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Biologia

Angiospermas




Angiospermas

As angiospermas contam com cerca de 250.000 espécies, incluindo uma enorme diversidade de formas. Trata-se do grupo mais representativo de seres vivos em número de espécies, sendo superado apenas pelos insetos. Em 1879, em uma carta para Hooker, Darwin considerou a origem das angiospermas um “mistério abominável”.

Esse assombro foi causado pelo aparecimento repentino das angiospermas no registro fóssil, contradizendo a hipótese de evolução gradual dos seres vivos (Darwin 1859). Desde então, desvendar esse mistério tem representado um dos desafios mais fascinantes da botânica.

O número de características compartilhadas é uma evidência clara de que as angiospermas formam um grupo monofilético. Elas são facilmente reconhecidas pela produção de flores ou, mais especificamente, pela inclusão dos óvulos em um ovário, que quando maduro transforma-se em fruto. A origem do ovário ainda é controvertida, mas a hipótese mais aceita supõe que os carpelos do ovário teriam origem foliar.

flores  Angiospermas
Flores

frutos  Angiospermas
Frutos

As angiospermas caracterizam-se também pela dupla fertilização e a conseqüente formação do endosperma triplóide. Ambos os gametófitos são reduzidos em relação aos das gimnospermas, o feminino (saco embrionário), na condição mais típica, é constituído por apenas oito núcleos (dois núcleos polares, duas sinérgides junto à oosfera, o gameta feminino, e três antipodas) e o masculino é tricelular.

O óvulo é geralmente bitegumentado. O grão de pólen possui o teto reticulado e é recebido no estigma; ele não entra em contato com a micrópila, como ocorre nas gimnospermas. O tubo polínico cresce e penetra no óvulo pela micrópila, lançando dois gametas no saco embrionário.

Um deles fertiliza o gameta feminino, produzindo o zigoto diplóide, enquanto o outro se une às células polares formando o endosperma triplóide que nutrirá o Desenvolvimento do gametófito masculino nas angiospermas.

ovulo dos angiospermas  Angiospermas
Esquema do óvulo das angiospermas com detalhe do gametófito feminino.

desenvolvimento dos gametofitos masculinos  Angiospermas
Desenvolvimento do gametófito masculino nas angiospermas

A maioria das angiospermas possui vasos associados a fibras de sustentação no xilema e tubos constituídos de elementos de tubo crivado associados a células companheiras no floema, apresentando maior eficiência na condução de líquidos em relação às gimnospermas.

As angiospermas também possuem um vasto arsenal químico: alcalóides, óleos essenciais, taninos, iridóides, glicosídios, etc., defesas mecânicas como ráfides de oxalato de cálcio também podem torná-las impalatáveis aos herbívoros.

elemento de vaso  Angiospermas
Elemento de Vaso

As flores atuam na atração de polinizadores, geralmente associando cores vistosas e odores intensos a um sistema de incompatibilidade e reconhecimento. Ainda assim, vários grupos, como as gramíneas, geralmente com flores inconspícuas são polinizados pelo vento.

Uma flor perfeita (hermafrodita) é composta por um conjunto de sépalas (cálice), pétalas (corola), estames (androceu) e carpelos (gineceu), freqüentemente organizados em verticilos cuja identidade é controlada por genes reguladores, predominantemente pertencentes à família MADS.

O cálice é geralmente pouco vistoso e está associado à proteção, ao passo que a corola geralmente vistosa está associada à atração de polinizadores. Os estames são geralmente compostos de filetes longos e esguios, possuindo em seu ápice anteras. Cada antera apresenta quatro sacos polínicos, homólogos aos microsporângios.

Os carpelos são geralmente afilados para o ápice formando um estilete, apresentando uma zona receptiva na ponta, o estigma. Eles envolvem os óvulos e compõem o ovário. Na maioria das espécies, as flores se encontram agrupadas em diversos tipos de inflorescências.

Duas teorias procuraram explicar a origem das flores. A teoria Antostrobilar, relacionava as flores com estróbilos bissexuados de Bennettitales, grupo extinto, e supunha que as flores mais primitivas seriam grandes, com muitas partes, sem maiores especializações do androceu e do gineceu, semelhantes às encontradas nas atuais Magnoliaceae. Essa teoria era apoiada por fósseis de pólen em tétrades, característico de Winteraceae, e de Archaeanthus, táxon extinto com flores semelhante às das Magnoliaceae.

A teoria do Pseudanto, por outro lado, afirma que as primeiras flores eram inconspícuas e unissexuadas, reunidas em inflorescências, semelhantes às encontradas em Amentíferas, grupo hoje sabidamente derivado, apresentando pólen tricolpado.

Essa teoria foi posteriormente modificada de modo a relacionar as primeiras flores de angiospermas àquelas encontradas em Chloranthaceae, estabelecendo através desse grupo a relação entre as Gnetales e as angiospermas. A colocação das Chloranthaceae dentre as primeiras angiospermas era corroborada por fósseis de pólen clorantóides que estão entre os mais antigos inquestionavelmente pertencentes às angiospermas, apresentando columelas e teto reticulado.

angiosperma 001  Angiospermas

Teorias alternativas para a origem da flor. a-b. Teoria Antostrobilar. c-d. Teoria do Pseudanto.

Setas indicam transformação; as ilutrações indicam candidatos à primeira angiosperma.

angiosperma 002  Angiospermas
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Cronograma sobre a evolução das plantas vasculares baseado no registro fóssil (note o apareceimento explosivo das angiospermas no Cretáceo Inferior).

Interpretações sobre fósseis bem preservados da extinta Archaefructaceae podem sustentar tanto a teoria do pseudanto (Sun et al. 2002) quanto a teoria antostrobilar (Friss et al. 2003). Por outro lado, a posição de Amborella, gênero monoespecífico da Nova Caledônia na raiz das angiospermas, sugere que a flor das primeiras angiospermas seria intermediária àquelas esperadas segundo essas duas teorias contrastantes. Isso porque Amborella apresenta flores de tamanho mediano, unissexuadas, com peças livres e não muito numerosas.

Baseado nos registros fósseis, as angiospermas atuais teriam surgido no Cretáceo Inferior, há cerca de 140 milhões de anos. A partir da região equatorial, elas teriam se dispersado em direção aos pólos. No Terciário, há cerca de 90 milhões de anos, elas já dominavam os ambientes terrestres. Os estudos filogenéticos mais recentes apóiam o monofiletismo das gimnospermas atuais e seu posicionamento como grupo irmão das angiospermas. Considerando que o registro fóssil confirma o aparecimento da linhagem das gimnospermas atuais no Carbonífero, há cerca de 300 milhões de anos (Doyle 1998), isso indica uma divergência da linhagem das angiospermas desde esse período geológico, levando a supor uma origem muito anterior para as angiospermas do que o indicado no registro fóssil.

Onde estaria escondida a linhagem das angiospermas durante os quase 200 milhões de anos que separam a divergência dessas linhagens e o aparecimento das angiospermas no registro fóssil? Ou a linhagem das angiospermas teria sido pouco representativa, restrita a locais de fossilização difícil, como regiões montanhosas (e.g. Axelrod 1952, Takhtajan 1969), ou os representantes ainda não teriam adquirido características que permitissem atribuir sua relação evolutiva com as angiospermas durante esse período, como ocorre com diversos fósseis de posição incerta (e.g. Crane et al. 1995).

As angiospermas eram tradicionalmente classificadas em Dicotiledôneas, caracterizadas por um crescimento secundário formando um anel no lenho, venação reticulada, dois cotilédones, geralmente com flores penta ou tretrâmeras, e Monocotiledôneas, com apenas um cotilédone, sistema vascular disperso, venação paralelinérvia e flores trímeras. Essa dicotomia foi refutada em meados dos anos 1990, quando estudos filogenéticos confirmaram que, apesar das Monocotiledôneas formarem um grupo monofilético, as dicotiledôneas seriam parafiléticas em relação a elas. Tornou-se importante o reconhecimento das eudicotiledôneas, fortemente sustentadas em análises cladísticas e reconhecidas pelos grãos de pólen tricolpados ou derivado desse.

Entre 1991 e 1992, Douglas Soltis e Mark Chase iniciaram um grande projeto para investigar as relações filogenéticas entre as angiospermas. Quarenta e dois pesquisadores se integraram ao projeto, e juntos publicaram o primeiro trabalho (Chase et al. 1993) relevante e compreensível em sistemática molecular na botânica, utilizando o gene plastidial rbcL. A invenção da PCR facilitou enormemente a amplificação das seqüências, permitindo a intensificação dos seqüenciamentos. Essa revolução laboratorial foi acompanhada de perto por progressos computacionais que permitiriam analisar de maneira mais eficiente um grande número de seqüências, assim como utilizar algoritimos mais complexos, tanto para busca de árvores como para avaliação estatística da confiança dos resultados.

As análises de rbcL, foram seguidas pelas de DNAr 18S (Nickrent & Soltis 1995, Soltis et al. 1997) e de atpB (Savolainen et al. 2000). Mathews & Donoghue (1999) utilizaram genes parálogos para detectar a raiz das angiospermas sem que para isso tivessem que fazer uso das gimnospermas na polarização da topologia.

Eles obtiveram Amborella como primeira linhagem a divergir na evolução do grupo. Análises combinadas de regiões incluídas nos três genomas (Soltis et al. 1999, 2000, Qiu et al. 1999, 2000), confirmaram esse resultado, indicando um grado formado por Amborella, seguida por Nymphaeales e um clado constituído de Illiciales, Trimeniaceae e Austrobaileyaceae, que passou a ser conhecido como grado ANITA.

Alguns estudos (Barkman et al. 2000, Graham & Olmstead 2000), entretanto, contestaram a posição de Amborella, justificando-a como artefato derivado de distúrbios na análise ou atração de ramos longos (mas veja Qiu et al. 2001), não descartando a possibilidade de uma linhagem inicial formada pelo clado Amborella-Nymphaeales. A presença de Nymphaeales no Cretáceo Inferior (Friis et al. 2001), período que marca o aparecimento dos primeiros fósseis incontestavelmente de angiospermas (Crane 1995) corroborou então a posição desse grupo próximo ao nó das angiospermas. Para surpresa de todos, mais recentemente, Hydatellaceae, uma família de plantas aquáticas submersas supostamente relacionada às monocotiledôneas graminóides, foi posicionada como grupo irmão das Nymphaeales (Saarela et al., 2007). Essa família inclui apenas 10 espécies e é caracterizada por inflorescências com duas brácteas na base e flores unissexuadas, sem perianto e com um estame ou um pistilo apenas.

As angiospermas passaram, então, a estar divididas em um grado formado pelas chamadas angiospermas basais, seguido por um clado denominado Euangiospermas, composto por grupos de Magnoliideae, contendo 6% das angiospermas, mais as monocotiledôneas, com cerca de 19%, e finalmente as Eudicotiledôneas apresentam apenas quatro células e quatro com os restantes 75%. Estudos com um número maior de dados (Qiu et al. 2001, Zannis et al. 2003) mostraram, no entanto, que as Magnoliideae estão mais relacionadas com as Eudicotiledôneas do que com as Monocotiledôneas.

Os representantes do grado basal das angiospermas cuja embriologia foi estdada não apresentaram saco embrionário do tipo Polygonum, formado por sete células e oito núcleos.

Nymphaeales e Austrobaileyales núcleos: um núcleo polar na célula central, a oosfera e duas sinérgides. Dessa maneira, é possível que não exista dupla fecundação nesses grupos ou que o endosperma seja diplóide. Amborella, por outro lado, possui oito células e nove núcleos, uma sinérgide a mais em relação ao tipo Polygonum (Friedman 2001, 2006). Assim, a formação de um saco embrionário com sete células e o endosperma triplóide podem ser sinapomorfias das Euangiospermas. Excluindo Amborella, as aquáticas Nymphaeales e três pequenas famílias (Illiciaceae, Schizandraceae e Trimeniaceae), que formavam ANITA, essas Euangiospermas podem ser divididas em dois grande grupos com circunscrição muito similar às tradicionais monocotiledôneas e dicotiledôneas.

Os grupos que formam o grado basal em angiosperma são pobres em número de espécies, e não existem evidências fósseis de que eles teriam sido mais diversos no passado. Os clados com taxas altas de diversificação são mais recentes, especialmente encontrados nos grupos de Asterideae. Portanto, uma intensificação na diversificação das angiospermas não teria ocorrido senão tardiamente na evolução do grupo.

Ao longo da evolução das angiospermas houve uma estabilização do número de verticilos e de peças por verticilo floral, quatro ou mais freqüentemente três como é o comum nas monocotiledôneas e cinco, como é mais comum nas eudicotiledôneas. Passou a haver uma maior especialização das estruturas, como diferenciação entre sépalas e pétalas, por exemplo. A gamopetalia, isto é a fusão dos lobos da corola passou a ser comum e o ovário passou a ser ínfero em muitos casos, aumentando a proteção aos óvulos. A maioria dos grupos passou a oferecer néctar, recurso menos dispendioso à planta, em vez de pólen, como recompensa a seus polinizadores, e a associação com insetos mais especializados levou em muitos casos à simetria bilateral, enquanto em outros levou a agregação de flores em inflorescências congestas, como nas Compositae.

A padronização do seqüenciamento, a aparente objetividade das análises moleculares e o princípio filogenético amplamente compartilhado entre os sistematas possibilitou que especialistas com diversos pontos de vista pudessem trabalhar em colaboração em busca de uma classificação comum (Enderby 2001). Baseadas em resultados moleculares e estruturadas nos alicerces da morfologia surgiram desse esforço conjunto classificações consensuais propostas pelo grupo de filogenia das angiospermas (APG 1998, 2003).

NYMPHAEALES

Nymphaeaceae

Plantas aquáticas de água doce, rizomatosas. Estípulas eventualmente presentes. Folhas alternas, longamente pecioladas e flutuantes, ou submersas, eventualmente espinescentes, inteiras a lobadas. Flores solitárias, acima do nível d’água, vistosas, bissexuadas, actinomorfas, hipo ou epíginas. Tépalas geralmente numerosas, diferenciando-se gradativamente em sépalas (3-5 ou muitas), pétalas (4 a muitas) e estames, alvas, róseas, liláses, vermelhas, amarelas ou azuis.

Estames numerosos, livres, laminares, dispostos espiraladamente; estaminódios geralmente presentes. Gineceu sincárpico ou quase, 3-47 carpelos, formando um disco receptivo no ápice; placentação laminar em cada lóculo, numerosos óvulos por carpelo. Frutos cápsulas bacáceas deiscente; sementes numerosas, eventualmente ariladas.

Nymphaeaceae está distribuída no mundo todo, incluindo seis gêneros (Les et al. 1999) e cerca de 55 espécies, a maioria em Nymphaea. No Novo Mundo, ocorrem 21 espécies, 15 em Nymphaea, duas em Victoria (incluindo a vitória-régia, V. amazonica) e uma em Nuphar (N. advena). Devido às flores tipicamente grandes e vistosas, várias espécies são utilizadas como ornamentais, e algumas espécies exóticas, introduzidas para a decoração de ambientes, passaram a ocorrer de maneira subespontâneas.

Estão proximamente relacionada às Cabombaceae, família com dois gêneros (Cabomba e Brasenia) e seis espécies de plantas aquáticas, submersas, de água doce, amplamente utilizada na ornamentação de aquários (e.g. Cabomba caroliniana). Juntas, essas famílias compõem as Nymphaeales, depois de Amborella, a linhagem mais antiga dentre as angiospermas.

vitoria amazonica  Angiospermas
Vitória Amazônica

distribuicao das ordens das plantas  Angiospermas
Distribuição das Ordens das Plantas

nymphaea  Angiospermas
Nymphaea

nymphaea 2  Angiospermas
Nymphaea

flor de nuphar  Angiospermas
Flor de Nuphar

corte transversal  Angiospermas
Nymphaea – Corte Transversal

O número elevado de partes florais encontrado em vários gêneros de Nymphaeaceae parece contribuir para a proteção das estruturas reprodutivas em flores polinizadas por besouros, e teria derivado de uma trimeria inicial, como a encontrada em Cabombaceae e nos fósseis mais antigos apontados como possíveis Nymphaeales.

A relação entre Nymphaeaceae e os gêneros aquáticos Nelumbo e Ceratophyullum, indicada em classificações tradicionais, no entanto, foi fortemente rejeitada em estudos filogenéticos; ambos estão agora posicionados em uma família própria (Nelumbonaceae, divergindo próximo à base das Eudicotiledôneas e Ceratophyllaceae, grupo irmão das monocotiledôneas).

cabombaceae  Angiospermas
Exemplo de Cabombaceae (note a planta submersa e a flor trímera; acima). Flor de Victoria amazonica, antes da antese e no dia seguinte (abaixo).

As flores são geralmente termogênicas e odoríferas, com ântese diurna ou noturna, atraindo besouros ou abelhas. São na maioria dos casos protogínicas, mas podem apresentar diferentes graus de autocompatibilidade.

As flores podem durar apenas uma noite, como em Vitória-régia (Victoria amazonica): os besouros ficam aprisionados no interior da flor, que no início é funcionalmente feminina, passando a masculina ao longo da noite. Em outras espécies (e.g. Nymphaea rudgea), a flor pode durar de duas a três noites, sendo funcionalmente feminina apenas na primeira noite. Outras espécies podem possuir flores de duração mais prolongada.

Em Nymphaea ampla, por exemplo, a flor dura entre três e quatro dias e o pólen fica disponível antes da abertura da flor, favorecendo a auto-fecundação.

O tempo de floração parece, portanto, estar associada à eficiência da polinização cruzada: em plantas onde predomina a autogamia o tempo de floração é maior, aumentando as chances de cruzamentos ocasionais (Prance & Anderson 1976).

Fonte: www.freewebs.com

Angiosperma

Angiospermas – Características, Reprodução, Tipos de Fruto e Semente

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Angiospermas – Flores e Frutos

Características Gerais das Angiospermas

As Angiospermas são as plantas mais adaptadas à vida em ambiente terrestre, são as mais numerosas em espécies vegetais. A maioria apresenta nutrição autótrofa, mas existem espécies Holoparasitas (como o Cipó Chumbo) que não realizam fotossíntese.

Quanto ao Ciclo reprodutor é o Haplodiplobionte, com alternância de gerações pouco nítida e meiose intermediária ou esporófita. Apresentam dupla fecundação.

São Plantas Vasculares (traqueófitas), o transporte é realizado através do Xilema e Floema.

O Esporófito é o vegetal verde, complexo e duradouro. Apresenta raiz, caule, folhas, semente, Flor e Fruto (aparecem nesse filo).

O Gametófito é o vegetal muito reduzido, transitório e dependente do Esporófito. São Dióicos e crescem no interior da flor. O Masculino é o Tubo Polínico (microprótalo) que produz os gametas chamados de núcleos espermáticos. Já o Feminino é o Saco Embrionário (Megaprótalo) produtor dos gametas chamados Oosfera e núcleos polares.

A polinização pode ser feita por diferentes agentes, entre eles citamos os Insetos (Entofilia), os Pássaros (Ornitofilia), o Vento (Anemofilia), os Morcegos (Quiropterofilia). A polinização consiste no transporte do grão de pólen da Antera (masculino) para o Estigma (feminino) de outra flor, aumentando assim a variabilidade genética e evitando a auto fecundação.

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A Flor possui em geral as estruturas femininas e masculinas e se trata do aparelho de reprodução das Angiospermas. Uma flor completa possui Pedúnculo floral (eixo que liga a flor ao caule), Receptáculo Floral (onde estão inseridos os elementos florais), Cálice (folhas modificadas e estéreis chamadas sépalas), Corola (Pétalas), Androceu (folhas férteis masculinas), Gineceu (folhas férteis femininas).

Como Acontece a Dupla Fecundação? O 1º núcleo espermático fecunda a Oosfera gerando o Zigoto (2n) que se desenvolve no embrião. O 2º núcleo espermático junta-se aos núcleos polares formando um Zigoto (3n) que se desenvolve em Endosperma ou Albúmem (nutrição para o embrião).

Veja no Esquema Resumo o Ciclo:

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Ciclo de Vida e Reprodução das Angiospermas

Monocotiledôneas e Dicitiledôneas – são as divisões por características nas Angiospermas, tais quais o número de Cotilédone, organização da flor (número de pétalas), estrutura raiz e caule, tipo de nervura da folha, entre outras.

Exemplo: Monocotiledônea –  o Milho; Dicotiledônea – o Feijão.

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Diferenças e Características de Mono e Dicotiledôneas

A Semente é o óvulo fecundado, precisa de muito carboidrato e óleo. Para germinar é necessário água, oxigênio e temperatura adequada. Está organizada em Tegumento ou Casca (função de proteção e disseminação); Amêndoa (formada pelo endosperma – nutrição) e Embrião. A Dispersão da semente pode ser realizada por animais (Zoocoria) ou pelo Vento (Anemocoria).

Fruto é o Ovário fecundado e desenvolvido, formado por três paredes (Epicarpo, Mesocarpo e Endocarpo) que recebem o nome de Pericarpo. Há diversos tipos de Frutos – os Secos (Deiscentes – que se abrem, e Indeiscentes – não se abrem); Frutos Carnosos (Drupa – 1 semente envolvida pelo endocarpo, exemplo Abacate – ou Baga – várias sementes, exemplo Mamão, Tomate).

Além disso há os Pseudofrutos – desenvolvimento do Receptáculo (Maçã, Pêra); do Pedúnculo (Caju); Múltiplos (Morango) e Compostos (Abacaxi, Espiga de Milho, Amora). E os Frutos Paternocápios – o ovário se desenvolve sem ser fecundado 9exemplo a Banana).

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Tipos de Frutos – Baga, Drupa e Vagem

Fonte: www.not1.com.br

Angiosperma

Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas – desse total, mais de 250 mil são angiospermas.

A palavra angiosperma vem do grego angeios, que significa ‘bolsa’, e sperma, ‘semente’. Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes do reino Plantae ou Metaphyta.

Flores e frutos: aquisições evolutivas

As angiospermas produzem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto.

Considerando essas estruturas, perceba que, em relação às gimnospermas, as angiospermas apresentam duas "novidades": as flores e os frutos.

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A flor e o fruto do maracujá

As flores podem ser vistosas tanto pelo colorido quanto pela forma; muitas vezes também exalam odor agradável e produzem um líquido açucarado – o néctar - que serve de alimento para as abelhas e outros animais. Há também flores que não têm peças coloridas, não são perfumadas e nem produzem néctar.

Coloridas e perfumadas ou não, é das flores que as angiospermas produzem sementes e frutos.

As partes da flor

Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:

pedúnculo – liga a flor ao resto do ramo.

receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais.

Órgãos de proteção

Órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de proteção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua.

Cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado.

Corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado.

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Órgãos de reprodução

folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno.

Androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);

Gineceu – parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, local que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.

Os frutos contêm e protegem as sementes e auxiliam na dispersão na natureza. Muitas vezes eles são coloridos, suculentos e atraem animais diversos, que os utiliza como alimento. As sementes engolidas pelos animais costumam atravessar o tubo digestivo intactas e são eliminadas no ambiente com as fezes, em geral em locais distantes da planta-mãe, pelo vento, por exemplo. Isso favorece a espécie na conquista de novos territórios.

Os dois grandes grupos de angiospermas

As angiospermas foram subdivididas em duas classes: as monocotiledôneas e as dicotiledôneas.

São exemplos de angiospermas monocotiledôneas: capim, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e orquídeas.

São exemplos de angiospermas dicotiledôneas: feijão, amendoim, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, peroba, mogno, cerejeira, abacateiro, acerola, roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café, jenipapo, girassol e margarida.

Monocotiledôneas e dicotiledôneas: algumas diferenças

Entre as angiospermas, verificam-se dois tipos básicos de raízes: fasciculadas e pivotantes.

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Raiz fasciculada e pivotante, respectivamente

Raízes fasciculadas – Também chamadas raízes em cabeleira, elas formam numa planta um conjunto de raízes finas que têm origem num único ponto.

Não se percebe nesse conjunto de raízes uma raiz nitidamente mais desenvolvida que as demais: todas elas têm mais ou menos o mesmo grau de desenvolvimento. As raízes fasciculadas ocorrem nas monocotiledôneas.

Raízes pivotantes - Também chamadas raízes axiais, elas formam na planta uma raiz principal, geralmente maior que as demais e que penetra verticalmente no solo; da raiz principal partem raízes laterais, que também se ramificam. As raízes pivotantes ocorrem nas dicotiledôneas.

Em geral, nas angiospermas verificam-se dois tipos básicos de folhas: paralelinérvea e reticulada.

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Folhas paralelinérveas - São comuns nas angiospermas monocotiledôneas. As nervuras se apresentam mais ou menos paralelas entre si.

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Folhas reticuladas - Costumam ocorrer nas angiospermas dicotiledôneas. As nervuras se ramificam, formando uma espécie de rede.

Existem outras diferenças entre monocotiledôneas e dicotiledôneas, mas vamos destacar apenas a responsável pela denominação dos dois grupos.

O embrião da semente de angiosperma contém uma estrutura chamada cotilédone. O cotilédone é uma folha modificada, associada a nutrição das células embrionárias que poderão gerar uma nova planta.

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Sementes de monocotiledôneas

Nesse tipo de semente, como a do milho, existe um único cotilédone; daí o nome desse grupo de plantas ser monocotiledôneas (do grego mónos: ‘um’, ‘único’).

As substâncias que nutrem o embrião ficam armazenadas numa região denominada endosperma. O cotilédone transfere nutrientes para as células embrionárias em desenvolvimento.

Sementes de dicotiledôneas

Nesse tipo de semente, como o feijão, existem dois cotilédones – o que justifica o nome do grupo, dicotiledôneas (do grego dís: ‘dois’). O endosperma geralmente não se desenvolve nas sementes de dicotiledôneas; os dois cotilédones, então armazenam as substâncias necessárias para o desenvolvimento do embrião.

Resumo: Monocotiledôneas vs Dicotiledôneas

MONOCOTILEDÔNEAS
DICOTILEDÔNEAS
raiz
fasciculada  (“cabeleira”)
pivotante ou axial (principal)
em geral, sem crescimento em espessura (colmo, rizoma, bulbo)
em geral, com crescimento em espessura (tronco)
distribuição de vasos no caule
feixes líbero-lenhosos “espalhados”(distribuição atactostélica = irregular)
feixes líbero-lenhosos dispostos em círculo  (distribuição eustélica = regular)
folha
invaginante: bainha desenvolvida; uninérvia ou paralelinérvia.
peciolada: bainha reduzida; pecíolo;   nervuras reticuladas ou peninérvias.
Flor
trímera (3 elementos ou múltiplos)
dímera, tetrâmera ou pentâmera
embrião
um cotilédone
2 cotilédones
exemplos
bambu; cana-de-açúcar; grama; milho; arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras.
eucalipto; abacate; morango; maçã; pera; feijão; ervilha; mamona; jacarandá; batata.

Fonte: www.sobiologia.com.br

Angiosperma

angiosperma 018  Angiospermas

Angiospermas são vegetais cujos óvulos estão encerrados no interior do ovário e que, consequentemente tem suas sementes encerradas no interior dos frutos (angios=vasos e sperma=semente).

São plantas extremamente importantes, principais produtores dos ecossistemas terrestres, servindo para alimentação (cenoura, alface, mamão, feijão), aplicações industriais (jacarandá, algodão), ornamentação (orquídea) e fabricação de produtos farmacêuticos (camomila).

Se dividem em dois grupos: Monocotiledôneas e Dicotiledôneas, cujas características são:

angiosperma5  Angiospermas

Monocotiledôneas

Um cotilédone na semente

Raízes fasciculadas com células com reforço em "u" na endoderme. Geralmente não engrossam.

Caules com estrutura astélica (atactostélica), com feixes condutores em que o xilema e o floema não estão separados pelo câmbio(colaterais fechados), e por isso, salvo raras excessões, não engrossam.

Folhas com nervuras pararelas, estômatos nas duas epidermes (anfiestomáticas), mesófilo indiferenciado ou simétrico.

Flores geralmente homeoclamídeas (com perigônio formado por sépalas) e trímeras.

Dicotiledôneas

Dois cotilédones na semente

Raízes axiais com "estrias de Caspari" nas células da endoderme. Geralamente engrossam

Caules com estrutura eustélica, com feixes de condutores em que o xilema e o floema estão separados pelo câmbio. Normalmente engrossam.

Folhas com nervuras ramificadas (reticuladas ou peninervas), estômatos apenas na epiderme inferior (hipoestomáticas).

Flores heteroclamídeas (com perianto formado por sépalas e pétalas diferentes). Dímeras, tetrâmeras ou pentâmeras.

Fonte: www.geocities.com

Angiosperma

O grupo das angiospermas é o mais evoluído e possui grande quantidade de representantes, como por exemplo: feijão, arroz, milho, trigo, banana, café, amendoim, mandioca, batata, camomila, laranja e muitos outros. Podem ser encontras desde ambientes aquáticos até áridos.

A principal característica desse grupo é a produção de frutos protegendo as sementes. As sementes e os frutos originam-se das flores.

angiosperma 10  Angiospermas

Estrutura da Flor

As flores são sistemas de reprodução da planta.

angiosperma 012  Angiospermas
Estrutura da Flor

Pendulo

Eixo de sustentação

Receptáculo

Dilatação do pendulo

Cálice

Formado pelo conjunto de sépalas (proteção) e tem a função de proteger o botão floral (fase em que a flor ainda não se abriu)

Corola

Formado pelo conjunto de pétalas, que podem apresentar várias cores, tem função de atrair os agentes polinizadores

Androceu

Formado pelos estames, que constituem o sistema reprodutor masculino

Gineceu

Formado pelo pistilo, que constitui o sistema reprodutor feminino

Estrutura do estame

Os estames são os esporófilos masculinos produtores de grão de pólen.

angiosperma 020  Angiospermas
Estrutura do estame

Filete

Estrutura filamentar que sustenta a antera

Antera

Porção dilatada do filete e que abriga os sacos polínicos (nestes ocorre meiose originando os micrósporos.

No interior dos sacos polínicos existem duas células diplóides (células-mão dos micrósporos) que sofrem meiose originando quatro micrósporos haplóides. O núcleo de cada micrósporo sofre mitose,então o micrósporo se diferencia em grão de pólen.

Estrutura dos carpelos

Os carpelos ou pistos são os esporofilos femininos da planta.

Cada carpelo é constituído de:

Estigma: responsável pela recepção do grão de pólen

Estilete: eixo de sustentação do estigma

Ovário: produz e armazena óvulos

Reprodução

Nas angiospermas, o processo reprodutivo pode ser dividido em três etapas:

1. Polinização

Consiste no transporte do grão de pólen até o estigma.

A polinização pode ocorre em função do vento, de insetos e pássaros.

2. Germinação do pólen

Uma vez depositado sobre o estigma, o grão de pólen germina, isto é, emite um prolongamento-tubo polínico-que cresce através do estilete, que cresce em direção ao óvulo. Na frente do tubo, orientando o crescimento, situa-se o núcleo vegetativo; logo atrás encontra-se o núcleo reprodutivo. Antes de atingir o ovulo, o núcleo reprodutivo divide-se e origina dois núcleos espermáticos haplóides, considerados os gametas masculinos. Por isso, o tubo polínico constitui o gametófito masculino.

3. Fertilização

O tubo polínico penetra no óvulo pela micrópila e atinge o saco embrionário. A essa altura o núcleo vegetativo degenerou e os dois núcleos espermáticos (gametas masculinos) iniciam o processo de fertilização. Um núcleo espermático formará o zigoto ao se juntar com a oosfera, o outro funde-se com os núcleos polares, formando um núcleo triplóide.

Após a fertilização, ocorre intenso desenvolvimento do óvulo, que origina a semente. Acompanhado o desenvolvimento do óvulo, o ovário também cresce e transforma-se no fruto. Então, normalmente com significativa participação do fruto, as sementes já podem ser propagadas e, em condições favoráveis, o embrião se desenvolve e organiza uma nova planta, fechando o ciclo reprodutivo.

Cotilédone

As angiospermas são divididas em dois grandes grupos:

Monocotiledôneas

Apresentam apenas um cotilédone (folhas embrionárias que compõem o corpo do embrião e podem armazenar nutrientes que serão fornecidos a ele durante os estágios iniciais do seu desenvolvimento).

Seus representantes são: gramas, milho, arroz, trigo, centeio, aveia, cana-de-açúcar, alho, cebola, abacaxi, etc.

Dicotiledoneas

Apresentam dois cotilédones. São as árvores, com exceção das coníferas, arbustos e plantas de pequeno porte.

  Monocotiledôneas Dicotiledôneas
Raiz Raiz de cabeleira ou fasciculada Raiz Axial ou Pivolante
Caule Caule pouco desenvolvido. Vasos espalhados de maneira homogênea Caule desenvolvido. Vasos organizados em anéis
Folha Paralelinérves (nervos paralelos) Reticulinérdeas
Flor Trímera – Número múltiplo de 3 Pentâmeras ou tetrâmeras – múltiplas de 4 ou 5
Semente 1 Cotilédone (folha modificada) 2 Cotilédones

Na classificação de flores, pode ocorrer do número ser múltiplo de 3 e 4, ou 3 e 5, então se verifica outros órgãos.

reino plantae  Angiospermas

Fonte: www.colsantamaria.com.br

Angiosperma

Angiospermas, nome comum da divisão ou filo que contém as plantas com flor, que constituem a forma de vida vegetal dominante. Pertencem a esse grupo quase todas as plantas arbustivas e herbáceas, a maior parte das árvores, salvo pinheiros e outras coníferas, e plantas mais especializadas, como suculentas, epífitas e aquáticas.

O elemento mais característico das angiospermas é a flor, cuja função é assegurar a reprodução da planta mediante a formação de sementes. Estas são formadas a partir de um óvulo envolvido por um ovário que, conforme cresce a semente fecundada, se desenvolve até converter-se em fruto.

No final de 1998, foram encontrados na China os resíduos fósseis da mais antiga angiosperma que se conhece. Com 140 ou 150 milhões de anos, a planta, que recebeu o nome científico de Archaefructus liaoningensis, pertence ao grupo das angiospermas do período jurássico; tem a mesma idade dos dinossauros e antecede em 25 milhões de anos a primeira planta com flor de que se tinha notícia até então.

Classificação científica: Angiospermas é a denominação comum da divisão Magnoliophyta.

O grupo das Angiospermas divide-se em duas classes: Magnoliopsida e Liliopsida, conhecidas como dicotiledôneas e monocotiledôneas.

angiosperma 021  Angiospermas

A flor é formada por até quatro tipos de folhas modificadas. As sépalas, que envolvem o capulho, são as peças mais externas. Em seguida, encontram-se as pétalas, que atraem os polinizadores, tanto pela cor como pelo cheiro segregado por certas glândulas.

Mais para o interior há um ou dois círculos de estames produtores de pólen, que são os órgãos de reprodução masculinos. Os pistilos, formados por estigma, estilete, ovário e óvulo, são as peças mais internas.

O carpelo recebe o grão de pólen e, se se produz fecundação, forma o fruto. Acredita-se que o carpelo evoluiu como meio de proteção contra insetos devoradores de óvulos e contra outros elementos nocivos do meio.

angiosperma 022  Angiospermas

Fonte: br.geocities.com

Angiosperma

As angiospermas são plantas mais evoluídas e complexas que vivem atualmente na Terra. Estes vegetais produzem raízes, caules e folhas, rgãos da vida vegetativa. Na época da reprodução produzem flores, frutos e sementes.

Características Básicas da Angiosperma

As características vegetativas destas plantas são muito variadas, variando desde os eucaliptos gigantes com mais de 100 metros de altura e e 20 metros de diâmetro, até monocotiledóneas flutuantes não maiores que 1 mm de comprimento.

Todas as angiospérmicas, com muito poucas excepções, são de vida livre, embora existam seres saprófitos e parasitas, não apresentando clorofila.

Estas plantas saprófitas estabelecem obrigatoriamente relações com um fungo micorrízico, o qual, por sua vez, está associado a uma outra planta fotossintética. Deste modo, o fungo serve de intermediário entre a planta fotossintética e a saprófita, o que a tornaria mais um organismo parasita que saprófito.

Existem cerca de 2800 dicotiledóneas e cerca de 200 monocotiledóneas parasitas, que formam estruturas de absorção especializadas haustórios que penetram nas células do hospedeiro.

O sucesso das angiospérmicas em meio terrestre reside, em parte na presença de elementos dos vasos, o que torna o seu xilema mais eficiente no transporte de água.

Outro aspecto fundamental para esse sucesso é a presença de folhas largas, com uma tremenda capacidade fotossintética. Este tipo de folha perde enorme quantidade de água por evaporação, mas a presença de um xilema tão eficiente compensa essa dificuldade.

A queda das folhas no Inverno permite uma poupança de energia quando as condições não são as ideais, bem como impede a destruição e acumulação de danos nessas estruturas fundamentais.

As folhas das angiospérmicas são de crescimento rápido, principalmente nas plantas herbáceas, o que lhes permite sobreviver á herbivoria.

As angiospérmicas, desenvolveram uma estrutura especialmente bem adaptada á reprodução sexuada em meio terrestre e em presença de animais, a flor.

A polinização por insetos, atraída por flores vistosas e néctar, foi seleccionada devido á sua elevada eficiência, o que levou, por sua vez, conduziu a uma vantagem na presença de flores monóicas (o inseto transporta dois tipos de pólen numa única viagem).

A cor das flores é uma das características mais notórias das angiospérmicas, mas no entanto, é devida a uma concentração de pigmentos que existem em todas as plantas, apenas não se encontram concentrados numa estrutura como neste caso.

A enorme variedade de cores das flores é devida a um número muito reduzido de pigmentos: flores vermelhas, laranja e amarelas, por exemplo, devem a sua cor a pigmentos carotenóides semelhantes aos encontrados nas folhas e estruturas fotossintéticas de muitos outros organismos autotróficos.

No entanto, os pigmentos mais importantes para a cor das flores são os flavonóides (como as antocianinas, por exemplo), compostos com dois anéis de carbono de 6 átomos. Nas folhas estes pigmentos barram a radiação U.V., perigosa para os tecidos, permitindo a passagem de radiação azul, verde e vermelha, importante para a fotossíntese.

As antocianinas produzem diversas cores, dependendo do pH do meio: vermelho em meio ácido, violeta em meio neutro e azul em meio básico, por exemplo para a cianidina.

A taxa reprodutora é duas a quatro vezes maior que as gimnospérmicas pois produzem sementes com elevado conteúdo em reservas e com menor necessidade de luz para a germinação.

A produção de frutos carnudos e apetitosos permite á planta "utilizar" os animais na dispersão das sementes neles contidas. As sementes, elas próprias, apresentam frequentemente ganchos e espinhos que se agarram ao pelo dos animais, que as espalham inconscientemente.

O seu sucesso devese, portanto, á sua excepcional adaptação á vida em terra e com animais.

Esta divisão inclui dois grandes grupos, as monocotiledóneas com cerca de 65000 espécies e as dicotiledóneas, com cerca de 170000 espécies. As semelhanças entre estes dois grupos são bem maiores que as diferenças, apesar de serem facilmente reconhecíveis.

A classe das angiospérmicas é a maior dos organismos fotossintéticos, incluindo mais de 230000 espécies.

As angiospérmicas dominam completamente o mundo vegetal dos últimos 100 milhões de anos. Sem elas não existiriam as cores das flores e frutos, bem como as belas cores outonais das folhas das árvores.

Estas plantas evoluíram de modo a estarem perfeitamente adaptadas à vida em meio terrestre e em contato com animais.

REPRODUÇÃO DAS ANGIOSPERMAS

FLOR

É o aparelho de reprodução das angiospermas.

Uma flor completa de angiosperma aparece organizada em:

Pedúnculo floral

Eixo que liga a flor ao caule.

Receptáculo floral

Parte dilatada do pedúnculo, onde estão inseridos os elementos florais.

Cálice

Constituído por folhas modificadas estéreis chamadas sépalas.

Corola

Constituída por folhas modificadas estéreis chamadas pétalas.

Androceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas estames ou microesporofilos.

Gineceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas carpelares, pistilos ou macroesporofilos.

Perianto

Nome que se dá ao conjunto de cálice e corola.

Perigônio

Às vezes

Brácteas

São folhas modificadas que servem para a proteção da flor ou de uma inflorescência.

Estame Folha modificada organizada em três partes: filete, antera e conectivo.

Folha carpelar ou carpelo A folha carpelar toma a forma de uma garrafa, na qual se podem reconhecer três partes: estigma, estilete e ovário.

No interior do ovário formamse os óvulos.

TIPOS DE ANGIOSPERMAS

Monocotiledôneas

Um cotilédone na semente

Raízes fasciculadas com células com reforço em "u" na endoderme. Geralmente não engrossam.

Caules com estrutura astélica (atactostélica), com feixes condutores em que o xilema e o floema não estão separados pelo câmbio(colaterais fechados), e por isso, salvo raras excessões, não engrossam.

Folhas com nervuras pararelas, estômatos nas duas epidermes (anfiestomáticas), mesófilo indiferenciado ou simétrico.

Flores geralmente homeoclamídeas (com perigônio formado por sépalas) e trímeras.

Dicotiledôneas

Dois cotilédones na semente

Raízes axiais com "estrias de Caspari" nas células da endoderme. Geralamente engrossam

Caules com estrutura eustélica, com feixes de condutores em que o xilema e o floema estão separados pelo câmbio. Normalmente engrossam.

Folhas com nervuras ramificadas (reticuladas ou peninervas), estômatos apenas na epiderme inferior (hipoestomáticas).

Flores heteroclamídeas (com perianto formado por sépalas e pétalas diferentes). Dímeras, tetrâmeras ou pentâmeras.

Folhas

Órgão laminar, clorofilado, podendo realizar fotossíntese, transpiração e trocas gasosas com o meio.

As folhas apresentam grande diversidade de formas, sendo que esta diversidade caracteriza um processo de adaptação destas plantas à climas de determinadas regiões, tanto para evitar perdas de água e nutrientes, quanto no proesso de proteção, e até polinização.

Uma folha completa possui bainha (ponto de inserção no caule), um pecíolo e o limbo (lâmina verde).

Em um corte transversal, para observarmos estrutura interna da folha, temos: epiderme superior (sem estômatos, porém pode estar presente uma cutícula de cutina) e inferior (rica em estômatos, que permitem trocas de gases para fotossíntese e respiração) e um mesófilo, constituído por parênquima clorofiliano.

As folhas em monocotiledôneas possuem nervuras paralelas e grande bainha, enquanto as folhas das dicotiledôneas possuem nervuras reticuladas.

Fonte: www.cam-online.com.br

Angiosperma

angiosperma 023  Angiospermas

São caracterizadas principalmente por possuírem óvulo e sementes encerrados em um ovário. A flor é, portanto, seu órgão reprodutivo. Assim como os estróbilos das gimnospermas, as flores são ramos onde os meristemas apicais se diferenciaram ao máximo.

Dessa forma, tal qual nos estróbilos, o eixo, aqui transformado em receptáculo, internos muito curtos, o que leva os esporofilos (androceu e gineceu) a nascerem em espiral compacta ou verticiladamente. Além dos esporofilos, os eixos florais geralmente portam apêndices estéreis (cálice e corola).

As angiospermas representam o grupo de maior diversidade entre as plantas terrestres, com mais de 250 000 espécies; esse sucesso se deve a adaptações vegetativas e reprodutivas, sendo as principais:

a- formação de ovário, através do dobramento e soldadura dos carpelos (macrosporofilos), protegendo óvulos e sementes;

b- pólen pousando no estigma e não mais diretamente na micrópila;

c- óvulos com dois tegumentos;

d- órgãos de reprodução não mais reunidos em estróbilos, mas em flores, onde os estames representam os microsporofilos e os ovários, os macrosporofilos;

e- redução acentuada do megagametófito, aqui denominado saco embrionário, formado a partir de uma tétrade de macrosporos originados por meiose, onde apenas um evolui, dividindo-se por 3 vezes seguidas, originando 8 núcleos, dos quais 3 se agrupam próximo à micrópila (duas sinérgides laterais e uma oosfera central); outras 3 migram para a extremidade oposta, constituindo antípodas; no centro do saco embrionário instalam-se os dois núcleos restantes, denominados núcleos polares da célula média;

f- dupla fecundação: ocorre exclusivamente nas angiospermas: o tubo polínico cresce através do estilete até o ovário, atravessa a micrópila do óvulo, lançando em seu interior duas células espermáticas; uma se funde com a oosfera, originando o zigoto e a outra se une aos núcleos polares, formando um tecido triplóide, o endosperma, que freqüentemente acumula grande quantidade de reservas nutritivas (amido, óleo, açúcares, etc.). O embrião é formado após sucessivas divisões do zigoto, nutrindo-se do endosperma.

angiosperma 024  Angiospermas

Obs.: Alguns autores italianos e argentinos, utilizam uma nomenclatura diferente para as estruturas reprodutivas.

Veja a tabela a seguir, com os sinônimos e as respectivas definições:

Microsporo = androsporo > esporos que originam microgametófitos.

Macrosporo ou megasporo = ginosporo > esporos que originam macro ou megagametófitos.

Microsporângio = androsporângio = saco polínico > esporângio produtor de microsporos.

Macrosporângio = ginosporângio > esporângio produtor de megasporos.

Microsporofilo = androsporofilo > estrutura de natureza foliar que sustenta 1 ou mais microsporângios.

Macrosporofilo = ginosporofilo > estrutura de natureza foliar que sustenta 1 ou mais megasporângios.

Microgametófito – andrófito = gametófito masculino (n) > pólen em estado tricelular – representa a geração sexuada masculina, originada a partir do microsporo; suas estruturas reprodutivas são os gametas masculinos (anterozóides ou células espermáticas).

Macrogametófito ou megagametófito – ginófito = gametófito feminino (n) = saco embrionário maduro > representa a geração sexuada feminina, originada a partir do megasporo; suas estruturas reprodutivas são os gametas femininos (oosfera e célula média).

Microstróbilo = androstróbilo > estróbilo (ramo modificado portando esporofilos) que produz microsporos.

Macrostróbilo = ginostróbilo > estróbilo que produz macrosporos.

Anterídio = androgônio > gametângio masculino > produz gametas masculinos.

Arquegônio = ginogônio > gametângio feminino > produz gametas femininos.

Anterozóide ou células espermáticas > gametas masculinos, sendo o primeiro tipo com flagelos.

Oosfera > gameta feminino.

EVOLUÇÃO

A monofilia das Angiospermas (origem a partir de um ancestral comum) é fortemente suportada pelas análises filogenéticas atuais, com base em morfologia e características moleculares, como constituintes químicos e DNA. No entanto, as análises cladísticas baseadas em morfologia e seqüências de rRNA, rbcL e atpB não suportam a divisão das Angiospermas em mono e dicotiledôneas (Chase et al. 1993; Doyle 1996; Doyle et al. 1994).

As chamadas monocotiledôneas, isoladamente, formam um grupo monofilético, suportado por sinapomorfias (características evolutivas em comum) como: folhas com nervuras paralelas, embrião com um único cotilédone, raízes adventícias e caule com sistema vascular disperso no córtex.

As dicotiledôneas, no entanto, formam um complexo parafilético (com grupos originados de diferentes ancestrais) e características como a presença de dois cotilédones, radícula persistente, caule com sistema vascular organizado em anel e crescimento secundário são plesiomórficas (não evolutivas) não revelando, portanto, uma relação filogenética entre os grupos.

Fonte: professores.unisanta.br

Angiosperma

Características das Angiospermas

A conquista definitiva do ambiente terrestre na evolução dos vegetais ocorre com as angiospermas, pois apresentam maior grau de complexidade, maior diversidade de formas e grande distribuição geográfica.

Estes vegetais apresentam suas sementes protegidas dentro de frutos, que também funcionam como um mecanismo de dispersão para os vegetais.

As angiospermas são plantas traqueófitas, com vasos condutores, com variação de tamanho, desde formas herbáceas até arborescentes.

Apresentam heterosporia, com produção de micrósporo e de megásporo que formarão o gametófito masculino e o feminino, respectivamente.

A reprodução nas angiospermas ocorre através de um ciclo do tipo haplodiplobionte, com alternância de gerações, sendo a fecundação por sifonogamia, como nas gimnospermas.

A fase esporofítica (E) é predominante sobre a fase gametofítica.(G). E > G

Possuem flores que reúnem as estruturas para reprodução, podendo ser monóclinas (hermafroditas) ou díclinas, com produção de esporos masculinos ou femininos.

As angiospermas ocupam praticamente todos os ecossistemas do planeta, devido a sua grande capacidade de adaptação e mecanismos eficientes de dispersão, através de suas sementes e frutos.

A Estrutura da Flor das Angiospermas

A flor é uma ramificação de crescimento limitado, que apresenta quatro tipos de folha modificada (verticilos), sendo dois verticilos férteis: o androceu (o conjunto de estames) e o gineceu (o conjunto de pistilos); os dois verticilos estéreis- que formam o perianto – composto pelo cálice (de cor verde e formado por sépalas) e pela corola (de cores vivas e formada por pétalas). As flores podem ser hermafroditas, mas também existem flores unissexuais. A forma da flor é de grande importância para a classificação das angiospermas.

Reprodução

O pólen ou esporo masculino é produzido nos estames. A passagem dos grãos de pólen dos estames aos pistilos (esporângio feminino) da mesma flor ou de outra chama-se polinização. Dependendo da maneira pela qual esse transporte se dá, a polinização pode ser: entomófila, realizada por insetos que carregam o pólen nas patas, ou anemófila, quando o vento carrega o pólen de uma flor para outra. As flores de polinização entomófilas possuem cheiros e cores intensos e produzem substâncias açucaradas (néctar) para atrair os insetos e facilitar o transporte do pólen. O fruto, berço mais seguro.

Após a fecundação, o primórdio seminal transforma-se em semente. O ovário da flor transforma-se em fruto, que guarda e protege a semente até que as condições externas estejam adequadas para a germinação. O fruto possui uma cobertura (pericarpo), constituída por três camadas. Se o pericarpo for seco e fino, o fruto é seco (trigo, noz, avelã, semente de girassol); quando é suculento, o fruto é carnoso. Existe grande variedade de frutos carnosos, como as bagas (tomate, uva), as drupas (pêssego, ameixa, azeitona) e os pomos (pêra, maçã, marmelo).

Propagação vegetativa é processo de reprodução assexuada em vegetais superiores (Angiospermas)É muito usada pelo homem na propagação (reprodução) de plantas cultivadas.

Apresentam como características e vantagens

Dependendo da espécie, pode-se usar a raiz, o caule ou a folha. O órgão mais usado é o caule, pois possui gemas que, facilmente poderão desenvolver-se e dar novos indivíduos.

Permite a reprodução de plantas que não produzem sementes como: bananeiras, laranja-baía, Hibiscus, etc.

Pode-se obter um grande número de descendentes geneticamente iguais a partir de um único indivíduo, garantindo a manutenção de características genéticas selecionadas.

A produção de flores, frutos e sementes, em geral é mais rápida do que a reprodução por sementes.

Na propagação por enxertia pode-se usar um porta-enxerto (= cavalo) mais resistente.

A propagação vegetativa pode-se dar por: estacas, tubérculos, rizomas, bulbos, enxertia.

Estacas

São ramos caulinares cortados e contendo algumas gemas ou brotos. Colocadas no solo poderão desenvolver raízes e novos indivíduos. São processos muito usados para reprodução artificial de: videiras, cana-de-açúcar, mandioca, batata-doce, amoreira, azáleas, gerânios, roseiras, figueiras, Hibiscus,etc.

Podem-se usar hormônios vegetais (auxinas) para acelerar a formação de raízes nas estacas.

Tubérculos

Usa-se o caule subterrâneo (contém gemas !) para a reprodução: batata-inglesa ou "batatinha".

Rizomas

Também se usa o caule subterrâneo para reprodução: bananeiras, íris, gengibre.

Bulbo

Tipo de caule usado para reprodução de cebola, alho, palma, lírio, tulipa.

Enxertia

Usam-se duas espécies (caules) semelhantes ou variedades da mesma espécie. Ex. limoeiro, laranjeira.

Uma planta, geralmente mais resistente, é usada como porta-enxerto ou cavalo (p.ex. o limoeiro). Da outra espécie (cavaleiro), que se deseja explorar economicamente, retira-se uma gema axial ou um ramo e enxerta-se no cavalo (porta-enxerto).

Se o enxerto "pega" irá desenvolver-se um indivíduo geneticamente igual ao que forneceu a gema ou ramo.

Classificação das Angiospermas

As angiospermas são divididas em duas classes, as monocotiledôneas e as dicotiledôneas, que são caracterizadas de acordo com o número de cotilédones, sistema de raízes, estrutura floral, tecidos meristemáticos e tipos de crescimento e nervuras das folhas.

As angiospermas, apesar de apresentarem uma grande diversidade de formas, de tamanho e da organização de suas flores, podemos analisar seu processo reprodutivo num aspecto padrão de ciclo de vida com alternância de gerações do tipo haplodiplobionte, onde a geração esporofítica é o vegetal de vida longa, ficando a geração gametofítica restrita às estruturas reprodutivas.

As Angiospermas podem ser divididas em Monocotiledôneas e Dicotiledôneas:

MONOCOTILEDÔNEAS DICOTILEDÔNEAS

Raiz fasciculada ("cabeleira") pivotante ou axial (principal) caule em geral, sem crescimento em espessura (colmo, rizoma, bulbo) em geral, com crescimento em espessura (tronco)

Distribuição de vasos no caule feixes líbero-lenhosos "espalhados"(distribuição atactostélica = irregular) feixes líbero-lenhosos dispostos em círculo (distribuição eustélica = regular)

Folha invaginante: bainha desenvolvida; uninérvia ou paralelinérvia. peciolada: bainha reduzida; pecíolo; nervuras reticuladas ou peninérvias.

Flor trímera (3 elementos ou múltiplos) dímera, tetrâmera ou pentâmera

Embrião um cotilédone 2 cotilédones

Exemplos: bambu; cana-de-açúcar; grama; milho; arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras. eucalipto; abacate; morango; maçã; pera; feijão; ervilha; mamona; jacarandá; batata.

Fonte: buhmister.ubbihp.com.br

Angiosperma

A conquista definitiva do ambiente terrestre na evolução dos vegetais ocorre com as angiospermas, pois apresentam maior grau de complexidade, maior diversidade de formas e grande distribuição geográfica.

Estes vegetais apresentam suas sementes protegidas dentro de frutos, que também funcionam como um mecanismo de dispersão para os vegetais.

Características Gerais

As angiospermas são plantas traqueófitas, com vasos condutores, com variação de tamanho, desde formas herbáceas até arborescentes.

Apresentam heterosporia, com produção de micrósporo e de megásporo que formarão o gametófito masculino e o feminino, respectivamente.

A reprodução nas angiospermas ocorre através de um ciclo do tipo haplodiplobionte, com alternância de gerações, sendo a fecundação por sifonogamia, como nas gimnospermas.

A fase esporofítica (E) é predominante sobre a fase gametofítica.(G). E > G

Possuem flores que reúnem as estruturas para reprodução, podendo ser monóclinas (hermafroditas) ou díclinas, com produção de esporos masculinos ou femininos.

Hábitat

As angiospermas ocupam praticamente todos os ecossistemas do planeta, devido a sua grande capacidade de adaptação e mecanismos eficientes de dispersão, através de suas sementes e frutos.

A Estrutura da Flor das Angiospermas

angiosperma 025  Angiospermas
Estrutura da Flor das Angiospermas

A flor é uma ramificação de crescimento limitado, que apresenta quatro tipos de folha modificada (verticilos), sendo dois verticilos férteis: o androceu (o conjunto de estames) e o gineceu (o conjunto de pistilos); os dois verticilos estéreis- que formam o perianto – composto pelo cálice (de cor verde e formado por sépalas) e pela corola (de cores vivas e formada por pétalas).

As flores podem ser hermafroditas, mas também existem flores unissexuais. A forma da flor é de grande importância para a classificação das angiospermas.

angiosperma 026  Angiospermas 
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Ciclo da Angiosperma

O pólen ou esporo masculino é produzido nos estames. A passagem dos grãos de pólen dos estames aos pistilos (esporângio feminino) da mesma flor ou de outra chama-se polinização. Dependendo da maneira pela qual esse transporte se dá, a polinização pode ser: entomófila, realizada por insetos que carregam o pólen nas patas, ou anemófila, quando o vento carrega o pólen de uma flor para outra. As flores de polinização entomófilas possuem cheiros e cores intensos e produzem substâncias açucaradas (néctar) para atrair os insetos e facilitar o transporte do pólen. O fruto, berço mais seguro.

Após a fecundação, o primórdio seminal transforma-se em semente. O ovário da flor transforma-se em fruto, que guarda e protege a semente até que as condições externas estejam adequadas para a germinação. O fruto possui uma cobertura (pericarpo), constituída por três camadas. Se o pericarpo for seco e fino, o fruto é seco (trigo, noz, avelã, semente de girassol); quando é suculento, o fruto é carnoso. Existe grande variedade de frutos carnosos, como as bagas (tomate, uva), as drupas (pêssego, ameixa, azeitona) e os pomos (pêra, maçã, marmelo).

Propagação vegetativa é processo de reprodução assexuada em vegetais superiores (Angiospermas). É muito usada pelo homem na propagação (reprodução) de plantas cultivadas.

Apresentam como características e vantagens:

a) Dependendo da espécie, pode-se usar a raiz, o caule ou a folha. O órgão mais usado é o caule, pois possui gemas que, facilmente poderão desenvolver-se e dar novos indivíduos.

b) Permite a reprodução de plantas que não produzem sementes como: bananeiras, laranja-baía, Hibiscus, etc.

c) Pode-se obter um grande número de descendentes geneticamente iguais a partir de um único indivíduo, garantindo a manutenção de características genéticas selecionadas.

d) A produção de flores, frutos e sementes, em geral é mais rápida do que a reprodução por sementes.

e) Na propagação por enxertia pode-se usar um porta-enxerto (= cavalo) mais resistente.

A propagação vegetativa pode-se dar por: estacas, tubérculos, rizomas, bulbos, enxertia.

Estacas

São ramos caulinares cortados e contendo algumas gemas ou brotos. Colocadas no solo poderão desenvolver raízes e novos indivíduos. São processos muito usados para reprodução artificial de: videiras, cana-de-açúcar, mandioca, batata-doce, amoreira, azáleas, gerânios, roseiras, figueiras, Hibiscus,etc.

Podem-se usar hormônios vegetais (auxinas) para acelerar a formação de raízes nas estacas.

Tubérculos

Usa-se o caule subterrâneo (contém gemas !) para a reprodução: batata-inglesa ou “batatinha”.

Rizomas

Também se usa o caule subterrâneo para reprodução: bananeiras, íris, gengibre.

Bulbo

Tipo de caule usado para reprodução de cebola, alho, palma, lírio, tulipa.

Enxertia

Usam-se duas espécies (caules) semelhantes ou variedades da mesma espécie

Exemplo: limoeiro, laranjeira.

Uma planta, geralmente mais resistente, é usada como porta-enxerto ou cavalo (p.ex. o limoeiro). Da outra espécie (cavaleiro), que se deseja explorar economicamente, retira-se uma gema axial ou um ramo e enxerta-se no cavalo (porta-enxerto).

Se o enxerto “pega” irá desenvolver-se um indivíduo geneticamente igual ao que forneceu a gema ou ramo.

Classificação das Angiospermas

As angiospermas são divididas em duas classes, as monocotiledôneas e as dicotiledôneas, que são caracterizadas de acordo com o número de cotilédones, sistema de raízes, estrutura floral, tecidos meristemáticos e tipos de crescimento e nervuras das folhas.

As angiospermas, apesar de apresentarem uma grande diversidade de formas, de tamanho e da organização de suas flores, podemos analisar seu processo reprodutivo num aspecto padrão de ciclo de vida com alternância de gerações do tipo haplodiplobionte, onde a geração esporofítica é o vegetal de vida longa, ficando a geração gametofítica restrita às estruturas reprodutivas.

As Angiospermas podem ser divididas em Monocotiledôneas e Dicotiledôneas:

  MONOCOTILEDÔNEAS DICOTILEDÔNEAS
raiz fasciculada  ("cabeleira") pivotante ou axial (principal)
caule em geral, sem crescimento em espessura (colmo, rizoma, bulbo) em geral, com crescimento em espessura (tronco)
distribuição de vasos no caule feixes líbero-lenhosos "espalhados"(distribuição atactostélica = irregular) feixes líbero-lenhosos dispostos em círculo  (distribuição eustélica = regular)
folha invaginante: bainha desenvolvida; uninérvia ou paralelinérvia. peciolada: bainha reduzida; pecíolo;   nervuras reticuladas ou peninérvias.
Flor trímera (3 elementos ou múltiplos) dímera, tetrâmera ou pentâmera
embrião

um cotilédone

2 cotilédones
exemplos bambu; cana-de-açúcar; grama; milho; arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras. eucalipto; abacate; morango; maçã; pera; feijão; ervilha; mamona; jacarandá; batata.

angiosperma 027  Angiospermas


Fonte: www.biomania.com.br

Classificação, estrutura e função nos seres vivos

Ciclo de vida da angiosperma

angiosperma 028  Angiospermas
Clique para Ampliar
Ciclo de vida da angiosperma

Fonte: www.moderna.com.br

angiosperma5  Angiospermas
Orquídea

Angiospermas são vegetais cujos óvulos estão encerrados no interior do ovário e que, consequentemente tem suas sementes encerradas no interior do fruto (angios=vasos e esperma=semente). São plantas extremamente importantes, principais reprodutores terrestres, servindo para alimentação (cenoura, alface, mamão, feijão), aplicações industriais (jacarandá, algodão), ornamentação (orquídeas) e fabricação de produtos farmacêuticos (camomila) e se dividem em dois grupos: Monocotiledôneas e Dicotiledôneas.

O processo de fecundação das Angiospermas

angiosperma 029  Angiospermas
Processo de fecundação das Angiospermas

fruto se dá a partir da planta adulta que representa a geração esporofítca. A flor contém pistilos e estames, que produzem os esporos masculinos e feminuinos.

esporo masculino é produzido na antera, que fica na extremidade superior do estame. Este esporo desenvolve-se formando o grão de Pólen. O pistilo compõem-se de três partes: o estigma (extremidade superior), estilo ou estilete e ovário. No interior do ovário localiza-se os óvulos que abrigam o esporo feminino. À medida que a flor se desenvolve, o esporo feminino se transforma em gametófito, sendo uma das células a célula ovo (Oosfera).

O Polén é levado pelo vento, inseto e outros veículos, até o stigma, onde fica retido por uma secreção. Começa a forma-se um tubo que penetra no estilo e se alonga até encontrar o ovário. Um núcleo do tubo abre caminho seguidos por dois núcleos genéticos ao atingir o óvulo, o conteúdo do tubo é decarregado.

Um dos núcleos gaméticos une-se ao óvulo, produzindo o Zigoto, enquanto o outro se une aos dois núcleos polares, iniciando a formação do tecido chamado Endosperma.

Após a fertilização, o Gametófito feminino contribui para formar semente. A parede do Ováro começa então a crescer, pois as células aumentam de número e vão ficando repletas de substância açucaradas. Juntas, a Semente e a parede madura do Ovário constituem o Fruto.

Ele oferece proteção à Semente até a maturidade e são apetitosos aos animais que ajudam na dispersão das Sementes.

Fonte: www.biologiadaana.hpg.ig.com.br

Angiosperma

Angiospermas – A flor

Você conhece muitas flores. Geralmente elas são bonitas, coloridas e perfumadas. Nas matas, nos jardins, nas ruas e nas casas, contribuem para tornar o ambiente mais bonito e alegre. Flores como as do capim, do milho, do arroz, entre outras, não têm atrativos, como perfume e coloração vistosa. Mas, bonitas ou não, as flores têm a função de permitir a reprodução sexuada das plantas em que elas ocorrem.

A flor é o sistema reprodutor de uma planta (gimnospermas e angiospermas). É nela que ocorre a fecundação, ou seja, a união de uma célula sexual masculina com uma feminina. Depois da fecundação, nas angiospermas, formam-se frutos e sementes. A semente contém o embrião, que dará origem a uma nova planta, da mesma espécie daquela da qual se originou.

Cálice

O cálice é formado por um conjunto de folhas modificadas, as sépalas, quase sempre verdes. Em algumas flores, como o cravo, as sépalas são unidas, formando uma peça única. Em outras, como a rosa, elas são separadas.

Corola

A corola é a parte geralmente mais bonita e colorida da flor. Constitui-se de folhas modificadas chamadas pétalas. Como as sépalas, também as pétalas podem ser unidas (campânula) ou separadas (cravo e rosa).

O conjunto formado pelo cálice e pela corola é chamado perianto. Ele envolve e protege os órgãos reprodutores da flor, o androceu e o gineceu.

Androceu

O androceu é o órgão masculino da flor. Compõe-se de uma ou várias pecinhas alongadas, os estames. Cada estame é formado deantera, filete e conectivo.

Antera - Região dilatada que se situa na ponta do estame; é aí que se formam os grãos de pólen; o pólen é o pozinho amarelo que você pode ver facilmente no miolo das flores e é uma estrutura reprodutora masculina.

Filete -Haste que sustenta a antera.

Conectivo - Região onde se ligam o filete e a antera.

Gineceu

O gineceu é o órgão feminino da flor. Constitui-se de um ou mais carpelos. Os carpelos são folhas modificadas e possuem estigma,estilete e ovário.

Estigma - Parte achatada do carpelo, situada na sua extremidade superior; possui um líquido pegajoso que contribui para a fixação do grão de pólen.

Estilete - Tubo estreito que liga o estigma ao ovário.

Ovário - Parte dilatada do carpelo, geralmente oval, onde se formam os óvulos.

A flor que possui apenas o androceu é uma flor masculina. A flor feminina tem apenas o gineceu. Se os dois órgãos reprodutores estiverem presentes na flor, ela é hermafrodita.

Como as flores se prendem no caule

As flores estão presas no caule ou nos ramos por uma haste denominada pedúnculo, que se dilata na parte superior formando oreceptáculo floral. No receptáculo prendem-se todos os verticilos florais.

As vezes, as flores estão sozinhas no caule. São flores solitárias, como as do mamão, da laranja, a violeta, a rosa, o cravo, etc.

Outras vezes, várias flores estão presas no mesmo lugar do caule. Neste caso, elas formam uma inflorescência. As inflorescências são diferentes umas das outras.

Fecundação na flor

As angiospermas produzem gametas: os gametas masculinos são chamados núcleos espermáticos; os gametas femininos são as oosferas.

 As células reprodutoras masculinas e femininas encontram-se, respectivamente, no tubo polínico e no óvulo.

 A fusão dessas células sexuais é chamada fecundação. Para que a fecundação ocorra, é necessário que haja um transporte dos grãos de pólen para o estigma, podendo isso acontecer numa mesma flor (hermafrodita) ou de uma flor masculina para uma flor feminina.

O transporte dos grãos de pólen até o estigma é chamado polinização. Esse transporte é realizado por vários agentes polinizadores, tais como o vento, a água, o homem, pássaros, insetos, morcegos, etc.

 As flores polinizadas por animais, como as flores da laranjeira e da margarida, costumam ser dotadas de vários atrativos: possuem pétalas vistosas, produzem perfume e um líquido açucarado chamado néctar. Já as flores polinizadas pelo vento, como as flores do milho ou do trigo, não possuem esses atrativos.

O mecanismo da fecundação

Quando uma abelha pousa em uma flor em busca de néctar, muitos grãos de pólen colam-se em seu corpo. Ao pousar em outra flor, o inseto leva os grãos de pólen, que caem sobre o estigma dessa flor e ficam colados nele.

Depois de atingir o estigma transportado por uma abelha, por exemplo, o grão de pólen sofre modificações. Emite um tubo, chamadotubo polínico, que penetra no estilete e atinge o ovário. O núcleo reprodutivo ou gerador divide-se em dois, dando origem a gametas masculinos. Um dos gametas masculinos vai unir-se à oosfera do óvulo. Dessa união origina-se o zigoto que, juntamente com as outras partes do óvulo, se desenvolve formando a semente.

Depois da fecundação, a flor murcha. Então as sépalas, as pétalas, os estames e o estilete caem. O ovário desenvolve-se formando o fruto, dentro do qual ficam as sementes (óvulos desenvolvidos depois da fecundação).

Fonte: www.portalbrasil.net

Angiosperma

classe das angiospérmicas é a maior dos organismos fotossintéticos, incluindo mais de 230000 espécies.

As angiospérmicas dominam completamente o mundo vegetal dos últimos 100 milhões de anos. Sem elas não existiriam as cores das flores e frutos, bem como as belas cores outonais das folhas das árvores.

Estas plantas evoluíram de modo a estarem perfeitamente adaptadas à vida em meio terrestre e em contacto com animais.

angiosperma 030  Angiospermas
Flor do maracujá

Caracterização

As características vegetativas destas plantas são muito variadas, variando desde os eucaliptos gigantes com mais de 100 metros de altura e e 20 metros de diâmetro, até monocotiledóneas flutuantes não maiores que 1 mm de comprimento.

Todas as angiospérmicas, com muito poucas excepções, são de vida livre, embora existam seres saprófitos e parasitas, não apresentando clorofila.

Estas plantas saprófitas estabelecem obrigatoriamente relações com um fungo micorrízico, o qual, por sua vez, está associado a uma outra planta fotossintética. Deste modo, o fungo serve de intermediário entre a planta fotossintética e a saprófita, o que a tornaria mais um organismo parasita que saprófito.

Existem cerca de 2800 dicotiledóneas e cerca de 200 monocotiledóneas parasitas, que formam estruturas de absorção especializadas – haustórios – que penetram nas células do hospedeiro.

O sucesso das angiospérmicas em meio terrestre reside, em parte na presença de elementos dos vasos, o que torna o seu xilema mais eficiente no transporte de água.

Outro aspecto fundamental para esse sucesso é a presença de folhas largas, com uma tremenda capacidade fotossintética. Este tipo de folha perde enorme quantidade de água por evaporação, mas a presença de um xilema tão eficiente compensa essa dificuldade.

A queda das folhas no Inverno permite uma poupança de energia quando as condições não são as ideais, bem como impede a destruição e acumulação de danos nessas estruturas fundamentais.

As folhas das angiospérmicas são de crescimento rápido, principalmente nas plantas herbáceas, o que lhes permite sobreviver á herbivoria.

As angiospérmicas, desenvolveram uma estrutura especialmente bem adaptada á reprodução sexuada em meio terrestre e em presença de animais, a flor.

A polinização por insectos, atraída por flores vistosas e néctar, foi seleccionada devido á sua elevada eficiência, o que levou, por sua vez, conduziu a uma vantagem na presença de flores monóicas (o insecto transporta dois tipos de pólen numa única viagem).

A cor das flores é uma das características mais notórias das angiospérmicas, mas no entanto, é devida a uma concentração de pigmentos que existem em todas as plantas, apenas não se encontram concentrados numa estrutura como neste caso.

A enorme variedade de cores das flores é devida a um número muito reduzido de pigmentos: flores vermelhas, laranja e amarelas, por exemplo, devem a sua cor a pigmentos carotenóides semelhantes aos encontrados nas folhas e estruturas fotossintéticas de muitos outros organismos autotróficos.

No entanto, os pigmentos mais importantes para a cor das flores são os flavonóides (como as antocianinas, por exemplo), compostos com dois anéis de carbono de 6 átomos. Nas folhas estes pigmentos barram a radiação U.V., perigosa para os tecidos, permitindo a passagem de radiação azul, verde e vermelha, importante para a fotossíntese.

As antocianinas produzem diversas cores, dependendo do pH do meio: vermelho em meio ácido, violeta em meio neutro e azul em meio básico, por exemplo para a cianidina.

A taxa reprodutora é duas a quatro vezes maior que as gimnospérmicas pois produzem sementes com elevado conteúdo em reservas e com menor necessidade de luz para a germinação.

A produção de frutos carnudos e apetitosos permite á planta “utilizar” os animais na dispersão das sementes neles contidas. As sementes, elas próprias, apresentam frequentemente ganchos e espinhos que se agarram ao pelo dos animais, que as espalham inconscientemente.

O seu sucesso deve-se, portanto, á sua excepcional adaptação á vida em terra e com animais.

Esta divisão inclui dois grandes grupos, as monocotiledóneas com cerca de 65000 espécies e as dicotiledóneas, com cerca de 170000 espécies. As semelhanças entre estes dois grupos são bem maiores que as diferenças, apesar de serem facilmente reconhecíveis.

angiosperma 031  Angiospermas
Orquídea com invulgares pétalas em forma de sapatinho sexuada
em meio terrestre e em presença de animais, a flor.

Estrutura da flor monóica

A flor é um ramo modificado, formado por folhas modificadas (férteis e estéreis), formando anéis concêntricos em redor do eixo central de sustentação.

As angiospérmicas podem apresentar flores dióicas ou monóicas.

Uma flor monóica típica apresenta três tipos de órgãos:

Órgãos de suporte

Órgãos que sustentam a flor, tais como:

Pedúnculo

Liga a flor ao resto ramo

Receptáculo

Dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais.

Órgãos de proteção

Órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de protecção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua. Destes fazem parte:

Cálice

Conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado;

Corola

Conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado;

Órgãos de reprodução

Folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno:

Androceu

Parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);

Gineceu

Parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, dado que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.

angiosperma 032  Angiospermas
Relação entre a flor e o fruto numa maçã

Uma flor que apresente os quatro anéis concêntricos (sépalas, pétalas, estames e carpelos) diz-se completa, enquanto uma flor a que falte um dos anéis, seja um anel fértil ou estéril, diz-se incompleta.

Se uma flor apresenta simetria radial diz-se actinomorfa, enquanto flores com simetria bilateral se dizem zigomorfas.

As flores agrupadas em conjuntos formam inflorescências. São exemplos de inflorescências as margaridas e os girassóis. Cada uma destas “flores” consiste em numerosas pequenas flores, organizadas numa base alargada, apresentando um único pedúnculo.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt

Angiosperma

As angiospermas são plantas mais evoluídas e complexas que vivem atualmente na Terra. Estes vegetais produzem raízes, caules e folhas, órgãos da vida vegetativa. Na época da reprodução produzem flores, frutos e sementes.

Raiz

Função

A raiz é capaz de promover: a fixação do vegetal ao substrato; a absorção de água e sais minerais; a condução do material absorvido; o acúmulo de diversos tipos de substâncias de reserva.

Origem

A raiz originada diretamente da radícula embrionária chama-se normal e a raiz que se origina a partir de células parenquimáticas do caule ou da folha é denominada adventícia.

Morfologia externa

Quando se observa externamente uma raiz podemos verificar: coifa, região lisa, região polífera, região de ramificação e colo.

Anatomia da raiz

A raiz pode ser dividida em três regiões: epiderme, casca ou córtex e cilindro central ou cilindro vascular.

Tipos de raiz

Subterrâneas ou terrestres

Raiz axial ou pivotante

Esta raiz apresenta um eixo principal que penetra perpendicularmente no solo e emite raízes laterais secundárias em direção oblíqua. É encontrada entre as dicotiledôneas (feijão) e gimnospermas (pinheiros);

Raiz fasciculada

Nesta raiz não há eixo principal; todas as raízes crescem igualmente. Algumas ficam na superfície, aproveitando a água das chuvas passageiras. É característica das monocotiledôneas (milho, capim);

Raiz tuberosa

É uma raiz muito espessa, devido ao acúmulo de substâncias de reserva. A raiz tuberosa é axial quando a reserva é acumulada somente no eixo principal (cenoura, nabo, rabanete) e fasciculada quando a reserva também fica acumulada nas raízes secundárias (mandioca, dália etc.).

Aéreas

Raízes suporte

São raízes que partem do caule e atingem o solo. A sua principal função é aumentar a fixação do vegetal. Aparecem no milho, plantas de mangue, figueiras etc;

Raízes cintura

Encontradas em plantas epífitas (orquídeas), crescem enroladas em um suporte, geralmente caules de árvores, Apresentam velame que é uma epiderme pluriestratificada, com células mortas que funcionam como uma verdadeira esponja, absorvendo a água que escorre pelos caules;

Raízes estrangulantes

São raízes resistentes, densamente ramificadas, que se enrolam em troncos de árvores, os quais lhes servem de suporte. Estas raízes crescem em espessura e acabam determinando a morte da planta de apoio por estrangulamento (impedem o cerscimento e a circulação da seiva elaborada).

Exemplo: cipós, mata-paus

Raízes tubulares

São raízes achatadas, geralmente encontradas em árvores de florestas densas. Desenvolvem-se horizontalmente à superfície do solo e são bastante achatadas. Além de fixação, estas raízes também são respiratórias.

Exemplo:figueiras

Raízes respiratórias ou pneumatóforos

Aparecem em plantas que habitam lugares pantanosos, onde o oxigênio é consumido pela grande atividade microbiana, como ocorre no mangue. Na Avicena tomentosa (planta de mangue), estas raízes apresentam geotropismo negativo, crescendo para fora do solo. Os pneumatóforos apresentam poros denominados pneumatódios, que permitem a troca gasosa entre a planta e o meio ambiente;

Raízes grampiformes

São as raízes curtas, que se aderem intimamente ao substrato.

Exemplo: hera

Raízes sugadoras ou haustórios

São raízes modificadas de plantas parasitas. Estas raízes penetram no caule de uma outra planta e podem estabelecer um contato com o xilema (lenho), de onde sugam a seiva bruta. Neste caso, a planta é chamada semiparasita. Ex.: erva-de-passarinho. Em outros casos, o haustório atinge o floema e passa a retirar a seiva elaborada. A planta, então, é chamada holoparasita.

Exemplo: cipó-chumbo.

Renata de Freitas Martins

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com

Angiosperma

Flor das Angiospermas

É o aparelho de reprodução das angiospermas.

Uma flor completa de angiosperma aparece organizada em:

Pedúnculo floral

Eixo que liga a flor ao caule.

Receptáculo floral

Parte dilatada do pedúnculo, onde estão inseridos os elementos florais.

Cálice

Constituído por folhas modificadas estéreis chamadas sépalas.

Corola

Constituída por folhas modificadas estéreis chamadas pétalas.

Androceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas estames ou microesporofilos.

Gineceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas carpelares, pistilos ou macroesporofilos.

Perianto

Nome que se dá ao conjunto de cálice e corola.

Perigônio

Às vezes o cálice fica igual à corola na forma e na cor; ao conjunto dá-se o nome de perigônio.

Brácteas

São folhas modificadas que servem para a proteção da flor ou de uma inflorescência.

angiosperma 012  Angiospermas

angiosperma 013  Angiospermas 
Organizacção Esquemática da Flor de Angiosperma

Estame

Folha modificada organizada em três partes:

1. Filete

2. Antera

3. Conectivo

Folha carpelar ou carpelo

folha carpelar toma a forma de uma garrafa, na qual se podem reconhecer três partes:

1. Estigma

2. Estilete

3. Ovário

No interior do ovário formam-se os óvulos.

Fonte: www.objetivo.br

Angiosperma

As angiospermas constituem o maior grupo vegetal atual, com cerca de 235 mil espécies, contra cerca de 720 espécies de gimnospermas. Suas integrantes variam muito em forma e tamanho, havendo espécies com 1mm e outras medindo até 100m de altura.

A diversidade de modo de vida destas plantas é enorme, e pode incluir grandes árvores, arbustos e ervas eretas, trepadeiras, epífitas e parasitas.

São distribuídas pelo mundo todo, ocupando ambientes variados, de desertos a rios.

O termo angiosperma vem do grego aggeion=vaso + sperma=semente.

Isto quer dizer que são plantas cujas sementes ficam dentro de frutos (que representaria um vaso). 

A presença de fruto está intimamente relacionada com a existência do ovário envolvendo o óvulo.

Além da independência da água para a fecundação e da presença de semente, um importante passo evolutivo das angiospermas foi o surgimento de flores com adaptações que possibilitem a polinização.

A alternância de gerações nas angiospermas, assim como nas gimnospermas, não é bem visível a olho nu.

O esporófito é a própria planta e o gametófito se desenvolve dentro das estruturas reprodutivas femininas da flor, que é o órgão reprodutivo da planta. Clique sobre a figura ao lado para conhecer detalhes sobre o ciclo de vida de uma angiosperma.


As angiospermas são divididas em duas classes: monocotiledôneas e dicotiledôneas.

Monocotiledôneas e dicotiledôneas

As angiospermas estão divididas nas classes monocotiledôneas e dicotiledôneas. Estes nomes referem-se à presença de um ou dois cotilédones na semente.

cotilédone é uma folha embrionária, que pode ser bem desenvolvido, ou quase imperceptível. Na maioria das dicotiledôneas e em algumas monocotiledôneas, o embrião absorve as reservas nutritivas do endosperma antes que a semente entre em dormência. Nestas sementes, os cotilédones são carnosos e grandes e o endosperma é reduzido.

Observe outras diferenças entre as duas classes, resumidas no quadro abaixo:

angiosperma 19  Angiospermas

Monocotiledôneas e dicotiledôneas

Fonte: www.conecteeducacao.com

Angiosperma

magnolia sp  Angiospermas
Magnolia sp.

As Angiospermas ou angiospérmicas, (das palavras gregas que significam sementes escondidas) – as plantas com flores – agrupadas na Divisão Magnoliophyta ou Anthophyta, do grupo das Espermatófitas, são o maior e mais moderno grupo de plantas, englobando cerca de 230 mil espécies.

As principais características das Angiospermas incluem óvulos e grãos de pólen encerrados em folhas modificadas inteiramente fechadas sobre eles, respectivamente o carpelo e a antera. Estes órgãos podem encontrar-se juntos ou separados em estruturas especializadas, as flores.

Estas por sua vez são normalmente providas de um cálice (as sépalas) e uma corola (as pétalas), que têm a função de proteger os órgãos reprodutivos, ao mesmo tempo que podem atrair insetos polinizadores pelo seu colorido intenso, seu perfume, ou suas formas diferenciadas.

Quando os carpelos são fertilizados e seus óvulos fecundados, desenvolve-se a semente em uma estrutura fechada, o fruto. Os frutos podem ser secos e capsulares, ou carnosos, e sua estrutura está ligada ao tipo de dispersão a que as sementes são submetidas. Angio significa proteção, e sperma significa semente.

Desta forma, as Angiospermas são aquelas plantas cujas sementes estão protegidas, encerradas em um fruto pelo menos até o momento da sua maturação.

As Angiospermas dividem-se tradicionalmente em duas grandes classes:

Dicotiledôneas (ou Dicotyledoneae, ou Magnoliopsida), representada por uma imensa variedade de vegetais, inclusive as leguminosas, magnólias, margaridas e ipês; e Monocotiledóneas (ou Monocotyledoneae, ou Liliopsida), que incluem lírios, bromélias, palmeiras e orquídeas.

Fonte: pt.wikipedia.org


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