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Arte na Antiguidade

Arte Egípcia

Arte Egípcia

A antiga civilização egípcia era bastante complexa em sua organização social e muito rica em seu desenvolvimento cultural. Como havia a forte crença em uma vida depois da vida, a arte voltava-se sobremaneira para esse aspecto da religiosidade. E tinha-se na figura do Faraó uma centralização e uma representação de todo o povo. Preservar o corpo do Faraó e dota-lo dos meios próprios para a segunda vida, era garantir a todo o povo as mesmas possibilidades. O faraó era mais do que um simples governante. O faraó englobava o próprio povo, seu destino e sua eternização.

A arte egípcia teve algumas características básicas que a distinguiram:

Na representação da figura humana, o rosto era sempre apresentado de perfil, mesmo os olhos sendo mostrados de frente. Isso nos dá um certo ar de irrealidade. O tronco era apresentado de frente mas as pernas sempre estavam de perfil. Esse é um aspecto bem curioso e chama-se lei da frontalidade. É fácil observar essa característica na maior parte dos auto-relevos e representações pictóricas do antigo Egito.

Arte Egípcia

Havia um outro aspecto, conhecido como peso da alma. As pessoas mais importantes eram representadas em tamanho maior. Assim, o Faraó era sempre maior do que sua esposa. Em seguida a esses, pela ordem de tamanho, vinham os sacerdotes, os escribas, os soldados e finalmente o resto do povo. Por isso transmite-se a idéia de que os faraós eram figuras gigantescas, o que nem sempre era verdade.

Arte Egípcia

Um outro padrão também nos aparece como curioso. As figuras masculinas usavam o tom vermelho e as figuras femininas o tom ocre.

Entretanto, o que mais se destaca na arte egípcia é de fato a arquitetura, através da construção de templos de tamanhos monumentais. A primeira imagem que nos vem em mente é a imagem de uma pirâmide. As pirâmides eram túmulos para os faraós e tinham uma área de ocupação muito pequena, em relação ao tamanho do monumento.

Projetação Transversal da Pirâmide de Queops
Projetação Transversal da Pirâmide de Queops

É difícil imaginar como eram construídas as pirâmides. Devemos sempre ter em mente que foram levantadas dezenas de séculos antes de Cristo. Esse corte representativo é da pirâmide de Queops, uma das maiores. Essas construções foram erguidas unicamente com a função de túmulo e de preservação do faraó. A arquitetura egípcia era monumental em todos os aspectos.

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Em algumas dessas pirâmides foram encontrados tesouros, também de proporções monumentais. No túmulo de Tutancâmon, por exemplo, foi encontrado um grande tesouro. Tutancâmon foi um faraó que morreu aos 18 anos de idade. No Vale dos Reis, onde está o seu túmulo, o sarcófago que continha a múmia do jovem faraó era feito de ouro maciço com aplicações em azul, coral e turquesa. O seu trono, datado do século XIV a.C. era feito de madeira esculpida, recoberto inteiramente em ouro e ornamentado com incrustrações multicoloridas em vidro, cerâmica esmaltada, prata e pedras preciosas. Esse trono está hoje no Museu Egípcio do Cairo e constitui-se em uma das peças mais explêndidas do tesouro de Tutancâmon, assim como a sua máscara, uma peça de rara beleza.

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Há uma outra coisa muito curiosa a respeito dos monumentos do antigo Egito. Sabe-se que a Esfinge de Gizé não tem o seu nariz completo. Como será que ela perdeu o seu nariz? Esse nariz, datado de 2500 anos antes de Cristo, foi destruído por uma bala de canhão.

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Haviam tropas Turco-Egípcias que controlavam o país desde o século XIV. Quando Napoleão invadiu o Egito em 1798 essas tropas prepararam-se para a defesa da região e enquanto as batalhas não tinham início, treinavam e calibravam os seus canhões atirando na Esfinge e nas Pirâmides. É de se ficar sem compreender como desconsideravam o valor daqueles monumentos. A Esfinge tem 70m de comprimento e 22m de altura.

Fonte: www.edukabr.com

Arte Egípcia

A arte egípcia estava intimamente ligada à religião, por isso era bastante padronizada, não dando margens à criatividade ou à imaginação pessoal, pois a obra devia revelar um perfeito domínio das técnicas e não o estilo do artista.

A arte egípcia caracteriza-se pela representação da figura humana sempre com o tronco desenhado de frente, enquanto a cabeça, as pernas e os pés são colocados de perfil. O convencionalismo e o conservadorismo das técnicas de criação voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados que representam a aparência ideal dos seres, principalmente dos reis, e não seu aspecto real.

Após a morte de Ramsés II, o poder real tornou-se muito fraco. O Egito foi invadido sucessivamente pelos etíopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos.

A sua arte, que influenciada pela dos povos invasores, vai perdendo sua características.

A pintura egípcia teve seu apogeu durante o império novo, uma das etapas históricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, é preciso esclarecer que, devido à função religiosa dessa arte, os princípios pictóricos evoluíram muito pouco de um período para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representações da vida cotidiana e de batalhas, quando não de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatológica.

As figuras típicas dos murais egípcios, de perfil mas com os braços e o corpo de frente, são produto da utilização da perspectiva da aparência. Os egípcios não representaram as partes do corpo humano com base na sua posição real, mas sim levando em consideração a posição de onde melhor se observasse cada uma das partes: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que é a posição em que eles mais se destacam; os olhos, braços e tronco são mostrados de frente. Essa estética manteve-se até meados do império novo, manifestando-se depois a preferência pela representação frontal. Um capítulo à parte na arte egípcia é representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 símbolos gráficos, denominados hieróglifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixação foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua função religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pirâmides eram acompanhadas de textos e fórmulas mágicas dirigidas às divindades e aos mortos.

É curioso observar que a evolução da escrita em hieróglifos mais simples, a chamada escrita hierática, determinou na pintura uma evolução semelhante, traduzida em um processo de abstração. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspondência estilística com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hieráticas. Do império antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do império novo merecem menção os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas.

A pirâmide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magnífica obra lhe valeu a divinização. No início as tumbas egípcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a idéia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pirâmide. Também se deve a Imhotep a substituição do barro pela pedra, o que sem dúvida era mais apropriado, tendo em vista a conservação do corpo do morto. As primeiras pirâmides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas. As mais célebres do mundo pertencem com certeza à dinastia IV e se encontram em Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos, cujas faces são completamente lisas. A regularidade de certas pirâmides deve-se aparentemente à utilização de um número áureo, que muito poucos arquitetos conheciam. Outro tipo de construção foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a várias divindades ou a uma em particular. Normalmente eram divididos em duas ou três câmaras: a primeira para os profanos; a segunda para o faraó e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote. A entrada a esses templos era protegida por galerias de estátuas de grande porte e esfinges.

Quanto à arquitetura civil e palaciana, as ruínas existentes não permitem recolher muita informação a esse respeito.

A escultura egípcia foi antes de tudo animista, encontrando sua razão de ser na eternização do homem após a morte. Foi uma estatuária principalmente religiosa.

A representação de um faraó ou um nobre era o substituto físico da morte, sua cópia em caso de decomposição do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcançado pelos escultores egípcios, principalmente no império antigo. Com o passar do tempo, a exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando. As estatuetas de barro eram peças concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funerário.

Já a estatuária monumental de templos e palácios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova arquitetura imperial, de caráter representativo. Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo. Com os reis ptolemaicos, a grande influência da Grécia revelou-se na pureza das formas e no aperfeiçoamento das técnicas. A princípio, o retrato tridimensional foi privilégio de faraós e sacerdotes.

Com o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem menção os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, é considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Ambos são de autoria de um dos poucos artistas egípcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim. Igualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza são suficientes para testemunhar a elegância e a ostentação das cortes egípcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As jóias sempre tinham uma função específica (talismãs), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives também colaboraram na decoração de templos e palácios, revestindo muros com lâminas de ouro e prata lavrados contendo inscrições, dos quais restaram apenas testemunho.

Fonte: www.arteducacao.pro.br

Arte Egípcia

A arte Egípcia surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas é entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Egípcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupação com a delicadeza das formas.

O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais.

Os egípcios ao esculpir e pintar tinham o propósito de relatar os acontecimentos de sua época, as histórias dos Faraós, deuses e do seu povo em menor escala, já que as pessoas não podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos. Provavelmente eles não tiveram a intenção de nos deixar a “arte” de seus criadores.

O tamanho das pessoas e objetos não caracterizavam necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social.

Os valores dos egípcios eram eternos e estáveis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. O Faraó representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era responsável pelo bem-estar do povo, sendo considerado também como um próprio Deus

Fonte: www.expoart.com.br

Arte Egípcia

Uma das principais civilizações da Antigüidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo.

Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos.

ARQUITETURA

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

As características gerais da arquitetura egípcia são: Solidez e durabilidade Sentimento de eternidade Aspecto misterioso e impenetrável As pirâmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.

Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.

Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos.

Divididos em três categorias Pirâmide – túmulo real, destinado ao faraó
Mastaba – túmulo para a nobreza
Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo

Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel Palmiforme - flores de palmeira
Papiriforme - flores de papiro
Lotiforme - flor de lótus

Para seu conhecimento

Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos.

Obelisco

Eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.

ESCULTURA

Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições.

Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.

PINTURA

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

Suas características gerais são:

Ausência de três dimensões Ignorância da profundidade Colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.

Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.

Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós.

Desenvolveram três formas de escrita

1 – Hieróglifos

Considerados a escrita sagrada

2 – Hierática

Uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes

3 – Demótica

A escrita popular.

Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.

Para seu conhecimento

Hieróglifos

Foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo.

Mumificação

a) eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo.

b) nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes.

c) as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio.

d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Arte Egípcia

Uma das principais civilizações da Antigüidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais.

A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo.

Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.

O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos.

ARQUITETURA

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

As características gerais da arquitetura egípcia são: * solidez e durabilidade; * sentimento de eternidade; e * aspecto misterioso e impenetrável.

As pirâmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.

Os templos mais significativos são:

Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. Divididos em três categorias: Pirâmide – túmulo real, destinado ao faraó; Mastaba – túmulo para a nobreza; e Hipogeu – túmulo destinado à gente do povo.

Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel: Palmiforme – flores de palmeira; Papiriforme – flores de papiro; e Lotiforme – flor de lótus.

Para seu conhecimento

Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos.

Obelisco

Eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.

ESCULTURA

Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições.

Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.

PINTURA

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

Suas características gerais são: * ausência de três dimensões; * ignorância da profundidade; * colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e * Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.

Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.

Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita: Hieróglifos – considerados a escrita sagrada; Hierática – uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e Demótica – a escrita popular.

Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.

Para seu conhecimento

Hieróglifos: foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo.

Mumificação: a) eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo. b) nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes. c) as incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio. d) Após 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização.

Quando a Grande Barragem de Assuã foi concluída, em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela Unesco com recursos de vários países – um total de 40 milhões de dólares – removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós.

Queóps é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

Fonte: www.sobiografias.hpg.ig.com.br

Arte Egípcia

Os egípcios foram grandes construtores. Um exemploo disso foram seus os templos escavados na rocha, como em Abu Simbel, que Ramsés construiu. Geralmente na entrada dos templos existem esfinges e estatuas colossais. Esses templos eram divididos em tres partes, a primeira para ods profanos, a segunda para o faraó e nobres, a terceira para o sumo-sacerdote.

Pirâmide do Egito

Mais além desses templos, os egípcios também construiram grandes e famosas pirâmides. A primeira pirâmide erguida foi a do rei Dejezer, cosntruida por seu arquiteto, Imhotep. Atnes era usado barro prara constuir as "mastabas" que eram como uma montranha achatada. Imhotep substituiu o barro por pedra, o que fazia a vida de uma pirâmide muito mais comprida. Imhotep criou uma pirâmide quando colocou uma mastaba em cima da outra.

As mais conhecidas pirâmides são as de Gizé, que foram construidas pelos reis Kufu, Quefrém, Mekerinos (Pai, filho e neto). Essas pirâmides sãoi ainda mais fantasticas, porque elas não podem cair jamais, porque está apoiada nela mesmo.

Fonte: www.geocities.com

Arte Egípcia

Que significa criar no Egito dos faraós?

Para os antigos egípcios, dar forma à matéria não era um ato de puro deleite, o que não significa, evidentemente, que eles deixassem de extrair muitas satisfações estéticas disso. Mas os fundamentos do ato artístico encontram-se fora das preocupações estéticas em si mesmas: eles se situam na esfera das crenças relativas aos mortos e aos deuses – portanto, no mundo sobrenatural. Desenhar, esculpir, pintar permite dar corpo às presenças invisíveis nas quais o espírito humano acredita, criar

objetos reais para os ritos que lhes concernem, fabricar suportes para todos os gestos essenciais que asseguram a ligação entre os humanos e o mundo dos deuses. Concebê-los é, portanto, um ato sério e grave cuja eficácia, antes de tudo, é o que se busca.

As obras mais oficiais, os templos com a sua arquitetura, o seu cenário esculpido e pintado e a sua população de estátuas, constituem objeto de elaboradas especulações por parte dos teólogos do templo. O desafio é considerável: trata-se de conceber a morada terrestre do divino senhor, de lhe assegurar abrigo e proteção, de manter a ordem dos deuses aqui em baixo, de alcançar aquele equilíbrio divino que é garantia de permanência. Tudo isso é atribuição do rei do Egito. Os que oficiam o culto e os demais teólogos não são mais, teoricamente, do que intendentes do rei, representantes mais ou menos altamente colocados da ação do soberano. É ele o chefe da religião bem como da administração. Na verdade, a direção das questões religiosas é apenas uma das ramificações da administração geral. É esse aspecto completamente global da função real que constitui o fundamento da sociedade egípcia. O soberano que domina o mundo humano é também o interlocutor privilegiado – a maior parte do tempo único – dos deuses. O culto é essencial para o bom andamento do mundo, e um dos atos fundamentais de culto do qual é investido o rei é a fundação, o embelezamento e a renovação dos templos – "monumentos" que estabilizam a norma divina. A isso se acrescenta, do ponto de vista político, uma função historiográfica: nos templos são inscritos os grandes feitos do soberano.

Os cidadãos privados que gozam de melhor situação social podem ter também os seus monumentos comemorativos, como as capelas de suas tumbas, lugares de encontro com a humanidade viva e receptáculo das oferendas vitais das quais os mortos necessitam. As imagens, certamente destinadas a re-apresentar um indivíduo ou uma ação, podem ser ativas inclusive quando seu beneficiário está vivo. É o caso, por exemplo, das estátuas colocadas nos santuários a partir do Médio Império que recebem, num tempo situado para além do tempo humano, a prebenda atribuída pelo divino senhor daquele lugar.

O aspecto mágico das representações é maior; o mesmo ritual de "animação" é executado sobre as estátuas e sobre as múmias. Considera-se que ele é capaz de "abrir a boca e os olhos", a fim de fazê-los viver. Algumas estátuas foram muradas para sempre nas capelas das tumbas, alguns relevos foram selados no interior das paredes; portanto, a re-criação é a função primeira, e não a visão pelos vivos. Um grande número de estelas aos mortos, no entanto, contem um "apelo aos vivos". Trata-se de uma prece na qual o defunto representado na estela se dirige aos passantes presentes e àqueles que virão no futuro para lhes suplicar que recitem uma oração a seu favor, a qual fará surgir magicamente o alimento, bem como pronunciar o nome do defunto a fim de fazê-lo reviver.

A arte não apenas completa a realidade, ela é igualmente um meio de fazê-la perdurar e de comunicar uma mensagem ao presente e para as gerações que virão, como acontece com nossos monumentos aos mortos. Trata-se de uma arte que com certeza se dirige a um visitante, mas feita para desempenhar uma função que é certamente bem diversa daquela de nossas modernas exposições.

Embora inextricavelmente ligada à religião, a arte egípcia não se baseia num único dogma escrito num livro sagrado fundamental. Diferente da arte cristã, que se refere em permanência aos textos da Bíblia, a arte egípcia goza de uma certa autonomia artística; a expressão formal é um modo de expressão do divino que basta a si mesmo. Nos templos, a função substitutiva da figuração parece primar sobre todas as demais preocupações, sejam elas comemorativas ou pedagógicas. Os deuses são representados a partir de códigos, onde a parte do antropomorfismo é importante, mas pouco nos seus atos, salvo nas relações com o soberano. Por exemplo, seria inútil buscar entre os milhares de representações de Osíris e de Ísis, um quadro do drama desse casal divino, do mesmo modo que não houve versão escrita desse mito tão fundamental para as crenças escatológicas desse povo.

Se a arte egípcia parece mais autônoma que a arte cristã no que concerne o verbo, é verdade que ela é quase sempre completada com o acréscimo de inscrições, às vezes longas, cobrindo boa parte da superfície da obra, participando da sua decoração e, ao mesmo tempo, reforçando e completando o seu sentido. Como nós, os egípcios não eram avaros em matéria de escrituras executadas sobre suas produções artísticas! Pelo fato de que sua escritura é composta de pequenas representações – mesmo se elas devem ser lidas de modo fonético como a maior parte de nossas letras -, em geral não é fácil para o não-iniciado distinguir nelas cenas propriamente ditas. Isso acontece sobretudo pelo fato de que, com muita freqüência, um certo horror ao vazio leva os artistas a preencher a composição em todos os lados.

O lugar da escritura deve, portanto ser bem distinto daquele da representação, mesmo que elas sejam empregadas lado a lado na decoração e de modo análogo no plano funcional. A escritura, do mesmo modo que a arte, é detentora de um poder mágico de substituto da realidade.

Fonte: www.faap.br

Arte Egípcia

A arte Egípcia surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas é entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Egípcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupação com a delicadeza das formas.

O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais.

Os egípcios ao esculpir e pintar tinham o propósito de relatar os acontecimentos de sua época, as histórias dos Faraós, deuses e do seu povo em menor escala, já que as pessoas não podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos. Provavelmente eles não tiveram a intenção de nos deixar a “arte” de seus criadores.

O tamanho das pessoas e objetos não caracterizavam necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social.

Os valores dos egípcios eram eternos e estáveis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. O Faraó representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era responsável pelo bem-estar do povo, sendo considerado também como um próprio Deus.

Arte e arquitetura do Egito, edifícios, pinturas, esculturas e artes aplicadas do antigo Egito, da pré-história à conquista romana no ano 30 a.C. A história do Egito foi a mais longa de todas as civilizações antigas que floresceram em torno do Mediterrâneo, estendendo-se, quase sem interrupção, desde aproximadamente o ano 3000 a.C. até o século IV d.C.

A natureza do país — desenvolvido em torno do Nilo, que o banha e fertiliza, em quase total isolamento de influências culturais exteriores — produziu um estilo artístico que mal sofreu mudanças ao longo de seus mais de 3.000 anos de história. Todas as manifestações artísticas estiveram, basicamente, a serviço do estado, da religião e do faraó, considerado como um deus sobre a terra. Desde os primeiros tempos, a crença numa vida depois da morte ditou a norma de enterrar os corpos com seus melhores pertences, para assegurar seu trânsito na eternidade.

A regularidade dos ciclos naturais, o crescimento e a inundação anual do rio Nilo, a sucessão das estações e o curso solar que provocava o dia e a noite foram considerados como presentes dos deuses às pessoas do Egito. O pensamento, a cultura e a moral egípicios eram baseados num profundo respeito pela ordem e pelo equilíbrio.

A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.

O intercâmbio cultural e a novidade nunca foram considerados como algo importante por si mesmos.

Assim, as convenções e o estilo representativos da arte egípcia, estabelecidos desde o primeiro momento, continuaram praticamente imutáveis através dos tempos. Para o espectador contemporâneo a linguagem artística pode parecer rígida e estática. Sua intenção fundamental, sem dúvida, não foi a de criar uma imagem real das coisas tal como apareciam, mas sim captar para a eternidade a essência do objeto, da pessoa ou do animal representado.

Período pré-dinástico

Os primeiros povoadores pré-históricos assentaram-se sobre as terras ou planaltos formados pelos sedimentos que o rio Nilo havia depositado em seu curso. Os objetos e ferramentas deixados pelos primeiros habitantes do Egito mostram sua paulatina transformação de uma sociedade de caçadores-catadores seminômades em agricultores sedentários. O período pré-dinástico abrange de 4000 a.C. a 3100 a.C., aproximadamente.

Antigo Império

Durante as primeiras dinastias, construíram-se importantes complexos funerários para os faraós em Abidos e Sakkara. Os hieróglifos (escrita figurativa), forma de escrever a língua egípcia, encontravam-se então em seu primeiro nível de evolução e já mostravam seu caráter de algo vivo, como o resto da decoração.

Na III dinastia, a capital mudou-se para Mênfis e os faraós iniciaram a construção de pirâmides, que substituíram as mastabas como tumbas reais. O arquiteto, cientista e pensador Imhotep construiu para o faraó Zoser (c. 2737-2717 a.C.) uma pirâmide em degraus de pedra e um grupo de templos, altares e dependências afins. Deste período é o famoso conjunto monumental de Gizé, onde se encontram as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.

A escultura caracterizava-se pelo estilo hierático, a rigidez, as formas cúbicas e a frontalidade. Primeiro, talhava-se um bloco de pedra de forma retangular; depois, desenhava-se na frente e nas laterais da pedra a figura ou objeto a ser representado. Destaca-se, dessa época, a estátua rígida do faraó Quéfren (c. 2530 a.C.).

A escultura em relevo servia a dois propósitos fundamentais: glorificar o faraó (feita nos muros dos templos) e preparar o espírito em seu caminho até a eternidade (feita nas tumbas).

Na cerâmica, as peças ricamente decoradas do período pré-dinástico foram substituídas por belas peças não decoradas, de superfície polida e com uma grande variedade de formas e modelos, destinadas a servir de objetos de uso cotidiano. Já as jóias eram feitas em ouro e pedras semipreciosas, incorporando formas e desenhos, de animais e de vegetais.

Ao finalizar a VI dinastia, o poder central do Egito havia diminuído e os governantes locais decidiram fazer as tumbas em suas próprias províncias, em lugar de serem enterrados perto das necrópoles dos faraós a quem serviam. Desta dinastia data a estátua em metal mais antiga que se conhece no Egito: uma imagem em cobre (c. 2300 a.C.) de Pepi I (c. 2395-2360 a.C.).

Médio Império

Mentuhotep II, faraó da XI dinastia, foi o primeiro faraó do novo Egito unificado do Médio Império (2134-1784 a.C.). Criou um novo estilo ou uma nova tipologia de monumento funerário, provavelmente inspirado nos conjuntos funerários do Antigo Império. Na margem oeste do Tebas, até o outro lado do Nilo, no lugar denominado de Deir el Bahari, construiu-se um templo no vale ligado por um longo caminho real a outro templo que se encontrava instalado na encosta da montanha. Formado por uma mastaba coroada por uma pirâmide e rodeado de pórticos em dois níveis, os muros foram decorados com relevos do faraó em companhia dos deuses.

A escultura do Médio Império se caracterizava pela tendência ao realismo. Destacam-se os retratos de faraós como Amenemés III e Sesóstris III.

O costume entre os nobres de serem enterrados em tumbas construídas em seus próprios centros de influência, em vez de na capital, manteve-se vigente. Ainda que muitas delas estivessem decoradas com relevos, como as tumbas de Asuán, no sul, outras, como as de Beni Hassan e El Bersha, no Médio Egito, foram decoradas exclusivamente com pinturas. A pintura também decorava os sarcófagos retangulares de madeira, típicos deste período. Os desenhos eram muito lineares e mostravam grande minúcia nos detalhes.

No Médio Império, também foram produzidos magníficos trabalhos de arte decorativa, particularmente jóias feitas em metais preciosos com incrustação de pedras coloridas. Neste período aparece a técnica do granulado e o barro vidrado alcançou grande importância para a elaboração de amuletos e pequenas figuras.

Novo Império

O Novo Império (1570-1070 a.C.) começou com a XVIII dinastia e foi uma época de grande poder, riqueza e influência. Quase todos os faraós deste período preocuparam-se em ampliar o conjunto de templos de Karnak, centro de culto a Amon, que se converteu, assim, num dos mais impressionantes complexos religiosos da história. Próximo a este conjunto, destaca-se também o templo de Luxor.

Do Novo Império, também se destaca o insólito templo da rainha Hatshepsut, em Deir el Bahari, levantado pelo arquiteto Senemut (morto no ano de 1428 a.C.) e situado diante dos alcantilados do rio Nilo, junto ao templo de Mentuhotep II.

Durante a XIX Dinastia, na época de Ramsés II, um dos mais importantes faraós do Novo Império, foram construídos os gigantescos templos de Abu Simbel, na Núbia, ao sul do Egito.

A escultura, naquele momento, alcançou uma nova dimensão e surgiu um estilo cortesão, no qual se combinavam perfeitamente a elegância e a cuidadosa atenção aos detalhes mais delicados. Tal estilo alcançaria a maturidade nos tempos de Amenófis III.

A arte na época de Akhenaton refletia a revolução religiosa promovida pelo faraó, que adorava Aton, deus solar, e projetou uma linha artística orientada nesta nova direção, eliminando a imobilidade tradicional da arte egípcia.

Deste período, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c. 1365 a.C.).

A pintura predominou então na decoração das tumbas privadas. A necrópole de Tebas é uma rica fonte de informação sobre a lenta evolução da tradição artística, assim como de excelentes ilustrações da vida naquela época.

Durante o Novo Império, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcançaram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objetos de uso cotidiano, utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza técnica. Não há melhor exemplo para ilustrar esta afirmação do que o enxoval funerário da tumba (descoberta em 1922) de Tutankhamen.

Época tardia

Em Madinat Habu, perto de Tebas, na margem ocidental do Nilo, Ramsés III, o último da poderosa saga de faraós da XX dinastia, levantou um enorme templo funerário (1198-1167 a.C.), cujos restos são os mais conservados na atualidade.

O rei assírio Assurbanipal conquistou o Egito, convertendo-o em província assíria até que Psamético I (664-610 a.C.) libertou o país da dominação e criou uma nova dinastia, a XXVI, denominada saíta. Desse período, destacam-se os trabalhos de escultura em bronze, de grande suavidade e brandura na modelagem, com tendência a formas torneadas. Os egípcios tiveram então contato com os gregos, alguns dos quais haviam servido em seu exército como mercenários, e

também com os judeus, através de uma colônia que estes tinham no sul, perto de Asuán.

A conquista do país por Alexandre Magno, em 332 a.C., e pelos romanos, no ano 30 a.C., introduziu o Egito na esfera do mundo clássico, embora persistissem suas antigas tradições artísticas. Alexandre (fundador da cidade de Alexandria, que se converteu num importante foco da cultura helenística) e seus sucessores aparecem representados em relevo nos muros dos templos como se fossem autênticos faraós — e num claro estilo egípcio, e não clássico. Os templos construídos durante o período ptolomaico (helênico) repetem os modelos arquitetônicos tradicionais do Egito

Fonte: www.paralerepensar.com.br

Arte Egípcia

Arquitetura Egípcia

O Antigo Império é o mais longo e mais importante período da civilização egípcia, durou quase mil anos (3200 a.C. – 2052 a.C.), nele foram criados as primeiras leis civis e religiosas, sua identidade artística e a escrita hieroglífica. A primeira metade do império é marcada pelo isolamento do Egito em relação aos outros povos o que contribuiu para a sedimentação de sua cultura.

A partir de 3650 a.C. inicia a época chamada das pirâmides e a ela pertencem os faraós da III à VI dinastias. O primeiro faraó da III dinastia foi Djoser, que construiu o primeiro grande edifício de pedra: a pirâmide escalonada de Sakkara, no mesmo local onde se encontram as construções funerárias mais antigas do Egito em frente a Mênfis. Com o crescimento da cidade a necrópole também cresce, primeiro em direção sul até Dashur, depois em direção ao norte até Gizé. A IV começa com o faraó Snefru pai do famoso faraó Quéops, ele desenvolveu o método para construção de pirâmides de faces lisas, sua pirâmide foi construída em Dashur, mas foi superado pela magnificência dos faraós seguintes Quéops, Quéfrem e Miquerinos construtores do complexo de Gizé ao norte de Mênfis.

O Antigo Império termina com o período chamado Primeiro Intermediário (2190 a 2000) das dinastias VII à X. Por volta do ano 2000 a.C. a capital é transferida para Tebas.

O Novo Império é marcado pela arquitetura religiosa, são notáveis os templos de Amon-Ra em Karnak (por volta de 1570-1070 A.C.), de Horus em Edfu e outros. A arquitetura doméstica pode ser analisada a partir das casas desenterradas em Tel el Amarna que serviam aos artesãos contratados pelo faraó Aknaton (1500 a.C.). Embora as casas fossem construídas em alvenaria e não em pedra como nas grandes construções, inclusive no caso do faraó, tinham a significação essencial da arquitetura egípcia, dela se originam todas as formas arquitetônicas egípcias. O mais famoso faraó egípcio Ramsés II da XIX dinastia, reinou de 1290 a 1223 a.C.. Algumas de suas construções são: o Rameseum de Tebas, parte do templo de Luxor, e a sala hipostila do templo de Karnak. Afirma-se que ele mandou apagar o nome de outros faraós para colocar o próprio nas construções que mandou reconstruir.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Arte Egípcia

"O MUNDO ANTIGO"

Os egípcios amavam demais o mundo terreno para acreditarem que os seus prazeres chegassem necessariamente ao fim com a morte. Achavam que pelo menos os ricos e poderosos poderiam desfrutar as delicias da vida pela eternidade afora, desde que as imagens desses falecidos fossem reproduzidas em suas respectivas tumbas. Assim, boa parte da pintura egípcia era feita em prol dos mortos. Entretanto, é possível que os egípcios não julgassem que garantir uma boa vida após a morte exigisse muito gasto e que, por isso tenham escolhido a pintura como um recurso que poupava mão de obra e cortava gastos. Em lugar da dispendiosa arte escultórica ou da pedra talhada, empregava-se uma expressão artística mais barata, a pintura. Em todo o caso, é certo que o estilo de pintura cerimonial e formal usado nas paredes das tumbas não era o único disponível. Hoje sabemos que , ainda em vida, egípcios ricos tinham murais em casa e que estes eram elaborados em estilos pinturescos de rica textura. Infelizmente, só perduraram pequenos fragmentos desses murais.

A Pintura nas Tumbas Egipcías

Talvez uma das imagens mais impressionantes das tumbas egípcias sejam os “Gansos de Medum”, três majestosas aves da tumba de Nefermaat (um filho de Snefru, o primeiro faraó da IV Dinastia) e de sua esposa Itet.

Gansos de Medum
Gansos de Medum

Os gansos, que remontam a mais de 2 mil anos antes de Cristo, são apenas um detalhe num friso pictórico na antiga cidade de Medum, mas já sugerem a vitalidade e pujança dos triunfos escultóricos que estavam por vir. Outra pintura egípcia, da tumba de Ramose, mostra uma procissão funerária de Mulheres Lamentosas. Ramose foi ministro de Amenófis III e Amenófis IV (mais conhecido como Akhenaton), dois faraós da XVIII Dinastia. Nessa pintura, as mulheres são bidimensionais e esquemáticas, mas os gestos angustiados vibram com o pesar.

Tumba de Ramose
Tumba de Ramose

Para os antigos egípcios, o que importava era a “essência eterna”, aquilo que constituía a visão de uma realidade constante e imutável. Portanto, sua arte não se preocupava em variar as aparências para atingir efeito visual, e até mesmo a arguta observação da natureza (em figuras que aparentemente eram pintadas de memória) submetia-se a uma rígida padronização de formas, as quais muitas vezes se transformavam em símbolos. Se as cenas egípcias parecem definitivamente irreais, isso não se deve a nenhum “primitivismo” (pois fica bem clara a habilidade técnica e a evidente compreensão das formas naturais). Era antes, conseqüência direta da função essencialmente intelectual que a arte desempenhava.

Toda figura era mostrada do ângulo em que pudesse ser mais facilmente identificada, conforme uma escala que se baseava na hierarquia, sendo o tamanho dependente da posição social. Daí resultava um aspecto muitíssimo padronizado, esquemático e quase diagramático. A absoluta preocupação com a precisão e a representação “completa” aplicava-se a todos os temas; assim, a cabeça humana é sempre reproduzida de perfil, mas os olhos são sempre mostrados de frente. Por essa razão, não há perspectiva nas pinturas egípcias – tudo é bidimensional.

O Estilo e a Composição

Na maior parte, os murais egípcios, como na “Cena de caça a aves selvagens”, que está na tumba de um nobre em Tebas, eram criados com a técnica do “falso afresco” (que os italianos denominaram fresco secco).

Nesse método, a têmpera é aplicada à argamassa já seca, ao contrário do que acontece na verdadeira pintura a freco (o buon freco), que é feita sobre a massa úmida. A vida selvagem nos brejos de papiros e o gato de caça de Nebamun são mostrados com muita minúcia, mas a cena é idealizada.

Caça as Aves
Caça as Aves

O nobre está de pé em seu barco, segurando na mão direita três aves que acabou de abater e na esquerda uma espécie de bumerangue. É acompanhado pela esposa, que segura um buquê e usa um traje complexo, com um cone perfumado na cabeça. Entre as pernas de Nebamun, acocora-se sua filha, a pequena figura que apanha na água uma flor de lótus (a composição é um exemplo de como se convencionava determinar as dimensões das figuras conforme a hierarquia familiar e social). Na origem, essa pintura era parte de uma obra maior, que também incluía uma cena de pesca.

As Regras Egípcias de Representação

Na arte egípcia, a representação por inteiro da figura humana organizava-se segundo a chamada “regra de proporção”, um rígido quadriculado, com dezoito unidades de igual tamanho, que garantia a repetição acurada da forma ideal egípcia em quaisquer escalas e posições. Era um sistema a prova de erro, que estabelecia as distâncias exatas entre as partes do corpo. O sistema até especificava o comprimento exato das passadas nas figuras de caminhantes e a distância entre os pés (ambos mostrados da face interna) nas figuras que estivessem a pé e imóveis. Os artistas desenhavam o quadriculado na superfície de trabalho e então ajustavam ali dentro a figura que pretendiam representar. Uma prancheta de desenho da XVIII Dinastia mostra o faraó Tutmés III num quadriculado desse tipo.

Os egípcios não adornavam apenas tumbas: eles também pintavam esculturas. Acredita-se que essa bela escultura de calcário, a “Cabeça de Nefertite”, esposa do faraó Akhenaton, tenha sido uma cópia de ateliê, pois a encontraram entre as ruínas da oficina de um escultor.

Cabeça de Nefertite
Cabeça de Nefertite

Ela é tão comovente quanto uma cabeça de Botticelli, com a mesma melancolia tocante e delicada. Demonstra um afrouxamento das rígidas convenções que regiam a arte egípcia anterior (e que regeriam a posterior), pois Akhenaton rompeu com o estilo tradicional. Em seu reinado, os entalhes, esculturas e pinturas foram alentadoramente graciosos e originais.

Culturas Egéias da Idade do Bronze

A civilização minóica (300-1100 a.C.), uma cultura da Idade do Bronze que recebeu esse nome por causa do mítico rei Mino, foi a primeira a surgir na Europa. Tinha por base a pequena ilha de Creta, no mar Egeu, entre a Grécia e a Turquia, e desenvolveu-se mais ou menos em paralelo à civilização do Egito, seu vizinho africano. Mas, apesar de tal proximidade e de certas influências em comum, a cultura egípcia e a minóica permaneceram bastante separadas. A minóica viria a ter enorme influência na arte da Grécia antiga.

Cultural e geograficamente, Creta era o centro do mundo egeu. Também em paralelo com a civilização minóica, estava a das Cidades, um grupo de ilhas no Egeu. Dessa sociedade recuperaram-se ídolos, objetos cujas formas antigas, quase neolíticas, reduzem-se à mais simples abstração, mas ainda retêm o poder mágico do fetiche.

Amorgo
Amorgo

Aqui temos um estranho antecessor da arte abstrata de nosso século, na qual o corpo humano é visto em termos geométricos, com uma imensa força em bruto, contida e controlada pela força linear. Na origem, os olhos, bocas e outros traços dos ídolos eram pintados.

Fonte: www.portalartes.com.br

Arte Egípcia

A arte Egípcia surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas é entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Egípcia se destaca em procurar reflectir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupação com a delicadeza das formas. O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais. Os egípcios ao esculpir e pintar tinham o propósito de relatar os acontecimentos de sua época, as histórias dos Faraós, deuses e do seu povo em menor escala, já que as pessoas não podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos. Provavelmente eles não tiveram a intenção de nos deixar a "arte" de seus criadores. O tamanho das pessoas e objectos não caracterizavam necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objecto, o poder e o nível social. Os valores dos egípcios eram eternos e estáveis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. O Faraó representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era responsável pelo bem-estar do povo, sendo considerado também como um próprio Deus.

Nefertite
Nefertite

Arte e arquitetura do Egipto, edifícios, pinturas, esculturas e artes aplicadas do antigo Egipto, da pré-história à conquista romana no ano 30a.C. A história do Egipto foi a mais longa de todas as civilizações antigas que floresceram em torno do Mediterrâneo, estendendo-se, quase sem interrupção,desde aproximadamente o ano 3000a.C. até o século IV d.C.

A natureza do país — desenvolvido em torno do Nilo, que o banha e fertiliza, em quase total isolamento de influências culturais exteriores — produziu um estilo artístico que mal sofreu mudanças ao longo de seus mais de 3.000 anos de história. Todas as manifestações artísticas estiveram, basicamente, a serviço do estado, da religião e do faraó, considerado como um deus sobre a terra. Desde os primeiros tempos, a crença numa vida depois da morte ditou a norma de enterrar os corpos com seus melhores pertences, para assegurar seu trânsito na eternidade.
A regularidade dos ciclos naturais, o crescimento e a inundação anual do rio Nilo, a sucessão das estações e o curso solar que provocava o dia e a noite foram considerados como presentes dos deuses às pessoas do Egipto. O pensamento, a cultura e a moral egípicios eram baseados num profundo respeito pela ordem e pelo equilíbrio.

A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.

O intercâmbio cultural e a novidade nunca foram considerados como algo importante por si mesmos. Assim, as convenções e o estilo representativos da arte egípcia, estabelecidos desde o primeiro momento, continuaram praticamente imutáveis através dos tempos. Para o espectador contemporâneo a linguagem artística pode parecer rígida e estática. Sua intenção fundamental, sem dúvida, não foi a de criar uma imagem real das coisas tal como apareciam, mas sim captar para a eternidade a essência do objecto, da pessoa ou do animal representado.

Período pré-dinástico

Os primeiros povoadores pré-históricos assentaram-se sobre as terras ou planaltos formados pelos sedimentos que o rio Nilo havia depositado em seu curso. Os objectos e ferramentas deixados pelos primeiros habitantes do Egipto mostram sua paulatina transformação de uma sociedade de caçadores-catadores seminómades em agricultores sedentários. O período pré-dinástico abrange de 4000a.C. a 3100a.C., aproximadamente.

Antigo Império

Durante as primeiras dinastias, construíram-se importantes complexos funerários para os faraós em Abidos e Sakkara. Os hieróglifos (escrita figurativa), forma de escrever a língua egípcia, encontravam-se então em seu primeiro nível de evolução e já mostravam seu carácter de algo vivo, como o resto da decoração.

Na III dinastia, a capital mudou-se para Mênfis e os faraós iniciaram a construção de pirâmides, que substituíram as mastabas como tumbas reais. O arquitecto, cientista e pensador Imhotep construiu para o faraó Zoser (c.2737-2717a.C.) uma pirâmide em degraus de pedra e um grupo de templos, altares e dependências afins. Deste período é o famoso conjunto monumental de Gizé, onde se encontram as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.

A escultura caracterizava-se pelo estilo hierático, a rigidez, as formas cúbicas e a frontalidade. Primeiro, talhava-se um bloco de pedra de forma rectangular; depois, desenhava-se na frente e nas laterais da pedra a figura ou objecto a ser representado. Destaca-se, dessa época, a estátua rígida do faraó Quéfren (c.2530a.C.).

A escultura em relevo servia a dois propósitos fundamentais: glorificar o faraó (feita nos muros dos templos) e preparar o espírito em seu caminho até a eternidade (feita nas tumbas).

Na cerâmica, as peças ricamente decoradas do período pré-dinástico foram substituídas por belas peças não decoradas, de superfície polida e com uma grande variedade de formas e modelos, destinadas a servir de objectos de uso quotidiano. Já as jóias eram feitas em ouro e pedras semipreciosas, incorporando formas e desenhos, de animais e de vegetais.

Ao finalizar a VI dinastia, o poder central do Egipto havia diminuído e os governantes locais decidiram fazer as tumbas em suas próprias províncias, em lugar de serem enterrados perto das necrópoles dos faraós a quem serviam. Desta dinastia data a estátua em metal mais antiga que se conhece no Egipto: uma imagem em cobre (c.2300a.C.) de Pepi I (c.2395-2360a.C.).

Médio Império

Mentuhotep II, faraó da XI dinastia, foi o primeiro faraó do novo Egipto unificado do Médio Império (2134-1784a.C.). Criou um novo estilo ou uma nova tipologia de monumento funerário, provavelmente inspirado nos conjuntos funerários do Antigo Império. Na margem oeste do Tebas, até o outro lado do Nilo, no lugar denominado de Deir el Bahari, construiu-se um templo no vale ligado por um longo caminho real a outro templo que se encontrava instalado na encosta da montanha. Formado por uma mastaba coroada por uma pirâmide e rodeado de pórticos em dois níveis, os muros foram decorados com relevos do faraó em companhia dos deuses.

A escultura do Médio Império se caracterizava pela tendência ao realismo.

Destacam-se os retratos de faraós como Amenemés III e Sesóstris III.

O costume entre os nobres de serem enterrados em tumbas construídas em seus próprios centros de influência, em vez de na capital, manteve-se vigente. Ainda que muitas delas estivessem decoradas com relevos, como as tumbas de Asuán, no sul, outras, como as de Beni Hassan e El Bersha, no Médio Egipto, foram decoradas exclusivamente com pinturas. A pintura também decorava os sarcófagos rectangulares de madeira, típicos deste período. Os desenhos eram muito lineares e mostravam grande minúcia nos detalhes.

No Médio Império, também foram produzidos magníficos trabalhos de arte decorativa, particularmente jóias feitas em metais preciosos com incrustação de pedras coloridas. Neste período aparece a técnica do granulado e o barro vidrado alcançou grande importância para a elaboração de amuletos e pequenas figuras.

Novo Império

O Novo Império (1570-1070a.C.) começou com a XVIII dinastia e foi uma época de grande poder, riqueza e influência. Quase todos os faraós deste período preocuparam-se em ampliar o conjunto de templos de Karnak, centro de culto a Amon, que se converteu, assim, num dos mais impressionantes complexos religiosos da história. Próximo a este conjunto, destaca-se também o templo de Luxor.

Do Novo Império, também se destaca o insólito templo da rainha Hatshepsut, em Deir el Bahari, levantado pelo arquiteto Senemut (morto no ano de 1428a.C.) e situado diante dos alcantilados do rio Nilo, junto ao templo de Mentuhotep II.

Durante a XIX Dinastia, na época de Ramsés II, um dos mais importantes faraós do Novo Império, foram construídos os gigantescos templos de Abu Simbel, na Núbia, ao sul do Egipto.

A escultura, naquele momento, alcançou uma nova dimensão e surgiu um estilo cortesão, no qual se combinavam perfeitamente a elegância e a cuidadosa atenção aos detalhes mais delicados. Tal estilo alcançaria a maturidade nos tempos de Amenófis III.

A arte na época de Akhenaton refletia a revolução religiosa promovida pelo faraó, que adorava Aton, deus solar, e projetou uma linha artística orientada nesta nova direção, eliminando a imobilidade tradicional da arte egípcia. Deste período, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c.1365a.C.).

A pintura predominou então na decoração das tumbas privadas. A necrópole de Tebas é uma rica fonte de informação sobre a lenta evolução da tradição artística, assim como de excelentes ilustrações da vida naquela época.

Durante o Novo Império, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcançaram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objectos de uso quotidiano, utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza técnica. Não há melhor exemplo para ilustrar esta afirmação do que o enxoval funerário da tumba (descoberta em 1922) de Tutankhamen.

Época tardia

Em Madinat Habu, perto de Tebas, na margem ocidental do Nilo, Ramsés III, o último da poderosa saga de faraós da XX dinastia, levantou um enorme templo funerário (1198-1167a.C.), cujos restos são os mais conservados na actualidade.

O rei assírio Assurbanipal conquistou o Egipto, convertendo-o em província assíria até que Psamético I (664-610a.C.) libertou o país da dominação e criou uma nova dinastia, a XXVI, denominada saíta. Desse período, destacam-se os trabalhos de escultura em bronze, de grande suavidade e brandura na modelagem, com tendência a formas torneadas. Os egípcios tiveram então contato com os gregos, alguns dos quais haviam servido em seu exército como mercenários, e também com os judeus, através de uma colónia que estes tinham no sul, perto de Asuán.

A conquista do país por Alexandre Magno, em 332a.C., e pelos romanos, no ano 30a.C., introduziu o Egipto na esfera do mundo clássico, embora persistissem suas antigas tradições artísticas. Alexandre (fundador da cidade de Alexandria, que se converteu num importante foco da cultura helenística) e seus sucessores aparecem representados em relevo nos muros dos templos como se fossem autênticos faraós — e num claro estilo egípcio, e não clássico. Os templos construídos durante o período ptolemaico (helénico) repetem os modelos arquitetónicos tradicionais do Egipto.

Fonte: cultura.portaldomovimento.com

Arte Egípcia

Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, consequentemente, orientando toda a produção artística desse povo. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.

Faraó vai à caça com sua família
Figura 1 – O faraó vai à caça com sua família

O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos. A natureza do país – desenvolvido em torno do Nilo, que o banha e fertiliza, em quase total isolamento de influências culturais exteriores – produziu um estilo artístico que mal sofreu mudanças ao longo de seus mais de 3.000 anos de história. Todas as manifestações artísticas estiveram, basicamente, a serviço do estado, da religião e do faraó, considerado como um deus sobre a terra. Desde os primeiros tempos, a crença numa vida depois da morte ditou a norma de enterrar os corpos com seus melhores pertences, para assegurar seu trânsito na eternidade.

A regularidade dos ciclos naturais, o crescimento e a inundação anual do rio Nilo, a sucessão das estações e o curso solar que provocava o dia e a noite foram considerados como presentes dos deuses às pessoas do Egito. O pensamento, a cultura e a moral egípcia eram baseados num profundo respeito pela ordem e pelo equilíbrio.

A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.

O intercâmbio cultural e a novidade nunca foram considerados como algo importante. Assim, as convenções e o estilo representativos da arte egípcia, estabelecidos desde o primeiro momento, continuaram praticamente imutáveis através dos tempos. Para o espectador contemporâneo, a linguagem artística pode parecer rígida e estática. Sua intenção fundamental, sem dúvida, não foi a de criar uma imagem real das coisas tal como apareciam, mas sim captar, para a eternidade, a essência do objeto, da pessoa ou do animal representado.

ARQUITETURA

Existem várias formas de construções no Egito Antigo, porém é na construção de túmulos que os egípcios conseguem um nível inacreditável de trabalho, inovação e autenticidade.

Há três formas importantes de túmulos:

1 – A Mastaba

É a forma de túmulo mais antiga da civilização egípcia. Nela eram sepultadas pessoas de nível social mais alto.

2 – A Pirâmide

É a forma mais conhecida de túmulos do Egito. A grandiosidade, o alto preço e os roubos trouxeram essa forma de túmulos à decadência e ao abandono dentro do estilo egípcio. Isto, obviamente, demorou alguns séculos para acontecer.

Pirâmides de Gizé
Figura 2 – Pirâmides de Gizé

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren com o corpo representando a força do leão que era atribuída a esse faraó (força de atitude, não física), mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deulhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

As características gerais da arquitetura egípcia são:

Solidez e durabilidade

Sentimento de eternidade

Aspecto misterioso e impenetrável

As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que conduzia à câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.

3 – Os Hipogeus

Aparecem com a finalidade de evitar os saques dos túmulos, que ocorria graças as grandes riquezas que eram depositadas com o faraó ou com as pessoas da alta sociedade. Tratam-se de grandes túneis escavados nas montanhas que transformam-se em labirintos; tudo para enganar os ladrões de túmulos.

Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.

Para seu conhecimento

Esfinge

Representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos.

Obelisco

Eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar.

ESCULTURA

Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo, ainda, exageravam frequentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

Estátua mortuária do Faraó Ptolomeu
Figura 3 – Estátua mortuária do Faraó Ptolomeu

A escultura em relevo feita no Egito Antigo tem praticamente a mesma função e obedece as mesmas características da pintura. Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressões da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo. A forma de representação mais comum dentro da escultura egípcia é a posição da estátua sentada com as mãos sobre os joelhos. As estátuas egípcias, além de retratos, serviam como um corpo sobressalente. Se a mumificação não desse certo, ou se o corpo se perdesse, os egípcios acreditavam que a estátua iria ser a morada da alma ressuscitada.

Arte Egípcia

PINTURA

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas. O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais. A pintura egípcia tem basicamente a função da escrita. Ora representa situações do dia-a-dia (de pessoas simples ou de ilustres, como o faraó), ora serve para passar ao morto todas as instruções necessárias para que o mesmo volte à vida.

Anúbis
Figura 4 – Figura Antropozoomórfica de Anúbis

Suas características gerais são:

Ausência de três dimensões.

Ignorância da profundidade.

Colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo.

Lei da Frontalidade: determinava que o tronco da pessoa fosse representado de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.

O tamanho das pessoas e objetos não caracterizava necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social. Essa característica é conhecida como perspectiva invertida.

Os deuses egípcios são representados de três formas distintas:

1 – Zoomórfica

O deus é representado na forma animal.

2 – Antropomórfica

O deus é representado na forma humana.

3 – Antropozoomórfica

O deus é representado geralmente com cabeça de animal e com corpo humano, porém existem variações.

As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho (ou seja, homens mais escuros que as mulheres).

Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós.

Desenvolveram três formas de escrita:

1 – Hieróglifos

Considerados a escrita sagrada.

2 – Hierática

Uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes.

3 – Demótica

A escrita popular

O Livro dos Mortos costumava ser pintado nas paredes dos túmulos ou em um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.

Para seu conhecimento

Hieróglifos Foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo.

Mumificação Eram retirados o cérebro, os intestinos e outros órgãos vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo.

Nas cavidades do corpo eram colocadas resinas aromáticas e perfumes.

As incisões eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Potássio.

Após 70 dias, o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algodão, embebida em betume, que servia como impermeabilização.

Quando a Grande Barragem de Assuã foi concluída, em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram, literalmente, por água abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exceções desse drama do deserto, estão os templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. Em 1964, uma faraônica operação coordenada pela Unesco com recursos de vários países – um total de 40 milhões de dólares – removeu pedra por pedra e transferiu templos e estátuas para um local 61 metros acima da posição original, longe da margem do lago. O maior deles é o Grande Templo de Ramsés II, encravado na montanha de pedra com suas estátuas do faraó de 20 metros de altura. Além de salvar este valioso patrimônio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os faraós.

Queóps é a maior das três pirâmides, tinha originalmente 146 metros de altura, equivalente a um prédio de 48 andares. Nove metros já se foram, graças principalmente à ação corrosiva da poluição vinda do Cairo. Para erguê-la, foram precisos cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.

Akhenáton

Akhenáton e Nefertiti
Figura 5 – Akhenáton e Nefertiti fazem oferendas ao Deus Sol – Áton

Akhenáton (filho do sol), inicialmente denominado Amenófis IV, nasceu em Tebas no dia 24 de novembro de 1378 a.C. e foi o último faraó da décima oitava dinastia, período marcante na história egípcia. Cedo foi convidado a reinar, e de tal forma “imprimiu a sua personalidade no governo, que nisto não foi superado por qualquer outro faraó…”. Dentre outras coisas ele tentou inserir o monoteísmo no Egito Antigo. Tentou ainda fazer algumas mudanças na arte, como por exemplo, pedir que sua representação fosse feita de forma realista. Além da concepção monoteísta, já naquela época era contra a escravidão e o abate aos animais, contra os altos impostos e contra as guerras. Foi o construtor de Amarna, a cidade solar e o provocador da enorme revolução na arte egípcia, que em seu reinado ganhou mais realismo. Akhenáton morava na cidade de Amarna junto da esposa Nefertiti e os filhos do casal, em um belo palácio, como atestam as escavações. Nefertiti foi a primeira esposa de Akhenáton, por isso, era a única que tinha o título de rainha do Egito.

Era considerada uma das mais belas mulheres da corte de Amarna. Ela teve papel fundamental na revolução feita por Akhenáton, uma vez que tornou-se a suma sacerdotisa de Áton. Akhenáton era filho da rainha Tyi e do faraó Amenófis III. Tyi e Amenófis tiveram mais de um filho, Akhenáton era o mais novo. Mas todos os anteriores morreram e Akhenáton teve que reinar. Tyi viveu até o ano 16 do reinado de seu filho, e sem dúvida ajudou na grande reforma. Contudo, ela morreu em Tebas, não em Amarna. Sua tumba se encontra no Vale dos Reis.

Durante o Novo Império, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcançaram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objetos de uso cotidiano, utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza técnica. Não há melhor exemplo para ilustrar esta afirmação do que o enxoval funerário da tumba (descoberta em 1922) de Tutankhamon (filho de Akhenáton e Nefertiti).

A arte na época de Akhenáton refletia a revolução religiosa promovida pelo faraó, que adorava Áton, deus solar, e projetou uma linha artística orientada nesta nova direção, eliminando a imobilidade tradicional da arte egípcia.

Deste período, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c. 1365 a.C.).

Não se sabe ao certo como ou onde Akhenáton tenha morrido, mas sua tumba jamais foi encontrada.

Fonte: www.ubec.edu.br

Arte Egípcia

A Arte Egípcia teve muita influência da religiosidade durante a Idade Antiga. O povo glorificava os deuses e idolatrava os faraós, para os quais construíam grandes templos e pirâmides.

Arte Egípcia

Um aspecto que caracteriza essa arte é a Lei da Frontalidade, na qual as figuras humanas representadas estão sempre com a cabeça e as pernas de perfil, e os olhos e tronco, de frente. O tamanho das pessoas também varia de acordo com sua posição social.

A pintura egípcia é harmoniosa, assim como a escultura e a arquitetura. As obras passam a ilusão de força, majestade e imortalidade, pois a civilização acreditava que a vida após a morte seria muito melhor do que a atual.

Arte Egípcia

As figuras masculinas eram pintadas em vermelho, e as femininas, em ocre, com formas piramidais e simétricas.

Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos, que eram divididos em três categorias: Pirâmide (túmulo real destinado ao faraó), Mastaba (túmulo para a nobreza) e Hipogeu (túmulo destinado ao povo).

Fonte: www.acrilex.com.br

Arte Egípcia

A religião é talvez o aspecto mais significativo da cultura egípcia, pois tudo girava em torno dela. Na visão do povo egípcio o mundo poderia ser destruído não fossem as preces e os ritos religiosos. A felicidade nesta vida e a sobrevivência depois da morte eram assegurados pelas práticas rituais.

Tratava-se de um sistema de crenças particularmente voltado para a vida após a morte. Poder levar uma existência confortável no além, a arte precisava contribuir simbolicamente, a fim de manter o status social do morto. O corpo era embalsamado (múmia), colocado em sarcófagos superpostos, enterrados em lugares inacessíveis aos violadores de túmulos.

No Egito, a arte deveria sugerir o conceito de imutabilidade e eternidade das instituições político- sociais. Se a múmia de um faraó fosse destruida, sua alma iria viver no além sem um suporte terreno. Por isso, surgiram as estátuas como substitutas (duplos) da múmia. Sem estas estátuas, a alma não poderia identificar seu “duplo” e entrar nele. As estátuas personificam o defunto quando jovem dando a ideia de suportes eternos da alma, imperecíveis.

A religião portanto, invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e consequentemente, orientando toda produção artística deste povo. O tamanho da figura varia conforme sua importância social, é o que se chama Perspectiva Hierárquica, primeiro o deus ou faraó. O que se quer é narrar totalmente as coisas como elas são e não como aparecem em nossa visão momentânea.

Os egípcios acreditavam em deuses e também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. Por isso, a arte concretizou-se desde o início nos túmulos, nas estatuetas e nos vasos deixados juntos aos mortos. A arquitetura se restringe sobretudo nas construções mortuárias. As tumbas dos primeiros faraós eram réplicas de suas casas, já as pessoas sem importância social eram sepultadas em construções retangulares simples, chamadas mastabas. Entretanto, foram as mastabas que deram origem às grandes pirâmides construídas mais tarde.

Antigo Império (3200-2200 a. C.)

Destaca-se a Pirâmide de Djoser, talvez a primeira construção egípcia de grandes proporções. Destaca-se também as pirâmides do deserto de Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto com estas três pirâmides está a esfinge que representa o faraó Quéfren, com 20 m de altura e 74m de comprimento. Em mil anos, os egípcios construíram 105 pirâmides.

A arte ligada a religião servia de veículo de difusão dos preceitos e das crenças religiosas, por isso obedecia a padrões. A obra deveria revelar um perfeito domínio das técnicas de execução e não o estilo do artista. Assim, na pintura e nos baixos-relêvos haviam muitas regras a serem seguidas, dentre elas a Lei da Frontalidade que determinava que o tronco fosse de frente, enquanto sua cabeça, pernas e pés eram vistos de perfil, a figura era comumente retratada com duas mãos direitas pois era considerada a mais importante de corpo humano. De acordo com esta convenção, a arte deveria ser reconhecida claramente de que se tratava de uma representação, isto é, o observador não poderia confundi-la com o próprio ser humano.

A idéia da eternidade está sempre ligada a um estilo geometrizado, simplificado em imagens móveis. Porque tudo o que se move tem vida e o que possui vida deve um dia perecer.

Na escultura destaca-se O Escriba, a obra revela dados particulares do retratado, fisionomia, traços raciais e condição social. Outras esculturas porém, de pedra basalto, granito e diorita aparecem sempre em posições rígidas, em simetria bilateral, as mãos coladas no corpo, o pescoço protegido por um tipo de capuz ou peruca, os pés bem plantados no solo; o movimento fica por conta das pernas que se encontram uma a frente da outra.

Médio Império (2000-1750a. C.)

As convenções e o estilo conservador das técnicas de criação voltaram a produzir obras estereotipadas representando a aparência ideal dos seres, principalmente reis, e não seu aspecto real.

Novo império (1580-1085a. C.)

Os faraós reiniciaram as grandes construções. As mais conservadas são os templos de Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Destaca-se nestes templos um novo tipo de coluna trabalhada com motivos tirados da natureza, como o papiro e a flor de lotus. Destaca-se também neste período o templo da rainha Hatshepsut (séc. XV a. C.) cuja arquitetura tem como fundo uma montanha rochosa onde obra e natureza se fundem harmoniosamente.

Na pintura surgem criações mais artísticas e mais leves, com cores variadas e ganhando certo movimento. Chega até a ocorrer desobediência a rígida Lei da Frontalidade. Esta mudança ocorreu por Amenófis IV, que neutralizou o poder dos sacerdotes que chegavam a dominar até os faraós. Porém, com sua morte, os sacerdotes reassumiram o poder ao lado do faraó Tutancâmon. Este morreu com apenas 18 anos de idade. No seu túmulo foram encontrados papiros, vasos, arcas, trono, carruagens, esquifes e esculturas; entre as quais duas esculturas de quase 2 m de altura. A que continha o corpo de faraó era de ouro maciço com pedras preciosas.

Após o reinado de Tutancâmon, os reis da ditistia seguinte preocuparam-se em expandir o poder político do Egito. Destaca-se Ramsés II, que mostrou através da arte o poder, com estátuas gigantescas e imensas colunas dos templos onde eram esculpidos em hieróglifos (escrita ideogramática, pictórica ou simbólica) como elemento estético e com a intenção de deixar gravados para a posteridade as histórias dos cotidiano do Egito, explicando a importância do morto.

Após a morte de Ramsés II, o Império passou a ser governado pelos sacerdotes, houve uma estabilidade aparente, mas as ameaças de invasão acabaram acontecendo e o Egito foi invadido pelos etíopes, persas, gregos e romanos. Estas invasões foram aos poucos desorganizando a sociedade e consequentemente a sua arte, que vai perdendo suas características e refletindo a própria crise política do Império.

A arte egípcia, embora figurativa, empregava formas geométricas, portanto, abstratas, inorgânicas, inexistentes na natureza, conseguindo assim transmitir pela primeira vez na História da Arte o conceito de eternidade.

Fonte: www.she.art.br

Arte Egípcia

Uma das principais civilizações da antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais.

Os egípcios acreditavam que depois da morte havia outra vida. Dessa forma todos os setores da sociedade e também a arte, eram voltados à religião e os preparativos para o "além da vida".

O povo egípcio era culto, trabalhador e conhecedor das ciências exatas, da medicina, do artesanato, do cultivo da terra, etc.

A civilização egípcia foi uma das principais civilizações da antiguidade, não é à toa que até os dias atuais suas misteriosas pirâmides são estudadas.

Extremamente influenciados pela religião, os egípcios tiveram toda a vida, o universo, a organização social e política e a arte dominados pela religião.

Além de crer em deuses, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte muito mais importante do que a que eles viviam no presente.

A arte egípcia esteve focada na glorificação dos deuses e do "rei" faraó que era divinizado, para o qual se erguiam templos e pirâmides monstruosas.

A arte egípcia caracteriza-se a através dos seguintes aspectos:

Lei da frontalidade

A representação das figuras humanas seguem normas:

A cabeça é mostrada de perfil, os olhos de frente, as pernas de perfil e o tronco de frente

O tamanho das pessoas representadas varia de acordo com sua posição social. Ex:.o faraó é representado bem maior que sua esposa, vindo, em seguida o sacerdote, o escriba, os soldados e o povo

As decorações são feitas com hieróglifos, pinturas e relevos

As figuras representadas são rígidas, em absoluto repouso

A pintura é harmoniosa, assim como a escultura, e a arquitetura. As figuras masculinas são pintadas em vermelho e as femininas em ocre

São utilizadas formas piramidais e simétricas

Na arquitetura destacam -se as construções dos grandes templos e tumbas.

As características gerais da arquitetura egípcia são:

Solidez e durabilidade

Sentimento de eternidade

Aspecto misterioso e impenetrável.

Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos.

Divididos em três categorias:

1 – Pirâmide – túmulo real, destinado ao faraó
2 – Mastaba – túmulo para a nobreza
3 – Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.

Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididos conforme seu capitel:

Palmiforme – flores de palmeira
Papiriforme - flores de papiro
Lotiforme – flor de lótus.

Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, muitas vezes de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.

Fonte: www.spiner.com.br

Arte Egípcia

A RELIGIÃO NO ANTIGO EGITO

A religião marcava a vida no Antigo EGITO. Os animais eram adorados como divindades. As suas formas e normas eram adoptadas e condicionavam o procedimento humano. Isto justifica a forma como os deuses eram vistos: com cabeça de animal e corpo humano ou vice – versa. Por exemplo: Hátor a deusa do amor, da música e do vinho era representada com corpo de uma vaca ou de uma mulher ou misto. O deus Hórus era representado com cabeça de falcão. O deus Anubis era representado com cabeça de chacal.

Os deuses eram relacionados também com o Sistema Solar. O Sol era engolido ao anoitecer pela deusa Nut e ao amanhecer era representado pelo escaravelho, o deus da vida. Este mudava de nome conforme a posição do Sol: Jepre de manhã, Rá ao meio dia, Aton ao anoitecer.

Só ao faraó era concedida a possibilidade de uma "vida" no além depois da morte. Depois de ter reinado como encarnação do deus Hórus convertia-se no deus do mundo subterrâneo Osíris. O culto dos mortos foi muito popular até ao fim do Império Antigo. Por isso as tumbas dos faraós eram abastecidas por objectos úteis durante a vida e que não podiam faltar depois da morte: alimentos, jóias, roupas, figuras de criados que estavam lá para trabalhar para ele, etc.

RESUMO HISTÓRICO

No Antigo EGITO os feitos reais e os mitos estavam relacionados. Os acontecimentos históricos eram apresentados como o ano do reinado do faraó e não como uma sucessão de datas (cronologicamente). Os historiadores ordenaram a história antiga egípcia em Império Antigo, Médio e Novo. A divisão da história egípcia em 30 dinastias deve-se ao sacerdote Manenton que viveu durante o 3.º século antes de Cristo.

DINASTIAS

IMPÉRIO ANTIGO (3.200 a.C. – 2235 a. C.).

Também chamado Império Menfita pois a capital foi transladada para Menfis.

Na I e II dinastias o faraó Menes unificou o Alto e o Baixo EGITO. Na III dinastia o rei Zoser ordenou a construção da pirâmide escalonada de Saqqãrah que foi a primeira construção monumental em pedra da humanidade. As gigantescas pirâmides dos reis da IV dinastia Snofru, Keops, Kefren e Micerino mostram o poder ilimitado do rei.

Este império desmoronou-se durante a VI dinastia com Pepi II surgindo uma desunião espiritual e cultural. Começa então o primeiro período intermédio ou seja uma época obscura e agitada em que o EGITO se afunda na anarquia e desordem social. Estende-se desde a VII dinastia (cerca de 2180 a.C. até ao fim da XI dinastia (cerca de 2060 a.C.).

IMPÉRIO MÉDIO (2060 a.C. – 1650 a. C.)

Durante a XI dinastia Tebas tornou-se a capital do país. No final da XII dinastia começou o segundo período intermédio o mais desconhecido e duvidoso do antigo EGITO. Sabe-se apenas que foi invadido por povos estrangeiros vindos do oriente. A guerra de reconquista e libertação terminou cerca de 1622 a.C. quando Amosis, o fundador da XVIII dinastia, expulsou os invasores até ao sul da Palestina.

IMPÉRIO NOVO (1580 a.C.– 1085 a. C.)

Entre as XVIII e XX dinastias o EGITO atingiu a sua máxima extensão alcançando a Rio Eufrates no actual Iraque. Durante o reinado de Tutmosis.

III o EGITO alcançou a época de maior poder e riqueza. Comandou algumas expedições militares à Ásia onde obteve vitórias famosas em várias batalhas.

Com a corrupção e a crise económica a instalarem-se, teve início o desmoronamento do império. Entretanto os militares tomaram conta do poder. O mais famoso foi Ramsés II. apelidado "o grande" que deixou monumentos colossais para perpetuar os 67 anos do seu reinado.

ÉPOCA TARDIA (1085 a. C. – 323 a.C.) ou terceiro período intermédio:

Da XXI à XXX dinastias o EGITO foi governado por líbios e etíopes e por fim tornou-se uma província persa. O império desmoronou-se completamente com o falecimento de Alexandre Magno, (que foi um libertador do EGITO) a quem se deveu a fundação de Alexandria. Esta cidade chegou a ser depois o centro cultural de todo o mundo antigo.

O EGITO ISLÂMICO

As tropas árabes ocupam o EGITO em 640 e o Cairo torna-se a capital. Em 1517 é integrado no Império Otomano e em 1798 é ocupado por Napoleão. Em 1882 devido às suas dívidas é ocupado pela Inglaterra a qual proclama a sua independência em 1922. A partir daí o EGITO converte-se numa monarquia constitucional mas termina num golpe de estado em 1952. Em 1970 passa a denominar-se "República Árabe do EGITO".

A ARTE NO ANTIGO EGITO

A cultura egípcia antiga proporcionou uma das maiores influencias na humanidade.

A arte do EGITO Antigo é subretudo arte sacra. Templos, tumbas, pinturas morais, estátuas estavam ao serviço de uma religião que tenta dominar a morte e a profundidade cósmica. O faraó tornava-se uma figura central como mediador entre os deuses e os homens. A situação geográfica do país, isolado por mar e desertos também determinava o desenvolvimento da arte egípcia.

Arte Egípcia

As formas da arquitectura egípcia – pirâmide, tumbas rupes-tres e câmaras escuras – constituem reproduções das formas naturais da montanha, do bosque e das grutas. A pirâmide construída pelo povo durante a época das inundações servia para a sobrevivência do rei e com ele o bem estar de todo o povo. A sua grandiosidade era expressão do poder real. Às gigantescas construções da III e IV dinastias sucedem-se obras mais modestas durante a V e VI dinastias. A forma das colunas egípcias é determinada pelo objectivo que devem cumprir. Algumas evocam a vegetação (depois da criação do mundo) com formas de folhas de palmeiras e hieróglifos.

As paredes dos templos e das tumbas estão decoradas sempre (excepto no Império Antigo) com pinturas murais e relevos a cores. Os motivos temáticos abarcam desde cenas bélicas até aos sacrifícios religiosos, passando por imagens do dia a dia.

A escrita utilizada é a hieroglífica traduzida por Champollion a partir de uma pedra que foi achada em 1798 próximo da cidade de Roseta a que foi dado o nome de "Estrela de Roseta". Nessa pedra foi encontrada uma inscrição em três línguas: a hieroglífica (usada pelos sacerdotes e sábios), a demótica (usada pelo povo) e o grego já compreensível naquela época. Tratava-se de um decreto sacerdotal em honra de Ptolomeu Epifânio.

As paredes interiores estão quase sempre adornadas com altos relevos. Os muros exteriores estão decorados com baixos relevos devido ao efeito que produzem as sombras do sol. A pintura propriamente dita encontra-se principalmente nas tumbas do Império Novo nas quais as paredes foram cobertas por lodo do Nilo e cal formando um estuque e pintando-se em cima dele.

O artista egípcio desenha sempre alinhando detalhes importantes mas sem os relacionar no tempo e no espaço. Isso deve-se a uma visão do mundo baseada na totalidade e eternidade. O ser humano é representado numa combinação de perfil e vista frontal. O tamanho das pessoas ajusta-se à sua importância na vida real.

Para o escultor o motivo mais importante é o rei cuja representação artística adapta-se a diferentes fases históricas do EGITO: No Império Antigo a figura real e ao mesmo tempo divina irradia eternidade; no Império Médio apresenta o faraó como um ser humano e político pragmático; no Império Novo o faraó é convertido num herói idealizado.

PRINCIPAIS MONUMENTOS DO EGITO

Há 80 pirâmides conhecidas no EGITO. A forma piramidal aparece pela primeira vez durante a IV Dinastia. As pirâmides diferenciam-se pelo seu tamanho e pelos materiais utilizados na sua construção.

As mais conhecidas do EGITO são as Pirâmides de Giseh. Foram construídas à beira do deserto ocidental onde, segundo a antiga mitologia egípcia, começava o reino dos mortos.

Pirâmide de Keops
Pirâmide de Keops

A Pirâmide de Keops é a de maior tamanho com 227,5 metros de lado e uma altura original de 146,6 metros. É composta por 2,3 milhões de blocos de pedra com cerca de 2,5 toneladas cada um. Através de um corredor ascendente de pouca altura chega-se à grande galeria. Na câmara mortuária de granito rosado só se encontrou um sarcófago vazio sem tampa.

A Pirâmide de Kefrén encontra-se a sudoeste da Pirâmide de Keops. É um pouco mais baixa que esta com 143,2 metros de altura. Tem duas câmaras mortuárias: a primeira nunca foi utilizada. Na grande câmara funerária encontra-se um austero sarcófago de granito sem quaisquer inscrições.

A Esfinge (junto à Pirâmide de Kefren), uma figura esculpida na própria rocha revestida e formada por pedras, tem 57 metros de comprimento de 20 de altura. É a maior do antigo EGITO e data de há 4500 anos. Simboliza as virtudes de um faraó, mistura de corpo de leão com cabeça humana, unem-se as forças física e espiritual.

Pirâmide de Micerino
Pirâmide de Micerino

A Pirâmide de Micerino tem 62 metros de altura e é a mais pequena e a mais moderna deste conjunto.

Outra Pirâmide digna de nota está a poucos km ao sul de Gizeh. É a Pirâmide Saqqãrah (junto da antiga Menfis) escalonada de Zóser que é a mais antiga construção de pedra do mundo. No seu interior foram descobertos mais de 40.000 vasilhas e de maravilhosos azulejos de louça fina de cor verde azulado. Esta Pirâmide simboliza uma escada celestial pela qual o falecido rei subia até aos deuses.

TEMPLOS DE LUXOR E KARNAK

O Templo de Luxor , junto às margens do Nilo, foi iniciado por Amenofis II., engrandecido por Tutmosis III e terminado por Ramsés II. durante o período de maior riqueza e poder do EGITO Antigo. Por isso são inumeráveis as colunas, estátuas, pátios, mesquitas, santuários, etc., que aí ainda se podem admirar hoje.

À entrada encontra-se um dos dois Obeliscos que marcavam o acesso ao recinto. O outro foi trocado por um relógio em 1833 e erguido na Praça da Concórdia no centro de Paris. Das seis estátuas colossais de Ramsés II. sentado no seu trono, frente à entrada só se conservaram três com 15,5 metros de altura cada.

Obeliscos
Obeliscos

Na antiga avenida entre Luxor e Karnak (3 km) efectuava-se uma procissão da família dos deuses. Esse acontecimento está narrado detalhadamente nos relevos da Colunata processional. Era a festa do Opet. Nesta avenida as esfinges que a adornavam foram substituídas por outras com cabeça humana durante a XXX dinastia.

Na sala do nascimento está representado o mito da ascendência divina de Amenófis III.: o seu pai, o grande deus Amon, está sentado numa cama com a sua mãe de mãos dadas. Outros deuses o educam e preparam a ascendência ao trono. Outras estátuas de vários deuses encontram-se noutras salas o que demonstra a grandiosidade do Templo.

Estátuas do Egito

Os Templos de Karnak representam a história da antiga capital Tebas. Ao iniciar-se o Império Médio Tebas converteu-se na capital do país e Amon era o deus do Império. Durante os 2.000 anos seguintes os soberanos do EGITO tentaram ultrapassar-se uns aos outros na sua tarefa construtora. O poder e a riqueza do país assim como a influência exercida pelos sacerdotes de Ámon reflectem-se na história da arquitectura desta cidade.

A sua actual configuração remonta às XVIII e XIX dinastias e abarca três complexos diferentes. No centro encontra-se o Grande Templo de Amon, com cerca de 30 hectares, ao sul o Templo da deusa Mut (a esposa de Amon) e ao norte o Templo do deus Montu com cerca de 2,5 hectares de superfície.

Templos de Karnak

A porta de entrada do Grande Templo de Amon é a maior do EGITO com 113 metros de largura e 43,5 de altura.

O conjunto dos Templos de Karnak incluem também um lago sagrado com 120 metros de largura onde os sacerdotes cumpriam os seus rituais nocturnos.

Arte Egípcia

GRANDE SALA DE COLUNAS

Colunas Egípcias

Este gigantesco edifício era famoso durante a antiguidade clássica e estava considerado como uma das maravilhas do Mundo. Numa superfície de 5000 m² 134 colunas de 24 metros de altura, em forma de papiros, alinhadas em 16 filas imitam, simbolicamente um bosque sagrado. Nas paredes exteriores desta sala estão desenhados em baixo relevo acontecimentos históricos como batalhas contra os líbios, sírios e palestinianos assim como tratados de paz.

Também são dignos de nota o Grande Páteo com 8000 m2, o Santuário, a Sala de festejos de Tutmosis III, o Templo de Ramsés III e a Porta Oriental onde se encontrava o Obelisco de Letran com 30,7 metros de altura que se encontra agora em Roma.

O VALE DOS REIS

O Vale dos Reis está situado na margem ocidental do Nilo a poucos quilómetros de Luxor.

Tutmosis I da XVIII Dinastia foi o primeiro faraó a mandar construir uma tumba secreta no Vale dos Reis. A preferência por uma tumba neste local deveu-se aos roubos frequentes que aconteciam nas pirâmides. Aqui as entradas ficavam completamente cobertas e sem vestígios do exterior o que proporcionava aos faraós uma "vida eterna" em paz. Mesmo assim para evitar os roubos os protectores de tumbas às vezes tinham que mudar os túmulos dos soberanos à sua guarda para outros lugares. Ramsés III foi sepultado três vezes.

As tumbas foram escavadas no interior da montanha, de rocha caliça, às vezes até aos 200 metros incluindo corredores, escadas e salas. A decoração mural das tumbas foi extraída do Livro dos Mortos onde se narra as alegrias e as tristezas da vida no Além.

A partir de 1881 o segredo local onde estava as tumbas foi revelado o que levou a que várias dezenas fossem descobertas. A maior descoberta foi feita a 4 de Novembro de 1922 por um inglês chamado Haward Carter: a Tumba de Tutankamon que faleceu com 18 anos. Estava repleta de tesouros de enorme beleza e valor incalculável.

Tutmosis III
Tutmosis III

A Tumba de Tutmosis III. é uma das dez mais bonitas pois foi um faraó de grande originalidade e importância. A Tumba de Seti III. é uma das mais notáveis devido aos seus perfeitos baixo relevos e complexidade da sua construção. Outras tumbas dignas de visita são as de Ramsés VI., Amenofis II.

O VALE DAS RAINHAS

Está situado a 1.5 km do Vale dos Reis. Tem cerca de 80 tumbas, todas muito danificadas e de tamanho mais reduzido. As mais bem conservadas são as dos filhos de Ramsés III. em cujas pinturas sobressai a cor azul marinho.

OS TEMPLOS DE FILAE

Aswan encontra-se a 860 Km a sul do Cairo. Era aqui que os egípcios vinham buscar o famoso granito rosado com que construíam os seus monumentos e pirâmides. Pode ainda ser admirado, nos arredores da cidade, um obelisco incrustado na rocha com 42 metros de comprimento que foi abandonado devido a uma racha durante a sua construção. Foi devido a ele que foi possível conhecer a maneira como os egípcios talhavam a rocha.

A poucos quilómetros de Aswan encontra-se o complexo dos Templos de Filae. Foi construído numa ilha por ser o lugar do sono eterno de Osiris e, por isso, proibido a qualquer ser humano. O santuário principal está consagrado à sua esposa Isis e ao seu filho Harpócrates.

Arte Egípcia

No entanto, com a construção de um dique em 1898 esta ilha passou a ser inundada todos os meses do ano excepto Agosto e Setembro que os egípcios aproveitavam para a visitar em peregrinação pelo culto da deusa.

Mas para evitar a sua destruição pelas águas este complexo foi completamente desmontado entre 1972 e 1980 e reconstruído a 500 metros de distância na ilha Agilkia, que ficava a maior altitude. Foi recriado tal como estava na outra ilha.

O TEMPLO DE ABU-SIMBEL

A 320 km a sul de Asuan encontra-se Abu-Simbel a mais bela e grandiosa construção do maior e mais caprichoso faraó da história egípcia Ramsés II., o Grande.

Em 22 de Maio de 1813 foi descoberta, enterrada na areia do deserto, por Johann Burckhardt a parte superior das quatro estátuas gigantes. Só em Agosto de 1817 foi descoberta a porta de entrada do templo.

A fachada tem 38 metros de comprimento, 65 metros de profundidade e 31 metros de altura. Nela estão quatro estátuas colossais do faraó sentado no seu trono. Cada uma tem 20 metros de altura, 4 metros de orelha a orelha. Ao lado e entre as pernas estão outras mais pequenas dos filhos e da sua esposa Nefertari. O templo também é dedicado ao culto de Amon-Rá, Harmakis e Ptah.

No interior do templo encontra-se um santuário onde se realiza o "Milagre do Sol" apenas duas vezes por ano no dia do solstício em 21 de Março e 21 de Setembro. Um raio de sol atravessa os 65 metros que separa o santuário do exterior e invade de luz o ombro esquerdo da estátua de Amon-Rá. Uns minutos depois atinge Harmakis e desaparece. Esse raio de luz nunca atinge Ptah que é o deus da obscuridade. A decoração das paredes comemora a glória militar de Ramsés.

Junto do Templo de Ramsés encontra-se outro mais pequeno dedicado a sua esposa Nefertari. É constituído por seis estátuas com 10 metros de altura cada representando Ramsés II. e Nefertari (a única esposa de faraó representada na fachada de um templo).

Arte Egípcia

Este templo foi recortado da rocha original em 1036 blocos, com cerca de 30 toneladas cada um e montado 90 metros mais acima a fim de evitar que todo o templo ficasse completamente submerso pelas águas da barragem de Asuan em construção. Além disso foram recortados também 1112 blocos adjacentes ao templo a fim de completar a sua apresentação original. O primeiro bloco foi levantado em 12 de Maio de 1965 e em 22 de Setembro de 1968 foi inaugurado pela segunda vez no seu local definitivo já protegido das águas da albufeira.

Os engenheiros tiveram um cuidado enorme na reconstrução do templo de modo a que fosse possível manter o "Milagre do Sol" o que veio a confirmar-se na primavera seguinte.

CONCLUSÃO

Não há dúvida que sem o rio Nilo nada teria acontecido naquela região, este sempre foi a sua fonte de vida.

São inumeráveis os monumentos deixados pela antiga civilização do EGITO. Porém há muitos mistérios para os quais, com os conhecimentos que temos hoje, ainda não encontramos respostas. Um exemplo: continuamos sem saber como é que pintavam o interior das tumbas com tal precisão e perfeição, sem a iluminação que conhecemos hoje. Como era possível há 3.000 anos ?

Toda a história tão rica dos faraós encontra-se escrita em hieróglifos, nos seus monumentos. Mas alguns pormenores, para compreendermos melhor a civilização egípcia, não foram relatados. Por exemplo: como foi possível transportar, sem se quebrarem, os Obeliscos de Aswan até Luxor (208 km) pesando dezenas de toneladas e com os recursos da época?

O turismo é hoje uma excelente fonte de divisas para o EGITO sendo visitado por vários milhões de pessoas todos os anos. Os cruzeiros no Nilo, as pirâmides de Giseh, os templos de Luxor, Karnak o Vale dos Reis e Abu-Simbel são os locais mais procurados e de fama internacional.

Porém os grupos de fundamentalistas islâmicos da Djamaa Islamiya estão contra o regime actual no país. Estes tentam, por todos os meios, (atentados terroristas inclusivé) diminuir o número de turistas para assim o governo ficar privado das divisas tão necessárias ao seu desenvolvimento.

O presidente egípcio Anuar el Sadat foi assassinado em Albufeira, Portugal, em 1981 por um comando de muçulmanos integristas por ter assinado a paz com Israel e aproximado o seu regime aos países ocidentais.

BIBLIOGRAFIA

Asuan, File Abu Simbel, s/autor, , ed Casa Editrice Bonechi; Firenze – Itália, 1992.

EGITO, s/autor, ed Casa Editrice Bonechi; Firenze Itália, 1992.

KLOSTERMEIER, Inge, Guia de viagens – EGITO, ed. Plaza e Janes, S.A. Barcelona., 1988,1989.

NEVES, Pedro Almiro; ALMEIDA, Valdemar Castro, Novo Encontro da História, ed Porto Editora, Porto s/data

Fonte: www.geocities.com

Arte Egípcia

Arte do Antigo Egito

Máscara funerária de Tutankhamon
Máscara funerária de Tutankhamon

A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egipto localizada no vale do rio Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na região durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adoptadas: Período Arcaico, Império Antigo, Império Médio, Império Novo, Época Baixa, Período ptolemaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscuridade, tanto social e política como artística. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade.

O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, coleccionadores e mesmo o olhar amador. Apartir do momento em que se decifram os hieróglifos na Pedra de Roseta é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios.

Motivação e objetivos

A arte do antigo Egito serve acima de tudo objetivos políticos e religiosos. Para compreender a que nível se expressam estes objetivos é necessário ter em conta a figura do soberano absoluto, o faraó. Ele é o representante de Deus na Terra e é este seu aspecto divino que vai vincar profundamente a manifestação artística.

Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o faraó e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, isto porque a transição da vida à morte é vista, antecipada e preparada como um momento de passagem da vida terrena à vida após a morte, à vida eterna e suprema.

O faraó é imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade têm o privilégio de poder também ter acesso à outra vida. Os túmulos são, por isto, dos marcos mais representativos da arte egípcia, lá são depositados a múmia ou estátua (corpo físico que acolhe posteriormente a alma, ka) e todos os bens físicos do quotidiano que lhe serão necessários à existência após a morte.

Arte Egípcia

Estilo e normas

Pintura de oferendas na câmara tumular de Menna
Pintura de oferendas na câmara tumular de Menna

A arte egípcia é profundamente simbólica. Todas as representações estão repletas de significados que ajudam a caracterizar figuras, a estabelecer níveis hierárquicos e a descrever situações. Do mesmo modo a "simbologia" serve à estruturação, à simplificação e clarificação da mensagem transmitida criando um forte sentido de ordem e racionalidade extremamente importantes.

A harmonia e o equilíbrio devem ser mantidos, qualquer perturbação neste sistema é, consequentemente, um distúrbio na vida após a morte. Para atingir este objetivo de harmonia são utilizadas linhas simples, formas estilizadas, níveis rectilíneos de estruturação de espaços, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e às quais se atribuem significados próprios.

A hierarquia social e religiosa traduz-se, na representação artística, na atribuição de diferentes tamanhos às diferentes personagens, consoante a sua importância. Como exemplo, o faraó será sempre a maior figura numa representação bidimensional e a que possui estátuas e espaços arquitectónicos monumentais. Reforça-se assim o sentido simbólico, em que não é a noção de perspectiva (dos diferentes níveis de profundidade física), mas o poder e a importância que determinam a dimensão.

Mulher de Ramses II
Pintura na câmara tumular de Nefertari, mulher de Ramses II

As cores

A arte egípcia, à semelhança da arte grega, apreciava muito as cores. As estátuas, o interior do templos e dos túmulos eram profusamente coloridos. Porém, a passagem do tempo fez com que se perdessem as cores originais que cobriam as superfícies dos objetos e das estruturas.

As cores não cumpriam apenas a sua função primária decorativa, mas encontravam-se carregadas de simbolismo, que se descreve de seguida:

Preto (kem)

Era obtido a partir do carvão de madeira ou de pirolusite (óxido de manganésio do deserto do Sinai). Estava associado à noite e à morte, mas também poderia representar a fertilidade e a regeneração.

Este último aspecto encontra-se relacionado com as inundações anuais do Nilo, que trazia uma terra que fertilizava o solo (por esta razão, os Egípcios chamavam Khemet, "A Negra", à sua terra).

Na arte o preto era utilizado nas sobrancelhas, perucas, olhos e bocas. O deus Osíris era muitas vezes representado com a pele negra, assim como a rainha deificada Ahmés-Nefertari.

Branco (hedj)

Obtido a partir da cal ou do gesso, era a cor da pureza e da verdade. Como tal era utilizado artísticamente nas vestes dos sacerdotes e nos objetos rituais. As casas, as flores e os templos eram também pintados a branco.

Vermelho (decher)

Obtido a partir de ocres. O seu significado era ambivalente: por um lado representava a energia, o poder e a sexualidade, por outro lado estava associado ao maléfico deus Set, cujos olhos e cabelo eram pintados a vermelho, bem como ao deserto, local que os Egípcios evitavam. Era a vermelho que se pintava a pele dos homens.

Amarelo (ketj)

Para criarem o amarelo, os Egípcios recorriam ao óxido de ferro hidratado (limonite). Dado que o sol e o ouro eram amarelos, os Egípcios associaram esta cor à eternidade. As estátuas dos deuses eram feitas a ouro, assim como os objetos funerários do faraó, como as máscaras.

Verde (uadj)

Era produzido a partir da malaquite do Sinai. Simboliza a regeneração e a vida; a pele do deus Osíris poderia ser também pintada a verde.

Azul (khesebedj)

Obtido a partir da azurite (carbonato de cobre) ou recorrendo-se ao óxido de cobalto. Estava associado ao rio Nilo e ao céu.

Lei da Frontalidade

Embora seja uma arte estilizada é também uma arte de atenção ao pormenor, de detalhe realista, que tenta apresentar o aspecto mais revelador de determinada entidade, embora com restritos ângulos de visão. Para esta representação são só possíveis três pontos de vista pela parte do observador: de frente, de perfil e de cima, e que cunham o estilo de um forte componente de estática, de uma imobilidade solene.

O corpo humano, especialmente o de figuras importantes, é representado utilizando dois pontos de vista simultaneos, os que oferecem maior informação e favorecem a dignidade da personagem: os olhos, ombros e peito representam-se vistos de frente; a cabeça e as pernas representam-se vistos de lado.

O facto de, ao longo de tanto tempo, esta arte pouco ter variado e se terem verficado poucas inovações, deve-se aos rígidos cânones e normas a que os artistas deveriam obedecer e que, de certo modo, impunham barreiras ao espírito criativo individual.

A conjugação de todos estes elementos marca uma arte robusta, sólida, solene, criada para a eternidade.

O artista

Imhotep
Ilustração de Imhotep, o primeiro arquitecto conhecido.

Os criadores do legado egípcio chegam aos nossos dias anónimos, sendo que só em poucos casos se conhece efectivamente o nome do artista. Tão pouco se sabe sobre o seu carácter social e pessoal, que se crê talvez nem ter existido tal conceito no grupo artístico de então. Por regra, o artista egípcio não tem um sentido de individualidade da sua obra, ele efectua um trabalho consoante uma encomenda e requisições específicas e raramente assina o trabalho final. Também as limitações de criatividade impostas pelas normas estéticas, e as exigências funcionais de determinado empreendimento, reduzem o seu campo de actuação individual e, juntamente com o facto de ser considerado um executor da vontade divina, fazem do artista um elemento de um grupo anónimo que leva a cabo algo que o transcende.

O trabalho é efectuado em oficinas, onde se reunem os executores e os seus mestres nas diferentes tipologias artísticas, escultores, pintores, carpinteiros e mesmo embalsamadores. Nestes locais trabalha-se em série e os trabalhos saem em série.

No entanto é possível indentificar diferenças entre distintas obras e estilos que reflectem traços individuais de determinados artistas, onde se observam, por exemplo, inovações a nível de composição decorativa. Do mesmo modo tanto é possível reconhecer artistas com talento, genialidade e perfeito conhecimento dos materiais em obras de grande qualidade, como artistas que se limitam a fazer cópias.

Mas o artista é também visto como um indivíduo com uma tarefa divina importante. Mesmo que se trate de um executor ele necessita de contacto com o mundo divino para poder receber a sua força criadora. Sem ele não seria possível tornar visível o conteúdo espiritual, o invisível. O próprio termo para designar este executor, s-ankh, significa o que dá vida.

Variantes temporais

A arte egípcia prima, de um modo geral, pela constante homogeneidade e expressa um mundo pictórico e formal únicos. Esta característica cunha a arte de tal modo, que a identificação de determinada obra como pertencente a este grande movimento estilístico não oferece dificuldade.

Contudo existem algumas nuances no seu eixo estruturador que são, em grande parte, resultado da sucessão de acontecimentos históricos.

Período Arcaico ou Tinita

Durante o Período Arcaico, e após a descoberta da escrita, o Egipto está unido e o seu desenvolvimento acelera, estabelecendo-se e cristalizando-se já aqui os traços principais do que será a arte egípcia.

Pouco sobreviveu desta época, mas alguns túmulos e o seu respectivo recheio possibilitam uma ideia da arte da época.

Perde-se o primitivismo formal e são ainda presentes alguma influências da arte mesopotâmica, especialmente nas fachadas de templos, e domina ainda o uso do adobe cozido ao sol, substituído no final do período pela pedra.

Império Antigo

Pirâmides de Gizé
Pirâmides de Gizé

A III dinastia é remetida por alguns autores já para o início do Império Antigo. Com a transição para a pedra surge também a arquitectura monumental e a vincada noção egípcia de eternidade vinculada ao faraó. A mastaba assume-se como o túmulo para particulares por excelência, inicialmente em forma quadrangular ou de pirâmide truncada (mais tarde a pirâmide de degraus). As proporções do corpo humano tornam-se mais equilibradas e harmoniosas, cresce a atenção ao pormenor. É também desta altura Imhotep, o nome do primeiro construtor a ficar registado, responsável pelo uso da pedra talhada e da sua aplicação, não só a uma função, como também a objetivos expressivos. A edificação assume um objetivo simbólico.

Com o Império Antigo estabelece-se a calma e a segurança, bases ao próspero e veloz desenvolvimento da sociedade onde se estabelecem hierarquias governamentais. Durante a IV dinastia edificam-se as monumentais pirâmides faraónicas de Gizé (Quéfren, Quéops e Miquerinos) que fascinam pela sua impressionante construção. Talha-se a Esfinge perto da pirâmide de Quefren em dimensões monumentais, assumindo-se e homenageando-se o poder faraónico, embora na V dinastia se reduzam as dimensões monumentais para proporções mais humanas. É também nesta altura que se impulsiona o gosto pelas estátuas-retrato de grande robustez pelo seu volume cúbico e imobilidade.

As figuras apresentam-se de pé (em que a perna esquerda avança ligeiramente à frente) ou sentadas (na V dinastia surge também a posição do escriva sentado de pernas cruzadas) e denota-se a diferente coloração da pele usada nas figuras masculinas (mais escura) e femininas (mais clara). Em termos de decoração tumular propagam-se as representações realistas do quotidiano.

Escultura

Tríade de Menkauré
Uma tríade de Menkauré

No que diz respeito à escultura podem ser estabelecidas diferenças de concepção entre a estatuária real e a estatuária de particulares. Na primeira verifica-se um desejo de imponência, enquanto que a segunda tende para um maior realismo, detectável em trabalhos como o grupo escultórico de Rahotep e Nofert (IV dinastia).

A estátua do rei Djoser colocada no serdab do seu complexo funerário em Sakara revela ainda ligações com a arte do período anterior, mas como o rei Khafré e a sua conhecida estátua em diorite na qual o deus-falcão Hórus protege com as suas asas, oriunda do seu templo funerário em Guiza, nota-se já uma evolução. Do rei Menkauré chegaram até aos dias de hoje as chamadas díades e tríades. As primeiras consistem em estátuas do rei com a sua esposa, a rainha Khamerernebti II. Quanto às tríades, o rei surge representado com a deusa Hathor e uma personificação de um nomo.

Do tempo da V dinastia são escassas as estátuas de reis, mas em compensação abundam as estátuas de particulares. São desta época as várias estátuas de escribas que se encontram hoje em dia no Museu Egípcio do Cairo e no Museu do Louvre, que retratam estes funcionários na pose de pernas cruzadas, uma forma de representação que se manterá até à Época Greco-Romana.

Os materiais utilizados na escultura deste período foram diorite, granito, xisto, basalto, calcário e alabastro.

Primeiro Período Intermediário

Os tempos políticos conturbados reflectem-se também na arte tornando-a quase inextistente e com uma maior incidência nos textos literários, que expressam a revolução espiritual da época. Através das pilhagens de túmulos, a arte restrita dos faraós e figuras de maior importância passa para a mão do homem “mortal” que acredita ter o mesmo privilégio da vida eterna.

Império Médio

Após o período de decadência do poder central e de instabilidade política que foi o Primeiro Período Intermediário (e que se reflectiu na arte com o abandono dos cânones estabelecidos) inicia-se o Império Médio que corresponde à XI e XII dinastias.

Arquitetura

Na arquitetura adaptam-se os padrões estilísticos anteriores ao nível da construção, procurando-se retomar a construção de pirâmides. Contudo, estas pirâmides não atingem a grandeza das pirâmides do Império Antigo. Construídas com materiais de baixa qualidade e com técnicas deficientes, o que resta hoje destas construções é praticamente um monte de escombros. As mais altas pirâmides construídas nesta época foram a de Senuseret III (78 metros) e a de Amenemhat III3 (75 metros).

Mentuhotep, monarca que reunificou o Egipto após o Primeiro Período Intermediário, manda construir nas região de Tebas Ocidental o seu complexo funerário, no qual se detectam elementos da arquitectura do Império Antigo, como um templo do vale que conduz através de um caminho processional ao templo funerário junto à rocha.

Escultura

A expressão humana na escultura vai ganhar uma nova dimensão e realismo nesta época, passando-se a representar nas estátuas reais o envelhecimento. Mesmo a representação bidimensional perde a sua dependência dos cânones adoptando uma maior naturalidade e mesmo noções de profundidade tridimensional. Nesta época criam-se esfinges reais nas quais o rosto do monarca surge emoldurado por uma juba, como é o caso de uma esfinge de Amenemhat III.

Pintura

Os locais onde a Pintura do Antigo Egipto melhor se manifestou foram os túmulos dos governadores dos nomos, em cujas paredes se recriam cenas de caça, pesca, banquetes ou danças. Seguindo a tradição anterior, o dono do túmulo surge representado em tamanho superior às outras personagens. A pintura é realizada sobre estuque fresco ou sobre relevo.

Arte Egípcia

Artes decorativas e outras artes

As artes decorativas do Império Médio conhecem uma das épocas mais importantes, sobretudo no que diz respeito aos trabalhos de joalharia. Os amuletos, os pentes, os espelhos, as caixas e as candeiais caracterizam-se pela sua beleza. São bastante conhecidos os pequenos hipopótamos em faiança decorados com motivos vegetais.

A literatura desenvolve o gosto pelo provérbio, o romance, a história, passa também a obedecer a outras funções como as de influenciar a política, homenagear faraós e mesmo descrever e caracterizar profissões. Mas também a cunhar este momento está a inquietude herdada do período anterior.

Hipopótamo em faiança
Hipopótamo em faiança

Segundo Período Intermediário

Este é mais um período escuro e de inseguridade do qual pouco se sabe e no qual se praticaram mais a matemática, a medicina e a cópia de papiros de épocas anteriores.

Império Novo

Arquitetura

Templo de Hatchepsut
Templo de Hatchepsut

No Império Novo dá-se de novo a unificação do Egipto e a arte volta ter mais uma das suas épocas de ouro, com um novo começo em que se vão reavivar as tradições do passado e em que as forças criadoras vão erguer vários edifícios de pedra de construção arrojada e que ainda hoje podem ser admirados.

Foi na capital do Império Novo, a cidade de Tebas, que se ergueram os grandes edifícios desta época. A divindade da cidade era Amon e seu principal centro de culto era o Templo de Karnak, ao qual praticamente todos os monarcas do Império Novo procuram acrescentar estruturas como pilones.

No Império Novo os reis abandonaram a tradição de serem sepultado em pirâmides, optando por mandar escavar os seus túmulos nos rochedos próximos, num local hoje são designado como Vale dos Reis. Nesta atitude são seguidos pelos altos dignitários. A principal razão para esta mudança estaria relacionada com uma tentativa de evitar os saques. Porém, a intenção revelou-se fracassada: dos túmulos desta era apenas chegaram intactos até à época contemporânea o de Tuntankhamon, o do casal Iuia e Tuia (genros do rei Amen-hotep III e pais da rainha Tié) e dos dignitários Sennedjem e Khai.

Num local conhecido como Deir el-Bahari encontra-se o templo funerário da rainha Hatchepsut, mandando construir pelo seu arquitecto Senemut. O templo enquadra-se perfeitamente na falésia de calcário em que se encontra, situando-se junto ao vizinho templo de Mentuhotep II, construído quinhentos anos antes.

A arte de Amarna

Mas ainda na XVIII dinastia dá-se, com Amen-hotep IV (que mudou o nome para Akhenaton), uma revolução religiosa, em que o faraó proclama um "monoteísmo" com o culto de uma só divindade, o disco solar Aton. Nesta altura propaga-se o chamado “Estilo Ekhenaton” ou Estilo Amarniano (em função do nome moderno da cidade mandada construir por Akhenaton, Amarna), que se caracteriza por ser muito naturalista, em que se tenta quebrar com as regras anteriores da solidez e imobilidade. As obras deste período têm maior fluidez e flexibilidade. Principalmente na escultura assumem-se formas orgânicas e pouco geométricas, que atingem por vezes aspectos de caricatura. Os membros da família real são representados em cenas da vida familiar (aspecto completamente novo na arte egípcia) com crânios alongados, que não se sabe se seriam representações veristas da família (avançando alguns autores a hipótese de que a família real sofreria de síndrome de Marfan) ou apenas uma espécie de vanguarda artística. Apesar dos eventuais excessos, data deste período o famoso busto da esposa de Akhenaton, Nefertiti, descoberto em 1922 por uma equipa arqueológica alemã na casa do seu autor, o escultor Tutmés.

O gosto pela representação do mundo animal e vegetal está igualmente presente. Os sucessores de Akhenaton devolvem a arte aos padrões anteriores e com Tutancámon está-se já, de novo, no politeísmo.

Busto de Akhenaton
Busto de Akhenaton

Busto de Nefertiti
Busto de Nefertiti

Arte Egípcia

Da XIX dinastia egípcia é de referir Ramsés II que impulsionou diversas construções. Neste momento dá-se o pico da pintura e do relevo e a literatura abandona o pessimismo voltando-se para o relato ligeiro de histórias mitológicas, fábulas, épicos de guerra e também para poesia romântica. Até ao final deste período vão-se impor estilos variados não representativos, que retomam antigas tradições, especialmente a nível da escultura.

Terceiro Período Intermediário

Duas filhas de Akhenaton
Duas filhas de Akhenaton

Filha de Akhenaton
Uma filha de Akhenaton, talvez Meketaton

A época que se seguiu ao reinado de Ramsés III foi marcada pela progressiva desagregação do poder faraónico, sendo os últimos soberanos da XX dinastia meros reis fantoches. O Terceiro Período Intermediário, época que compreende cerca de trezentos e cinquenta anos e que corresponde à XXI até à XIV dinastias, vai continuar no essencial a arte desenvolvida no Império Novo.

Deste período destaca-se a perfeição alcançada no trabalho dos metais, que se detecta em trabalhos como as máscaras funerárias dos reis Psusennes I e Chechonk II, no pendente em ouro de Osorkon II e na estátua em bronze da adoradora divina de Amon Karomama.

Pendente em ouro de Osorkon II
Pendente em ouro de Osorkon II, que representa uma tríade de deuses composta por Osíris (ao centro), Hórus e Ísis

Época Baixa

A XXVI dinastia conseguiu reunificar o Egito, dando início à Época Baixa que se desenrola até à XXX dinastia, embora a presença de povos estrangeiros, como líbios, núbios e persas, é constante neste período.

Durante a Época Baixa o centro do poder real vai localizar-se na região do Delta, onde se encontram as capitais das várias dinastias, como Sais, Mendes e Sebenitos. São nestas cidades que se ordenam os grandes trabalhos arquitectónicos.

Na escultura da Época Baixa verifica-se um arcaísmo, uma inspiração nos modelos da época do Império Antigo. Na XXVI dinastia nota-se igualmente o apuro na polidez da pedra, dando origem a trabalhos que alguns autores denominam como "arte lambida".

Egipto ptolemaico

Templo de Filae em Assuão
Templo de Filae em Assuão

Em 343 a.C. o Egito assiste ao segundo período de dominação persa que termina em 332 a.C., quando Alexandre Magno conquistou o Egito. Após a sua morte será fundada no país das Duas Terras, por um dos seus generais, Ptolemeu I, uma dinastia que governará o país até à conquista romana de 30 a.C..

Apesar da sua origem macedónia, a dinastia ptolemaica adoptou as formas artísticas dos Egípcios. Os reis ptolemaicos foram representados nos templos como os antigos faraós. Das obras que ainda hoje se podem visitar no Egito permaneceram, em maior parte, as do período grego onde a arte adquire a forte influência da harmonia helenística. São desta época os conhecidos templos de Ísis em Filae, o templo de Hórus em Dendera e o templo de Edfu.

Bibliografia

CALADO, Margarida, PAIS DA SILVA, Jorge Henrique, Dicionário de Termos da Arte e Arquitectura, Editorial Presença, Liboa, 2005, ISBN 20130007
CENIVAL, Jean-Louis de, Ägypten, Das Zeitalter der Pharaonen, Bruckmann, München, 1964
HINDLEY, Geoffrey, O Grande Livro da Arte – Tesouros artísticos dos Mundo, Verbo, Lisboa/São Paulo, 1982
JANSON, H. W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1992, ISBN 972-31-0498-9
KOEPF, Hans; BINDING, Günther (Überarbeitung), Bildwörterbuch der Architektur, Alfred Kröner Verlag, Stuttgart, 1999, ISBN 3-520-19403-1
ZORN, Olivia, Wie erkenne ich? Die Kunst der Ägypter, Belser Verlag, Stuttgart, 2004, ISBN 3-7630-2421-2
e assim a vida coninua com esorias e estorias*

Fonte: pt.wikipedia.org

Arte Egípcia

A arte egípcia estava intimamente ligada à religião, por isso era bastante padronizada, não dando margens à criatividade ou à imaginação pessoal, pois a obra devia revelar um perfeito domínio das técnicas e não o estilo do artista.

A arte egípcia caracteriza-se pela representação da figura humana sempre com o tronco desenhado de frente, enquanto a cabeça, as pernas e os pés são colocados de perfil. O convencionalismo e o conservadorismo das técnicas de criação voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados que representam a aparência ideal dos seres, principalmente dos reis, e não seu aspecto real.

Após a morte de Ramsés II, o poder real tornou-se muito fraco. O Egito foi invadido sucessivamente pelos etíopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos.

A sua arte, que influenciada pela dos povos invasores, vai perdendo sua características.

A pintura egípcia teve seu apogeu durante o império novo, uma das etapas históricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, é preciso esclarecer que, devido à função religiosa dessa arte, os princípios pictóricos evoluíram muito pouco de um período para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representações da vida cotidiana e de batalhas, quando não de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatológica.

As figuras típicas dos murais egípcios, de perfil mas com os braços e o corpo de frente, são produto da utilização da perspectiva da aparência. Os egípcios não representaram as partes do corpo humano com base na sua posição real, mas sim levando em consideração a posição de onde melhor se observasse cada uma das partes: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que é a posição em que eles mais se destacam; os olhos, braços e tronco são mostrados de frente. Essa estética manteve-se até meados do império novo, manifestando-se depois a preferência pela representação frontal. Um capítulo à parte na arte egípcia é representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 símbolos gráficos, denominados hieróglifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixação foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua função religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pirâmides eram acompanhadas de textos e fórmulas mágicas dirigidas às divindades e aos mortos.

É curioso observar que a evolução da escrita em hieróglifos mais simples, a chamada escrita hierática, determinou na pintura uma evolução semelhante, traduzida em um processo de abstração. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspondência estilística com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hieráticas. Do império antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do império novo merecem menção os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas.

A pirâmide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magnífica obra lhe valeu a divinização. No início as tumbas egípcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a idéia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pirâmide. Também se deve a Imhotep a substituição do barro pela pedra, o que sem dúvida era mais apropriado, tendo em vista a conservação do corpo do morto. As primeiras pirâmides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas. As mais célebres do mundo pertencem com certeza à dinastia IV e se encontram em Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos, cujas faces são completamente lisas. A regularidade de certas pirâmides deve-se aparentemente à utilização de um número áureo, que muito poucos arquitetos conheciam. Outro tipo de construção foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a várias divindades ou a uma em particular. Normalmente eram divididos em duas ou três câmaras: a primeira para os profanos; a segunda para o faraó e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote. A entrada a esses templos era protegida por galerias de estátuas de grande porte e esfinges.

Quanto à arquitetura civil e palaciana, as ruínas existentes não permitem recolher muita informação a esse respeito.

A escultura egípcia foi antes de tudo animista, encontrando sua razão de ser na eternização do homem após a morte. Foi uma estatuária principalmente religiosa.

A representação de um faraó ou um nobre era o substituto físico da morte, sua cópia em caso de decomposição do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcançado pelos escultores egípcios, principalmente no império antigo. Com o passar do tempo, a exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando. As estatuetas de barro eram peças concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funerário.

Já a estatuária monumental de templos e palácios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova arquitetura imperial, de caráter representativo. Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo. Com os reis ptolemaicos, a grande influência da Grécia revelou-se na pureza das formas e no aperfeiçoamento das técnicas. A princípio, o retrato tridimensional foi privilégio de faraós e sacerdotes.

Com o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem menção os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, é considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Ambos são de autoria de um dos poucos artistas egípcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim. Igualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza são suficientes para testemunhar a elegância e a ostentação das cortes egípcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As jóias sempre tinham uma função específica (talismãs), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives também colaboraram na decoração de templos e palácios, revestindo muros com lâminas de ouro e prata lavrados contendo inscrições, dos quais restaram apenas testemunho.

Fonte: www.arteducacao.pro.br

Arte Egípcia

A arte Egípcia surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas é entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Egípcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupação com a delicadeza das formas.

O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais.

Os egípcios ao esculpir e pintar tinham o propósito de relatar os acontecimentos de sua época, as histórias dos Faraós, deuses e do seu povo em menor escala, já que as pessoas não podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos. Provavelmente eles não tiveram a intenção de nos deixar a “arte” de seus criadores.

O tamanho das pessoas e objetos não caracterizavam necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social.

Os valores dos egípcios eram eternos e estáveis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. O Faraó representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era responsável pelo bem-estar do povo, sendo considerado também como um próprio Deus

Fonte: www.expoart.com.br




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