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Arte Contemporânea

Cubismo

Cubismo

O cubismo, uma das primeiras correntes artísticas das chamadas vanguardas históricas do século XX, manifesta-se na França entre os anos 1908 e 1910.

Os pintores e escultores deste movimento afirmavam que na natureza é possível reduzir todas as coisas a formas geométricas perfeitas, mediante as quais elas podem ser representadas. Essa síntese da realidade é fruto de uma busca dos elementos mais fundamentais e primários das artes plásticas, de suas próprias raízes.

Cubismo
Casas de L’Estaque
Georges Braque

De fato, uma das características principais do cubismo é a revalorização das formas geométricas – triângulos, retângulos e cubos, além, é claro, da proposição da pintura e da escultura como formas de expressão.

Quanto ao nome dado a esse novo movimento, ele não partiu dos próprios artistas, mas dos críticos de arte da época, totalmente desconcertados diante desse novo caminho de expressão artística.

Ao visitar as primeiras exposições e convencidos de que se tratava de uma arte experimental que nunca chegariam a entender, começaram a se referir às obras com o nome de cubos ou de raridades cúbicas.

Essa nova corrente foi representada por dois grandes pintores e escultores: Pablo Picasso e Georges Braque, embora se possa dizer que foi o primeiro, com sua obra As Senhoritas de Avignon, que iniciou o cubismo propriamente dito.

ESCULTURA CUBISTA

No terreno da escultura, o cubismo destaca-se dos movimentos artísticos anteriores porque, diferentemente deles, suas obras são pensadas e construídas como nas colagens, com todo tipo de materiais: madeira, metais, papelão, cordas e outros, todos reunidos com o único fim de se obter uma escultura praticamente experimental e não concebida para a posteridade em mármores eternos e metais sólidos.

Como acontece na pintura, predominam as formas geométricas planas, e o pouco volume é conseguido com sua superposição. Não há preocupação quanto ao ponto de vista do observador, nem quanto à criação de cavidades ou espaços, nem sequer quanto à direção da luz. Às vezes há uma aproximação dos princípios futuristas, na tentativa de plasmar não apenas as diferentes faces espaciais de um objeto, coisa natural na escultura, mas também as temporais.

Um valor adicional da escultura cubista é a fascinação de seus representantes pela arte étnica, principalmente a africana, pela qual se deixam influenciar e da qual extraem aquilo que lhes agrada.

Por isso, não é de admirar o fato de muitas de suas obras terem algo desse caráter rústico e sutil da arte africana, embora sempre dentro dos princípios do cubismo: formas geométricas planas e volumes reduzidos à sua expressão mínima.

Fonte: www.cen.g12.br

Cubismo

Diversos movimentos artísticos contribuíram para a formação do design moderno, entretanto, pretendo enfatizar aqui o cubismo, que é considerado um dos mais importantes e precursores dentre os demais movimentos.

Cubismo
Natureza Morta, Georges Braque, s.d.

Iniciado por Pablo Picasso em 1907, com o quadro Les Demoiselles d’Avilon, o cubismo só iria ter este nome anos mais tarde, quando seria de fato reconhecido como estilo. A insatisfação do pintor em relação a perfeição formal e linear de suas pinturas, em sua fase rosa, o fez introduzir este novo conceito de realidade, rejeitando tradicionais técnicas de perspectiva, forma, textura, cor e espaço. Esta maneira diferente de representar o mundo foi amplamente discutida, ainda como “arte de pintar cubos”, em cafés parisienses, na companhia de champagne e vinho, por muitos artistas como Raoul Dufy, Georges Braque, André Derarn e o próprio Picasso, além de jornalistas, fotógrafos, poetas e escritores.

Sob forte influencia negro-africana e principalmente de Cézanne (“Nature should be handled with the cylinder, sphere and cone”), o cubismo caracteriza-se por ser semiabstrato, esquemático e em parte geométrico, sendo muitas vezes bidimensional. Elementos como o papel de jornal e revistas eram utilizados em obras pintadas ou desenhadas, através da colagem. Objetos fragmentados com vários lados, podendo-se enxergá-los simultaneamente também foram construídos.

O cubismo teve sua própria força e destaque, dependendo pouquíssimo de outras influências. Braque ocupou também, junto a Picasso, papel relevante no desenvolvimento e solidificação do cubismo. Le Corbusier é um exemplo da influência cubista na arquitetura, uma vez observadas as casas por ele planejadas na década de 20. No Brasil, o pai deste estilo é Antonio Gomide, que depois de conviver com Picasso, Braque e Andre Lhaote na Europa, inaugurou a arte cubista em sua terra natal. Outros grandes representantes brasileiros são Anita Malfati, que participou da Semana de Arte Moderna de 1920, Vicente do Rego Monteiro e Cândido Portinari.

O cubismo foi um acontecimento artístico único, que em muito contribuiu para o progresso no campo visual da comunicação. Tendo como antecessor a Art Noveau, e influenciando estilos posteriores e até mesmo simultâneos como o futurismo, que mesmo prejudicado pelo advento da 1ª guerra fincou suas raízes, dadaísmo, a arte enlouquecida e revoltada, surrealismo, construtivismo e demais movimentos russos, Art Decó, que retomou a decoração rebuscada da Art Noveau, a escola de Bauhaus e De Stijl de Doesberg. Apesar da 1ª guerra Mundial, o movimento cubista persistiu na Espanha, na Holanda e na Suíça, que não participaram do conflito, se aperfeiçoando e se ampliando até meados da década de 20.

Fonte: www.unb.br

Cubismo

Cubismo

O Cubismo originou-se na obra de Cézanne, para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Os cubistas foram mais longe, passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Com o tempo , o Cubismo evoluiu em duas grandes tendências chamadas Cubismo analítico e Cubismo sintético.

O Cubismo analítico foi desenvolvido por Picasso e Braque entre 1908 e1911.

Trabalharam com poucas cores: preto, cinza e alguns tons de marrom e ocre. O mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente, essa tendência chegou a uma fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura.

O Cubismo Sintético procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Isso não significou o retorno a um tratamento realista do tem, foi mantido o modo característico de o Cubismo apresentar simultaneamente as várias dimensões de um objeto, como por exemplo” Mulher com Violão”, de Braque.

O Cubismo sintético foi chamado também de colagem porque introduziu letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas.

A Pintura de Picasso e Braque, os iniciadores do Cubismo

Pablo Picasso (1881-1973)

Tendo vivido 92 anos, passou por diversas fases. Entretanto são mais nítidas a fase azul (1901-1901), que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres, e a fase rosa (1905-1907), em que pinta acrobatas e arlequins.

Em 1907. com a obra “Les demoiselles d´Avignon”, começã a elaborar a estética cubista, que se fundamenta na destruição da harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. Aos poucos o artista começa a voltar sua atenção para o homem europeu envolvido pelos conflitos que desembocarão nas guerras da década seguinte. Em 1937 pinta o seu mais famoso mural em que representa o bombardeio da cidade espanhola de Guernica, responsavel pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.

Georges Braque (1882-1963)

Também renovou a arte do século XX ao considerar a pintura como uma obra diferente de uma descrição objetiva da realidade.. Depois de 1908, quando pintou “Casas do Estaque”(lado direito),Braque passa pela fase do Cubismo analítico, de que é exemplo sua obra “O Português”. Entre 1913 e 1917, já sob o cubismo sintético, Braque começa a representar os objetos destacando-lhes as partes mais significativas, exemplo “Violino e Cantaro”(lado esquerdo)

Léger- Os princípios cubistas e o otimismo

Do ponto de vista puramente pictórico, as obras de Fernand Léger (1881-1955) apresentam um desenho sintético e geométrizado. Sua pintura é imponente, ele considera a máquina e o trabalho dos homens na produção industrial como a form,a de construção de um mundo novo como podemos ver em “Elementos Mecânicos”(ao lado) e “O Tipógrafo”.

Fonte: www.ciaarte2.hpgvip.com.br

Cubismo

Cubismo

Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963) criaram, no início do século XX, em Paris, esse novo estilo artístico que rompeu com a idéia de arte devia retratar com fidelidade a natureza. Esse movimento abandonou as noções tradicionais de perspectiva.

Os objetos são representados em um único plano, como se o objeto fosse visto, simultaneamente, sob diversos ângulos. Esse estilo de pintura recebeu o nome de Cubismo Analítico.

Desse modo, os artistas encontram novas maneiras de retratar o que viam e, influenciados por Cézanne, passaram a valorizar as formas geométricas e a retratar os objetos como se eles estivessem partidos.

Já no começo do século XX, os cubistas reagem contra o predomínio da luz e da cor, como pregavam os impressionistas. Procuram devolver à pintura suas bases clássicas de composição e forma. Inspiram-se em Cézanne.

Paul Cézanne integrante do grupo dos impressionistas passa a ter profundas divergências com as teses impressionistas. Em Cézanne a luz não é móvel e risonha, ela é menos cintilante, porém mais real. Não se limita a traduzir as aparências de um momento. Cézanne a encontra no interior dos objetos, capturando a intimidade da natureza.

Mesmo que ainda utilizasse a união dos tons difusos como Monet, ele não se libertava da soberania da forma. Cézanne sente a necessidade de expressar a sensação de estrutura dos objetos, converter as realidades da natureza em cones, esferas e cilindros. A escolha da cor é precisa. Ela define de vez e com precisão as linhas, ao contrário dos contornos vagos dos impressionistas.

Assim, as linhas precisas e os múltiplos planos refletem a visão do artista. No cubismo analítico há a predominância de poucas cores (preto, cinza e tons de marrom e ocre). Em algumas obras cubistas, Picasso preocupou-se tanto em apresentar simultaneamente as múltiplas faces de um objeto tornando quase impossível reconhecê-lo.

A fim de evitar a fragmentação excessiva, os cubistas criaram o Cubismo Sintético, que busca recuperar a imagem real do objeto, tornando as cores mais fortes e as formas mais decorativas. A colagem de pedaços de jornal, madeiras, vidros, etc. é um recurso introduzido na pintura pelo Cubismo Sintético.

Fonte: www.angelfire.com

 

Cubismo

O movimento cubista começou em 1907 e terminou em 1914, apesar de ter persistido ainda quando os artistas envolvidos abandonaram-no.

Seus principais focos de resistência foram as artes decorativas e arquitetura do século XX.

Cubismo
O Pequeno Almoço, na Relva segundo Manet,
Pablo Picasso, 1961

Apesar de ser considerado um ato de percepção individual, o movimento possuía coerência.

Era inspirado na arte africana (sua “racionalidade”) e no princípio de “realização do motivo” de Cézanne. A geometrização das figuras resultam numa arte intuitiva e abstrata, derivada da “experiência visual “.

Baseia-se essencialmente na luz e na sombra. Rompe com o conceito de arte como imitação da natureza (que vinha desde a Renascença), bem como com as noções da pintura tradicional, como a perspectiva. Pablo Picasso definiu-a como “uma arte que trata primordialmente de formas, e quando uma forma é realizada, ela aí está para viver sua própria vida”.

Apesar da identificação imediata do cubismo às figuras de Pablo Picasso e Georges Braque, vários outros artistas deram grandes contribuições individuais ao movimento.

Entre eles, destacam-se, Guillaume Apollinaire, Fernand Léger , Max Jacob, Robert Delaunay , Picabia, Gertrude e Leo Stein, Jean Metzinger, Albert Gleizes, Juan Gris e os irmãos Jacques Villon, Duchamp -Villon e Marcel Duchamp, entre outros. O mexicano Diego Rivera (1886 – 1957) e o holandês Piet Mondrian (1872 – 1944) também tiveram contato com o movimento. Entretanto, devido ao enorme número de artistas que aderiram ao estilo, havia grandes diferenças pessoais estilísticas. “Casas e Árvores”, de Georges Braque, com suas formas geométricas e perspectiva própria, pode ser considerada a obra de origem do movimento.

O cubismo costuma ser dividido em fase analítica – desenvolvida por Picasso e Braque entre 1909 e 1912 – e fase sintética (a partir de 1912). Entretanto, esses termos não são considerados adequados, uma vez que tentam, baseados em conceitos falhos, estabelecer grandes diferenças estéticas dentro de um estilo em processo de definição e evolução. “O Jogador de Cartas” e “Retrato de Ambroise Vollard” de Pablo Picasso; “Moça com Guitarra” e “Cabeça de Moça”, de Georges Braque; “Paisagem”, de Jean Metzinger; “Garrafa e Copo”, de Juan Gris; “Cidade” e “Soldado com Cachimbo”, de Fernand Léger e “Janela”, de Robert Delaunay, podem ser considerados bom exemplos dos diferentes estilos presentes no movimento.

A escultura cubista, cujos principais nomes formam Brancusi, Gonzalez, Archipenko, Lipchitz, Duchamp-Villon e Henri Laurens, desenvolveu-se separadamente da pintura, apesar do intercâmbio inicial de idéias-chave. Entre os escultores, Duchamp-Villon, merece ser citado. É considerado um dos primeiros escultores cubistas e realizou uma tentativa de conceituação da escultura cubista, relacionando-a à arquitetura. A peça em bronze “O Cavalo”, com seu efeito dinâmico, é um bom exemplo de sua obra.

O fim do movimento cubista (mas não o término de sua influência sobre a arte, tampouco o fim do próprio cubismo), deve-se à eclosão da Primeira Guerra Mundial, em agosto de 1914, com o recrutamento de boa parte dos artistas do movimento. Por suas características abstratas, foi bastante adaptável, inspirando movimentos como o futurismo, o orfismo, o purismo e o vorticismo.

Fonte: www.brasilcultura.com.br

Cubismo

Movimento artístico personificado em Pablo Picasso e Georges Braque, em Paris entre os anos de 1907 e 1914, principalmente, que tinha por fim “descompor e recompor a realidade”. O estilo cubista das artes plásticas rejeitou as técnicas tradicionais de perspectiva bem como a ideia de arte como imitação da natureza e privilegiou a bidimensionalidade e a fragmentaridade dos objetos.

O nome cubismo tem uma história conhecida: o pintor francês Henri Matisse fez parte de um júri da exposição do Salão de Outono de Paris (1908), onde estava exposto o quadro de Braque Maisons à l’Estaque, que lhe mereceu o qualificativo de “caprichos cúbicos”. O quadro que definitivamente afirmou o estilo cubista foi, no entanto, Les Demoiselles d’Avignon (1907), de Picasso. O período de 1910 a 1912 é conhecido por cubismo analítico, porque os quadros entretanto revelados analisam abstratamente, desafiando todos os cânones, a forma dos objetos e das figuras humanas.

O movimento fica consolidado com duas obras teóricas: Du cubisme (1912), de Albert Gleizes e Jean Metzinger, e Les peintres cubistes (1913), de Guillaume Apollinaire. A fase seguinte é conhecida por cubismo sintético, porque se busca uma síntese das formas, apoiadas por cores fortes, e figuras mais decorativas e amplas, aproveitando também colagens de vários materiais como jornais, fotografias, ou invólucros de tabaco. Estava aberto o caminho para a anulação do limite do real na pintura.

O cubismo pictórico estendeu-se a outras artes como a escultura (Alexander Archipenko, Raymond Duchamp-Villon e Jacques Lipchitz, a arquitetura (Le Corbusier) e a literatura. Neste campo, vários escritores se associam ao movimento plástico, como Max Jacob, André Salmon e sobretudo Apollinaire.

O cubismo literário afirma-se a partir de um artigo de Georges Polti, aparecido na revista Horizon (15-11-1912) e durará até 1920, sendo divulgado em várias revistas literárias. Tornam-se obras de referência do cubismo literário títulos como Le Cornet à dés (1917), de Max Jacob, Espirales (1918), de P. Dermée, Calligrames (1918), de Apollinaire, e Le Cap de Bonne-Espérance (1919), de J. Cocteau.

Em Portugal (mas vivendo em Paris), Santa-Rita Pintor descobre a nova estética expondo o seu quadro O Silêncio num Quarto sem Móveis, no Salão dos Independentes em Paris. Mário de Sá-Carneiro, companheiro de Santa-Rita em Paris, é o primeiro a atentar no cubismo literário e artístico, escrevendo alguns versos segundo os preceitos desta estética.

A primeira vez que se lhe refere é numa carta a Fernando Pessoa: “No entanto, confesso-lhe, meu caro Pessoa, que, sem estar doido, eu acredito no cubismo.

Quero dizer: acredito no cubismo, mas não nos quadros cubistas até hoje executados. Mas não me podem deixar de ser simpáticos aqueles que, num esforço, tentam em vez de reproduzir vaquinhas a pastar e caras de madamas mais ou menos nuas — antes, interpretam um sonho, um som, um estado de alma, uma deslocação de ar, etc. Simplesmente levados a exageros de escola, lutando com as dificuldades duma ânsia que, se fosse satisfeita, seria genial, as suas obras derrotam, espantam, fazem rir os levianos. Entretanto, meu caro, tão estranhos e incompreensíveis são muitos dos sonetos admiráveis de Mallarmé. E nós compreendemo-los. Porquê? Porque o artista foi genial e realizou a sua intenção. Os cubistas talvez ainda não a realizassem. Eis tudo.” (Cartas a Fernando Pessoa, vol.I, Ática, Lisboa, 1978, p.80). Fica ainda o registo do célebre comentário de Sá-Carneiro à catedral da Sagrada Família, em Barcelona, que classifica como uma “Catedral Paúlica (…) Sim! Pleno paulismo — quase cubismo até”.

Sá-Carneiro deixou-nos em Indícios de Oiro alguns versos que são já verdadeira poesia cubista, como o poema “Cinco Horas” que contém quadras como estas:

Minha mesa no Café,
Quero-lhe tanto… A garrida
Toda de pedra brunida
Que linda e que fresca é!

Um sifão verdade no meio
E, ao seu lado, a fosforeira
Diante ao meu copo cheio
Duma bebida ligeira.

(Eu bani sempre os licores
Que acho pouco ornamentais:
Os xaropes têm cores
Mais vivas e mais brutais).

Em comentário a este poema, Alfredo Margarido nota que “não é difícil reconhecer a analogia com a pintura cubista, que fez do café, do seu mobiliário e dos objetos que aí circulam o centro vital da sua busca plástica. Por outro lado, o poema de Sá-Carneiro pertence a um registo inteiramente visual, como se o poeta estivesse a elaborar um desenho onde o carvão fosse alegrado pelas cores dos xaropes” (1990, p.101).

Fernando Pessoa esteve igualmente atento a este nova estética, embora sem a adoptar como modelo de escrita. Registam-se apenas alguns comentários e raros versos soltos próximos do cubismo.

Em 1915, Pessoa escreve um “Manifesto”, onde regista as diferenças entre “cubismo”, “interseccionismo” e “futurismo”: “Intersecção do Objeto consigo próprio: cubismo. (Isto é, intersecção dos vários aspectos do mesmo Objeto uns com os outros).

Intersecção do Objeto com as ideias objetivas que sugere: Futurismo. Intersecção do Objeto com a nossa sensação d’ele: Interseccionismo, propriamente dito; o nosso.” (in Pessoa Inédito, orientação, coordenação e prefácio de Teresa Rita Lopes, Livros Horizonte, Lisboa, 1993).

Álvaro de Campos, num dos poemas dedicados a Walt Whitman, “Futilidade, irrealidade, (…) estática de toda a arte” (s.d.), esboça um poema de inspiração cubista:

Poema que esculpisse em Móvel e Eterno a escultura,
Poema que (…)se palavras
Que (…) ritmo o canto, a dança e (…)
Poema que fosse todos os poemas,
Que dispensasse bem outros poemas,
Poema que dispensasse a Vida.
Irra, faço o que quero, estorça o que estorça no meu ser central,
Force o que force em meus nervos industriados a tudo,
Maquine o que maquine no meu cérebro furor e lucidez,
Sempre me escapa a coisa em que eu penso,
Sempre me falta a coisa que (…) e eu vou ver se me falta,
Sempre me falta, em cada cubo, seis faces,
Quatro lados em cada quadrado do que quis exprimir,
Três dimensões na solidez que procurei perpetuar…
Sempre um comboio de criança movido a corda, a corda,
Terá mais movimento que os meus versos estáticos e lidos,
Sempre o mais verme dos vermes, a mais química célula viva
Terá mais vida, mais Deus, que toda a vida dos meus versos,
Nunca como os duma pedra todos os vermelhos que eu descreva,
Nunca como numa música todos os ritmos que eu sugira!
Nunca como (…)
Eu nunca farei senão copiar um eco das coisas,
O reflexo das coisas reais no espelho baço de mim.

(Álvaro de Campos – Livro de Versos, edição crítica de Teresa Rita Lopes, Estampa, Lisboa, 1993)

De uma forma geral, a literatura cubista entende o poema como um objeto artisticamente autónomo, evitando o descritivo e privilegiando as descontinuidades e a fragmentaridade das ideias e dos versos. Não ordena os registos da memória, não narra o contínuo histórico, não opta por lirismos fáceis, não escreve sobre sentimentalismo amorosos. Graficamente, desafiam as convenções da escrita, não respeitam a gramática nem a prosódia, preferem a paródia da representação tradicional dos objetos.

Carlos Ceia

Bibliografia

Alfredo Margarido: “O cubismo apaixonado de Mário de Sá-Carneiro”, Colóquio-Letras, 117-118 (1990); Annette Thau: “Max Jacob and Cubism”, La Révue des Lettres Modernes, 474-478 (1976); Blas Matamoro: “Apollinaire, Picasso y el cubismo poetico”, Cuadernos Hispanoamericanos: Revista Mensual de Cultura Hispánica, 492 (1991); C. Gray: Cubist Aesthetic Theories (1953); Cubisme et littérature, número especial de Europe: Revue littéraire mensuelle, nº638-39 (1982); E. Frye: Cubism (1978); Germana Orlandi Cerenza: “Cubismo letterario”, in Letteratura francese contemporanea: Le correnti d’avanguardia, ed. por Anjel Jannini Pasquale e Aldo Bertozzi Gabriele (1982); G. Lemaître: From Cubism to Surrealism in French Literature (1941); G. Kamber: Max Jacob and the Poetics of Cubism (1971); G. de Torre: Guillaume Apollinaire. Su vida y su obra y las teorías del cubismo (1946); Jennifer Pap: “The Cubist Image and the Image of Cubism”, in The Image in Dispute: Art and Cinema in the Age of Photography ed. por Andrew Dudley (1997); Jeremy Gilbert Rolfe: “Irreconcilable Similarities: The Idea of Nonrepresentation”, in Signs of Change: Premodern, Modern, Postmodern, ed. por Barker Stephen (1996); Leland Guyer: “Fernando Pessoa and the Cubist Perspective”, Hispania: A Journal Devoted to the Interests of the Teaching of Spanish and Portuguese, Greeley, CO, 70, 1 (1987); Peter Nicholls: “From Fantasy to Structure: Two Moments of Literary Cubism”, Forum for Modern Language Studies, 28, 3 (1992); R. Admussen: “Nord-Sud and Cubist Poetry, JAAC, 27 (1968); Stephen Scobie: “Apollinaire and the Naming of Cubism”, Canadian Review of Comparative Literature/Révue Canadiénne de Littérature Compareé, 5 (1978); Uta Margarete Saine: “The Collage in Cubist, Dada, and Surrealist Art and Literature: Toward an Interdisciplinary Aesthetic”, Yearbook of Interdisciplinary Studies in the Fine Arts, 1 (1989); W. Bohn: The Aesthetics of Visual Poetry (1914-1928) (1986); W. Sypher: From Rococo to Cubism in Art and Literature (1960).

Fonte: www2.fcsh.unl.pt

 

Cubismo

Cubismo

Cubismo

O Cubismo tem início no início do século XX, por volta de 1907, num período um pouco anterior à edição do Manifesto Surrealista. Tem como principal característica a libertação do ideal estético iniciado com a Renascença e abstrai a perspectiva, achata as formas. Retratam formas geométricas, cubos, cilindros, quadrados e retângulos – tudo o que a maioria odeia nas aulas de matemática! Daí vem o nome Cubismo, como na maioria dos nomes dados a movimentos artísticos, este também é uma ironia. De qualquer forma, o Cubismo especializava-se chegando a sua segunda fase em 1910, procurando uma forma de arte analítica, geométrica e bidimensional, preferindo tonalidades ocres e marrons. O movimento se espalha também na arquitetura, na literatura e teatro. No Brasil o movimento ganha força apenas depois da Semana de Arte Moderna, em 1922, quando os artistas entram em contato com o movimento, o que de fato não espalha este no Brasil, mas influencia os artistas do movimento de Arte Moderna.

Principais características:

1- Desligamento da estética Renascentista; sem ideais de forma e aparência

2- Procura por formas geométricas e analíticas, criando planos novos e bidimensionalidade

3- Influenciada pela arte africana

IDÉIAS-CHAVE SOBRE O CUBISMO

Cubismo

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Cubismo

Bidimensionalidade

O fato de que as imagem não possuem uma perspectiva tridimensional, ou seja, não respeitam regras de perspectiva e planos;

Perspectiva

Arte de representar os objetos em um plano tal como se apresentam à vista, panorama, aparência

Estética

Filosofia do belo na arte (não o cantor que coleciona tênis, tá!?), uma designação que aparece a partir do século XVIII, por Baumgarten – ciência filosófica que estuda as obras de arte e os aspectos da realidade sensorial classificados entre belo e feio

Realidade Sensorial

A impressão de espaço e interesse que a obra passa

Geometria

Ramo da matemática que estuda as propriedades e relações entre os pontos – retas, curvas, superfícies e volumes no espaço e no plano; aquilo que é geométrico é o que de alguma forma respeita estas proporções cabíveis

Analítica

Esquema que é utilizado para estudar alguma coisa

Os Grandes Artistas

Pablo Picasso

Foi um carinha dos mais curiosos, importantes e controversos para a arte de todos os tempos. Nasceu na Espanha em 1881 em Málaga. Seu pai José Luiz Blasco era professor de desenho, e obviamente daí surgiu o gosto pela arte. Aliás, outro gosto que Picasso tinha era pelas mulheres – o cara não era nenhum galã, mas sabe como é… Tinha lá o seu charme…

Bem, continuando: estudou na Escola de Belas Artes de Barcelona e na Real Academia de Belas Artes de San Fernando em Madri. Logo tinha prestígio na Espanha e em Paris pelas mostras que executou e pelas amizades influentes de escritores – como Guillaume Apollinare – e críticos. Com o passar do tempo suas pinturas começaram a ganhar novos temas. Pintou de temas relacionados à Guerra Civil Espanhola até quadros abtratos cubistas. Não se limitou à pintura, sua série de gravuras do Minotauro é das mais famosas, além disso era escultor. Pablo Picasso morreu em 1973, talvez como o artista mais famoso do século XX.

Pieter Cornelis Mondrian

Nasceu em Amersfoort, na Holanda, e seguia a carreira artística apesar de toda a família ser contra. Estudou na Academia de Belas Artes de Amsterdã de 1892 a 1895. Seus primeiros trabalhos tratavam de belas e calmas paisagens com tons cinzentos, mas por volta de 1908, sob a influência do pintor holandês Jan Toorop, começou a experimentar cores mais brilhantes tentando abstrair as formas da mesma natureza que antes retratava com mais fidelidade. Mudando-se para Paris em 1912 e conhecendo os Cubistas, encontrou o ideal que procurava. Logo seus trabalhos foram cada vez mais se voltando para as formas puras e composições de formas geométricas.

Como curiosidade: por volta da década de 70, estilistas começaram a usar as obras de Mondrian como tema para vestidos e outras peça de roupa…

Georges Braque

Nascido nos arredores de Paris, Georges Braque logo se familiarizou com a pintura, já que seu pai trabalhava com pintura decorativa. Logo Braque se dedicou à pesquisa de arte em geral e à procura de texturas, o que o fez desenvolver uma maneira bem própria de estabelecer espaços e formas. Quando encontrou com Picasso em Avignon, também na França, a arte de Braque ganhou novas influências e se afastou do fauvismo – outro movimento que se desenvolvia na época – e começou a se aprofundar no Cubismo. Procurava formas e texturas, como antes fizera, mas agora dando ênfase aos objetos e ao seu espaço no tempo. Braque dizia que em seus quadros o tempo é perfeito.

Fernando Léger

Nasceu na França em 1881 e se dedicou a pintar a vida cotidiana urbana, usando as formas e as cores mais puras, realçando as linhas e trabalhando de forma esquemática. Trabalhou com cenografia – tarefa de criar cenários para peças de teatro e cinema, embora ele tenha feito apenas para a primeira área. Retratava de uma forma atual e compromissada a vida urbana, a expansão e o progresso.

Marcel Duchamp

Nasceu na França, em Blainville. Era irmão de Raymond-Duchamp Villon e meio irmão de Jacques Villon. Foi um dos grandes nomes a explorar diversos tipos de Movimentos e ideais de arte, entre eles o Dadaísmo e o Cubismo. Seu nome foi muito mais conhecido pela história da Arte Moderna pela sua obra voltada para os fundamentos do Movimento de Arte Conceitual, que ganhou o mundo todo e determinou os caminhos da arte moderna. Marcel Duchamp – ou Dudu, para nós estudantes de arte que somos muito amigos dele, afinal aprendemos muito sobre o seu ‘Mictório’ que talvez seja a sua obra mais conhecida… Sim, o mictório dele… – deixou vários quadros de influência Cubista em sua vasta vida relacionada à arte e a seu estudo.

Fonte: br.geocities.com

 

Cubismo

Movimento artístico radical, irrompido em Paris entre os anos de 1907 e 1914, tendo por figuras centrais os pintores Pablo Picasso e Georges Braque. O nome cubismo encerra uma ilusão às obras da primeira fase do movimento, quando os objetos, nas telas, se representavam “cubificados”.

A evolução do movimento divide-se em três etapas: cézanniana, analítica e sintética.

Fase cézanniana

A primeira etapa (1907-09) começa com as grandes retrospectivas de Georges Seurat e Paul Cézanne, em Paris. Promovida em outubro de 1907 pela Société du Salon d`Automone, a exposição de cézanne pôs em evidência a preocupação dos últimos dez anos de vida do grande impressionista francês, para quem a natureza devia ser representada “a partir do cilindro, da esfera, do cone, tudo posto em perspectiva, de modo que cada lado de cada objeto, de cada plano, se dirija para um ponto central”. Não obstante a repercussão dessa posição estética de Cézanne, no que toca às origens do cubismo, o marco inicial do movimento está no quadro Les Demoiselles d`Avignon (As Donzelas de Avignon), pintado por Picasso em 1907, sem influêcia de Cézanne. O trabalho de Picasso agirá sobre Braque, em seu Nu (1907-08).

Picasso, nas paisagens de Horta del Ebro, Espanha, denotará tentativa de seguir a direção apontada por Cézanne: todos os elementos de suas paisagens se transformam em cubos, em idêntico tratamento adotado por Braque, na mesma época, na série de paisagens de Estaque.

As telas pintadas por Braque em Estaque foram apresentadas por Apollinaire (autor de Pintores cubistas, teórico máximo do movimento e integrante do grupo do Bateau-Lavoir, fundado em 1908), em exposição realizada na galeria Kahnweiler, de 9 a 28 de novembro de 1908. A propósito dessa exposição, Matisse usou a expressão ´cubismo` para significar que, em suas telas, Braque transformava todas as coisas em cubos. Os primeiros compradores de obras cubistas de Picasso e Braque foram colecionadores russos. Os quadros adquiridos constituem hoje o fundo do Museu Pushkin, de Moscou. Os cubistas, pouco a pouco, abandonariam o tema da paisagem, limitando-se a naturezas mortas. O espaço visual, como diria Braque, foi sendo substituído pelo espaço tátil.

Fase analista

Denominação devida a Juan Gris, aplicável à fase do Cubismo em que se verifica a decomposição crescente da forma: passa-se a dar, de um mesmo objeto, uma série de aspectos diferentes, retratando-se as coisas não como são vistas, mas como se sabe que elas são. O Cubismo analítico é, sob certos ângulos, a última conseqüência da pintura representativa.

Desarticula a linguagem da pintura e põe à mostra os elementos simples de que esta se compõe: a linha; a cor, o plano.

A pintura, já não mais imitação da natureza torna-se um modo de expressão do pensamento, ou ‘pintura conceitual’, como a denomina Apollinaire.

Novos recursos de expressão passarão a ser usados: o papier collé (papel colado), a imitação de nervuras da madeira (faux bois) e do mármore (faux marbre).

Fase sintética

Teve em Gris e em Fernand Léger seus principais adeptos. Signos plásticos tomam a lugar do processo imitativo, do qual começa a emancipar-se rapidamente a pintura. “De um cilindro faço uma garrafa”, afirmou Gris certa vez, numa frase que traduz a essência do Cubismo sintético, e que se põe à concepção que o próprio Gris atribui a Cézanne, qual a de fazer “de uma garrafa um cilindro”. O Cubismo da fase sintética estende-se pelos anos de 1913 a 1914, e representa, na prática, o reconhecimento de que a estética cubista atingira seu termo. Impunha-se a síntese do que fora realizado. O quadro volta a instrumento de linguagem figurativa ou reintegração sintática dos elementos pictóricos, que até então haviam sido desarticulados.

A guerra de 1914 pôs fim ao período criador do Cubismo, ao mesmo tempo que, simbolicamente, sacrificava Guillaume Apollinaire, o principal exegeta do movimento.

O Cubismo jamais se manifestou sob as normas de uma teoria geral. Certos conceitos estéticos, todavia, prevaleceram nesse movimento, constituindo matéria de discussões permanentes por parte de escritores e artistas, à luz de idéias suscitadas pela experiência da vida artística. Mas foi realmente Apollinaire quem lançou as bases de todas as teorias cubistas posteriores à primeira exposição do novo estilo de arte. Essa teorização inicial vem exposta em Les Trois vertus plastiques (As Três virtudes plásticas), prefácio de Apollinaire ao catálogo daquela exposição. Deve-se ainda Apollinaire a primeira menção do termo ‘quarta dimensão’, a propósito do espaço pictural cubista, em 1911. A importância da matemática na pintura foi debatida desde 1912 (André Salmon, Roger Allard), bem como a autonomia e pureza estética das intenções estilísticas (apesar da declarada atenção antidecorativa da escola, que Gleizes e Metzinger analisaram em Du Cubisme (1912), primeiro livro exclusivamente consagrado ao movimento. Os fundamentos filosóficos do Cubismo remontam a Bergson (Marcereau, Salmon), a Kant (Oliver-Hourcade, Kahnweiler) e a Platão (Ozenfant). A última contribuição notável à teoria cubista parece ser Der Weg zum Kubismus (1920; O Caminho do Cubismo), de Kahnweiler. Nessa obra, Kahnweiler situa as origens do estilos cubistas em Les Demoiselles d’Avignon e designa como fases do movimento as categorias já citadas de ‘estilos analítico’ (termo utilizado pela primeira vez por Allard em 1910) e ‘estilo sintético’ (utilizado pela primeira vez por Charles Lacosta em 1910).

Louis Marcoussis, André Lhote, Jacques Villon, Roger de la Fresnaye , Henri Le Fauconnier e Gino Saverini são alguns dos pintores cubistas dignos de admiração, além dos mencionados no correr deste estudo. Raymond Duchamp-Villon, Pablo Gagallo, Alexander Archipenko e Constantin Brancusi figuram entre os que levaram até a escultura os princípios cubistas. Para a arquitetura, esses princípios foram formulados pelo futurista italiano Antônio sant’ Elia (1914).

E tanto o Cubismo quanto os movimentos correlatos – Futurismo, Construtivismo, Suprematismo e Neoplasticismo – foram salvos do desaparecimento justamente pela adoção das suas formas angulosas, das suas transparências, dos seus plano interpenetrantes por arquitetos de gênio: Gropius, van der Rohe, Le Corbusier.

Fonte: www.excelenciaglobal.com.br

Cubismo

Impressionismo, movimento de pintores franceses, do final do século XIX, que surgiu como reação à arte acadêmica e é considerado o ponto de partida da arte contemporânea. Por extensão, o termo foi aplicado a um determinado estilo musical do início do século XX.

Os impressionistas escolheram a pintura ao ar livre e temas da vida cotidiana com o objetivo de conseguir uma representação espontânea e direta do mundo.

Para tal, concentraram-se nos efeitos da luz natural sobre os cenários e modelos. As principais figuras do movimento foram Edgar Degas, Claude Monet, Berthe Morisot, Camille Pissarro, Auguste Renoir e Alfred Sisley.

Mais preocupados com a luz do que com representação de formas, os impressionistas acreditavam que a luz tendia a suavizar os contornos, refletindo as cores de objetos na penumbra. Os pintores acadêmicos definiam as formas mediante uma gradação tonal, utilizando o preto e o marrom para definir as sombras. Os impressionistas eliminaram os detalhes minuciosos e se limitaram a sugerir formas, empregando as cores primárias – ciano (azul-esverdeado), magenta (vermelho-carmim) e amarelo — e as complementares — laranja, verde e violeta. Desta maneira, conseguiram simular uma sensação de realidade aplicando pinceladas de cores curtas e justapostas que, aliadas à ilusão de óptica do observador à uma distância adequada, aumentavam a luminosidade pelo contraste da cor primária (por exemplo, magenta) e sua complementar (verde). Com esta técnica, o brilho obtido pelos impressionistas em suas pinturas era maior do que o alcançado anteriormente quando, simplesmente, os artistas misturavam os pigmentos antes de aplicá-los.

Pós-impressionismo, termo que engloba os diferentes estilos de pintura sucessores do impressionismo francês (entre 1880 e 1905, aproximadamente). A expressão foi cunhada, em 1910, pelo crítico britânico Roger Fry, inspirado na exposição, realizada em Londres, com obras de Paul Cézanne, Paul Gauguin e Vincent van Gogh. Também pertencem a esta corrente Henri de Toulouse-Lautrec e Georges Seurat.

Neo-impressionismo, movimento artístico, do final do século XIX, fundado pelo pintor francês Georges Seurat. Seu objetivo era sistematizar a teoria da cor intuída e sem rigor científico formulada pelos impressionistas. O neoimpressionismo utilizou a técnica do pontilhismo. Suas composições, se contempladas a partir de uma distância ideal, reproduzem os efeitos luminosos nos modelos retratados.

Cubismo, movimento artístico que se manifestou, sobretudo, na pintura. Seu principal objetivo era afastar-se da representação naturalista e mostrar formas sobre a superfície de um quadro a partir de vários ângulos. Desenvolvido principalmente por Georges Braque e Pablo Picasso em torno de 1907, o cubismo alcançou o apogeu em 1914, tendo continuado sua evolução durante a década de 1920.

No Brasil, o cubismo manifestou-se, timidamente, nas pinturas de Anita Malfatti que recebeu duras críticas do escritor Monteiro Lobato. No entanto, Malfatti impôs seu estilo com as telas A estudante russa, O homem amarelo, Caboclinha e A mulher de cabelo verde, que são marcos significativos do cubismo brasileiro.

Tarsila do Amaral passou pelas três fases do cubismo e suas telas Anjo e A Gare, além da fase Pau-Brasil, marcaram suas incursões neste estilo. Di Cavalcanti foi, claramente, influenciado por Picasso.

O mais importante pintor cubista português foi Amadeo de Souza-Cardoso que, entre 1909 e 1914, abandonou o dilema estético entre o cubismo e o abstracionismo, enveredando em uma linguagem francamente cubista. Sua série Naturezas-mortas, com grandes planos oblíquos de cor, é representativa desta fase.

Na Europa, alguns dos pintores cubistas importantes foram Albert Gleizes, Robert Delaunay, Fernand Léger, Francis Picabia, Marcel Duchamp, Roger de La Fresnaye e Juan Gris. Entre os escultores cubistas estão Pablo Picasso, Raymond Duchamp-Villon, Jacques Lipchitz e Aleksandr Archipenko.

Braque, Georges (1882-1963), pintor francês que contribuiu, ao lado de Pablo Picasso, para a origem e o desenvolvimento do cubismo. De 1910 a 1912, realizou as obras que hoje são conhecidas como cubismo analítico. Um exemplo desse estilo é Violino e jarro (1910). Em seguida fez experiências com colagem até 1914, quando começou a I Guerra Mundial.

Depois da guerra, Braque desenvolveu um estilo mais pessoal, caracterizado pelo colorido vibrante, a textura das superfícies e a ressurgimento da figura humana.

São dessa época várias naturezas mortas e cenas de praia.

Picasso, Pablo Ruiz (1881-1973), pintor e escultor espanhol, considerado um dos artistas mais importantes do século XX.

Artista multifacetado, foi único e genial em todas as atividades que exerceu: inventor de formas, criador de técnicas e de estilos, artista gráfico e escultor.

PERÍODO DE FORMAÇÃO

O gênio de Picasso manifestou-se desde muito cedo: aos 10 anos de idade, fez suas primeiras pinturas e, aos 15, passou com brilhantismo nos exames para a Escola de Belas Artes de Barcelona, com a grande tela Ciência e Caridade (1897), ainda em moldes acadêmicos.

PERÍODO AZUL

Entre 1900 e 1902 fez três viagens a Paris, onde se estabeleceu finalmente, em 1904. Os temas das obras de Edgar Degas e de Henri Marie de Toulouse-Lautrec, bem como o estilo deste último, exerceram grande influência em Picasso. A casa azul (1901) demonstra sua evolução para o período azul, assim chamado pelo predomínio dos tons dessa cor nas obras realizadas nessa época.

PERÍODO ROSA

Pouco depois de se estabelecer em Paris, nos anos de 1904 e 1905, iniciou o chamado período rosa, concentrando sua temática no mundo do circo e criando obras como Família de arlequins (1905).

PROTOCUBISMO

No verão de 1906, durante uma estada em Gosol, Andorra, sua obra entrou em uma nova fase, marcada pela influência das artes gregas, ibérica e africana. O célebre retrato de Gertrude Stein (1905-1906) revela um tratamento do rosto em forma de máscara. A obra chave desse período é As senhoritas de Avignon (1907), em que rompe a profundidade espacial e a forma de representação ideal do nu feminino, restruturando-o por meio de linhas e planos cortantes e angulosos.

CUBISMO ANALÍTICO E SINTÉTICO

Entre 1908 e 1911, Picasso e Georges Braque, inspirados no tratamento volumétrico das formas pictóricas de Paul Cézanne, trabalharam em estreita colaboração, desenvolvendo juntos a primeira fase do cubismo, hoje conhecida como cubismo analítico. Nela se destaca Daniel Henry Kahnweiler (1910).

Em 1912, Picasso realizou sua primeira colagem, Natureza morta com cadeira de palha. Esta técnica assinala a transição para o cubismo sintético.

ESCULTURA CUBISTA

O busto em bronze de Fernande Olivier (também conhecido como Cabeça de mulher, 1909) mostra a consumada habilidade técnica de Picasso no tratamento das formas tridimensionais. Compôs ainda grupos como Bandolim e clarinete (1914), constituídos por fragmentos de madeira, metal, papel e outros materiais.

REALISMO

Em estilo realista figurativo são: Pablo vestido de arlequim (1924), Três mulheres na fonte (1921), As flautas de Pã (1923), Mulher dormindo na poltrona (1927) e Banhista sentada (1930).

PINTURAS

1930-1935 Vários quadros cubistas do início da década de 1930, em que predominam a harmonia das linhas, o traço curvilíneo e um certo erotismo subjacente, refletem o prazer e a paixão de Picasso por seu novo amor, Marie Thérèse Walter, como se observa em Moça diante do espelho (1932).

GUERNICA

Em 26 de abril de 1937, durante a Guerra Civil espanhola, a aviação alemã, por ordem de Francisco Franco, bombardeou o povoado basco de Guernica.

Poucas semanas depois Picasso começou a pintar o enorme mural conhecido como Guernica, em que conseguiu um esmagador impacto como retrato-denúncia dos horrores da guerra.

A II GUERRA MUNDIAL E OS ANOS DO PÓS-GUERRA

A deflagração e o posterior desenvolvimento da II Guerra Mundial contribuíram para que a paleta de Picasso se obscurecesse e a morte se tornasse o tema mais freqüente da maior parte de suas obras. É o que se vê em Restaurante com caveira de boi e em O ossário (1945).

ÚLTIMOS TRABALHOS

Em 1964, realizou a maquete de Cabeça de mulher, monumental escultura em aço soldado, erigida em 1966, no Centro Cívico de Chicago.

Amaral, Tarsila do (1890-1973)

Pintora brasileira. Nasceu na cidade de Capivari, em São Paulo. Iniciou seus estudos em 1917 e, três anos depois, transferiu-se para Paris onde foi aluna de André Lothe e Fernand Léger. Em 1922, ligou-se aos modernistas, formando com Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Annita Malfatti e Menotti Del Picchia, o Grupo dos Cinco. Em 1924, por ocasião da visita de Blaise Cendrars a São Paulo, pintou o quadro E.F.C.B., exposto com outras telas francesas durante uma conferência do poeta. Esse quadro deu início a um tipo de pintura que se tornou conhecido como “Pau-Brasil”.

Volpi, Alfredo (1896-1988)

Pintor brasileiro. Natural de Lucca, Itália, veio para o Brasil ainda recém-nascido. Desde muito jovem começou a pintar, como autodidata. Exerceu diversas profissões, entre elas as de carpinteiro, entalhador e pintor de paredes. Com 18 anos começou a pintar paisagens. Participou da criação do Grupo Santa Helena, integrando-se, na década de 1930, à Família Artística Paulista. Em 1937 pintou Paisagem de Mogi das Cruzes, aliando o naturalismo a recursos impressionistas.

A partir de 1951, após ter regressado da Europa, onde conheceu a obra de Giotto e de outros italianos, dedicou-se integralmente à pintura. Passou a pintar mastros, bandeirinhas e fachadas, tornando-se o grande colorista do Brasil. Sua obra passou a ser classificada como concretista, depois como abstracionista, mas ele nunca gostou de rótulos e nunca militou em qualquer movimento. Recebeu o prêmio de melhor pintor brasileiro na bienal de São Paulo de 1953, participou quatro vezes da bienal de Veneza e teve sua obra exibida em Nova York, Paris, Tóquio, Roma e outras cidades importantes. Destacam-se entre suas telas Bandeiras e mastros, Nu deitado e Mulata.

Fonte: www.vestibular1.com.br

 

Cubismo

O Cubismo foi uma revolução estética e técnica tão importante para a Arte Ocidental quanto o Renascimento.

Ocorreu no período de 1907 a 1914, tendo como fundadores Pablo Picasso e Georges Braque. Iniciado dentro de um círculo muito restrito, não foi pensado como um movimento.

Aos seus criadores se uniu um grupo de amigos intelectuais escritores de vanguarda. Kahnweiler abre no outono de 1907 a galeria da rua Vignon, que será o santuário do Cubismo.

Cubismo
Moça em Camisa

Em 1908 forma-se em Montmartre, colina nos arredores de Paris, onde moram Pablo Picasso, Max Jacob, Juan Gris, o grupo do “Bateau-Lavoir”, que além desses, compreende Guillaume Apollinaire, André Salmon, Maurice Raynal, Gertrude Stein , Leo Stein, entre outros. Distingue-se no desenvolvimento do Cubismo a fase cézanniana (1907-1909), uma fase analítica (1910-1912) e uma fase sintética (1913-1914).

Eles trouxeram de volta o problema da representação do volume colorido sobre uma superfície plana. Contrários ao Impressionismo, eles não pretendiam fixar na tela uma impressão imaginária, um momento fugaz, mas construir um quadro de motivos sólidos e duradouros.

Foram influenciados pela escultura negra e pelas artes primitivas, pelas retrospectivas de Cézanne, no Salão de Outono de 1907 e de Seurat no Salão dos Independentes em 1905. Em 1907 Picasso termina Les Demoiselles d’Avignon que marca o nascimento do Cubismo.

O simultaneismo caracteriza o Cubismo analítico, reúne em uma tela única diversos aspectos do mesmo objeto, não tal como se vê mas como se pensa, como existe em si e na mente. Esse período de análise extrema e de experimentação sistemática não se processava sem o perigo de hermetismo, o qual Georges Braque e Pablo Picasso remediaram com o uso de “papiers collés”, em 1912 e de detalhes reais como meios excitantes perceptivos.

Em 1912 formam-se três grupos diferentes de cubistas: o Orfismo formado por Robert Delaunay que exaltava o papel dinâmico da cor; o núcleo do grupo original à volta de Gleizes e Metzinger e que então se designavam como “Les Artistes de Passy”; e um grupo que se chamava “Section d’Or”, com sede no subúrbio de Puteaux, nos ateliers de três irmãos, Jacques Villon, Marcel Duchamp e Raymond Duchamp-Villon, de cuja exposição participaram, além desses, Juan Gris, Fernand Léger, Albert Gleizes, Jean Metzinger, Andre Lhote, Delaunay, Marcoussis, Roger de La Fresnaye, entre outros.

A unidade de suas pesquisas baseava-se então na admiração comum por Cézanne e sua lição construtiva, consagrada no livro escrito por Gleizes e Metzinger: Do Cubismo“, de 1912.

No Cubismo Sintético a ruptura com a figuração naturalista tradicional realiza-se com o abandono definitivo de qualquer processo de imitação, com o emprego de “sinais plásticos” livremente inventados, ampliando-se os planos.

O Cubismo deixa de ser um aspecto, uma técnica empírica para se tornar um movimento formal e conceitual, percebido em sua estética, não em sua aparência.

De 1911 a 1912, o Cubismo tornou-se mais conhecido internacionalmente e impulsionou vários movimentos como o Futurismo, Cubo-Futurismo e Construtivismo.

A Guerra de 1914 dispersa os criadores do movimento, cada qual seguindo seu destino.

Fonte: www.mac.usp.br

Cubismo

Primeiro estilo de arte abstrata do século XX cujo período mais importante do estilo é de 1907 a 1914.

As primeiras obras verdadeiramente cubistas são aquelas em que pessoas, paisagens e objetos são representados por sólidos multilaterais. Seus originadores foram Pablo Picasso e Georges Braque.

Este estilo é marcado pelo intelectualismo e irrealismo, sendo racional ao aplicar conhecimentos científicos de espaço e tempo. O movimento é a grande perseguição do cubismo, que procura situar a forma no espaço sem empregar processos perspectivos. Se caracteriza por uma composição bidimensional, onde a profundidade é conseguida pela superposição dos planos no espaço. A obra “Demoiselles d’Avignon” é considerada a primeira obra cubista criada por Picasso.

O Cubismo se divide conforme os períodos:

Período Analítico ou Pré-cubista (1911)

O Cubismo Analítico introduziu um processo artístico que era, ao mesmo tempo, destrutivo e recreativo. O artista decompõe a forma em partes, registrando todos os seus elementos, em planos sucessivos e superpostos.

O que eles procuram é a visão do espectador, examinando-a em todos os ângulos em um mesmo momento, é como se quem observa estivesse girando ao redor da figura. Assim, a superposição de formas, criando vários planos, em movimentos simultâneos, coloca na pintura a representação do tempo. É criado no cubismo, neste momento, a quarta dimensão, que é o tempo na obra de arte.

Os cubistas aproveitaram um limitado número de objetos e destruíram-lhe a integridade individual. Ex. partes do corpo misturam-se com partes de mesa e com partes de garrafa e um copo sobre essa mesa, sendo visto em diversos ângulos.

Nota-se em certas obras a influencia da arte ibérica (esculturas) e africana (máscaras).

Cubismo Hermético (fechado) (1911)

Tipo de abstração mais decisiva, em que o padrão global se torna mais importante, e os objetos representados são em grande parte ou totalmente indecifráveis.

Neste período a cor encontrava-se quase totalmente ausente das obras, que são essencialmente monocromáticas, cinzentas, azuis ou castanhas e brancas.

Utilizam colagens de letras, números, jornal e outros elementos e símbolos da vida diária e a obra assim se afasta da figura humana.

Cubismo Sintético (resumido)

Fase final do cubismo onde a cor reaparece e as decomposições das formas estão menos fragmentadas, embora reunidas formam uma síntese de elementos, que continuam geometrizados, afastados da aparência natural.

A figura é dividida em planos, segmentos e zonas de cor, dentro de uma escala tonal. O movimento e a simultaneidade perdem seus valores neste período. A figura é vista, geralmente, de um ângulo apenas. Nesta fase, as formas se tornam mais decorativas e mais ricas em cores, em contraste com o analítico.

Fonte: www.she.art.br

 

Cubismo

Movimento artístico cuja origem remonta à Paris e a 1907, ano do célebre quadro de Pablo Picasso (1881 – 1973), Les Demoiselles d’Avignon.

Considerado um divisor de águas na história da arte ocidental, o cubismo recusa a idéia de arte como imitação da natureza, afastando noções como perspectiva e modelagem, assim como qualquer tipo de efeito ilusório.

“Não se imita aquilo que se quer criar”, dirá Georges Braque (1882 – 1963), outro expoente do movimento.

A realidade plástica anunciada nas composições de Braque leva o crítico Louis Vauxcelles a falar em realidade construída com “cubos” no jornal Gil Blas, 1908, o que batiza a nova corrente. Cubos, volumes e planos geométricos entrecortados reconstroem formas que se apresentam, simultaneamente, de vários ângulos nas telas. O espaço do quadro – plano sobre o qual a realidade é recriada – rejeita distinções entre forma e fundo ou qualquer noção de profundidade. Nele, corpos, paisagens e sobretudo objetos como garrafas, instrumentos musicais e frutas, têm sua estrutura cuidadosamente investigada nos trabalhos de Braque e Picasso, tão afinados em termos de projeto plástico que não é fácil distinguir as telas de um e de outro. Mesmo assim, nota-se uma ênfase de Braque nos elementos cromáticos e, de Picasso, em aspectos plásticos.

A ruptura empreendida pelo cubismo encontra suas fontes primeiras na obra de Paul Cézanne (1839 – 1906) – e em sua forma de construção de espaços por meio de volumes e da decomposição de planos – e também na arte africana, máscaras, fotografias e objetos.

Alguns críticos chamam a atenção para o débito do movimento em relação a Henri Rousseau (1844 – 1910), um dos primeiros a subverter as técnicas tradicionais de representação: perspectiva, relevo e relações tonais.

O cubismo se divide em duas grandes fases.

Até 1912, no chamado cubismo analítico, observa-se uma preocupação predominante com as pesquisas estruturais, por meio da decomposição dos objetos e do estilhaçamento dos planos, e forte tendência ao monocromatismo.

Em 1912-1913, as cores se acentuam e a ênfase dos experimentos é colocada sobre a recomposição dos objetos. Nesse momento do cubismo sintético, elementos heterogêneos – recortes de jornais, pedaços madeira, cartas de baralho, caracteres tipográficos, entre outros – são agregados à superfície das telas, dando origem às famosas colagens, amplamente utilizadas a partir de então.

O nome do espanhol Juan Gris (1887 – 1927) liga-se a essa última fase e o uso do papel-colado torna-se parte fundamental de seu método.

Outros pintores se associaram ao movimento: Fernand Léger (1881 – 1955), Robert Delaunay (1885 – 1941), Sonia Delaunay-Terk (1885 – 1979), Albert Gleizes (1881 – 1953), Jean Metzinger (1883 – 1956), Roger de la Fresnaye (1885 – 1925) etc. Na escultura, por sua vez, a pauta cubista marca as obras de Alexander Archipenko (1887 – 1964), Pablo Gargallo (1881 – 1934), Raymond Duchamp-Villon (1876 – 1918), Jacques Lipchitz (1891 – 1973), Constantin Brancusi (1876 – 1957), entre outros. O ano de 1914 remete ao fim da colaboração entre Picasso e Braque e a uma atenuação das inovações cubistas, embora os procedimentos introduzidos pelo movimento estejam na base de experimentos posteriores como os do futurismo, do construtivismo, do purismo e do vorticismo.

Desdobramentos do léxico cubista alcançam não apenas as artes visuais, mas também a poesia, com Guillaume Apollinaire (1880 – 1918) e a música, nas criações de Stravinsky.

O cubismo pode ser considerado uma das principais fontes da arte abstrata e suas pesquisas encontram adeptos no mundo todo.

No Brasil, influências do cubismo podem ser observados em parte dos artistas reunidos em torno do modernismo de 1922, em alguns trabalhos de Vicente do Rego Monteiro (1899 – 1970), Antonio Gomide (1895 – 1967) e sobretudo na obra de Tarsila do Amaral (1886 – 1973).

O aprendizado com André Lhote (1885 – 1962), Gleizes e, sobretudo, com Léger reverbera nas tendências construtivas da obra de Tarsila, em especial na fase pau-brasil.

A pintora vai encontrar em Léger, especialmente em suas “paisagens animadas”, motivos ligados ao espaço da vida moderna – máquinas, engrenagens, operários das fábricas etc. – e o aprendizado de formas curvilíneas.

Emblemáticas do contato com o mestre francês são as telas criadas em 1924, como Estrada de Ferro Central do Brasil e Carnaval em Madureira. Não se pode mencionar o impacto do cubismo entre nós sem lembrar ainda de parte das produções de Clóvis Graciano (1907 – 1988) e de um segmento considerável da obra de Candido Portinari (1903 – 1962), evidente em termos de inspiração picassiana.

Referências

ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução Denise Bottmann, Frederico Carotti; prefácio Rodrigo Naves. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. xxiv, 709 p., il. color.
CHALVERS, Ian. Dicionário Oxford de arte. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
COTTINGTON, DAVID. Cubismo. Tradução Luiz Antônio Araújo. São Paulo: Cosac & Naify, 1999. 80 p., il. color. (Movimentos da arte moderna).
DAIX, Pierre. Dictionnaire Picasso. s.l.: Éditions Robert Laffont, 1995.
DICIONÁRIO da Pintura Moderna. Tradução Jacy Monteiro. São Paulo: Hemus, 1981. 380 p., il. p.b.
La Nuova enciclopedia dell’arte Garzanti. Milão: Garzanti, 1986.
MICELI, Sérgio. Nacional estrangeiro: história social e cultural do modernismo artístico em São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. 211 p., il. color.
MORAIS, Frederico. Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: da Missão Artística Francesa à Geração 90 : 1816-1994. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995. 559p.
ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. Apresentação Walther Moreira Salles. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães : Instituto Walther Moreira Salles, 1983. 2v., il. color.

Fonte: www.itaucultural.org.br

Cubismo

Cubismo
Estação Central do Brasil, Tasila do Amaral, 1924

O Cubismo originou-se na obra de Cézanne, para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros.

Os cubistas foram mais longe, passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Com o tempo , o Cubismo evoluiu em duas grandes tendências chamadas Cubismo analítico e Cubismo sintético.

O Cubismo analítico foi desenvolvido por Picasso e Braque entre 1908 e1911.

Trabalharam com poucas cores: preto, cinza e alguns tons de marrom e ocre. O mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente, essa tendência chegou a uma fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura.

O Cubismo Sintético procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Isso não significou o retorno a um tratamento realista do tem, foi mantido o modo característico de o Cubismo apresentar simultaneamente as várias dimensões de um objeto, como por exemplo” Mulher com Violão”, de Braque.

O Cubismo sintético foi chamado também de colagem porque introduziu letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas.

Fonte: ciaarte.br.tripod.com

 

Cubismo

Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros.

Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano.

É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador.

Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

Cubismo
A Família do Acrobata com um Macaco, Picasso, 1905

O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas.

Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.

Principais características

Geometrização das formas e volumes

Renúncia à perspectiva

O claro-escuro perde sua função

Representação do volume colorido sobre superfícies planas

Sensação de pintura escultórica

Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.

O cubismo se divide em duas fases:

Cubismo

Cubismo Analítico (1909)

Caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus e lementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela.

Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.

Cubismo Sintético – (1911)

Reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis.

Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Cubismo
Auto-Retrato, Pablo Picasso

Principais artistas

Pablo Picasso – (1881-1973)

Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases: a fase Azul, entre 1901-1904, que representa a tristeza e o isolamento provocados pelo suicídio de Casagemas, seu amigo, são evidenciados pela monocromia e também a representa a miséria e o desespero humanos; a fase Rosa, entre 1904-1907, o amor por Fernande origina muitos desenhos sensuais e eróticos, com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim. Depois de descobrir as artes primitivas e africana compreende que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, essa tela subverteu o sentido da arte moderna com a declaração de guerra em 1914, chega ao fim a aventura cubista.

Podemos destacar, também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica pelos aliados alemães de Franco, em abril de 1937, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.

“A obra de um artista é uma espécie de diário. Quando o pintor, por ocasião de uma mostra, vê algumas de suas telas antigas novamente, é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos – só que vestidos com túnica de ouro.” Pablo Picasso

“A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade”. Pablo Picasso

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Cubismo

Escola de pintura e escultura do início do século XX, na qual o assunto ou tema é retratado através de formas geométricas sem detalhes realistas, acentuando-se sua forma abstrata, em grande parte às custas do uso de outros elementos pictóricos, freqüentemente com a sobreposição de cubos transparentes e cones.

O Cubismo, um estilo altamente influente nas artes visuais do século XX, deve sua origem principalmente aos pintores Pablo Picasso e Georges Braque, em Paris, entre os anos de 1907 e 1914. O estilo cubista enfatizou a pequena superfície bidimensional do plano da tela, rejeitando as técnicas tradicionais de perspectiva, escorço, modelagem e chiaroscuro, além de refutar as consagradas teorias que consideravam a arte como uma imitação de natureza.

Os pintores cubistas não se limitavam a uma simples cópia de formas, texturas, cores e espaço a partir da natureza; ao invés disso, apresentaram uma nova realidade, em pinturas que descreviam objetos radicalmente fragmentados, em que vários ângulos diferentes eram vistos simultaneamente.

Sendo uma escola de pintura que floresceu de 1910 a 1930, o cubismo pretendeu representar objetos decompostos em elementos geométricos simples (recordando o cubo) sem restabelecer sua perspectiva. O Cubismo é especialmente conhecido pelas telas de Picasso, de Braque e de Juan Gris.

A origem do termo “Cubismo” data de 1908, sendo controversa, pois alguns o atribuem a um capricho de Matisse, ao falar sobre um quadro de Braque exposto naquele ano, e outros a um crítico parisiense que visitou a mesma exposição.

“Braque confessa: ‘quando criamos o Cubismo, não tivemos nenhuma intenção de criar o Cubismo, mas sim de expressar o que estava em nós mesmos’. E Picasso se expressa através da mesma sensação. Mas, se o que os aproxima um do outro é tão semelhante em certas considerações, o que os une tem menos importância do que aquilo que os divide. Suas aproximações vão deixando de existir à medida que fazem do Cubismo uma aventura pessoal. Até mesmo este termo, ‘Cubismo’, teria nascido de um modo fortuito, debaixo da pena do crítico de arte de Gil Blas, Louis Vauxcelles, que realmente escreveu que ‘Braque menospreza formas, reduzindo tudo, locais, faces e casas romanas, a diagramas geométricos, a cubos’. A palavra fez fortuna e, no ano seguinte, as telas apresentadas no Salon des Indépendants foram definidas como ‘bizarrices cúbicas’.”

U. Apollonio, Materializar o espaço.

“No cubismo inicial predomina o objeto, então progressivamente a análise o leva para a última fase cubista, em 1912-1913, em que Braque e Picasso procedem a uma síntese de tudo feito até ali em relação à análise de formas. Mas o mundo externo não existia senão para ser deixado de lado.”

Fonte: www.puc-rio.br

 

Cubismo

Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

Cubismo
Antropofagia, de Tarsila, Coleção José Nemirowsky, S. Paulo

O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.

Principais características

Geometrização das formas e volumes

Renúncia à perspectiva

O claro-escuro perde sua função

Representação do volume colorido sobre superfícies planas

Sensação de pintura escultórica

Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.

O cubismo se divide em duas fases:

Cubismo
Oswald de Andrade, de Trasila do Amaral,
Coleção Particular, São Paulo

Cubismo Analítico

Caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas.

Cubismo Sintético

Cubismo
Operários de Tarsila do Amaral

Reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis.

Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Principais artistas

Picasso

Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases. Entretanto, são mais nítidas a fase azul, que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres, e a fase rosa em que pinta acrobatas e arlequins. Depois de descobrir a arte africana e compreender que o artista negro não pinta ou esculpe de acordo com as tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade.

Podemos destacar, também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores, durante a Guerra Espanhola.

Outra obra destacada: O Poeta.

Braque

Um artista que passou pela fase do cubismo analítico e sintético.

Obra destacada: Mulher com Violão.

Dos artistas brasileiros destacamos:

Tarsila do Amaral

Apesar de não ter exposto na Semana de 22, colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira, pois produziu uma obra indicadora de novos rumos. Em 1928 deu início a uma fase chamada antropofágica. A ela pertence a tela Abaporu cujo nome, segundo a artista é de origem indígena e significa “antropófago”. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários.

Rego Monteiro

Um dos primeiros artistas brasileiros a realizar uma obra dentro da estética cubista. Estudou em Paris, depois da Semana de Arte Moderna, sua vida alternou-se entre a França e o Brasil. Foi reconhecido também naquele país, tem seus quadros dentro do acervo de alguns importantes museus.

Obra destacada

Pietà.

Fonte: www.galeriafernandobarbosa.kit.net

 

Cubismo

Movimento das artes plásticas, sobretudo da pintura, que a partir do início do século XX rompe com a perspectiva adotada pela arte ocidental desde o Renascimento.

De todos os movimentos deste século, é o que tem influência mais ampla.

Cubismo
Jaqueline de Mãos Cruzadas, Pablo Picasso, 1954

Ao pintar, os artistas achatam os objetos, e com isso eliminam a ilusão de tridimensionalidade. Mostram, porém, várias faces da figura ao mesmo tempo.

Retratam formas geométricas, como cubos e cilindros, que fazem parte da estrutura de figuras humanas e de outros objetos que pintam.

Por isso o movimento ganha ironicamente o nome de cubismo. As cores em geral se limitam a preto, cinza, marrom e ocre.

O movimento surge em Paris em 1907 com a tela Les Demoiselles d’Avignon (As Senhoritas de Avignon), pintada pelo espanhol Pablo Picasso. Também se destaca o trabalho do ex-fauvista francês Georges Braque (1882-1963). Em ambos é nítida a influência da arte africana.

O cubismo é influenciado ainda pelo pós-impressionista francês Paul Cézanne, que representa a natureza com formas semelhantes às geométricas.

Cubismo
O Beijo, Pablo Picasso, 1969

Essa primeira fase, chamada de cézanniana ou protocubista, termina em 1910. Começa então o cubismo propriamente dito, conhecido como analítico, no qual a forma do objeto é submetida à superfície bidimensional da tela. O resultado final aproxima-se da abstração. Na última etapa, de 1912 a 1914, o cubismo sintético ou de colagem constrói quadros com jornais, tecidos e objetos, além de tinta. Os artistas procuram tornar as formas novamente reconhecíveis.

Em 1918 o arquiteto francês de origem suíça Le Corbusier e o pintor francês Ozenfant (1886-1966) decretam o fim do movimento com a publicação do manifesto Depois do Cubismo.

O cubismo manifesta-se ainda na arquitetura, especialmente na obra de Corbusier, e na escultura. No teatro, restringe-se à pintura de cenários de peças e de balés feita por Picasso.

Literatura

Os princípios do cubismo aparecem na poesia. A linguagem é desmontada em busca da simplicidade e do que é essencial para a expressão. O resultado são palavras soltas, escritas na vertical, sem a continuidade tradicional.

O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918), que influencia toda a poesia contemporânea. Ao dispor versos em linhas curvas, torna-se precursor do concretismo.

CUBISMO NO BRASIL

O cubismo só repercute no país após a Semana de Arte Moderna de 1922. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. Não há, portanto, cubistas brasileiros, embora quase todos os modernistas sejam influenciados pelo movimento.

É o caso de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcanti.

Fonte: www.artesbr.hpg.ig.com.br

Cubismo

O Cubismo surgiu com Braque e Picasso em Paris, onde um grupo de jovens pintores logo aderiram ao movimento. Esses artistas se basearam nos trabalhos de Cézanne e tentaram recriar a relação entre espaço e volume das formas, se opondo aos valores predominantes do Impressionismo.

Cubismo
Natureza Morta, Pablo Picasso

Cézanne, em seus trabalhos, representava sensações da realidade dentro de uma arquitetura harmoniosa, o foco principal estava em destacar o volume e não o traço. A maioria dos Cubistas, porém, se preocupavam mais com a forma geométrica.

Picasso e Braque, utilizando linhas curvas, demonstraram que o Cubismo não necessariamente teria que ser pintado em formas de cubos, mas teria que oferecer uma visão tridimensional num plano de duas dimensões. Eles tomaram aspectos de cenas que não poderiam ser visualizadas individualmente e tornaram visíveis simultaneamente.

As paisagens de Braque foram os primeiros trabalhos criados no Cubismo.

Picasso foi fortemente influenciado pela arte primitiva, pelas mascaras africanas e esculturas Iberianas, podemos ver essas características no quadro “Les Demoiselles D’Avignon”, pintado em 1907.

Os objetos, retratos e paisagens tentaram nos transmitir os detalhes das imagens. A figuras eram montadas uma sobre as outras, dividindo-as em fragmentos, destacavam todas as partes do quadro. A primeira exibição ocorreu em 1907, atingindo um público considerável.

O movimento pode ser dividido em três fases: a primeira foi o Cubismo Analítico, período entre 1906 e 1909, que se caracterizou por apresentar uma estrutura cristalina, planos semitransparentes, com cores limitadas pelas sombras; a Segunda fase foi o “Alto” Cubismo Analítico, nessa as estruturas cristalinas se tornaram mais complicadas e os pedaços transparentes, que montavam o quebra-cabeça, se tornaram cada vez menores, ocorreu entre 1909 e 1912; e o último foi o Cubismo Sintético, entre 1912 e 1914. Nesta última fase, as imagens se tornaram mais complexas, os artistas procuraram organizar as figuras em planos, facilitando a análise das formas em vários aspectos.

Fonte: www.paralerepensar.com.br

 

Cubismo

O movimento cubista começou em 1907 e terminou em 1914, apesar de ter persistido ainda quando os artistas envolvidos abandonaram-no.

Seus principais focos de resistência foram as artes decorativas e arquitetura do Século 20.

Cubismo
Cachimbo, Garrafa-base, Dado, Picasso, 1914

Apesar de ser considerado um ato de percepção individual, o movimento possuía coerência. Era inspirado na arte africana (sua “racionalidade”) e no princípio de “realização do motivo” de Cézanne.

Geometrização das figuras

A geometrização das figuras resulta numa arte intuitiva e abstrata, derivada da “experiência visual “. Baseia-se essencialmente na luz e na sombra.

Rompe com o conceito de arte como imitação da natureza (que vinha desde a Renascença), bem como com as noções da pintura tradicional, como a perspectiva.

Cubismo
Grande Perfil, Picasso, 1963

Pablo Picasso definiu-a como “uma arte que trata primordialmente de formas, e quando uma forma é realizada, ela aí está para viver sua própria vida”.

Apesar da identificação imediata do cubismo às figuras de Pablo Picasso e Georges Braque, vários outros artistas deram grandes contribuições individuais ao movimento.

BRAQUE (Georges), pintor francês (Argenteuil, 1882 – Paris, 1963). Iniciador do cubismo, com Picasso, é autor de naturezas-mortas.

Cubismo
Les Demoiselles d’Avignon, Picasso, 1907

Entre eles, destacam-se, Guillaume Apollinaire, Fernand Léger , Max Jacob, Robert Delaunay, Francis Picabia, Gertrude Stein, Jean Metzinger, Albert Gleizes, Juan Gris e os irmãos Jacques Villon, Duchamp-Villon e Marcel Duchamp, entre outros.

APOLLINAIRE (Wilhelm Apollinaris DE KOSTROWITZKY, dito Guillaume), poeta e crítico de arte francês (Roma, 1880 – Paris, 1918). Autor de Alcools (1913), Calligrammes (1918), orientou a poesia simbolista para os novos caminhos que já anunciavam o surrealismo. Apoiou os pintores cubistas.

LÉGER (Fernand), pintor francês (Argentan, 1881 – Gif-sur-Yvette, 1955). Depois de ter participado do movimento cubista, afirmou seu caráter pessoal, executando quadros inspirados na mecânica (engrenagens, pistões, bielas etc.). Pintou também objetos isolados ou reunidos em composições sistematicamente ordenadas.

JACOB (Max), escritor e pintor francês (Quimper, 1876 – no campo de Drancy, 1944), autor de O copo de dados. Dentro de uma inspiração muito pessoal, uniu a inquietação, o humor e o misticismo. Amigo de Picasso e de Modigliani, realizou guaches com vistas de Paris e cenas da vida teatral.

DELAUNAY (Robert), pintor francês (Paris, 1885 – Montpellier, 1941). A seu ver, o quadro devia ser uma organização rítmica baseada numa seleção de planos coloridos.

PICABIA (Francis), pintor francês (Paris, 1879 – id., 1953). Participou dos movimentos cubista e dadaísta, sendo um dos pioneiros da arte abstrata.

STEIN (Gertrude), escritora judia norte-americana (Alleghany, 1874 – Neuilly-sur-Seine, 1946). Viveu em Paris e exerceu grande influência no grupo de escritores (Sherwood Anderson, Hemingway e outros) a que ela mesma chamou lost generation (“geração perdida”).

METZINGER (Jean), pintor francês (Nantes, 1883 – Paris, 1956). Autor, com Gleizes, do primeiro tratado Do cubismo (1912), voltou em 1921 ao realismo. GLEIZES (Albert), pintor francês (Paris, 1881 – Avignon, 1953). Participou desde 1910 das primeiras manifestações do cubismo e publicou, em 1912, em colaboração com Metzinger, Sobre o cubismo e como compreendê-lo.

GRIS (José Victoriano GONZÁLEZ, dito Juan), pintor espanhol (Madri, 1887 – Boulogne-sur-Seine, 1927). Fixado em Paris em 1906, tomou parte das primeiras manifestações do cubismo, que praticou com austeridade.

VILLON (Gaston DUCHAMP, dito Jacques), pintor e gravador francês (Damville, 1875 – Puteaux, 1963). Um dos mestres do cubismo, procurou, em seus trabalhos, exprimir o espaço por meio de planos sutilmente coloridos.

DUCHAMP-VILLON (Raymond), escultor francês (Dampville, 1876 – Cannes, 1918), irmão de Marcel Duchamp e de J. Villon. Praticou o cubismo.

DUCHAMP (Marcel), pintor francês (Blainville, 1887 – Neuilly-sur-Seine, 1968). Inicialmente influenciado pelo cubismo, teve depois participação importante no movimento dadá e no surrealismo. Tendo-se fixado nos E.U.A., dedicou-se à “antiarte” e em 1914 criava o primeiro ready-made. Suas pesquisas viriam a exercer influência na “pop-art”.

O mexicano Diego Rivera (1886 – 1957) e o holandês Piet Mondrian (1872 – 1944) também tiveram contato com o movimento.

RIVERA (Diego), pintor mexicano (Guanajuato, 1886 – México, 1957), autor de composições murais ao mesmo tempo modernas e de inspiração pré-colombiana.

MONDRIAN ou MONDRIAAN (Pieter CORNELIS, dito Piet), pintor holandês (Amersfoort, 1872 – Nova York, 1944). Começou como figurativo influenciado por Van Gogh, passando depois a um cubismo analítico e a uma abstração geométrica. Participou do grupo “De Stjl” e do neo-plasticismo. De 1919 a 1938 viveu em Paris, transferindo-se depois para Nova York, onde seu estilo continuou a evoluir até um extremo rigor. Seu prestígio só cresceu após sua morte, com exposições nos principais museus.

O toque pessoal de cada artista

Entretanto, devido ao enorme número de artistas que aderiram ao estilo, havia grandes diferenças pessoais estilísticas.

“Casas e Árvores”, de Georges Braque, com suas formas geométricas e perspectiva própria, pode ser considerada a obra de origem do movimento.

O cubismo costuma ser dividido em fase analítica – desenvolvida por Picasso e Braque entre 1909 e 1912 – e fase sintética (a partir de 1912).

Entretanto, esses termos não são considerados adequados, uma vez que tentam, baseados em conceitos falhos, estabelecer grandes diferenças estéticas dentro de um estilo em processo de definição e evolução.

“O Jogador de Cartas” e “Retrato de Ambroise Vollard” de Pablo Picasso; “Moça com Guitarra” e “Cabeça de Moça”, de Georges Braque; “Paisagem”, de Jean Metzinger; “Garrafa e Copo”, de Juan Gris; “Cidade” e “Soldado com Cachimbo”, de Fernand Léger e “Janela”, de Robert Delaunay, podem ser considerados bom exemplos dos diferentes estilos presentes no movimento.

Cubismo na Escultura

A escultura cubista, cujos principais nomes formam Brancusi, Gonzalez, Archipenko, Lipchitz, Duchamp-Villon e Henri Laurens, desenvolveu-se separadamente da pintura, apesar do intercâmbio inicial de idéias-chave.

Entre os escultores, Duchamp-Villon, merece ser citado. É considerado um dos primeiros escultores cubistas e realizou uma tentativa de conceituação da escultura cubista, relacionando-a à arquitetura.

A peça em bronze “O Cavalo”, com seu efeito dinâmico, é um bom exemplo de sua obra.

Primeira Guerra Mundial dispersou idealizadores

O fim do movimento cubista deve-se à eclosão da Primeira Guerra Mundial, em agosto de 1914.

Com efeito, uma boa parte dos artistas desse movimento foi recrutada e partiu para o campo de batalha, extinguindo o Cubismo, enquanto movimento.

Todavia, o estilo permaneceu vivo nas mãos de outros pintores, exercendo forte influência sobre a arte moderna como um todo.

Por suas características abstratas, foi bastante adaptável, inspirando movimentos como o futurismo, o orfismo, o purismo e o vorticismo.

Fonte: www.pitoresco.com.br

Cubismo

O Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, outros cubistas foram mais longe.

Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas e com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.

Principais Características:

geometrização das formas e volumes

renúncia à perspectiva

o claro-escuro perde sua função

representação do volume colorido sobre superfícies planas

·sensação de pintura escultórica

cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave

O cubismo se divide em duas fases:

Cubismo Analítico

Caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura e examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante por meio da fragmentação. Essa fragmentação dos seres foi tão grande que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas.

Cubismo Sintético

Reage à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis.

Por introduzir letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas, é também chamado de Colagem. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Fonte: www.acrilex.com.br

 

Cubismo

O cubismo foi mais uma manifestação artística que se caracterizou pela distorção da imagem real. No cubismo, o mesmo objetivo pictórico é transposto para a tela a partir de vários ângulos superpostos. Há uma fragmentação do objeto em sua representação, perdendo a integridade individual que possui na realidade.

O cubismo, em suma, abandona a tradição de um único ponto de vista.

Cubismo

Cubismo
Mulher Jovem – Picasso

Surgiu, justamente, como resultado de experiências de fragmentação do objeto representado, em que o elemento tempo ( quarta dimensão do Universo) é inserido sob diversos pontos de vista do observador. Essencialmente, o objeto da tela cubista é visto de vários ângulos, permitindo uma composição de visões simultâneas – como se o objeto total pintado fosse a soma de suas representações vistas de face, de lado, em corte, de cima, de baixo…

O cubismo decorreu numa época em que os artistas duvidavam de seus sentimentos como instrumentos seguros de conhecimento e desprezavam suas impressões, preocupando-se com a esquematização de raciocínios lógicos. O cerebralismo dos cubistas conduziu a uma pintura de aspecto estático e ao desprezo da cor, substituindo a gama cromática pelos valores cinza e bege e pelas representações fundamentais nas figuras geométricas. Surgiu como reação ao Impressionismo, que figurava a imagem com os olhos do espectador, por volta de 1908 e 1909. Seu precursor foi Cézanne, que se tornou o pai da “arte moderna”, ao sacrificar a correção convencional da perspectiva linear e aérea em busca de um arranjo ordenado na tela, que os mestres clássicos haviam conhecido.

O Cubismo está dividido em três fases:

Cezanneana – (1908)

Procurava retratar a natureza de forma cristalizada

Analítica – (1910)

Crescente decomposição do assunto e uso do simultaneísmo.

Sintética (1912)

Tendência ao abstracionismo, uso de colagem (materiais estranhos à pintura) e composição de grandes áreas sintéticas, conquistando expressão solene.

Foram representantes desse movimento:

Picasso e Braque ( Fase Analítica )

Léger e Delaunay (Fase Sintética )

Cubismo
As Meninas segundo Velázquez, de Pablo Picasso, 1957

Características do Cubismo

Eliminação de elementos subjetivamente supérfluos.

“Assassinato” da anatomia.

Ritmo

Realidade convencional em libertação

Geometrização lógica das formas naturais.

Dissecação do objeto e sua recomposição, fazendo surgir um novo objeto.

Rejeição da cor e uso de tons neutros.

Formas fragmentárias e fragmentadas.

Abstração

Introdução de elementos inusitados, como sinais tipográficos, colagem de papeis, tecidos, cartazes…

Compare-se, a título de exemplificação os dois quadros acima, ambos chamados de O Violino. O primeiro pintado por Picasso e o segundo por Murillo la Greca. As características do quadro de Murillo, são completamente diferentes do cubismo.

Nele se pode notar

Representação perfeita do objeto pictórico – Detalhamento da realidade – Coloração próxima da natureza. – Representação do quadro a partir de um único ponto de vista. – Profundidade.

Fonte: www.cyberartes.com.br

Cubismo

Cubismo

O Cubismo foi um movimento das artes plásticas, sobretudo da pintura, que a partir do início do século XX rompeu com a perspectiva adotada pela arte ocidental desde o Renascimento. É o mais influente movimento do século passado.

Cubismo

No Cubismo, os artistas pintam objetos achatados, e com isso eliminam a ilusão de tridimensionalidade. Revelam, porém, várias faces da figura ao mesmo tempo. Retratam formas geométricas como cubos e cilindros, que fazem parte da estrutura de figuras humanas e de objetos que pintam. Por isso o movimento ganha, numa ironia, o nome de Cubismo. As cores em geral limitam-se a preto, cinza, marrom e ocre.

Cubismo

O movimento surge em Paris, em 1907, com a tela “Les Demoiselles d”Avignon”, do espanhol Pablo Picasso. Também se destaca o trabalho do ex-fauvista francês Georges Braque (1882-1963). Em ambos é nítida a ascendência da arte africana. O Cubismo é marcado ainda pelo pós-impressionista francês Paul Cézanne, que representa a natureza com formas semelhantes às geométricas.

Essa primeira fase, chamada de cézanniana ou protocubista, termina em 1910. Começa então o Cubismo mesmo, conhecido como analítico, no qual a forma do objeto se submete à superfície bidimensional da tela. O resultado final aproxima-se da abstração. Na última etapa, de 1912 a 1914, o Cubismo sintético ou de colagem constrói quadros com jornais, tecidos e objetos, além de com tinta. Os artistas procuram tornar as formas novamente reconhecíveis.

O Cubismo manifesta-se também na arquitetura, especialmente na obra de Corbusier, e na escultura. No teatro, restringe-se à pintura de cenários de peças e balés feita por Picasso.

O Cubismo só repercute no país após a Semana de Arte Moderna de 1922. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. Não há, portanto, cubistas brasileiros, embora quase todos os modernistas sejam contagiados pelo movimento. É o caso de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcanti.

Fonte: www.spiner.com.br

 

Cubismo

Movimento artístico, de curta duração, que analisou mais a geometria e a estrutura dos objetos do que sua aparência, dando ênfase a formas e linhas puras.

Seus artistas se preocupavam em como representar a forma no espaço e desenvolveram um método de analisar os objetos através de formas básicas.

Cubismo
A Lua, Tarsila do Amaral, 1928

O cubismo se desenvolveu na França e teve grande influência em toda a arte posterior.

PINTURA

O Cubismo surgiu no início do século XX. Uma de suas características era a utilização de formas geométricas com o predomínio de linhas retas.

Não havia nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas: as formas da natureza foram representadas como esferas, cones e cilindros.

Teve como fundadores Georges Braque e Pablo Picasso, que foram diretamente influenciados pelas obras de Cezzane e a arte africana. Os objetos passaram a ser representados com todas as suas partes num mesmo plano.

Teve duas fases:

Cubismo
O Mamoeiro, Tarsila do Amaral, 1925

Cubismo Analítico

Caracterizado pela desestruturação da obra em busca de uma visão total da figura. São sobrepostos vários ângulos da mesma imagem. Com o tempo, esta fragmentação da imagem foi se dando de maneira tão intensa que o reconhecimento de qualquer figura se tornou impossível.

Cubismo Sintético

Surgiu a fim de amenizar o grau de abstração atingido em sua fase analítica. Os artistas passaram a buscar uma arte mais sutil e que fizesse uma ponte com o mundo real. Era conhecido também como Colagem, pois eram utilizados pedaços de madeira, jornais, a fim de despertar no observador além das sensações visuais que a pintura sugere, sensações táteis.

Cubismo
Abaporu, de Tarsila, Coleção de Eduardo
Constantini, Buenos Aires, Argentina

ESCULTURA

A escultura cubista foi muito influenciada pela arte africana. Seus escultores apresentaram ricas representações plásticas em três dimensões. O desenvolvimento da escultura se limitou a conseguir efeitos parecidos a colagem, mas depois utilizaram restos de materiais e, como a obra não é realizada em um bloco homogêneo de pedra ou mármore, o resultado apresenta espaços vazios, surgindo então o que se denominou ausência de massas. Destacam-se entre os escultores Naum Gabo, com suas esculturas geométricas e o pintor Pablo Picasso, que também se dedicou à escultura.

ARQUITETURA

O cubismo foi uma revolução estética para a arte ocidental. O movimento cubista começou em 1907 e ganhou esse nome porque retratava na estrutura das figuras humanas e de objetos, formas geométricas, como cubos e cilindros. As cores utilizadas em geral eram preto, cinza, marrom e ocre, para o cubismo analítico e cores fortes num segundo momento, do cubismo sintético. Seus principais focos de resistência foram as artes decorativas e arquitetura do século XX.

O cubismo rompeu com várias características da arquitetura renascentista, com a continuidade espacial, com a aproximação do interior e exterior e com a associação espaço-tempo. Inovou e radicalizou uma forma de expressão arquitetônica. A influência cubista contribuiu imensamente para a evolução da arquitetura mundial.

Fonte: www.edukbr.com.br

Cubismo

O cubismo apresenta os objetos tal como são concebidos pela mente. O pintor cubista pinta o que existe e não como se vê.

Existem 3 etapas no Cubismo. O Cubismo Primitivo (1907), o Cubismo Analítico (1910-1912) e o Cubismo Sintético (1913). O Cubismo teve influência do pintor Cézanne, mas também se relaciona às teorias relativistas de Albert Einstein, que estabeceu que é impossível determinar um movimento. Um objeto pode parecer estar parado ou em movimento, segundo a perspectiva de quem olha.

CARACTERÍSTICAS

1. Representa os objetos selecionados em cubos como se fôssem cristais.

2. Descreve uma natureza morta por meio de uma monocromia definida por claros-escuros, sombras. etc.

3. Não se utiliza da perspectiva, que representa a natureza através de um único ponto de vista (ponto de fuga). Ao contrário , procura dar as muitas faces de um mesmo objeto, a partir da mudança do ponto de vista (parecem faces sobrepostas e coladas)

Cubismo Primitivo: (1907)

Representado por ” As Senhoritas de Avignon “, a pintura dos primeiros anos do cubismo se caracterizou pela redução à rígidas formas geométricas de tudo. Aparecem casas sem portas, sem janelas e pessoas com uma só mão ou apenas um olho. As cores eram ocres, marrons e verdes, com a função principal de remodelar as formas.

LES DEMOISELLES D’AVIGNON MUSEU DE ARTE MODERNA, NOVA YORK

Cubismo

É o ponto de partida das pesquisas que resultariam no cubismo. Iniciado em 1906, só ficou pronto no ano seguinte, depois de muitas transformações.

Considerado por alguns o primeiro quadro verdadeiramente cubista, esta obra encerra com o reinado de quase quinhentos anos da Renascença na arte ocidental. Considerada a mudança mais radical na arte desde Giotto e Masaccio, essa pintura abalou todos os preceitos da convenção artística.

Os cincos nus de Picasso tem anatomia indistinta, olhos tortos, orelhas deformadas e membros deslocados. Picasso fraturou também as leis da perspectiva, abrindo espaço entre planos quebrados sem uma recessão ordenada – chegando a colocar o olho de uma figura em visão frontal e a face de perfil. Picasso despedaçou os corpos e os recompôs em planos facetados que um crítico comparou a “um campo de cacos de vidro”. A agressiva feiúra das mulheres repelia os visitantes do estúdio de Picasso.

Matisse achou o quadro uma piada , e Braque, abalado, disse: “É como beber querosene para cuspir fogo”.

Cubismo Analítico (1910-1913)

Cubismo

Apresenta uma decomposição de objetos simples, tais como guitarras, violinos, cabeças ,figuras, etc. Era uma combinação de fragmentos de objetos, vistos de distintos pontos de vista, com uma perspectiva movediça.

Cubismo Sintético (1913)

Cubismo

Empregam-se colagens , papéis diversos, como jornais, papéis de paredes, etc. Há um interesse grande por texturas e materiais e as cores se tornam muito mais vivas. Volume e espaço são insinuados com pequenos e leves traços de sombra. Há uma completa ruptura com qualquer procedimento imitativo.

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

 

Cubismo

Cubismo

O Cubismo originou-se na obra de Cézanne, para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Os cubistas foram mais longe, passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Com o tempo , o Cubismo evoluiu em duas grandes tendências chamadas Cubismo analítico e Cubismo sintético.

O Cubismo analítico foi desenvolvido por Picasso e Braque entre 1908 e1911.

Trabalharam com poucas cores: preto, cinza e alguns tons de marrom e ocre. O mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente, essa tendência chegou a uma fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura.

O Cubismo Sintético procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Isso não significou o retorno a um tratamento realista do tem, foi mantido o modo característico de o Cubismo apresentar simultaneamente as várias dimensões de um objeto, como por exemplo” Mulher com Violão”, de Braque.

O Cubismo sintético foi chamado também de colagem porque introduziu letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas.

A Pintura de Picasso e Braque, os iniciadores do Cubismo

Pablo Picasso (1881-1973)

Tendo vivido 92 anos, passou por diversas fases. Entretanto são mais nítidas a fase azul (1901-1901), que representa a tristeza e a melancolia dos mais pobres, e a fase rosa (1905-1907), em que pinta acrobatas e arlequins.

Em 1907. com a obra “Les demoiselles d´Avignon”, começã a elaborar a estética cubista, que se fundamenta na destruição da harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade. Aos poucos o artista começa a voltar sua atenção para o homem europeu envolvido pelos conflitos que desembocarão nas guerras da década seguinte. Em 1937 pinta o seu mais famoso mural em que representa o bombardeio da cidade espanhola de Guernica, responsavel pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.

Georges Braque (1882-1963)

Também renovou a arte do século XX ao considerar a pintura como uma obra diferente de uma descrição objetiva da realidade.. Depois de 1908, quando pintou “Casas do Estaque”(lado direito),Braque passa pela fase do Cubismo analítico, de que é exemplo sua obra “O Português”. Entre 1913 e 1917, já sob o cubismo sintético, Braque começa a representar os objetos destacando-lhes as partes mais significativas, exemplo “Violino e Cantaro”(lado esquerdo)

Léger- Os princípios cubistas e o otimismo

Do ponto de vista puramente pictórico, as obras de Fernand Léger (1881-1955) apresentam um desenho sintético e geométrizado. Sua pintura é imponente, ele considera a máquina e o trabalho dos homens na produção industrial como a form,a de construção de um mundo novo como podemos ver em “Elementos Mecânicos”(ao lado) e “O Tipógrafo”.

Fonte: www.ciaarte2.hpgvip.com.br

Cubismo

Cubismo

Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963) criaram, no início do século XX, em Paris, esse novo estilo artístico que rompeu com a idéia de arte devia retratar com fidelidade a natureza. Esse movimento abandonou as noções tradicionais de perspectiva.

Os objetos são representados em um único plano, como se o objeto fosse visto, simultaneamente, sob diversos ângulos. Esse estilo de pintura recebeu o nome de Cubismo Analítico.

Desse modo, os artistas encontram novas maneiras de retratar o que viam e, influenciados por Cézanne, passaram a valorizar as formas geométricas e a retratar os objetos como se eles estivessem partidos.

Já no começo do século XX, os cubistas reagem contra o predomínio da luz e da cor, como pregavam os impressionistas. Procuram devolver à pintura suas bases clássicas de composição e forma. Inspiram-se em Cézanne.

Paul Cézanne integrante do grupo dos impressionistas passa a ter profundas divergências com as teses impressionistas. Em Cézanne a luz não é móvel e risonha, ela é menos cintilante, porém mais real. Não se limita a traduzir as aparências de um momento. Cézanne a encontra no interior dos objetos, capturando a intimidade da natureza.

Mesmo que ainda utilizasse a união dos tons difusos como Monet, ele não se libertava da soberania da forma. Cézanne sente a necessidade de expressar a sensação de estrutura dos objetos, converter as realidades da natureza em cones, esferas e cilindros. A escolha da cor é precisa. Ela define de vez e com precisão as linhas, ao contrário dos contornos vagos dos impressionistas.

Assim, as linhas precisas e os múltiplos planos refletem a visão do artista. No cubismo analítico há a predominância de poucas cores (preto, cinza e tons de marrom e ocre). Em algumas obras cubistas, Picasso preocupou-se tanto em apresentar simultaneamente as múltiplas faces de um objeto tornando quase impossível reconhecê-lo.

A fim de evitar a fragmentação excessiva, os cubistas criaram o Cubismo Sintético, que busca recuperar a imagem real do objeto, tornando as cores mais fortes e as formas mais decorativas. A colagem de pedaços de jornal, madeiras, vidros, etc. é um recurso introduzido na pintura pelo Cubismo Sintético.

Fonte: www.angelfire.com

 




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