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Biologia

Antígenos

Antígenos

Antígeno é uma sustância que induz a formação de anticorpos
por ser reconhecida pelo sistema imune como uma ameaça.

Antige1 Antígenos

Antígenos e anticorpos

Na superfície das células de uma pessoa existem certas moléculas que funcionam
como uma espécie de crachá para diferenciá-las das células de outras pessoas
ou de organismos estranhos.

Essas moléculas são chamadas genericamente de antígenos.

É através desses antígenos que nosso organismo consegue distinguir o que
é seu próprio e o que é estranho. Assim, a injeção de células de um indivíduo
na circulação de outro, como é o caso nas transfusões sanguíneas, pode desencadear
os mecanismos do sistema de defesa (sistema imunológico) se o sangue do doador
não for compatível com o sangue do receptor.

Melhor explicando: certas células (linfócitos) do sistema
imunológico são capazes de fabricar e liberar substâncias conhecidas por anticorpos
cuja tarefa é tentar eliminar os antígenos invasores ligando-se
a eles.

No caso do sangue, essas ligações provocam a aglutinação das células vermelhas
e, por conseqüência, oclusão de vasos. Aglutinadas, as células vermelhas não
conseguem se deslocar pelo corpo. Isso bloqueia a distribuição de oxigênio
e a pessoa corre sério risco de vida.

A especificidade dos anticorpos pelos antígenos é similar
àquela das enzimas pelos seus substratos e dos receptores pelos seus hormônios
ou neurotransmissores.

O sistema ABO

Comparadas às outras células do corpo, as células vermelhas do sangue (hemácias
ou eritrócitos) possuem poucos antígenos.

Porém, eles são de extrema importância do ponto de vista clínico.

Existem vários grupos de antígenos de hemácias, mas o mais conhecido é o
"sistema ABO".

Em termos de antígenos presentes na superfície das hemácias,
as pessoas podem ser do tipo A (que só apresentam o antígeno A), do tipo B
(só apresentam antígeno B), tipo AB (apresentam antígenos A e B) e do tipo
O (não apresentam o antígeno A nem o B).

Cada pessoa herda 2 genes (um da mãe e outro do pai) que controlam a produção
dos antígenos do sistema ABO. Se ambos, mãe e pai, são A,
(dizemos que ambos têm genótipo IAIA), o descendente, obrigatoriamente, apresentará
antígenos A em suas hemácias pois herda 2 genes do tipo A, expressando seu
genótipo também como IAIA. E, se um dos genitores for do tipo A, IAIA, como
citado anteriormente, e o outro for do tipo O, ainda assim o descendente será
do tipo A com genótipo IAi (esse "i" expressa a ausência de antígeno
do sistema ABO). Da mesma forma, podemos ter dois tipos de genótipo B, o IBIB
e o IBi.

Finalmente, se o descendente for filho de 2 pais do tipo O, necessariamente,
terá tipo O com genótipo ii.

O sistema imunológico tolera os antígenos de suas próprias
células vermelhas e assim, as pessoas do tipo A não produzem anticorpos anti
A mas podem produzir anticorpos anti – B. E, vice-versa, as pessoas do tipo
B produzem anticorpos anti A mas não produzem anti B. Já as pessoas do tipo
AB não produzem anti A nem anti B e as pessoas do tipo O produzem ambos, anti
A e anti B.

Para fazer a tipagem do sangue, utiliza-se de um teste simples. Mistura-se
o sangue com anticorpos anti A e anticorpos anti B, separadamente.

O anticorpo anti A promoverá a aglutinação das hemácias de indivíduos do
tipo A ou do tipo AB e o anticorpo anti B promoverá a aglutinação das hemácias
dos indivíduos do tipo B ou AB. Nem o anticorpo anti A nem o anticorpo anti
B aglutinará as hemácias dos indivíduos do tipo O.

Em outras palavras, os indivíduos do tipo AB, chamados de "receptores
universais", são capazes de receber transfusões de sangue de indivíduos
de todos os tipos do sistema ABO, pois não fabricam anticorpos anti A nem
anti B.

Em contrapartida, os indivíduos do tipo O, chamados "doadores universais",
podem doar sangue a indivíduos de todos os tipos do sistema ABO, pois suas
hemácias não possuem nenhum dos antígenos do sistema ABO.
Já os indivíduos do tipo A só podem receber sangue de indivíduos do tipo A
ou O e os do tipo B somente devem receber sangue do tipo B ou O.

Essas denominações podem levar a crer que o sangue de um "doador universal"
pode ser transferido para qualquer receptor mas isso nem sempre é verdade.
Mesmo essas pessoas podem ter outros anticorpos em seus organismos capazes
de provocar sérias reações nos receptores. Um teste de compatibilidade é sempre
recomendável antes de qualquer transfusão.

O fator Rh

Além dos antígenos do sistema ABO outro tipo de antígeno também é
encontrado nas hemácias:
o fator Rh.

O termo Rh origina-se do nome de um macaco, Rhesus, onde originalmente esse
antígeno foi encontrado.

As pessoas que possuem esse antígeno são classificadas como Rh positivas
(Rh+). As pessoas que não possuem esse fator são denominadas Rh negativas
(Rh-).

A grande maioria da população mundial é Rh+ porque esse genótipo é dominante
em relação ao grupo Rh-.

O fator Rh tem grande importância clínica pois uma pessoa com Rh- recebendo
sangue de um doador com Rh+ poderá desencadear a produção de anticorpos anti
– Rh.

Isso também pode ocorrer em casos de mães Rh- e pais Rh+ que geram crianças
Rh+. Principalmente na época do parto as mães podem ser expostas ao sangue
do bebê. Isso pode acarretar a produção de anticorpos anti – Rh quando a presença
do bebê estimula a produção de anticorpos da mãe.

Os anticorpos podem chegar até ao feto prejudicando sua saúde por desenvolver
a eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido. Um médico pode
contornar esse problema acompanhando a gravidez da mãe com Rh- e administrando
adequadamente imunoglobulina anti-Rh.

Lorenzo Machado

Fonte: www.escolatoulouse.com.br

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