abdução e rotação medial dos quadris); Faz a extensão e rotação externa dos quadris e com os membros inferiores fixos, participa na extensão do tronco. Recobre também mais profundamente os músculos curtos da região: Piriforme, Obturatório Interno, Externo, Gêmeos Superior e Inferior e o Quadrado da Coxa. Esses músculos fazem a rotação lateral dos quadris. Alguns estudiosos discutem quanto a verdadeira função dos 4 acima. Alguns mencionam o piriforme e o obturatório interno como abdutores e o quadrado da coxa e obturatório externo como adutores.

Ísquiotibiais São formados pelos músculos Semitendinoso, Semimembranoso (pósteromediais) e Bíceps da coxa (pósterolateral). O semitendinoso é mais a frente do semimembranoso. Com excessão da porção curta do Bíceps da Coxa , eles agem como extensores dos quadris e flexores dos joelhos.

Gastrocnêmio e Sóleo O gastrocnêmio fica na região posterior da perna abaixo dos joelhos e recobre outro músculo chamado Sóleo (este conjunto é chamado de Tríceps Sural ou Panturilha). Agem como flexores plantares , ou seja, fletem o pé para baixo. O gastrocnêmio também age como flexor dos joelhos quando a perna não estiver suportando o peso.

Deltóide O mais superficial dos músculos intrínsecos do ombro, ele modela o ombro. Geralmente volumoso, podendo-se reconhecer nele 3 partes: clavicular, acrominal e escapular. Faz a abdução com as 3 partes juntas e a flexão do ombro (clavicular), a abução (acromial) e a extensão (escapular). Músculos vizinhos ajudam a fazer movimentação de ombro como : Supraspinhal, Infraspinhal, Redondo Menor e Redondo Maior, os quais são músculos intrínsecos do ombro e agem como: supraspinhal (abdutor do ombro), Infraspinhal e redondo menor (rotator lateral do ombro) e o redondo maior (rotator medial do ombro).

Tríceps É o único músculo volumoso na face posterior do braço. Possui três porções a longa, a média e a lateral. É um poderoso extensor de cotovelos.

Peitoral Em forma de leque, é o mais superficial dos músculos da parede anterior do tórax. Ele é um poderoso adutor do ombro. Sua porção clavicular faz a flexão de ombro. Recobre os músculos Peitoral menor e Subclávio, os quais agem fazendo a depressão da escápula. Ainda o peitoral menor recobre outro músculo importante chamado Serrátil anterior, sua ação é tracionar para traz (protusão ) a escápula voltando a cavidade glenóide para cima.

Bíceps O mais superficial dos músculos anteriores do braço, e como o nome indica, possui duas cabeças de origem , uma longa(lateral) e outra curta (medial). Tem como ação a flexão dos cotovelos. Mas auxilia na supinação (voltar a mão para cima). Recobre outro músculo chamado Braquial o qual faz a flexão dos cotovelos.

Braquioradial Apesar do sua origem ser no úmero, cruzando o cotovelo, a maior parte de seu ventre situa-se no antebraço . Fica entre o tríceps e o braquial agindo como flexor dos cotovelos.

Reto Abdominal, Oblíquo Externo e Oblíquo Interno Juntos , formam uma parede abdominal e uma assoalho pélvico resistindo a pressão exercida pelo diafrágma no sentido caudal, durante o esforço e tosse. São importantes na respiração, defecação, micção, no parto e vômito. O reto abdominal age como flexor de tronco auxiliado pelos O. Interno e externo mas é o mais importante para flexões de tronco contra a resistência em decúbito dorsal. Os oblíquos atuam como rotatores do tronco. A rotação do tronco para o lado de um oblíquo externo é auxiliada pelo oblíquo interno oposto. E todos eles mais outro músculo chamado Transverso do lado respectivo agem como flexores de tronco lateral.

Sartório é um músculo que cruza obliquamente a coxa, látero-medialmente, descrevendo um curso espiral. O nome significa “costureiro” pois antigamente achavam que este músculo fazia o movimento de cruzar as pernas mas na verdade , tem como ação flexionar os quadris e joelhos.

Íliopsoas Músculo de 2 porções: o ilíaco (lateral) e o psoas maior (medial) . É um importante flexor dos quadris. Quando os quadris estão fixados ele flete o tronco. Existe um músculo que atua junto a ele na flexão : o chamado Tensor da Fáscia Lata ( fazendo também a rotação medial dos quadris ).

Adutores São compreendidos pelos músculos Pectíneo, Adutor longo, Adutor curto, Adutor magno e Grácil. O adutor longo e o pectíneo são superficiais enquanto o grácil é mais medial. O adutor curto é recoberto pelo adutor longo e o adutor magno pelo curto, longo e vasto medial. Todos esses músculos fazem a adução dos quadris ( trazem a perna para o centro) . Mas o adutor magno tem uma porção que faz a extensão dos quadris e por outro lado tanto o pectíneo como os adutores em geral auxiliam na flexão dos quadris e o grácil tem ação na flexão dos joelhos também.

Reto Femoral,Vasto Lateral,Vasto Medial e Vasto Intermédio É o mais volumoso e potente músculo do corpo , constituindo a maior parte da massa muscular da região anterior e medial da coxa (chamado o conjunto de quadríceps) fazem em conjunto a extensão dos joelhos. O vasto intermédio é coberto pelo reto femoral. O Reto femoral é um músculo bi-articular e age sobre a articulação dos quadris e joelhos. Atua como flexor dos quadris e extensor dos joelhos.

Tibial Anterior Ocupa uma posição lateral e paralela à tibia, mas seu tendão de inserção ao nível do tornozelo, desvia-se medialmente. Este músculo faz a dorsiflexão (traz as pontas dos dedos dos pés para cima) e a inversão dos pés.

Fonte: www.cdof.com.br

Músculos

Principais Músculos

Na enumeração dos principais músculos do corpo limitar-nos-emos aos músculos esqueléticos, isto é, aqueles que permitem os movimentos da cabeça, do tronco e dos membros. Deixamos de lado os nossos músculos viscerais que pertencem intrinsecamente aos órgãos e nao têm, quase nunca, um nome seu próprio.

O número de músculos esqueléticos não se pode estabelecer com exatidão porque em algumas regiões os corpos musculares não se podem delimitar de modo preciso. O número médio gira em torno de 327 músculos pares (isto é, duplos, porque existem de um lado e de outro do nosso corpo); apenas 2 são, pelo contrário, ímpares, isto é, únicos.

Musculos da Cabeça Os músculos da cabeça podem-se classificar em esqueléticos e cutâneos.

Músculos cutâneos No pescoço há um único músculo cutâneo, mas na cabeça, e mais particularmente no rosto, os músculos cutâneos são numerosos e servem para compor os vários aspectos da fisionomia (músculos mímicos).

Na cabeça existe um largo músculo cutâneo, o músculo epicrânico, que recobre toda a abóbada do crânio, abaixo da pele. Nele distinguem-se três partes: uma anterior, o músculo frontal; uma média, que não tem estrutura muscular mas tendinosa, a aponevrose epicrânica; uma posterior, o músculo occipital.

O músculo frontal é também chamado o músculo da atenção porque, contraindo- se, enruga a testa. O músculo occipital também termina na aponevrose, mas parte, posteriormente, do osso occipital. No homem, o músculo occipital é pouco desenvolvido, e nas contrações puxa para trás o couro cabeludo.

Dos lados da orelha existem três músculos cutâneos chamados músculos auriculares (anterior, posterior e superior) pouco desenvolvidos porque, como se sabe, a orelha não é dotada de movimento. Esses poucos e limitados movimentos que a orelha pode realizar são devidos aos músculos auriculares.

Na testa existe um outro músculo cutâneo, o músculo superciliar, chamado também músculo da agressão, porque, contraindo-se, determina a formação de rugas transversais da pele da testa (entre os dois supercílios e em cima do nariz), contribuindo para dar ao rosto uma expressão ameaçadora. Os outros músculos cutâneos se dispõem, na face, em torno da abertura da boca, do nariz e das órbitas. São muito desenvolvidos do lado funcional e a sua contração, isolada ou associada, dá ao rosto a expressão dos sentimentos. A volta da órbita há o músculo orbicular dos olhos, dito também orbicular das pálpebras. Está disposto em anel à volta do olho e, com as suas contrações, determina o fechamento das pálpebras e intervém na distribuição das lágrimas.

Na maçã do rosto existe o músculo zigomático, dito também músculo do riso, porque, agindo sobre os lábios, determina o alongamento da abertura bucal e a sua curvatura com concavidade voltada para cima (puxa para cima os ângulos da boca) na típica figura do riso. O lábio superior é levantado principalmente pelo músculo quadrado do lábio superior, que dá ao rosto uma expressão de desgosto: na verdade, ele deixa imóveis os ângulos da boca enquanto dilata as narinas como na ação de cheirar. Nos ângulos da boca se insere o músculo incisivo do lábio inferior que os puxa para dentro e para diante, como no muxoxo, no ato de chupar e de beijar.

Na mandíbula se inserem dois músculos cutâneos: o quadrado do lábio inferior e o triangular. O primeiro puxa para baixo e para fora o lábio inferior, dando à boca uma expressão de desgosto. O segundo atua mais diretamente sobre os ângulos da boca, puxando-os para baixo e lateralmente. Também este imprime ao rosto uma impressão de desgosto ou de riso forçado.

A boca está contornada por um músculo em anel, o orbicular da boca, dito também orbicular dos lábios, que fecha os lábios.

Na bochecha encontra-se o músculo bucinador que se estende da região entre a arcada zigomática e o nariz, até o maxilar inferior. Agindo juntos, os dois bucinadores puxam para trás os ângulos da boca, alongando a abertura bucal e aproximando os lábios.

Os bucinadores se contraem quando “sopramos”, como no assobiar, no apagar uma vela, no tocar um instrumento de sopro, isto é, todas as vezes que se expele o ar que enche a boca e estufa as bochechas.

Todos os músculos da cabeça que temos até agora mencionado pertencem ao grupo dos músculos cutâneos, não só por , suas caracterlstlcas anatomlcas mas também pela inervação, que é comum a todos e diversa daquela do músculos esqueléticos.

Os músculos cutâneos da cabeça ou músculos mímicos são, na verdade, inervados pelo nervo facial, enquanto os esqueléticos são inervados pelo nervo trigêmio.

Músculos esqueléticos São chamados músculos mastigadores porque determmam os movimentos do maxilar inferior. O maxilar inferior realiza três tipos de movimento: se levanta, abaixa e se volta lateralmente.

Os que fazem o maxiliar executar movimentos são quatro: o músculo temporal, o músculo masseter, e os dois músculos pterigóideos (interno e externo).

O músculo temporal e o masseter são externos, apenas sob a pele. O temporal parte da têmpora e o masseter da arcada zigomática. Ambos elevam o maxilar inferior. Os músculos pterigóideos são profundos. Se os dois músculos externos se contraem, ao mesmo tempo, o maxilar inferior é projetado para a frente, enquanto será levado para um lado pela contração de um só músculo. O pterigóideo interno eleva o maxilar inferior.

Como se vê, os músculos “mastigadores” têm somente a função de elevar o maxilar inferior e de avançá-lo para a frente ou para os lados.

Músculos da face nas diversas Raças

Músculos do Dorso

Os músculos da região dorsal podem ser classificados em dois grupos, um superficial outro profundo.

Os músculos superficiais são músculos muito largos que, com a sua própria superfície, recobrem os músculos subjacentes. Inserem-se de uma parte nas vértebras e de outra parte nos membros.

Nos músculos da camada profunda, contrariamente, achamos músculos encarregados do movimento das costelas e da coluna vertebral, que são chamados, respectivamente, espino-costais e espino-dorsais.

Músculos superficiais Em cima achamos o músculo trapézio, que tem a forma de um triângulo muito grande, e se insere, de um lado, nas vértebras cervicais e no osso occipital, e, de outro, na omoplata. Quando os trapézios se contraem juntamente, dos dois lados, levam a cabeça para trás, isto é, a estendem.

Para mover a espádua para cima, para dentro e para trás, devemos contrair um único músculo trapézio, de um só lado. Um outro músculo superficial é o grande músculo dorsal. E também esse triangular e está situado inferiormente ao trapézio. Toma, na verdade, inserção nas vértebras torácicas e lombares por meio de uma vasta aponevrose. Do lado oposto se insere no úmero. Contraindo-se, leva o braço para dentro e para trás. Os músculos denteados posteriores (superior e inferior) vão das vértebras às costelas. O músculo superior abaixa as últimas costelas; o inferior levanta as primeiras costelas.


Músculo do Dordo em Ação

Músculos espino-costais Inserem-se também estes na espinha dor. sal e nas costelas, participando dos movimentos respiratórios.

Músculos espino-dorsais São músculos muito complexos que, no seu conjunto, servem para estender a coluna vertebral e mantê.la direita na posição ereta.

Os músculos da coluna dorsal são destinados principalmente a endireitas o tronco quando está flexionado. Eles asseguram também o equilíbrio e a estática do corpo, quando o indivíduo carrega um peso.

Músculos do Tórax

Os músculos do tórax se podem classificar em duas categorias: os músculos tóraco-apendiculares, que ligam o tórax ao membro superior, e os músculos intrínsecos do tórax) que vão da coluna vertebral às costelas. O diafragma é um músculo à parte.

Músculos tóraco-apendiculares São os músculos do peito, entre os quais se distinguem o grande peitoral que recobre todos os outros, estendendo-se do esterno e da clavícula ao úmero. Tem a função de levar o braço para dentro. Em condições particulares, por exemplo, quando o tronco está suspenso pelos braços, contribui para levantar o tronco. É o peitoral que se contrai quando um ginasta se levanta “pela força do braço”. Oculto pelo grande peitoral está o pequeno peitoral que levanta as costelas; é um músculo inspirador como o músculo denteado anterior que se insere, também ele, nas costelas.

Músculos intrínsecos do tórax São os músculos intercostais que ligam uma costela a outra. Vão da margem inferior de uma costela à margem superior da costela subjacente. A sua ação é discutida.

Contribuem para fechar a caixa torácica e protegê-la, mas não é claro se intervêm nos movimentos respiratórios. Temos depois os músculos subcostais, os elevadores das costelas e o transverso do torax: servem para a respiraçao.

Diafragma

É um músculo ímpar que se encontra acima da cavidade abdominal, que ele separa da cavidade torácica. É sobre as costelas, as vértebras lombares e o esterno que ele se insere. Dessas regiões os feixes musculares se irradiam para cima e para a parte mediana, confluindo para um centro tendinoso. O diafragma é inervado pelo nervo frênico. Ao contrair-se, a sua curvatura diminui, isto é, o músculo tende a achatar-se, a capacidade do tórax aumenta e os pulmões se enchem passivamente de ar. Ao mesmo tempo, o diafragma, achatando-se, comprime a cavidade abdominal. Quando essa contração é enérgica e atuam juntamente os músculos do abdome, temos uma ação de pressão sobre os órgãos abdominais, útil para esvaziar o intestino, e, na mulher, para o parto.

Músculos do Abdome Distinguem-se os músculos ventrais e os músculos dorsais.

Músculos ventrais São representados pelo reto do abdome, pelos oblíquos (esterno e interno) e pelo transverso, os quais, no seu conjunto, formam a parede abdominal.

O reto é um músculo em fita que desce do esterno ao púbis e que tem a função de dobrar o tórax. para a frente; tomando ponto fixo no abdome, ao contrário, levanta a bacia. Os músculos oblíquos, que são largas lâminas musculares e que se inserem nas costelas e no osso ilíaco, abaixam as costelas (e comprimem, portanto, o tórax: músculos expiratórios), ou então levantam a bacia. O músculo transverso comprime a cavidade abdominal (é importante na defecação, no vômito, no parto) e age, também, como músculo expirador.

Músculos dorsais São representados pelo músculo quadrado dos lombos, de forma quadrilátera, que fecha o abdome posteriormente e tem a função de inclinar a coluna vertebral lateralmente, e pelos músculos caudais, que estão situados sobre o osso sacro e sobre o cóccix e que têm uma função protetora.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Músculos


Como funcionam os músculos

Temos mais de 400 músculos em nosso corpo. Eles são os motores vivos que proporcionam movimento ativo aos músculos articulados como também mantém a nossa postura sendo condicionados de acordo com a utilização que damos eles. Da medula espinhal sai um prolongamento do nervo em direção a cada célula muscular, formando a unidade motora. A propriedade mais importante de um músculo é desenvolver tensão, e isto ocorre constantemente, mesmo se estivermos em repouso.

Os tendões e os ligamentos, diferente dos músculos que tem capacidade de se contrair e gerar tensão, são estruturas mais fibrosas. Os tendões saem dos músculos e se ligam aos ossos produzindo movimento. Os ligamentos são tecidos fibrosos que unem um osso ao outro dando sustentação às articulações. Eles não produzem movimento. Tanto os tendões como os ligamentos estão aderidos aos ossos de maneira sólida e profunda, que muitas vezes lesões traumáticas graves não são capazes de rompe-las.

Tipos de lesões musculares: as distenções musculares são resultados de superestiramento e podem ser crônicas quando se desenvolvem pôr um período longo de tempo acarretando fadiga, espasmo muscular, inflamação (dor, calor, vermelhidão), é sempre algum tipo de lesão do tecido muscular. As distenções podem ser agudas, resultante de um choque violento ao músculo, geralmente um que atue em duas articulações, ocorrendo quando o músculo em contração é forçado a se estirar. Esta distenção pode ser leve com poucos danos aos tecidos ou pode também ser muito intensa chegando a ocorrer até lesão total de um músculo. Dependendo da intensidade vai ocorrer algum tipo de sangramento e espasmo muscular. Cabe acrescentar que uma distenção leve mal tratada pode naturalmente evoluir para uma forma mais grave ou para uma forma aguda.

É importante salientar que em uma distenção sempre há lesão muscular de algum tipo, e que dependendo da intensidade, será definido o tratamento, e que ao lesar-se um músculo, tendão ou ligamento, a reparação nunca é a mesma, gerando alguma perda em elasticidade, contractilidade e de performance. Portanto o importante é prevenir as lesões e quando vierem trata-las adequadamente. O grau de dor, edema, e perda de função são determinados pelo grau da lesão. A dor será maior no estiramento passivo e na contração ativa. Os objetivos do tratamento são eliminar a dor e o espasmo muscular, restabelecer a função e ajudar na reparação dos tecidos lesados.

Fonte: www.ativo.com

Músculos


Músculos do peito, ombro e braço

Os músculos são órgãos responsáveis pelo movimento dos animais. O músculo funciona aproximando a origem e inserção muscular pela contração. Os músculos são constituídos por tecido muscular e caracterizam-se pela sua contractilidade.

A contração muscular ocorre com a saída de um impulso elétrico do sistema nervoso central que é conduzido até ao músculo através de um nervo. Esse estímulo elétrico desencadeia o potencial de ação, que resulta na entrada de cálcio (necessário à contracção) dentro da célula, e a saída de potássio da mesma. Em termos científicos, as etapas são: 1º) Despolarização do sarcolema; 2º) estimulação do retículo sarcoplasmático e 3º) ação do cálcio e de ATP, provocando o deslizamento da actina sobre a miosina (é a contração muscular).

Os músculos são os órgãos ativos do movimento. Eles possuem a capacidade de contrair-se e de relaxar-se, e, em conseqüência, transmitirem movimentos aos ossos sobre os quais se inserem. O movimento de todo o corpo humano ou de algumas das suas partes – cabeça, pescoço, tronco, membros inferiores e superiores deve-se aos músculos.

Os músculos, têm uma variedade grande de tamanho e formato, de acordo com a sua disposição de local de origem e de inserção.

Temos aproximadamente 212 músculos, sendo 112 na região frontal e 100 na região dorsal. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual divide-se em várias fibras para poder controlar todas as células do músculo, através da placa motora.

O sistema muscular é capaz de efetuar imensa variedade de movimento, sendo todas essas contrações musculares controladas e coordenadas pelo cérebro.

Além disso não podemos esquecer de salientar da importância dos músculos na postura.

Tipos de músculos Todos os três tipos musculares têm as seguintes características:

Podem contrair-se e encurtar, tornando-se mais tensos e duros, em resposta a um estímulo vindo do sistema nervoso

Podem ser distendidos, aumentando o seu comprimento

Podem retornar à forma e ao tamanho originais.

A propriedade do tecido muscular de se contrair chama-se contratilidade e a propriedade de poder ser distendido recebe o nome de elasticidade.

Histologicamente, podemos classificar os músculos em três categorias:

Músculo estriado esquelético
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Um coração humano onde existem fibras musculares diferenciadas

Os músculos esqueléticos possuem uma coloração mais avermelhada. São também chamados de músculos estriados (fibrocélulas estriadas), já que apresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.

Músculo estriado cardíaco É o mais nobre de todos os músculos, se analisado histologicamente tem característica de músculo esquelético, mas funcionalmente tem característica de músculo liso assim como o esquelético, apresenta fibrocélulas bastante compridas. É também chamado de miocárdio, é o que constitui a parede do coração. Apesar de ser estriado,possui movimentos involuntários.

Este músculo se contrai e relaxa sem parar. Entretanto, elas são mononucleadas ou binucleadas, com núcleos localizados mais para o centro da célula. Também possuem discos intercalares, que são linhas de junção entre uma célula e outra, que aparecem mais coradas que as estrias transversais. No tecido cardíaco, têm bastante importância as fibras de Purkinje, células responsáveis pela distribuição do impulso elétrico que gera a contração muscular às diversas fibrocélulas cardíacas.

Músculo liso Coloração esbranquiçada, também chamados de músculos viscerais que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhes determinados movimentos (contrações). Estes músculos têm estrutura “lisa” e funcionam independentemente da nossa vontade. A maneira com que se dispõe de suas fibras é bem diferente da musculatura estriada. São involuntários e, em geral são longos e lentos.

Os músculos lisos não apresentam estrias. Suas células têm o formato de fuso e constituem parede de órgãos internos, como o estômago, o intestino, etc. Como exemplo, podemos citar os movimentos do tubo digestivo – movimentos peristálticos – e o aumento e a diminuição da pupila. E são esse movimentos que auxiliam na digestão, em se tratando do sistema digestivo

Problemas Musculares O esforço excessivo ou movimentações bruscas podem provocar lesões musculares. As mais comuns são: cãimbras, cansaço muscular, distensões e rupturas. Em geral, tais problemas acontecem durante a prática esportiva. A cãimbra é causada por contrações repentinas e involuntárias do músculo.

Como as outras células, as fibras musculares produzem energia por meio de reações de combustão. Devido a intensa atividade para proporcionar movimento e calor ao corpo, as fibras musculares precisam gerar grande quantidade de energia (glicose, gorduras e oxigênio). Caso o oxigênio seja insufiente, o organismo produz uma substância denominada ácido lático. Dentro das fibras musculares, o ácido lático impede a renovação da energia necessária para a contração do músculo (cansaço muscular).

A cãimbra é uma contração brusca, espasmódica da musculatura acompanhada de dor intensa. Importante salientar que não é apenas a contração prolongada dos músculos que pode provocar dor. O estiramento excessivo (distensão muscular) também é seguido de intensa dor. Contrações musculares bruscas podem afetar os tendões, resultando, em certos casos, no rompimento da articulação. Quando isso acontece, dizemos que ocorreu uma ruptura de tendão.

Contrações musculares Existem dois tipos de contrações musculares: contração isotônica e contração isométrica.

A contração isotônica refere-se a uma contração em que um músculo encurta enquanto exerce uma força constante que corresponde à carga que está sendo erguida pelo músculo. Divide-se em concêntrica e excêntrica. Na concêntrica a contração vence a resistência e há o encurtamento muscular e na excêntrica a resistência vence a contração havendo o alongamento muscular.

Ex: A corrida é concêntrica pois o velocista vence a barreira do ar Ex: Queda de braço é excêntrica pois a resistência está em seu oponente.

A contração isométrica refere-se a uma contração em que o comprimento externo do músculo não se altera, pois a força gerada pelo músculo é insuficiente para mover a carga à qual está fixado.

No corpo, a maioria das contrações é uma combinação de ambas contrações.

Fonte: pt.wikipedia.org

Músculos

Os músculos são estruturas anatômicas caracterizadas pela contração (são capazes de diminuir seu comprimento) como resposta a diversos tipos de estímulos. As contrações movimentam partes do corpo, inclusive órgãos internos; músculos dão forma ao corpo; músculos produzem calor.

Três tipos de músculos

Músculo liso

Suas células são fusiformes, pequenas; sem estriações e com núcleo único e central. Encontrados nas paredes das vísceras ocas e dos vasos sangüíneos; na íris e no corpo ciliar do bulbo do olho e nos folículos pilosos. Sua contração é fraca, lenta e involuntária

Músculo cardíaco

Células com ramificações, confluências e estrias transversais, unidas nos extremos por junções complexas (discos intercalares) e com núcleo único e central. Constitui o miocárdio. Sua contração é rítmica, forte, contínua e rápida; atua bombeando o sangue do coração; também é involuntária

Músculo esquelético

Suas células são cilíndricas, grandes, longas, sem ramificações e com estrias trans-versais e núcleos múltiplos. Formam os músculos fixados ao esqueleto, às fáscias dos membros, da parede do tronco, da cabeça e do pescoço. Sua contração é forte, rápida, intermitente; atua primaria-mente para produzir movimentos ou para resistir à gravidade.

Músculos esqueléticos

Os músculos esqueléticos típicos são formados por:

Parte média

Ventre muscular, carnoso e vermelho; é a parte contrátil do músculo; não se prende, para que possa contrair-se livremente

Extremidades

Ssão esbranquiçadas e brilhantes, muito resistentes e praticamente inextensíveis; constituídas por tecido conjuntivo denso, rico em fibras colágenas; em geral se prendem a duas áreas do corpo, comumente no esqueleto. Extremidades cilindróides ou em forma de fita são chamadas de tendões; quando são laminares, recebem a denominação de aponeuroses

As duas áreas do corpo em que as extremidades se prendem são chamadas de origem e inserção. Origem é a parte do corpo que permanece fixa durante a contração do ventre muscular, enquanto a inserção é a parte do corpo que se move durante a contração do ventre muscular. Os conceitos de origem e inserção são dinâmicos, dependendo de que peça se move e de qual permanece fixa.

Estes conceitos são genéricos e admitem exceções, pois tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto; às vezes se prendem na derme, nas mucosas ou em um órgão. Também em muitos músculos, as fibras dos tendões têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente no osso ou a outro músculo e em uns poucos músculos, aparecem tendões interpostos a ventres de um mesmo músculo, tendões estes que não servem para fixação no esqueleto.

Os tendões são compostos de fibras colágenas onduladas e dispostas em paralelo, entremeadas por fibras de elastina e reticulina, que proporcionam volume ao conjunto. Todas essas estruturas estão suspensas em um substrato gelatinoso que reduz a fricção entre os componentes das fibras.

Quando o tendão é submetido à tensão, as fibras onduladas paralelas alongam-se na direção da força de tensão. Quando a carga é interrompida, as fibras elásticas ajudam a reorientar a configuração das fibras onduladas de colágeno e, desde que a força tencionadora não tenha excedido o limite da resistência mecânica do tendão, este voltará à sua situação normal de repouso, sem sofrer lesões.

Os tendões e os ligamentos são estruturas adaptadas para exercer a função de transmitir as cargas do músculo para o osso (tendão) ou de osso para osso (ligamento). A função principal de ambos é modular a transmissão das forças, de maneira que não haja concentração brusca de cargas entre os vários componentes do sistema músculo-esquelético. Essa função é extremamente importante porque, nos locais em que as cargas se concentram ocorrem lesões que podem ser agudas ou cumulativas.

Os tendões, as cápsulas articulares e os ligamentos possuem sensores proprioceptivos e nociceptivos que informam o cérebro sobre a posição dos segmentos corpóreos no espaço e sobre as condições ambientais locais, que possam representar perigo de lesão tissular.

O mecanismo de retroalimentação neural existente na cápsula articular, nos ligamentos e nos tendões protege os estabilizadores estáticos e prove estabilização dinâmica adicional (unidade miotendínea), impedindo que haja deslocamentos que excedam os limites mecânicos dos estabilizadores estáticos. Ele exerce também o importante papel de informar o cérebro sobre a configuração química e a situação estrutural dos feixes de colágeno que confere as propriedades físicas do tendão, principalmente sua resistência às tensões, e o comportamento viscoelástico que apresentam.

Tal como todos os outros sistemas biológicos, as propriedades físicas e químicas dos tendões e ligamentos variam com diversos fatores como a idade, o sexo, a temperatura, a presença de fatores hormonais, atividade, etc.

A idade influi na velocidade da regeneração dos tecidos gastos e na qualidade da reparação tissular; as variações hormonais, como as relacionadas com gravidez e menopausa, interferem com as propriedades biofísicas do tecido conjuntivo do sexo feminino; a atividade física desempenha um importante papel na manutenção da homeostase do sistema músculo-esquelético, seja garantindo a normalidade de músculos e tendões – quando essas estruturas são usadas dentro dos limites funcionais de cada indivíduo, seja produzindo lesões, que se instalam quando os limites pessoais de reserva funcional são ultrapassados.

A fáscia muscular é uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo, com as funções de bainha elástica de contenção e de facilitar o deslizamento dos músculos entre si. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo, dependendo de sua função. Às vezes a fáscia muscular é muito espessada e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto.

Em algumas regiões do corpo as fáscias musculares vão além de serem somente envoltórios musculares. Assim, nos membros, além de cada músculo ser envolvido por sua fáscia, todo o conjunto muscular também é envolto por uma fáscia mais espessa, da qual partem prolongamentos que vão se fixar nos ossos, separando grupos musculares. Estes prolongamentos são chamados de septos intermusculares. A fáscia muscular que envolve os músculos da parede abdominal apresenta setores ocupados por músculos e setores desocupados.

Classificação morfológica dos músculos esqueléticos

Os músculos são classificados de várias formas. As mais comumente empregadas são as que o fazem em relação à forma do músculo e ao arranjo de suas fibras e às extremidades e ao ventre muscular

A função do músculo condiciona sua forma e arranjo de suas fibras. como as funções dos músculos são múltiplas e variadas, também o são sua morfologia e arranjo de suas fibras. De um modo geral e amplo, os músculos têm as fibras dispostas paralelas ou oblíquas à direção de tração exercida pelo músculo.

A disposição paralela das fibras pode ser encontrada tanto nos músculos longos (predomina o comprimento) quanto nos músculos largos (comprimento e largura se equivalem). Nos músculos longos é muito comum notar-se uma convergência das fibras musculares em direção aos tendões de origem e inserção, de tal modo que na parte média o músculo tem maior diâmetro que nas extremidades e por seu aspecto característico é denominado fusiforme. Músculos fusiformes são muito freqüentes nos membros. Nos músculos largos, as fibras podem convergir para um tendão em uma das extremidades, tomando o aspecto de leque.

A disposição oblíqua das fibras ocorre nos músculos penados (lembrando as barbas de uma pena). Se os feixes musculares se prendem numa só borda do tendão fala-se em músculo unipenado, se os feixes se prendem nas duas bordas do tendão, será bipenado. Se os feixes se dispõem em todas as direções é um músculo multipenado.

Quando os músculos se originam por mais de um tendão, diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. São então classificados como músculos bíceps, tríceps ou quadríceps, conforme apresentam 2, 3 ou 4 cabeças de origem. Exemplos clássicos são encontrados na musculatura dos membros e a nomenclatura acompanha a classificação: m. bíceps braquial, m. tríceps da perna, m. quadríceps da coxa.

Do mesmo modo, os músculos podem inserir-se por mais de um tendão. Quando há dois tendões, são bicaudados; três ou mais, policaudados.

Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular, com tendões intermediários situados entre eles. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres e poligástricos os que apresentam maior número de ventres.

Classificação funcional dos músculos esqueléticos

Os músculos podem ser classificados segundo a ação que realizam:

Músculo agonista

É o agente principal na execução de um movimento. São divididos em motores primários (os que participam mais intensamente da execução do movimento) e secundários

Músculo antagonista

É aquele que se opõe ao trabalho de um agonista

Músculo sinergista

Aquele que atua no sentido de eliminar algum movimento indesejado que poderia ser produzido pelo agonista

Músculo fixador

Fixam um segmento do corpo para permitir um apoio básico nos movimentos executados por outros músculos. Para muitos é uma subcategoria dos sinergistas

Importante

Estes conceitos são dinâmicos, ou seja, um músculo que em determinado momento é agonista em outro pode ser antagonista ou fixador ou sinergista.

Mecânica muscular

A contração do ventre muscular vai produzir um trabalho mecânico, em geral representado pelo deslocamento de um segmento do corpo. Ao contrair-se o ventre muscular, há um encurtamento do comprimento do músculo e conseqüente deslocamento da peça esquelética.

O trabalho realizado por um músculo depende da potência do músculo e da amplitude de contração do mesmo. A amplitude de contração depende do comprimento das fibras musculares. Assim, um músculo longo tem o mais alto grau de encurtamento. A potência (ou força) é função do número de fibras que se contraem e número de fibras contido em uma secção transversal do músculo, o que é medido em ângulo reto com o eixo maior dos fascículos musculares e não com o eixo maior do músculo como um todo. Assim, o que um músculo penado perde em amplitude de contração, ganha em força.

Como foi anteriormente dito, o trabalho do músculo se manifesta pelo deslocamento de um (ou mais) osso(s). Os músculos agem sobre os ossos como potências sobre braços de alavancas. No caso da musculatura cardíaca e dos músculos lisos, geralmente situadas nas paredes de vísceras ocas ou tubulares, também se produz um trabalho: a contração da musculatura destes órgãos reduz seu volume ou seu diâmetro e desta forma vai expelir ou impulsionar seu conteúdo.

A célula muscular obedece a chamada lei do tudo ou nada, ou seja, ou está completamente contraída ou está totalmente relaxada. Assim, a quantidade de fibras musculares que vai estar envolvida com o trabalho de um músculo, ao mesmo tempo, vai depender de quantas unidades motoras ele possua. Denomina-se unidade motora ao conjunto de fibras de um músculo supridas pelo mesmo neurônio. Um músculo com poucas unidades motoras é um músculo de movimentos mais grosseiros, enquanto aquele que possui muitas unidades motoras é capaz de movimentos de alta precisão e delicadeza.

Ezequiel Rubinstein
Márcio A. Cardoso

Fonte: www.icb.ufmg.br

Músculos

Distúrbios Musculoesqueléticos

O osso é um tecido orgânico que muda constantemente e que desempenha várias funções. O esqueleto é o conjunto de todos os ossos do corpo. O sistema musculoesquelético é formado pelo esqueleto, pelos músculos, tendões, ligamentos e outros componentes das articulações. O esqueleto provê força, estabilidade e uma base de sustentação para que os músculos trabalhem e produzam o movimento. Os ossos também servem de escudos para proteger os delicados órgãos internos.

Os ossos possuem duas formas principais: plana (como as placas do crânio e as vértebras) e longa (como os ossos das pernas e dos braços). Entretanto, a sua estrutura interna é basicamente a mesma. A parte rígida externa é composta, em sua maioria, por proteínas como o colágeno, e por uma substância denominada hidroxiapatita. Composta principalmente de cálcio e outros minerais, a hidroxiapatita armazena grande parte do cálcio do corpo e é, em grande parte, responsável pela resistência dos ossos. A medula óssea localizada no centro de cada osso é mais mole e menos densa que o restante do osso e contém células especializadas que produzem células sangüíneas.

Vasos sangüíneos passam através dos ossos e nervos os circundam. As articulações representam o ponto de união de um ou mais ossos e a sua configuração determina o grau e a direção do possível movimento. Algumas articulações, como aquelas que se encontram entre os ossos planos do crânio (denominadas suturas) não apresentam movimento. Outras permitem uma amplitude de movimento. Por exemplo, a articulação do ombro, a qual é do tipo “bola e soquete”, permite a rotação interna e a rotação externa, além dos movimentos do membro superior para frente, para trás e para os lados.

As articulações do tipo dobradiça (gínglimos) dos cotovelos e dedos das mãos e dos pés permitem apenas os movimentos de flexão e extensão. Outros componentes das articulações proporcionam estabilidade e reduzem o risco de lesões resultantes do uso constante. As extremidades de uma articulação são recobertas por cartilagem – um tecido liso, resistente e protetor que atua como amortecedor de choques e redutor do atrito. As articulações também possuem um revestimento (membrana sinovial) que as envolve, formando uma cápsula articular. As células do tecido sinovial produzem um líquido transparente (líquido sinovial) que preenche a cápsula, reduzindo ainda mais o atrito e facilitando o movimento. Os músculos são feixes de fibras que apresentam a propriedade de contração.

Os músculos esqueléticos, responsáveis pela postura e pelos movimentos, estão unidos aos ossos e dispostos em grupos opostos em torno das articulações. Por exemplo, os músculos que flexionam o cotovelo (bíceps braquial) sofrem a oposição de músculos que estendem o cotovelo (tríceps braquial). Os tendões são cordões resistentes de tecido conjuntivo que inserem cada extremidade de um músculo ao osso. Os ligamentos são tecidos semelhantes aos tendões que circundam as articulações e conectam um osso a outro. Os ligamentos ajudam no reforço e estabilização das articulações, permitindo os movimentos somente em determinadas direções.

As bursas são sacos repletos de líquido que provêem um amortecimento extra, geralmente entre estruturas adjacentes, as quais, de outra forma, poderiam produzir atrito entre si e, conseqüentemente, acarretar desgaste e laceração, por exemplo, entre um osso e um ligamento. Os componentes de uma articulação trabalham em conjunto para facilitar um movimento equilibrado e que não cause dano. Por exemplo, quando o joelho é flexionado para montar um degrau, os músculos posteriores da coxa contraem-se e encurtam, tracionando a perna para trás e flexionando o joelho.

Ao mesmo tempo, o músculo quadríceps femoral, localizado na parte anterior da coxa relaxa, permitindo a flexão do joelho. No interior da articulação do joelho, a cartilagem e o líquido sinovial minimizam o atrito. Cinco ligamentos em torno da articulação ajudam a manter os ossos alinhados adequadamente. As bursas servem como amortecedores entre estruturas como, por exemplo, a tíbia e o tendão que se insere na patela (tendão patelar).

Distúrbios Musculoesqueléticos

Dentro do Joelho

A estrutura do joelho garante sua proteção. Ele encontra-se totalmente envolvido por uma cápsula articular flexível o suficiente para permitir os movimentos, mas também forte o suficiente para manter a articulação unida.

A cápsula é revestida pelo tecido sinovial, o qual secreta o líquido sinovial que lubrifica a articulação. A cartilagem resistente ao uso e que reveste as extremidades do fêmur (osso da coxa) e da tíbia (osso da perna) ajuda a reduzir o atrito durante os movimentos.

Coxins cartilaginosos (meniscos) atuam como amortecedores entre os dois ossos e ajudam a distribuir o peso do corpo na articulação. As bursas (bolsas repletas de líquido) fornecem proteção quando a pele ou os tendões movem-se sobre os ossos. Os ligamentos laterais e posteriores do joelho reforçam a cápsula articular, aumentando a estabilidade. A patela (rótula) protege a parte frontal da articulação.


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Os distúrbios do sistema musculoesquelético são causas importantes de dor crônica e de incapacidade física. Embora os componentes desse sistema possam apresentar um bom desempenho com o uso, eles podem sofrer desgaste, lesões ou inflamações. As lesões ósseas, musculares e articulares são muito freqüentes e com gravidade variável, desde um estiramento muscular leve a uma distensão ligamentar, de uma luxação articular a uma fratura. Embora essas lesões geralmente sejam dolorosas e possam acarretar complicações a longo prazo, quase todas curam completamente.

A inflamação é uma resposta natural à irritação ou à lesão tissular. Ela produz aumento de volume, rubor, calor e limitação funcional. A inflamação de uma articulação é denominada artrite e a de um tendão é denominada tendinite. A inflamação pode ser limitada a uma pequena área do corpo (localizada), como apenas em uma articulação ou em um tendão lesado, ou pode ser disseminada, como ocorre em determinadas doenças inflamatórias (p.ex., artrite reumatóide).

A inflamação pode tornar-se crônica e persistente, algumas vezes em decorrência do movimento contínuo e de sobrecargas mecânicas e, outras vezes, por causa de reações imunes, infecções ou depósitos de materiais anormais. Infecções de ossos e articulações podem fazer o indivíduo ficar inválido. O tratamento imediato pode impedir danos permanentes às articulações. Tumores benignos e cânceres às vezes têm origem nos ossos, e às vezes alastram-se até os ossos a partir de outros locais do corpo. Desequilíbrios metabólicos ou hormonais também podem afetar os ossos e as articulações.

Um exemplo é a osteoporose, uma rarefação dos ossos resultante da perda excessiva de minerais nos ossos. Outro exemplo é a gota, em que cristais formam-se nas articulações de indivíduos suscetíveis, que apresentam um nível anormalmente elevado de ácido úrico no sangue. Os exames laboratoriais podem fornecer informações úteis relativas a alguns distúrbios musculoesqueléticos, mas essas informações em geral não são suficientes para o diagnóstico. Radiografias são efetuadas para avaliar áreas de dor óssea, porque freqüentemente esse procedimento detecta fraturas, tumores, lesões, infecções e deformidades.

Tomografia computadorizada (TC) e imagens por ressonância magnética (IRM) podem ser solicitadas para a determinação da extensão e da localização exata de uma lesão. A imagem por ressonância magnética é especialmente válida para a obtenção de imagens de tecidos como músculos, ligamentos e tendões. Uma amostra de líquido articular pode ser examinada para identificar as bactérias causadoras de uma infecção ou para examinar os cristais que confirmam um diagnóstico de gota ou pseudogota.

O médico remove o líquido através de uma agulha – um procedimento geralmente rápido, fácil e quase indolor, efetuado no consultório. O tratamento depende do tipo de distúrbio musculoesquelético. Freqüentemente as lesões são tratadas com repouso, compressas quentes ou frias, analgésicos e imobilização com talas ou bandagens. Doenças que afetam simultaneamente várias articulações são em geral tratadas com drogas para reduzir a inflamação e suprimir a resposta imunológica do organismo; contudo as articulações mais cronicamente lesadas não podem ser curadas apenas por drogas.

Algumas articulações gravemente lesadas podem ser substituídas por juntas artificiais. Com freqüência, o tratamento exige os esforços combinados de médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Fonte: www.msd-brazil.com




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